sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Por que governos prepotentes, ditatoriais, fascistas, buscam desprestigiar a filosofia, as artes e a cultura?

Simples. Porque trazem tais atividades pensamentos ousados, atrevidos, perigosos, revoltosos, capazes de mexer com o status quo,  de alterar os perímetros da zona de conforto em que se encontram as classes dominantes.

Permitir a expansão livre da cultura significa criar oportunidades para o questionamento livre do sistema que domina, humilha, explora e sacrifica as massas.

JOÃO DO RIO, na deliciosa obra A alma encantadora das ruas,  assim se manifestou: 

A Revolução Francesa, que todos teimam em considerar a base do mundo, começou por modas satíricas contra Luís XIV, Richelieu e Mazarino, acentuou-se contra os favoritos de Luís XV, tornou-se brasa, látego, fogo, vergasta quando Maria Antonieta enfeitara carneirinhos nos prados cuidados, explodiu em quadras e estribilhos que lembram o embate de cargas de baionetas e afinal concluiu numa canção guerreira, a Marselhesa, que não se ouve sem se sentir a irresistível emoção do triunfo, da vitória, da apoteose.


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