FERNANDO MASINI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
| Divulgação |
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| Emma Stone, Octavia Spencer e Viola Davis, três atrizes que concorrem ao Oscar, em cena do filme "Histórias Cruzadas" |
"Histórias Cruzadas" aborda um assunto espinhoso, mas o diretor Tate Taylor tenta a todo momento torná-lo menos áspero.
Indicado em três categorias do Oscar, incluindo a de melhor filme, o
longa mostra como empregadas domésticas negras eram tratadas pelas
patroas brancas no começo dos anos 1960, no Mississippi.
Quem nos conta a história é Aibileen (Viola Davis, que concorre à
estatueta de melhor atriz), uma diarista que perdeu tragicamente o
filho. Na casa onde trabalha, ela presta serviços de babá à filha
pequena da patroa, além de lavar e passar.
Aibileen tem de suportar humilhações diárias, assim como a amiga Minny
(Octavia Spencer, também lembrada pela Academia), repreendida após usar o
banheiro de Hilly (Bryce Dallas Howard), uma perua à frente da campanha
por segregação de hábitos entre brancos e negros.
A tensão racial transborda quando uma jovem jornalista branca, Skeeter
(Emma Stone), decide escrever um livro contando quem são essas mulheres
negras aviltadas, dando identidade e voz a elas.
Os depoimentos são cruéis, mas também engraçados, muito por conta do
jeito desbocado de Minny. A história tem ritmo de novela, sem grandes
nuances, mas emociona graças às ótimas interpretações.
Fonte: FOLHA DE SP

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