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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Coca-Cola e McDonald's pedem que Blatter deixe a FIFA 'imediatamente'

Coca-Cola e McDonald's pedem que Blatter deixe a FIFA 'imediatamente'

Dois dos principais patrocinadores da FIFA, Coca-Cola e McDonald's divulgaram comunicados nesta sexta-feira exigindo que Joseph Blatter deixe a presidência da entidade "imediatamente".


© AP PHOTO/ MARTIN MEISSNER

Em suas declarações, as empresas deixaram claro que estão retirando o apoio ao dirigente, que já é investigado criminalmente. Sem o suporte das multinacionais, não se descarta uma renúncia no fim de semana. 

"Blatter deve renunciar imediatamente para que um processo sustentável de reforma seja realizado", pediu a Coca-Cola. "Acreditamos que seria de melhor interesse do esporte que Blatter deixe o cargo imediatamente para que um processo de reforma possa ocorrer com a credibilidade que se necessita", defendeu o McDonald's. 

Juntas, as duas empresas representam quase metade de toda a renda anual que a FIFA obtém de patrocinadores. "A cada dia que passa, a imagem e a reputação da FIFA continuam a ser afetadas", disse a Coca-Cola. "A FIFA precisa de uma reforma urgente e total e que apenas poderá ser realizada de uma forma verdadeiramente independente." 

Para a Coca-Cola, a Fifa precisa criar uma comissão independente que possa realizar a mudança e reconquistar a confiança do mundo do esporte.




Leia mais: http://br.sputniknews.com

Grupos que pedem 'intervenção' são ridicularizados por comandante do Exército


Comandante do Exército brasileiro debocha de grupos – homens, mulheres e até crianças – que estão acampados há 4 meses em frente ao portão principal do quartel-general do Ibirapuera (SP) para pedir um golpe militar contra a presidente Dilma Rousseff
Grupo acampa em frente ao quartel do Exército para pedir “intervenção militar”

Eduardo Guimarães, blog da Cidadania

Faz pelo menos quatro meses que um grupo de homens e mulheres – e até crianças, vistas no local amiúde – montou um acampamento na calçada em frente ao portão principal de acesso ao quartel-general do Exército, no Ibirapuera, Zona Sul da capital paulista, para pedir um golpe militar contra a presidenta Dilma Rousseff.

Em nota oficial, o responsável pelo Comando Militar do Sudeste, general João Camilo Pires de Campos, informa que o comando não irá se posicionar sobre o acampamento:

“O Comando Militar do Sudeste não se manifesta sobre atos políticos. “O posicionamento do Exército Brasileiro, em qualquer circunstância, é de atuar com isenção e dentro da legitimidade e legalidade, conforme o previsto no Art. 142 da Constituição Federal”

Ironicamente, esse grupo tão original cita justamente o artigo 142 da Carta Magna como “justificativa” para a sua tão sonhada “intervenção militar constitucional”. Leia o que diz o texto constitucional:

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Não se sabe que tipo de interpretação esses pirados deram ao texto acima, já que determina justamente o contrário de “intervenção militar”. O texto diz, claramente, que cabe às Forças Armadas a “garantia dos poderes constitucionais” e que só podem intervir de alguma maneira em alguma coisa por iniciativa desses poderes, quais sejam, Executivo, Legislativo e Judiciário.

O grupo de acampados é composto, majoritariamente, por pessoas de meia idade e idosos. Na internet, reúnem-se em uma página do Facebook ao qual deram o nome de Movimento Brasileiro de Resistência (MBR), o qual está convocando um “outubro negro” que promete “matar pela pátria” em meio a exaltações a “Deus”.

Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/

Entenda por que nem as contas na Suíça devem derrubar Cunha

Apesar de investigação, presidente da Câmara não deve ser alvo de processo de cassação. Além de ser figura central para um impeachment, ele protege outros investigados na Lava Jato.


Seis meses depois de classificar inquéritos da Operação Lava Jato contra políticos como "piada", o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vê as investigações contra ele ganharem força.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o Ministério Público da Suíça afirmou que congelou ativos de Cunha e de seus familiares em várias contas no país, depois de um banco levantar suspeitas sobre lavagem de dinheiro, em abril. Com a impossibilidade de extradição, as autoridades suíças transferiram as investigações à Procuradoria Geral da República (PGR).

Cunha já é alvo de denúncia na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha teria recebido ao menos 5 milhões de dólares em propina para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção de dois navios-sonda da Petrobras, entre 2006 e 2012.

"Até então, parecia que havia apenas indícios. Pelo que se divulgou sobre as investigações na Suíça, as provas são agora muito consistentes, inclusive com extratos. As consequências podem, portanto, ser muito sérias", avalia Maria Tereza Sadek, professora do Departamento de Ciência Política da USP.

Apesar de as investigações contra Cunha tomarem corpo, o presidente da Câmara ainda tem um longo período de sobrevida no jogo político, avaliam especialistas ouvidos pela DW Brasil.

"Em circunstâncias normais, metade disso já teria servido para forçar uma saída de Cunha da presidência da Câmara, mas ele estende a proteção institucional da casa a outros envolvidos na Operação Lava Jato", observa Leonardo Barreto, cientista político da UnB. "Caímos numa circunstância de anormalidade que permite que Cunha tenha um nível de sobrevivência político dentro do Congresso", analisa.

Segundo Barreto, Cunha usa a máquina da Câmara dos Deputados para atacar o governo e estruturar a própria defesa. Se ele for cassado, o processo de tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff perde força. Por isso, a oposição não tem interesse em que ele deixe o cargo.



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"Ele continuará tendo fôlego enquanto continuar entregando a outros atores políticos uma crise que é mais importante do que a dele próprio: a crise do governo. Além disso, ele tem a capacidade de tocar um processo político contra a presidente", diz.

Para Fernando Filgueiras, cientista político da UFMG, o escândalo de corrupção, que afeta 47 deputados, alterou a dinâmica da representação política e da coalizão de governo. "Esta coalizão se desmanchou, e agora está valendo um jogo baixo de chantagem entre partidos e governo e entre partidos para que se possa de alguma forma conter o processo investigativo", explica.

"Não creio que o PMDB, partido de Cunha, tomará alguma providência para que ele saia da presidência da Câmara. Nem a oposição, que é muito desarticulada, espera sua saída, visto que ele tem atacado muito o governo e, pessoalmente, é a grande oposição ao governo Dilma."

Saída do cargo

Em agosto, um grupo de 35 deputados assinou um manifesto que pede a saída de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. Para Barreto, além do PSol e uma parte do PT, seria decisiva a entrada do PSDB, PSB, PPS e DEM. "Se esses partidos se posicionassem contra Cunha, ficaria muito difícil ele permanecer no cargo", diz Barreto.

Para o advogado criminalista João Ibaixe Jr., presidente do Centro de Estudos Avançados em Direito e Justiça, como ainda não foi oferecida uma denúncia sobre as contas na Suíça, ainda é prematuro falar num afastamento de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. "Não existe fundamento numa investigação criminal, em termos jurídicos, para se pedir o afastamento político de um congressista. O controle ético é feito, no caso, pela Câmara", explica.

Para que um processo de cassação seja iniciado, é necessário que um deputado ou um grupo de parlamentares apresente uma representação ao Conselho de Ética da Câmara, que faz um parecer e leva o tema a votação no plenário. Já o afastamento das funções é normalmente efeito de uma condenação.

O órgão ainda não recebeu nenhuma representação contra Cunha. "Até agora, nada. Os partidos estão calados e vendo isso passar sem tomar nenhuma providência", afirmou à DW Brasil o presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Leão de Araújo (PSD-BA). "Mas alguns dizem que vão fazer isso assim que o Supremo se pronunciar."

Para o deputado, a divulgação sobre as supostas contas de Cunha na Suíça deve levar os partidos a tomar uma posição. "Com essas novas denúncias graves, a expectativa se tornou maior", afirma.

Se Cunha for cassado, a possibilidade de impeachment da presidente não se anula, mas fica mais afastada, diz Barreto. "A Câmara vai ter que parar para se resolver. Já há pretendentes [à sucessão de Cunha] no PMDB. E, assim, o PT pode negociar apoio a um ou outro em troca do relaxamento do julgamento político da presidente."
Fonte: DW/BR

"Americanos permitem a loucura da violência armada"



Jonathan Metzl, especialista em violência armada e saúde mental, diz que lobby da indústria armamentista impede mudança na legislação. Segundo ele, é a vontade do povo contra a vontade de corporações poderosas.


O massacre de nove pessoas numa faculdade comunitária na cidade de Roseburg, no Oregon, voltou a chocar os americanos e a confrontá-los com uma velha discussão: a controversa lei de armas dos Estados Unidos.

Segundo dados da ONG Everytown for Gun Safety, que promove a segurança contra o uso de armas de fogo, desde o massacre de Newtown, que deixou 20 mortos em dezembro de 2012, foram registrados ao menos 141 tiroteios em escolas americanas. Isso corresponde a quase um tiroteio por semana em alguma escola do país.

Em entrevista à Deutsche Welle, Jonathan Metzl, especialista em violência armada e saúde mental da Universidade Vanderbilt, no Tennessee, diz que existem muitos lobbies poderosos e interesses financeiros que fazem tudo para que a legislação de armas de fogo não seja endurecida nos EUA.

"É a vontade do povo contra a vontade de alguns lobbies e corporações muito poderosas", afirma o psiquiatra. "Os americanos estão permitindo a praga, a insanidade da violência armada massificada."

Deutsche Welle: Tiroteios em escolas e universidades estão ficando mais comuns nos EUA?

Jonathan Metzl: Tiroteios em escolas estão se tornando cada vez mais frequentes e cada vez mais horríveis. Se alguém estiver determinado, é praticamente impossível impedi-lo de fazer isso, porque temos diferentes leis sobre armas de fogo em cada estado, mesmo no que diz respeito à presença de armas de fogo em escolas. Em minha opinião, precisamos de um referendo nacional sobre a questão.

Esses tiroteios servem de modelo para outros massacres. Para chamar a atenção nacional, é preciso superar o último aluno [atirador]. Vimos isso em Newtown. Com todos esses tiroteios em escolas, é preciso criar realmente uma grande confusão para que o nome do agressor fique conhecido.

No geral, as escolas e particularmente as faculdades onde hoje ocorrem os tiroteios estão entre os lugares mais seguros dos EUA. E tais lugares são também os mais seguros para jovens em idade universitária, que formam, como sabemos, a faixa etária mais propensa a atirar em outras pessoas ou a levar tiros.

A probabilidade de que alguém seja atingido por um tiro num campus universitário é inferior a 1% para cada 100 mil pessoas. Entre o público em geral, essa cifra gira em torno de 6% a 7% para cada 100 mil. O que observamos com frequência em campi universitários é que o estabelecimento de zonas livres de armas é altamente eficaz na proteção contra a violência armada. Campi universitários são lugares particularmente seguros.

Como estes tiroteios continuam a acontecer em espaços supostamente seguros?

Campi universitários refletem cada vez mais a sociedade. Como existem mais armas e mais tiroteios, mais pessoas descontentes recorrem às armas como forma de resolver uma série de problemas. As armas se tornam o instrumento de resolução de conflitos. Tudo, desde problemas interpessoais, descontentamento com notas escolares ou com alguns aspectos sociais da faculdade.

Vimos um docente atirar em outro docente numa faculdade no Mississippi, há algumas semanas. Parte desse problema se deve ao fato de haver mais armas disponíveis ao redor.

Depois do massacre de Newtown, houve um estímulo para que se introduzisse uma legislação de controle de armas mais acirrada em nível nacional. Esses esforços falharam. O massacre no Oregon pode levar à implementação de um controle mais forte de armas?

As pessoas estão cada vez mais horrorizadas com o que está acontecendo por aqui. Não se trata de um grande mistério. Tiroteios em massa são difíceis de prever ou conter, mas, com eles acontecendo quase diariamente, pode-se ter uma ideia de como acabar com isso.

Queremos controles de antecedentes criminais. Queremos que sejam rastreadas pessoas com histórico de violência e outros fatores. Deve haver um sistema de avaliação como aquele que se faz para tirar a carteira de habilitação. Talvez isso não teria evitado o último tiroteio, mas vai pôr um fim à violência e aos massacres cotidianos. Nos EUA, anualmente, 32 mil pessoas morrem vítimas da violência armada.

Existem muitos lobbies poderosos e interesses financeiros que fazem tudo para que isso não aconteça. É a vontade do povo contra a vontade de alguns lobbies e corporações muito poderosas.

Após o tiroteio no Oregon, o presidente Obama disse que, permitir que massacres assim aconteçam é uma escolha política. Isso é verdade?

Os americanos estão permitindo a praga, a insanidade da violência armada massificada ao facilitar que qualquer pessoa possa conseguir uma arma. Isso é absolutamente verdade. Os estados com leis sensatas de armas de fogo são muito eficazes em conter os tiroteios diários e é isso é o que temos de fazer.

Fonte: DW/BR

Aeromoça acumula R$ 4 milhões fazendo sexo em banheiros de aviões


Mulher foi pega com passageiro durante voo e acabou deportada. Ela cobrava R$ 8 mil por cada 'sessão' nas alturas
O DIA

Arábia Saudita - Uma aeromoça de uma companhia aérea do Oriente Médio ganhou $1 milhão (cerca de R$ 4 milhões) "atendendo" passageiros em banheiros de aeronaves, publicou o jornal árabe "Sada". O caso foi descoberto após a mulher ser pega fazendo sexo no banheiro do avião com um dos passageiros. Ela foi demitida da empresa e por ser ocidental, acabou deportada.
Os nomes da mulher e da empresa não foram divulgados. Cada sessão de sexo custava R$ 8 mil, segundo o jornal. Segundo o "Sada", a atividade paralela da comissária durou dois anos.
Imagem ilustrativa
Foto: Reuters
"Ela admitiu ter feito sexo com inúmeros passageiros durante voos e que prefere rotas de longa distância, entre o Golfo e os Estados Unidos", contou uma fonte anônima ao jornal.
Esse não é o primeiro caso do tipo. Segundo o jornal "Shukan Post", no ínício deste ano, aeromoças estavam fazendo sexo com pilotos para inflar o salário. De acordo com o jornal, cada sessão de 90 minutos custava R$ 2.800.

Professor diz a menino canhoto que ele usa a mão de Satanás




Menino 
teve de usar a 
mão direita

Professor de uma escola da cidade de Okemah, em Oklahoma (EUA), disse a Zayde (foto), um estudante de quatro anos, que ele precisa deixar de ser canhoto porque a mão esquerda é do Satanás. 

Alisha Sands, 30, a mãe, percebeu que o filho tinha passado a usar a mão direita para fazer a lição de casa e quis saber por quê. 

O menino respondeu que o professor disse que ele, o estudante, estava usando a “mão ruim”. 

A mãe escreveu ao professor pedindo uma explicação e como resposta recebeu um artigo descrevendo os canhotos como do mal, sinistros e azarados. 

O artigo citou o diabo como exemplo de canhoto. 

O professor, cujo nome não foi revelado, acrescentou: “Que prova mais você precisa?” 

Alisha lamentou o fato de ainda existir pessoas que acreditam nessa crendice. 

Ela se queixou com a direção da escola, que está demorando para tomar uma decisão disciplinadora. 

A mãe escolheu outra escola para Zayde. 

A crendice que associa “o lado esquerdo ao mal” faz parte da cultura Ocidental e parecia estar superada. 

No século 17 se acreditava que Satanás batizava seus seguidores com sua mão esquerda.



Mãe tirou filho da escola


Okemah fica em Oklahoma, nos Estados Unidos
Com informação das agências e fotos de divulgação.




Leia mais em http://www.paulopes.com.br

Onde termina o extremismo religioso e começa a loucura?


Justiça francesa examina caso de 
esfaqueamento em nome de Alá


por Lúcia Müzell
para RFI em português

A justiça francesa começou a julgar Alexandre Dhaussy, um homem de 24 anos que esfaqueou um militar em 2013 e insiste ter agido em nome de Alá. Mas a defesa sustenta que o jovem não é um terrorista, mas sim tem distúrbios mentais. Distinguir a linha tênue que separa os dois argumentos pode ser uma missão complexa até para os especialistas.

Dhaussy foi analisado por um colegiado de sete psiquiatras e psicólogos que não conseguiram chegar a um consenso sobre a personalidade do acusado. Não raro, os autores de atentados simulam loucura quando confrontados à justiça e à perspectiva de uma pena severa. O contrário também é comum – diante da mediatização dos casos de terrorismo, o suspeito pode se sentir tentado a evocar um atentado apenas para atrair atenção.

O psicanalista e professor de psicopatologia Patrick Amoyel estuda há anos essa complexa questão. Ele adverte que o primeiro desafio é se separar dos estereótipos.

“Os que são mais perturbados da cabeça não são necessariamente os mais perigosos. Há pessoas muito equilibradas e que acabam colocando uma bomba no metrô ou em um cinema”, disse.

O especialista destaca que, mesmo entre aqueles que se radicalizam na religião, há inúmeros perfis distintos. Os que se aproximam da rede terrorista Al Qaeda, por exemplo, são mais doutrinados no islamismo fundamentalista, enquanto que os que são atraídos pelo grupo Estado Islâmico tendem a buscar um sentido para a vida.

“Temos todo o tipo de origem sociológica, de pobres a ricos. Há pessoas de famílias normais e de famílias desestruturadas, e a estrutura psíquica pode ser de psicóticos, perversos ou de neuróticos normais. Mas no caso específico do Estado Islâmico, há mais jovens desencantados, desamparados pela família”, explica o professor. ”Com frequência, eles não tiveram a presença do pai. Eles estão em busca de alguma coisa que lhes estruture um pouco, de um reconhecimento. Já os terroristas da Al Qaeda têm em comum o fato de terem uma educação religiosa muito rígida, algo que não necessariamente se verifica nos que seguem o Estado Islâmico.”

O jihadismo, ideologia religiosa radical que surgiu há mais de 1.300 anos, esteve por séculos adormecido até ser resgatado por Osama Bin Laden e a Al Qaeda. Ao pregar a glorificação da morte e da violência e prometer o paraíso aos mártires, faz com que, para muitos jovens, a vida não tenha mais valor.

“É um sistema mental quase psicótico. Eles se motivam por um paraíso totalmente delirante, com 72 virgens, rios de vinho etc. Há um culto à morte e uma série de coisas que se agregam à personalidade psicótica”, afirma. “Ou seja: mexe em coisas que, em geral, o ser humano normal consegue deixar de lado na sua vida.”

O psicanalista observa que, ao contrário dos clichês, os candidatos ao jihad não são pessoas mais propensas ao crime do que outras. Se eles decidem se unir aos terroristas, é porque encontram no discurso radical um conforto para as suas angústias internas. Para outros, é a imersão profunda na religião que é determinante.

Amoyel ressalta que os adolescentes são as presas perfeitas para o ideal jihadista. Não à toa, são os jovens que engrossam as fileiras do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

“O adolescente é alguém 'radicalizável'. Que seja pela extrema-esquerda, a extrema-direita ou pela religião, há um radicalismo latente nos jovens de 15 a 30 anos. O jihadismo é um discurso que vem trazer sentido à vida, na medida em que a vida não tem nenhum sentido, afinal a verdadeira vida começa após a morte”, analisa.

A decisão final da justiça francesa sobre o caso de Dhaussy vai sair em novembro. O Ministério Público pediu que ele seja internado em uma instituição psiquiátrica.


Atirador visava a evangélicos, diz sobrevivente de Oregon




Mercer dizia às suas vítimas que
iriam ver Deus 'em um segundo'

por Leandra Felipe
para Agência Brasil

Um dia após o massacre no Instituto Superior Técnico de Umpaqua, no estado de Oregon, na costa Oeste dos Estados Unidos - que deixou pelo menos dez mortos e sete feridos - nessa quinta-feira (1), as redes de televisão norte-americanas mostram vigílias pelas vítimas e tentam mostrar os motivos que levaram o jovem Chris Harper Mercer, 26 anos, morto pela polícia, a fazer os disparos. Uma das denúncias diz que a motivação teria sido religiosa.

O pai de uma das estudantes feridas disse, em entrevista à rede CNN, que a filha revelou, antes de entrar em cirurgia, que o jovem atirador questionou a opção religiosa das vítimas antes de abrir fogo.

As vítimas contaram que o atirador pediu que os evangélicos ficassem de pé e, quando se levantaram, ele teria dito: "Se você é evangélico, você vai ver seu Deus em um segundo", contou o pai.

Segundo relatos de parentes, os sobreviventes disseram que ele atirou à queima-roupa contra o professor que estava na sala de aula e, depois, em direção a alguns alunos.

Quando Harper começou a disparar, os estudantes deitaram-se no chão. Ele deu então uma pausa para recarregar a pistola, antes de mandar que os evangélicos se colocassem de pé e atirar novamente.

A identidade de Harper foi divulgada ontem (1º) à noite. Ele tinha grande quantidade de munição e várias armas e, além disso, usava colete à prova de balas. Segundo as declarações da polícia, o atirador abriu fogo em pelo menos duas salas de aula, em prédios diferentes da faculdade. A polícia chegou ao local depois de receber uma chamada de emergência por meio do serviço 911. Houve troca de tiros entre Harper e policiais.

De acordo com o Departamento Policial do Condado de Douglas, mais de 100 agentes foram enviados ao instituto.

O presidente Barack Obama fez um pronunciamento ontem na Casa Branca e voltou a pedir mudanças no controle de armas. O discurso foi considerado um dos mais emotivos que ele já fez em quase dois mandatos presidenciais.


Jovem descobre que TJs são uma empresa e se desliga da Igreja




por Rafael Saint-Clair Braga


Braga convenceu mãe
e irmã a deixarem as
Testemunhas de Jeová


Queridos colegas e amigos, olá!

Esta semana encerra um longo ciclo em minha vida. Quase todos aqui me conhecem pelo meus trabalhos em pintura, desenho e animação, bem como meus estudos em linguística. Porém, houve um ciclo que ocupou 26 anos de minha vida, desde os meus 6 anos de idade, quando comecei a estudar com as "Testemunhas de Jeová" (em 1990). Uma época em que esta "organização religiosa" tinha uma aparência em nada parecida com a empresa/corporação que se tornou nos últimos 5 anos.

Eu já não era mais feliz. A partir de 2010, percebia uma realidade muito diferente ao meu redor. Comecei a perceber que os irmãos ao meu redor não eram mais os mesmos, com um crescente exercício de "fraternidade" meramente diplomática, insistência em viverem de tal modo que, nitidamente, não os faziam com que tivessem uma vida plena e livre em Cristo Jesus.

Daí, comecei a visitar diversas congregações, tanto na cidade do Rio de Janeiro quanto em outros Estados da Federação: percebia um padrão em que todos eram os mesmos em suas interações com os "irmanados na fé", bem como uma crescente falta de amor genuíno e um exercício muito cínico por parte dos mesmos, chegando a incorrer em uma sociopatia aparente. Não à toa, isso começou a me afetar aos poucos. Percebia que não era mais eu mesmo! Estava apático, desanimado. Daí só foi um pulo, para um organismo humano (e não robótico) começar a apresentar somatizações tanto em nível orgânico quanto mental-emocional.

Em consequência, comecei a ter melancolia, depressão e eventuais crises de pânico. Jamais pude imaginar que a raiz de todo problema estava no elevado processo de inculcamento e doutrinação nociva do que nunca pude imaginar ser uma seita/culto com mecanismos idênticos de extirpação da individualidade e danos à mente. Cada vez que ia às assembleias e congressos percebia que o que era dito ali não fazia sentido! Jeová e Cristo Jesus jamais poderiam ser tão cruéis, tão burocráticos e terem prazer na escravização e sofrimento de seu povo, constituído de muita gente boa, porém ingênua e cega à realidade que as cercavam. Daí, também comecei a perceber que não era apenas eu que estava adoecido.

Os casos de depressão, síndrome do pânico e doenças de natureza nervosa cresciam assustadoramente entre os irmãos em várias congregações. A desculpa sempre previsível e utilizada era a de que eram "reflexos das tensões comum aos últimos dias". Porém, percebia que a maioria dos casos eram consequência de algo a mais que não se reduzia às pressões do mundo exterior e sim de um mecanismo opressivo e de padronização de tudo, inclusive do pensar. Logo, pensei em agir de maneira mais pragmática ao perceber que o problema não estava em mim e sim em uma ideologia nociva e danosa à mente de muitos.

A partir de 2012, decidi ir me afastando deste mecanicismo. Fui me retirando aos poucos das reuniões da congregação, por mais que me dissessem ser um sinal de "fraqueza", e notei que os sintomas e angustia desapareciam. Então, o problema estava dentro das congregações e das assembleias e congressos e, principalmente, no conteúdo do que era discursado e pregado nesses ambientes. Mas, até então, jamais tinha acesso ao que eram etiquetados como "materiais apostatas". Até que em um belo dia, no início do mês de março deste ano (mais precisamente no dia 6 de março), algo me chamou a atenção.

Percebi que na tela do computador havia um thumbnail de um vídeo do site "YouTube" intitulado "A origem das Testemunhas de Jeová". É um documentário de 1986. Foi um pulo para que o assistisse na íntegra e tomasse conhecimento de coisas que jamais poderia imaginar! Daí comecei a investigar a veracidade de tudo o que fui pesquisando, sempre dando margem às duvidas, pois poderiam ser realmente matérias sensacionalistas contra uma minoria. Infelizmente, tudo que pesquisava a respeito se confirmava verdadeiro e assustadoramente chocante. Chorava todas as noites, pois não queria que minha irmã e mãe (também TJs) soubessem de tantas décadas de injustiças, manipulações e sujeiras indescritíveis. A minha preocupação era, principalmente, com minha mãe (já em seus sessenta anos e com problemas de saúde inerentes à idade).

Foram mais dois meses (abril e maio) “preparando o terreno" para minha irmã caçula e minha mãe para acordarem e revelar os escândalos em doses homeopáticas para facilitar a assimilação de que o que vivemos em tantos anos não se passava de uma mentira, uma grande heresia, uma ilusão. Daí, tudo começou a fazer sentido para mim. Já não tinha episódios depressivos porque já tinha identificado a causa de tudo. Para minha felicidade, me surpreendi com a força e garra de minha mãe! Em uma tarde no início de junho, ela decidiu saber de tudo e pediu para que eu revelasse toda minha pesquisa para ela.

Conclusão, minha mãe disse que nunca poderia viver uma mentira e que não seria conivente com tantas injustiças. Acabou que a minha irmã foi a mais reticente, mas, depois concordou em saber de tudo. Junho, julho e agosto foram meses de muitas pesquisas: horas lendo fontes de vários sites sérios (como JWSurvey, AAWA, JWFacts, dentre outros), bem como vários depoimentos de queridos irmãos dissidentes espalhados pelo mundo. Devoramos o livro Crises of Concience, de Raymond Franz (minha mãe em 3 dias). Todas as nossas pesquisas apresentam-se reunidas nesta carta.

Agradeço imensamente aos queridos "strugglers" (lutadores) Marc Cora Latham (pelo conteúdo de seus canais no YouTube), John Cedars (pelo material disponibilizado no site JWSurvey) e muito, especialmente, ao grande irmão e amigo Osmanito Torres que foi de uma fraternidade, humanidade e amizade que jamais pude experienciar em nenhum "irmão e achegado comigo na 'fé' ". Ele também me ajudou na presente carta (reunião de argumentos e materiais).

Por último, quero agradecer a todos os membros deste grupo que sempre me ajudam ao postarem suas dores, experiências e conselhos. Estamos todos em um mesmo barco. Porém, agora livres em Cristo e, realmente, como filhos de Deus. E também aberto às amizades daqueles que, por ventura, não possuem fé alguma. Imenso apreço a todos. Um grande abraço.




Monge do Templo Shaolin é celibatário, mas tem filhos





Yongxin é também acusado de desviar dinheiro para amante


O monge Shi Yongxin (foto), 50, está com sua credibilidade em queda. Se isso tivesse ocorrido há décadas, ele não teria tornado o Tempo Shaolin em um negócio que fatura milhões de dólares.

Estabelecido nas florestas da província de Henan, na China, o templo de 1.500 anos é tido como o berço do kung fu e do zen-budismo.

Um ex-monge que usa o pseudônimo de “Perseguidor da Justiça” diz que Yongxin é uma fraude, porque, embora tenha feito voto de celibatário, tem filhos com duas de suas amantes.

Para o mundo dos negócios, o pior é que Yongxin é estelionatário, possui carros de luxo e desviou para conta de uma sua amante que mora na Austrália milhões de dólares de uma das empresas do templo.

O ex-monge divulgou na internet documentos que, segundo ele, comprovam suas denúncias. “Estou cansado da hipocrisia de Yongxin”, disse.

Antes, alguns budistas já criticavam Yongxin por comercializar demais o Templo de Shaolin, com licenciamento de produtos e franquias no exterior, além de construir na Austrália um resort kung fu de luxo por US$ 300 milhões.

Sobre as denúncias do ex-monge, a direção do templo disse que se trata de “difamações viciosas e infundadas”. Mas não conseguiu provar que os documentos são falsos.

Pelo menos entre os seguidores de Yongxin, parece que a credibilidade do mestre permanece firme. O guia turístico Wang Daling, 50, por exemplo, afirmou que no mundo não há pessoa mais virtuosa do que o monge.

A polícia de Henan abriu uma investigação, mas provavelmente nada será apurado, por causa da grande influência de Yongxin, inclusive junto ao Partido Comunista.


Templo Shaolin fica na província de Henan
Com informação do NYT e foto de divulgação.


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