quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Calmon: "Judiciário custa muito caro"

A Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, identifica fortes segmentos que não tem interesse em maior celeridade e efetividade da Justiça no Brasil. Propõe a remoção destas barreiras para que o cidadão possa ter democracia plena. Entre estes segmentos, identificou os que elaboram ou mantém leis retrógradas, advogados sem qualificação, cartórios, agentes políticos que apostam na lentidão dos julgamentos para tirar proveito e o corporativismo do próprio Judiciário.
Fez outra crítica: “Brigas de vizinhos, contratos, direitos dos consumidores são conflitos que poderiam ser resolvidos fora do Poder Judiciário. Precisamos de leis ágeis e mais modernas para resolver os conflitos sociais.”
A ministra disse que já esperava a decisão da Procuradoria Geral da República, que arquivou ação impetrada contra ela por três Associações Brasileiras de Magistrados, por ações praticadas na Corregedoria. Disse que vai continuar a luta pela modernização da Justiça e contra “o corporativismo que resiste às mudanças e à uma cultura de 400 anos”.
Eliana Calmon já esperava as reações internas e externas. Em Portugal, o Conselho Nacional de Justiça foi enquadrado pelos magistrados “e virou um órgão burocrático, sem poder”.
Completou em tom crítico: “O Poder Judiciário está custando muito caro aos contribuintes para resolver conflitos que nada tem a ver com o interesse social”.

Fonte: BLOG DO MOACIR PEREIRA

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