domingo, 23 de junho de 2019

ESTUDO IDENTIFICA PROTEÍNA QUE PROVOCA "EXAUSTÃO" DE CÉLULAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICO



Um consórcio de pesquisadores internacionais diz ter identificado uma proteína importante no enfraquecimento do sistema imunológico. A equipe de pesquisadores da Alemanha, Suíça, Austrália, EUA e Israel, liderada pelo Prof. Dietmar Zehn da Universidade Tecnológica de Munique, disse que a proteína que eles identificaram, chamada TOX, é responsável por causar exaustão e falta de resposta nas células T, um grupo de glóbulos brancos que desempenham um papel fundamental no sistema imunológico. A principal tarefa do sistema imunológico é defender o corpo contra vírus, células cancerosas e outros patógenos. As células T reconhecem e visam células específicas em todo o corpo que devem ser eliminadas. Eles são os guardiões do corpo e geralmente podem eliminar ameaças como gripe, catapora e outras doenças em poucos dias. Às vezes, no entanto, as infecções persistem ao longo de vários meses, causando doenças crônicas. Supõe-se que o mesmo vale para o câncer. Isso impõe uma tremenda pressão sobre o sistema imunológico, que por um lado tenta eliminar ativamente essas ameaças e, por outro lado, também restringe sua própria atividade para não causar danos colaterais a células saudáveis, inflamação crônica ou doenças autoimunes. Assim, as células T freqüentemente entram em estado de exaustão, o que retarda sua atividade, e elas não conseguem se livrar completamente da doença que o corpo está combatendo, como no caso do câncer. Os cientistas assumiram que reverter esse estado de exaustão pode ajudar a restabelecer o funcionamento adequado do sistema imunológico. O Prêmio Nobel de Medicina de 2018 foi concedido aos pesquisadores James Allison e Tasuku Honjo, que descobriram os chamados "freios moleculares" nas células T que os forçam a ficar exaustos. Até agora, no entanto, os mecanismos gerais que orquestram esse "esgotamento" permaneceram um mistério, disse o consórcio internacional de pesquisadores em um comunicado anunciando sua descoberta. Em um artigo publicado na revista Nature, os cientistas afirmam ter esclarecido pela primeira vez parte desse mecanismo, identificando a proteína TOX.

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