terça-feira, 12 de outubro de 2021

Amor de mãe, segundo Máximo Gorki

Parece que estou vendo uma bem conhecida senhora. O filho, que o pai - de comportamento malévolo, doentio, que deixou de amar a vida e a morte não lhe sorri  (Gorki - A velha Izerguil) - parece comprazer-se em perseguir, reprimir, humilhar  e desvalorizar, faz com que a mãe se desdobre em preocupações e medidas protetivas. 

Ela até estende suas preocupações às filhas, mas o seu filho, embora de cabelos já embranquecendo, vulnerável, é a sua razão de viver, lutar e resistir aos excessos, aos desmandos e à truculência do marido.

Ela sofre, mas tem uma capacidade de resignação infinita. Instigada a largar o déspota, não se atreve, porque sabe que a situação do filho ficaria ainda mais preocupante. 

Em uma palavra: santa.

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(...)  diante de mim, erguia-se a imagem daquela mãe, tal como eu a conheci: achacada, doente e meigos os olhos brilhando de infinito amor pelo filho. A única preocupação de sua vida era o seu filho. Os seus únicos pensamentos voltavam-se para a felicidade dele.

Da obra A mentira

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