domingo, 16 de janeiro de 2011

Egito condena homem à morte por assassinato de cristãos coptas



Egípcio condenado por mortes de cristãos
Segundo corte, crime de Hussein foi 'premeditado'

Um egípcio foi condenado à morte pelo assassinato de seis cristãos coptas e de um policial muçulmano em janeiro de 2010, num momento em que cresce a desconfiança interreligiosa no país.
Mohamed Ahmed Hussein foi declarado culpado por ter matado as sete pessoas a tiros na saída de uma missa em Naga Hamady, no sul do Egito.
Acredita-se que o ataque tenha sido um ato de vingança pelo suposto estupro de uma menina muçulmana de 12 anos – as suspeitas do crime recaíam sobre um cristão.
A decisão da corte egípcia ocorre duas semanas depois de um homem-bomba ter matado 23 pessoas e ferido quase cem em uma igreja copta em Alexandria.
‘Premeditado’
Hussein, também conhecido como Hamam Kamouni, foi condenado por “assassinato premeditado” e pela “intimidação de cidadãos”. Seu advogado de defesa alega que a sentença foi influenciada pelos crimes em Alexandria.
Outros dois homens estão sendo julgados pelos assassinatos e devem ter seu veredicto anunciado na semana que vem.
O correspondente da BBC no Cairo Jon Leyne relata que o caso de Hussein provocou revolta entre a comunidade copta – que representa 10% da população egípcia –, em parte por causa da demora em julgar o caso, mas também porque o condenado tem supostos laços com um parlamentar do partido governista.
Os coptas egípcios se queixam de discriminação e de impunidade nos crimes que afetam sua comunidade.
Ao mesmo tempo, nos últimos meses, os coptas têm sido acusados por muçulmanos de manterem pessoas convertidas ao Islamismo na igreja contra a sua vontade.
As igrejas coptas em Alexandria estão em alerta desde os atentados de 31 de dezembro, que resultaram na morte de 23 pessoas – o pior ato de violência sectária no Egito na última década.
Nenhum grupo assumiu a autoria do crime, mas, depois disso, alguns sites de radicais islâmicos falaram em novos ataques e publicaram online endereços de igrejas coptas no Egito e na Europa, com instruções de como atacá-las.

Fonte: BBC

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