segunda-feira, 11 de maio de 2020

Sobre a decrepitude

Vendo acontecer o enquadramento dos idosos entre os grupos de risco do covid-19, lembrei-me de JOSÉ DE ALENCAR, que no romance "A pata da gazela", escreveu: 

Na velhice, o homem se inclina de novo para a terra, como o tronco carcomido; é o pó, que, depois de revoar no espaço, deposita-se outra vez no chão. 
Então o velho precisa do bordão; uma das mãos torna-se pé e calça esse coturno da mais triste das tragédias humanas, a decrepitude. 

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