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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cidade russa retira os judeus de placa memorial dos mortos durante a Segunda Guerra Mundial



Autoridades da cidade russa Rostov-n-Don retiraram uma placa memorial que mencionava os judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial, e a substituíram por outra que omite o Holocausto e a religião das vítimas. Um membro do parlamento russo diz que isso seria melhor para deixar para traz a amargura.
A placa marca o local de uma área sangrenta, que é conhecida como o "o Babi Yar Russo", pois lá foram assassinadas mais de 27.000 pessoas. As autoridades alegam que a placa teria sido lá colocada ilegalmente e, então seria removida, mas o Congresso Judaico Russo disse que procurará as medidas legais em uma tentativa de reverter a decisão, e que a substituição da placa não teria sido autorizada.
Em agosto de 1942, quando as tropas nazistas estavam no sul da Rússia, chegaram a uma área chamada de Zmiyevskaya Balka e lá massacraram mais de 27 mil pessoas, mais da metade deles judeus. Este foi o maior número de judeus assassinados em uma única ocasião durante toda a Segunda Guerra Mundial. De acordo com números do Yad Vashem, de agosto de 1942 a fevereiro 1943 os soldados de Hitler assassinaram entre 15.000 a 16.000 judeus na área de Rostov, que atualmente é considerada uma das cidades mais violentas da Rússia.
Um memorial erguido em 2004 para as vítimas menciona a motivação anti-semita para os assassinatos e a religião das vítimas. A nova placa não inclui qualquer menção sobre os judeus e simplesmente afirma que é em memória dos "cidadãos pacíficos de Rostov-on-Don e dos prisioneiros soviéticos de guerra". De acordo com a BBC, o vice-ministro da Cultura de Rostov Valery Gelas admitiu que as regras para a memória histórica não haviam sido respeitadas, porém afirmou que a nova placa iria lá permanecer, pois o novo texto estaria em linha com pesquisas históricas e os dados apresentados pelas autoridades culturais de Rostov.
Tamara Pletneva, que é membro comunista do parlamento Duma e participa do comitê das nacionalidades, disse que essa seria a hora para "esquecer a amargura e viver em paz".

Fonte: http://www.ruajudaica.com/

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