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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O PODER DOS RENTISTAS - Jimmy Carter diz que EUA são uma “oligarquia podre”




A vida política nos EUA transformou-se num mercado, em que os decisores políticos recebem muito dinheiro para tomar certas decisões, diz Jimmy Carter

KENA BETANCUR / AFP / GETTY IMAGES


O antigo Presidente norte-americano diz que não considera os Estados Unidos uma democracia, devido aos subornos generalizados




O antigo Presidente democrata norte-americano Jimmy Carter (1977-1981) criticou veementemente a prática de “suborno político ilimitado” nos Estados Unidos, que fez com que houvesse “uma subversão completa do sistema político como uma recompensa aos grandes contribuintes”.

A declaração do 39.º Presidente dos EUA (que recebeu o Prémio Nobel depois de abandonar o cargo, em 2002, pela sua ação em prol da paz mundial) fez a declaração numa entrevista a Tom Hartmann, apresentador de rádio e comentador político, que foi reproduzida pelo “The European Union Times”. Para Carter, hoje com 90 anos, o seu país não é um Estado democrático.

Segundo afirma o ex-Presidente, que perdeu um segundo mandato para o republicano Ronald Reagan, os EUA transformaram-se numa “verdadeira oligarquia”, onde o poder está concentrado nas mãos da elite financeira.

Tal facto foi possível, diz, devido a uma decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos (“Citizens United vs. Comissão Eleitoral Federal”), que permitiu às grandes empresas fazer investimentos financeiros ilimitados na esfera política.

“A VIDA POLÍTICA É UM MERCADO"

O antigo Presidente faz duras acusações ao sistema político, afirmando, nomeadamente, que os EUA são uma oligarquia, em que o poder é gerado através de subornos a todos os candidatos presidenciais e dos governadores.

A vida política nos Estados Unidos transformou-se num mercado, em que os decisores políticos recebem muito dinheiro para tomar certas decisões, diz Jimmy Carter.

Anteriormente, o ex-vice-presidente Al Gore já havia descrito o sistema político dos Estados Unidos como “catastrófico”, apontando também a corrupção da esfera política americana, em que os políticos trabalham para os interesses das grandes empresas, em vez das pessoas.

Al Gore perdeu as eleições presidenciais para George W. Bush, em 2000, na sequência de um processo muito controverso de contagem de algumas centenas de votos na Florida, estado governado na época por Jeb Bush, irmão de George W.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/

Perseguição aos cristãos pelos romanos é mito, afirma livro



Este quadro não faz sentido porque
romanos eram tolerantes religiosos

O filósofo Friedrich Netzsche escreveu que os cristãos gostam de fazer o papel de vítimas, de coitadinhos, para tirar proveito disso. É como se eles dissessem a todo instante: “Somos perseguidos, embora sejamos bonzinhos.”
O livro The Myth of Persecution: How Early Christians Invented a Story of Martyrdom (“O mito da perseguição: como os primeiros cristãos inventaram uma história de martírio”, em tradução livre), de Candida Moss, reforça a abordagem de Nietzsche, pelo menos quanto à suposta perseguição dos cristãos pelos romanos. Ela é professora de Novo Testamento e de cristianismo primitivo na Notre Dame, universidade católica dos Estados Unidos.

De acordo com a tradição da Igreja Católica e a crença popular, os primeiros cristãos foram implacavelmente perseguidos pelo Império Romano e muitos deles, vivos, serviram de comida de leões, no Coliseu, tornando-se mártires que são venerados até hoje. Tudo ficção.

A verdade é que até um século depois de o cristianismo se tornar religião oficial do Império Romano, na época de Constantino, não havia sequer um único registro de fonte fidedigna de execução de cristão por romano. “Acusações aos cristãos eram raras”, constatou Candida.

Com certeza, alguns cristãos sentiram o peso da brutalidade romana, como pessoas de outras crenças, mas não pelo fato de eles acreditarem em uma divindade chamada Jesus.Foi por algum outro motivo.

Politeístas, os poderosos romanos não se importariam e nem se sentiriam ameaçados por uma pequena seita cujos seguidores adoravam um único deus. Seita que era apenas mais uma entre tantas outras. Os cristãos não tiveram na época a importância a qual hoje afirmam que tiveram.

As histórias sobre a vida e a morte dos mártires se firmam no século II dC como um novo gênero de ficção. Elas se tornaram muito popular, conta Candida Moss. Nos relatos, havia muita violência: cristãos sendo pisoteados até a morte ou decapitados por oficiais romanos. 

Alguns historiadores classificam essas histórias como “pornografia sagrada de crueldade", porque se referiam a homens e mulheres da igreja primitiva os quais teriam sido submetidos a tortura e sofrimentos de toda ordem por professarem a fé cristã. 

Se essas histórias foram verdadeiras e tão impactantes, como entender a demora para que viessem à luz tanto tempo depois? 

A resposta é simples: elas foram inventadas para reforçar a mitologia cristã ainda em formação naquela época.


Histórias de martírio foram
inventadas, afirma autora
Isso não impediu que a partir do século 18 alguns papas declarassem o Coliseu como local santificado com o sangue de mártires.

A abordagem do livro de Moss retoma uma questão que já tinha sido debatida no século 18 por Voltaire (1694-1778), entre outros pensadores.

No livro "Tratado sobre a Intolerância", ele disse que as histórias de perseguição aos cristãos não têm nenhum substância porque os romanos eram extremamente tolerantes em relação às religiões. Tanto que, entre eles, existia o princípio Deorum offensae diis curae ("Somente os deuses devem ocupar-se das ofensas feitas aos deuses").

“Os romanos não professavam todos os cultos, nem dava a todos a sanção pública, mas permitiam que todos fossem celebrados”, afirmou Voltaire.

O filósofo francês escreveu que, para os romanos, a tolerância religiosa era tida como a lei mais sagrada dentre os direitos humanos.

“Segundo nos dizem, assim que os cristãos apareceram, eles foram perseguidos por esses mesmos romanos que não perseguiam ninguém. Parece-me evidente que tais fatos são totalmente falsos.”



Igreja Católica fecha 40 igrejas em Nova Iorque por falta de fiéis




Não há devotos suficientes para garantir o custeio da
manutenção dos templos

A Igreja Católica dos Estados Unidos fechou 40 igrejas em Nova Iorque por não poder mantê-las em decorrência da cada vez menor frequência de católicos às missas e aos serviços. Algumas das igrejas foram fundidas com outras.

A Igreja norte-americana enfrenta crise há anos, principalmente desde os escândalos de pedofilia cometida por seus sacerdotes. Mesmo assim, fiéis não esperavam que, agora, o cardeal Timothy Dolan fechasse tantos templos de uma só vez, e ainda a dois meses da visita do papa Francisco aos Estados Unidos.

Em carta aos fiéis, Dolan disse que "não se pode mais esperar que o nosso povo vá aparecer".

“[Mas] não podemos mais gastar energia e recursos mantendo estruturas que não estão funcionando".

Como consolo, afirmou que "as pessoas que foram batizadas e criadas como católicas vão morrer católicas”.

De acordo com estatística da universidade católica Georgetown, em 1965 a população de católicos era de um quarto do total, passando em 2014 para um quinto. Havia no país 59 mil padres e agora, 38 mil.

Católicos mais devotos têm a expectativa de que Francisco convença Dolan a não fechar as igrejas, mas o problema não é mantê-las disponíveis, mesmo que vazias, mas ter recursos para sua manutenção, o que não é possível com o número de fiéis em queda livre.

Com informação das agências.

Fonte: PAULOPES

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Diretor do 'Charlie' diz que atentado reforçou seu ateísmo





Sourisseau afirmou que 
uso da liberdade não é
provocação a religiosos


Sem considerar a possibilidade de que alguém pode não crer em divindade, uma jornalista convidada do “Roda Viva” perguntou a Laurent Sourisseau (foto), 49, atual diretor do Charlie Hebdo, se o atentado ao jornal alterou sua relação com fé, tendo em conta que ele se viu diante da morte.

A resposta foi: “Não, não tenho religião. Sou ateu. E o que ocorreu só fez confirmar a minha convicção”. [Ver vídeo abaixo]

De passagem pelo Brasil, Sourisseau, que assina seus cartoons como RISS, deu entrevista ao programa da TV Cultura de São Paulo falando sobre o atentado por muçulmanos ao jornal humorístico francês, em janeiro de 2015, com a morte de quatro cartunistas.

Sourisseau refutou a acusação de que o jornal provocou os radicais islâmicos publicando caricaturas de Maomé.

Ele argumentou que, assim como as pessoas têm o direito de ser muçulmanas, o jornal tem a garantia da democracia francesa de criticar o que bem entender, sem exclusão da religião. Disse que a liberdade de expressão é um espaço que tem de ser ocupado porque, caso contrário, ele encolhe.

“Não aceito que se diga que fomos provocadores porque [a crítica] faz parte do bê-á-bá no funcionamento da democracia”, afirmou.

Ele defendeu a “democracia racional”, que não se pauta por uma “verdade revelada, mas pela razão”.

Sourisseau afirmou que o “Charlie” não quer acabar com direito à crença, mas o jornal se opõe à intromissão da religião na vida pública.

Para ele, a religião pertence à esfera privada, do fórum intimo de cada pessoa. “Não aceitamos que uma religião imponha regras para toda a sociedade, que proíba todo o mundo disto ou daquilo.”

Sourisseau afirmou que a questão não é saber se vão ocorrer outros atentados de muçulmanos, mas quando isso acontecerá.

Disse que esses radicais jamais vão evoluir porque não há como dialogar com eles porque são devotos de uma ideologia totalitária, a islâmica. “Eles nunca vão compreender o que nós [ocidentais] fazemos.”


O cartunista francês confirmou ter dito a a uma jornalista brasileira que só já jeito de lidar com os radicais islâmicos: matá-los.



Leia mais em http://www.paulopes.com.br

Bradesco compra HSBC Brasil e se consolida como segundo maior banco


Operação, de 4,73 bilhões de dólares, ajuda a reduzir ativos de risco do banco britânico


BLOOMBERG Madri / São Paulo 3 AGO 2015 - 14:55 BRT



A sede de HSBC, no coração do distrito financeiro de Londres. / P.N. (REUTERS)

O banco britânico HSBC chegou a um acordo para vender ao Bradesco a totalidade de seu negócio no Brasil por 4,73 bilhões de euros (17,73 bilhões de reais) em espécie, segundo comunicado da entidade. O acordo ainda depende do aval das autoridades brasileiras. A transação permitirá a redução dos ativos de risco do HSBC em 33,63 bilhões de euros (126,02 bilhões de reais) de um total previsto de 263,63 bilhões de euros (987,92 bilhões de reais). “Anunciamos em 9 de junho que buscávamos uma série de ações para gerar mais valor aos nossos acionistas”, disse Stuart Gulliver, executivo chefe do HSBC, que frisou que a operação implica “um sólido resultado financeiro e o rápido cumprimento de uma das ações declaradas”.

Para o Bradesco, a compra garante maior ganho de escala, principalmente no mercado corporativo e de pessoas físicas de alta renda, além de um reforço em sua posição de segundo maior banco privado do país, atrás apenas do Itaú-Unibanco. No ranking do Banco Central, o Bradesco consta com ativos totais n valor de 234 bilhões de euros (883,434 bilhões de reais), enquanto o Itaú tem 296,197 bilhões de euros (1,117 trilhão de reais). O HSBC soma 44,5 bilhões de euros em ativos (167.970 bilhões de reais). Segundo o banco brasileiro, seus acionistas terão incremento no lucro por ação a partir de 2017 com essa operação. Hoje a rede do HSBC é a sétima no ranking do setor, por ativos.

Os bancos Santander e o Itaú também estariam no páreo para comprar o HSBC, mas a oferta do Bradesco foi a mais agressiva. Segundo o jornal Valor, o mercado esperava uma proposta de 3,6 bilhões de euros pelos ativos do banco britânico.

O HSBC informou que nos primeiros seis meses do ano obteve lucro líquido atribuído de 8,74 bilhões de euros (32,75 bilhões de reais), 1,3% a menos do que no mesmo período de 2014, enquanto sua renda operacional líquida foi de 28,64 bilhões de euros (107,29 bilhões de reais), 7,4% a mais.

No segundo trimestre, o HSBC obteve lucro líquido atribuído de 3,93 bilhões de euros (14,72 bilhões de reais), 3,9% a menos do que um ano atrás. As rendas operacionais líquidas da entidade aumentaram 13,6%, chegando a 14,71 bilhões de euros (55,11 bilhões de reais).

O banco britânico vai manter seus serviços para grandes corporações, dentro do objetivo “de otimizar sua rede global e reduzir a complexidade”. Nessa estratégia consta também a venda de seus negócios na Turquia, outro mercado onde considera que não tem capacidade para competir. Espera-se o corte de 50.000 empregos para 2017 para continuar reduzindo custos.


Fonte: EL PAIS

Rádio ATEIA - JORGE BEN - Minha teimosia é uma arma pra te conquistar

sábado, 1 de agosto de 2015

CUECAS DE AÇO - Mulheres ameaçam cortar pênis de maridos alcoólatras, no Quênia




A cidade de Nyeri, a duas horas de carro ao norte da capital do Quênia, Nairóbi, está no epicentro de um dos maiores problemas do país: o alcoolismo.

Mas a dependência se deve a um costume cultural: os moradores costumam fabricar e consumir as próprias cervejas.

Ali multiplicam-se relatos de vidas arrasadas pela dependência.

Segundo a jornalista local Kathleen Wamuyu, alguns homens já tiveram o pênis cortado por suas mulheres devido ao problema.

Para evitar os ataques, o empresário Barrack Oswere decidiu criar uma nova peça para o guarda-roupa dos beberrões: as cuecas de aço. Ele explica que, na maior parte do tempo, os ataques ocorrem quando os homens estão dormindo.

O parlamentar Kanini Kega diz que já perdeu as contas de quantos colegas morreram por causa do álcool.

Para combater este problema, a polícia do país vem aumentando as apreensões de cerveja artesanal, que é queimada. Até agora, a iniciativa está sendo bem-sucedida.

Mas Kega diz que ainda há um longo caminho a percorrer. Ele conta que o governo está construindo centros de reabilitação para dependentes e alguns deles precisarão de apoio psicológico. Mas Kega se mantém confiante. "Esta é uma guerra que estamos vencendo", afirma ele.


Fonte: BBC

PORTUGAL, O PRIMEIRO IMPÉRIO GLOBAL, ANGARIANDO ÓDIO DOS MUÇULMANOS



Azulejo sobre a tomada de Ceuta, da autoria de Jorge Colaço, na Estação de São Bento, no Porto
ALBERTO FRIAS


A praça africana foi o primeiro bastião português além-fronteiras e abriu caminho para que Portugal se tornasse o primeiro império global




Portugal era um pequeno reino periférico e o rei tivera de lutar duramente para manter a independência relativamente a Castela, cujo rei não escondia o desejo de acabar de vez com o que D. Afonso Henriques começara havia quase três séculos.

Garantida a independência e fundada a segunda dinastia, D. João I viu-se à frente de um reino cheio de jovens fidalgos desejosos de pelear, mas onde já não haviam terras para conquistar aos mouros e em que a paz com Castela era para se manter a todo o custo. O rei precisava de uma nova Aljubarrota, uma gloriosa batalha que permitisse aos seus filhos serem armados cavaleiros e um escape para a nobreza que fazia da guerra a sua carreira. O reino também precisava de mostrar à Europa a sua força e a luta contra os muçulmanos iria seguramente agradar ao Papa, que tinha um papel decisivo na diplomacia da época e para quem a luta contra o Islão era a maior das prioridades. Analisados os vários cenários, restavam duas opções: o Reino de Granada (último reduto muçulmano na Península) ou Ceuta, que permitiria controlar o Estreito de Gibraltar e, em teoria, aceder ao comércio do Norte de África e às riquezas que as caravanas transportavam pelos desertos.

A MOBILIZAÇÃO DA ARMADA

A decisão sobre o alvo a atacar e a estratégia a seguir não terão sido fáceis de tomar, e mantiveram-se secretas até ao último momento. Mas por todo o reino começaram a ser feitos os preparativos da mais ambiciosa expedição até então idealizada e do Minho ao Algarve começou a ser preparada a armada e a força terrestre. A nobreza empolgou-se com as possibilidades de saque e honrarias que poderia conquistar numa nova guerra, sendo também uma oportunidade para os jovens fidalgos que por serem demasiado novos não tiveram oportunidade de participar na guerra contra Castela. Tanta atividade não podia passar despercebida aos espiões de Castela, não tardando muito tempo para que a inquietação chegasse às várias cortes peninsulares. Vários emissários foram enviados a Portugal para esclarecer a razão de tamanha mobilização de homens e armas, e se aos emissários de Castela e de Aragão foi dada a garantia de que nada deviam temer, já ao de Yusuf III — o rei de Granada — foram dadas respostas evasivas que em nada tranquilizaram o monarca e mantiveram a possibilidade de o seu reino ser o objetivo final, o que ajudava a camuflar o verdadeiro alvo: Ceuta.

Os meses foram passando e aos poucos os portos do reino foram-se enchendo com os barcos que formavam as frotas, até que na Primavera de 1415 chegou a ordem para reunir a armada em Lisboa e dezenas de galés, galeotas, naus e fustas foram chegando carregadas de homens de todo o país. A empresa também contaria com muitos estrangeiros, e de Inglaterra vieram várias centenas de lanceiros com a autorização do rei D. Henrique V, além de alemães, flamengos e navarros, que chegaram em dezenas de naus e barcas desejosos de participar no saque, apesar de não saberem ao certo contra quem iriam lutar.

Durante os últimos preparativos, o porto de Lisboa tornou-se um imenso estaleiro onde tudo era encaminhado para as dezenas de navios ancorados no rio Tejo. Os calafates e os mesteirais terminavam os últimos trabalhos nos cascos e os carpinteiros ajustavam os trons e as bombardas. Os cordoeiros reforçavam os guindastes e os cabos, enquanto os ferreiros fundiam os utensílios e armas que faltavam. Durante todo o dia não paravam de chegar carroças carregadas de biscoitos, queijo e de muitos barris que os tanoeiros produziam para transportar água, vinho e azeite. Os pescadores salgavam a sua pescaria e os talhantes preparavam tonéis carregados de carne de carneiro e de vaca, além de grandes quantidades de toucinho. Pelas ruas e lojas de Lisboa deambulavam os fidalgos em busca de alfaiates para compor as indumentárias ou preparar os estandartes e na capital não tardou muito para começar a faltar de tudo um pouco.

D. João tinha em mãos uma tarefa complicada, o seu reino não era rico e para financiar uma empresa desta escala tornou-se necessário tomar medidas duras. Aos senhores que não participassem na expedição ficou a obrigação de pagar um marco de prata, ao clero coube pagar 50 marcos pelos bispos e 100 pelos arcebispos. O povo teve de suportar a cunhagem de moeda nova e os homens comuns que não participassem teriam de ceder as suas armas e bestas a título de empréstimo, aos judeus e mouros estavam reservadas pesadas cobranças de prata e muito material pedido ficou pendente de pagamento. A 19 de julho morreu a rainha D. Filipa de Lencastre, vítima da peste, tendo o seu desaparecimento sido um rude golpe para D. João I e para os infantes. Mas os preparativos estavam já adiantados e uma semana mais tarde a enorme armada de cerca de 200 navios e 18.000 a 20.000 homens estava pronta para partir.

UMA VIAGEM CONTURBADA

Após a longa preparação, no dia 25 de julho a armada zarpou de Lisboa e quando já navegava ao largo do Algarve foi dada ordem para fundear na Baía de Lagos. D. João aproveitou a uma última paragem em Portugal para desembarcar, reunir o seu conselho e anunciar o objetivo da expedição. Para comunicar o alvo escolheu Frei João Xira, que, além de seu confessor e conselheiro, era também um bom pregador, qualidade perfeita para a ocasião.

Depois de narrar o episódio de Moisés a guiar o seu povo, Frei João citou Macabeus para anunciar que Ceuta era o objetivo da expedição e que iriam lutar para trazer a fé de Cristo às terras mouras, com o beneplácito papal que emitira uma bula a declarar a cruzada contra o Islão sob a liderança do rei português. Terminada a prece voltaram a embarcar e em pouco tempo já a armada se encontrava junto ao Estreito de Gibraltar, onde tiveram de aguardar pelos ventos mais propícios para entrar no Mediterrâneo. No dia 7 terminou a espera e pela noite foi feita a travessia, que apesar da extensa formação de barcos correu bem, tendo-se registado um único incidente com o Infante D. Henrique, que ao ver uma lanterna incendiar-se agiu sem pensar e queimou as mãos para resolver o problema, o que exigiu uma rápida cura à base de mel. Transposto o Estreito a armada acabou por passar ao largo de Tarifa e afastar-se da costa africana, chegando no dia 10 a Algeciras, onde ancorou.


Epopeia. Painel de Domingos Rebelo, no Salão Nobre da Assembleia da República

ALBERTO FRIAS

Era agora claro que o dia da grande batalha estava próximo, mas para os potenciais adversários continuava a ser uma incógnita o destino final daqueles homens. Em Granada aumentava o pânico de ver aqueles navios navegarem junto à costa da Península numa rota que parecia destinada a acabar no seu reino, mas no dia 12 começou o trajeto final da viagem e o rumo afastou-se de Granada para chegar ao largo de Ceuta dois dias mais tarde. Face à imensidão de navios, a complexa manobra acabou por correr mal e vários navios tardaram em aparecer no local combinado, o que levou D. João a procurar refúgio na baía de Barbaçote enquanto o Infante D. Henrique ficou incumbido de se dirigir a Málaga e encaminhar os navios retardatários.

O efeito surpresa ficou irremediavelmente perdido com o atraso sofrido e em Ceuta começaram a ser instaladas bestas e trons nas muralhas da cidade, havendo ainda a somar os estragos que a armada sofreu após levantar ferro de Barbaçote e passar o cabo da Ponta da Almina, onde várias naus chocaram entre si e gerou-se alguma confusão. Ao fim de vários dias foi finalmente possível juntar a armada, mas a demora e o seu afastamento criou em Ceuta a esperança de que talvez os portugueses não fossem tentar a sua conquista, o que se revelaria uma ilusão trágica prestes a ser contrariada pelos acontecimentos.

A IMPETUOSIDADE DOS INFANTES

Durante a noite de 20 para 21, a frota prosseguiu rumo da Ponta do Carneiro até Ceuta e os portugueses puderam contemplar como Ceuta se iluminava à luz de uma imensidão de candeias. Os mouros tentavam passar a ideia de que eram muitos e estavam preparados para se defenderem, mas para os portugueses já era demasiado tarde para voltar costas ao seu empreendimento.

Ao clarear o dia, a azáfama tomou conta dos navios portugueses e os homens prepararam-se para a sua missão. De Ceuta tudo isto era observado com temor, a ligeira infantaria moura não possuía as mesmas proteções e estava em desvantagem contra os portugueses e as suas armaduras. As muralhas eram uma vantagem, mas as obras de fortificação ainda não estavam terminadas e o pedido de ajuda que o alcaide Salah Ben Salah enviara ao rei de Fez ainda não obtivera resultados.

A bordo da armada continuavam os preparativos e após tomarem o pequeno-almoço foram muitos os homens que se confessaram pela última vez. D. João a tudo assistia pacientemente, habituado que estava a tantas batalhas, mas os jovens guerreiros não partilhavam da sua calma e ardiam em ansiedade de desembarcar e começar a pelear com os muçulmanos, que de terra lançavam constantes provocações e também desejavam lançar-se na batalha assim que o primeiro português pisasse o Norte de África.

Muitos homens já estavam a bordo dos batéis e foi num ímpeto que João Fogaça — vedor do conde D. Afonso de Barcelos — tomou a iniciativa e avançou com o seu batel até tocar terra. D. Henrique percebeu que já era demasiado tarde para esperar pela ordem do rei e mandou as trombetas soarem a ordem de ataque para a sua força, sendo seguido por D. Duarte que não quis perder a oportunidade de estar na dianteira dos combates. No meio da confusão foram muitos os que ficaram a aguardar a ordem real, mas na praia já se combatia com dureza e, em pouco tempo, as dezenas de impetuosos guerreiros tornaram-se uma multidão de centenas de homens a abrirem caminho entre os defensores, que incapazes de conter os portugueses tiveram de ceder e retirar-se para a Porta da Almina, que dava acesso ao interior da cidade a partir do porto.

Na cabeça dos infantes havia um objetivo claro, tomar a Porta antes que a encerrassem e assim garantir o acesso à cidade e evitar um longo assédio. Das muralhas já choviam as pedras e um enorme guerreiro inimigo arremessava-as sobre os portugueses sem cessar, até acabar atravessado por uma lança que trespassou o seu corpo completamente nu e indefeso. A situação era caótica e na retirada os mouros não foram capazes de encerrar a tempo os portões, acabando os portugueses por entrar dentro de uma cidade feita de ruas estreitas e praças cheias de comércio para desespero tanto dos defensores como dos habitantes.

Enquanto os infantes lideravam o assalto, os batéis com o restante exército foram chegando e não tardou muito para que atacassem à força de machados os portões que entretanto se encerraram noutros pontos das muralhas, mas no Bairro da Almina a situação já era crítica e com os reforços recém-chegados tornou-se claro que não seria possível desalojar os portugueses daquela posição.

O MOMENTO DECISIVO

A luta já alastrara de Almina aos bairros adjacentes e naquelas ruas os ‘homens de pé’ eram mais ágeis do que os cavaleiros e os ‘homens de armas’ com as suas pesadas armaduras. Mas naqueles momentos iniciais ainda reinava alguma confusão e tornou-se prioritário organizar as tropas, pelo que os infantes D. Duarte e D. Henrique decidiram constituir três grupos que iriam avançar em paralelo e aniquilar toda a oposição que encontrassem pelo caminho. Pôs-se então em marcha o plano e os três grupos foram avançando contra uma resistência cada vez mais desesperada, ocupando pelo caminho os pontos mais altos e abatendo inúmeros inimigos. Mais atrás seguiam os homens do rei e do infante D. Pedro, que não tendo o mesmo ímpeto dos seus irmãos acabou por ficar para trás e foi-se dedicando a combater outros sectores da cidade, tal como o Condestável, Nuno Álvares Pereira, e muitos outros nobres. Com o passar do tempo, o saque foi-se generalizando por toda a cidade e o avanço perdendo ímpeto, sendo nesse momento que quase se deu uma tragédia. O infante D. Henrique continuou a avançar até ser rodeado por uma multidão de mouros e encurralado com os seus homens contra uma porta. A custo conseguiu desembaraçar-se do perigo e o combate continuou com uma renovada sede de vingança, mas em breve chegavam novas de D. Duarte que lhe pedia que viesse ter com ele à mesquita onde se encontrava para planearem o assalto ao castelo e assim coroar a vitória com um grande feito de armas.

O dia já ia longo e a noite aproximava-se, os homens estavam extenuados e a missão adivinhava-se difícil, pelo que D. Duarte e os seus dois irmãos acabaram por adiar o assalto para o dia seguinte. D. João instalou-se noutra mesquita e aos poucos iam chegando os nobres com as histórias daquele combate, tendo oportunidade de ouvir os muitos atos de bravura praticados pelos infantes. Orgulhoso pelo que ouvia, mandou chamar os filhos e ao ver entrar D. Henrique quis logo ali armá-lo cavaleiro, só adiando a investidura a seu pedido, de modo a que os três irmãos cumprissem o sonho de serem investidos ao mesmo tempo. Era agora noite e os combates abrandavam de intensidade, mas o castelo exigia cautela e foi montada uma vigia para controlar todos os movimentos no seu interior, e foi assim que se percebeu que o castelo estava vazio: o alcaide Salah Ben Salah tinha fugido num ginete e abandonado os seus homens ao perceber que a derrota era certa. O rei mandou então João Vaz de Almada ao castelo para confirmar as suspeitas e hastear a bandeira de São Vicente na torre mais alta. Chegado às portas, que ainda estavam fechadas, o fidalgo conversou com um biscainho e um genovês que se encontravam do outro lado e se prontificaram a abrir as portas, informando-o também que os mouros tinham abandonado a alcáçova. O português entregou-lhes a bandeira e ordenou que a arvorassem no ponto mais alto, entrando de seguida o infante D. Duarte e D. Pedro, assim como muitos fidalgos que se entregaram ao saque de todo o ouro e prata que ali encontraram.

A vitória era agora completa, mas ainda haviam redutos de resistência na cidade. Quando o conde Pedro de Meneses se dirigiu à Torre de Fez (onde se encontrava a porta da Al-Mansura) para hastear a bandeira do infante D. Duarte, um grupo de mouros resistiu vivamente. Uma a uma todas as portas foram sendo tomadas e chacinados os últimos resistentes, mas nestes combates ainda tombaria o alferes de D. Henrique de Noronha e só pelas sete e meia da noite ficou terminada a batalha. Ceuta era agora portuguesa, o primeiro bastião além-fronteiras.

O FIM DE UMA BATALHA, O INÍCIO DE UM IMPÉRIO

O dia 22 clareou sobre uma Ceuta onde pairava um intenso cheiro a especiarias. Durante os combates do dia anterior, foram muitos os sacos de canela e pimenta que acabaram por ser esquartejados na ânsia do combate, e agora eram muitos os portugueses que apanhavam do chão as especiarias que eram vendidas na Europa ao preço do ouro.

Entre os milhares que deambulavam pelas ruas em busca de saque era grande o espanto pela riqueza daquela cidade, os pobres carregavam o pouco que poderiam transportar nos barcos e os fidalgos avaliavam os seus prisioneiros valiosos tentando calcular quanto poderiam obter de resgate. D. João estava satisfeito, a vitória sorrira-lhe em apenas um dia de combate e a cidade estava repleta de mantimentos: manteiga, mel, vinho e azeite, e toda a espécie de mercadorias que passavam por Ceuta a caminho de Gibraltar e Granada, assim como das especiarias, joias e sedas de que se fazia o comércio dos mercadores do deserto e das cidades italianas. A cidade também estava bem abastecida de corpos, inúmeros mouros que no estertor da morte ficaram em todas as posições possíveis e imaginárias. Milhares de mortos que ameaçavam a cidade com a pestilência e que o rei decidiu lançar ao mar para evitar males maiores.

Nos dias seguintes travaram-se várias escaramuças com as pequenas forças mouras que iam surgindo, mas para D. João o importante era reforçar as defesas da cidade e preparar o retorno a Portugal, de modo a que os seus homens chegassem a tempo de participar nas vindimas. Entre os primeiros atos contou-se uma missa na maior mesquita da cidade que contou com um Te Deum e um ‘coro’ de 200 trombetas a completar a cerimónia que os infantes há muito aguardavam. Perante a fidalguia, e no campo de batalha, o pai convocou-os à sua presença e os três avançaram com as suas cotas de armas postas e as espadas decoradas. Ao ajoelharem-se perante o rei, sacaram das espadas que beijaram e depositaram nas suas mãos, como manda o ritual, sendo de seguida por este investidos cavaleiros de pleno direito.

Após duas semanas, o velho rei despediu-se de Ceuta prometendo voltar em março do ano seguinte, mas quis o destino que não cumprisse a promessa. Ao reembarcar no dia 2 de setembro, D. João despediu-se dos seus homens e olhou uma última vez para a praça, rumando de volta a Portugal. Para trás deixou D. Pedro de Meneses a chefiar uma guarnição que teria entre 2500 a 3000 homens e mantimentos para se aguentarem durante os primeiros tempos, mas a partida da frota não passou despercebida aos mouros que nos dias seguintes lançaram vários ataques contra a praça perdida. D. Pedro de Meneses revelou-se um astuto homem de armas e os seus homens utilizaram habilmente as suas muralhas para impor contínuas derrotas à infantaria ligeira norte-africana.

A segurança da praça acabou por ser garantida à força de armas e com vários sucessos militares, mas isso não significou que a sua manutenção tenha sido fácil. Servir na distante Ceuta não era cativante para uma nobreza que encontrava pouco lucro na vida de guarnição, e apenas os jovens fidalgos em procura de aventura e fama consideravam a passagem pela praça africana como um marco importante para a sua carreira de armas. Mesmo estes só desejavam uma curta estada naquelas paragens e um rápido retorno ao conforto das terras dos seus pais, ou a novas aventuras noutras paragens, pelo que manter uma guarnição permanente tornou-se uma dor de cabeça para o rei e os seus descendentes. Mas o mote para a expansão estava dado e nos anos seguintes foram sendo planeadas outras expedições que dariam novas glórias e as primeiras tragédias, além das descobertas que haveriam de mostrar os caminhos marítimos que ajudariam a ligar o mundo entre si e a tornar Portugal o primeiro império global.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/

TJ/SC ESTÁ COBRANDO TAXA INCONSTITUCIONAL?

O PIOR DO DESARQUIVAMENTO DE AUTOS EM SC NEM É A TAXA, MAS A MOROSIDADE ESCANDALOSA!!!
E A OAB/SC O QUE VAI FAZER?

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FORA DA GAVETA
Nova taxa para desarquivar processos no TJ-SP é declarada inconstitucional

Por Felipe Luchete


Uma falha legal derrubou a norma que fixa taxas de desarquivamento no Judiciário paulista. A decisão partiu do próprio Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que acaba de considerar inconstitucional a criação de regras por ato administrativo, e não por lei.

A corte atendeu pedido da Associação dos Advogados de São Paulo e gerou insatisfação do presidente do TJ-SP, desembargador José Renato Nalini, que estava impedido de votar e assistiu como espectador ao julgamento na sessão do órgão da última quarta-feira (29/7).

O Provimento 2.195, assinado em 2014 pelo Conselho Superior da Magistratura, instituiu a cobrança de R$ 24,40 quando partes ou advogados querem ver processos que estão no Arquivo Geral, e de R$ 13,30, para os autos engavetados em unidades judiciais. Acontece que, de acordo com a Constituição e o Código Tributário Nacional, apenas leis podem estipular valores de tributos.

Nalini avalia que a cobrança não entraria nesse conceito, mas o desembargador relator Antonio Carlos Villen disse que o Superior Tribunal de Justiça já reconheceu a natureza tributária dos custos por serviços judiciais (RMS 31.170). Na ocasião, aliás, a Corte Especial do STJ considerou inconstitucional outra portaria assinada pela presidência do TJ-SP em 2003, que também tratava da taxa de desarquivamento. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a tese.

A diferença é que, na época, nenhuma legislação tratava do tema na esfera paulista. Agora, o tribunal considerava correta a prática porque a Lei Estadual 14.838/2012 delegou ao Conselho Superior de Magistratura a fixação do valor e sua atualização periódica. Mesmo assim, o relator considerou a estratégia equivocada e concluiu que a nova norma violou o princípio da estrita legalidade.

A controvérsia chegou a dividir opiniões no Órgão Especial, mas a tese do desembargador venceu, por maioria de votos.

Clique aqui para ler o acórdão.

Processo: 2218723-64.2014.8.26.0000

Fonte: http://www.conjur.com.br/

NÃO É COMPATÍVEL COM O JUDAISMO





É com profundo sentimento de pesar que escrevo estas linhas que ocupam minha opinião e o espaço reservado às manchetes de fechamento desta edição da Rua Judaica. 

Milito diariamente, há mais de três décadas, em favor do judaísmo e do sionismo. 

Acho que ajudei a combater, com vigor, os estereótipos antissemitas que tantas tragédias provocaram ao longo da história. 

Hoje, quero enfatizar que o crime de ontem, perpetrado contra os inocentes participantes da Parada Gay, em Jerusalém, e o incêndio criminoso de duas casas na Cisjordânia, nesta sexta-feira, merecem o nosso total e absoluto repúdio e partem nosso coração. 

Nas casas, supostamente incendiadas por extremistas judeus, um bebê palestino de 18 meses morreu, seu irmão de quatro anos e seus pais estão internados em estado crítico. 

Ontem, seis pessoas foram esfaqueadas da forma mais brutal e animalesca, a maioria pelas costas, na rua da sagrada Jerusalém. 

O argumento usado pelo criminoso reincidente foi baseado em fanatismo religioso. 
Hoje, pelo que foi anunciado até agora, o argumento deixado grafitado no local do crime, volta a ser baseado em conteúdo religioso, acrescido de fanatismo nacionalista. 

O povo de Israel, bem como o governo israelense, já manifestaram em alto e bom som o total repúdio, em ambos acontecimentos. 

Autoridades religiosas israelenses de alto escalão foram as primeiras a criticar o ocorrido e lamentar as vítimas civis. 

O mundo judaico assiste envergonhado o fruto do irracional – radical – criminoso - fundamentalista e racista. 

No judaísmo, quando salvamos uma vida é como se tivéssemos salvo toda a Humanidade.

Mataram e feriram inocentes; isto não é judaísmo, nem religião!