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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pastor 'entrega' bispo durante culto: 'Cheirou muito pó comigo'

Homem falou de farras em motéis, consumo de um quilo de cocaína e outros na época em que os dois saíam juntos


O DIA


São Paulo - O bispo Rogério Formigoni, da Igreja Universal, protagonizou, ao lado de um pastor amigo de longa data, uma cena que viralizou na web nesta terça-feira. Ao ser chamado ao microfone pelo bispo durante um culto em São Paulo, o pastor conhecido como Luciano Farinha revelou, sem poupar detalhes, o que os dois faziam antes de assumirem seus cargos na igreja.

"Usou muita droga comigo... Você, hoje bispo, Rogério Formigão", começou o pastor. "Cheirou muito pó, fumou pedra, maconha, chá de cogumelo, lança… farra nos motéis do meu tio”, declarou o pastor durante o culto.

O pastor e o bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'. "Chegamos a comprar um quilo de cocaína pura. (...) Pergunta no interior de São Paulo, cidade de Lucélia, sobre o Luciano Farinha e o Formigão", disse.
Pastor e bispo chegaram a rir a respeito de suas antigas 'aventuras'
Foto: Reprodução Internet

O bispo de 38 anos é conhecido pelos fiéis da Universal por ajudar na recuperação de viciados em substâncias químicas. Autor do livro "A última pedra — Vícios têm cura", Formigoni já contou na web a respeito de sua jornada como usuário de drogas e até mesmo tráfico antes de se unir à igreja.

"Comecei dando meu primeiro trago em um cigarro na escola (...) Aquilo que era só para experimentar tornou-se meu maior pesadelo porque vieram as outras drogas, como cocaína, cola, anfetaminas, LSD, chás alucinógenos, crack e tudo que dava uma sensação de euforia ou poder eu estava topando", disse na página da Universal.

"Por causa das drogas e do dinheiro do tráfico, não faltavam mulheres e noites fora de casa, frequentava casas de prostituição, me relacionava com muitas mulheres casadas, solteiras, garotas de programa etc. Não tinha escrúpulos", contou.

Fonte: 
http://odia.ig.com.br/

Cães podem ser mais parecidos com os humanos do que se imagina



Gazeta do Povo


O que muitos donos de cachorros sempre desconfiaram pode estar se tornando uma verdade científica: os cães parecem com os humanos. E mais do que imaginamos, segundo reportagem da “National Geographic” publicada na semana passada.

A revista analisa uma série de pesquisas recentes sobre comportamento canino e aponta que eles têm várias características anteriormente observada em humanos e, raramente, no mundo animal. Entre elas, ler expressões faciais, sentir compaixão com sentimentos e assimilar as imagens de uma televisão.

De acordo com Laurie Santos, diretor do laboratório de pesquisas cognitivas Yale, ao conviver e prestar atenção nos humanos, os cães passaram a imitar o seu comportamento de muitas formas.
Estudos

Um dos estudos, por exemplo, aponta que estes pets podem se sensibilizar com emoções humanas.

Experimento conduzido pela cientista britânica Jennifer Meyer avaliou que eles reagem a demonstrações como tristeza e choro. Em um teste, quando os humanos fingiam chorar na frente de cães -- desconhecido --, os animais se aproximavam cheirando, tocando e lambendo. Para ela, estas são ações que caracterizam algo além de simples curiosidade (neste caso, eles ficariam apenas atentos e em estado de alerta).

Um outro estudo apontado na reportagem mostra que os cães que não passaram por nenhum tipo de treinamento tendem a seguir o olhar humano.

No experimento feito com 145 animais da raça border collie, observou-se que eles instintivamente olhavam para uma porta quando percebiam que seus donos estavam com os olhos fixados nela. É uma ação instintiva. Nos cães treinados isso não acontece porque eles são ensinados a focar apenas no rosto das pessoas, e não em onde elas estão olhando.

Os testes apontaram ainda que os cães muitas vezes olhavam de volta para a pessoa e, a seguir, retornavam os olhos para a porta. Parece algo pequeno e simples. Mas não é: esta capacidade só foi observada em humanos e chimpanzés anteriormente.

Para eles, o teste serve ainda como alerta para os efeitos que os treinamento podem estar causando em características instintivas dos animais.

Além de seguir os olhos dos donos, os cães podem também curtir um bom programa de tevê. Segundo a “National Geographic”, os animais percebem as imagens projetadas nos televisores de forma semelhante aos humanos. São capazes, inclusive, de reconhecer outros animais nas imagens.

As diferenças, no entanto, estão na velocidade com que captam as imagens -- eles as registram de forma mais rápida.

Além disso, os cães enxergam as variações de apenas duas cores primárias: amarelo e azul; enquanto humanos veem a gama completa.

Observação

Uma das pesquisas mais interessantes, no entanto, diz respeito à “investigação social”, um padrão de comportamento que nos humanos serve para se espelhar no que é correto e importante.

Um estudo publicado no jornal “Animal Behavior” mostra que os cães também fazem isso. No estudo, 54 animais foram colocadas em salas para assistir a seus donos tentarem tirar um rolo de fita de dentro de um recipiente.

Eles foram divididos em três grupos. Um chamado de “ajudante”, outro de “não ajudante” e, o terceiro, de “controle”. No grupo “ajudante”, o dono do cão pede auxílio a uma segunda pessoa. E ela atende. No grupo “não ajudante”, esta segunda pessoa vira as costas e não colabora com o dono. No grupo “controle”, a pessoa também vira as costas -- mas sem que o dono do cão tenha pedido ajuda. 

Em todos os três grupos há uma terceira pessoa, neutra, que apenas fica sentada na sala.

Depois da encenação, os cientistas pediram para que a pessoa responsável por ajudar ou não ajudar o dono do animal e a pessoa neutra oferecessem petiscos para o cão ao mesmo tempo.

No grupo de “não ajudantes”, eles observaram que os animais preferiram o alimento oferecido pela pessoa neutra, em detrimento da que negou auxílio.

Nos outros grupos foi diferente: os cães não demonstraram preferência alguma. Resultados de natureza semelhante já haviam sido percebidas em testes feitos com bebês e macacos.

Embora não apontem de forma taxativa, o estudo sugere que os pets tenham reprovado a atitude da pessoa que negou auxílio. Para os cientistas, ainda é preciso mais estudos para se ter esta comprovação.



Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/

Eduardo Cunha não paga multas por excesso de velocidade



Deputado é da 
bancada dos fiscais
do fiofó alheio


Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na foto, presidente da Câmara dos Deputados, está dando calote em dezessete multas de apenas um de seus carros, o Corolla preto. Quinze das multas foram lavradas por excesso de velocidade.

Seus outros carros são Porsche Cayenne, Touareg, Corolla, Edge, Tucson, Pajero Sport. Todos abastecidos com verba da Câmara, informou Lauro Jardim, do site da Veja.

Quem mais usa o Porsche Cayenne é Cláudia Cruz, mulher de Cunha. Esse carro também tem uma multa não paga. Ele foi flagrado estacionado em cima da calçada.

Cunha é um dos mais destacados integrante da bancada dos fiscais do fiofó dos outros, composta por parlamentares que posam de campões da moralidade, também alheia.

Com informação do site da Veja e foto de divulgação. 



Leia mais em http://www.paulopes.com.br

IMITANDO A ICAR - TJs (Testemunhas de Jeová) da Austrália acobertaram mais de mil casos de pedofilia



do site Religión Digital





Igreja é 
conivente
com o abuso


As Testemunhas de Jeová da Igreja australiana não informaram à polícia mais de mil casos de abusos sexuais praticados contra crianças em mais de 60 anos, anunciou nesta segunda-feira, 27 de julho, uma investigação do governo sobre o abuso e suas consequências.


A Comissão Real da Austrália, encarregada de responder institucionalmente aos abusos sexuais infantis, foi fundada em 2013 entre acusações de abusos sexuais em série cometidos contra menores na Igreja católica australiana. Esta comissão tem um amplo mandato para examinar as organizações religiosas e civis.


No início da audiência sobre as Testemunhas de Jeová, realizada nesta segunda-feira, Angus Stewart, o conselheiro superior assistente da Comissão, descreveu a igreja como uma seita insular, com regras projetadas para evitar os relatórios sobre abusos sexuais.

“A evidência de que a igreja não informou às autoridades civis nenhum dos 1.006 supostos casos sexuais identificados pelas Testemunhas de Jeová desde 1950, será apresentada à Comissão Real”, afirmou.


“Isto sugere que existem práticas na Igreja das Testemunhas de Jeová para reter informações sobre os delitos de abuso sexual infantil, impedindo de apresentar alegações sobre os abusos sexuais contra crianças à polícia ou às autoridades competentes”.


As Testemunhas de Jeová, cuja sede central encontra-se nos Estados Unidos, contam com cerca de oito milhões de membros em todo o mundo e são conhecidos por seus ministros exteriores e suas campanhas de porta em porta. Há cerca de 68 mil membros na Austrália, disse Stewart.


Dois membros da igreja, identificados como BCB e BCG, darão proximamente seu testemunho, que contém acusações contra membros mais antigos da Igreja, que os incitaram a não informar sobre os abusos sofridos.

Stewart descreveu múltiplas falhas institucionais na proteção das crianças ou na censura dos supostos abusadores, incluindo a doutrina liberadora de anciãos da igreja de sua responsabilidade de informar sobre os abusos, apesar de não existir uma obrigação legal para isso.

A igreja expulsou 401 membros após tomar conhecimento dos abusos internos, mas as Testemunhas de Jeová permitiram que 230 deles voltassem. Além disso, 35 membros voltaram inúmeras vezes.


Outro obstáculo que a igreja levantou contra este tipo de processo é o requisito de apresentar duas ou mais testemunhas para que a igreja procedesse à convocação do “comitê judicial”. Isto impediu o conhecimento de 125 acusações, assegurou Stewart.


A Comissão Real impediu os australianos de denunciar os abusos, encobrindo as características mais altas de suas comunidades de judeus ortodoxos e católicos romanos há décadas.


As denúncias chegaram inclusive ao Vaticano, onde o cardeal australiano George Pell, que se encontra agora no cargo de reformar os departamentos econômicos do Vaticano, foi objeto de numerosas acusações que alegavam que este não fez o suficiente para proteger as crianças vítimas de abusos. Este, no entanto, chamou essas acusações de “falsas” e “indignantes”.

Austrália criou uma comissão para investigar o acobertamento


Com tradução de André Langer para IHU Online.


Fonte: Leia mais em http://www.paulopes.com.br


terça-feira, 28 de julho de 2015

PORTUGAL - Padre Roberto nega chantagens e missas oficiosas



Igreja de Canelas, antiga paróquia do padre Roberto Carlos

RUI DUARTE SILVA

Ministério Público arquiva investigação contra o padre Abel Maia, pároco em Fafe, acusado de abusos sexuais. O autor das denúncias, o polémico padre Roberto Carlos, mantém-se em silêncio, mas a associação onde o pároco celebra missas privadas, em Canelas, fala em “prescrição dos factos”




As denúncias feitas pelo padre Roberto Carlos, antigo padre de Canelas (Vila Nova de Gaia), foram arquivadas no início do mês pelo Ministério Público. O pároco acusava o padre Abel Maia, de Fafe, de abusos sexuais de menores.

"A investigação abarcou o percurso profissional do denunciado de 1992 a 1994, de 2001 a 2003 e de 2008 a 2014 e o arquivamento baseou-se, quanto aos dois primeiros períodos temporais, na extinção do procedimento criminal por prescrição, na ausência de qualquer queixa por parte de eventuais vítimas e na ausência de indícios de se terem verificado os factos denunciados, e quanto ao terceiro período, na ausência de indícios", refere o DIAP da Comarca de Porto Este.

Para Miguel Rangel, o líder da Associação UCR!, de Canelas, que tem promovido algumas missas privadas do padre Roberto Carlos, "este acórdão, tal como a água benta, cada um toma o que quer". O responsável diz querer acreditar que com base em relatos privados de jovens à altura dos factos, em Coimbra, o arquivamento do MP se deve à prescrição dos factos e também por não terem sido denunciados pelas vítimas "por embaraço".

Miguel Rangel garante ser "falso" ter havido qualquer tipo de chantagem neste processo por parte do padre Roberto Carlos, que até ao momento se tem mantido incontável. Em resposta ao jornal "i", que esta segunda-feira publicou uma reportagem sobre o caso, a associação diz não existirem "missas oficiosas" celebradas pelo padre Roberto Carlos, como havia sido noticiado pelo jornal - mas reconhecem a existência de "missas privadas". No site da UCR! (que significa Associação Cultural e Humanitária) há várias fotos do pároco numa missa ao ar livre.

E acrescentam que o padre, "até contrariamente à vontade de boa parte da comunidade local, tem mantido um comportamento sereno e reservado sobre a sua própria situação de sofrimento".

Segundo o jornal "i", o padre pode vir a sofrer consequências pelo arquivamento do inquérito, e a ter de enfrentar vários processos, canónicos e civis. Para os canonistas ouvidos pelo jornal, Roberto Carlos arrisca-se, no limite, a ser suspenso.

Há cerca de um ano, o bispo do Porto comunicou que Roberto Carlos teria de ser transferido para a paróquia de Lousada ou para Marco de Canaveses. Desde então, mantém um braço de ferro com a hierarquia eclesiástica, contando com o apoio de grande parte da população de Canelas. Pelo meio, surge uma carta onde o pároco revela alegados abusos sexuais a menores do padre Abel Maia, de Fafe. O Ministério Público investigou a denúncia e um ano depois decidiu arquivá-la.

O Expresso tentou obter um comentário da diocese do Porto, mas até ao momento tal não foi possível.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Hillary Clinton declara abertamente uma guerra contra a religião





A democrata afirma que o governo deve usar “recursos coercitivos para redefinir os dogmas”

Marc Nozell


“Os códigos culturais profundamente enraizados, as crenças religiosas e as fobias estruturais precisam mudar. Os governos devem empregar seus recursos coercitivos para redefinir os dogmas religiosos tradicionais”.

Esta declaração ditatorial foi feita pela candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, durante uma conferência sobre feminismo no Lincoln Center de Manhattan, conforme publicado pelo jornal espanhol La Gaceta.

A candidata, que defende o reconhecimento do aborto como “um direito da mulher”, afirmou que as objeções de consciência fundamentadas em crenças religiosas estão por trás da discriminação de mulheres e homossexuais e, portanto, devem ser eliminadas. “Os direitos devem existir na prática, não só no papel. As leis têm de ser sustentadas com recursos reais”, disse Hillary.

Depois de defender a “saúde sexual e reprodutiva” (eufemismo para aborto) e o financiamento governamental de associações como a Planned Parenthood (a maior rede de clínicas abortistasdos Estados Unidos), Hillary Clinton criticou aqueles que “se erigem como líderes e preferem deixar a Planned Parenthood sem fundos”. 

Esta não é a primeira vez que a candidata democrata deixa clara a sua guerra particular contra a religião. Em 2011, durante uma conferência em Gênova, a então secretaria de Estado norte-americana declarou que um dos principais problemas sociais é o apelo a convicções religiosas para “limitar os direitos humanos do coletivo LGBT”.

Bill Donohue, representante da Liga Católica dos Estados Unidos, disse que nunca antes um candidato à presidência do país tinha declarado de forma pública e notória uma guerra contra a religião. “Candidatar-se à presidência dos Estados Unidos prometendo usar recursos públicos para acabar com as crenças religiosas é, provavelmente, o slogan progressista mais sincero da história”, ironizou Ed Morrissey no site HotAir.com. “Insinuar que uma nação construída sobre o pilar da liberdade religiosa vai empregar a força do Estado para mudar as práticas religiosas é uma declaração sem precedentes”, resumem os analistas.

Fonte: http://www.aleteia.org/

domingo, 26 de julho de 2015

JESUS TERIA REENCARNADO EM MULHER CHINESA, SEGUNDO A "IGREJA DE DEUS TODO PODEROSO"



Prisión para 14 miembros de una secta que cree que Jesús es una mujer china

Presuntos seguidores de la secta mataron a una mujer en un restaurante el año pasado y el incidente fue grabado por cámaras de seguridad



Pekín. (EFE).- Catorce miembros de la Iglesia de Dios Todopoderoso, una secta que cree que Jesucristo se ha reencarnado recientemente en una mujer de China, fueron condenados este fin de semana en dos juicios celebrados contra este culto perseguido por las autoridades comunistas, informó la agencia oficial Xinhua.

En uno de los procesos, que concluyó hoy en un tribunal de la ciudad de Zigui (provincia central de Hubei) se dictaron penas de prisión de entre 18 meses y tres años de cárcel para nueve seguidores de la secta, detenidos en julio de 2014.

Otros cinco correligionarios recibieron ayer condenas de entre dos y tres años de cárcel en otro juicio celebrado en la provincia nororiental china de Liaoning.

La Iglesia de Dios Todopoderoso, también conocida en China con el nombre de "Rayo Oriental", es una secta milenarista fundada en los años noventa por Zhao Weishan (huido más tarde a EEUU) que considera que Jesucristo ha regresado a la Tierra tomando la forma de una mujer china llamada Yang Xiangbin, en paradero desconocido.

El grupo, con cientos de seguidores en EEUU, China y países del sureste asiático, forma parte de la lista de sectas consideradas peligrosas y perseguidas por Pekín, especialmente desde el pasado año, cuando presuntos seguidores de la secta mataron a una mujer en un restaurante y el incidente fue grabado por cámaras de seguridad. Dos de esos agresores fueron condenados a muerte el pasado octubre.

Catorce organizaciones religiosas son consideradas "cultos ilegales" en China, país que, por otro lado, es acusado por organizaciones internacionales de reprimir la libertad religiosa de comunidades como la cristiana, la musulmana o la budista.


Radio ATEIA - PEDRO BARROSO (português) - Tão mulher

Radio ATEIA - ANA ALCAIDE (musica sefardita)*

* Música sefardita, de Sefarad (Espanha)

EUA - Candidatos 'alternativos' desafiam bipartidarismo em eleições presidenciais


Sean Nevins | Mint Press News | Washington - 18/07/2015 - 06h00
Presidenciáveis como Jill Stein, candidata pelo Partido Verde norte-americano, buscam convencer eleitores com novas propostas e mudar sistema que privilegia democratas e republicanos, que se revezam na Casa Branca desde 1854



Miljøpartiet De Grønne / Flickr CC
Jill Stein, candidata pelo Partido Verde à Presidência dos Estados Unidos em 2012, volta à disputa em 2016

A eleição presidencial nos Estados Unidos está se mostrando algo entediante para a população norte-americana, com as dinastias Bush – representada por Jeb, no Partido Republicano – e Clinton – representada por Hillary, no Partido Democrata – se preparando para assumir as rédeas do sistema capitalista corporativo do país. Muitos acreditam que este quadro gerará apenas a ilusão da escolha, em um duopólio que oferece bem pouco em termos de mudanças realmente significativas.

"Precisamos de alguém que desafie este sistema; não com a expectativa de que um terceiro candidato ganhe a eleição, mas de que ajude a mudar o curso do debate", diz Rocky Anderson, que foi prefeito de Salt Lake City, no estado de Utah, de 2000 a 2008, e candidato presidencial em 2012 pelo Justice Party (Partido da Justiça). O objetivo declarado então por seu partido era remover a influência corporativa sobre a política e colocar em foco debates sobre temas importantes como o complexo militar-industrial, a tortura e o sistema carcerário dos EUA.

Anderson diz que não será candidato nas eleições programadas para novembro de 2016, mas salientou que mais candidatos são essenciais, pois quando há um movimento político genuíno por trás deles, eles têm o poder de transformar a natureza da corrida presidencial, acredita.

Ele deu como exemplo Theodore Roosevelt e Ross Perot: Roosevelt concorreu à presidência dos EUA em 1912 pelo Partido Progressista, obtendo o segundo lugar, com 27,4% dos votos, e superando o candidato republicano, William Taft – Woodrow Wilson, o candidato democrata, acabou vencendo a eleição. Perot se candidatou como independente em 1992 e pelo Reform Party (Partido da Reforma) em 1996, obtendo 18,9% e 8,4% dos votos, respectivamente.

Anderson argumenta que, mesmo que eles não tenham vencido as eleições, estes candidatos acabaram por se mostrar vencedores, já que suas ideias se tornaram tão populares que os partidos principais acabaram cooptando-as. No caso de Roosevelt, essas ideias acabaram se tornando políticas públicas. "Os candidatos principais perceberam que precisavam adotar políticas como a jornada de trabalho semanal de 40 horas, o fim do trabalho infantil e a criação de aposentadorias", disse.

Quanto a quem estará incumbido desta tarefa nas próximas eleições, Anderson diz apoiar Bernie Sanders, senador do estado de Vermont pré-candidato à Presidência, mas diz ter se decepcionado por Sanders concorrer às prévias democratas em lugar de escolher um terceiro partido.

"Dependerá então da candidata Jill Stein e do Partido Verde a conscientização do público e a construção de um movimento de longo prazo", acredita.

Stein é a mais importante dentre as candidaturas de partidos menores concorrendo ao posto no Salão Oval em 2016. A médica e militante das áreas ambiental e de saúde também foi candidata presidencial pelo Partido Verde em 2012.

Outro potencial candidato favorecido por muitos eleitores liberais nos EUA é Gary Johnson, que também concorreu à Presidência em 2012 e foi governador do estado do Novo México entre 1995 e 2003. Não está claro se ele concorrerá no próximo ano.



Gary Johnson, candidato presidencial nos EUA em 2012 pelo Partido da Justiça. Foto: John Cruz / Facebook

Johnson realizou sua campanha tendo como base ideias populares entre os liberais, como a abolição do imposto sobre renda, da tributação de empresas e da Receita Federal, substituindo-as por um imposto federal sobre o consumo, que ele chama de "imposto justo".

Ele também chamou a atenção para as guerras norte-americanas mundo afora e suas consequências desastrosas. Em 2012, Johnson declarou: "Temos que parar com nossas intervenções militares. Temos que parar com os ataques com drones. Temos que parar com políticas que criam centenas de milhões de inimizades para este país, inimizades que não existiriam se não fossem por essas mesmas políticas. É sabido que quando falamos sobre ajudar outros países, trata-se de apoiar ditadores que estão do nosso lado".

A posição de Johnson, que também inclui a oposição ao cerceamento das liberdades civis, à vigilância estatal e à militarização da política, pode ser apoiada também pelo Partido Verde. No entanto, os dois partidos divergem com relação à política econômica.

O Partido Verde tem um projeto econômico e ambiental, chamado "Green New Deal" [“Novo Acordo Verde”, em tradução livre], que propõe uma transição integral para energias renováveis até 2030.

A candidata Jill Stein explica a motivação do projeto: "Nós temos uma emergência climática e uma emergência econômica". Ela disse que as duas crises estão relacionadas e precisam ser tratadas conjuntamente, ou não serão resolvidas.

O "New Deal Verde" é uma referência aos programas sociais e econômicos iniciados pelo então presidente Franklin D. Roosevelt entre 1933 e 1938, que ajudaram os EUA a se recuperar da quebra da bolsa em 1929 e da Grande Depressão. É um plano de quatro etapas que propõe um programa de criação integral de empregos em todo o país, uma transição para atividades econômicas ecologicamente sustentáveis e o desenvolvimento de uma nova infraestrutura, com baixas taxas de emissão de carbono, além da aprovação, reformulação e invalidação de diversas leis, a fim de criar um país mais democrático.

O plano alega que 25 milhões de empregos podem ser criados por meio de um programa federal que garanta "um cargo com salário mínimo para cada americano que deseje e esteja apto a trabalhar". O programa defende os direitos trabalhistas, um sistema de saúde público, um sistema educacional público livre de mensalidades, residências a custo acessível e impostos justos.

Para Stein, a transição proposta para uma economia verde depende de um governo que invista em soluções ambientalmente corretas para os problemas climáticos, como a poluição e a dependência excessiva de combustíveis fósseis, que já se demonstrou um incentivo a guerras para países dependentes do petróleo, como é o caso dos EUA.

"A ideia é que, implementando o New Deal Verde, nós não apenas reacenderíamos a economia, como também resolveríamos a crise climática, o que por sua vez torna as guerras por petróleo obsoletas, já que a principal motivação da política externa norte-americana hoje é a busca por novas fontes de energia, além da dominação econômica e militar do planeta, o que é um paradigma insustentável", diz Stein.

Shannon Kringen / Flickr CC
Kshama Sawant, vereadora de Seattle pelo partido Alternativa Socialista, durante campanha em março de 2014 

Ela também afirma que sua plataforma aborda a questão dos direitos humanos e o movimento Black Lives Matter [“As Vidas das Pessoas Negras Importam”, em tradução livre], incluindo a questão do racismo e dos grupos de supremacia branca, com os quais o movimento lida atualmente.

"O que o Black Lives Matter faz é insistir que olhemos para a totalidade do problema", diz Stein, complementando: "Não é tão complexo resolver isso".

Quanto aos altos índices de violência policial que se tornaram públicos ao longo dos últimos anos, em razão das mortes de pessoas negras desarmadas pelas mãos da polícia norte-americana, Stein defende soluções de curto prazo para aliviar alguns dos problemas entre a polícia e as comunidades locais.

"Precisamos que as comunidades tenham o poder de controlar sua polícia", diz Stein. "Temos que ter comissões cidadãs de controle, que seriam comissões de avaliação da polícia integradas por cidadãos, e realizar investigações em forças policiais que comecem a demonstrar violência e racismo".

Segundo Stein, soluções de longo prazo incluiriam trabalhar por justiça econômica, criação de escolas de qualidade em todas as regiões urbanas, garantir o acesso à saúde pública e a preservação dos direitos humanos, e abolir a guerra às drogas, o estado prisional e a linha-direta escola-prisão para a juventude pobre e negra.

Embora muitas destas reformas possam parecer ótimas para uma ampla gama de eleitores norte-americanos, um candidato de um terceiro partido nunca foi eleito para o maior cargo executivo do país. Millard Fillmore foi a última pessoa a ocupar o Salão Oval que não era nem democrata, nem republicano. Mas seu mandato, que durou entre 1850 a 1853, não foi muito representativo de um terceiro partido: Fillmore era membro do Whig Party, antecessor do Partido Republicano.

A eleição de 2012 teve como resultado menos de 1% de votos tanto para o Partido Verde (Green Party), quanto para o Partido da Justiça (Justice Party) e para o Partido Libertário (Libertarian Party), o que levanta dúvidas sobre se o apoio a um candidato de tais partidos é uma postura racional.

"Acho que há certo pessimismo e derrotismo entre alguns ativistas, que pensam que a enorme quantidade de dinheiro de que nossos oponentes dispõem torna nossos esforços irrelevantes", diz Philip Locker, diretor da campanha de Kshama Sawant, vereadora de Seattle, e porta-voz da Alternativa Socialista.

A Alternativa Socialista (Socialist Alternative) é um partido político marxista que conseguiu eleger Sawant como vereadora de Seattle em 2013. Ela foi a primeira socialista independente eleita em uma cidade grande norte-americana após muitas décadas, e a primeira a ocupar um cargo na Câmara Municipal de Seattle há mais de um século.

Segundo Locker, para um candidato de um partido alternativo vencer uma eleição, o ponto-chave é construir um movimento representativo de suas origens, que no caso de Sawant eram os trabalhadores de Seattle.

Ele afirma que há grandes obstáculos estruturais para um candidato da esquerda, já que a sociedade favorece políticos patrocinados pela classe alta e pelas grandes corporações, cujo auxílio vem principalmente na forma de doações financeiras.

No entanto, diz ele, "é possível conseguir uma quantidade significativa de dinheiro se os trabalhadores forem inspirados pela campanha e se convencerem de que ela é do interesse deles. Organizamos uma campanha que envolveu 400 pessoas. Recebemos doações de cerca de 1.500 pessoas e juntamos 160 mil dólares sem aceitar um único centavo de qualquer empresa grande".

Richard Conlin, o candidato oponente, gastou 260 mil, diz Locker.

"Não seríamos capazes de juntar mais dinheiro do que nossos adversários, mas conseguimos o suficiente para financiar uma campanha robusta e transmitir nossa mensagem para a maioria dos trabalhadores, que eram nosso público", conta.

Um componente importante da campanha foi a imprensa. Locker enfatiza que Sawant foi negligenciada pela mídia, inclusive pela mídia independente, até ter conseguido obter o apoio que impossibilitou que continuasse sendo ignorada. "Ela nunca teria feito nenhum progresso se dependêssemos da generosidade da imprensa", diz.

Um dos poucos veículos que apoiaram Sawant foi um jornal semanal alternativo de Seattle chamado The Stranger. Locker defende, entretanto, que é preciso muito mais do que o apoio de um semanário alternativo.

Ele propõe que o movimento operário e organizações progressistas criem seus próprios veículos midiáticos independentes, tratando das questões pertinentes aos trabalhadores e de movimentos progressistas. "Fundamentalmente, este é o ponto de vista que nós, como socialistas, temos. Democratizar a mídia significa que tem de haver veículos de imprensa que representem os interesses dos 99%", diz Locker.

A candidata do Partido Verde, Jill Stein, tem uma opinião semelhante à de Locker no que diz respeito à atenção midiática à campanha. "Desde muito cedo em nossa campanha estamos sendo acompanhados por veículos de mídia independente para os quais precisamos provar nosso potencial. Eles precisaram ver o que éramos capazes de fazer e o que nos orientava para que percebessem que éramos a opção certa", diz ela.

Connie Ma / Flickr CC
Debate presidencial alternativo em 2012: Jill Stein (Partido Verde), Rocky Anderson (Partido da Justiça), Virgil Goode (Partido da Constituição) e Gary Johnson (Partido Libertário)

Os candidatos presidenciais alternativos criticam problemas estruturais no sistema político norte-americano que precisam ser tratados. Jill Stein, Gary Johnson – possível candidato dos libertários – e outros se uniram em uma causa judicial contra o sistema bipartidário.

O processo contra a Comissão Eleitoral Federal busca abrir os debates entre candidatos presidenciais para os demais partidos. Os requerentes alegam que a Comissão sobre Debates Presidenciais, que limita o número de candidatos permitidos no evento, não está sendo regulada adequadamente pelo órgão.

O processo afirma: "É pouco provável que o povo norte-americano tenha a chance de eleger um candidato independente, já que o sistema político está calibrado em favor de democratas e republicanos. Os dois principais partidos criaram uma série de regras antidemocráticas que impedem que os norte-americanos sejam informados sobre candidatos que eles podem vir a preferir em detrimento dos candidatos destes dois partidos".

"Nós precisamos lutar a batalha eleitoral tanto quanto batalhas baseadas em problemas específicos. Se não fizermos isso, todo o nosso trabalho nas ruas, na comunidade, nas escolas, nos locais de trabalho, pode ser apagado em um piscar de olhos", diz Stein.

Tradução: Henrique Mendes

Matéria original publicada no site norte-americano Mint Press News, via OPERA MUNDI