quarta-feira, 20 de junho de 2012

Padre nega 1ª comunhão a garoto autista; fiéis ficam indignados



Silvani disse que o padre nem
sequer deu uma bênção ao filho 
A dona de casa Maria Silvani Maldaner (foto), 41, de Bom Princípio (RS), disse que o seu filho autista Cássio Maldaner (foto), 13, sofreu preconceito pela primeira vez na vida, e justamente por parte de um padre. 

No domingo (17), o padre Pedro José Ritter, da paróquia Nossa Senhora da Purificação, tirou Cássio da fila das crianças que iam fazer a 1ª Comunhão porque, ele alegou, o menino tinha recusado a hóstia em um ensaio. 

Houve um clima de constrangimento na igreja. A mãe, parentes do garoto e fiéis ficaram revoltados com a atitude do padre. 

Bom Princípio tem cerca de 12 mil habitantes e fica a 76 km de Porto Alegre, a capital. 

Maldaner afirmou ter sido informada pela paróquia havia sete anos que não haveria nenhum problema na primeira comunhão do filho. Disse que há dois meses o padre Ritter confirmou que o menino poderia participar da celebração, desde que ele entendesse o sentido desse sacramento. 

A mãe disse que preparou o menino nos últimos meses, mas confirmou que ele recusou a hóstia em um ensaio e que foi marcado um segundo teste, que não ocorreu porque o padre não compareceu. “Como não houve mais nenhuma manifestação [do padre], achei que estava tudo certo.”

Ritter disse que não houve discriminação porque sempre deixou claro que o garoto poderá receber a 1ª comunhão quando estiver preparado. 

A mãe sustenta a sua acusação. “Depois que ele tirou o Cássio da fila, eu ainda pedi que ao menos desse uma bênção lá na frente (no altar), mas o padre se negou.”

Com informação do Zero Hora.

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