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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Indulto ou insulto natalino?

O decreto de Temer já está sendo chamado de "insulto natalino".

Agrotóxicos fazem pássaros perder peso e o rumo em seus voos para se reproduzir


Foto: GARY KRAMER/US FISH AND WILDLIFE SERVICE

Da RBA

Os prejuízos dos agrotóxicos à saúde e ao meio ambiente não têm mesmo limites. Além de serem os principais responsáveis pelo desaparecimento de inúmeras espécies de abelhas em todo o mundo, colocando em risco a polinização para reprodução de mais de 70% das espécies vegetais, os agroquímicos neonicotinóides também estão por trás do adoecimento, morte e alterações no senso de direção de aves migratórias. É o que revela uma pesquisa das universidades de Saskatchewan e de York, no Canadá.

Segundo o estudo divulgado em boletim da revista científica Nature, no início de novembro (clique aqui para ler), os pesquisadores capturaram pardais de coroa branca (zonotrichia leucophrys) durante migração do sul dos Estados Unidos e parte do México para o Canadá. E os alimentaram com milho tratado com doses baixas e altas de imidacloprida, da classe dos neonicotinóides, fabricado principalmente pela Bayer, e clorpirifós, um organofosfarado produzido pela Dow.

Após o experimento, os pesquisadores observaram que os pássaros do grupo controle mantiveram massa corporal e preservaram sua orientação norte-norte, conforme a direção de seu fluxo migratório. Já os que receberam imidacloprida exibiram perda significativa nas reservas de gordura e massa corporal conforme as dosagens recebidas. E os tratados com clorpirifós não tiveram prejuízos sobre a massa corporal, mas danos significativos na orientação.

Os resultados, segundo os cientistas, sugerem que as aves selvagens que consomem o equivalente a apenas quatro sementes de canola tratadas com imidacloprida ou oito grânulos de clorpirifós por dia, ao longo de três dias, podem sofrer comprometimento físico, tão importante para os voos, além de atrasos de migração e direção migratória inadequada. Consequentemente, estão com maior risco de mortalidade e menos chances de se reproduzir.

O plantio e a aplicação dos agrotóxicos ocorrem na primavera, período em que as aves estão migrando para o norte e param nas plantações para se alimentar e seguir jornada.

Ao jornal inglês The Guardian, os cientistas afirmaram que os resultados das pesquisas são considerados “dramáticos”. Não é à toa que em 2013 a União Europeia proibiu três neonicotinóides devido a riscos inaceitáveis ​​para abelhas e outros polinizadores. E está em análise a proibição total. O Canadá também está considerando uma proibição total. Os danos ambientais causados por produtos estão embasando argumentos em prol da redução do uso desse agrotóxico.

Atualmente, os pesquisadores canadenses avaliam os níveis de inseticidas no sangue das aves, para medir o nível de contaminação. Eles também estão analisando dados de aves marcadas com radio. Mesmo com doses menores de neonicotinoides, parece haver prejuízos à sua orientação durante a migração.

Não é de hoje que os agrotóxicos são suspeitos de causar o declínio das populações de pássaros em áreas de cultivo agrícola.

Em julho, o mesmo The Guardian publicou reportagem em que discutia a associação entre o inseticida agrícola mais usado no mundo e o desaparecimento de aves migratórias, durante o voo, por perder o senso de direção. E mesmo a interferência do veneno na saúde de pássaros, levando-os à perda de peso e à morte.

E citava uma pesquisa publicada na revista Nature, de cientistas da Universidade de Tadboud, na Holanda. Em 2014, o grupo holandês associou os neonicotinóides a danos e morte em outras formas de vida selvagem além das abelhas.

Os pesquisadores queriam conhecer as causas da diminuição de pássaros nas zonas rurais da Europa e América do Norte nas últimas décadas. Chegaram à conclusão de que as populações de aves decaíram mais acentuadamente nas áreas onde a contaminação por neonicotinóide era mais alta.
ONU

O fim do uso de agrotóxicos na agricultura é recomendado pela ONU. Em março passado, dois integrantes do Conselho de Direitos Humanos da organização, Hilal Elver e Baskut Tuncak, defenderam a criação de um tratado global para regulamentar e acabar com o uso desses produtos. Eles defendem práticas agrícolas sustentáveis em prol da saúde humana. Para os especialistas, os padrões atuais de produção e uso de pesticidas são muito diferentes em cada país e causam sérios impactos aos direitos humanos.

Em seus relatórios, eles citam pesquisas que mostram que os agrotóxicos causam cerca de 200 mil mortes por envenenamento a cada ano em todo o mundo. Quase todas as fatalidades – 99% delas – ocorrem em países em desenvolvimento, onde as legislações ambientais são frágeis.

Fonte: https://www.sul21.com.br

Investigação sobre Fifa e CBF deixa a Globo mais envolvida no processo


Ex-governador Anthony Garotinho inicia série de denúncias contra as Organizações Globo, após condenação de Marin nos EUA.
Por Redação, com agências internacionais – de Nova York, NY/EUA, Rio de Janeiro e San Mateo, CA/EUA

Um dia após o júri norte-americano considerar culpado o brasileiro José Maria Marin, no julgamento em curso na Corte Federal de Nova York, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho iniciou, em seu blog, uma série com denúncias de corrupção sobre as Organizações Globo. Ao lado de Marin, o paraguaio Juan Angel Napout aguardava para conhecer a sentença, após os jurados se decidirem pela culpa de ambos em uma série de crimes. Outro cartola do futebol, o peruano Manuel Burga sai em liberdade.

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin foi condenado no tribunal federal do Brooklyn, em NY. Globo foi citada

O julgamento dos três dirigentes, todos eles ex-presidentes das Federações dos respetivos países e acusados pela justiça norte-americana de associação criminosa e lavagem de dinheiro associada à venda de direitos televisivos e de marketing de várias competições, começou em novembro. Na sexta-feira, Marin foi considerado culpado de seis das sete acusações; Napout foi condenado em três de cinco crimes. O júri disse que não tinha chegado a um veredicto no caso de Burga e o juiz ampliou o prazo para que se alcançasse uma decisão unânime, o que aconteceu há 48 horas.

Dúzias de acusados

Burga acabou por ser ilibado do crime de associação criminosa. Este é o dirigente que tinha sido acusado em tribunal por uma das testemunhas-chave de intimidação. O argentino Alejandro Burzaco disse que, enquanto depunha, Burga lhe dirigiu um gesto a imitar uma degolação.

Este julgamento decorre do mega-processo de investigação da justiça dos Estados Unidos que estourou em 2015 e levou à detenção de vários dirigentes sul-americanos e da Concacaf. A investigação estendeu-se à Suíça, onde foram detidos vários dos dirigentes à margem do congresso da FIFA. A acusação envolvia mais de quatro dezenas de pessoas e cerca de duas dezenas declararam-se como culpados. Alguns deles chegaram a acordo com a justiça norte-americana. Alguns dos acusados não foram ainda extraditados para os EUA para serem julgados.

“Não era segredo para ninguém que alguns líderes do futebol sul-americano eram corruptos”, escreveu o San Mateo Daily Journal, CA/USA, em sua edição desta quinta-feira. “Os dois homens condenados chegaram relativamente atrasadas à cena de suborno no futebol. Às vezes, no Tribunal, parecia que uma geração anterior, que durante muito tempo exercia influência sobre a FiFA, na América do Sul, também foi julgada”, acrescenta o diário californiano.
Globo citada

“Na verdade, Napout e Burga foram considerados como integrantes do ‘grupo dos seis’ buscando uma parcela de poder e subornos rotineiramente realizados por Julio Grondona, da Argentina, Ricardo Teixeira, do Brasil e Nicolas Leoz, do Paraguai. Grondona foi o vice-presidente sênior da Fifa – segundo ao comando de Joseph Blatter – e presidente do comitê de finanças quando morreu, em julho de 2014, com 82 anos. Ele é apontado como ‘co-conspirador número 1″ nas acusações do Departamento de Justiça”, segue o San Mateo.

“Teixeira e Leoz também foram indiciados, mas não foram extraditados. Ambos deixaram o comitê executivo da FIFA em abril de 2013. Tentaram, assim, evitar a interdição do Comitê de Ética, por causa de um escândalo anterior, conhecido como o caso da ISL. A ISL é uma empresa multinacional de marketing esportivo. Patrocinou o Grêmio Foot Ball Porto Alegrense no ano 2000, quando investiu milhões de dólares no clube, até que teve decretada sua falência, no começo de 2001.

A Fifa encara, ainda um outro problema de longo prazo. Trata-se de seus parceiros de transmissão da Copa do Mundo de 2026 e 2030. Embora não tenham sido acusadas ainda, formalmente, no caso norte-americano, a norte-americana Fox Sports, a Rede Globo, do Brasil e a mexicana Televisa foram mencionadas em depoimentos. Estas empresas, supostamente, uniram-se para subornar Grondona com US $ 15 milhões, para garantir acordos de dois torneios na América do Sul.
Propina

Este e outros possíveis crimes cometidos pela direção das Organizações Globo ganharam destaque, nesta manhã, nas denúncias de Garotinho. Ele denunciou, em sua página na internet, o que passou a chamar “a partir de agora, de Padrão Globo de Propina (PGP). 

“Numa dessa covardias contra mim, foram ilegalmente sequestrados oito pen drives, cujo registro da ocorrência foi feito na Delegacia da Polícia Federal de Campos; como comunicado ao Ministério Público Federal na cidade. Embora até hoje eles não tenham aparecido, consegui recuperar parte do conteúdo deles”, diz o político campista. 

“Em um dos pen drives está o depoimento de J. Hawilla, que gerou o FIFA Gate, que já levou para a cadeia o ex-presidente da CBF, José Maria Marin; e promete levar outros dirigentes da entidade que comanda o futebol brasileiro e de outras federações, confederações e da própria FIFA. 

“Como essa é uma longa história faremos diariamente postagens revelando não só o conteúdo da delação de J. Hawilla, mas também de outros dirigentes que já estão indiciados e/ou presos nos Estados Unidos. 
Capítulo 1: O desespero da família Marinho 

“Para situar o leitor sobre quem é J. Hawilla e suas ligações com o grupo Globo, e a importância do esquema mundial envolvendo eventos esportivos é importante saber que em 2003, o empresário fundou a TV Tem; uma cadeia de emissoras de televisão, afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. Cobre 318 municípios, alcançando em termos de público 49% do interior paulista. J. Hawilla também, em 2009, junto com a família Marinho, comprou o jornal Diário de S. Paulo.

“O empresário também tem uma produtora chamada TV 7, que produz os programas Auto Esporte; Pequenas Empresas e Grandes Negócios, entre outros; todos exibidos pela Globo. Mas o grande negócio da vida de J. Hawilla é a Traffic Entertinements e Marketing. Foi através dessa empresa que ele se tornou a ponte de propina paga pelo Grupo Globo aos dirigentes da FIFA; da CBF, da CONCACAF (América Central) e outras entidades do futebol mundial.

“Sua ligação com a Globo é tão grande que a TV Tem de São José do Rio Preto, sua cidade natal, tem como sócio Paulo Daudt Marinho; filho de João Roberto Marinho, um dos três filhos que herdaram o império de Roberto Marinho. O próprio João Roberto é sócio de dois filhos de J. Hawilla, Stefano e Renata; na TV Tem de Sorocaba. 
Copa América

“Os crimes cometidos por J. Hawilla nos EUA são: extorsão, lavagem de dinheiro; conspiração por fraude eletrônica e obstrução à Justiça. A Promotoria de Justiça o acusa de ter intermediado subornos. Ele admitiu os crimes e para não ir para a cadeia delatou quem recebia propinas; e pagou meio bilhão de reais de multa (à Justiça norte-americana).

“O tiro de morte na Globo será dado por Ricardo Teixeira. Por enquanto, seu nome está na lista de investigados do Departamento de Justiça dos EUA. Quando ele for indiciado a situação se complicará de maneira definitiva para as Organizações Globo. 

“J. Hawilla contou que seu primeiro esquema foi feito há 26 anos. O então presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, o paraguaio Nicolas León, lhe pediu propina para assinar um contrato de direitos comerciais da Copa América. J. Hawilla pagou. Depois desse contrato, incluindo as edições da Copa América de 93, 95 e 97, Hawilla disse aos investigadores (norte-)americanos que a propina virou o próprio negócio da Traffic. Disse ainda que o ex-presidente da Associação de Futebol da Argentina, Júlio Grondona recebia propina, assim como Ricardo Teixeira. 
Delator

“Em outro momento ele cita o presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero. Na documentação entregue por J. Hawilla fica difícil da Globo escapar. As iniciais MCP estão sempre à frente dos valores relacionados à propina paga aos dirigentes. A sigla MCP vem a ser Marcelo Campos Pinto, o todo-poderoso homem do esporte da Globo até dezembro do ano passado, quando estourou o FIFA GATE. 

“O Padrão Globo de Propina (PGP) está todo detalhado em três depoimentos. Além da documentação de J. Hawilla, a testemunha de acusação que virou delator, o argentino Alejandro Burzaco, disse que a TV Globo pagou US$ 15 milhões a Júlio Grondona, já para adquirir os direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030. Burzaco colocou a Globo ao lado da mexicana Televisa, que pagou a mesma quantia. 

“O caso é tão escabroso, que a (norte-)americana Fox; argentina Full Play e a Media Pro, da Espanha; já querem reconhecer o pagamento de propina para fechar um acordo e evitar a prisão de seus dirigentes.
Novos capítulos

A empresa de Burzaco, que de testemunha de acusação virou réu, a Torneos Y Competencias fechou um acordo de colaboração com os promotores do caso. Ele está em prisão domiciliar em Nova Iorque há dois anos; e fez um acordo de leniência com a Justiça dos EUA; comprometendo-se a pagar US$ 112 milhões de multa. 

“Ainda nos depoimentos, tanto Burzaco como J. Hawilla afirmam que Marcelo Campos Pinto (Globo) encontrou-se com Del Nero e Marin; quando acertaram com a benção do ex-diretor da Globo US$ 2 milhões de propina para serem divididos entre Ricardo Teixeira; Marin e Del Nero”, revela Garotinho. 

Ele promete seguir, em novos capítulos, com a denúncia às Organizações Globo. 

Fonte: CORREIO DO BRASIL

Motivo fútil - Síndica morre esfaqueada por vizinha após perguntar sobre choro de criança


Mulher foi contida por moradores até a chegada da polícia. Síndica levou facada no pescoço após bater na porta da agressora e questionar o que estava acontecendo

postado em 26/12/2017 09:52 / atualizado em 26/12/2017 12:58

Ludmilla Rivas da Silva deixa dois filhos e marido 
Uma mulher de 37 anos, síndica de um prédio no Bairro Parque São José, na Região Oeste de Belo Horizonte, foi morta a facadas na noite dessa segunda-feira (25/10). Uma vizinha dela, de 27, foi presa pelo crime. O motivo seria um desentendimento que começou por conta do choro do filho da suspeita.




O crime ocorreu em um imóvel na Rua Júlio de Castilho, pouco antes das 20h. De acordo com a Polícia Militar (PM), a informação é de que Ludmilla Rivas da Silva foi até o apartamento de Rayanne Maia Marques perguntar por que o filho dela estava chorando e acabou esfaqueada no pescoço.

Vizinhos ouviram a confusão e conseguiam deter a mulher até a chegada da polícia. Os militares providenciaram socorro à vítima, mas ela morreu no Hospital João XXIII. A faca usada no crime foi apreendida e vizinha detida foi levada para a Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan 3). O filho da mulher foi deixado aos cuidados dos avós, segundo a PM. 

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que a agressora foi autuada em flagrante, ainda na noite passada, por homicídio. A ocorrência será encaminhada à delegacia especializada. Não há informações sobre o teor do depoimento da mulher.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

Uso da maconha pode aumentar agressividade em pacientes psiquiátricos


Além disso, uso crônico da maconha está ligado à depressão na adolescência, mostram pesquisas recentes


Paloma Oliveto
Estudo com 1.136 pacientes psiquiátricos mostra que a erva aumenta em 144% a probabilidade de envolvimento em atos violentos

Há pelo menos 2 mil anos, a cannabis já era utilizada na China para combater males diversos, de dor reumática a distúrbios reprodutivos femininos. Oriente e Ocidente a viram com bons olhos até o começo do século 20, quando as preocupações com as propriedades psicotrópicas se tornaram maiores que a aceitação de suas ações medicinais. Dois estudos divulgados recentemente reforçam os riscos que a maconha pode representar para a saúde mental. Os trabalhos indicam que o uso crônico pode aumentar a agressividade de pacientes psiquiátricos e estar associado a episódios de depressão na adolescência.

No Canadá, país que discute a legalização do uso recreativo da droga, pesquisadores da Universidade de Montreal e do Instituto Philippe Pinel investigaram os efeitos da cannabis no comportamento de internos do Instituto de Saúde Mental depois que eles receberam alta. Os psiquiatras Alexandre Dumais e Stéphane Potvin avaliaram 1.136 pacientes de 18 a 40 anos com algum tipo de transtorno mental que voltaram para cinco consultas na instituição no ano seguinte à liberação da internação hospitalar. Os pesquisadores identificaram aumento das ações violentas naqueles que faziam uso contínuo da droga.

De acordo com Dumais, um estudo prévio havia mostrado que, em algumas pessoas, a maconha está associada ao comportamento violento. Agora, o novo trabalho, publicado na revista Frontiers in Psychiatry, sugere que os usuários que reportaram, em cada visita pós-alta, que continuavam usando a droga apresentaram risco 144% maior de se envolver com atos violentos, comparado aos demais. “Esse resultado confirma o papel negativo do uso de cannabis em pacientes com doenças mentais. Um dado interessante de nossos resultados é que a associação entre o uso persistente da maconha e a violência é maior que o de álcool ou cocaína”, diz. Ele destaca que essa afirmação se refere a pessoas com transtornos psiquiátricos, e não à população em geral.


Segundo o médico e pesquisador, o uso persistente da cannabis deve ser considerado um indicador de futuro comportamento violento em pacientes que deixam o hospital psiquiátrico, embora ele explique que essa tendência diminui com o tempo. “Esse decréscimo pode ser explicado por uma adesão maior ao tratamento. O paciente torna-se mais envolvido com o tratamento ao longo do tempo, além da ocorrência de um suporte maior dos amigos e familiares. Embora tenhamos observado que o comportamento violento tendia a diminuir ao longo das sessões de acompanhamento, essa associação continuava estatisticamente significante”, observa Duamis.


Prevenção

O pesquisador diz ainda que os resultados do estudo sugerem que não há uma relação recíproca; ou seja, o uso da maconha resultou em comportamento violento futuro, e não o contrário — por exemplo, uma pessoa pode usar cannabis após um episódio violento para reduzir a tensão —, como já se foi sugerido. Dumais diz que uma meta-análise recente de estudos de neuroimagem demostrou que os usuários crônicos de maconha apresentam deficits no córtex pré-frontal, uma parte do cérebro que inibe o comportamento impulsivo.

De acordo com o psiquiatra, esse resultado é importante porque oferece informações adicionais para jovens adultos, que podem avaliar riscos da erva antes de decidir se querem ou não utilizá-la. “Eles também servem como uma ferramenta para o desenvolvimento de estratégias que previnam o risco de violência associado à cannabis, já que esses riscos têm importantes consequências tanto socialmente quanto para a saúde de jovens adultos e da sociedade em geral”, afirma.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

NETIFLIX - Apenas um vício preocupante?

O hábito de ficar horas a fio a assistir uma "série" violenta, com cenas abundantes de loucura, descontrole, abusos de autoridade e, é claro, muito - mas muito mesmo -, sangue, está a se tornar comum e não sei no que isso irá resultar.
Mas vejo que isso implica numa espécie de uma espécie de culto à lesão corporal grave e, sobretudo, à morte, como política de estado.
"Heróis" policiais, que não se limitam a combater criminosos e a viabilizar a aplicação das leis penais, abundam nas tais séries, tornando "simpáticos" e palatáveis, ao público alvo, os excessos dos que detêm o poder, por delegação, e portam armas, cada vez mais espetaculares e destruidoras.
A indústria de armas devem estar investindo somas inimagináveis na produção de filmes tão absurdos e que tendem a levar à banalização evidente da supressão de pessoas que cometam qualquer delito, assim considerado um ato que atente contra o estado e a sociedade, mas, sobretudo, contra os poderosos. 
A agravante é que você escolhe como quer se tornar um simpatizante do modo violento de vida dos ianques e se leva sua família de roldão, passando todos a integrar a massa de neurótricos e ávidos por armas brancas (degolas e perfurações abundam em tais séries, também) e de fogo, ou de outros instrumentos de tortura e morte.
Essa liberdade de assistir tais séries precisa ser relativizada, com urgência, sob pena de nos tornarmos a espécie mais violenta e desumana que habita a face da terra.

"Mini idade do gelo" pode atingir a Terra em 2030



Um grupo de investigadores britânicos e russos, de várias universidades, prevê a possibilidade de, a partir de 2030 e durante cerca de 30 anos, as temperaturas baixarem drasticamente em toda a Europa

De acordo com um modelo matemático da atividade magnética do sol, as temperaturas globais vão começar a baixar a partir de 2021, o que poderá levar o planeta a experimentar condições climatérias semelhantes às vividas no século XVII, num período especialmente frio que ficou conhecido como a "pequena idade do gelo" a partir de 2030 e durante cerca de 30 anos.

O alerta foi lançado por uma equipa de investigadores liderados por Valentina Zharkova, professora de matemática na Universidade de Northumbria, no Reino Unido, com base em investigações anteriores.

A futura diminuição da temperatura está associada a um fenómeno solar comparável ao "mínimo de Maunder", um período em que o Sol esteve especialmente inativo, com menos manchas solares do que era comum. Essa inatividade coincidiu com uma agravada baixa de temperaturas que apanhou a Europa e a América do Norte de surpresa. Este período durou cerca de 50 anos e ficou conhecido como a "pequena idade do gelo" - ou "little ice age" como é denominado em inglês.

Durante estas décadas, os invernos foram mais frios do que era comum. Um dos eventos que marcou este período na história foi o congelamento do rio Tamisa, em Londres - a tal ponto que, durante o inverno, os habitantes podiam caminhar sobre a camada de gelo da sua superfície.

Zharkhova estima, portanto, que um fenómeno idêntico se venha a repetir a partir de 2030 e durante cerca de 30 anos - ou três ciclos solares.

"Durante o mínimo, a intensidade da radiação solar vai ser drasticamente reduzida. Portanto, vamos ter menos calor a entrar na atmosfera, o que reduzirá a temperatura", explica.

No entanto, diz a investigadora, não é caso de alarme para a humanidade. "Vai estar frio, mas não vai ser uma idade do gelo em que tudo vai congelar, como nos filmes de Hollywood", relata à IFL Science.

As previsões da investigadora resultaram de um modelo matemático que analisa a atividade solar. Depois de analisarem o campo magnético do sol, os cientistas repararam que o sol produz ondas magnéticas aos pares e não individuais, como até então se pensava. Com base nestes novos dados, a equipa tentou perceber que alterações no campo magnético solar poderiam ocorrer no futuro. "Foi aqui que previmos este novo mínimo de Maunder", informa Zharkhova.

A investigadora tem esperança de que, se a "mini idade do gelo" for confirmada, "o aquecimento global seja sobreposto por este efeito, dando à humanidade e à Terra 30 anos para solucionar a poluição", até que as duas ondas magnéticas regressem à atividade normal, diz à Sky News.

"Temos de estar resolvidos até essa altura, e preparar tudo na Terra para a próxima grande atividade solar", remata.

Fonte: VISÃO PT

MALDIVAS - Relatos do país das pessoas mais calmas e silenciosas




Malé é a capital das Maldivas e uma das suas 1190 ilhas

ROBERTO SCHMIDT/GETTY
Têm águas cristalinas e são conhecidas sobretudo por serem um paraíso turístico. Mas as Maldivas também têm muitos problemas - e não é só o do caos do trânsito. Os preços da habitação e da alimentação são quase proibitivos e ninguém se preocupa com o que atira para o chão ou para a água. Tatiana vive lá há um mês, apanhando todos os dias, de manhã e à tarde, o barco entre a ilha onde vive e a ilha onde trabalha. Esta é a nona história da segunda série “Em Pequeno Número” que o Expresso começou a publicar há dois anos e que relata a vida de portugueses que vivem em regiões onde quase não os há



A semana começa ao domingo, descansa-se à sexta e ao sábado. É assim que os dias funcionam nas Maldivas. E à sexta-feira, a cidade de Malé, capital do país, fica vazia. “Só se ouvem os cânticos das mesquitas onde os homens e os filhos, rapazes, vão fazer as orações”, conta Tatiana Almeida, pouco mais de um mês depois de chegar às ilhas.

As Maldivas ficam no oceano Índico, perto do Sri Lanka e da Índia, e têm uma população quase toda muçulmana. É essa diferença que espelha o “principal contraste” que Tatiana identifica em comparação com os outros cinco países onde já viveu. Na verdade, nos últimos seis anos já passou por seis: agora as Maldivas, para trás Timor-Leste, Gana, Suíça, Brasil e Tanzânia.

“Passei muito tempo na Indonésia e vivi no Gana e na Tanzânia, países onde também uma grande parte da população é muçulmana, mas aqui é diferente.” A acrescentar a essa característica está o facto de o turismo ser o principal motor da economia do país. “O contraste é portanto ainda maior, porque tanto vejo mulheres de hijab como mulheres de biquíni.”

TATIANA ALMEIDA/DR

Ainda que trabalhe em Malé, Tatiana vive numa das ilhas vizinhas – chamada Hulhumale. É uma das 1190 ilhas – 188 das quais estão habitadas – que compõem o país, com apenas três cidades. Cerca de um terço dos 393 mil habitantes estão precisamente em Malé.

E o caos caracteriza a capital. “Como grande parte das capitais do Sudeste Asiático, o tráfego é uma constante, com motos a circular de todos os lados. Nem sei como ainda não vi nenhum acidente. Viajo muito entre ilhas, sempre usando o transporte público, e a minha perceção é de que os maldivianos são as pessoas mais calmas e silenciosas de que tenho memória. Não falam durante todo o percurso e nunca reclamam de nada, mesmo que a polícia marítima nos obrigue a desligar os motores e a ficar em alto mar por 40 minutos por haver uma visita oficial de Estado a decorrer.”



Todos os dias, de manhã e à tarde, Tatiana apanha o barco entre a ilha onde vive e a ilha onde trabalha

TATIANA ALMEIDA/DR

O facto de ainda ter passado pouco mais de um mês desde que se mudou da Tanzânia para as Maldivas faz com que ainda conheça pouco do país. Quanto aos portugueses, ainda não conhece nenhum: “Por curiosidade perguntei no grupo do Facebook para expatriados a viver nas Maldivas e responderam apenas dois portugueses.” Segundo a Direção-Geral de Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, no final do ano passado não havia qualquer português registado no consulado - tendo em conta que esse registo não é obrigatório.
O DIA A DIA

Tatiana trabalha hoje na área dos direitos humanos e ao serviço de organizações internacionais em projetos de comunicação para o desenvolvimento. É isso que tem feito nos últimos anos. “Servi a ONU em situações de emergência de saúde pública, como o Ébola ou o Zika.”

A pesca é a segunda principal atividade económica das Maldivas

LAKRUWAN WANNIARACHCHI/GETTY

“Por enquanto o meu dia a dia não é nada de especial. Ainda há de chegar o tempo em que eu estarei a trabalhar diretamente com as comunidades de outras ilhas mais distantes.” Todos os dias acorda às seis da manhã, para conseguir sair de casa às sete e apanhar o barco que a leva de Hulhumale até Malé. “Ao fim do dia faço o caminho de volta. É sempre uma correria, porque às 18 horas já o sol desapareceu e é muito importante para mim conseguir ir para a praia correr. Desde que vivi em Timor que tento que esta seja uma prática diária.”
UM RUMO DIFERENTE

TATIANA ALMEIDA/DR

Foi ainda em 2011 que Tatiana decidiu dar um rumo diferente à vida que tinha. “Os últimos cinco anos tinham sido intensos. Trabalhava 14 horas por dia, seis dias por semana.” Tatiana trabalhava como jornalista e nessa altura, concluiu, faltava-lhe experiência de vida. Um dia uma professora disse-lhe: “Tem que agarrar numa mochila e ir fazer um interrail pela Europa”. Seguiu a ideia. “Em 2012, já do outro lado do mundo e do lado certo da vida, agradeci-lhe pela provocação, tão necessária quanto – aprendi eu mais tarde – libertadora.”

Assim, hoje, a grande diferença que sente na sua vida em relação a essa altura é sentir que tem mais tempo. “O tempo sempre foi o mesmo, o que mudou foram as minhas prioridades e a forma de estar na vida. Por exemplo, trabalhei em televisão durante cinco anos mas há seis que não vejo televisão. Compro livros e roupa em segunda mão sempre que possível e vivo realmente preocupada com a sustentabilidade do planeta. Vivi um ano praticamente sem água e sem luz no Gana e essa experiência foi transformadora.”
O ALOJAMENTO É UMA “LOUCURA”

ROBERTO SCHMIDT/GETTY

Agora, nas Maldivas, a vida é cara. “O alojamento é uma loucura, porque as ilhas são pequenas e a densidade populacional é enorme. Como praticamente tudo o que se vende é importado, a alimentação é caríssima. O turismo é a principal atividade económica e a pesca do atum é a segunda. Eu trabalho perto do mercado de Malé, uma das áreas mais ativas da cidade, com cargas e descargas, barcos a chegar e muitos pescadores.” É comum os pescadores morarem nos próprios barcos, “como se vê pela roupa estendida, panelas e colchões”.

É comum os pescadores viverem nos barcos que levam para o mar

TATIANA ALMEIDA/DR

Em geral, as condições de vida são “favoráveis”, mas há direitos fundamentais que não estão garantidos. Os jovens tendem a frequentar a escola até aos 18 anos, depois é comum casarem-se e terem filhos. “Especialmente para as mulheres, as oportunidades académicas e profissionais escasseiam. É curioso que os últimos censos indicam que aos 30 anos um terço dos jovens já se casou três vezes. O divórcio é aceite na sociedade e os homens podem estar casados com até quatro mulheres ao mesmo tempo.”

A população das Maldivas é essencialmente jovem. “Quase metade tem menos de 25 anos. Existem muitos emigrantes nas Maldivas, oriundos maioritariamente do Bangladesh, Nepal, Índia, Sri Lanka, e são eles que assumem os trabalhos mais perigosos e mal remunerados.”

UM PROBLEMA? A POLUIÇÃO

LAKRUWAN WANNIARACHCHI/GETTY

A poluição é um dos “dilemas” com que já vive. “Atira-se tudo para o chão e para o mar.” E isso vai afetando a beleza natural da região, conta Tatiana. Em Malé, assim que nos aproximamos da água, é possível ver centenas de peixes de cores fluorescentes, de todos os tamanhos - o nemo, a dori - e inclusive raias que ao final do dia passeiam pela costa. À semelhança do que tem sido feito noutros países, não seria má ideia banir o plástico nas Maldivas e claro começar a sensibilizar as pessoas.”

Para já, Tatiana quer conhecer melhor o país e avançar para a fase em que começará a trabalhar diretamente com as comunidades de outras ilhas mais distantes. “Acho que precisamos de um outro olhar sobre as Maldivas, que é muito mais do que um destino turístico.” Ali tenciona ficar pelo menos um ano. “O regresso a Portugal não está, para já, nos meus planos. Um dia de cada vez.”

Fonte: EXPRESSO 

Imaginem o não admitido - Coligação liderada pelos EUA admite ter matado 817 civis no Iraque e na Síria





DELIL SOULEIMAN
Ainda há mais de 600 mortes a serem investigadas, o que significa que o número de vítimas inocentes da campanha de bombardeamentos contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) poderá ser superior ao balanço oficial




A coligação internacional liderada pelos Estados Unidos da América para combater o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) no Iraque e na Síria assumiu esta semana que, no decorrer da campanha de bombardeamentos aéreos, lançada em 2014, matou pelo menos 817 civis, numa altura em que continua a bombardear alvos no terreno e que, segundo o Exército norte-americano, "ainda há muito trabalho a fazer para assegurar a derrota prolongada" da rede extremista — isto apesar de o governo iraquiano ter declarado a derrota total do grupo no início deste mês.

Os especialistas dizem que o número de vítimas mortais decorrentes de operações da Força Conjunta (CJTF-OIR) pode ser bastante superior ao balanço avançado pelas forças dos EUA, que esta semana admitiram estar por trás das "mortes não-intencionais" de centenas de civis, com quase 700 outras ainda a serem investigadas.

Segundo uma investigação do "New York Times", "num esforço para expulsar o ISIS [Daesh] do Iraque e da Síria, a coligação conduziu mais de 27.500 ataques aéreos à data, destacando tudo desde bombardeiros B-52 da altura da guerra do Vietname até modernos drones Predator".

Citado pelo jornal, o maior Shane Huff, porta-voz do Comando Central dos EUA, garantiu que "esta é uma das campanhas aéreas com maior precisão da História militar", isto apesar de continuar a haver um balanço impreciso de civis mortos no conflito, parte deles às mãos da coligação liderada pelos norte-americanos.

No seu último relatório, a CJTF-OIR avançou ontem que, "no mês de novembro, foram abertas 695 investigações a possíveis baixas civis nos meses anteriores", período durante o qual "a coligação completou a avaliação de 101 suspeitas: 92 foram avaliadas como não-credíveis, nenhuma foi avaliada como duplicada e nove foram consideradas credíveis, resultando em 11 mortes não-intencionais de civis".

No documento é acrescentado que, até à data, entre agosto de 2014 e novembro passado, "a CJTF-OIR constatou que pelo menos 817 civis foram mortos não-intenacionalmente em ataques da coligação desde o início da operação", havendo ainda "um total de 603" mortes sob investigação. A coligação ainda não respondeu a questões dos jornalistas sobre que métrica foi usada para determinar o que foram mortes "credíveis" de civis no decorrer da sua campanha e quais foram consideradas "não-credíveis" e porquê.

A 10 de dezembro, o governo iraquiano "declarou a libertação das áreas anteriormente controladas pelo Daesh", acrescenta a coligação em comunicado, mas segundo informações recolhidas no terreno o grupo "ainda está a tentar reestabelecer redes na região e continua a representar uma ameaça regional e global", em parte pela sua capacidade de "organizar ou inspirar" atos de violência em todo o mundo.

Fonte: EXPRESSO PT

EM PORTUGAL - Programa Nacional de Fogo Controlado arranca esta sexta-feira para limpar 10 mil hectares florestais

“Do ponto de vista simbólico, é muito importante, porque esta é uma daquelas medidas absolutamente inovadoras, é a primeira vez que o país tem um plano nacional de fogo controlado”, declarou o secretário de Estado das Florestas



Comunidades intermunicipais, autarquias e produtores florestais podem, a partir desta sexta-feira e até 23 de janeiro, candidatar-se ao Programa Nacional de Fogo Controlado (PNFC), que disponibiliza 120 euros por hectare para a limpeza da floresta através do fogo.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Florestas, Miguel Freitas, disse que esta é a primeira fase de candidaturas ao programa PNFC, em que se prevê a limpeza de 10 mil hectares de floresta, com técnicos credenciados para fazer fogo controlado, num investimento de 1,2 milhões de euros.

De acordo com o governante, a abertura de candidaturas ao PNFC representa “a implementação da primeira grande medida com impacto em espaço florestal da Reforma da Floresta”.

“Do ponto de vista simbólico, é muito importante, porque esta é uma daquelas medidas absolutamente inovadoras, é a primeira vez que o país tem um plano nacional de fogo controlado”, declarou Miguel Freitas, advogando que esta prática de gestão de combustíveis florestais é “boa” e “económica”.

O PNFC tem “como objetivo direto o desenvolvimento de ações de prevenção estrutural duráveis e sustentáveis, promovendo a compartimentação dos espaços e, como objetivo indireto, o reforço do quadro de técnicos credenciados, contribuindo para o uso da técnica de fogo controlado na gestão silvícola e da paisagem”, de acordo com o diploma publicado em Diário da República.

O programa tem definida uma área prioritária de “cerca de 50 mil hectares” para fazer fogo controlado nos próximos dois anos e meio, referiu o secretário de Estado das Florestas, acrescentando que os cerca de 100 técnicos credenciados existentes hoje para fazer fogo controlado é um número “insuficiente para as necessidades”, pelo que o Governo tem “a intenção de qualificar mais técnicos no futuro”.

“Neste momento, fazíamos uma média de 1.500 hectares por ano de fogo controlado”, indicou o governante, pelo que o PNFC vai reforçar o uso desta técnica de limpeza das florestas nacionais para a prevenção dos fogos.

A primeira fase de candidaturas ao programa PNFC destina-se às zonas não ardidas, já que “o objetivo é, essencialmente, abrir ou manter rede primária de defesa da floresta contra incêndios”, explicou Miguel Freitas.

“No próximo ano, abriremos um outro anúncio para ser executado ainda no ano de 2018, portanto, a nossa ideia é acima de tudo consolidar uma prática em Portugal, que é a prática do fogo controlado, que é um instrumento muito económico de gestão de combustíveis”, avançou o tutelar da pasta das Florestas, referindo que, em termos de janela meteorológica de oportunidades, existem dois períodos em que se pode fazer o fogo controlado: a primavera e o outono.

Neste sentido, a primeira fase de candidaturas ao PNFC prevê-se que seja executada até maio de 2018 e a segunda fase entre setembro e novembro de 2018.

“Admitimos com esta prática, se continuarmos a dar sinais de que isto é uma prática para ficar, que no ano de 2019 poderemos ter a área prioritária [cerca de 50 mil hectares] praticamente toda tratada”, perspetivou o secretário de Estado das Florestas.

O governante reforçou ainda que a prática de fogo controlado só pode ser realizada por técnicos credenciados, que usam o fogo para fazer limpeza de matos “em zonas devidamente condicionadas e em ambiente absolutamente controlado”.

Fonte: EXPRESSO PT