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quinta-feira, 23 de abril de 2026

O VELHO TAROCO e seu complexo de deus


Com suas leituras bíblicas, Trump está reforçando seu complexo de Deus. De alguma forma, os cristãos evangélicos estão acreditando nisso.

O presidente dos EUA está fazendo um apelo desesperado ao único grupo que aparentemente ainda não o abandonou – até agora.
Qui 23 Abr 2026 09:00 BST


Ele perdeu o apoio dos católicos , dos isolacionistas em política externa e dos milhões de pessoas afetadas pelas operações de imigração do ICE. Mas Donald Trump ainda conta com a boa vontade de um poderoso grupo de eleitores americanos, a quem apelou esta semana lendo uma passagem da Bíblia que exorta as pessoas a se arrependerem de seus "maus caminhos". Muitas reflexões vêm à mente a respeito disso, mas a principal pergunta é: os cristãos evangélicos dos EUA, que apoiam Trump em sua grande maioria, têm um limite intransponível e, se sim, conseguem apoiá-lo incondicionalmente?

Estou dizendo o óbvio, mas vale a pena repetir, nem que seja para nos deixar perplexos com a desfaçatez de uma comunidade religiosa que se aliou a Trump: como é que os evangélicos chegam a essa conclusão? 

Vamos relembrar os fatos: o presidente que nos brindou com um trecho do Antigo Testamento como parte de uma semana inteira de leitura pública e contínua da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse – alguém se lembra da separação entre Igreja e Estado? – é o mesmo presidente que, em diversas ocasiões, foi considerado culpado pelos tribunais por falsificar documentos comerciais , como parte de um esquema de suborno à atriz pornô Stormy Daniels, e por abusar sexualmente e difamar E. Jean Carroll. Como o presidente declarou diante das câmeras no Salão Oval na terça-feira: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

Essa passagem específica é de 2 Crônicas 7:14 e, segundo relatos, foi escolhida para Trump – cuja familiaridade com o texto, devemos presumir, é superficial – pelos organizadores, que reconheceram sua popularidade entre os cristãos como um chamado à ação tanto política quanto espiritual. Podemos também presumir que o presidente aprovou a seleção dentre uma lista restrita de opções, e o que eu adoro nessa escolha é que ela vem logo após seu outro envolvimento recente com o cristianismo, de uma forma que me parece muito com uma reafirmação de sua fé. É bem a cara dele, não é? Dez dias depois de compartilhar uma imagem gerada por inteligência artificial na qual Trump aparecia como uma figura semelhante a Jesus curando os enfermos , aqui está ele lendo uma passagem bíblica que envolve assumir a narração da palavra de Deus em primeira pessoa. (Em contraste, outros participantes, por exemplo, a atriz Candace Cameron Bure , leram passagens do tipo "então o Senhor diz" de Gênesis.)

Obviamente, ficar em segundo plano em relação a outra autoridade não é o estilo de Trump, e aguardamos ansiosamente para ver se seus coparticipantes na manobra, incluindo o senador Ted Cruz, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o governador do Texas, Greg Abbott, receberam permissão semelhante para usar a palavra de Deus em primeira pessoa ou se serão relegados ao papel de meros mensageiros.

O que me interessa mais é como essa performance de Trump será recebida pelo público-alvo. Já sabemos que, entre os cristãos americanos, os católicos estão demonstrando certa hesitação em relação a Trump, o que deveria preocupá-lo. Os católicos são eleitores indecisos que, por uma pequena margem, apoiaram Biden em vez de Trump em 2020 e, em uma pesquisa recente, parecem estar se afastando dele, com o apoio caindo para menos de 50%.

Os evangélicos, por outro lado, não têm um líder moral com a autoridade do papa para guiá-los. Eles são muito mais solidamente e implacavelmente pró-Trump, principalmente porque ele impôs sua agenda de restringir o direito ao aborto, garantindo uma maioria de direita na Suprema Corte . Eles também parecem ser mais organizados politicamente nos EUA. A organizadora do evento "America Reads the Bible" é uma pessoa chamada Bunni Pounds, e você pode tirar disso o pouco prazer passageiro que conseguir. Pounds foi rotulada de "visionária" pela Fox News e, além de dirigir a organização Christians Engaged, que organizou o evento, dirige também a Family Policy Alliance, um grupo de lobby que promove exatamente o tipo de política que você imagina.

Segundo a organização de Pounds, o objetivo do projeto "America Reads the Bible" é incentivar um "retorno ao fundamento espiritual que moldou nosso país". Uma missão que, você pode imaginar, seria melhor alcançada se o país não iniciasse uma guerra desnecessária, deportasse cidadãos americanos ou cancelasse a ajuda externa, causando a morte de cerca de 600 mil pessoas em todo o mundo. Por outro lado, se um criminoso condenado lendo uma passagem da Bíblia faz você se sentir mais próximo de Deus, então só posso desejar-lhe boa sorte.

Fonte: THE GUARDIAN

POLVOS ASSUSTADORES


El kraken era real: descubierto un pulpo carnívoro de hace cien millones de años que medía 19 metros

Un estudio describe dos especies de pulpos con enormes aletas, potentes mandíbulas y posiblemente inteligentes, que cazaban en los mares del Cretácico

PATRICIA FERNÁNDEZ DE LIS
Madrid - 23 ABR 2026 - 15:00 BRT


Reconstrucción del aspecto que tendría el pulpo gigante del Cretácico.YOHEI UTSUKI

Durante siglos, el kraken fue una criatura fruto de la imaginación humana, el pulpo gigante que se enrollaba alrededor de los barcos y los arrastraba al fondo del mar para devorar a sus marineros, según las leyendas. Un estudio publicado este jueves en la revista Science demuestra que la leyenda tenía un fundamento paleontológico asombroso: en los océanos del Cretácico tardío, hace entre 100 y 72 millones de años, existieron pulpos gigantes con aletas que podían alcanzar los 19 metros de longitud, que eran carnívoros y que ocuparon la cima de la cadena alimentaria, compitiendo con los grandes reptiles marinos que hasta ahora se consideraban los únicos amos de aquellos mares.

El equipo científico que ha hecho este descubrimiento, liderado por Shin Ikegami, de la Universidad de Hokkaido (Japón), identificó dos especies de cefalópodos extintos —Nanaimoteuthis jeletzkyi y N. haggarti— a partir del análisis de 27 mandíbulas fosilizadas recuperadas de sedimentos marinos de Japón y de la isla de Vancouver, en Canadá. La especie mayor, N. haggarti, habría alcanzado entre 7 y 19 metros de longitud total, cifras que la sitúan entre los invertebrados más grandes jamás descritos en el registro fósil, y que la colocan al mismo nivel que los mosasaurios, los gigantescos reptiles marinos del Cretácico, y los plesiosaurios.

Los pulpos siempre han sido muy difíciles de estudiar en el registro fósil porque son invertebrados. A diferencia de los dinosaurios, no dejan huesos, y a diferencia de los amonites, no dejan conchas. Lo que sí perdura son sus mandíbulas, estructuras duras que los científicos llaman “picos” por su parecido con los de las aves de presa. Y esos picos, cuando se conservan bien, cuentan muchas historias: no solo permiten calcular el tamaño del animal, sino también qué comía. El desgaste de las mandíbulas es la clave del estudio. Los cefalópodos que se alimentan de presas de concha dura —crustáceos, moluscos, peces óseos— desarrollan un desgaste característico en el filo y la punta del pico, que se erosiona con el uso reiterado. Es el mismo principio que un cuchillo que se afila contra piedras: la herramienta guarda la memoria de su trabajo.
Comparación del tamaño de los 'krakens' del estudio con ostros animales del Cretácico, con animales actuales y con un humano.SHIN IKEGAMI

En los ejemplares adultos de Nanaimoteuthis, el desgaste llegó a eliminar hasta el 10% de la longitud total de la mandíbula, más que en cualquier cefalópodo moderno conocido, lo que sugiere una actividad depredadora intensa y sostenida durante toda la vida del animal.

Sobre la solidez de esas estimaciones, Ikegami es cauto pero firme: "N. haggarti era comparable en tamaño al calamar gigante actual, y muchas estimaciones lo superan. La conclusión de que estuvo entre los mayores invertebrados de la historia de la Tierra es robusta", afirma el investigador.

Además, hay un detalle más revelador todavía: el desgaste no es simétrico. El filo derecho de la mandíbula aparece más gastado que el izquierdo en ambas especies. Esta lateralización, es decir, la tendencia a usar preferentemente uno de los dos lados del cuerpo, está asociada en animales modernos a cerebros más desarrollados y a comportamientos cognitivos más complejos. Los pulpos actuales la presentan, y su inteligencia, documentada en numerosos estudios, es comparable a la de muchos vertebrados. El hallazgo sugiere que los pulpos ya eran animales inteligentes hace 100 millones de años.

En concreto, el Cretácico tardío, hace entre 100 y 66 millones de años, es el período que termina con el gran impacto que extinguió a los dinosaurios. Era un mundo de mares cálidos y poco profundos que cubrían amplias zonas de los continentes actuales. En esos mares reinaban, según el consenso científico, los grandes vertebrados: mosasaurios de hasta 17 metros, plesiosaurios de hasta 12, tiburones aplastadores de conchas como Ptychodus, de hasta 10 metros. Los invertebrados eran, en ese relato, las víctimas; organismos que desarrollaron conchas cada vez más gruesas y elaboradas como respuesta evolutiva a la presión depredadora de los vertebrados.

El nuevo estudio pone patas arriba ese relato. Nanaimoteuthis haggarti no era una víctima: era un competidor. Con sus entre 7 y 19 metros de longitud, sus poderosas mandíbulas, sus largos brazos flexibles —la estrategia de caza de los pulpos no requiere una boca enorme, sino extremidades que atrapen y sujeten mientras el pico desmembra— y su probable inteligencia, estos cefalópodos gigantes probablemente ocuparon el mismo nivel en la cadena alimenticia que los mosasaurios. Si se cruzaron, nadie lo sabe aún. Pero la posibilidad de que un pulpo del tamaño de un autobús articulado cazara reptiles marinos deja de ser ciencia ficción. Y, en cualquier caso, vertebrados y cefalópodos llegaron al mismo punto —ser grandes depredadores inteligentes— por caminos distintos, pero sorprendentemente paralelos. Los vertebrados perdieron sus placas de armadura y redujeron sus escamas para ganar velocidad y agilidad. Los cefalópodos, finalmente, eliminaron su concha externa para convertirse en animales de cuerpo blando, más rápidos, con mejor visión y mayor capacidad cognitiva. Ambos grupos desarrollaron mandíbulas potentes.

Ikegami admite que no se puede medir la inteligencia en un fósil, pero sí inferirla: “El desgaste asimétrico no demuestra directamente la inteligencia, pero sugiere que Nanaimoteuthis no era solo un depredador grande y poderoso: puede que también tuviera un comportamiento avanzado e incluso conductas individuales, similar en cierta manera a los pulpos modernos".

Una pregunta inevitable es dónde vivían. Los pulpos gigantes modernos habitan las profundidades abisales. Pero Ikegami descarta que Nanaimoteuthis llevara ese estilo de vida: “No era un entorno costero, pero tampoco el tipo de ambiente de aguas profundas donde viven hoy muchos pulpos gigantes. Era un ambiente de mar relativamente abierto, con una vida marina diversa. Nanaimoteuthis era probablemente un gran depredador; usaba sus largos brazos, sus poderosas mandíbulas, su gran cuerpo y su enorme movilidad para capturar y devorar presas como amonites, grandes bivalvos, peces y otros cefalópodos".

Una IA que excava en la piedra

Una parte fundamental del estudio fue metodológica. Una docena de las 27 mandíbulas analizadas no fueron encontradas con pico y martillo, sino con lo que los autores llaman “minería digital de fósiles”: una combinación de tomografía de alta resolución —que genera imágenes de secciones transversales de la roca a escala microscópica— y un modelo de inteligencia artificial, entrenado para detectar estructuras orgánicas, o sea, restos animales, en enormes conjuntos de imágenes.

La técnica, desarrollada por el propio equipo, permitió encontrar mandíbulas que habrían pasado completamente desapercibidas con métodos convencionales, dicen, y visualizarlas como modelos tridimensionales digitales sin necesidad de dañar la roca que las contiene.

Fonte: EL PAIS

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Dica de leitura: VICTOR HUGO - Os trabalhadores do mar.



‘Requintes de tortura’: por negligência do Estado, um preso morre a cada 19 horas em São Paulo









Em celas superlotadas, presos acumulam lixo, pertences pessoais e itens de higiene | Crédito: Condepe


Em um período de oito anos, entre janeiro de 2015 e março de 2023, 4.189 pessoas morreram dentro do sistema carcerário do estado de São Paulo, uma média de 523 mortes por ano. Isso significa que um preso vai a óbito a cada 19 horas dentro das penitenciárias paulistas.





Em 2017 e 2021, durante as gestões dos ex-governadores Geraldo Alckmin e Rodrigo Garcia, 532 pessoas morreram dentro do sistema carcerário. São os anos com o maior número de registros de óbitos.

Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira (22) pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Núcleo Especializado de Situação Carcerária (NEC) da Defensoria Pública e o Conselho da Comunidade Comarca de São Paulo.
Presidente do Condepe, Adilson Santiago entrevista população carcerária em São Paulo | Crédito: Foto: Condepe

Para o presidente do Condepe, Adilson Santiago, “o sistema prisional em São Paulo leva as pessoas ao adoecimento”. “Dentro das penitenciárias, vimos problemas como sarna, percevejo, escorpião, tuberculose, doença que já não existe fora das prisões.”



“Sem medo de dizer, vimos requintes de tortura. Vimos celas de isolamento, com pessoas doentes dentro, em situação de morte. Então, a situação hoje é de um sistema colapsado. Isso acontece por ausência de gestão e vontade, porque recurso tem, mas não é empenhado porque não há interesse em se discutir. O sistema penitenciário é o patinho feio dos direitos humanos”, afirmou Santiago.



“O estado de São Paulo não responde, mas quando responde, parece uma nota pronta. O que vemos é que São Paulo investe R$ 1,08 por preso, na área da Saúde. Não tem médico, não tem receita para suplementos simples, que garantam remédio para dor de cabeça do preso que está na unidade”, finalizou o presidente do Condepe.

O relatório apresentado pelas entidades revela que, entre 2015 e 2023, 22.814 atendimentos de saúde não foram realizados por falta de escolta policial para a locomoção dos presos às unidades de saúde.

Ainda de acordo com o documento, entre as necessidades não atendidas estão: consultas especializadas, cirurgias, atendimentos de urgência e exames de diagnóstico.
Outro lado

Via nota, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) respondeu ao Brasil de Fato.


A Secretaria da Administração Penitenciária informa que mantém as condições de higiene e segurança nas unidades prisionais e que todas passam por procedimentos de dedetização e desratização periodicamente. Além disso, 162 estabelecimentos penais foram premiados pela Divisão de Tuberculose do Estado de São Paulo por atingir as metas estabelecidas na Campanha de Intensificação da Busca Ativa de Tuberculose, realizada em 2025.

Os presídios paulistas contam com equipes de saúde, próprias da secretaria ou que atendem por meio de pactuação com o município, além de atendimento médico online disponíveis a todos os privados de liberdade. Em casos de emergência ou tratamento com especialistas, os reeducandos são encaminhados para hospitais de referência no Sistema único de Saúde (SUS).


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Decepcionante...

 ...a postura do governo brasileiro, ao permitir que os ianques abocanhassem a única mina de terras raras do Brasil. 

Desconfio que daquele encontro entre Lula e Trump, quando este asseverou que os dois "tiveram uma ótima conversa", a negociata envolvendo as terras raras esteve em pauta. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

A origem da quizila é antiquíssima

A bronca entre os judeus e os Persas (iranianos, hoje), segundo o "livro sagrado" dos cristãos, remonta aos tempos de Ester, que casou com um rei persa, escondendo, por sugestão de Mordecai, sua ascendência hebreia.

Consta que um influente persa, ligado ao rei de então, tinha ogeriza aos hebreus, porque o orgulhoso Mordecai (ou Mardoqueu) rebelou-se e resistiu à ordem de ajoelhar-se  perante o imperador. Tal admnistrador persa teria sido Hamã, que determinou a eliminação dos "cães raivosos" (essa é de Lutero, já no século XVI) judeus.

Tendo os judeus descoberto o plano de eliminá-los, adiantaram-se e mataram 75 mil inimigos e Ester conseguiu que Hamã caísse em desgraça, tendo sido enforcado, junto com seus filhos, na forca que ele próprio mandara construir.

Até hoje os judeus celebram a derrota infligida aos adversários, com um dia festivo conhecido como Purim.

Purim (פּוּרִים, plural de פּוּר pûr, "sorteio" em hebraico, do acadiano pūru)[1] é uma festa judaica que comemora a salvação dos judeus persas do plano de Hamã, para exterminá-los, no antigo Império Aquemênida tal como está escrito no Livro de Ester, um dos livros do Tanach.[2] Os judeus estavam exilados na Babilônia, desde a destruição do Templo de Salomão pelos babilônios e da dispersão do Reino de Judá. A Babilônia, por sua vez, foi conquistada pela Pérsia. A festa de Purim é caracterizada pela recitação pública do Livro de Ester por duas vezes, distribuição de comida e dinheiro aos pobres, presentes e consumo de vinho durante refeição de celebração (Ester 9:22); outros costumes incluem o uso de máscaras e fantasias e comemoração pública.

Wikipedia

quinta-feira, 9 de abril de 2026

SC: PM executa jovens e adolescentes rendidos em operações coordenadas em Florianópolis

Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC), pelo menos 32 pessoas já foram mortas pela PM durante as operações, considerando apenas dados de janeiro e fevereiro.

Policiais escondem o rosto com balaclava em frente à casa em que adolescente foi morto com tiros de fuzil. Foto: Reprodução

No dia 28 de março, sábado, o jovem Gustavo, morador da comunidade do Siri, localizado no bairro Ingleses (norte de Florianópolis), foi executado pela polícia. Segundo uma moradora, o jovem já havia se rendido quando a polícia resolveu executá-lo. Gustavo participava de uma festa de aniversário quando a viatura da PM chegou na comunidade, o que causou dispersão e correria durante a comemoração. O jovem carregava apenas seu celular, mas a PM afirma ter apreendido uma pistola durante a ação. 

Os moradores denunciaram a selvageria perpetrada pela PM que, segundo imagens que circulam nas redes digitais, disparou tiros em locais com crianças, invadiram casas e impediram a mãe do jovem de reconhecer o corpo enquanto o mesmo agonizava. Moradores denunciaram também que o pronto socorro demorou mais de 1h para chegar ao local, o que contribuiu para a morte de Gustavo.

Segundo a imprensa Ponte Jornalismo, uma pessoa próxima à família do jovem afirmou que ele havia sido ameaçado de morte pela PM dias antes.

No dia seguinte, dia 29, Adonai Quevedo Toledo também foi executado pela PM no município de Palhoça, próximo à Florianópolis. A PM e a imprensa reacionária alegam ter havido confronto, mas os familiares provaram através do laudo de perícia que a arma plantada pela PM não pertencia ao jovem. Adonai era natural de Porto Alegre e se mudou para a Palhoça com o objetivo de alavancar sua carreira no funk. Ele deixou uma filha de quatro anos, mãe, pai e irmãos que ele pretendia levar para sua cidade assim que estivesse estável na música. Os familiares denunciam a PM e a imprensa lixo clamando por justiça.

Já no dia 31, terça-feira, o jovem Walysson Emanuel Costa Alves de apenas 16 anos foi assassinado no bairro Serrinha, em Florianópolis, durante abordagem violenta da PM. A PM alegou haver confronto, mas a comunidade desmente a versão afirmando que o jovem estava desarmado.

PM assassina sete pessoas em apenas cinco dias

O assassinato do jovem Gustavo, Adonai e Walysson fez parte de um conjunto de operações coordenadas realizadas pela PM de Santa Catarina em diferentes municípios entre o dia 27 e 31 de março sob a justificativa de combate ao tráfico. As operações resultaram na execução de pelo menos sete pessoas em apenas cinco dias.

Duas semanas antes, no dia 12 de março, outro homem foi executado pela PM na comunidade Chico Mendes, localizada na área continental de Florianópolis.

Abordagens violentas realizadas pela PM em comunidades de Florianópolis nos últimos dois meses. Fotos: Reprodução


Na comunidade do Morro do Mocotó, onde foi assassinado o jovem Hudson,  os moradores no dia 27 de março e denunciaram recorrentes rondas de intimidação, espancamentos e invasão de residências por parte da PM que vem buscando estabelecer um verdadeiro estado de terror contra os moradores.

PM disparando tiros de fuzil em frente ao Morro do Mocotó no dia 27 de março. Fotos: Reprodução/redes sociais.

Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC), pelo menos 32 pessoas já foram mortas pela PM durante as operações, considerando apenas dados de janeiro e fevereiro. Com as mortes das últimas operações, o número deve subir para pelo menos 40 execuções.

A chamada “guerra às drogas” ou ao “crime organizado” é, desde sempre e como tem insistentemente afirmado esta imprensa, um álibi utilizado pelo Velho Estado e suas forças terroristas de repressão para assassinar as massas populares e os jovens pobres, verdadeiros riscos para a ordem dominante.

Conforme matéria veiculada no portal de AND no dia 20 de março e em fatos amplamente veiculados no próprio monopólio de imprensa, a mesma Polícia Militar que assassina jovens pobres nas comunidades, responde por inúmeros casos, em diferentes partes do País, por ter acordos com facções criminosas e participar de esquemas e negócios de comércio de armas de fogo e drogas.

PR: 13 policiais acusados pelo roubo de mais de 700 quilos de cocaína e crack – A Nova Democracia
Os três roubos totalizaram mais de 700 quilos de crack e cocaína. Entre os policiais, estão três do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) e um delegado.

https://anovademocracia.com.br/sc-pm-executa-jovens-e-adolescentes-rendidos-em-operacoes-coordenadas-em-florianopolis/

CASO DO BANCO MASTER EVIDENCIA O EXAGERO DOS GANHOS DO SETOR FINANCEIRO

As notícias que estão aflorando sobre a atuação de Vorcaro e seu banco estão a demonstrar, à saciedade, o exagero dos lucros auferidos, a ponto do rentista distribuir dinheiro e benefícios os mais variados, a rodo, para lobistas, juristas e outros corruptos. 

Não é por incapacidade política que se deixa de dar combate a juros de cartões de crédito (por exemplo) que ultrapassam 400% ao ano.

Estamos sob o tacão dos financistas há muito tempo e a ganância deles só aumenta, contando com a tolerância do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

No jargão popular, "um bando de vendidos". O rol dos trambiqueiros que se submetem aos caprichos e interesses desses vampiros rentistas é inesgotável. De presidentes da República, Ministros do STF, presidentes das casas legislativas pra baixo, muitos rendem-se à força do dinheiro sujo da camarilha endinheirada .

Para quem lucra exorbitantemente, fica fácil comprar esses imundos que povoam a nossa política e a magistratura. Inevitável cogitar: se Vorcaro comprava gente das mais altas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário, que se pode pensar do que deve ter ocorrido nas instâncias inferiores?

Já estou vendo gente cogitar - com boa dose de razão, aliás - de pena de morte para conter a corrupção. 

Dentro em breve, afirmar-se-á: "até prova em contrário, todas as autoridades são corruptas", invertendo-se o princípio da "presunção de inocência". 



sexta-feira, 6 de março de 2026

BUCHA DE CANHÃO - Os curdos e o jogo sujo sionista

Enganados pelos EUA no passado, curdos podem ser usados novamente para fragmentar e enfraquecer Irã, dizem analistas

Maior nação sem Estado do mundo tem histórico de ser traída por promessas de terem seu próprio país

6.mar.2026 - 13:21
São Paulo (SP)
Rodrigo Durão Coelho


Curdos cruzam a fronteira Irã e Iraque | Crédito: Safin HAMID / AFP)

Tanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como lideranças curdas admitem estarem em contato para uma possível entrada do grupo nos ataques contra o governo central do Irã. Analistas ouvidos pela reportagem do Brasil de Fato apontam que a estratégia visa, além da derrubada do regime de Teerã, estimular divisões internas e, consequentemente, enfraquecer o país.

Os curdos correspondem a cerca de 10% da população de 90 milhões de pessoas no Irã e se localizam na montanhosa região fronteiriça com o Iraque. De etnia própria — são sunitas ao contrário dos xiitas persas que dominam o Irã —, são considerados a maior nação sem Estado do mundo, espalhados também por partes de Turquia, Síria e Iraque.

Os curdos têm tradição de conflitos com os governos desses países, em busca de autonomia e um histórico de serem manipulados e posteriormente abandonados pelos EUA e o Ocidente.

“Não digo que esses grupos são capazes de fazer frente ao Exército iraniano mas podem impor dificuldades e, quem sabe, criar uma zona tampão que pode ser porta de entrada aos americanos e israelenses”, disse Mohammed Nadir ao Bdf.

O analista do Observatório da Política Externa Brasileira (Opeb) afirma que as promessas ocidentais de um país para si — ou ao menos um grau razoável de autonomia — costuma seduzir os curdos.

“Eles são infiltrados por serviços de inteligência ocidentais que vão incutindo nele a ideia de separação para desestabilizar países do oriente médio. São usados mas continuam acreditando nos planos do ocidente que sabemos tem pouca empatia não apenas aos curdos mas a toda população do Oriente Médio”, afirma Nadir.

Sempre o mesmo truque

A história das relações entre os EUA e os curdos ao longo do último século tem sido marcada por repetidas e significativas traições. Foram registrados pelo menos sete ou oito casos importantes em que os EUA incentivaram a resistência curda apenas para depois retirar o apoio, deixando-a vulnerável a ataques de potências regionais.
Esses eventos geralmente ocorrem quando os interesses estratégicos dos EUA mudam, levando à priorização de alianças com a Turquia, o Iraque ou o Irã em detrimento das aspirações curdas por autonomia.
Alguns dos principais exemplos de “traição” ou abandono dos EUA incluem:Após a Primeira Guerra Mundial, o Tratado de Sèvres de 1920 prometeu um estado curdo, mas em 1923, os EUA e potências aliadas apoiaram o Tratado de Lausanne que redesenhou as fronteiras para favorecer a nova República Turca, ignorando as promessas aos curdos.Entre 1970 e 75, os EUA armaram rebeldes curdos no Iraque para enfraquecer Saddam Hussein. No entanto, após o Irã e o Iraque assinarem o Acordo de Argel em 1975, os EUA cortaram imediatamente a ajuda, deixando os curdos à própria sorte, sendo esmagados pelo governo iraquiano.Na Guerra do Golfo de 1991, o presidente dos EUA George H.W. Bush incentivou os iraquianos, incluindo os curdos, a se rebelarem contra Saddam Hussein. Quando isso aconteceu, os EUA permaneceram inertes enquanto as forças iraquianas esmagavam a revolta, resultando em um grande número de vítimas.

Referendo do Curdistão Iraquiano de 2017: Depois que os curdos atuaram como um parceiro fundamental contra o ISIS, os EUA se opuseram ao referendo de independência curda de 2017 e apoiaram a subsequente repressão do governo iraquiano, que forçou os curdos a saírem de territórios disputados, ricos em petróleo, como Kirkuk.

Ofensiva de Afrin em 2018: Os EUA permitiram que a Turquia lançasse uma operação militar para tomar o enclave de Afrin, controlado pelos curdos, na Síria, deixando de proteger seus aliados curdos sírios.

Retirada do norte da Síria em 2019: A decisão de Trump de retirar tropas da fronteira turca possibilitou uma invasão turca contra as Forças Democráticas da Síria (SDF), que os EUA haviam acabado de armar fortemente e nas quais confiavam para derrotar o califado do Estado Islâmico.
Conflito atual

Desde que Estados Unidos e Israel mataram, no último sábado, o líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, Teerã tem lançado projéteis contra grupos armados curdos iranianos em uma região montanhosa do norte do Iraque, perto da fronteira com o Irã, onde se refugiam facções contrárias à estrutura teocrática imposta em 1979, após a revolução que depôs o xá Mohammad Reza Pahlavi.

“Dada a direção que as operações estão tomando no Irã, Estados Unidos e Israel vão precisar de presença armada no terreno, partindo da base de que não têm a intenção de enviar tropas próprias”, afirma Mohammed Salih, pesquisador do Foreign Policy Research Institute, nos Estados Unidos à AFP.
Analistas apontam que os combatentes curdos podem desempenhar, em maior ou menor medida, o papel de apoio que a Aliança do Norte teve em 2001 contra os talibãs no Afeganistão para criar uma zona segura de onde operem as forças especiais estadunidenses.

“O interessante na lógica de reflexão do governo (Trump) é usar os curdos como uma oposição armada a fim de questionar suficientemente o poder estabelecido para criar um efeito cascata que leve as pessoas a voltar às ruas e se manifestar”, afirmou Stefano Ritondale, encarregado da Artorias, empresa especializada em análises de inteligência.

Dias antes do início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel, cinco grupos curdos anunciaram a formação de uma coalizão destinada a derrubar a estrutura da república islâmica, mas também a alcançar a “autodeterminação curda”.
Vai ter país?

O professor de Relações Internacionais da PUC SP Rodrigo Amaral disse ao Brasil de Fato considerar pequenas as chances de criação de um Curdistão reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Acho difícil porque não existe um projeto hegemônico e homogêneo curdo. Isso é, de certa forma, uma visão até racista que nós temos aqui do Ocidente”, analisa ele, que esta semana havia participado também em O Estrangeiro, videocast de política internacional do BdF.

“Suas próprias sociedades foram se moldando, se adaptando aos seus contextos, estabelecendo suas próprias lutas. Não havendo unidade, a chance de criação de um projeto unificado curdo é muito distante. Talvez até muito mais um uma utopia ocidental do que propriamente um desejo curdo”, pontua.

Dos cerca de 40 milhões de curdos espalhados pela região, a porção no Irã é a menor e não conta com a abundância de petróleo encontrada em áreas curdas de outros países.

Mohamed Nadir ressalta que “ainda é cedo para se pronunciar sobre o futuro de um Curdistão iraniano, tudo depende do desenrolar da guerra”.

“Se o Irã consegue resistir perante os ataques mortíferos dos EUA e Israel, a chance seria nula. Mas caso vier o regime a cair, o Curdistão do Irã pode vir a ganhar uma espécie de autonomia como o Curdistão do Iraque, em um formato federal.”

“Vamos ter uma visão mais clara dentro de quatro ou cinco semanas. Atualmente, Trump tem carta branca para continuar a guerra que sabemos vai ser custeada pelos países do golfo como sempre foi.”

quinta-feira, 5 de março de 2026

LOUCURA MODERNA, MAS NEM TANTO

Presentemente não é raro encontrarmos pessoas que adoram animais. Isto remete a Sócrates, o famoso filósofo grego que considerava loucos aqueles que adoram pedras, bocados de madeira que encontram e animais, cfe XENOFONTE  -  As memoráveis.

Pior do que adorar animais, todavia, parece-me adorar ídolos ou mitos humanos, como está (ou esteve) em moda no Brasil, bem recentemente. A ausência de sensatez, em quem idolatra políticos, sabidamente cheios de repugnantes defeitos, é mais do que óbvia. Chega a ser gritante, escandalosa, verdadeira insanidade.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

OLEUM SACRA FAMES (FOME DE PETRÓLEO) e outros motivos

Primeiro os canalhas sionistas que comandam o poder bélico nos EUA e em  Israel atacaram a Venezuela, sob o argumento  de que objetivavam restabelecer a democracia e combater o narcotráfico.

Agora, os mesmos canalhas repugnantes atacaram o Irã e como não podem acusar o país de favorecer narcotráfico, limitaram-se a usar o argumento falacioso de defesa da democracia e também de prevenir hostilidades contra o povo de Israel.

Num, como noutro caso, o verdadeiro desiderato dos capitalistas, conservadores e corruptos é adonar-se do petróleo das nações atacadas, mas também, tentar reverter o desgaste da imagem a nível interno: Netanyahu, acusado de corrupção e Trump por seu envolvimento no caso Epstein, afora a loucura das tarifas impostas a parceiros comerciais, que tentam compensar um governo desastroso. 

Mas não falta que os apoie, dentre outros os não menos canalhas Milei, da Argentina e Flávio Bolsonaro. 

Obviamente, ao contrário do governo brasileiro, os cretinos da CONIB apoiam a ação sionista-ianque no Irã:

A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) manifesta seu apoio a Israel e a sua população neste momento em que os Estados Unidos, com apoio de Israel e aliados da região e da Europa, lançam operações contra a ditadura teocrática do Irã. Há 47 anos, o regime iraniano adota uma política externa baseada na destruição de Israel, na desestabilização regional, no financiamento de grupos terroristas e na promoção da violência contra seus vizinhos e contra o próprio povo iraniano. O regime iraniano é hoje o principal patrocinador estatal do terrorismo, financiador do Hamas, do Hezbollah, dos Houthis, que não só buscam a destruição de Israel e dos judeus como oprimem as próprias populações sob seu domínio. O cenário atual é consequência direta dessa estratégia destrutiva do regime teocrático iraniano.

É fundamental distinguir o regime iraniano de seu povo, que recentemente se levantou contra o regime e foi brutalmente massacrado - com estimativas de mais de 30 mil iranianos mortos na repressão.

Fico imaginando a grita da mídia corporativa conservadora se o Irã tivesse bombardeado uma escola para meninas e matado 85 pessoas, como aconteceu com a ação militar perpetrada contra os persas.

Mais um detalhe: não vi nenhuma manifestação do Papa no sentido de condenar os ataques sionistas ao país vizinho e não duvido que, no fundo, apoie as medidas contra o regime dos aiatolás.