Representantes de diversos segmentos teriam trânsito livre durante a gestão de Vianna Santos
Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
Investigação sobre suposto tráfico de influência na
gestão do desembargador Antonio Carlos Vianna Santos, que presidiu o
Tribunal de Justiça de São Paulo em 2010, indica a ação de lobistas na
cúpula da maior corte estadual do País.
Representantes de empresas fornecedoras de diversos segmentos,
inclusive informática, e advogados teriam trânsito livre no gabinete do
presidente que conduziu uma administração emblemática.
Vianna ficou apenas um ano no comando do TJ. Ele morreu no dia 26 de
janeiro de 2011, aos 68 anos. Laudo do Instituto Médico Legal (IML)
atesta que o desembargador teve morte natural - sofria de diabete; a
perícia encontrou elevado teor de álcool etílico em seu sangue.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga a morte de
Vianna por meio de inquérito que corre sob segredo. Os investigadores
querem identificar todas as pessoas que estiveram com o desembargador
nas horas que antecederam sua morte. Relatos indicam graves desavenças
familiares.
Paralelamente à apuração policial, tramita investigação de caráter
criminal sobre a evolução patrimonial de Vianna e contratações por ele
autorizadas no âmbito do TJ. Testemunhas narram situações que podem
reforçar suspeita de que o desembargador foi "completamente envolvido"
pela atuação de pessoas muito próximas a ele e que tinham interesses
comerciais.
Uma linha de investigação mostra que uma empresa, em dezembro de
2010, teria presenteado o magistrado com um veículo de luxo avaliado em
R$ 340 mil - um Porsche Cayenne preto, ano 2011, placas EBM-7373. Ele
transferiu o carro para o nome de sua mulher, Maria Luiza Pereira Vianna
Santos, 19 dias antes de morrer. Maria Luiza não retornou ligação da
reportagem.
Fonte: ESTADO DE SP
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