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O Parlamento de Bangladesh legalizou o casamento de adultos com crianças. Na verdade, de homens com meninas, porque mulheres adultas não se casam com meninos.
A nova lei só vale para “circunstâncias especiais”. Não há explicação sobre que “circunstâncias” são essas. E do ponto de vista do interessado, tudo é "especial".
O que parece certo é que os pais têm de estar de acordo com o casamento e que terá de haver aprovação de um tribunal. Ou seja, nada que um punhado de moedas entregue nas mãos certas não resolva.
A vontade da menina não conta, claro.
Os muçulmanos ficaram felizes com a nova lei porque, seguindo a tradição instituída por Maomé, eles adoram ter relações sexuais com meninas.
A nova lei institucionalizou o que já existe em larga escala em Bangladesh.
Nesse país cujos islâmicos representam cerca de 90% da população é comum homens se casarem com crianças e adolescentes, embora até agora fosse ilegal.
O que ocorre, na prática, é a venda de meninas pelos seus pais a homens de todas as idades, incluindo os idosos.
No ranking da ONU de países onde mais há casamentos de crianças, Bangladesh está em quarto lugar, atrás somente do Níger, República Centro-Africana e Chade.
A taxa de casamentos infantis em Bangladesch vinha caindo por causa da atuação de entidades internacionais de direitos humanos.
Mas agora, com a nova lei, a taxa voltará a crescer.
É o que se pode concluir de afirmações de líderes islâmicos em Bangladesch, como Mahfuzul Haque, chefe de uma poderosa organização islâmica.
Sobre a nova lei, ele disse: "Para os olhos do Islã, a decisão é correta”.
Trata-se de uma “decisão correta” não só para os olhos do Islã, mas também e sobretudo para sua genitália pervertida.
Com informação de sites internacionais, como o do NYT, e foto do Facebook.
A Polícia Nacional da Nicarágua apresentou, na tarde de terça-feira, cinco membros de um grupo de fanáticos religiosos acusados de queimar uma mulher na fogueirapor acreditar que estava “possuída pelo demônio”. O líder do grupo, Juan Gregorio Rocha, que se identifica como pastor da congregação evangélica Assembleia de Deus, declarou no momento da prisão que “Deus disse que ia tirar aquele espírito maligno dela e mandou acendermos uma fogueirinha para expulsar o demônio.” O fato comoveu a Nicarágua, país onde 345 mulheres foram assassinadas desde 2012.
Entre os cinco detidos há duas mulheres, Estrella del Socorro Orozcso e Tomasa Rocha Romero. Segundo testemunhas, elas teriam participado da morte da jovem Vilma Trujillo García, de 25 anos, na comunidade El Cortezal, no município de Rosita, um povoado remoto na região do Caribe nicaraguense.
O suposto pastor Gregorio Rocha disse à imprensa que a jovem caiu na fogueira “quando o Espírito Santo saiu de seu corpo” e justificou a ação como um procedimento de “cura” da mulher que, segundo o grupo religioso, estava “endemoniada”. A jovem foi despida e lançada ao fogo com as mãos amarradas. Em seguida, segundo testemunhas, ela foi atirada “em um barranco”, onde permaneceu nove horas até ser encontrada por um familiar. Vilma Trujillo García sofreu queimaduras severas em 80% do corpo e faleceu na madrugada de terça-feira em um hospital de Manágua.
Presidente da congregação na Nicarágua disse que o autor do assassinato não está registrado como pastor na Assembleia de Deus
O marido da jovem, Reynaldo Peralta, relatou à imprensa local que estava ausente do povoado durante quinze dias porque ajudava a mãe, que mora em outra localidade, na construção de sua casa. O homem disse que a esposa, mãe de dois filhos, sofria “problemas de saúde e desmaios”, por isso os familiares procuraram a ajuda da congregação religiosa. Foi Gregorio Rocha quem decretou que a mulher estava “endemoniada” e que ele sua congregação a curariam.
A Assembleia de Deus é um grupo evangélico pentecostal criado em 1914 nos Estados Unidos e hoje presente em vários países. O grupo religioso conta com 12.000 membros na Nicarágua e mais de 64 milhões de pessoas no mundo inteiro, segundo números fornecidos pela própria instituição.
Em declaração feita na terça-feira, o pastor Rafael Aristas, presidente da congregação na Nicarágua, distanciou-se da morte da jovem Trujillo na fogueira. Aristas afirmou que Gregorio Rocha não está registrado como pastor na Assembleia de Deus, mas confirmou que o homem de 23 anos é evangélico.
A jovem foi despida e lançada ao fogo com as mãos amarradas
O fato comoveu a sociedade nicaraguense. Personalidades da vida política, cultural e religiosa do país expressaram indignação pela morte da Vilma Trujillo. Em seu pronunciamento diário nos meios de comunicação, a vice-presidenta Rosário Murillo disse que o fato é “realmente lamentável, uma irmã que foi martirizada por membros de sua comunidade, algo que não pode e não deve se repetir”. Grupos feministasda Nicarágua acusam Murillo de manipular a religião em seu discurso oficial para ganhar o apoio da população de um país conservador e profundamente religioso.
Silvio Báez, bispo auxiliar de Manágua e considerado o número dois da Igreja católica na Nicarágua, disse em sua conta no Twitter: “Sinto muito pela morte de Vilma Trujillo por causa do fanatismo e da ignorância religiosa. Não se pode destruir uma vida em nome de Deus!”
Sento muito a morte de Vilma Trujillo por causa do fanatismo e a ignorância religiosa. Não pode ser destruído uma vida em nome de Deus!— Silvio José Báez (@silviojbaez) 28 de fevereiro de 2017
A escritora Gioconda Belli também expressou sua indignação nas redes sociais. Em sua conta do Twitter afirmou que “esse crime atroz não pode ficar impune. Como também o de tantas mulheres cujos cadáveres se acumulam enquanto reina a impunidade”. Belli se declarou “comovida” pelo assassinato cruel de Vilma Trujillo, “queimada como nos piores tempos da Inquisição e da Caça às Bruxas”.
Os cinco detidos pela Polícia da Nicarágua foram levados a Manágua, onde responderão a processo judicial. O corpo de Vilma Trujillo García chegou na noite de terça-feira a El Cortezal, e será enterrado na mesma comunidade onde ela foi queimada viva.
Ex-executivo do alto escalão da construtora contou ao EL PAÍS como entrava em outros mercados, da América Latina à Europa, aliado a parceiros locais para operar com governos de todas as tendências políticas
Desde que as investigações envolvendo a Odebrecht chegaram à promotoria norte-americana, em 2014, o caso de corrupção da gigante brasileira tomou dimensões internacionais. As autoridades dos Estados Unidos se envolveram na apuração porque parte do dinheiro usado como propina pela construtora passou por bancos daquele país. Além disso, como a Petrobras tem ações na bolsa de Nova York, ela responde à Justiça norte-americana pelos delitos cometidos ali.
Protesto contra Odebrecht em Lima. GUADALUPE PARDO/REUTERS
Agora, Venezuela, Colômbia, Argentina, México, República Dominicana e Peru entraram na mira das investigações das autoridades internacionais. E, pela primeira vez, um ex-executivo do alto escalão da empresa e um dos delatores da Lava Jato admitiu o esquema no exterior. Ao EL PAÍS, disse, com exclusividade, que a companhia se aliava a empresas locais para operar os esquemas de cartel e propina que realizou por anos dentro do Brasil. Essas parcerias permitiam à empreiteira brasileira ter relações privilegiadas com Governos de todas as tendências políticas. "A Odebrecht é craque em se dar bem com a esquerda e com a direita", disse o ex-executivo.
"Você não entra em um país sozinho", afirmou, ao contar sobre as parcerias da Odebrecht com as estrangeiras. Em cada país, a construtora buscou parceiros e sócios para que abrissem as portas da política local. A história, embora tenha vindo à tona só agora, começou há mais de duas décadas. “Na Argentina, por exemplo, nos associamos à Benito Roggio”, disse ele. “Isso faz mais de 20 anos”, afirmou, durante um almoço com a reportagem.
Fundada em 1908 por um imigrante italiano, a Benito Roggio é hoje uma das prestadoras de serviços mais importantes para a Argentina. Por isso, não é de se estranhar que a Odebrecht a tenha escolhido como sócia para sua incursão naquele país. O que ocorre é que a Roggio não é só uma construtora e seus tentáculos se estenderam a concessões em transportes, saneamento e soluções ambientais, um modelo muito parecido ao que a Odebrecht tem no Brasil. Desde 1994, a empresa gerencia toda a rede de trens subterrâneos de Buenos Aires, através da empresa Metrovías, além da linha de trem Urquiza, que liga a capital com os municípios do oeste.
Seu modelo de negócios também inclui o serviço de recolhimento de resíduos na cidade de Buenos Aires, sob a marca Cliba, e em outras cidades da América Latina, como Assunção (Paraguai), Puebla (México), La Paz (Bolívia) e São Paulo. No Brasil, a Roggio integra o Consórcio VLT Carioca, junto com a operadora do metrô de Paris, a RATP, para a construção da linha VLT do Rio. A rede de negócios da Roggio também é ampla no Paraguai, com projetos de até 119 milhões de dólares.
"Você não entra em um país sozinho", diz o ex-executivo da Odebrecht
Em 1989, sob a presidência de Carlos Menem, a Odebrecht e a Roggio fizeram uma parceria na Argentina para a construção da Autopista Acesso Oeste, um dos principais corredores viários de entrada e saída de Buenos Aires. O ex-executivo da Odebrecht confirmou a este jornal que as operações da companhia para negociação de propina e cartel começaram "muito antes" da onda de esquerda ganhar as eleições pelos países da América Latina. "A Odebrecht é apartidária", disse.
Porém, no caso da Argentina, o kirchnerismo juntou novamente a Odebrecht com a Roggio. Em 2008, obtiveram o contrato para o desenvolvimento de uma estação de tratamento de água solicitada pela estatal Aysa. O projeto, destinado à periferia norte de Buenos Aires, demandou 750 milhões de dólares no câmbio da época, dos quais 290 milhões foram financiados por um crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na Colômbia
Embora as investigações na Colômbia estejam em fase embrionária, o envolvimento de políticos graduados em todo o esquema de subornos montado pela empreiteira brasileira prenuncia um ano de escândalos em plena pré-campanha para a eleição presidencial de 2018. Até agora só há dois detidos. Um vice-ministro de Transportes do Governo do ex-presidente direitista Álvaro Uribe e um ex-senador cujas contraditórias declarações abalaram os alicerces da Casa de Nariño, residência do presidente.
A Odebrecht distribuiu na Colômbia 11 milhões de dólares em propinas para obter licenças em obras nacionais e locais de infraestrutura. Mais de seis milhões foram parar no bolso do ex-vice-ministro Gabriel García Morales. Otto Bula, desconhecido da maioria, ocupou temporariamente o cargo de senador e levou 4,6 milhões de dólares da construtora. Parte desse dinheiro – especificamente um milhão de dólares – é alvo de um inquérito do Ministério Público e do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia, que busca esclarecer se a verba irrigou a campanha eleitoral do presidente Juan Manuel Santos em 2014. Um comunicado do Ministério Público em 7 de fevereiro dava a entender que a quantia poderia ter servido para esse fim. Uma semana depois, porém, o ex-senador depôs ao CNE e negou que a propina tenha ajudado a reeleição de Uribe.
As operações da companhia para negociação de propina e cartel começaram "muito antes" da onda de esquerda em América Latina
Paralelamente, a Corte Suprema de Justiça recebeu informações confidenciais sobre a suposta vinculação de dezenas de congressistas com as propinas da empreiteira. O alto tribunal terá que revelar se há na lista pessoas com foro privilegiado, o que resultará em abrir ou não investigações preliminares que permitiriam continuar ampliando o rol de envolvidos no escândalo.
Diante dessa situação, a Superintendência de Sociedades, responsável pela fiscalização das empresas, decidiu submeter a controles quatro companhias vinculadas à Odebrecht: Odebrecht Latininvest Colombia SAS, Constructora Norberto Odebrecht de Colombia SAS e sua filial no exterior, além da Navelena SAS. Essas companhias estão vinculadas a grandes projetos de infraestrutura no país, como a construção de rodovias e a recuperação da navegabilidade do rio Madalena. “Uma vez que essa resolução seja definitiva, a Superintendência terá capacidades de fiscalização”, dizia Francisco Reyes Villamizar, diretor do órgão. Ou seja, seus agentes poderão solicitar documentação fiscal e contábil, as empresas precisarão pedir sua autorização para reformas e capitalizações, e poderão ser submetidas a investigações.
No caso dos contratos assinados com a Odebrecht para a construção de rodovias, a Superintendência de Indústria e Comércio deu um passo mais. Pablo Felipe Robledo, diretor do órgão, solicitou à Agência Nacional de Infraestrutura (ANI) que liquide o contrato da Rota do Sol (trecho 2), um dos projetos mais importantes concedidos à empresa brasileira. A decisão se baseia numa suposta “violação da livre concorrência”.
Na Europa
O ex-executivo da Odebrecht explica que os braços da companhia não eram curtos. Cruzando o oceano, ele aponta a construtora Bento Pedroso, em Portugal, como uma das parceiras nos esquemas da empreiteira. "A Bento Pedroso foi comprada para que a Odebrecht entrasse em Portugal, há mais de 25 anos", disse.
Em 2013, a festa de 25 anos da construtora luso-brasileira, no Palácio Nacional da Ajuda, contou com a presença do ex-presidente Lula entre os ilustres convidados. Para celebrar o aniversário, a companhia lançou, naquele mesmo dia, o livro Tempo de criar o futuro.
TEMPESTADE NO PERU
RAÚL TOLA
No Peru a Odebrecht também procurou como parceira a maior construtora do pais, Graña y Montero. E agora, o depoimento que Jorge Barata, ex-representante da empresa brasileira no Peru, deu aos promotores peruanos evidências para desencadear uma tempestade cujo futuro é incerto.
Em sua confissão, o colaborador da justiça reconheceu que a Odebrecht havia dado três milhões de dólares (cerca de 9,33 milhões de reais) para a campanha de Ollanta Humala em 2011, na qual foi eleito presidente. Também falou do suborno de 20 milhões de dólares pago ao ex-presidente Alejandro Toledo –hoje fugitivo da justiça, com uma ordem de prisão preventiva decretada contra si–, com o qual a empresa brasileira garantiu a concessão da Rodovia Interoceânica Sul, que liga o Peru com o Brasil.
Quando os promotores perguntaram se as empresas peruanas consorciadas com a Odebrecht na Interoceânica sabiam dessas práticas corruptas, Barata respondeu: “O pagamento [a Toledo] foi feito pela Odebrecht, mas as outras empresas tinham conhecimento, não de detalhes, mas sabiam que tínhamos pago e sabiam que tinham de assumir a parte delas”.
Medir o impacto de uma denúncia de corrupção numa empresa como a Graña y Montero, que é cotada em Bolsas de Valores (nas de Lima e Nova York), é impossível. Neste caso, a incerteza despertou uma forte pressão de venda imediata entre os investidores. Acuadas pelos acontecimentos políticos, as ações da construtora registraram uma queda histórica de 33,3% na Bolsa peruana e de 34,7% na de Nova York. Em Lima, a cotação das ações recuou 1,10 soles e atingiu a mínima de 2,20 soles, com uma perda acumulada de 35% na semana.
Intervenção dos EUA
Por seu tamanho, a Graña y Montero é uma empresa com muitos interesses cruzados. De acordo com o último relatório da Superintendência de Bancos e Seguros, as quatro administradoras do sistema privado de pensões investiram cerca de 1,3 bilhão de soles (cerca de 370 milhões de dólares) em ações da construtora.
A empresa tentou enfrentar a turbulência com um comunicado de imprensa em que negou veementemente as afirmações de Barata. “Reiteramos que nossa empresa e nossos executivos nunca tiveram conhecimento, e muito menos gerenciaram ou realizaram pagamento algum relacionado a qualquer forma de suborno ou reembolso de pagamentos desse tipo, realizados pela Odebrecht, como eles afirmaram”, acrescentou.
O comunicado de pouco serviu. Poucas horas depois de publicado, soube-se que o Rosen Law Firm, um escritório de advocacia que representa um grupo global de investidores, cogita abrir uma ação coletiva contra a construtora para recuperar as perdas sofridas por seus acionistas em Nova York. Seu argumento é que “a Graña y Montero pode ter divulgado informações de negócios materialmente enganosas ao público investidor”. Tudo pode se agravar caso a Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC) decida intervir por iniciativa própria, amparada pelas estritas leis antifraude desse país.
Na tarde da última sexta-feira, um grupo de promotores fez buscas nos escritórios da Graña y Montero para obter todas as informações possíveis sobre os contratos assinados com a Odebrecht. Em sua conta no Twitter, o Ministério Público afirmou que tais diligências se destinaram a esclarecer a investigação de um caso diferente da concessão da Rodovia Interoceânica. Trata-se do Gasoduto Sul, uma dos maiores obras de infraestrutura da história do Peru (representa um investimento de mais de 7,3 bilhões de dólares). A operação foi suspensa quando o consórcio formado por Odebrecht, Graña y Montero e a espanhola Enagás a perdeu, ao vencer o prazo para o financiamento. Como resultado, o Estado peruano executou a maior multa da história, de 262 milhões de dólares.
Isto implicou a Graña y Montero, a ICCGSA e a JJC Contratistas Generales, que formaram o consórcio CONIRSA com a empresa brasileira. Entre todas elas, a Graña y Montero é a mais importante e a que sofreu as piores consequências.
Na ilha japonesa de Okinawa, há mais centenários do que em qualquer outro local do mundo. Dois autores espanhóis foram perceber a razão da longevidade e encontraram 10 regras para a felicidade.
1- MANTENHA-SE SEMPRE ATIVO, MESMO DEPOIS DE REFORMADO
Não é novidade que quem se reforma não deve cessar de repente toda e qualquer atividade. Nos EUA, o próprio conceito de "reforma" é algo estranho, com muitas personalidades da vida empresarial e pública daquele país a serem extremamente ativos e participantes bem depois dos setentas - Warren Buffet tem 86 anos, como George Soros, Bill Clinton tem 70 anos e todos têm ainda muito para dar. Estar ocupado a fazer algo que gostamos, manter uma atividade ajuda a dar significado à vida. No Japão, muitos não se reformam nunca, desde que a saúde assim permita. Muitos têm até uma ocupação principal e outra secundária - um hobby -, a que dedicam mais tempo a partir do momento em que passam a ser mais disponibilidade.
2- "KEEP CALM AND CARRY ON"
O stress é dos elementos da vida moderna mais prejudiciais à saúde. "Um stress prolongado no tempo é generativo, já que um estado de alerta permanente afeta os neurónios associados à memória e produz uma inibição da secreção de algumas hormonas, cuja carência pode causar depressão", pode ler-se no livro "Ikigai – Viva bem até aos 100" (Editora Albatroz). Os truques dos japoneses para combaterem o stress passa por tomar banhos demorados, massajar a cabeça com a ponta dos dedos, praticar mindfulness e manter tudo à sua volta (casa, secretária) limpo e organizado. Dormir bem também ajuda a retardar o envelhecimento.
3- PARE DE COMER ANTES DE SE SENTIR CHEIO
Fazer a digestão implica um elevado dispêndio de energia ao nosso corpo. Quanto mais comemos, mais aceleramos o processo de envelhecimento, a ciência comprova. "Os nativos de Okinawa param de comer quando sentem que o estômago está a 80%, em vez de se saciaram por completo, obrigando o corpo a desgastar-se e a acelerar a oxidação celular para poder fazer uma digestão prolongada", explicam os autores. E há outro truque que os japoneses usam e que funciona: servir a comida em pratos pequenos, para comer menos. "Esta é a razão pela qual os ocidentais que vivem no Japão tendem a perder peso e a manter um corpo esbelto", lê-se na obra. Os supercentenários japoneses têm ainda uma dieta rica em tofu, batata doce, peixe e muitos legumes.
Em Okinawa, no Japão, existe um número de supercentenários (com mais de 110 anos) como não existe em mais lugar nenhum
Os amigos multiplicam a alegria dos bons momentos e dividem a dor dos maus. Viver sem amigos é perder anos de vida. O sentimento de pertença, o convívio, os encontros para conversar, desabafar ou rir são fundamentais para uma vida cheia e longa. Em Okinawa, existe uma tradição forte de criar laços entre as comunidades locais, como se fossem todos membros de uma família. Muitas vezes, esse serviço à comunidade torna-se um motivo para acordar todos os dias. A atitude reforça também a sensação de segurança de todos, contribuindo para o aumento médio de vida.
5- MANTENHA-SE PRÓXIMO DA NATUREZA
Quantos de nós não procuram instintivamente a natureza quando nos sentimos em baixo e regressamos melhor connosco próprios? A nossa ligação à terra tem tendência a carregar-nos a bateria. Em Okinawa, todos os centenários têm uma horta, plantações de chá ou de outros frutos. Mexer na terra dá saúde.
A proximidade com a natureza é um fator de equilíbrio para o ser humano
FRANCOIS GUILLOT
6- SMILE!
Não é por acaso que nos pedem sempre para sorrir na hora de tirar uma fotografia. Não só favorece a maioria das pessoas, como predispõe para estar de bem com a vida. Quem ri e sorri vive mais. "Pudemos perceber a extraordinária amabilidade dos habitantes de Okinawa, que passavam o dia a rir e a brincar", recordam García e Miralles. "Uma atitude amistosa ajuda a fazer amigos e relaxa-nos."
Rir é mesmo o melhor remédio. A atitude positiva dá anos de vida
DANIEL BEREHULAK
7- PRATIQUE EXERCÍCIO FÍSICO
Os benefícios do exercício físico estão já mais que comprovados pela ciência. Leva à libertação de endorfinas e serotonina, ajuda a libertar o stresse e a manter o corpo ágil. Pelo contrário, estar sentado longos períodos de tempo, seja no trabalho seja no sofá, conduz à falta de energia e à obesidade. Fazer caminhadas e subir escadas em vez de usar o elevador e substituir os lanches por fruta são opções que lhe trarão retorno.
YOSHIKAZU TSUNO
8- DÊ GRAÇAS PELO QUE TEM
Dedicar um momento do seu dia para agradecer pelo que tem obriga-o a focar-se nas coisas boas da sua vida – que muitas vezes tendemos a não valorizar suficientemente. "Ter consciência da inconstância das coisas não deve entristecer-nos, mas ajudar-nos a amar o presente e as pessoas que nos rodeiam", lê-se.
9- VIVA O MOMENTO
Aqui e agora. Isso é tudo o que interessa. Saber parar a mente e o pensamento – sem ficarmos ansiosos por tudo aquilo que ainda "temos" de fazer - é meio caminho para nos focarmos e saborearmos o que realmente interessa: o presente. Há quem chame a essa arte de parar mindfulness. Ou não fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Aprecie cada momento, com vagar.
10- JÁ OUVIU FALAR DE RESILIÊNCIA?
Os japoneses chamam-lhe "ikigai" – o equivalente à nossa resiliência. No fundo, é a capacidade de lutar contra ventos e marés face a um objetivo que sabemos que queremos atingir. Pelo caminho, chovam pedras ou bolas de fogo, não há nada que nos pare. "Uma pessoa resiliente sabe concentrar-se nos seus objetivos, naquilo que é importante, sem desanimar. É uma atitude que nos permite focar no que é verdadeiramente importante e não no que é urgente." Uma boa mensagem.
A Justiça chilena condenou 11 agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) à prisão pelos desaparecimentos de dois militantes do MIR (Movimento da Esquerda Revolucionária) em 1974; os 11 agentes da DINA (Direção de Inteligência Nacional), o serviço secreto da ditadura, foram considerados responsáveis pelos sequestros qualificados de María Inés Alvarado Börgel e Martín Elgueta Pinto, ambos com 21 anos no dia em que foram detidos pelos agentes, 15 de julho de 1974, em Santiago, capital chilena.
Fonte: http://www.brasil247.com/pt
Mulher é lançada na fogueira por fanáticos religiosos na Nicarágua
Vilma Trujillo, 25 anos, morreu na madrugada de ontem, seis dias após "ritual" de exorcismo liderado por pastor
postado em 01/03/2017 07:05 / atualizado em 01/03/2017 09:57
Vilma Trujillo, ao ser socorrida e levada ao aeroporto próximo a La Rosita: coma profundo e falência de órgãos
Um crime envolvendo requintes de crueldade e fanatismo religioso comoveu e chocou a Nicarágua. Vilma Trujillo García, 25 anos, morreu, na madrugada de ontem, de falência múltipla de órgãos, com queimaduras em 80% do corpo. Uma diaconisa da Assembleia de Deus, na comunidade de El Cortezal — próximo ao município de La Rosita (centro-norte) —, afirmou que recebeu um pedido de Deus para que a mulher fosse “purificada” com fogo, por supostamente estar “endemoniada”. Em 22 de fevereiro passado, o pastor Juan Gregorio Rocha Romero, líder da igreja protestante, celebrou uma espécie de “ritual” macabro. Vilma foi lançada à fogueira e abandonada no barranco de um rio até ser socorrida, nove horas depois.
Cinco membros da Assembleia de Deus foram presos e transferidos da cidade de Siuna para a capital, Manágua, onde serão processados por homicídio. Um dos suspeitos, Franklyn Jarquín, disse à polícia que a intenção era “expulsar um espírito demoníaco”. “Ela cometeu um erro e, perante Deus, falhou, porque tinha seu companheiro de vida, cometeu um erro com outro homem e se passava por cristã. Deus a castigou e a endemoniou. Foi um espírito que se impôs nela e caiu no fogo”, comentou Jarquín, citado pelo site 100% Noticias.
Saiba mais
Em entrevista ao Correio, Miuriel Gutiérrez, ativista de direitos humanos em La Rosita e integrante do grupo AHV Colectivo Gaviota, afirmou que Vilma e o marido, Reynaldo Peralta Rodríguez, planejavam se mudar para outra comunidade. “Reynaldo viajou até lá e ficaria fora por 15 dias, para construir a casa onde morariam com os filhos, um menino de 5 anos e uma menina de 1. Vilma adoeceu, tinha crises de choro e desmaiava”, contou. A família buscou a ajuda de Juan Gregorio. “Esse pastor começou a orar por ela. A mulher melhorou, levantou-se e aparentava tranquilidade. Mas o pastor disse que teriam de rezar mais e a levou até a igreja, onde ficou por oito dias trancada”, acrescentou.
Detalhes
Fiéis da Assembleia de Deus relataram à irmã de Vilma que o pastor instruiu-lhes a realizar o ritual de exorcismo. A adolescente foi a primeira familiar a chegar ao local do assassinato. “Juan Gregorio disse que se o demônio não saísse do corpo antes do nascer do sol, Vilma teria de ser queimada. Eles oraram por ela das 4h até pouco antes das 6h, quando foi despida, amarrada e jogada à fogueira. A irmã nos contou que Vilma saiu sozinha do fogo e rolou no chão, sem que ninguém a ajudasse”, comentou Miuriel. A ativista revelou que a mulher foi abandonada no barranco, sob o argumento de que morreria e “ressuscitaria”, curada.
A vice-presidente da Nicarágua, Rosaria Murillo, prometeu justiça. “É realmente lamentável e condenável, um crime que reflete uma situação de atraso; estamos pendentes da apresentação que farão às autoridades pertinentes nossos irmãos da Polícia Nacional daquelas pessoas que participaram dessa tragédia, que culminou com a morte de Vilma Trujllo”, declarou, segundo 100% Noticias. “Isso é algo que não pode e não deve se repetir”, destacou Murillo.
Juanita Jiménez, dirigente do Movimento Autónomo de Mujeres (MAM), disse ao jornal La Prensa, de Manágua, que a morte de Vilma é resultado do fanatismo e da misoginia, mas também foi agravada pelo desamparo do Estado a algumas regiões extremamente carentes da Nicarágua. “Independentemente da religiosidade, nada justifica um ato de crueldade como queimar uma mulher e colocá-la na fogueira, e com a participação de outras pessoas na manipulação religiosa. Houve uma tentativa de feminicídio, pois toda a intencionalidade é de provocar dano.”
O bispo auxiliar da Arquidiocese de Nicarágua, Silvio José Baéz, comentou o crime por meio de seu perfil no Twitter. “Sinto muito pela morte de Vilma Trujillo, motivada pelo fanatismo e pela ignorância religiosa. Não se pode destruir uma vida em nome de Deus!”, alertou. “A religião autêntica, na qual se adora o Deus verdadeiro, não anula a razão nem atenta contra a vida humana.” O corpo de Vilma Trujillo foi transferido para La Rosita ontem, onde será sepultado.
Eu acho...
“Nós relacionamos esse crime à inquisição e repudiamos o fato. Todos nós queremos que a Justiça castigue essas pessoas.
A população de La Rosita exige justiça. Estamos atendendo à família de Vilma, para que possa fazer as diligências necessárias ante a polícia. Os parentes de Vilma estão sendo ameaçados de morte por outros fanáticos mal denominados de ‘irmãos’.”
Miuriel Gutiérrez, ativista de direitos humanos em La Rosita
Casas Bahia e Ponto Frio devem ser negociadas com fundos de investimentos
As duas lojas, que pertencem à empresa controlada pelo grupo francês Via Varejo, acumulam perdas e estão prestes a ser negociadas com fundos de investimentos. Alta recente nas ações reflete aposta do mercado em mudança de dono
Rosana Hessel
A marca Casas Bahia, criada por Samuel Klein e avaliada em R$ 800 milhões, é uma das mais valiosas do país
A Via Varejo, empresa do Grupo Pão de Açúcar e dona das marcas como Ponto Frio, Casas Bahia e Extra.com, está à venda desde novembro de 2016, quando os controladores enviaram um fato relevante ao mercado. Tudo indica que o negócio está próximo de ser fechado, tanto que, nos últimos dias, houve um movimento atípico na Bolsa de Valores de São Paulo (BMF&FBovespa). Apenas em fevereiro, as ações ordinárias (com direito a voto) acumularam alta de 24,31%, após queda de 13,4% em janeiro. O papel da Via encerrou a sexta-feira a R$ 4,04, com alta de 2,02% sobre véspera, na contramão da Bovespa, que caiu 1,18%.
“É preciso filtrar os boatos para saber por que as ações subiram tanto em tão pouco tempo. Há rumores sobre a proximidade de fechamento do negócio. Se essa operação acontece, dado o tamanho estratégico, a empresa precisa comunicar primeiro à CVM (Comissão de Valores Mobiliários)”, explicou o gestor de fundos de ações da Daycoval Investimentos, Juan Morales. Procurados, a Via Varejo e o Grupo Pão de Açúcar se negaram a comentar o assunto.
A expectativa é de que a venda da Via Varejo ocorra até abril. Fontes do mercado citam a rede varejista brasileira Lojas Americanas e os fundos de investimento norte-americanos Advent e Carlyle entre os interessados. Procurada, a Lojas Americanas não comentou o assunto. O sócio da área de fusões e aquisições da PricewaterhouseCoopers (PwC), Marcio Vieira, aposta que os fundos de private equity são os candidatos mais fortes para o negócio, pois possuem grande volume de capital para investir no país. “Os ativos brasileiros ainda estão muito baratos, mesmo após as altas da BM&FBovespa desde o ano passado. O momento é bom para esse tipo de investidor porque ele consegue aguardar a recuperação da economia, que ainda será lenta”, explicou o sócio da PwC.
Aliás, o mercado no qual a Via Varejo está inserida não iniciou uma retomada, de acordo com o superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), Aloisio Campelo. O consumo das famílias tem um peso forte na atividade econômica e não vai conseguir puxar o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, segundo ele, pois o desemprego ainda é elevado e os brasileiros estão muito endividados. “Estamos saindo de uma onda de certo artificialismo na compra de bens não essenciais”, afirmou.
O estímulo do governo fez com que houvesse uma expansão no crédito não observada antes. “Muita gente que estava fora desse mercado acabou entrando e consumiu mais do que precisava”, asseverou. “As famílias estão num processo grande de desalavancagem, e não estão conseguindo comprar nem mesmo vestuário. As coisas já adquiridas estão sendo gastas. E, como a massa salarial ainda está em queda, o ajuste no mercado ainda será lento, porque a tendência atual é de aumento da informalidade do emprego”, alertou Campelo.
Vale tudo no combate às denúncias do caos instalado no governo por fontes da Casa Branca à imprensa: Sean Spicer, chefe do gabinete de comunicações, está a passar revista aos aparelhos eletrónicos dos funcionários e é acusado de inventar mentiras para minar a credibilidade de um repórter que escreveu sobre isso
A Casa Branca foi acusada esta semana de tentar denegrir um dos jornalistas que têm estado a investigar as informações avançadas à imprensa sob anonimato por fontes internas, através de notícias falsas disseminadas junto de alguns meios de comunicação social.
No domingo, os jornalistas Alex Isenstadt e Annie Karni assinaram um artigo no "Politico" onde revelavam que Sean Spicer, diretor de comunicações da Casa Branca, tinha convocado uma reunião não-programada com os seus funcionários para investigar o conteúdo dos seus aparelhos eletrónicos à procura de pistas sobre quem é que está a passar informações à imprensa.
No artigo, Spicer era acusado por fontes anónimas de ter posto uma das suas assessoras em lágrimas depois de criticar o seu trabalho em frente aos colegas. "Spicer criticou duramente parte do trabalho da sua porta-voz Jessica Ditto e pô-la a chorar, de acordo com duas fontes familiarizadas com o incidente", escreveram os dois jornalistas.
O chefe de porta-vozes da Casa Branca reagiu de imediato à alegação, dizendo que "a única vez" que se lembra de "Jessica quase ficar emocional foi quando tivemos de transmitir a informação de que Ryan Owens morreu", disse sobre o soldado da Marinha que morreu numa controversa operação militar no Iémen.
De acordo com o "The Independent", seis horas e meia depois do artigo do "Politico" ter entrado em linha, o jornal "Washington Examiner" publicou uma história sobre Alex Isenstadt em que uma fonte anónima garantia que o jornalista adotou uma postura "desconsiderante" e que "se riu" quando Spicer falou de Owens na conferência de imprensa. "Ele começou a rir-se do militar" morto em combate, disse a "fonte oficial informada".