segunda-feira, 14 de novembro de 2022

ORAÇÕES

Nestes tempos de fanatismo/fundamentalismo religioso bastante preocupantes, porque misturado à política, imperdível a crônica de JOÃO DO RIO (em "A alma encantadora das ruas") sobre o assunto.

Um trechinho da aludida crônica:

(...) É destino do homem rezar, pedir o auxílio do desconhecido para o bem e para o mal, é sina deste pobre animal, mais carregado de trabalhos que qualquer outro bicho da terra ou do mar, ter medo e desconfiar das próprias forças. 

O homem chora, ergue os olhos para o azul do céu, a menor das suas ilusões povoa-o de forças invisíveis e fala, e pede, e suplica. 

Que importa que diga tolices ou frases lapidares, horrores ou pensamentos suaves? 

É preciso remediar a fatalidade. E é por isso que enquanto existir na terra um farrapo de humanidade, esse farrapo será um moinho de orações.(...)

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