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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

DEMOROU - PF investiga Paulo Guedes por crime contra o sistema financeiro - JÁ ESTOU VENDO MAIS ALGUÉM DA CÚPULA DO PL ENROLADO!!!

ColunasTácio Lorran


Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino são investigados em inquérito aberto em fevereiro que tramita sob sigilo na Justiça Federal
Tácio Lorran

29/10/2026 02:00



A Polícia Federal (PF) investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A informação consta em documento obtido pela coluna. Os dois aparecem como investigados em um inquérito aberto em fevereiro deste ano e que tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná.

Em 24 de setembro, a coluna revelou que Paulo Guedes atuou na linha de frente da OnilX, empresa que tem dado calote em dezenas de investidores que aportaram seus recursos em criptomoedas diante da promessa de rendimentos de até 2,8% ao mês.

O ex-ministro da Economia prestou consultoria à companhia, participou de reuniões estratégicas, recebeu potenciais investidores em conversas privadas e teve a imagem utilizada em materiais de divulgação da empresa.
Reprodução



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Em uma publicação feita pela própria OnilX, Paulo Guedes apareceu ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa em uma reunião descrita como de “alta relevância estratégica”. Na ocasião, o ex-ministro foi apresentado como alguém que dava “suporte e visão” ao negócio.

Guedes também participou de palestras para investidores e assessores da OnilX. Em uma delas, para uma plateia de quase 500 pessoas, elogiou a empresa e afirmou que ela teria papel central no avanço do mundo digital.

A relação com o ex-ministro chegou a aparecer em processos movidos por investidores. Um casal que cobra R$ 876,5 mil da empresa afirmou à Justiça que decidiu manter e aumentar os investimentos depois de participar de uma reunião com Guedes na sede da OnilX, em abril. Quatro meses depois, segundo os investidores, houve tentativa de resgate dos valores, sem sucesso.

Em outro processo, uma assessora da empresa citou Guedes ao tentar convencer um potencial cliente a investir. Segundo a mensagem anexada aos autos, ela dizia que o ex-ministro “tá dentro da empresa” e que seria possível marcar uma reunião com ele para discutir estratégias caso o interessado tivesse entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões para aplicar.



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A OnilX, por sua vez, passou a enfrentar problemas regulatórios e judiciais. Em janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pelo grupo. Em abril, o colegiado da autarquia manteve a ordem, mas esclareceu que ela não alcançava a simples intermediação de criptoativos, como Bitcoin, Ethereum e USDT, quando não houvesse promessa de rendimento ou contrato de investimento.

A coluna identificou 108 ações judiciais contra o grupo entre 12 de junho e 10 de setembro. Investidores alegam dificuldades para resgatar valores aplicados em produtos relacionados a criptomoedas e stablecoins e, em alguns casos, levantam suspeitas de pirâmide financeira. A OnilX nega as acusações e afirma que atua regularmente no mercado de ativos virtuais.

O inquérito policial foi autuado em 10 de fevereiro deste ano, na 9ª Vara Federal de Curitiba. O processo é classificado como criminal e tem como assunto principal “crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”, previstos na Lei nº 7.492/1986. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal no Paraná, com participação do Ministério Público Federal.

O andamento processual, obtido pela coluna, mostra uma sequência de diligências ao longo deste ano. Em 21 de setembro, houve despacho judicial e expedição de intimações relacionadas a Fábio Lino, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Em outubro, o processo continuou registrando movimentações, incluindo novas petições e diligências policiais.

Paulo Guedes é representado pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso. Os dois também aparecem entre os advogados de Fábio Lino no inquérito. Procurada, a defesa não respondeu aos contatos da coluna. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/pf-investiga-paulo-guedes-por-crime-contra-o-sistema-financeiro#goog_rewarded


CNJ autoriza assinatura de procuração judicial pela plataforma gov.br

Plenário reconheceu validade de assinaturas dos níveis prata e ouro, desde que possam ser verificadas oficialmente. Juízes poderão exigir comprovações adicionais diante de suspeitas de irregularidade.

Da Redação

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

O CNJ decidiu que procurações e outros documentos processuais assinados eletronicamente pela plataforma gov.br devem ser admitidos pelo Poder Judiciário, sem necessidade de certificado digital qualificado emitido pela ICP-Brasil.

A decisão foi tomada durante a 17ª sessão ordinária do Conselho, realizada nesta terça-feira, 27, e abrange assinaturas feitas por usuários com contas dos níveis prata e ouro, desde que possam ser validadas por mecanismo oficial do ITI - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.

O plenário também estabeleceu que a ausência de certificado digital qualificado não pode, por si só, justificar a recusa automática de procurações, preservada a possibilidade de o magistrado determinar verificações adicionais diante de indícios concretos de irregularidade.

A orientação foi proposta pela conselheira Noemia Porto, relatora de dois procedimentos administrativos que discutiam as exigências de assinatura digital em documentos apresentados ao Judiciário.

Conselheira Noemia Porto relatou procedimentos sobre a admissibilidade de assinaturas eletrônicas em documentos processuais.(Imagem: Gustavo Moreno/CNJ)

Assinaturas aceitas

Ao apresentar o voto, Noemia Porto acolheu as conclusões técnicas do Departamento de Tecnologia da Informação do CNJ e defendeu que o acesso à Justiça não seja limitado por exigências tecnológicas sem justificativa legal ou técnica suficiente.


Segundo a relatora, o reconhecimento das assinaturas avançadas realizadas diretamente pelo gov.br não significa equipará-las integralmente às assinaturas qualificadas, mas impedir que documentos sejam rejeitados apenas pela ausência de um certificado específico.

"Não se está afirmando que todas as modalidades de assinatura eletrônica sejam equivalentes e nem se afastam as garantias próprias da assinatura qualificada. Mas a ausência de um certificado específico, por si só, não se constitui em argumento para recusa genérica de procuração ou documento. É preciso verificar se há meios confiáveis de identificação e validação."

A decisão afasta, ainda, a exigência generalizada de utilização exclusiva de contas gov.br de nível ouro. Documentos assinados por usuários do nível prata também deverão ser admitidos, desde que atendidos os requisitos técnicos de validação oficial.

O entendimento não altera a validade das assinaturas qualificadas vinculadas à ICP-Brasil, nem afasta eventuais exigências legais específicas para a prática de determinados atos processuais.

Fiscalização dos magistrados

O CNJ também preservou expressamente o poder-dever dos magistrados de verificar a autenticidade dos documentos e a regularidade da representação processual.

Assim, quando houver elementos concretos que suscitem dúvidas sobre a autoria da assinatura, a integridade do documento ou a efetiva concessão de poderes ao advogado, o juiz poderá determinar providências complementares, mediante decisão fundamentada.

Entre essas medidas está a exigência de apresentação de procuração com assinatura eletrônica qualificada, desde que a providência seja necessária e proporcional às circunstâncias do caso.


O plenário também reconheceu a admissibilidade das procurações particulares assinadas à mão e posteriormente digitalizadas. Nesses casos, a ausência de reconhecimento de firma ou de assinatura eletrônica qualificada não poderá justificar, isoladamente, a rejeição do documento.

Preocupação com fraudes

Durante o julgamento, a AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros alertou para o risco de fraudes envolvendo assinaturas eletrônicas, especialmente em ações ajuizadas sem o conhecimento das partes.

A entidade defendeu que os juízes possam exigir assinaturas qualificadas ou manuscritas para verificar a autenticidade das procurações e a efetiva autorização dos representados.

Por outro lado, o advogado requerente de um dos procedimentos relatou dificuldades na aceitação de procurações assinadas pelo Gov.br, especialmente na Justiça paulista, e destacou a importância da medida para garantir o acesso à Justiça.

Alteração no PJe

Para uniformizar a orientação, o CNJ determinou a atualização da resolução 185/13, que instituiu o PJe.

A alteração deverá disciplinar a admissibilidade das assinaturas eletrônicas avançadas realizadas diretamente pelo gov.br em procurações e demais documentos processuais, observadas as condições de validação e as salvaguardas estabelecidas no julgamento.

Segundo Noemia Porto, a regulamentação busca conferir segurança jurídica e uniformidade administrativa ao tratamento desses documentos, sem interferir na análise judicial das circunstâncias de cada processo.

O Conselho também determinou a comunicação da decisão aos tribunais, para conhecimento e observância da orientação administrativa.

Processos: PCA 0009342-88.2025.2.00.0000 e PP 0002269-31.2026.2.00.0000.

 https://www.migalhas.com.br/quentes/467426/cnj-autoriza-assinatura-de-procuracao-judicial-pela-plataforma-gov-br

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA

É a sensação que eu tenho.

Ou o Centrão - do qual Lula precisará servir-se para equilibrar a balança no Congresso - fará com que o governo Lula venha a arreglar, em relação aos Bolsonaro e seus cupinchas?

Em um primeiro momento, penso que seria lógico e justo que, no curso do próximo mandato, LULA venha a dar o troco para gente como os governadores do Paraná (o marreco de Londrina) e de SC (o minúsculo raivosinho).

Se Lula acionar órgãos controladores (Tribunal de Contas e Controladoria, p. ex.), a Polícia Federal e a PGR, para vasculhar as administrações dos seus notórios desafetos, sem desrespeitar o devido processo legal, certamente encontrará munição para dar-lhes  respostas à altura das reiteradas ofensas que lhe fizeram e certamente repetirão.  

Se fosse comigo, não teria nenhuma consideração com essa canalha do PL & cia ltda, a qual se compraz em inventar mentiras e fazer acusações infundadas. O pau cantaria, com todo rigor legal, no lombo dessa putada nazi-fascista. 

Nada de Lulinha paz e amor. Condescendência, piedade, dar a outra face, não têm cabimento em relação a essa gente hipócrita e impiedosa. Simbolicamente falando, obviamente, "relho no lombo e salmoura em seguida", para que aprendam a respeitar os adversários políticos. E não falo só dos políticos, pois há certos magistrados que estão a  merecer idênticos corretivos, pois avacalham com a dignidade da Justiça, motivados por ideais fascistas intoleráveis, decidindo com total descaso aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da equidade. Lixo togado, feses da humanidade. 

DITO POR UM AMIGO...

 ....que um certo proprietário de pousada em Fernando de Noronha está profundamente depressivo, ante a derrota do rachadinha.

Aí voltaram-me  à lembrança alguns episódios envolvendo aquela paradisíaca ilha e o governo Bolsonaro:

Em janeiro de 2022, Jair Bolsonaro prestou apoio por chamada de vídeo aos donos de uma pousada em Fernando de Noronha (PE) que tiveram o estabelecimento interditado pelas autoridades locais após recusarem o cumprimento de protocolos sanitários contra a COVID-19, incluindo a apresentação de comprovante de vacinação. [1, 2]
Principais pontos do caso:
  • A interdição: A Administração de Fernando de Noronha suspendeu as atividades da pousada por descumprimento das regras sanitárias vigentes para o atendimento de turistas na ilha. [1]
  • Apoio de Bolsonaro: Em janeiro de 2022, o então presidente conversou por vídeo com os proprietários, criticou as medidas de exigência de vacinação e comemorou a reabertura do estabelecimento. [1, 2]
  • Contexto mais amplo em Noronha: O governo Bolsonaro também se envolveu em outras polêmicas relacionadas ao arquipélago, como críticas às taxas de preservação ambiental (chamadas por ele de "roubo") e uma tentativa de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para federalizar a gestão de Fernando de Noronha, retirando-a do controle exclusivo do estado de Pernambuco. [1, 2]

Inevitável cogitar que "tem gato na tuba". É manifesto o interesse dos Bolsonaro pelos negócios que acontecem naquela ilha. 

Convém lembrar que um dos desejos do governo Bolsonaro - em litígio que envolveu o estado de Pernambuco - foi possibilitar a atracação de grandes cruzeiros marítimos na ilha, fomentando o turismo.

Alô PGR - Vamos investigar mais essas prováveis maracutaias?

Terão os Bolsonaro  investimentos em hotelaria em Noronha, usando terceiros, informalmente, como prepostos? 

Muito provável, convenhamos.

Para bolsonaristas que veneram Israel: boicote a eleitores do Lula repete prática nazista contra judeus

Na Alemanha nazi, a perseguição aos estabelecimentos comerciais pertencentes a judeus foi uma política sistemática do regime de Adolf Hitler. Alguma semelhança?



Atua no 247 desde 2018. Mineira, jornalista profissional, pós-graduanda na PUC
Publicado em 28 de outubro de 2026 às 11:07

Comércio Judeu sendo devastado pela SSCrédito: Reprodução
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Após o candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro, sair derrotado por uma extensa margem de votos e imediatamente fugir do país, a parcela da população derrotada decidiu promover um movimento de linchamento contra qualquer eleitor de Lula. Neste movimento, encontram-se lista de estabelecimentos progressistas que devem ser evitados, empresários empenhados em demitir, parlamentares incitando o clima de ódio, médico postando a recusa de atender qualquer paciente petista, empresa declarando que não fará mais doações de caridade, procuradora da cidade de Macaé propondo boicote aos “miseráveis mineiros e nordestinos”, primeira-dama de cidade baiana dizendo que “os malditos petistas maconheiros elegeram Lula”.
A lista do ódio é extensa e perturbadora.

Como se o direito legítimo ao voto não existisse. “Ou você vota no meu candidato ou eu arraso com a sua vida.” A mesma mentalidade do voto de cabresto escancarada através do ódio de classe que despiu qualquer pudor. Qualquer vergonha na fuça. O ódio burro pelo ódio estúpido.

O interessante disso tudo é perceber que muitas dessas baratas voadoras que defendem o extermínio social, pois o seu candidato não venceu, adoram ostentar uma bandeira de Israel, amam Israel, queriam ser parentes de Netanyahu, mas agem como os mesmos algozes dos judeus no passado:

Na Alemanha nazista, entre 1933 e 1945, a perseguição aos estabelecimentos comerciais pertencentes a judeus foi uma política sistemática do regime de Adolf Hitler. O objetivo era destruir a autonomia econômica da população judaica, expulsá-la da atividade comercial e, progressivamente, excluir os judeus da sociedade alemã.

Essa perseguição começou com campanhas de boicote, intimidação e propaganda antissemita e evoluiu para violência física, destruição de lojas, confisco de propriedades e transferência forçada de empresas para proprietários considerados “arianos”.
Como os nazistas perseguiam os comerciantes judeusBoicote às lojas judaicas (1933): em 1º de abril de 1933, os nazistas organizaram um boicote nacional aos negócios de judeus. Integrantes das SA, organização paramilitar nazista, posicionavam-se diante de lojas, consultórios e escritórios para impedir ou intimidar clientes.
Pichações e identificação dos estabelecimentos: vitrines eram marcadas com estrelas de Davi, insultos antissemitas e palavras como Jude (“judeu”, em alemão). Cartazes incentivavam a população a não comprar nesses estabelecimentos.
Intimidação dos consumidores: alemães que continuavam frequentando lojas judaicas podiam ser hostilizados publicamente, fotografados ou denunciados por militantes nazistas.
Propaganda de ódio: jornais, cartazes e campanhas do regime apresentavam comerciantes judeus como inimigos da Alemanha, procurando justificar sua exclusão econômica.

Sim. Eu vejo um futuro repetir o passado. E justamente com os grandes protetores da estrela de Davi.

O conselho que fica. A sociedade já deixou bem claro, em duas eleições, que o projeto do clã Bolsonaro no poder é falido, não é aceito. Podem tentar Carluxo na próxima, ou Jair Renan. Ou Laurinha. Ou o primo do irmão do sobrinho do Bolsonaro. O resultado será o mesmo. A vitória de Lula neste pleito foi um plebiscito contra a família do Vivendas da Barra Pesada. Reorganizem a direita, fujam desse extremismo tosco com ares fubangos, repensem seus candidatos e pensem bem antes de convocar gente tão afundada em esquemas antes de alçá-los a candidatos. É um caminho muito mais eficiente do que fazer listinha de desafetos petistas e postar nas redes.

VALDEMAR DA COSTA NETO (presidente do partido dos Bolsonaro) desmistifica a fraude eleitoral alegada por Flávio


O tiro no pé


Caciques do PL e aliados do ex-presidente se reúnem para lamentar a sequência de trapalhadas e autodenúncias que selaram a derrota política do grupo




Ediel Ribeiro

Jornalista, cartunista e escritor
242 artigos publicados
Publicado em 27 de outubro de 2026 às 06:30


Flávio Bolsonaro e Valdemar da Costa NetoCrédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Rio – Às vezes, duvido que existam figuras mais toscas que os seguidores de Jair Bolsonaro.

E não é só porque eles bebem detergente, rezam para pneus e acreditam que ETs vão invadir a Terra para salvá-los do comunismo.

Ao longo dos últimos anos, o cenário político brasileiro registrou diversos episódios em que apoiadores e figuras ligadas ao ex-presidente geraram repercussão e memes na internet ao cometerem gafes ou produzirem, por conta própria, as provas que acabaram servindo para identificá-los e denunciá-los à Justiça.

Nesta eleição, não foi diferente.

Logo que foram apurados os votos e confirmada a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, Valdemar da Costa Neto, bastante irritado, reuniu caciques do PL e aliados próximos do senador Flávio Bolsonaro, em Brasília.

O líder do Partido Liberal começou soltando os cachorros:

– Meu Deus! Quanta gente estúpida!!! Perdemos a eleição por causa daquele idiota de Minas!

– Quem? O Zema? – perguntou um assessor.



– Não, o outro. Aquele da peruca.

– Ah! O Nikolas.

– O cara é tão idiota que, para fazer um filme simulando uma família de nordestinos passando fome, trouxe um homem dono de um carro de luxo. Será que é tão difícil encontrar um nordestino pobre que não tenha uma Hilux? Pior: o ‘making of’ mostrou um diretor de cena mandando esconder a antena parabólica da casa do “pobre”.

– E os generais, que imprimiram a minuta do golpe na impressora do Palácio do Planalto e ainda postaram a cópia no grupo de WhatsApp – completou outro assessor.



– Sem falar nos “kids pretos”, que pesquisaram no Google as armas para matar o Presidente da República – completou um parlamentar.

– E o general da reserva Lourena Cid (pai do ajudante de ordens Mauro Cid), que, ao tentar fotografar joias e um relógio valioso para posterior avaliação e comercialização nos Estados Unidos, registrou o reflexo do seu próprio rosto no vidro da caixa do objeto – disse um assessor, rindo.

– Nem me fale. O golpe de 8 de Janeiro foi uma sucessão de mancadas e cagadas, literalmente. Invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal gravando vídeos em tempo real, sorrindo e mostrando os próprios rostos, enquanto vandalizavam o patrimônio público, e postaram no Instagram, TikTok, Facebook e YouTube – disse Valdemar.

– E a deputada federal Carla Zambelli, que, às vésperas da eleição de 2022, correu pelas ruas de São Paulo atrás de um homem negro com uma arma na mão – lembrou outro político da extrema-direita. Outros episódios recorrentes envolveram grupos cantando o hino nacional para pneus, comemorando uma suposta “intervenção militar” decretada por generais fictícios ou celebrando relatórios falsos das Forças Armadas sobre fraudes eleitorais inexistentes. Mas o meme mais famoso é, certamente, o “Patriota do Caminhão”, que, na tentativa de impedir que um caminhão furasse um bloqueio em uma rodovia em Pernambuco, subiu na frente do para-brisa do veículo em movimento. O caminhoneiro não parou, e o homem andou por quilômetros pendurado na frente do veículo. De repente, um assessor invadiu a reunião gritando:

– Gente, gente! O Eduardo Bananinha aconselhou o Flávio a fugir para os Estados Unidos e o Xandão já pediu a apreensão do passaporte do senador.

– Com um irmão idiota desses, quem precisa de inimigos? – gritou Valdemar.

GUAIDÓ (traidor da Venezuela) é o inspirador do "rachadinha"

Advinhem onde ele está vivendo?

-=-=-=-=-=-=

Quem é Juan Guaidó, o ex-presidente autoproclamado da Venezuela que fracassou e inspirou Flávio


Governo do exílio de Guaído serviu para enriquecê-lo; além de conspirar militarmente, Guaidó dificultou o acesso a recursos para o combate à pandemia e encerrou gestão sem frutos para o povo venezuelano. É o modelo de Flávio Bolsonaro
Por: Yuri FerreiraPublicado: 28/10/2026 - às 17h22Atualizado: 28/10/2026 - às 17h24|Juan Guaidó - Juan Guaidó em discurso de Donald Trump em 2020 (Foto: Casa Branca)


08:44

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Juan Guaidó surgiu como uma das principais apostas dos Estados Unidos para afastar Nicolás Maduro do poder na Venezuela. Em janeiro de 2019, o então presidente da Assembleia Nacional venezuelana se declarou presidente interino do país, contestando a reeleição de Maduro e prometendo conduzir uma transição política.


A iniciativa recebeu apoio de Washington e de dezenas de governos, que passaram a reconhecer Guaidó como chefe de Estado. O Reino Unido também o reconheceu e, em meio à disputa, representantes indicados pelo opositor reivindicaram autoridade sobre as reservas de ouro venezuelanas depositadas no Banco da Inglaterra. O caso inspira Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições de 2026 que acaba de se autoproclamar presidente do Brasil.


A trajetória de Guaidó ficou marcada também pela Operação Gideon, uma incursão armada com mercenários que tentou capturar Maduro em 2020. O episódio expôs os contatos entre o grupo do opositor e uma empresa de segurança privada americana que tentou dar um golpe no país.

Quem é Juan Guaidó?

Juan Gerardo Guaidó Márquez nasceu em 28 de julho de 1983, na Venezuela. Engenheiro de formação, ingressou na política por meio do Voluntad Popular, partido oposicionista fundado por Leopoldo López.


Eleito deputado em 2015, Guaidó integrou a Assembleia Nacional controlada pela oposição ao chavismo. Em janeiro de 2019, assumiu a presidência do Legislativo e ganhou projeção internacional ao contestar o novo mandato de Nicolás Maduro.

A oposição argumentava que a eleição presidencial de maio de 2018 não havia oferecido condições democráticas adequadas. Guaidó invocou o artigo 233 da Constituição venezuelana para reivindicar a Presidência interina, sob a interpretação de que não havia um presidente legitimamente eleito.

A reivindicação foi reconhecida pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos e por dezenas de outros países, incluindo o Reino Unido. Outros governos, entre eles aliados de Maduro, continuaram reconhecendo o presidente chavista.

A Venezuela passou a ter duas autoridades que reivindicavam legitimidade presidencial, mas apenas uma delas mantinha o controle efetivo do governo em Caracas.
Como Guaidó tentou derrubar Nicolás Maduro

A estratégia de Guaidó se apoiava em três frentes: reconhecimento internacional, mobilização popular e pressão sobre as Forças Armadas venezuelanas.

A expectativa dos Estados Unidos e de seus aliados era que o reconhecimento de Guaidó, combinado com sanções econômicas e manifestações nas ruas, provocasse uma ruptura dentro do governo Maduro. O opositor também tentou convencer militares a abandonar o presidente.

Em abril de 2019, Guaidó e Leopoldo López protagonizaram uma tentativa de mobilização que pretendia estimular uma rebelião militar. A iniciativa não provocou a ruptura esperada, e Maduro continuou no poder.

A oposição também apostou na pressão econômica. Os Estados Unidos impuseram sanções contra setores estratégicos da economia venezuelana, incluindo o petróleo, e adotaram medidas para restringir o acesso do governo Maduro a ativos no exterior.

Apesar da pressão, a estrutura estatal permaneceu sob controle do chavismo. As Forças Armadas não aderiram em número suficiente para derrubar o governo, e Guaidó não conseguiu transformar o apoio diplomático em autoridade efetiva sobre o país.

A promessa de uma transição rápida não se concretizou. Com o passar do tempo, a oposição enfrentou dificuldades para manter a mobilização e preservar a unidade em torno de Guaidó. Em 2023, ele foi formalmente abandonado pela oposição, que se reuniu em torno de Maria Corina Machado.
Operação Gideon: o plano de mercenários para dar um golpe na Venezuela

Em maio de 2020, quando Guaidó ainda era reconhecido como presidente interino por Washington e outros governos, uma incursão armada tentou entrar na Venezuela para capturar Nicolás Maduro. A operação ficou conhecida como Gideon e envolveu ex-militares venezuelanos, integrantes de grupos de exilados e antigos membros das Forças Especiais dos Estados Unidos.

O plano foi articulado em torno de Jordan Goudreau, ex-integrante das Forças Especiais americanas e responsável pela empresa privada de segurança Silvercorp. A proposta previa enviar combatentes da Colômbia para a Venezuela, tomar instalações estratégicas e capturar Maduro e integrantes de seu governo.

Reportagem do Washington Post revelou que representantes da oposição venezuelana ligados a Guaidó haviam se reunido com Goudreau para discutir a possibilidade de uma operação contra o governo chavista. O acordo apresentado pelo ex-militar previa a captura ou remoção de Maduro e a instalação de Guaidó no poder.

O episódio ganhou maior dimensão quando Juan José Rendón, estrategista político de Guaidó e integrante de seu comitê de estratégia, admitiu ter assinado um acordo preliminar com Goudreau e transferido US$ 50 mil para despesas relacionadas ao projeto.

A operação fracassou antes de conseguir alcançar seu principal objetivo. Maduro permaneceu no poder, e a incursão foi usada pelo governo venezuelano para reforçar a acusação de que a oposição e seus aliados estrangeiros pretendiam derrubá-lo pela força.

O governo de Donald Trump negou envolvimento na operação. As circunstâncias do planejamento, o grau de autorização concedido pelos representantes oposicionistas e a relação entre o contrato e a incursão tornaram-se objeto de controvérsia.

Em 3 de maio de 2020, um grupo armado tentou desembarcar na costa venezuelana. As forças de segurança interceptaram os participantes. Houve mortos e dezenas de prisões, incluindo a captura de dois ex-militares americanos, Luke Denman e Airan Berry.

Guaidó negou ter assinado o contrato ou autorizado a incursão.
O ouro e a pandemia

Outro capítulo importante da trajetória de Guaidó foi a disputa pelas reservas de ouro venezuelanas armazenadas no Banco da Inglaterra, em Londres.

O Banco Central da Venezuela mantinha aproximadamente US$ 1,95 bilhão em reservas de ouro na instituição britânica. Em 2020, representantes do banco ligados ao governo Maduro e um conselho indicado por Guaidó passaram a disputar judicialmente quem tinha autoridade para dar instruções sobre os ativos.

Como o Reino Unido reconhecia Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, seus representantes argumentaram que o conselho por ele indicado poderia agir em nome do Banco Central venezuelano. Os tribunais britânicos impediram que o conselho ligado a Maduro obtivesse acesso às reservas, dando início a uma prolongada disputa judicial.

Em dezembro de 2021, a Suprema Corte do Reino Unido examinou questões relacionadas aos efeitos do reconhecimento britânico de Guaidó.

A batalha judicial tornou-se um símbolo da política de reconhecimento internacional promovida por Washington e seus aliados. Guaidó conseguiu impedir que representantes de Maduro obtivessem acesso imediato às reservas, o que impediu o país de responder adequadamente à pandemia de covid-19.
O governo paralelo que acabou sem governar

A contradição central do projeto de Guaidó foi a distância entre a legitimidade que reivindicava e sua capacidade de exercer o poder.

Ele tinha reconhecimento de governos estrangeiros, acesso a interlocutores internacionais e influência sobre determinados ativos venezuelanos mantidos fora do país. Entretanto, não controlava o palácio presidencial, os ministérios, as Forças Armadas ou a administração pública em Caracas.

O governo interino também enfrentou questionamentos sobre a gestão de recursos e a condução da estratégia oposicionista. O desgaste aumentou à medida que a promessa de afastar Maduro não se concretizava.

A oposição venezuelana, que reunia partidos com estratégias diferentes, passou a divergir sobre a continuidade do governo paralelo. Alguns setores defendiam manter a pressão internacional, enquanto outros consideravam necessário abandonar a estrutura interina e buscar novas formas de atuação política.

Em dezembro de 2022, os principais partidos oposicionistas votaram pelo encerramento do governo interino. A decisão representou uma derrota política para Guaidó, que perdeu a posição que reivindicava desde 2019. A estrutura foi formalmente dissolvida em janeiro de 2023. Hoje, Guiadó vive nos EUA e se ausentou da política venezuelana.

FUGITIVO (PORQUE TEM TELHADO DE VIDRO E É CAGÃO)...

 ....agora - sob a proteção dos patrões ianques, aos quais pediu a aplicação de tarifas contra o Brasil, juntamente com o irmão, que é igualmente traidor da pátria - está dizendo que ele foi o presidente eleito, quando membros mais proeminentes do partido dele (o governador de SP, TARCISIO, por exemplo), já admitiram a legitimidade do resultado divulgado pelo TSE. 

Obviamente, está sendo industriado pelo "baio melado" e a súcia sionista que assessora Trump, com o objetivo de angariar alguma simpatia da opinião pública mundial. 

O covarde não teve coragem de permanecer no Brasil, nem mesmo para liderar a oposição no Congresso, por exemplo, mas tinha carradas de motivos para chispar-se do território nacional, envolvido que aparenta estar, até o pescoço, com lavagem de dinheiro, em conluio com o advogado Willer Tomaz, igualmente evadido do nosso país. 

O certo é que foi juntar-se a gente da mesma laia dele, ou seja, Trump e sionistas que estão a infelicitar os EUA. Afinal, ambos gostam de putaria (o que não é crime, senão quando praticada com menores e mulheres coagidas, mas configura, quando menos, uma hipocrisia, porque finjem defender a família e valores cristãos), são adeptos da tortura e do desrespeito à soberania de outros países, dentre outras falhas de caráter. 

Maus perdedores, sempre que vencidos pela vontade popular, articulam golpes, tramam derrubada de governantes legitimamente eleitos, eliminam desafetos e até companheiros de maracutaias, queimando arquivos vivos sem o menor remorso.  


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

QUEM É FLÁVIO BOLSONARO, NA VERDADE?

Embora tenha sido derrotado no pleito, o homem que simboliza os preconceituosos e gosta de chamar o seu rival de "Nine" (o nove dedos) tem os dez dedos, mas moral nenhuma para apontar os outros como corruptos e bandidos.

Quando ele for - a exemplo do pai - condenado pela Justiça, gostarei muito de ver os bolsonaristas repetirem o refrão "bandido bom é bandido morto".

-=-=-=

Quem é Flávio Bolsonaro: acusações de corrupções milionárias e histórico sombrio com milicianos

Banco Master, Dark Horse, Rachadinhas e Plataforma de Apostas até seu histórico sombrio com milicianos no Rio de Janeiro.
19/10/26 • 17:58


Histórico sombrio de Flávio Bolsonaro tem relação com milícias do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução de redes sociais


Resumo da notícia ​


Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Somente no Supremo Tribunal Federal (STF), ele chega ao pleito eleitoral alvo de dois inquéritos com movimentações bilionárias em esquemas criminosos. Nas investigações, o nome Flávio Bolsonaro aparece ao lado do advogado Willer Tomaz, já publicamente seu amigo, em uma rede de empresas e apostas que movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão. No caso Dark Horse, as investigações mostram que Flávio Bolsonaro não recebeu do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, os R$ 62,9 milhões para financiar de forma oficial e privada o filme de seu pai, mas os repasses foram escondidos, sem contratos ou valores declarados. Outros episódios suspeitos, como a compra de uma mansão de R$ 6 milhões quitando o financiamento integral em 3 anos, com supostas parcelas de R$ 20 mil mensais, que quase totalizavam a sua remuneração foram integrados à investigação. O senador ainda carrega um passado sombrio, acusado de desvios de salários na Alerj, no esquema “Rachadinhas”, e fortes vínculos públicos com milicianos, que são grupos armados criminosos do Rio de Janeiro.

Confira, abaixo, um compilado organizado pelo GGN dos inquéritos e suspeitas contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL):
Dark HorseAcusações: Suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Relator no STF: Ministro André Mendonça.
Entenda o caso: A Polícia Federal investiga irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, obra audiovisual que retrata seu pai, Jair Bolsonaro. A investigação foi aberta após vir a público um áudio em que Flávio negociava um repasse milionário com o então banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O financiamento do filme de Flávio Bolsonaro envolve, ainda, outros personagens e transações suspeitos. Paulo Calixto é o administrador e representante legal de um fundo internacional, o Havengate Development Fund LP, com sede no Texas, EUA, que recebeu as transferências de cerca de R$ 60 milhões de Vorcaro para financiar a produção, transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025. Calixto é também advogado que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro. Nas investigações também aparece Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro e amigo de Flávio Bolsonaro, como elo de conexão.
Defesa e desdobramentos: Flávio Bolsonaro nega irregularidade e sustenta que os recursos arrecadados para o filme vieram exclusivamente de patrocínio privado legal. Mas a PF apura se os valores declarados como patrocínio privado ocultavam o uso ilegal de verbas públicas (como emendas parlamentares) ou benefícios indevidos em razão de seu mandato. Além disso, informações entregues pelo liquidante da massa falida do Master, Eduardo Bianchini, comprovam que não há qualquer documento, contrato ou comprovação de financiamento privado pelo banco ao filme e que os valores, portanto, foram entregues pelo ex-banqueiro “debaixo do tapete”. O GGN revelou em reportagem recente que, sob a relatoria de André Mendonça, a investigação contou com irregularidades e pouco avançou.
Mansão Milionária
Investigação: Flávio Bolsonaro levantou suspeitas da Polícia Federal dentro do Caso do Banco Master com a compra de uma casa de luxo avaliada em R$ 6 milhões, localizada em região nobre do Lago Sul, em Brasília.
Entenda o caso: A investigação faz parte do inquérito da Operação Compliance Zero, que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master e o BRB, apontando suspeitas de favorecimento. Na compra, realizada em 2021, Flávio Bolsonaro e sua esposa deram uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiaram os R$ 3,1 milhões restantes pelo banco estatal BRB, à época sob a presidência de Paulo Henrique Costa, posteriormente preso no caso Master. A principal suspeita da compra da mansão é a incompatibilidade de renda de Flávio: a parcela do financiamento era de R$ 18 a 20 mil mensais, que equivalia a quase 80% do salário líquido de senador na época, que era de aproximadamente R$ 24,9 mil. O senador justificava o complemento orçamentário por meio de ganhos de seu escritório privado de advocacia e uso de recursos da venda de um imóvel.
Quitação Relâmpago: Além disso, apesar de ter contraído uma dívida estruturada para durar 30 anos, Flávio Bolsonaro quitou integralmente os R$ 3,1 milhões do empréstimo em apenas três anos, o que acelerou o interesse da PF em rastrear a origem exata do dinheiro utilizado para encerrar o saldo devedor. Até hoje, Flávio não explica completamente como pagou a mansão milionária, apenas que foi “dentro da legalidade”.
Willer Tomaz
Acusações: Suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Relator no STF: Ministro Alexandre de Moraes.
Entenda o caso: A investigação nasceu de uma apuração da PF no Rio Grande do Sul sobre crimes financeiros de plataformas de apostas e sistemas digitais de pagamento. O foco é o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, e as movimentações realizadas por suas empresas e contas bancárias, no montante de R$ 1,4 bilhão. Ao investigar os dados na nuvem de Tomaz, os investigadores encontraram e-mails, documentos pessoais e registros financeiros de que Flávio Bolsonaro figurava como “usuário master”, o que concede a ele acesso operacional, de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa do advogado e sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A empresa é uma das envolvidas no crime financeiro. Ainda, em polêmica recente, uma funcionária de Willer Tomaz encaminhou um pedido ao banco Santander, em 2025, para desvincular Flávio da conta empresarial, buscando retirar as suspeitas contra o senador. Segundo a investigação, e-mails e registros apreendidos pela PF mostram também viagens conjuntas de Flávio e Willer ao exterior, incluindo deslocamentos entre Portugal e França, em 2025, custeadas pelas empresas do advogado. A PF também examina a disponibilização de imóveis e estruturas por Willer Tomaz para atividades da campanha de Flávio em São Paulo.
Defesa: A assessoria do senador declarou que as acusações são infundadas e que sua relação com o advogado restringe-se à esfera da amizade pessoal, alegando também que o vazamento do inquérito tem motivação político-eleitoral. O advogado também nega que tenha movimentado R$ 1,4 bilhão com a Blaze ou realizado saques em plataformas de apostas no exterior.
Escândalo das RachadinhasAcusações: Lavagem de dinheiro, peculato (desvio de dinheiro público) e organização criminosa. O caso foi arquivado.
Entenda o caso: O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) acusou Flávio Bolsonaro de liderar um esquema de recolhimento ilegal de parte dos salários de assessores de seu gabinete na época em que era deputado estadual (ALERJ), utilizando uma franquia de uma loja de chocolates da Kopenhagen e transações imobiliárias para lavar os recursos. A investigação e testemunhas revelaram que o atual candidato à Presidência contratava funcionários de sua confiança, incluindo familiares do miliciano Adriano da Nóbrega, como assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para receber parte dos salários deles. O dinheiro em espécie, vivo, era desviado e colocado na loja de chocolates para dar aparência legal ao dinheiro. Entre 2015 e 2018, os investigadores constataram que a loja recebeu 1.512 depósitos em dinheiro vivo. Auditorias apontaram que a chocolataria registrava lucros extraordinariamente lineares e regulares ao longo de todo o ano. Em 2020, Fabrício Queiroz, ex-policial militar e amigo de Flávio Bolsonaro foi preso, acusado de operar o esquema. Queiroz movimentou cerca de R$ 1,2 milhão em operações consideradas atípicas pelo Coaf.
Quem é Mariana: Mas as informações do inquérito das “Rachadinhas” revelam que Fabrício não era o centro do esquema, que acontecia já antes de sua presença. A chefe de gabinete de Flávio anterior a Fabrício Queiroz, Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, já arrecadava os valores repassados pelos assessores de Flávio Bolsonaro até março de 2008. Somente entre janeiro de 2007 e março de 2008, ou seja, em menos de um ano, Mariana recebeu 15 transferências bancárias originadas da conta de um ex-assessor do gabinete. O montante somou R$ 39,4 mil, o que equivalia a cerca de 45% dos vencimentos dele. Além disso, a filha de Mariana, Catarina Ramos Mota, que era sócia em uma empresa de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, foi nomeada assessora na Alerj.
Desfecho judicial: A defesa de Flávio Bolsonaro trabalhou para que os tribunais superiores anulassem as principais bases da investigação por erros formais e técnicos, conseguindo arquivar o processo. Os advogados alegaram que a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e dos demais investigados não foi devidamente fundamentada e a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concordou, esvaziando legalmente a acusação. Na prática, a Justiça considerou que as provas não foram obtidas de maneira correta, mas não que eram inverídicas. Flávio Bolsonaro não foi condenado por esse episódio, mas o arquivamento não significou a sua inocência.

Passado sombrio e vínculo com miliciano Adriano da Nóbrega

A acusação mais emblemática dentro do caso das Rachadinhas envolveu o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, uma das milícias mais violentas do Rio de Janeiro.

Emprego de familiares: Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a mãe de Adriano (Raimunda Magalhães) e a então esposa do miliciano (Danielle Mendonça da Costa). Segundo a denúncia do MP-RJ (posteriormente arquivada), as duas familiares de Adriano participavam do esquema de “rachadinha” e teriam repassado cerca de R$ 400 mil para as contas administradas pelo operador Fabrício Queiroz.

Financiamento de prédios da milícia: Relatórios de inteligência financeira indicaram que parte dos valores recolhidos na “Rachadinha” do gabinete de Flávio teria sido usada para financiar e lucrar com construções ilegais de edifícios controlados pela milícia nas regiões de Rio das Pedras e Muzema.
Homenagens oficiais: Além disso, enquanto exercia mandato na Alerj, Flávio concedeu a Medalha Tiradentes, a maior honraria da casa, a Adriano da Nóbrega quando este se encontrava preso sob acusação de ser um dos maiores matadores do Rio de Janeiro.

“Nosso senador”: Emendas parlamentas a milicianos

A Polícia Federal investiga o repasse de verbas públicas por meio de emendas parlamentares pelo senador Flávio Bolsonaro a figuras ligadas a milícias:O caso “Peixe”: Já como senador, a PF apura a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil enviada pelo gabinete de Flávio Bolsonaro a pedido de Robson Calisto, conhecido como “Peixe”. Peixe foi condenado por integrar a milícia armada dos irmãos Brazão e no envolvimento logístico no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A investigação analisa se houve desvio na aplicação desse recurso público. Flávio Bolsonaro repassou o dinheiro supostamente para a organização de futebol infantil em uma região de influência política dos Brazão, mas a PF e o TCU identificaram que o dinheiro público teria sido integralmente desviado para um escritório de advocacia. Em mensagens apreendidas, os milicianos chamavam Flávio Bolsonaro de “nosso senador”. A defesa afirma que as emendas seguiram a legislação e que a fiscalização dos recursos cabe aos órgãos executores e aos ministérios competentes.

Outras entidades: Relatórios investigativos apontaram que outras emendas apresentadas pelo senador abasteceram contratos com institutos indicados por lideranças regionais suspeitas de serem de domínio de milícias e ONGs consideradas “inexistentes” pela Receita Federal.
Os criminosos no entorno de Flávio

O histórico público do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), reúne conexões com diversas pessoas investigadas ou condenadas por corrupção, lavagem de dinheiro e milicianos. Abaixo, listamos especificamente estes nomes e a relação de Flávio Bolsonaro com cada um:
Núcleo das Milícias e do Caso Marielle FrancoAdriano da Nóbrega: Ex-capitão do BOPE e chefe do Escritório do Crime (grupo de extermínio da milícia fluminense), morto na Bahia em 2020. Flávio Bolsonaro empregou a mãe (Raimunda Magalhães) e a ex-esposa de Adriano (Danielle Mendonça) em seu gabinete na Alerj. Investigações apontaram que as duas repassavam salários para o operador do gabinete e que a verba retroalimentava a construção de prédios ilegais da milícia em Rio das Pedras. Flávio também condecorou Adriano duas vezes na Alerj. A defesa alega que as nomeações foram de responsabilidade de Fabrício Queiroz e que Adriano era um policial sem máculas na época.
Robson Calisto Fonseca (“Peixe”): Ex-policial militar condenado por integrar a milícia armada liderada pelos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão (mandantes do assassinato de Marielle Franco). Investigações da PF de 2026 revelaram que, a pedido de “Peixe”, Flávio Bolsonaro assinou uma emenda parlamentar de R$ 200 mil direcionada a uma ONG de futebol infantil na Zona Sudoeste do Rio, reduto dos Brazão. A PF e o TCU detectaram que os fundos públicos foram integralmente desviados para um escritório de advocacia. Nas mensagens de áudio interceptadas, os criminosos referiam-se a Flávio como “nosso senador”. Flávio alega que o envio de emendas segue critérios técnicos e que ele não possui gerência sobre desvios posteriores.
Irmãos Brazão (Chiquinho e Domingos): Políticos condenados como mandantes do atentado contra Marielle Franco. Embora não haja acusação de autoria intelectual contra o senador, o grupo político de Flávio Bolsonaro mantinha amplas alianças territoriais com os Brazão na Zona Oeste do Rio.
Discursos de blindagem às milícias: No início dos anos 2000, Flávio Bolsonaro utilizou a tribuna da Alerj em diversas ocasiões para defender a atuação das chamadas “milícias autodefesas”, classificando-as como movimentos espontâneos de policiais para garantir a segurança de comunidades contra o tráfico, dissociando-as de grupos criminosos.
Voto contra a CPI das Milícias: Flávio Bolsonaro foi um dos parlamentares que se posicionou de forma contrária à instalação da histórica CPI das Milícias na Alerj em 2008, coordenada pelo então deputado Marcelo Freixo, que acabou por indiciar mais de 200 políticos, policiais e criminosos envolvidos com o controle de taxas ilegais de gás, TV a cabo e transporte.
PMs seguranças: os policiais militares gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, que atuaram na segurança de Flávio Bolsonaro em agendas públicas durante a campanha eleitoral ao Senado de 2018, foram presos na Operação Quarto Elemento, do MP-RJ, por organização criminosa de PMs. Eles eram irmãos de uma assessora próxima de Flávio, que também atuava como tesoureira de seu partido à época.
Legislação sobre munições: Já no Senado, o parlamentar manteve pautas de segurança que geram forte controvérsia e oposição. Flávio é autor e defensor de um projeto de lei que extingue a obrigatoriedade da marcação e rastreamento de lotes de cápsulas de munição adquiridas por órgãos de segurança pública. Partidos como o PT acusam o senador de “legislar a favor do crime organizado” com a proposta, uma vez que o fim do rastreamento inviabiliza que a perícia identifique se munições desviadas de arsenais oficiais foram usadas por milícias em homicídios. Flávio Bolsonaro defende-se afirmando que as regras atuais engessam o trabalho policial e que a alteração é apenas um “detalhe técnico” desvirtuado pela oposição.
Escândalo Master e Dark HorseDaniel Vorcaro: Ex-controlador do extinto Banco Master, Vorcaro foi preso sob acusação de fraudar bilhões no sistema financeiro. Mensagens reveladas pela imprensa apontam que Flávio Bolsonaro (que chamava o banqueiro de “irmão” em áudios) negociou com ele um repasse de R$ 134 milhões (US$ 24 milhões à época) para custear o longa-metragem. Metade do valor foi transferida por fundos no Texas. Flávio sustenta que se tratou de um acordo puramente privado de patrocínio e que a verba é lícita.
Willer Tomaz: Advogado e amigo pessoal do senador, tornou-se alvo de outro inquérito no STF em outubro de 2026, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Ao cruzar dados de Tomaz com um esquema de apostas e plataformas de pagamento, a PF indicou Flávio Bolsonaro como “usuário master” de contas bancárias da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado, além de apontar que as firmas de Tomaz pagaram passagens aéreas e cederam imóveis de campanha ao senador.
Fabiano Zettel: Cunhado e apontado pela PF como principal operador financeiro de Daniel Vorcaro no mercado. O apartamento cedido por Willer Tomaz para a campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo pertencia originalmente a Zettel antes de ser transferido ao advogado. Diversas conexões apontam amizade entre Zettel e Flávio Bolsonaro.
Paulo Calixto: Advogado que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro, Calixto aparece nos registros como administrador e representante legal do fundo internacional Havengate Development Fund (com sede no Texas), que recebeu o dinheiro de Vorcaro, solicitado por Flávio, para o filme Dark Horse.

CADÊ O VALDEMAR?

Ele, que é presidente do PL e já foi apontado como parceiro do Bozo no desfrute da Micheque, eleita esta última senadora, pouco se importa com o destino de Flávio, o qual, aliás, não se dá muito bem com a mulher do pai?

Alguém viu o Valdemar questionando o resultado das urnas? 

Nem o ministro da casa civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira (cuja re-candidatura resultou inexitosa) e ainda o Ônix Lorenzoni, mas sobretudo o ex-vice do Bozo, o general Mourão, parecem querer agora evitar o contágio dos milicianos da Barra da Tijuca.  

Espero, sinceramente, que chegue a vez do baba-ovos que reelegeu-se governador de SC tomar o coice (duplo) que lhe cabe também.

E o Seifer?   Sei lá onde anda o bestunto!  Estará cuidando de liberar mais algum caminhão apreendido com uma carga ilícita de erva? 

Como disse o Malacheia, "deus esolhe as coias ruins" para se juntarem, mas parece que nem deus consegue evitar que a traição campeie entre eles.