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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Penduricalhos

Os auxílios pecuniários disto e daquilo e as boladas de dinheiro retroativas da magistratura são concessões para seduzir os juízes ao estilo bon vivant através de uma identificação caricata com os burgueses.

https://sul21.com.br/opiniao/2026/02/liberdade-como-simulacro-por-luiz-marques/

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PUBLICIDADE OPRESSIVA

Todo cuidado é pouco, no caso do cão  Orelha e noutros casos semelhantes. A opinião pública é facilmente manejável - inclusive no interesse da ralé que faz da política profissão - e a publicidade opressiva pode engendrar injustiça contra seres humanos, que não é menos lamantável que a injustiça cometida contra cães, cavalos, gatos, passarinhos, ou qualqur outro ser senciente.

Que ninguém se precipite, acusando supostos pais dos menores que causaram a morte do animal, sem prova cabal.

Fazer Justiça exige serenidade, temperamento, cuidado extremo, de sorte a não se crucificar quem não tenha qualquer responsabilidade pelo ocorrido.

Tem muita gente tirando casquinha, a começar pelo delegado, passando pelo prefeito, deputados, vereadores, etc...Essa gente oportunista não tem o menor escrúpulo, quando se trata de "causar", fazer pose de defensores dos animais. 

DICA DE LEITURA

 NELSON WERNECK SODRÉ -  O governo militar secreto. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

PRA REFLETIR

O papel das Universidades, principalmente das públicas, é frequentemente questionado e até avacalhado, mormente pela direita raivosa do Brasil. Lendo Norman Geisler & Frank Turek - Não tenho fé suficiente para ser ateu, encontrei o seguinte texto:

O termo "universidade" é, na verdade, uma composição das palavras "unidade" e "diversidade". Ao freqüentar uma universidade, espera-se que a pessoa seja guiada a encontrar a unidade na diversidade ou, mais precisamente, de que maneira todos os diversos campos do conhecimento (artes, filosofia, física, matemática etc.) se encaixam para fornecer um quadro uniforme da vida. 

É uma tarefa nobre, mas é algo que a universidade moderna não apenas abandonou, mas reverteu. Em vez de universidades, temos hoje as pluriversidades. São instituições que consideram todos os pontos de vista tão válidos como quaisquer outros, por mais ridículos que possam ser, com exceção do ponto de vista de que apenas uma religião ou visão de mundo possa ser verdadeira. Esse é o único ponto de vista considerado intolerante e fanático na maioria das universidades. 



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

PROPOSTA MAROTA

Já se ouvem vozes no STF apregoando a remessa do caso do Banco Master para a primeira instância.

Advinhem se veremos incidência de prescrição na esfera criminal, para proteger os banqueiros e outros co-autores das sacanagens. 

"Bandido bom é bandido morto", salvo se for rico, poderoso e tiver em suas mãos o rabo de certas pessoas. 

Sobre a primeira caça de baleia no Brasil e sambaquis

Lejos del hemisferio norte: la primera caza de ballenas habría sido en las costas de Brasil y hace 5.000 años

Un estudio apunta a que antiguas comunidades del litoral usaron armas para aprovechar a los cetáceos. El evento habria ocurrido hasta 1.500 de lo registrado en otras partes del mundo
Ilustración de los cazadores de Ballenas.PATRICIA DEL AMO MARTÍN (UAB)

MARÍA MÓNICA MONSALVE S.
Bogotá - 22 ENE 2026 - 01:30 BRT


El brasileño André Colonese, investigador de la Universidad Autónoma de Barcelona, casi lo puede ver en su mente. Hombres que llegaban triunfantes tras cazar una enorme ballena en invierno, admirados y desatando una celebración. La comunidad reunida: habían logrado garantizar carne, aceite y enormes huesos para rituales religiosos, herramientas y más armas por largo tiempo. La imagen, sin embargo, no habría sucedido en aguas perennemente frías, ni en Europa o el hemisferio norte, sino a lo largo de las costas del sur de Brasil hace unos 5.000 años. Tras reunir una serie de evidencia histórica y molecular, el equipo de Colonese publicó un estudio en la revista Nature Communications en el que sugiere que la caza de ballena más antigua que se ha registrado se dio por parte de comunidades pre coloniales que habitaban las tierras bajas de América del Sur.

“Hemos revivido un debate que estaba un poco adormecido”, señala el arqueólogo, apuntando a que, hasta ahora, se creía que los primeros eventos de caza activa de ballena habían ocurrido hace unos 3.500 o 2.500 años a lo largo de la Costa del Pacífico Norte, el Atlántico Norte y el Ártico. “Estaban ahí los rusos, los americanos, los japoneses, los canadienses y llegamos nosotros a insertarnos”, comenta con diversión.
Ilustracion de los harpones usados por los cazadores de ballenas.CEDIDAS UAB

La hipótesis viene de lo que encontraron al estudiar los sambaquis, unos montículos arqueológicos creados a partir de la acumulación de conchas y sepultamientos humanos que eran comunes entre las culturas que habitaban el sur del continente, pero que abundaban especialmente a lo largo del litoral de Brasil. 
“Se sabía que eran comunidades pescadoras y que recolectaban moluscos”, asegura. Incluso, debido a que entre los objetos que se han recolectado en los sambaquis hay huesos de ballena, también se conocía que las explotaban, pero de manera oportunista: las que encallaban o estaban moribundas. Lo que proponen ahora es que existía la intención de cazarlas, lo que arroja luces sobre la importancia que tenían los cetáceos para estas antiguas culturas.
Arpones de ballenas

Colonese ha admirado los sambiques desde que era niño. Nació en Florianópolis, capital del estado de Santa Catarina, donde queda también la bahía de Babitonga, lugar en el que se han documentado más de 200 sambiques, algunos pocos aún en pie. 
Con su equipo, y como parte de su proyecto de investigación alrededor de la pesca precolonial en esa bahía, querían conocer cuáles especies de ballena albergaban las estructuras de los sambiques. “Trabajamos con piezas del Museo Arqueológico del Sambaqui de Joinville que es pequeño, pero fantástico”, comenta. Allí, de hecho, está hospedada la colección que fue acumulando Guilherme Tiburtius, un alemán que recolectó con juicio y orden los artefactos y huesos de ballena entre 1940 y 1960, cuando los sitios se estaban desmantelando para la producción comercial de cal.Vestigios del Museo Arqueológico del Sambaqui de Joinville.CEDIDAS UAB

“Nos ofrecieron ver unos bastones y cuando nos trajeron la caja, eran unos 10 artefactos en perfecto estado, eran arpones. También había caparazones de arpón. Nos hemos mirado y dicho: ‘aquí hay algo’”. Tomaron muestras de dos de ellos para confirmar que, efectivamente, databan de hace 5.000 años. Sumando las piezas que encontraron —las armas para cazar, los huesos de ballena, su abundancia—, supieron que tenían evidencia suficiente para sumarse al debate sobre dónde y cuándo se registraron las primeras cazas de ballena.

En un artículo de la revista Science el profesor de arqueología de la Universidad de Manitoba (Canadá), Gregory Monks, que no hizo parte de la investigación, asegura que son pruebas sólidas. Pero como mucho de lo que tiene que ver con ciencia, sobre todo la que intenta descifrar qué pasó hace miles de años, el debate sigue sin estar cerrado. Nada está escrito en piedra.

Colonose lo reconoce. El campo en el que trabaja siempre implica dosis de incertidumbre. Él, además, ve otras consecuencias sobre lo que encontraron. Que para que se cazaran ballenas no hacía falta estar en aguas frías, que los sambiques eran culturas aún más complejas y ceremoniales, que la diversidad de ballenas que ha migrado por esa zona es enorme. Pero, sobre todo, que en Sudamérica también hay pistas para entender lo que fue un antiguo mundo.

Fonte: EL PAIS

Se a ONU sair mais desprestigiada do que já está...

 ...ante a iniciativa de Trump sobre o tal Conselho de Paz da Palestina, é porque não adotou os mesmos critérios para lidar com os poderosos, praticados com os países dito subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. 

Aliás, a excrescência do chamado Conselho de Segurança da ONU, formado por países supostamente maiorais, os quais possuem privilégios estatutários na hora de serem tomadas decisões, parece-me a raiz do problema. 

Urge se adote a igualdade jurídica dos países-membros, independentemente da contribuição financeira que possam dar à Organização.

História nebulosa...

 ...envolvendo Vorcado (do Banco Master), po deputado Nicolas Ferreira, vulgo "chupetinha" e a Igreja da Lagoinha está em vídeo no Youtube. 

O "combativo" e debochado guri, assim comos filhos do Bozo,  tem seu telhadinho de vidro de 3 mm!!!

Falhas em cirurgias motivaram mais de 4 mil processos na Justiça catarinense em 2025

O que não se cogita na reportagem é de que as falhas atribuídas aos para-médicos podem ser consequência do desgaste mental decorrente de salários incondizentes com as necessidades dos servidores.

A pressa é outra inimiga da atenção. 

Mas, convenhamos, a pressa/ou a pressão salarial não justificam os incidentes abaixo apontados. Lembro do caso contado por um amigo médico (ortopedista) que estava pronto para iniciar uma cirurgia em um paciente branco (amputação de uma perna), quando notou que estava na mesa um paciente afrodescendente. São descuidos indesculpáveis. 

Quando atuei como Assessor Jurídico do Hospital (público) Homero de Miranda Gomes - mais conhecido como Hospital Regional da Grande Florianópolis, agi com o necessário rigor e intolerância contra esse tipo de mazela profissional. Era chamado pelos profissionais da saúde de "puliça". Mas, depois que abdiquei do cargo, fui procurado por médicos para fazer defesas em processos de erros médicos. Obviamente, cada caso tem suas peculiaridades e nem todos que aparentam ser erros profissionais efetivamente o são. A Medicina é uma atividade dita filosofal, mormente no que diz respeito ao diagnóstico, circunstância que aumentam as dificuldades e riscos dos cirurgiões. Por isso a indústria de seguros, no Brasil, como no estrangeiro, fatura tanto em cima dos temores dos profissionais da saúde.

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Até 30 de novembro de 2025, 91.391 processos relacionados à cirurgias por danos morais e/ou materiais foram abertos em todo o Brasil22/01/2026 às 06h15

Vivian LealFlorianópolis


Até 30 de novembro de 2025, foram 91.391 processos relacionados à cirurgias por danos morais e/ou materiais foram abertos no BrasilFoto: Breno Esaki/SES-DF/ND Mais

Recorrer a uma cirurgia é, muitas vezes, a única forma de tratar doenças e reduzir o risco de mortes associadas a enfermidades comuns. Falhas nas operações, ou em processos de segurança da assistência cirúrgica, no entanto, continuam representando uma ameaça significativa à saúde dos pacientes.

Dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostram que, ao longo de 2025, 1.048 processos foram abertos em Santa Catarina, foram motivados por erros nesse tipo de procedimento. O número, no entanto, é 12,08% menor do que o registrado no ano anterior.

Até 30 de novembro de 2025, foram registrados 66.097 novos processos relacionados à cirurgias gerais, de urgência e eletivas em todo o país. Em 2024, esse número foi maior, 68.203 casos que foram levados à Justiça.

Entre os principais incidentes, estão: permanência não planejada de um objeto estranho dentro do paciente após a cirurgia; operações realizadas no lado, ou local errado do corpo; cirurgias realizadas no paciente errado.

Santa Catarina atingiu a marca de 1 milhão de cirurgias realizadas em dois anos e meio na rede públicaFoto: Cristiano Andujar/Secom-SC/ND Mais

Já o número de processos por danos materiais e/ou morais, relacionados à prestação de serviços de saúde no Brasil, cresceu em 2025. Ao todo, foram 91.391 casos judicializados, sendo 70.276 relacionados à saúde privada e 21.115 à saúde pública. Em 2024, foram 76.467 casos, sendo 58.601 referentes à saúde privada e 17.866 à rede pública — número total 19,51% maior entre um ano e outro.

Processos relacionados à cirurgias em Santa Catarina

Em todo o Estado, o número de judicializações relacionadas a cirurgias gerais, de urgência e eletivas diminuiu em 2025. Até 30 de novembro de 2025, foram 1.048 ações, enquanto 2024 teve 12% a mais, 1.192 processos relacionados à cirurgias.

Quanto aos novos processos por danos materiais e/ou morais, decorrentes da prestação de serviços de saúde, o Estado contabilizou 3.266 processos. Desses 2.284 abertos contra saúde privada e 982 contra a saúde pública.
Estratégias podem reduzir erros em cirurgias

Desde 2013, o Protocolo para Cirurgia Segura (PR.NSP 005), elaborado pelo Ministério da Saúde, estabelece diretrizes para reduzir incidentes, eventos adversos e a mortalidade em procedimentos cirúrgicos. O documento recomenda a utilização de um checklist, chamado Lista de Verificação de Cirurgia Segura, desenvolvido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“A segurança cirúrgica depende de equipes capacitadas, ambientes adequados e do fortalecimento da Qualidade do Cuidado e da Segurança do Paciente como política pública de saúde”, explica o anestesiologista e membro da Sobrasp (Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente), Luís Antônio Diego.
Checklist claro e equipes multidisciplinares podem ajudar a reduzir erros e, consequentemente, processos relacionados à cirurgias, afirma SobraspFoto: Thiago Kaue/SECOM/ND Mais

A atuação em times multidisciplinares, envolvendo cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, técnicos e outros colaboradores, também pode ser considerado um fator importante para evitar a imprevisibilidade dos resultados.

Contrapontos

Ao ND Mais, a Secretaria de Estado da Saúde explicou que desenvolve ações estratégicas e de vigilância em saúde, de forma sistemática e contínua, junto às áreas internas e aos serviços de saúde públicos, privados e filantrópicos de todo o Estado.

Para reduzir os eventos adversos, que acabam gerando processos relacionados à cirurgias, a SES realiza “avaliações das práticas de segurança do paciente e avaliações da cultura de segurança dos serviços de saúde, onde são identificadas as conformidades de cada instituição participante”, segundo afirmou em nota.

As avaliações, conforme a pasta, são realizadas por meio de “auditorias documentais e amostragem por avaliação in loco”. A SES informou ainda que promove e incentiva a implantação de núcleos de segurança do paciente nos municípios, com “objetivo de fortalecer toda a rede de atenção à saúde”.

Os municípios, por sua vez, ficam responsáveis por “desencadear ações locais, dentro dos seus respectivos serviços, considerando a realidade local e vocação assistencial”, explicou. Para reduzir os danos evitáveis nos cuidados em saúde, a SES realizou, em 2024, o Mapeamento Estadual em Segurança do Paciente, com base no PGSP (Plano de Ação Global para a Segurança do Paciente) 2021–2030 da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Permanência não planejada de um objeto estranho dentro do paciente está entre as principais motivações de processos relacionados à cirurgias no BrasilFoto: Freepik/ND

A iniciativa, segundo a SES, resultou na implantação do Negesp (Núcleo de Gestão Estratégica de Segurança do Paciente), que visa “promover a segurança do paciente em nível estadual, para reduzir danos evitáveis em serviços de saúde em ações de qualidade e segurança do paciente articuladas com a Rede de Atenção à Saúde”.

A secretaria de Saúde declarou também que se destaca por “ser um estado que trabalha com transparência na saúde e que realiza a notificação dos eventos adversos e segue trabalhando para diminuir as intercorrências”.

O CRM-SC (Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina) esclareceu ao portal que os dados do Conselho Nacional de Justiça se referem a processos relacionados a cirurgias na esfera judicial, que tramitam em um âmbito diferente ao de atuação dos Conselhos de Medicina no país.

“Conforme a Lei Federal 3.268/1957, cabe aos CRMs a apuração de possíveis infrações éticas no exercício da Medicina, no âmbito administrativo, não judicial”, afirmou por meio de nota. O CRM-SC afirmou, ainda, que realiza fiscalizações in loco nos estabelecimentos de saúde quando denúncias formais são registradas, ou quando o órgão é acionado pelo Ministério Público, ou Poder Judiciário.

Nesses casos, o foco do CRM é a “verificação das condições de funcionamento dos serviços, no cumprimento das normas éticas e na segurança da assistência prestada à população”.

Fonte: https://ndmais.com.br/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O GURU DOS BOLSONARISTAS (BANON), A PEDOFILIA, COM A OPUS DEI DE PERMEIO e outros babados


“O Movimento”: Bento XVI, Opus Dei, político de Trump, judeus e neonazis


Escrito por
Elvira Souto

Stephen Bannon, o intermitente político de Donald Trump, apoia a criação de uma aliança neonazi e fascista chamada “O Movimento”. A situação tem o seu quê de irónico, uma vez que Bannon, que afirma estar à frente de uma causa populista contra o globalismo, usa táticas globalistas para coordenar o seu objectivo de levar ao poder e sustentar governos de extrema-direita na Europa, nas Américas, na orla do Pacífico, na Ásia e no Médio Oriente. Bannon recorre, sem dúvida, à experiência que adquiriu como executivo de uma empresa extremamente globalista de Wall Street, o Goldman Sachs, para impulsionar em todo o mundo a sua agenda política de extrema-direita.

Stephen Bannon em Itália (Marco Bonomo/AP/Shutterstock)

Stephen Bannon fundou um secretariado de O Movimento em Bruxelas e uma academia para preparação de um exército de activistas políticos de extrema-direita na Abadia de Trisulti, um mosteiro da Ordem de Cister com 800 anos na região central de Itália. Bannon pretende criar uma versão ainda mais à direita da Open Society Foundation, de George Soros, um instrumento do neoliberalismo e do grande poder corporativo em todo o mundo.

Armas apontadas ao Papa

A partir da sua recém-adquirida sede em Trisulti, Bannon, que se diz católico, declarou que o liberalismo do Papa Francisco está a destruir a Igreja Católica e culpa o pontífice pela praga de pedofilia que se abateu sobre as instituições católicas. No entanto, consta que o próprio Bannon está associado a actividades pedófilas, incluindo o uso de uma casa que alugou no bairro Coconut Grove, em Miami, e que terá sido local de produção de metanfetaminas e de filmes pornográficos.

A publicação Shareblue Media revelou que o célebre director de fotografia subaquática Lawrence Curtis, que alugou a casa a seguir ao casal Bannon, disse que a habitação era usada para filmar pornografia, além de ser um lugar frequentado por um fluxo constante de homens, mulheres e até crianças onde o uso de drogas era flagrante a todas as horas do dia e da noite.

Na sua carreira, Stephen Bannon foi vice-presidente da International Gaming Entertainment (IGE), empresa de jogos de vídeo com sede em Hong-Kong com ligações a uma rede de pedofilia de Hollywood que juntava directores da IGE e de outra empresa, a Digital Entertainment Network.

Recorrendo às táticas típicas do governo de Trump, escudando-se em acusações alheias para fazer circular as suas mensagens, Bannon parece ter-se servido do ex-Papa Bento XVI, que permaneceu em silêncio após ter abandonado a cadeira pontifícia em pleno escândalo de pedofilia na Igreja Católica, para ele próprio atacar o Papa Francisco.

Numa carta recente, a primeira declaração pública desde que deixou de ser Papa, em 2013, Bento emitiu do seu apartamento isolado na área do Vaticano uma série de ataques conservadores contra o “liberalismo” na Igreja. Os pontos aflorados por Bento XVI são muito parecidos, de forma suspeita, com os invocados por Bannon, que por acaso estava em Roma quando Bento escreveu a missiva.

Bento XVI culpou as tendências liberais na Igreja Católica pelos problemas de pedofilia, escondendo o silêncio utilizado por ele e os seus arcebispos, que transferiam os padres católicos de diocese para diocese para evitar processos criminais. A acusação de Bento XVI segundo a qual os problemas da Igreja se devem essencialmente ao Concílio Vaticano Segundo e à revolução sexual nos anos sessenta é puro “bannonismo”, o tipo de argumento de extrema-direita que normalmente se encontra nas ruminações de sites de ódio na internet, como o Breibart News, por exemplo.

Onde também entra o Opus Dei

Foi o período pré-papal de Bento XVI como poderoso chefe da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício) do Vaticano que permitiu a figuras importantes da Igreja como o cardeal australiano George Pell, agora preso na Austrália depois de condenado por pedofilia, escaparem e protegerem padres pedófilos de processos criminais. Autoridades da Igreja nos Estados Unidos, Chile, Irlanda e outros países estiveram com Bento XVI na que foi talvez uma das maiores conspirações criminosas da história.

O Papa Francisco assumiu uma posição muito mais firme contra a pedofilia que grassa entre os sacerdotes. Por exemplo, Francisco retirou ao ex-arcebispo de Washington DC, Theodore McCarrick, politicamente influente, tanto o estatuto de cardeal como o de sacerdote. McCarrick tem amigos poderosos nos círculos de direita, incluindo a prelatura pró-fascista Opus Dei, que tem o fundador da empresa de mercenários Blackwater (agora Academi), Erik Prince, como um dos seus apoiantes na área de Washington. A irmã de Prince, Betsy DeVos, é a titular da Educação no governo de Donald Trump.

O Movimento é fascista e racista

O Movimento de Bannon, com o seu Secretariado em Bruxelas, funciona sob a égide de Mischael Modrikamen, dirigente do Partido do Povo Belga, organização de direita da Valónia aliada de outros partidos de direita na Flandres, Itália, Hungria, França, Holanda, Áustria, Reino Unido, Suécia, Finlândia e Espanha. À primeira vista, sendo Modrikamen judeu, não deveria ter a ver com alianças entre neonazis. No entanto, já desde a década de trinta que são conhecidos os casos de entendimento entre sionistas e nazis, incluindo, por exemplo, o “Acordo de Transferência”, que permitiu à Alemanha de Hitler conceder vistos de saída a judeus alemães que emigrassem para a Palestina, em troca de transferências de dinheiro para os cofres nazis.

Também em Hollywood houve cooperação, porque magnatas do cinema, que eram judeus, concordaram em não fazer filmes antinazis, considerados ofensivos para o Terceiro Reich, durante um período na década de trinta.

Modrikamen apresentou Bannon a dirigentes fascistas e afins em toda a Europa; e a criação da academia de formação de quados nazi-fascistas é um marco importante da sua cruzada mundial de direita.

Segundo o programa de formação, os futuros líderes fascistas aprenderão uma história do mundo que se baseia na supremacia branca “judaico-cristã” europeia sobre outras religiões e povos do mundo, em especial o islamismo e os muçulmanos. Esta visão fracturada da história imposta por Bannon tem vindo a estar na origem de mortíferos atentados terroristas como os de Oslo em 2011, Charleston em 2015, Quebec e Charlottesville em 2017, Annapolis em 2018 e Christchurch, na Nova Zelândia, em 2019.

Stephen Bannon pode ter ultrapassado limites legais nos seus ataques ao Papa Francisco a partir do Vaticano e de solo italiano. A Santa Sé é reconhecida como Estado-nação pelo “país dos gringos” e Francisco é um chefe de Estado internacionalmente aceite.

A embaixadora norte-americana no Vaticano é Callista Gingrich, esposa de Newt Gingrich. O envolvimento de Bannon, enquanto cidadão privado, numa flagrante tentativa para criar uma divisão política na hierarquia do Vaticano e o derrube do chefe de Estado da Santa Sé é uma violação da Lei Logan de 1799, que proíbe aos norte-americanos privados fazerem política externa, sem autorização, em nome do governo dos Estados Unidos. A Lei Logan é muito clara:

Qualquer cidadão dos Estados Unidos, onde quer que se encontre, que, sem autorização do seu país, directa ou indirectamente, inicie ou exerça qualquer correspondência ou relacionamento com qualquer governo estrangeiro, qualquer representante oficial ou agente do mesmo, com a intenção de influenciar as medidas ou conduta de qualquer governo estrangeiro, qualquer representante oficial ou seu agente em relação a quaisquer disputas ou controvérsias com os Estados Unidos, ou para derrotar medidas dos Estados Unidos, será multado ou preso por não mais de três anos, ou ambos.

Bannon também viola claramente a Lei da Neutralidade, que proíbe os cidadãos de participarem em actos hostis contra nações com as quais os Estados Unidos estão em paz. Se Soros, inimigo de Bannon, é acusado de violar as Leis Logan e da Neutralidade, também Bannon deve ser. No entanto, Stephen Bannon parece estar confortável no seu novo ambiente do mosteiro de Trisulti quando, com base em flagrantes violações das leis dos Estados Unidos, deveria antes estar confinado a uma célula da instituição prisional do seu país.

Wayne Madsen