Observação à distância parece não constituir um problema. Mas, no momento em que, valendo-se de barcos, os quais, levando turistas, aproximam-se dos animais, o entendimento muda, segundo a notícia abaixo.
Certa feita, Roberto Salum foi processado criminalmente, por haver se aproximado dos cetáceos, com sua equipe de TV, na região de Imbituba. O processo não deu em nada, sendo arquivado no STJ.
Abstraindo-nos da figura do radialista por derradeiro referida, será certo permitir-se a aproximação de barcos com turistas ou equipes de TV?
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Poluição sonora nos oceanos estressa baleias, diz estudo

Baleias francas estão na lista de espécies ameaçadas
Pesquisadores norte-americanos afirmam que o barulho de navios no norte do oceano Atlântico está causando estresse em baleias.
Segundo os cientistas do Aquário da Nova
Inglaterra, em Boston, os motores de navios emitem um som na mesma
frequência que algumas baleias usam para se comunicar.
Estudos anteriores já mostravam que as baleias mudam seus padrões de comunicação em lugares mais barulhentos.
Na pesquisa mais recente, os cientistas mediram
os níveis de hormônios relacionados ao estresse nas fezes das baleias e
descobriram que esses níveis aumentam de acordo com o aumento no tráfego
dos navios.
Os cientistas estudaram as baleias francas do
Atlântico norte na região da Baía de Fundy, no Canadá. A baleia está na
lista de espécies ameaçadas, mesmo depois de sua população ter
vivenciado um pequeno crescimento nos últimos anos.
No final do verão, essas baleias percorrem uma
área do Atlântico na costa leste da América do Norte e vão até a baía
canadense, para se alimentar.
Acreditava-se que a caça realizada séculos atrás
teria dizimado a população dessas baleias. Mas pesquisas mais recentes
mostram que o declínio ocorreu muito antes, por razões desconhecidas.
Rosalind Rolland, do Aquário da Nova Inglaterra,
afirmou que a população atual é de 490 animais, um aumento em relação
aos 350 registrados há uma década.
Queda no tráfego e no barulho
Cientistas estudam a baleia franca na baía canadense desde a década de 1980. Mas o último estudo, publicado na revista Proceedings of the Royal Society Journal B, ocorreu por sorte.
Depois dos ataques de 11 de setembro de 2011 em
Nova York e Washington, o tráfego de navios na baía caiu no Atlântico
norte. E os cientistas registraram uma queda de 6 decibéis na
intensidade do barulho registrada debaixo d'água.
Coincidentemente, outra equipe tinha apenas
iniciado um projeto de cinco anos para recolher e examinar fezes das
baleias francas do Atlântico norte.
As fezes recolhidas pela pesquisa de 2011, no
período de menor tráfego, mostraram um nível mais baixo de hormônios
glicocorticoides (associados ao estresse) do que o registrado nas
pesquisas nos verões seguintes, quando o tráfego voltou aos níveis
normais.
Primeira vez
"Esta foi a primeira vez que foi documentado o
efeito fisiológico. Afinal, estes são animais de 50 toneladas, o que faz
com que seu estudo não seja muito fácil", afirmou Rolland.
"Pesquisas anteriores mostraram que (as baleias)
mudam o padrão de vocalização em um ambiente barulhento, da mesma forma
que nós fazemos em uma festa, mas esta é a primeira vez que o estresse
foi registrado fisiologicamente", acrescentou.
Apesar dos registros, os cientistas ainda não sabem o quanto isso afeta as baleias.
O que se sabe é que o nível de barulho no oceano
tem aumentado nas últimas décadas. Uma análise mostrou que os ruídos na
região nordeste do oceano Pacífico tiveram um aumento de 10 a 12
decibéis em relação aos registrados na década de 60.
Fonte: BBC
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