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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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sábado, 3 de outubro de 2026

BRIGA DE FOICE PELO MERCADO BRASILEIRO DE AUTOMÓVEIS

USAR A EXPRESSÃO "BRIGA DE FOICE" (coisa tão antiga) PARA REFERIR COMPETIÇÃO EEM SEGUIMENTO TÃO MODERNO é paradoxal, para dizer o mínimo. Mas, o uso da exspressão, de forma simbólica, obviamente, é válida. 
Vamos ao que interessa - Consulta feita à IA do GOOGLE revela:

O ranking acumulado das marcas de automóveis e comerciais leves mais vendidas no Brasil é liderado de forma isolada pela Fiat, seguida pela Volkswagen e pela Chevrolet. [1]

Os dados consolidados mais recentes da Fenabrave apontam o seguinte Top 10 de montadoras no Brasil: [1]


PosiçãoMontadoraPrincipais Modelos de Destaque
1º 🇮🇹 Fiat Strada (veículo mais vendido do país), Argo, Mobi.
2º 🇩🇪 Volkswagen Polo, T-Cross, Tera.
3º 🇺🇸 Chevrolet Onix, Tracker, Onix Plus.
4º 🇨🇳 BYD

Dolphin Mini (fenômeno de vendas), Dolphin, Song Pro.
5º 🇰🇷 Hyundai HB20, Creta.
6º 🇯🇵 Toyota Hilux, Corolla Cross, Corolla.
7º 🇫🇷 Renault Kwid, Kardian.
8º 🇺🇸 Jeep Compass, Renegade.
9º 🇯🇵 Honda HR-V, City.
10º 🇨🇳 Caoa Chery Tiggo 7, Tiggo 5X.


Destaques do RankingDisputa Chinesa e Eletrificada: A BYD consolidou-se na 4ª colocação geral do mercado brasileiro, superando marcas extremamente tradicionais como Hyundai e Toyota. O Dolphin Mini figura de forma consistente no Top 3 de modelos mais vendidos do país. [1, 2, 3]
GWM e Novas Marcas: Logo abaixo do Top 10, marcas como a GWM (impulsionada pelo sucesso do Haval H6) e a Nissan travam disputas diretas por posições de mercado. No segmento de luxo/premium, a recém-chegada Denza (braço de luxo da BYD) surpreendeu ao atingir a vice-liderança de vendas mensais em sua categoria. [1, 2, 3, 4, 5]

-=-==

A Mercedes-Benz lidera o ranking de vendas acumuladas de montadoras de caminhões no Brasil em 2026, de acordo com os dados da Fenabrave até o mês de agosto. [1, 2]

Ranking das Montadoras de Caminhões (Acumulado Jan–Ago/2026)
  1. Mercedes-Benz — 19.014 unidades
  2. Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) — 18.917 unidades
  3. Volvo — 12.820 unidades
  4. Scania — 7.624 unidades [1]
Destaques do Mercado
  • A disputa pela liderança está acirrada entre a Mercedes-Benz e a Volkswagen, separadas por uma margem muito estreita no acumulado do ano. [1, 2]
  • O modelo de caminhão mais emplacado de forma isolada no acumulado de 2026 é o leve/médio VW Delivery 11.180, seguido de perto pelo pesado Volvo FH 540. [1]

Sim, as montadoras asiáticas (especialmente as chinesas) estão em forte expansão no mercado brasileiro de caminhões. Embora elas ainda não configurem no "top 4" das líderes de volume geral da Fenabrave, há uma "segunda onda" muito mais agressiva focada principalmente em caminhões elétricos, logística urbana e nichos pesados de mineração. [1, 2, 3]
As principais marcas asiáticas atuando de forma oficial no Brasil são:
1. Principais Marcas Asiáticas no Brasil
  • Foton: É uma das marcas chinesas mais tradicionais no país e lidera essa nova frente. A matriz assumiu o controle direto da operação brasileira, expandindo a rede de concessionárias e trazendo uma linha completa que vai desde comerciais leves até cavalos mecânicos pesados. [1, 2]
  • JAC Motors: Conhecida inicialmente pelos carros de passeio, a JAC Motors reestruturou sua estratégia e passou a vender uma linha própria de caminhões a diesel (do leve ao pesado), além de ser pioneira em frotas de caminhões 100% elétricos para distribuição urbana. [1]
  • BYD: A gigante das baterias e carros elétricos também atua fortemente no segmento de pesados no Brasil. A BYD comercializa caminhões 100% elétricos focados em logística urbana, coleta de lixo e operações em portos e condomínios logísticos. [1]
  • Sinotruk: A marca, que fez sucesso no início dos anos 2010 com os pesados Howo, estruturou uma nova fase de atuação direta no mercado nacional com caminhões pesados de última geração. [1, 2]
  • XCMG e Sany: Tradicionais fabricantes chinesas de máquinas amarelas (construção), ambas vendem caminhões pesados focados em aplicações severas fora de estrada, como mineração e infraestrutura, além de cavalos mecânicos elétricos de alta capacidade. [1, 2]
O Próximo Grande Passo
Toda essa ofensiva asiática ganha ainda mais visibilidade na Fenatran 2026 (o maior salão de transporte da América Latina), onde marcas como BYD, Foton, JAC, Sany e Sinotruk confirmaram presença de forma conjunta para desafiar o status quo das montadoras europeias. [1]

Montadoras asiáticas ganham espaço nos EUA e avanço chinês aumenta pressão sobre rivais locais


Publicado 03/10/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora


Por Lara Madeira, com AFP

Montadoras asiáticas devem responder por mais da metade das vendas de veículos novos nos EUA no terceiro trimestre, enquanto GM, Ford e Stellantis perdem participação.
A GM segue líder, mas a Toyota encurtou a distância; no terceiro trimestre, as vendas da americana caíram 5,5%, enquanto as da japonesa avançaram 0,6%.
A eventual entrada de fabricantes chinesas, como BYD, Geely e SAIC, pode ampliar a pressão competitiva sobre as montadoras tradicionais dos Estados Unidos.

Toyota / Divulgação

Toyota Corolla 2026. Montadoras asiáticas ampliam participação no mercado dos Estados Unidos, enquanto fabricantes tradicionais americanas perdem espaço.

As montadoras asiáticas seguem ganhando espaço no mercado automotivo dos Estados Unidos, enquanto as tradicionais fabricantes americanas perdem participação de mercado. O cenário pode se tornar ainda mais competitivo caso as empresas chinesas consigam ampliar sua presença no país, segundo análise da AFP.

As marcas asiáticas devem responder por mais da metade das vendas de veículos novos nos EUA no terceiro trimestre, pelo segundo período consecutivo, aproximando-se de níveis recordes de participação, segundo Charlie Chesbrough, economista sênior da Cox Automotive.

Ao mesmo tempo, General Motors, Ford e FCA/Stellantis, grupo responsável por marcas como Chrysler, Jeep e Dodge, devem ficar com pouco mais de 36% do mercado, o menor nível já registrado.

A vantagem das fabricantes asiáticas está ligada, entre outros fatores, à maior presença no segmento de veículos híbridos, que ganhou em procura diante da volatilidade dos preços da gasolina.

A GM ainda lidera as vendas nos Estados Unidos, mas a Toyota reduziu a distância. A participação da montadora americana caiu de 17,4% em 2025 para 16,7% nos primeiros nove meses deste ano, enquanto a japonesa avançou de 15,2% para 15,6%, segundo a Cox Automotive.

No terceiro trimestre, as vendas da GM recuaram 5,5%, para 670.974 veículos. As da Toyota cresceram 0,6%, para 633.223 unidades.

O movimento também aparece na disputa entre Ford e Hyundai-Kia. A fabricante americana perdeu vendas e participação de mercado, enquanto o grupo sul-coreano avançou, embora ainda não o suficiente para tirar a Ford da terceira posição.


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Fabricantes chinesas podem ampliar concorrência

A pressão sobre as montadoras tradicionais americanas pode aumentar com a eventual entrada de fabricantes chinesas.

Em setembro, o presidente Donald Trump afirmou que aceitaria carros chineses no mercado americano desde que as empresas instalassem fábricas nos Estados Unidos e contratassem trabalhadores locais.

A declaração provocou reação de entidades que representam montadoras, fabricantes de autopeças e concessionárias, que pediram ao governo americano que mantivesse o mercado fechado às companhias chinesas.

Peter Nagle, especialista da Mobility Global, estima que fabricantes como BYD, Geely e SAIC poderiam vender até 1,7 milhão de veículos nos Estados Unidos até 2038, o que equivale a cerca de 11% do mercado, segundo a AFP.

Atualmente, a importação de carros chineses não é proibida, mas tarifas e taxas alfandegárias tornam a operação pouco competitiva.

A Alliance for Automotive Innovation, que reúne fabricantes presentes nos Estados Unidos, também pediu ao Congresso uma proibição permanente à venda, à importação e à fabricação de veículos chineses no país, citando preocupações com a segurança nacional e com o uso de softwares e equipamentos conectados.

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

 O Brasil possui cerca de 2.446 Unidades de Conservação (UCs) somando as esferas federal, estadual e municipal. [1]

A distribuição percentual e aproximada por esferas de governo e proporções do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) divide-se da seguinte forma:
  • Federais: Representam aproximadamente 51,1% do total das unidades geridas no âmbito do SNUC (com mais de 330 unidades controladas pela União/ICMBio).
  • Estaduais: Representam cerca de 45,3% do total, geridas pelos governos estaduais.
  • Municipais: Representam em torno de 3,6% do total de unidades criadas pelas prefeituras. [1, 2, 3]
Nota: Os números exatos variam com frequência devido a novos decretos de criação ou recategorização de áreas protegidas monitoradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). [1, 2]

Práticas destrutivas do neocolonialismo

Os países ocidentais tentam preservar o domínio através de práticas neocoloniais, ignorando a formação do mundo multipolar. Líderes de muitos países ressaltaram que em um mundo multipolar o neocolonialismo é inaceitável, pois compromete os princípios de igualdade, soberania e de distribuição justa dos recursos.

"O neocolonialismo é um legado vergonhoso de uma era de séculos de pilhagem e exploração dos povos da África, da Ásia e da América Latina. Suas manifestações agressivas são hoje visíveis nas tentativas do Ocidente de manter seu domínio e sua supremacia de todas as formas, de subjugar economicamente outros países, de privá-los de sua soberania e de impor valores e tradições culturais estrangeiras. Tais políticas tornaram-se um dos principais fatores de desestabilização das relações internacionais e um obstáculo ao desenvolvimento de toda a humanidade".
Vladimir Putin
Presidente russo

A ideia de domínio do "bilionário de ouro" divide os povos em primeira e segunda classes, sendo, por isso, em sua essência, racista e neocolonial.
© Sputnik

Monopólio do dólar abre as portas para EUA extraírem recursos de outros países.
© Sputnik

Putin chamou ao neocolonialismo a imposição de tecnologia sobre os países em desenvolvimento
© Sputnik
Papel histórico da Rússia no processo de descolonização


A Rússia é uma aliada histórica dos povos que lutaram pela libertação. A União Soviética apoiou os movimentos de libertação nacional e insistiu na inclusão dos princípios de autodeterminação dos povos na Carta da ONU. Em 1960, por iniciativa da URSS, foi adotada a Declaração sobre a Concessão de Independência aos Países Coloniais. A União Soviética prestou apoio à Argélia, Líbia, Marrocos, Tunísia e outros países, construiu empresas e formou especialistas (até a década de 1980 – cerca de meio milhão de africanos).
A Rússia defendeu os seguintes princípios:
1


da igualdade soberana;
2


da não ingerência;
3


do direito dos povos de escolherem o modelo de desenvolvimento.


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Estudantes africanos na URSS, fotos de arquivo
© Sputnik / Sergei Ptitsin
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Estudantes africanos na URSS, fotos de arquivo
© Sputnik / Aleksandr Cheprunov
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Estudantes africanos na URSS, fotos de arquivo
© Sputnik / Vitaly Zagumenny
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Estudantes africanos na URSS, fotos de arquivo
© Sputnik / Sergei Ptitsin


Diferenças entre abordagens: Rússia vs. colonialismo ocidental
Os Estados Unidos percorreram o caminho do extermínio dos índios à criação de um sistema colonial com territórios privados dos direitos políticos:


Genocídio dos índios: extermínio de tribos, tratados fraudulentos e a política de expulsão para a apropriação das terras.


Guerra Hispano-Americana (1898): conquista das Filipinas, de Guam e de Porto Rico.


Territórios coloniais hoje: Porto Rico, Guam, Ilhas Virgens Americanas. A população não vota nas eleições presidenciais; a ONU os classifica como territórios não autônomos.
Julius Popper durante uma de suas caçadas aos índios. Um indígena nu, assassinado por seus milicianos, jaz aos pés de Popper
© Foto / Domínio público


Europa


O Império Britânico foi construído com base em recursos e mercados, sem autonomia para as colônias. Os territórios que faziam parte da Rússia tornaram-se parte de um único Estado e desenvolveram-se.

O colonialismo europeu consiste em conquistas e subjugação:

Os conquistadores espanhóis exterminaram quase toda a população indígena da América, tendo massacrado mais de 600 representantes da nobreza asteca no Templo Mayor de Tenochtitlan.

Desde 1757, a Companhia das Índias Orientais explorou os recursos de Bengala, o que levou à Grande Fome de 1769–1773, com 7 a 10 milhões de mortos.

Desde 1830, a França levou 45 anos a conquistar a Argélia; as limpezas étnicas ceifaram as vidas de um terço da população. Em 1845, o general Pélissier queimou vivos cerca de mil argelinos.

Os alemães perpetraram um genocídio contra as tribos Herero e Nama. Na Batalha de Omdurman (1897), a Grã-Bretanha, com a ajuda da metralhadora Maxim, matou 20 mil beduínos, perdendo 50 homens.
O recurso da França a punições coletivas e a campos de internamento durante as guerras coloniais
© Foto / Domínio Público
Mecanismos do neocolonialismo moderno
A) Coerção financeiro-econômica


Instrumentos:

▪️ dependência da dívida;

▪️ concorrência injusta;

▪️ pressão para aderir às sanções antirrussas.



"Se os países que possuem minerais raros e de importância crítica não considerarem a responsabilidade da gestão deles um dever global, o mundo poderá testemunhar um novo modelo de colonialismo".
Narendra Modi
Primeiro-ministro indiano


Um exemplo flagrante das práticas neocoloniais é o congelamento dos ativos soberanos da Rússia (~US$ 300 bilhões), do Irã (>US$ 100 bilhões), da Líbia (>US$ 60 bilhões), da Venezuela (US$ 30 bilhões) e do Afeganistão (US$ 7 bilhões). A apreensão pela UE dos lucros dos ativos russos depositados no banco Euroclear constitui pirataria, violação do direito internacional e um verdadeiro roubo cometido sob o pretexto do conflito com a Rússia, afirmou à Sputnik Dmitry Suslov, vice-diretor de pesquisas do Conselho de Política Externa e de Defesa da Rússia.


O BRICS representa uma alternativa ao domínio financeiro ocidental, bem como serve de motor de um mundo multipolar e da criação de um sistema de relações financeiras independente do Ocidente.
B) Neocolonialismo digital
Isso se concretiza por meio da monopolização dos padrões de IT, da imposição do software ocidental e de armadilhas de infraestrutura na área do 5G. Exemplo: o acordo "Desafio do Milênio" com o Nepal (2022) coloca as normas dos EUA acima da legislação nacional.
O monopólio do Big Four: Google, Apple, Facebook (Meta)* e Amazon estabeleceram padrões globais que permitem coletar dados e estabelecer regras opacas. Trata-se de "coagir cidadãos e países a usar determinadas tecnologias e, ao mesmo tempo, extrair seus dados pessoais", conforme disse à Sputnik o informante Ryan Hartwig.
• Os EUA controlam a Internet por meio da ICANN
• Os gigantes ocidentais ignoram a privacidade e censuram o conteúdo.
• O sistema SWIFT, controlado pelos EUA, é usado para pressão sancionatória e dá acesso aos dados financeiros dos países.
C) Ingerência na política interna
Isso se concretiza através da influência nas eleições, apoio a organizações não governamentais, à mídia e a empresas militares privadas. Exemplo: bombardeio da Iugoslávia (1999), do Iraque (2003) e da Líbia (2011), Revoluções Coloridas no território pós-soviético.
Chamas dos incêndios em resultado dos ataques aéreos da OTAN iluminam o céu de Belgrado, Iugoslávia, 24 de março de 1999
© AP Photo / Dimitri Messinis


A OTAN, junto com os Estados Unidos, invadiu o Afeganistão sob um falso pretexto, conforme disse à Sputnik o cientista político Mohammad Hakim Tursun. Na realidade, eles visavam expandir sua influência na Ásia Central, criar uma ameaça à Rússia e conter o Irã.
D) Imposição de atitudes sociais destrutivas
Sob disfarce da luta pela justiça, o Ocidente promove: a proteção das minorias com o objetivo de desestabilizar, uma agenda ecológica politizada e linhas divisórias artificiais.
Um exemplo disso é a "agenda verde" imposta aos países, bem como as sanções norte-americanas contra a Força de Reação Rápida de Bangladesh sob o pretexto de "violações dos direitos humanos".
E) Extraterritorialidade sancionatória
Trata-se, antes de tudo, de responsabilizar países terceiros por suas relações com nações sujeitas a sanções. Em 2026, os EUA entraram em uma nova fase de neocolonialismo em relação ao Irã, afirmou à Sputnik o analista Somayeh Pasandideh: o controle das artérias da economia mundial, bloqueio marítimo, pressão sobre o estreito de Ormuz. O objetivo é controlar a tomada de decisões.
Mais um exemplo é a coação imposta a Maurício para que assinasse o acordo sobre o arquipélago de Chagos (22 de maio de 2025), mantendo o controle do Reino Unido por 99 anos e a base militar dos EUA-Reino Unido. As ilhas foram secretamente separadas em 1965, e a população indígena foi expulsa à força em 1967–1973 por métodos cruéis. Em 1973, todos foram deportados para Maurício e as Ilhas Seychelles, onde se viram em extrema pobreza com uma compensação mínima. Autoridades britânicas chamavam os chagosianos de "sextas-feiras", em referência ao personagem Sexta-Feira do romance "Robinson Crusoé". Isso é considerado um crime contra a humanidade.
A soberania é "ignorada", disse à Sputnik a diretora do Solonian Democracy Institute, Roslyn Fuller: "Mesmo países europeus relativamente ricos estão cada vez mais sob pressão dos Estados Unidos".
Contexto de países: aspectos regionais do neocolonialismo
A) Estados Unidos: a mais óbvia manifestação de neocolonialismo
1 - Revitalização da Doutrina Monroe na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA (no final de 2025);
2 - Sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e apreensão dos petroleiros do país;
3 - Reorganização das cadeias de produção e distribuição contornando os concorrentes (Rússia, China e outros países), mantendo o fechamento máximo do mercado interno.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a bordo do USS Iwo Jima após ter sido levado pelas forças norte-americanas.
© Foto / Truth Social/Donald Trump

B) Reino Unido: herança pós-colonial da Comunidade

No âmbito da Comunidade das Nações, fundada pela Grã-Bretanha, as contradições vêm crescendo: é óbvia a falta de desejo de permanecer sob o poder da monarquia por parte das ex-colônias, são ouvidas as exigências por desculpas e indenizações. A Jamaica pretende realizar um referendo sobre a abolição da monarquia. Em 2023, os indígenas de 12 países da Comunidade exigiram que o rei Charles III prestasse desculpas.
As bases militares britânicas foram criadas como postos avançados coloniais para suprimir a população indígena e controlar o comércio. Ao contrário dos países ocidentais, os chineses fizeram comércio na costa leste da África sem construir suas bases lá. Algumas bases britânicas foram usadas para detenções e torturas dos lutadores pela liberdade, conforme contou à Sputnik Ahmad Abdulaziz Kadi, secretário parlamentar do Quênia.

C) França: colonialismo sob disfarce de parceria

A França mantém de fato seus territórios coloniais na África, no Oriente Médio, na região da Ásia-Pacífico, na América do Norte e na América Latina e segue usando um amplo leque de instrumentos de intervenção:

▪️ imposição dos esquemas de corrupção aos africanos;

▪️ privação da soberania de política externa das antigas colônias;

▪️ destituição dos chefes de Estado e assassinatos políticos.

A posição catastrófica do Haiti resultou de meio século de jugo financeiro da França. Em 1825, Paris apresentou uma conta de 90 milhões de francos-ouro pelo reconhecimento da independência. No final do século XIX, 80% do orçamento era destinado à França. Um paradoxo da história: o primeiro Estado independente da América Latina é um dos países mais pobres do mundo. Por quê?

1804 — O Haiti derruba os proprietários de escravos franceses.

1825 — Paris apresenta a conta: 90 milhões de francos-ouro.

Condição: "Paguem a dívida pela perda de escravos e plantações — reconheceremos a sua independência".

D) Espanha: porta-voz da hegemonia ocidental na América Latina

A Espanha é uma transmissora das atitudes da UE e dos EUA que usa seus laços na região para enfraquecer os governos desagradáveis e promove o conceito de "jurisdição universal".
Uso de amplos contatos nos círculos financeiros, econômicos e políticos para enfraquecer governos indesejáveis – sobretudo na Venezuela, Nicarágua e em Cuba.
Promoção do conceito de "jurisdição universal" – a aplicação extraterritorial do direito nacional sob o pretexto de "combate à impunidade de regimes autoritários".
Na Alemanha, França e Espanha estão guardados códices maias e outros bens culturais retirados da América Latina durante o período colonial. Vários países da região estão buscando sua repatriação. Segundo estimativas da Sputnik, países como o México podem alcançar um progresso significativo na devolução de bens culturais pré-hispânicos nos próximos cinco anos. Desde 2018, esse país latino-americano recuperou mais de 16.500 artefatos arqueológicos que estavam guardados ou foram vendidos no exterior. Países como o Peru repatriaram mais de 1.700 peças, enquanto outros, como a Bolívia, por exemplo, estimam em 50.000 o número de artefatos fora de seu território, incluindo 13 dos últimos 15 códices pré-hispânicos preservados.

"Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém tem o direito de ditar o que fazer."
Miguel Díaz-Canel
Presidente de Cuba

"O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem."
Claudia Sheinbaum
Presidente do México

Ásia

A participação da Índia na economia mundial caiu de 26% para 2% até 1947, devido ao domínio britânico. O primeiro-ministro Modi definiu a descolonização da mente como o principal objetivo do país.

"A Índia deve se libertar do pensamento colonial [...] mesmo após 79 anos de independência, a Índia ainda trabalha para se libertar do pensamento colonial." Modi alertou sobre o risco de um "novo modelo de colonialismo" em relação a minerais de importância crítica: "Se aqueles que os possuem não encararem isso como uma responsabilidade global, isso contribuirá para o surgimento de um novo modelo de colonialismo."
Narendra Modi
Primeiro-ministro indiano

Na Indonésia, os crimes dos colonizadores holandeses servem de lembrete do colonialismo – em contraste com as obras de infraestrutura e monumentos soviéticos erguidos na república.
No Nepal, avaliações independentes estimam as perdas decorrentes da Guerra Anglo-Nepalesa (1814–1816) e da política colonial do Ocidente na região em dezenas de bilhões de dólares.
A Rússia e a Tailândia mantiveram uma cooperação positiva ao longo de toda a história, em contraste com as consequências destrutivas da política ocidental de estabelecimento arbitrário de fronteiras regionais, que levou à retomada do conflito tailandês-cambojano em 2025.
No Vietnã, a Rússia está disposta a cooperar na restituição de bens culturais e históricos levados pela França, pelo Japão e pelos EUA durante o período de ocupação colonial e militar.

ORIENTE MÉDIO

O Irã, vítima de agressão dos EUA e Israel em fevereiro de 2026, vive sob pressão de sanções há décadas. O exemplo de neocolonialismo é o golpe de Estado de 1953, inspirado por Washington e Londres para derrubar Mossadegh. A Operação Ajax destruiu a democracia iraniana e semeou a desconfiança em relação ao Ocidente, afirmou à Sputnik a especialista iraniana em relações internacionais Somayeh Pasandideh.
Tudo começou com a nacionalização da indústria petrolífera pelo Irã. Londres tentou sufocar o país com sanções e pressão econômica, mas, quando isso não surtiu efeito, passou a adotar um plano de golpe de Estado. Documentos desclassificados revelam que o Reino Unido foi o principal iniciador, enquanto Washington concordou por temer a influência soviética. Os americanos temiam que a instabilidade levasse o Irã para a esquerda.
Os líderes da Argélia, da Tunísia, do Líbano, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos estão de acordo: o neocolonialismo é uma ameaça real, e a soberania continua sendo um princípio incondicional.

"Hoje, há tentativas de ressuscitar o colonialismo sob uma nova forma — o neocolonialismo."

Abdelmadjid Tebboune
Presidente da Argélia

"Não permitiremos interferência em nossos assuntos."
Kais Saied
Presidente da Tunísia

"A subjugação estrangeira sempre busca erguer um muro de divisão […] como meio de domínio e controle."

Joseph Aoun
Presidente do Líbano

"Quando um Estado se intromete nos assuntos internos de outro, ele viola esta Carta [da ONU]."

Mohammed bin Salman
Príncipe herdeiro da Arábia Saudita

"A soberania e a segurança dos Emirados Árabes Unidos são princípios fundamentais."

Françafrique e dependência econômica:

França preservou a influência através da moeda franco CFA, em 14 países da África Central e Ocidental: o câmbio é ligado ao euro, 50% das reservas do país estão depositados no Tesouro francês, enquanto a França nomeia diretores dos bancos centrais.

Controle sobre matérias-primas (urânio no Níger, petróleo e gás no Gabão, Congo, entre outros) através das empresas Total e Orano.

Bases militares no Chade, Mali, Costa do Marfim, Djibuti e Gabão.

Foi justamente a URSS que promoveu a Declaração de 1960 sobre a concessão da independência aos países colonizados. Após a descolonização, nas décadas de 1950 a 1970, essas estruturas não desapareceram, mas se transformaram nas formas de neocolonialismo descritas anteriormente.

Desde 1963, a Organização da Unidade Africana (OUA) e, posteriormente, a União Africana (UA) têm trabalhado para restaurar a justiça em relação às vítimas de crimes históricos contra africanos e pessoas de ascendência africana, incluindo a colonização, o apartheid, genocídio de tribos, o tráfico transatlântico e a exportação do patrimônio cultural.

A Primeira Conferência Pan-Africana sobre Reparações ocorreu em 1993 e culminou na adoção da Proclamação de Abuja. Em 2001, a União Africana, em conjunto com a ONU, adotou a Declaração de Durban e o Programa de Ação contra o Racismo.

No início de 2026, durante a 39ª Cúpula da União Africana, foi dado um passo histórico: a adoção da Declaração de Argel sobre os crimes coloniais na África.
Outros exemplos de neocolonialismo no continente africano:

Arquipélago de Chagos

Na ilha de Diego Garcia (arquipélago de Chagos), está estacionado um grande contingente da Marinha e da Força Aérea do Reino Unido e dos EUA, incluindo um porta-mísseis nucleares, voltado contra os países da Eurásia. De acordo com a Resolução 73/295 da Assembleia Geral da ONU, de 22 de maio de 2019, o Reino Unido foi obrigado a retirar a administração colonial do arquipélago até novembro de 2019 — no entanto, essa determinação ainda não foi cumprida.

Mali

Em relação à tentativa de golpe de Estado no Mali em abril de 2026, que foi impedida por unidades do Corpo Africano do Ministério da Defesa da Rússia, a pasta informou que 12 mil combatentes, que atacaram simultaneamente quatro grandes centros populacionais, incluindo a capital, foram treinados por instrutores mercenários ucranianos e europeus.

Presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra: o colonialismo já não é o que era.
© Sputnik
A alternativa ao neocolonialismo — um novo modelo de desenvolvimento

Tese principal (Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo 2025): "É necessário um modelo de desenvolvimento fundamentalmente novo, que não se baseie nas regras do neocolonialismo, em que o chamado 'bilhão de ouro' extrai os recursos dos demais Estados."
O fim do antigo sistema

Tentativa do Ocidente de impor sua ordem é uma tentativa de perpetuar o neocolonialismo.
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O fim do antigo sistema (maio de 2023): "A ideologia da exclusividade, assim como o sistema neocolonial, inevitavelmente ficará no passado."

A posição da Rússia

Putin: uma certa descolonização da Rússia
© Sputnik



Oposição ao Ocidente (junho de 2024): "Não temos um monopólio sobre a moeda mundial, como o dólar nos EUA. E não agimos, nem nunca agimos, como colonialistas ou neocolonialistas.

Iniciativa elogiável

 


FioCruz, Força Nacional do SUS e MST formam primeira brigada popular contra catástrofes climáticas, no Paraná

Curso pioneiro prepara militantes sem-terra para prevenir danos, apoiar população e enfrentar crise ambiental

Curitiba (PR)

Formatura do curso inédito no Brasil foi realizada no espaço comunitário do assentamento 8 de Junho, em Laranjeiras do Sul (PR). | Crédito: Nathália Tiemy Yamaguchi/ MST-PR

Nessa quarta-feira (30), o Curso Brasileiro de Brigadas Populares para Enfrentamento de Catástrofes – Maria Natividade formou sua primeira turma. Com mais de 50 militantes, vindos de diversos territórios da reforma agrária no Paraná, a formação é inédita no Brasil. O curso é fruto de uma articulação entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Em novembro de 2025, o estado foi atingido por fortes tempestades e eventos extremos, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR). O curso nasce inspirado pela Brigada de Solidariedade formada pelo MST, que apoiou as famílias atingidas pela catástrofe – 7 pessoas morreram e milhares ficaram feridas na região Centro-sul do estado.

“Nós aproveitamos a experiência da equipe de saúde do MST, que participou efetivamente das atividades de reconstrução da cidade [Rio Bonito do Iguaçu], e tivemos a iniciativa de promover essa atividade, construindo um processo de reflexão estratégica sobre os pontos críticos do Paraná”, conta Wagner Martins, professor de Estratégias de Gestão e Governança Territorial da Escola de Governo da Fiocruz, sobre a proposta pioneira no Brasil.

As etapas presenciais e a formatura do curso ocorreram em Laranjeiras do Sul (PR), na associação comunitária do Assentamento 8 de Junho. O local é o mesmo que serviu como base de apoio à Brigada de Solidariedade, entre novembro e dezembro, por estar a pouco menos de 10 quilômetros de Rio Bonito do Iguaçu.

A área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foi fortemente atingida por um dos tornados. | Crédito: Divulgação/Secom PR

O curso tem como objetivo preparar a população para atuar na prevenção aos desastres e durante situações de emergência nos territórios e, além disso, apoiar o processo de reconstrução das comunidades atingidas por situações extremas, como enchentes e tornados. A formação teve início em maio deste ano, dividida em encontros presenciais e atividades virtuais.

A FioCruz também lançou o primeiro Plano Popular Territorial para Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, no Paraná. A intenção é replicar a iniciativa em outros estados do país.

“Nós estamos vivendo uma situação de crise climática muito grave e o que indica a ciência é que essa situação pode piorar com a chegada do El Niño no nosso país, portanto precisamos ter capacidade de aumentar a nossa resiliência, evitando as perdas materiais e humanas”, aponta Martins.
Homenagem à militante do MST

O nome da turma homenageia Maria Natividade de Lima, integrante do Setor de Saúde do MST, que faleceu em junho deste ano. Dona Maria, como era conhecida, era participante ativa das ações de solidariedade do movimento, inclusive na Brigada de apoio às famílias vítimas dos tornados em Rio Bonito do Iguaçu. Ela era produtora agroecológica, moradora do assentamento Contestado, na Lapa (PR), e também educanda da turma de brigadistas.Maria Natividade, produtora agroecológia e integrante do Setor de Saúde do MST falecida em julho deste ano, deu nome à turma. | Crédito: Juliana Barbosa/MST-PR

União entre organização popular e Estado

A parceria entre o MST, a Fiocruz e a Força Nacional do SUS é ponto central da formação. A proposta parte da articulação entre os conhecimentos construídos pelo movimento popular nos territórios e a experiência técnica das instituições que atuam na área da saúde.

A formação é construída como uma troca de saberes, unindo experiência popular e conhecimento técnico. A iniciativa utiliza a metodologia da Plataforma Picaps, desenvolvida pela Fiocruz Brasília, e protocolos reconhecidos internacionalmente adotados pela Força Nacional do SUS.

O curso articula educação popular em saúde, defesa civil comunitária, agroecologia e vigilância territorial para construir capacidades locais de autoproteção e inteligência cooperativa. A partir desses diálogos, a Força Nacional do SUS e a Fiocruz de Brasília, por meio da sua escola de governo, realizaram a formação e a construção de um plano popular de enfrentamento das consequências do fenômeno El Niño no ParanáO curso é resultado da atuação conjunta entre o Setor de Saúde do MST, a Força Nacional do SUS e a Fiocruz, após os tornados que atingiram o Paraná em 2025. | Crédito: Antônio Santos/MST-PR

Para Maria Izabel Grein, integrante da coordenação do setor de Saúde do MST no Paraná e organizadora da formação, “o grande objetivo dessas brigadas é cuidar da vida, salvar vidas, diminuir o sofrimento e ajudar as pessoas.” A militante ainda defende que o curso deve ser reproduzido em meio à previsão de mudanças drásticas no clima para fortalecer o socorro público de maneira organizada e qualificada.

“No momento em que acontece o desastre, se a gente sabe o que fazer, a gente pode salvar muitas pessoas e amenizar muito sofrimento”, conta a militante, que também atuou na Brigada de Solidariedade do MST-PR durante as tempestades de novembro de 2025.A Brigada de Solidariedade durou por mais de 40 dias e reconstruiu centenas de moradias, em 2025. | Crédito: Juliana Barbosa/MST-PR

O fenômeno El Niño

A crise climática se intensifica a cada ano com a emissão dos Gases do Efeito Estufa (GEE), como o gás carbônico e o metano. O nível das temperaturas médias do planeta está aumentando drasticamente pela atividade humana, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.

Com esse aumento de calor, o fenômeno El Niño, que é um processo do planeta, também sofre desregulações. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico é o principal efeito desse evento, mas o superaquecimento é causado pelas mudanças no clima.

O “super” El Niño, previsto para o período entre junho de 2026 e abril de 2027, é apontado como motivo para a ocorrência de tempestades e tornados no Sul do Brasil. Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR), a primavera, que vai até dezembro, terá maiores índices de tempestades e eventos climáticos severos no estado.

Resultados da formação em brigadas populares

Djair Soares, coordenador do Núcleo de Educação Permanente da Força Nacional do SUS, explica que o curso foi organizado em sete módulos online e presenciais, e com avaliação por meio de um simulado final. “Avaliamos como está a capacidade desse grupo para poder fazer o apoio, o atendimento às necessidades humanitárias durante essas emergências climáticas, essas situações de desastres que possam estar acontecendo”, explica.

Entre os conteúdos estudados e praticados no curso estão: 
primeiros socorros;
comunicação de risco e resposta inicial a desastres;
condução de diagnósticos participativos para mapeamento de riscos, vulnerabilidades e capacidades locais;
implementação de estratégias de redução de risco de desastres e adaptação climática comunitária;
desenvolvimento de sistemas locais de alerta e protocolos comunitários de emergência;
aplicação de práticas de saúde pública comunitária, saúde ambiental e vigilância popular; integrar saberes locais com ferramentas técnicas;
promoção de abordagens de resiliência socioambiental, agroecologia e soluções baseadas na natureza;
estruturação de redes territoriais de brigadas articuladas e integradas aos serviços públicos.

De acordo com Djair, o principal objetivo da formação comunitária é partir da premissa de que o desastre é local: “As pessoas que vão estar inseridas dentro daquele território, elas vão ser afetadas por aquela emergência, e dar essas capacidades é promover a resiliência comunitária, até que a autoridade pública chegue para somar”.Simulação realizada na manhã de terça-feira (29) garantiu a avaliação da turma. | Crédito: Juliana Barbosa/MST-PR

O diretor do campus Laranjeiras do Sul da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Fábio Luiz Zeneratti, participou da cerimônia de entrega dos certificados. Ele lembrou os esforços para a organização de uma grande rede de organismos públicos, junto com a sociedade civil organizada, em especial do MST, para reagir aos efeitos dos tornados.

“Não gostaríamos que eventos climáticos extremos voltem a acontecer, mas sabemos que podem acontecer, estão acontecendo. Isso vai se tornar comum, porque a base produtiva do nosso país ainda não está nos parâmetros […] da agroecologia, que é pensar um modelo produtivo sustentável. Isso está para se construir. Mas aos poucos, com força e coragem, nós vamos construindo”, garantiu.

*Estagiário sob supervisão de Murilo Bernardon.