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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OAB-RJ: movimentações atípicas no TRT-TJ são apenas ponta do iceberg



O presidente da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous defendeu hoje (07) a interferência urgente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nas investigações do caso da movimentação bancária milionária de um servidor do TRT do Rio de Janeiro porque “cada episódio apurado demonstra que estamos diante apenas da ponta do iceberg”. Pivô de uma crise no Judiciário por conta de 16 movimentações bancárias atípicas registradas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no valor de R$ 282 milhões, em 2002, o analista judiciário Rogério Figueiredo Vieira é dono de uma empresa de exportação em Miami e de uma casa adquirida por US$ 98 mil, segundo o site de notícias Consultor Jurídico.
A sociedade brasileira escandalizada – disse Damous - acompanha as informações a cerca da movimentação milionária do servidor do TRT. Infelizmente, o resultado das apurações não decorre de investigação do próprio Judiciário e sim da imprensa que neste momento cumpre um papel patriótico com esclarecimento desses fatos. Por este motivo é que após o reconhecimento da maioria dos ministros do STF do seu poder de punição, o órgão de controle externo do Judiciário não pode ficar apenas observando as seguidas denúncias contra o servidor da Justiça do Trabalho. “Precisa agir e já”, afirmou.
Segundo ainda o site, o servidor responde a cinco processos judiciais — um no Amazonas, outro no Paraná e três no Rio de Janeiro, por crimes contra o sistema financeiro e descaminho (importação de produtos estrangeiros sem pagamento de tributos). À época das primeiras ilegalidades detectadas pelo Banco Central, em 2000, ele já era servidor da Justiça do Trabalho. Seu ingresso, por concurso, ocorreu no TRT do Espírito Santo, mas em 1991 foi transferido para o TRT da 1ª Região, Rio de Janeiro. Com isto passou “a integrar definitivamente os quadros desta instituição em 1993, pelo instituto de redistribuição”, segundo nota divulgada pelo TRT.

Fonte: JORNAL DO BRASIL

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