domingo, 9 de janeiro de 2011

Islamistas da Somália proíbem aperto de mãos entre homens e mulheres



O grupo islamista Al-Shabab da Somália proibiu em Jowhar, cidade do sul do país, o aperto de mãos entre homens e mulheres.

A República da Somália fica no nordeste da África. Os idiomas oficiais são somali e árabe. Tem 8 milhões de habitantes e a religião hegemônica é o islamismo. É um dos países mais pobres e corruptos do mundo. Não há um governo central e grupos islâmicos detêm o controle político e policial de várias regiões.

Também por determinação do Al-Shabab, os casais não podem conversar em público e as mulheres estão impedidas de caminhar do lado de homens que não sejam de sua família.

Fonte: PAULOPES WEBLOG


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Radicais proíbem aperto de mão entre homem e mulher na Somália

Aperto de mãos
Além do aperto de mãos, foram vetadas também conversas públicas
O grupo islamista radical al-Shabab proibiu o aperto de mãos entre homens e mulheres na cidade de Jowhar, no sul da Somália.
Além de proibir o aperto de mãos interssexual, a organização também vetou conversas em público e até o caminhar lado a lado entre homens e mulheres sem laços familiares.
O governo do al-Shabab afirma que todo aquele que for flagrado descumprindo as regras será julgado segundo a lei islâmica, a Sharia.
O correspondente da BBC em Mogadíscio Mohamed Moalimuu afirmou que a punição cabível provavelmente seria flagelação em praça pública.
'Manifestações não-islâmicas'
A maioria das rádios da Somália já suspendeu a execução de músicas seguindo as ordens de grupoos islâmicos influentes como o al-Shabab e o Hizbul-Islam, que consideram canções manifestações não islâmicas.
As rádios afirmam que tiveram que obedecer as ordens dos insurgentes, caso contrário, vidas de funcionários seriam postas em risco.
Algumas rádios passaram a transmitir poemas tradicionais no lugar de música.
A Somália não tem um governo central estável desde 1991 e militantes islâmicos controlam grandes partes do território.
O governo de transição, com o apoio de soldados da União Africana e fundos da ONU, controla apenas uma pequena parte da capital, Mogadíscio.
Em 2009, militantes chegaram a proibir filmes e futebol e obrigaram os homens a usarem barbas em algumas regiões.

Fonte: BBC

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