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domingo, 9 de abril de 2017

Ministério da Defesa da Rússia: "Ataque norte-americano foi longamente planejado"






Dia 7 de abril, entre 3h42 e 3h56 (hor. de Moscou), dois destróieres da Marinha dos EUA (USS Ross e USS Porter) fizeram massivo disparo de 59 mísseis cruzadores Tomahawk, de área próxima à Ilha de Creta (Mar Mediterrâneo), contra a Base Aérea Síria Shayrat (província de Homs).

Segundo dados do monitoramento dos alvos, 23 mísseis atingiram a Base Aérea Síria.

Resultado do ataque, foram destruídos um depósito de equipamento, um prédio de treinamento, um depósito de lixo, seis aviões MiG-23 que estavam em hangares para reparos e uma estação de radar.

A pista, as áreas de taxiamento e aeronaves da Força Aérea Síria nas áreas de estacionamento não foram danificadas.

Foi extremamente baixa a efetividade em combate do massivo ataque de mísseis norte-americanos contra a Base Aérea Síria. Segundo informações recebidas do Comando da Base Aérea, dois soldados sírios estão desaparecidos, 4 foram mortos e 6 feridos por queimaduras, durante o ataque.

Essas ações do lado norte-americano são consideradas graves violações do Memorandum para prevenção de incidentes e para garantir a segurança das operações no espaço aéreo da Síria, assinado em 2015. Assim sendo, o Ministério da Defesa da Rússia suspende a cooperação com o Pentágono nos termos desse Memorandum.

As acusações contra Damasco, de que teria violado a Convenção para Armas Químicas de 2013, que os EUA apresentaram como razões para o ataque, não têm absolutamente qualquer fundamento.

O Ministério da Defesa da Rússia repetidas vezes explicou que as tropas sírias não usaram armas químicas. O serviço militar russo espera receber explicações dos EUA quanto às "provas irrefutáveis" que alegaram ter, de que o exército sírio teria usado armas químicas em Khan Sheikhoun.

Deve-se destacar que, nos anos 2013-2016 o governo sírio tomou medidas para eliminar armas químicas, seus sistemas de disparo e meios de fabricação. Todos os estoques de armas químicas foram eliminados. Os componentes para produzi-las foram transportados, da República Árabe Síria para empresas nos EUA, Finlândia, Grã-Bretanha e Alemanha, onde foram destruídos.

Mudam os governos nos EUA, mas os métodos para gerar guerras nunca mudam, sempre os mesmos na Iugoslávia, Iraque e Líbia. Mentiras, falsidades, fotos de propaganda com fotos de minitubos de ensaio com pseudo 'provas' em organizações internacionais tornaram-se repetidas 'razões' para repetidas agressões, sem nenhuma investigação.

Deve-se destacar que uma ofensiva de larga escala contra formações armadas do ISIS e da [Frente] Jabhat al-Nusra foi lançada imediatamente depois do ataque massivo com mísseis contra a Base Aérea Síria.

O Ministério da Defesa da Rússia espera que as atividades dos insurgentes não tenham sido coordenadas com os norte-americanos.

Hoje já se sabe que, obviamente, o ataque dos mísseis cruzadores norte-americanos foi planejado muito antes dos eventos de ontem.

Para planejar e preparar planos de voo de mísseis é indispensável realizar operações de reconhecimento, e pôr os próprios mísseis em alerta para disparo. 

É bem claro para qualquer especialista que a decisão para atacar a Síria com mísseis cruzadores foi tomada bem antes dos eventos em Khan Sheikhoun, que foram usados apenas como pretexto formal para o ataque; e a exibição de poder militar foi realmente motivada só por eventos da política interna dos EUA.

Em futuro próximo, a efetividade do sistema de defesa aérea das Forças Armadas Sírias será aprimorada, para cobrir os objetos mais importantes da infraestrutura síria.*****

7/4/2017, Fort Russ News (trad. ru.-ing. Inessa Sinchougova; vídeo 5'25, ru., leg. ing.)

- See more at: http://port.pravda.ru/russa/07-04-2017/43026-ministro_defesa_russia-0/#sthash.rMDU8Ub2.dpuf

ÁGUA DESSALINIZADA CONTÉM BAIXO NÍVEL DE IODO E CAUSA RISCOS ÀS CRIANÇAS EM ISRAEL





Uma pesquisa inédita e nacional em Israel sobre os níveis de iodo na população, revelou deficiências generalizadas, o que poderia significar que milhões de crianças estão em risco de desenvolvimento atrofiado.

A pesquisa, cujos resultados não publicados foram apresentados na semana passada aos endocrinologistas em Ramat Gan, descobriu que 62% das crianças em idade escolar e 85% das mulheres grávidas têm níveis de iodo abaixo dos recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

De acordo com os pesquisadores por trás da pesquisa, Israel parece ter uma das maiores taxas de deficiência de iodo no mundo. O problema de saúde nacional provavelmente está relacionado ao uso mundial de água dessalinizada por Israel, disseram.

"Podemos estar falando sobre um prejuízo significativo em toda a população", disse o Dr. Aron Troen, neurocientista nutricional da Universidade Hebraica de Jerusalém, que liderou a pesquisa. Para qualquer um abaixo do nível mínimo, você pode perder de 7 a 12 pontos de QI, o que se traduz em uma queda enorme no PIB devido à produtividade reduzida.

"Estamos preocupados que o aumento da dependência da água dessalinizada na cadeia alimentar israelense esteja contribuindo para a insuficiência de iodo na população".

Mesmo a deficiência de iodo leve pode limitar o desenvolvimento intelectual. No útero ou na primeira infância, demonstrou-se que a deficiência prejudica o desenvolvimento cerebral e, em casos graves, provoca malformação física, nanismo e deficiência intelectual. Estudos anteriores descobriram que as crianças com deficiência de iodo não se saem tão bem na escola.

Pesquisadores da Universidade Hebraica, Maccabi Healthcare Service, Centro Médico da Universidade Barzilai em Ashkelon e ETH Zurique na Suíça colaboraram na pesquisa, que analisou amostras de urina de 1.023 crianças em idade escolar e 1.074 mulheres grávidas. Eles encontraram resultados semelhantes entre árabes israelenses, judeus seculares e judeus ortodoxos.

Com base em suas descobertas, os pesquisadores pediram ao governo israelense que imponha a adição de iodo ao sal ou outros alimentos, como fazem muitos outros países, inclusive os Estados Unidos. Eles disseram que a mudança seria fácil, barata e potencialmente traria grandes benefícios de saúde pública. Eles também pediram um monitoramento regular dos níveis nacionais de iodo.


Enquanto isso, os israelenses podem mudar suas dietas, inclusive comprando sal iodado, que atualmente é caro e difícil de encontrar em Israel.

"Os indivíduos podem melhorar o seu estado de iodo através do aumento do consumo de alimentos ricos em iodo, como leite, laticínios e peixes de água salgada. Eles também podem substituir o sal de mesa por sal iodado", disse Yaniv Ovadia, estudante de doutorado e nutricionista que realizou a pesquisa, em um comunicado.

Israel era um dos poucos países que nunca antes tinha reunido dados nacionais representativos sobre os níveis de iodo dos seus residentes. Mas Troen disse que "a trajetória" de sua pesquisa sugere que o problema tem piorado nos últimos anos e pode estar relacionado ao uso pioneiro de dessalinização da água, que remove o iodo e outros minerais. Cerca de metade da água que os israelenses consomem é dessalinizada - uma porcentagem mais elevada do que em qualquer outro país.

Em um estudo realizado no ano passado, Troen e outros pesquisadores descobriram uma prevalência "surpreendentemente alta" de ingestão insuficiente de iodo entre os moradores da cidade de Ashkelon, no sul do país, onde os residentes obtêm grande parte da água da usina dessalinizadora local. Eles também encontraram uma forte associação com a disfunção da tireoide entre os adultos e evidência de que o problema aumentou na década de 2000, quando Israel estava aumentando o seu programa de dessalinização da água.
De acordo com dados do Centro Israelense de Controle de Doenças, o uso auto-relatado de medicação de tireoide entre os adultos israelenses aumentou 63 por cento entre os Inquéritos de Entrevistas de Saúde Nacional de Israel, de 2003/04 e 2007/10.

Troen disse que outras possíveis explicações para a deficiência de iodo dos israelenses são o aumento do consumo de alimentos processados ??e surpreendentemente baixo consumo de produtos lácteos. A escassez de sal enriquecido com iodo e outros alimentos é certamente um fator também, disse ele. Troen iniciou uma nova pesquisa sobre as causas da deficiência de iodo em Israel.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pitbull pode ser condenado por ter salvo a vida de um garoto

Pitbull pode ser condenado por ter salvo a vida de um garoto

Recentemente caiu na internet a notícia de que um Pitbull teria atacado ferozmente um garoto que havia caído em um rio. O que não se sabia da notícia é que na verdade ele estava tentando tirar o garoto da água.
Tudo isso aconteceu porque a mãe de dois garotos tentou se livrar das crianças afogando-as em um rio. Buddy, o Pitbull de uma família local, acabou vendo toda a cena e tentou salvar os garotos, arrastando-os para fora d’água.
Durante o resgate, ele acidentalmente mordeu com força demais os garotos e, por isso, teve de ser retido em um abrigo de animais, onde ainda delibera-se o destino do cão. Buddy com toda a certeza deveria era ter ganho uma medalha de herói pelo seu ato de bravura, e não ter sido trancafiado como um animal raivoso.
Um dos garotos resgatados sobreviveu, mas infelizmente seu irmão já havia se afogado quando o resgate chegou.
A notícia correu a internet e pessoas do mundo todo estão fazendo um abaixo assinado para que libertem Buddy. O documento já tem mais de 45 mil assinaturas.
Fonte: Opposing New



Pitbull pode ser condenado por ter salvo a vida de um garoto

Estes buracos em meio ao deserto foram feitos pelos persas e você não imagina para que eles foram construídos


Estes buracos em meio ao deserto foram feitos pelos persas e você não imagina para que eles foram construídos

A civilização da Pérsia foi uma das mais florescentes que existiu há milhares de anos e, além da arte, nos deixou uma cultura e várias técnicas, para melhorar as cidades, dignas de admiração.


Grande parte de seus avanços se devia a sua excelente gestão da água, tanto nas cidades como no campo, sobre tudo levando em conta que seu império se estendia por climas semidesérticos, desérticos e áridos expostos à seca e a altas temperaturas.

Um de seus melhores inventos, junto com os poços de gelo, foram os qanat, uma infraestrutura subterrânea capaz de recolher e canalizar a água da chuva de aquíferos e vales para transportá-la até as cidades e ser usada pela população e para a irrigação.


Descobriremos como funciona este curioso sistema, hoje nomeado Patrimônio pela UNESCO. A técnica dos qanats de desenvolveu na Pérsia no milênio I A.C., estendeu-se lentamente por sua eficácia até outros países áridos, como o Marrocos, Argélia, Líbia, Oriente Médio e zona oeste do Afeganistão.

Primeiro eles abriam um poço mãe, o principal em uma colina, até encontrar um aquífero subterrâneo. Em seguida construíam um túnel, quase horizontal, desde o pé da colina até a fonte de água.


Da esquerda para a direita: Mesa de água, área irrigada, saída de Qanat, Canal de Qanat, Ponto de acessos verticais.

O túnel era canalizado com certa inclinação para poder transportar a água até o lugar desejado. Quanto mais longo o qanat, menor teria que ser o seu declive.


Além do poço mãe, outros poços verticais eram construídos ao longo do qanat. Eles asseguravam a ventilação da água, controle, racionamento e via de evacuação da terra gerada com a construção do túnel.


Graças a sua profundidade, o qanat recolhia a água dos aquíferos e evitava sua evaporação durante o transporte. Também podiam instalar-se diferentes represas para reter seu fluxo ou acumular certa quantidade de água.

No interior do qanat, ao longo dele, também havia locais de descanso para os trabalhadores, depósitos e moinhos de água.


Por ser filtrada pela terra, a água era potável e limpa, o que a deixava ideal tanto para o consumo quanto para a irrigação.


No final do qanat havia um prédio para gerir a água obtida, onde os habitantes podiam também fazer suas próprias canalizações até suas casas.


O governo persa era obrigado a construir os qanat, que transportavam a água desde a montanha até a cidade, assim como suas extensões para os banheiros e cisternas públicas. As pessoas com certo poder aquisitivo podiam fazer uma extensão até suas terras com seu próprio dinheiro.


As cisternas públicas, chamadas “ab Anbar”, eram outra maravilha da engenharia, já que contavam com um sistema de captura de ar para manter a água fria, um detalhe importante no deserto.


Este sistema milenar de gestão de água ainda está em operação e permite uma divisão justa da água em toda a região. A nós só resta admirar o grande engenheiro desta poderosa civilização.

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Há quem não saiba que a antiga Pérsia é o Irã de hoje.

Patrocinadores de evento de Gilmar Mendes têm ações no STF




Foto: EVARISTO SA / AFP


Os três patrocinadores de um seminário em Portugal organizado pelo instituto de ensino que tem o ministro Gilmar Mendes como sócio possuem interesse em processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em ao menos um deles, o próprio ministro era o relator do processo até a quarta-feira, quando se declarou impedido após ser questionado pela reportagem sobre a ação. O recurso foi proposto pelo Estado do Rio de Janeiro contra a Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-RJ), que financia o evento em Lisboa — previsto para ter início no próximo dia 18.


Gilmar se declarou impedido pelo fato de a federação ter como advogado Sérgio Bermudes. O escritório de advocacia de Bermudes tem no quadro de advogados em Brasília Guiomar Mendes, esposa do ministro. No entanto, Gilmar disse que não vê conflito de interesse entre o patrocínio do evento em Lisboa e sua atuação no Supremo.

Há outras cinco ações nas quais a Fecomércio-RJ tem interesse que tramitam no STF. No processo sob relatoria de Gilmar, a federação não é uma das partes, mas tem interesse no resultado da causa — o que é chamado de amicus curiae, expressão latina que significa "amigo da Corte".

A Itaipu Binacional, outra patrocinadora do evento, também já foi representada por Bermudes no STF em um recurso que já teve sentença definitiva. Há atualmente ao menos oito processos em que a empresa é parte em tramitação na Corte. Nas últimas duas edições do evento, a Itaipu também patrocinou o seminário.

Além da Fecomércio-RJ e da Itaipu Binacional, patrocina o evento de Lisboa em 2017 a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento. A Aesbe é amicus curiae em duas ações no Supremo.

O Seminário Luso-Brasileiro de Direito é organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Púbico (IDP), pela Fundação Getúlio Vargas e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Gilmar Mendes figura como um dos sócios do IDP e foi também seu fundador.

Participarão do evento, além de Gilmar, o ministro Dias Toffoli, do Supremo; cinco ministros do STJ; um ministro do TCU; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; três ministros de Estado; e prefeitos, entre eles o de São Paulo, João Doria (PSDB).

Apoio

Questionada pela reportagem, a assessoria do IDP informou que os palestrantes não são remunerados. Mas aqueles que solicitam recebem "dos organizadores do evento" passagem aérea e hospedagem referentes à data de cada palestra. O instituto não informa quais palestrantes solicitaram o apoio.

"Eventuais patrocinadores do evento não remuneram direta ou indiretamente os palestrantes, ou arcam com as despesas destes. Apenas contribuem com a realização e divulgação do seminário", informou o IDP. O instituto também afirmou que o seminário é um "evento já tradicional".

Fecomércio-RJ e Itaipu Binacional também possuem interesse em processos que estão no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), cortes que têm integrantes entre os palestrantes convidados para o evento.

Tramita no TCU processo para analisar possíveis irregularidades na transferência de recursos do Sesc-RJ e do Senac-RJ para a Fecomércio-RJ, "a título de pagamento de dívidas".

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Contas, que atua perante a Corte. O TCU também realiza auditoria na Eletrobras para avaliar as contas de Itaipu, de 1994 a 2005. Em outro caso em curso, a Corte analisa os mecanismos de gestão da usina. Há ainda um terceiro processo, para acompanhar as providências tomadas pelo governo para a criação de uma comissão binacional de contas da estatal, administrada por Brasil e Paraguai.

Já no STJ, a Fecomércio-RJ tem ao menos dois processos ativos, um deles relatado pelo ministro Mauro Campbell, palestrante no evento de Lisboa.

A Itaipu Binacional tem 36 processos ativos no tribunal. Dos palestrantes do evento, Luís Felipe Salomão e Paulo de Tarso Sanseverino são relatores de ações no qual a Itaipu possui interesse.

Sem conflito

Gilmar Mendes considera que não há conflito no fato de patrocinadores de evento jurídico possuírem interesse em ações que tramitam nos tribunais onde palestrantes do seminário atuam.

Questionado pela reportagem se a atuação dele, como ministro, fica prejudicada em casos que têm os patrocinadores do evento em Lisboa como parte no STF, Gilmar afirmou por meio de sua assessoria que "a legislação não prevê impedimento ou suspeição nesses casos".

Sobre a participação de ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas da União no encontro, Gilmar disse que "não há qualquer conflito". Os três patrocinadores do evento, organizado por instituto de ensino do qual o ministro é sócio, têm interesse em ações que tramitam no STF. Dois patrocinadores, a Itaipu Binacional e a Fecomércio-RJ, também possuem processos do STJ e no TCU.

Declaração

Após ser procurado pela reportagem, no entanto, Gilmar se declarou impedido em uma ação que relatava no Supremo, de interesse da Fecomércio-RJ. O impedimento foi causado pelo fato de o escritório de Sérgio Bermudes, no qual a mulher de Mendes trabalha, defender a federação. 

"O ministro Gilmar dá-se por impedido nos casos em que atue o escritório Sergio Bermudes, nos termos do art. 144 do Código de Processo Civil. De fato, tramitava no gabinete o RE 850.698 (...) e esta semana o ministro declarou-se impedido para atuar no feito, assim como em dois outros casos", informou Gilmar. 

A declaração de impedimento foi protocolada na quarta-feira.

A Itaipu, por meio de nota, afirmou que "não vislumbra haver qualquer conflito de interesse". A Fecomércio-RJ disse que "há 5 anos tem uma parceria institucional e apoia o ciclo de palestras e eventos da Fundação Getulio Vargas. ê o caso do 5º Seminário Luso-Brasileiro de Direito".

Procurada, a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) não havia se manifestado até a conclusão desta matéria.

O ministro Benjamin Zymler, que vai participar do evento em Lisboa representando o TCU, informou por meio da assessoria do tribunal que não vê conflito de interesse na participação no seminário porque " na condição de professor de direito constitucional e administrativo, participará, a convite de três renomadas instituições de ensino e pesquisa, duas brasileiras e uma portuguesa, de um evento no qual serão discutidas questões jurídicas relevantes". Afirmou também que "como de praxe em eventos de natureza acadêmica, a organização do evento custeará as despesas com passagens e hospedagem".

Até a conclusão desta matéria, a assessoria do STJ não havia encaminhado posicionamento dos ministros do tribunal.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br

terça-feira, 4 de abril de 2017

O asqueroso legado de David Rockefeller, por F. William Engdahl


 F. William Engdahl, Information Clearing House

Tradução btpsilveira

A morte de David Rockefeller, patriarca de fato do establishment (norte)Americano, aos 101 anos, fez disparar na mídia corporativista uma cascata de louvores por sua alegada filantropia. Gostaríamos de colaborar para um retrato mais acurado do personagem.

O século (norte)Americano de Rockefeller

Em 1939, junto com seus quatro irmãos – Nelson, John D. III, Laurance e Winthrop – David Rockefeller e a Fundação Rockefeller, de propriedade da família, financiaram um grupo ultra secreto de Estudos de Guerra & Paz junto ao Conselho de Relações Exteriores de Nova Iorque, o mais influente grupo privado de think-tank dos Estados Unidos, que também era controlado pelos irmãos Rockefeller.

Uma plêiade de acadêmicos (norte)americanos foi reunida mesmo antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial para planejar um império pós guerra, que o colaborador da Time-Life Henry Luce mais tarde denominou de Século (norte)Americano. Foi elaborado um projeto para arrebatar o império global das mãos dos britânicos já arruinados, mas cuidadosamente, decidiram que não chamariam isso de Império. Em vez disso preferiram usar o chavão “espalhar a democracia, a liberdade e o modo (norte)americano de livre empreendimento”.

O projeto analisava o mapa geopolítico do mundo e planejava de que maneira os Estados Unidos poderiam substituir o Império Britânico como potência dominante de fato. A criação das Nações Unidas foi um movimento crucial. Os irmãos Rockefeller doaram a terra em Manhattan para o Quartel General da ONU (e no processo acabaram lucrando bilhões de dólares pela valorização dos terrenos adjacentes, também de propriedade dos irmãos). É o jeitinho Rockefeller de fazer “filantropia”. Cada doação promovida é cuidadosamente calculada para aumentar a riqueza e o poder da família.

Após a guerra, David Rockefeller dominou a política externa dos Estados Unidos e as incontáveis guerras na África, América Latina e Ásia. A facção Rockefeller criou a Guerra Fria contra a União Soviética e a OTAN para tornar vassalos do ocidente uma Europa Oriental que revivia. No meu livro, “The Godsof Money” conto em detalhes como eles fizeram isso. Aqui, quero colocar em consideração vários exemplos dos crimes contra a humanidade de David Rockefeller.

Pesquisa biológica de Rockefeller: “Controle a população...”

Se é verdade que a filantropia deve ser motivada pelo amor aos nossos semelhantes, as doações dos Rockefeller não são. Considere a pesquisa médica, por exemplo. Durante o período entre 1939 e a guerra, a Fundação Rockefeller financiou pesquisa biológica no Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim. Tratava-se da eugenia nazista –como criar uma raça superior e como esterilizar ou matar aqueles que são considerados “inferiores”. A eugenia nazista foi financiada por Rockefeller. A empresa Standard Oil, de propriedade da família, violou a lei dos Estados Unidos ao fornecer combustível secretamente para a Força Aérea Nazista durante a guerra. Depois da Guerra, os irmãos Rockefeller deram um jeito de arregimentar cientistas nazistas envolvidos em experimentos medonhos com seres humanos para serem introduzidos nos Estados Unidos e Canadá com identidades novas, para continuar seus experimentos eugênicos. Muitos trabalharam para a CIA no projeto secreto MK-Ultra.

Nos anos 50, os irmãos Rockefeller fundaram o Conselho Populacional, para eugenia avançada. Agora disfarçada como pesquisa populacional e controle de natalidade. Nos anos 70, eles eram responsáveis por um projeto Ultra Secreto do governo dos EUA, dirigido por Kissinger, Assessor do Conselho Nacional de Segurança Rockefeller, intitulado NSSM-200 “Consequências do Crescimento da População Mundial para a Segurança dos Estados Unidos e de seus Interesses Além Mar”

O projeto questionava o crescimento populacional em nações em desenvolvimento com matéria prima estratégica como petróleo ou minerais como uma “ameaça para a segurança nacional” dos Estados Unidos, porque o crescimento da população poderia fazer crescer a demanda nesses países por esses matérias primas, que poderiam ser usadas internamente (sic!). O NSSM-200 fez dos programas de redução populacional no mundo uma precondição para receber ajuda dos Estados Unidos. Nos anos 70, a Fundação Rockefeller, de David Rockefeller, também financiou em conjunto com a Organização Mundial de Saúde o desenvolvimento de uma vacina especial contra tétano que limitava o crescimento populacional ao tornar as mulheres incapazes de manter uma gestação, prejudicando o processo de reprodução humana literalmente antes que ele acontecesse.

A Fundação Rockefeller criou todo o campo da manipulação genética através e suas parcerias com a Corporação Monsanto e através do financiamento de pesquisa universitária biológica para criar o “canhão de genes” e outras técnicas de alteração artificial da genética de determinada planta. O objetivo buscado pelos disseminadores dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), desde a época em que Rockefeller patrocinou o projeto desastroso do arroz dourado nas Filipinas, é usar o controle genético para controlar a cadeia alimentar de seres humanos e animais. Hoje, mais de 90% de todas as sementes de soja que crescem nos Estados Unidos são OGM, juntamente com mais de 80% de todo o milho e o algodão. No entanto, ainda não são assim rotulados.

“Controle o Petróleo…”

A fortuna dos Rockfeller é lastreada em companhias de petróleo como a ExxonMobil, Chevron e outras. Henry Kissinger, conselheiro político de David Rockefeller desde 1954, esteve envolvido em todos os maiores projetos dos irmãos. Kissinger manipulou secretamente a diplomacia no Oriente Médio para disparar um embargo de petróleo árabe através da OPEP em 1973.

A crise do petróleo de 1973/774 foi orquestrada por uma organização secreta criada por David Rockefeller nos anos 50, conhecida como Grupo Bilderberg. Em maio de 1973 David Rockefeller e os presidentes da maiores companhias de petróleo dos Estados Unidos e do reino Unido se encontraram em Saltsjoebaden, Suécia, no encontro anual do Grupo Bilderberg para planejar a crise do petróleo. A culpa? Foi lançada às costas de “xeques petroleiros gananciosos”. Dessa forma, o dólar dos Estados Unidos, em queda, foi salvo, e os bancos de Wall Street, entre os quais o Chase Manhattan, de David Rockefeller, se tornaram os maiores do mundo. Este autor tem o protocolo “confidencial” do encontro onde foi discutida a estratégia de alta do preço, seis meses antes da realização da guerra árabe/israelense. Para documentação, você pode ler meu livro“Um século de guerra”. Nos anos 70, Kissinger resumiu a estratégia de David Rockefeller: “se você controla o petróleo, controla nações inteiras; se você controla a comida, controla o povo; e se você controla o dinheiro, controla o mundo inteiro”.

“Controle o dinheiro…”

David Rockefeller foi presidente do Chase Manhattan Bank, o banco da família. Ele também foi o responsável por fazer o vice presidente do Chase, Paul Volcker, se tornar o presidente do Federal Reserve sob o governo Carter e implementar o choque da taxa de juros Volcker que, mais uma vez, salvou o dólar em queda e os lucros de Wall Street, incluindo, claro, o Chase, às custas da economia mundial.

A “terapia de choque” das taxas de juros de Volcker em outubro de 1979, apoiada por Rockefeller, criou a “Terceira crise mundial da dívida” nos anos 80. Rockefeller e Wall Street usaram a crise dos débitos para forçar privatizações estatais e desvalorização drástica da moeda em países como a Argentina, Brasil e México. Então, Rockefeller e seus amigos como George Soros, se apoderaram das jóias da coroa nesses países a preço de banana.

O modelo foi muito parecido com o usado pelos bancos ingleses contra o Império Otomano depois de 1881, quando eles tomaram de fato o controle das finanças do Sultão, através do controle de todas as receitas fiscais através da Dívida da Administração Pública dos otomanos. Rockefeller usou a crise da dívida de 1980 em proveito próprio para saquear os países endividados da América Latina e África, usando o FMI como sua polícia financeira. Ele era amigo pessoal de alguns dos mais selvagens e sanguinários ditadores na América Latina, entre eles o General Jorge Videla na Argentina ou Pinochet no Chile, os quais conseguiram seus empregos através de golpes arranjados pela CIA, ordenados pelo então Secretário de Estado Henry Kissinger, que estava por trás dos interesses da família Rockefeller na América Latina.

Através de organizações como a sua Comissão Trilateral, Rockefeller foi o principal arquiteto da destruição de várias economias nacionais e fez avançar a assim chamada Globalização, uma política que beneficia principalmente os grandes bancos de Wall Street, a City de Londres e um grupo seleto de corporação globais – os mesmos que são membros convidados da Comissão Trilateral. A Comissão Trilateral foi criada por Rockefeller em 1974. A seguir ele deu a seu grande amigo Zbigniew Brzezinski o trabalho de escolher seus membros nos Estados Unidos, Japão e Europa.

Quando você fala sobre uma rede poderosa e invisível chamada por alguns de Estado Profundo, tenha em mente que David Rockefeller se via como o patriarca desse Estado Profundo. Seus atos merecem ser chamados pelo que são na realidade – misantropia e não filantropia.

Fonte: http://blogdoalok.blogspot.com.br

Cópias de carnês de contribuição com autenticação bancária devem ser consideradas provas de tempo de serviço



31/03/2017 16:16:02




O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a concessão de aposentadoria por idade rural urbana a um morador de Canguçu (RS) que teve o pedido negado administrativamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sob o argumento de que faltava tempo de carência.
O segurado entrou com o pedido em 2002, ao completar 65 anos e 126 meses de contribuição, tempo reconhecido pela regra de transição entre a CLPS/84 e a Lei 8.2013/91. Entretanto, o INSS deixou de reconhecer 55 meses de contribuição urbana porque o trabalhador não tinha os carnês originais, mas apenas cópias destes. Foram aceitos apenas 83 meses pelo instituto.
A Comarca de Canguçu, que tem competência delegada, concedeu o benefício e o processo foi remetido ao tribunal para reanálise.
Segundo o relator, desembargador federal João Batista Pinto Silveira, “na análise atenta da documentação que instrui o feito, verifica-se que o autor já havia superado a carência antes mesmo de atingir a necessária idade para concessão do benefício”.
Para o desembargador, além dos 83 meses reconhecidos pelo INSS, a documentação demonstrou que, de fato, houve contribuições também nos períodos não reconhecidos. “A cópia dos carnês das contribuições com autenticação bancária constitui prova suficiente ao reconhecimento da carência”.
O INSS deverá implantar a aposentadoria em 45 dias e pagar os valores atrasados com juros e correção monetária a partir da data do requerimento administrativo.

0001703-65.2015.4.04.9999/TRF

TRF4 determina que o INSS revise aposentadoria de agricultor e inclua tempo que atuou em regime familiar



03/04/2017 17:19:30




O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) determinou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revise a aposentadoria de um agricultor de Santa Catarina (SC) considerando no cálculo seis anos em que ele trabalhou com a família. O trabalhador ajuizou ação na Justiça após ter o pedido de revisão negado pelo Instituto. O julgamento da 6ª turma ocorreu no dia 22 de fevereiro.                                     
A sentença de primeiro grau julgou improcedente o pedido por entender que faltavam provas para comprovar o tempo em que exerceu as atividades rurais com a família.
O autor recorreu ao tribunal apresentando provas testemunhais e documentais, inclusive um pronunciamento judicial reconhecendo a atividade rural do período. Duas testemunhas que conviveram com ele desde a infância confirmaram a veracidade dos documentos do agricultor. 
O relator do caso, desembargador federal João Batista Pinto Silveira, reformou a sentença de primeiro grau. “Não se exige, prova documental plena da atividade rural de forma a inviabilizar a pretensão, mas apenas início de prova material (como notas fiscais, prova de titularidade de imóvel rural, certidões, etc.) que, juntamente com a prova oral, possibilite um juízo de valor seguro acerca dos fatos que se pretende comprovar” afirmou o desembargador.


Nº 0002684-60.2016.404.9999/TRF