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sexta-feira, 6 de março de 2026

BUCHA DE CANHÃO - Os curdos e o jogo sujo sionista

Enganados pelos EUA no passado, curdos podem ser usados novamente para fragmentar e enfraquecer Irã, dizem analistas

Maior nação sem Estado do mundo tem histórico de ser traída por promessas de terem seu próprio país

6.mar.2026 - 13:21
São Paulo (SP)
Rodrigo Durão Coelho


Curdos cruzam a fronteira Irã e Iraque | Crédito: Safin HAMID / AFP)

Tanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como lideranças curdas admitem estarem em contato para uma possível entrada do grupo nos ataques contra o governo central do Irã. Analistas ouvidos pela reportagem do Brasil de Fato apontam que a estratégia visa, além da derrubada do regime de Teerã, estimular divisões internas e, consequentemente, enfraquecer o país.

Os curdos correspondem a cerca de 10% da população de 90 milhões de pessoas no Irã e se localizam na montanhosa região fronteiriça com o Iraque. De etnia própria — são sunitas ao contrário dos xiitas persas que dominam o Irã —, são considerados a maior nação sem Estado do mundo, espalhados também por partes de Turquia, Síria e Iraque.

Os curdos têm tradição de conflitos com os governos desses países, em busca de autonomia e um histórico de serem manipulados e posteriormente abandonados pelos EUA e o Ocidente.

“Não digo que esses grupos são capazes de fazer frente ao Exército iraniano mas podem impor dificuldades e, quem sabe, criar uma zona tampão que pode ser porta de entrada aos americanos e israelenses”, disse Mohammed Nadir ao Bdf.

O analista do Observatório da Política Externa Brasileira (Opeb) afirma que as promessas ocidentais de um país para si — ou ao menos um grau razoável de autonomia — costuma seduzir os curdos.

“Eles são infiltrados por serviços de inteligência ocidentais que vão incutindo nele a ideia de separação para desestabilizar países do oriente médio. São usados mas continuam acreditando nos planos do ocidente que sabemos tem pouca empatia não apenas aos curdos mas a toda população do Oriente Médio”, afirma Nadir.

Sempre o mesmo truque

A história das relações entre os EUA e os curdos ao longo do último século tem sido marcada por repetidas e significativas traições. Foram registrados pelo menos sete ou oito casos importantes em que os EUA incentivaram a resistência curda apenas para depois retirar o apoio, deixando-a vulnerável a ataques de potências regionais.
Esses eventos geralmente ocorrem quando os interesses estratégicos dos EUA mudam, levando à priorização de alianças com a Turquia, o Iraque ou o Irã em detrimento das aspirações curdas por autonomia.
Alguns dos principais exemplos de “traição” ou abandono dos EUA incluem:Após a Primeira Guerra Mundial, o Tratado de Sèvres de 1920 prometeu um estado curdo, mas em 1923, os EUA e potências aliadas apoiaram o Tratado de Lausanne que redesenhou as fronteiras para favorecer a nova República Turca, ignorando as promessas aos curdos.Entre 1970 e 75, os EUA armaram rebeldes curdos no Iraque para enfraquecer Saddam Hussein. No entanto, após o Irã e o Iraque assinarem o Acordo de Argel em 1975, os EUA cortaram imediatamente a ajuda, deixando os curdos à própria sorte, sendo esmagados pelo governo iraquiano.Na Guerra do Golfo de 1991, o presidente dos EUA George H.W. Bush incentivou os iraquianos, incluindo os curdos, a se rebelarem contra Saddam Hussein. Quando isso aconteceu, os EUA permaneceram inertes enquanto as forças iraquianas esmagavam a revolta, resultando em um grande número de vítimas.

Referendo do Curdistão Iraquiano de 2017: Depois que os curdos atuaram como um parceiro fundamental contra o ISIS, os EUA se opuseram ao referendo de independência curda de 2017 e apoiaram a subsequente repressão do governo iraquiano, que forçou os curdos a saírem de territórios disputados, ricos em petróleo, como Kirkuk.

Ofensiva de Afrin em 2018: Os EUA permitiram que a Turquia lançasse uma operação militar para tomar o enclave de Afrin, controlado pelos curdos, na Síria, deixando de proteger seus aliados curdos sírios.

Retirada do norte da Síria em 2019: A decisão de Trump de retirar tropas da fronteira turca possibilitou uma invasão turca contra as Forças Democráticas da Síria (SDF), que os EUA haviam acabado de armar fortemente e nas quais confiavam para derrotar o califado do Estado Islâmico.
Conflito atual

Desde que Estados Unidos e Israel mataram, no último sábado, o líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, Teerã tem lançado projéteis contra grupos armados curdos iranianos em uma região montanhosa do norte do Iraque, perto da fronteira com o Irã, onde se refugiam facções contrárias à estrutura teocrática imposta em 1979, após a revolução que depôs o xá Mohammad Reza Pahlavi.

“Dada a direção que as operações estão tomando no Irã, Estados Unidos e Israel vão precisar de presença armada no terreno, partindo da base de que não têm a intenção de enviar tropas próprias”, afirma Mohammed Salih, pesquisador do Foreign Policy Research Institute, nos Estados Unidos à AFP.
Analistas apontam que os combatentes curdos podem desempenhar, em maior ou menor medida, o papel de apoio que a Aliança do Norte teve em 2001 contra os talibãs no Afeganistão para criar uma zona segura de onde operem as forças especiais estadunidenses.

“O interessante na lógica de reflexão do governo (Trump) é usar os curdos como uma oposição armada a fim de questionar suficientemente o poder estabelecido para criar um efeito cascata que leve as pessoas a voltar às ruas e se manifestar”, afirmou Stefano Ritondale, encarregado da Artorias, empresa especializada em análises de inteligência.

Dias antes do início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel, cinco grupos curdos anunciaram a formação de uma coalizão destinada a derrubar a estrutura da república islâmica, mas também a alcançar a “autodeterminação curda”.
Vai ter país?

O professor de Relações Internacionais da PUC SP Rodrigo Amaral disse ao Brasil de Fato considerar pequenas as chances de criação de um Curdistão reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Acho difícil porque não existe um projeto hegemônico e homogêneo curdo. Isso é, de certa forma, uma visão até racista que nós temos aqui do Ocidente”, analisa ele, que esta semana havia participado também em O Estrangeiro, videocast de política internacional do BdF.

“Suas próprias sociedades foram se moldando, se adaptando aos seus contextos, estabelecendo suas próprias lutas. Não havendo unidade, a chance de criação de um projeto unificado curdo é muito distante. Talvez até muito mais um uma utopia ocidental do que propriamente um desejo curdo”, pontua.

Dos cerca de 40 milhões de curdos espalhados pela região, a porção no Irã é a menor e não conta com a abundância de petróleo encontrada em áreas curdas de outros países.

Mohamed Nadir ressalta que “ainda é cedo para se pronunciar sobre o futuro de um Curdistão iraniano, tudo depende do desenrolar da guerra”.

“Se o Irã consegue resistir perante os ataques mortíferos dos EUA e Israel, a chance seria nula. Mas caso vier o regime a cair, o Curdistão do Irã pode vir a ganhar uma espécie de autonomia como o Curdistão do Iraque, em um formato federal.”

“Vamos ter uma visão mais clara dentro de quatro ou cinco semanas. Atualmente, Trump tem carta branca para continuar a guerra que sabemos vai ser custeada pelos países do golfo como sempre foi.”

quinta-feira, 5 de março de 2026

LOUCURA MODERNA, MAS NEM TANTO

Presentemente não é raro encontrarmos pessoas que adoram animais. Isto remete a Sócrates, o famoso filósofo grego que considerava loucos aqueles que adoram pedras, bocados de madeira que encontram e animais, cfe XENOFONTE  -  As memoráveis.

Pior do que adorar animais, todavia, parece-me adorar ídolos ou mitos humanos, como está (ou esteve) em moda no Brasil, bem recentemente. A ausência de sensatez, em quem idolatra políticos, sabidamente cheios de repugnantes defeitos, é mais do que óbvia. Chega a ser gritante, escandalosa, verdadeira insanidade.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

OLEUM SACRA FAMES (FOME DE PETRÓLEO) e outros motivos

Primeiro os canalhas sionistas que comandam o poder bélico nos EUA e em  Israel atacaram a Venezuela, sob o argumento  de que objetivavam restabelecer a democracia e combater o narcotráfico.

Agora, os mesmos canalhas repugnantes atacaram o Irã e como não podem acusar o país de favorecer narcotráfico, limitaram-se a usar o argumento falacioso de defesa da democracia e também de prevenir hostilidades contra o povo de Israel.

Num, como noutro caso, o verdadeiro desiderato dos capitalistas, conservadores e corruptos é adonar-se do petróleo das nações atacadas, mas também, tentar reverter o desgaste da imagem a nível interno: Netanyahu, acusado de corrupção e Trump por seu envolvimento no caso Epstein, afora a loucura das tarifas impostas a parceiros comerciais, que tentam compensar um governo desastroso. 

Mas não falta que os apoie, dentre outros os não menos canalhas Milei, da Argentina e Flávio Bolsonaro. 

Obviamente, ao contrário do governo brasileiro, os cretinos da CONIB apoiam a ação sionista-ianque no Irã:

A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) manifesta seu apoio a Israel e a sua população neste momento em que os Estados Unidos, com apoio de Israel e aliados da região e da Europa, lançam operações contra a ditadura teocrática do Irã. Há 47 anos, o regime iraniano adota uma política externa baseada na destruição de Israel, na desestabilização regional, no financiamento de grupos terroristas e na promoção da violência contra seus vizinhos e contra o próprio povo iraniano. O regime iraniano é hoje o principal patrocinador estatal do terrorismo, financiador do Hamas, do Hezbollah, dos Houthis, que não só buscam a destruição de Israel e dos judeus como oprimem as próprias populações sob seu domínio. O cenário atual é consequência direta dessa estratégia destrutiva do regime teocrático iraniano.

É fundamental distinguir o regime iraniano de seu povo, que recentemente se levantou contra o regime e foi brutalmente massacrado - com estimativas de mais de 30 mil iranianos mortos na repressão.

Fico imaginando a grita da mídia corporativa conservadora se o Irã tivesse bombardeado uma escola para meninas e matado 85 pessoas, como aconteceu com a ação militar perpetrada contra os persas.

Mais um detalhe: não vi nenhuma manifestação do Papa no sentido de condenar os ataques sionistas ao país vizinho e não duvido que, no fundo, apoie as medidas contra o regime dos aiatolás.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

PAU MANDADO

Leio notícia no sentido de que os EUA impedem a Venezuela de custear a defesa de Maduro. Se a notícia procede, fica escancarada a intervenção dos ianques na administração daquele país, sendo a presidente apenas um pau mandado do Trump. Vergonhosa interferência que evidencia e perda indisfarçável  da soberania nacional, com ofensa ao Direito Internacional.  

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Usucapião - Pense numa complicação absurda

Está impraticável o processamento de usucapião extrajudicial, tendo-se em conta as inumeráveis exigências que são feitas pelos Ofícios de Registro de Imóveis, por força do Código de Normas da Corregedoria Nacional e também pelo Código de Normas da Corregedoria estadual.

De outro vértice, optando-se pela via judicial, a moriosidade é de lascar. Em suma: que ninguém conte com celeridade numa ou noutra opção. 

O governo federal estipulou tantas exigências para a comprovação da posse e de outros aspectos que é simplesmente desanimador. 

Para complicar mais um tanto, recentíssima decisão do STJ,  aponta para a impossibilidade de se usucapir imóvel administrativamente gravado como área de preservação permanente.

Conclusão: quem for detentor de posse e imaginar que pode transformá-la em propriedade, via usucapião, precisa pensar muito. 

Além do mais, os emolumentos e tributos foram enormemente majorados. 

Antes, qualquer croquis servia como documento técnico: agora, os profissionais que efetuam a medição do imóvel usucapiendo precisam atender a um rol de exigências inimaginável. 

Agrimensores que não se atualizarem, em relação a tais exigências, com toda certeza elaborarão documentos imprestáveis, complicando a vida dos advogados, na fase seguinte. 

Curiosamente, na lavratura da ata notarial comprobatória da posse, as exigências que são feitas pelo Ofício de Registro de Imóveis não  aparecem. 

Outro aspecto: é obrigatória, por força de lei, a intimação do Estado (união, estados e municípios) para, querendo, antepor qualquer impedimento à pretensão do usucapiente. Mas exige-se que o requerente comprove, por exemplo, que a área usucapienda não integra unidade de conservação ambiental. Ora, se os órgãos públicos tomam conhecimento da pretensão, poderão esclarecer tal aspecto, constituindo burocracia infame a exigência de declaração, certidão, etc...

Enfim, a legislação tudo transferiu para encargo dos agrimensores e advogados. Assim, as tratativas de honorários deverão levar em conta o aumento significativo de trabalho para tais profissionais. 

E o pior: com muitos órgãos a legislar, a insegurança jurídica é inevitável.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Se o Min. Dino bobear, a máfia dos penduricalhos irá matá-lo

Penduricalhos no Judiciário superam R$ 10 bilhões e disparam 43% em um ano - Ministro Flávio Dino decidiu na quinta-feira (19) barrar novas verbas acima do teto e proibir pagamentos retroativos
20 de fevereiro de 2026, 06:28 h

Flávio Dino (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Conteúdo postado por:
Guilherme Levorato



247 - Os pagamentos acima do teto constitucional no Judiciário já ultrapassam R$ 10 bilhões e registraram crescimento de 43% em apenas um ano, ampliando o impacto fiscal dos chamados “penduricalhos” sobre os cofres públicos. Os dados foram pelo jornal O Globo e detalham a escalada das verbas remuneratórias e indenizatórias que extrapolam o limite previsto na Constituição.

O avanço dessas despesas ocorre apesar da existência do teto do funcionalismo, que fixa como limite máximo o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 46.366,19. Na prática, gratificações, indenizações e adicionais têm elevado contracheques a valores muito superiores ao limite constitucional, em alguns casos com incidência reduzida ou inexistente de Imposto de Renda.



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O crescimento de 43% em um ano evidencia a aceleração dessas despesas e o peso orçamentário das verbas extras pagas a membros do Judiciário e a outros agentes públicos. O montante superior a R$ 10 bilhões reforça o debate sobre o cumprimento efetivo do teto constitucional e os mecanismos de controle desses pagamentos.
STF reage à escalada dos gastos

Diante desse cenário, o ministro Flávio Dino, do STF, decidiu na quinta-feira (19) proibir a aplicação de qualquer nova legislação que autorize parcelas remuneratórias ou indenizatórias acima do teto constitucional. A medida também impede o pagamento de valores retroativos que não tenham sido efetivamente quitados até 5 de fevereiro de 2026.


O ministro determinou ainda que órgãos da União, estados e municípios revisem, no prazo de 60 dias, as verbas pagas a integrantes dos Poderes e servidores públicos. Parcelas sem previsão expressa em lei deverão ser suspensas ao fim desse período. As decisões serão analisadas pelo plenário da Corte na próxima semana.
Congresso é cobrado a regulamentar o teto

Na decisão, Dino também cobrou do Congresso Nacional a regulamentação do teto remuneratório. Ele afirmou que, se deputados e senadores não cumprirem o dever de legislar sobre o tema, caberá ao próprio Supremo estabelecer um regime transitório.

O ministro ressaltou que o STF já analisou pelo menos 12.925 casos relacionados ao teto do funcionalismo desde o ano 2000. Para ele, não é razoável que o tribunal continue decidindo indefinidamente controvérsias sobre novas modalidades de verbas acima do limite constitucional.

Segundo Dino, a jurisprudência da Corte estabelece que adicionais e gratificações só são legítimos quando previstos em lei específica, vinculados ao interesse público e baseados em critérios objetivos e verificáveis. “A mera utilização de rubricas genéricas não supre essa exigência”, afirmou.


Ao tratar da transparência, o ministro declarou que é “dever básico de quem manuseia dinheiro público” justificar pagamentos elevados. Ele destacou que, para explicar contracheques mensais habituais de R$ 200 mil ou mais, não bastam expressões genéricas como “direitos eventuais”, “direitos pessoais”, “indenizações” ou “remuneração paradigma”.

A escalada dos “penduricalhos”, que já supera R$ 10 bilhões após alta de 43% em um ano, coloca o tema no centro do debate sobre controle de gastos públicos e cumprimento do teto constitucional no país.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

JUVENTUDE DESENCANTADA

Rodrigo Mudrovitsch: “Percibimos un fuerte desencanto de la juventud con los derechos humanos”

El jurista brasileño arranca su mandato como presidente de la Corte IDH con el foco en tres ejes: la acción climática, acercar el tribunal a los ciudadanos e impulsar la celeridad de las medidas
Rodrigo Mudrovitsch en una imagen sin datar.CEDIDA

NOOR MAHTANI
Bogotá - 12 FEB 2026 - 01:40 BRT

Rodrigo Mudrovitsch (Curitiba, 41 años) es el segundo jurista más jóven en presidir la Corte Interamericana de Derechos Humanos (Corte IDH). En enero arrancó un mandato de dos años en la máxima instancia del sistema interamericano de justicia, en uno de los momentos de mayor convulsión política que se recuerdan. Sin embargo, el brasileño confía ciegamente en la robustez del tribunal y en esa sangre joven para modernizar una entidad etérea para muchos. Su principal objetivo, reconoce, es acercar a los jóvenes al tribunal. “La juventud nos puede ayudar a construir un tribunal de puertas abiertas”, dice en una videollamada con EL PAÍS. “Percibimos un fuerte desencanto de la juventud con la política, los derechos humanos y el futuro”, lamenta.

El magistrado, quien presidirá la Corte junto a la chilena Patricia Pérez Goldenberg como vicepresidenta, es doctor en derecho, dedicó su prolífera carrera al derecho constitucional y público, y participó en sentencias relevantes de la Corte Interamericana en temas tan plurales como el derecho de pueblos indígenas, la inviolabilidad del domicilio o la protección de la libertad de expresión. Mudrovitsch asegura que durante su mandato se reforzarán tres ejes principales: la acción climática, acercar el tribunal a los ciudadanos e impulsar la celeridad de las medidas. “Se lo van a poder reclamar después a la Corte, porque es nuestra prioridad”.

Pregunta. Usted fue uno de los jueces más jóvenes en llegar al tribunal. ¿Aporta una mirada generacional distinta?

Respuesta. Creo que sí. Es muy importante tener en el tribunal a colegas con más experiencia, como es el caso del juez [Ricardo C.] Pérez Manrique, con una amplia carrera también en su país, o el juez Alberto Borea Odría que tiene una historia de vida pasando por distintos poderes, pero creo que la juventud también tiene su valor, como para que la Corte IDH se acerque a las generaciones más jóvenes, la juventud nos puede ayudar a construir un tribunal de puertas abiertas. Una gran meta que tengo es renovar el compromiso de los más jóvenes con el sistema interamericano, porque percibimos un fuerte desencanto de la juventud con la política y los derechos humanos.

P. ¿Qué otras prioridades marca su mandato?

R. Una de ellas es fortalecer la cultura de control de convencionalidad. Tenemos ejemplos de cómo unas sentencias que se dictan para ciertos países, acaban siendo una referencia para otros. Hay ejemplos recientes como el de Gadea Mantilla versus Nicaragua y el de Capriles vs Venezuela, que tratan de la autenticidad del proceso electoral y terminaron generando impacto en Costa Rica, porque los tribunales locales entendieron que era importante comprender los estándares de la Corte IDH y aplicarlos. Fortalecer esto es lo que busca mi mandato. Actualmente, avanzamos con dos opiniones consultivas muy importantes: sobre la emergencia climática y sobre el derecho al cuidado. Esto creará una oportunidad para que los Estados generen impactos directos en la población a través de estos estándares.

P. Si bien muchos países confían en el tribunal, Gobiernos de distinto signo ideológico han criticado el papel de la Corte, como El Salvador, Nicaragua o Perú. ¿Qué tan fácil está siendo trabajar con estos Gobiernos?

R. Nuestros números muestran que año a año se va dando cumplimiento con los fallos. Las críticas puntuales forman parte de esto, pero tenemos que responder a ellas de una manera políticamente neutra. Tenemos un juez de Perú, de Paraguay… Cuando los Estados postulan a sus jueces para formar parte de la Corte, esto implica también una renovación de la confianza del sistema interamericano.
Rodrigo Mudrovitsch en una imagen sin datar.CEDIDA

P. A nivel jurídico, ¿le preocupa a la Corte la captura de Nicolás Maduro?

R. En relación a casos concretos, prefiero no pronunciarme. No me parece apropiado posicionarme.

P. Pero le preguntaba desde el punto jurídico, de si esto sienta un precedente que le preocupa...

R. Tenemos varios casos en fase de juzgamiento del Estado de Venezuela y sentencias ya emitidas. Y los criterios jurídicos son los que están en esas sentencias.

P. Hace unas semanas conocimos la sentencia de la Corte IDH sobre Leonela Zelaya, una mujer trans a la que Honduras violentó sus derechos. Esta es la segunda sentencia en esta materia del tribunal. Las activistas de derechos humanos lamentan que los fallos acaben siendo papel mojado...

R. La Corte representa un micrófono muy potente, es una caja de resonancia que genera algo que va más allá del caso concreto de cada país. Esta sentencia está siendo estudiada por otros países que están buscando garantizar la protección a grupos vulnerables. Pero sin duda es importante generar soluciones para las víctimas, y una de las prioridades de mi mandato es acelerar el cumplimiento de las sentencias. Este es el papel más noble de la Corte. Por eso es importante aumentar el personal dedicado a la supervisión de sentencias y la frecuencia en que los jueces visiten los países.

P. Usted tiene varias publicaciones sobre el acceso a la salud. ¿Reconoce el derecho al aborto como parte del derecho a la salud?

R. Esa no fue una cuestión que se examinara en el caso más reciente, el de Beatriz vs El Salvador. La Corte entendió que esa no es una pregunta a ser respondida en ese caso, sigue en abierto. Así que no puedo posicionarme.

P. El Salvador lleva prácticamente cuatro años con un estado de excepción y Nayib Bukele se reconoce como “el dictador más cool de Centroamérica”. ¿Están llegando más casos de lo normal en El Salvador?

R. Lo que está pendiente de juzgar por la Corte, y creo que va a ser un terreno muy interesante de discusión sobre democracia, es la opinión consultiva sobre la democracia en el Estado de Guatemala. No me puedo anticipar, pero sé que va a ser la más importante que llegó junto al de la acción climática. Si la Corte es un micrófono abierto, estas opiniones consultivas es donde se vuelve más democrático. Escuchamos estudiantes, asociaciones, a los Estados… Es entonces donde la Corte podrá aportar más concretamente sobre las obligaciones institucionales para la preservación de la democracia… Todo eso será discutido en un ambiente cualificado y abierto.

P. Esta es la región más peligrosa del mundo para defender el ambiente. Este año se cumplen 10 del asesinato de Berta Cáceres. ¿Qué importancia tienen hoy para la Corte las medidas provisionales?

R. Es super importante. Los defensores del medio ambiente son defensores de derechos humanos y merecen una protección reforzada, y pasa igual con periodistas o agentes de justicia. El impacto de reconocer este derecho es gigante porque genera una capa más de visibilidad y protección, pero la Corte IDH necesita seguir avanzando. Necesitamos crear nuevos criterios de protección, una protección más robusta que tenga en cuenta los emails, el celular, la integridad… Tenemos que ampliar el ámbito de aplicación de protección.

P. Como vicepresidente ha llevado a cabo visitas de supervisión en diferentes comunidades indígenas. ¿Le hace falta al tribunal visitar más el territorio?

R. Sí. Totalmente. Estas visitas generan una presión positiva sobre los Estados, para que aceleren los cambios. Cuando se intensifican las visitas, avanza todo más rápidamente. Se lo van a poder reclamar después a la Corte, porque es nuestra prioridad.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Penduricalhos

Os auxílios pecuniários disto e daquilo e as boladas de dinheiro retroativas da magistratura são concessões para seduzir os juízes ao estilo bon vivant através de uma identificação caricata com os burgueses.

https://sul21.com.br/opiniao/2026/02/liberdade-como-simulacro-por-luiz-marques/

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PUBLICIDADE OPRESSIVA

Todo cuidado é pouco, no caso do cão  Orelha e noutros casos semelhantes. A opinião pública é facilmente manejável - inclusive no interesse da ralé que faz da política profissão - e a publicidade opressiva pode engendrar injustiça contra seres humanos, que não é menos lamantável que a injustiça cometida contra cães, cavalos, gatos, passarinhos, ou qualqur outro ser senciente.

Que ninguém se precipite, acusando supostos pais dos menores que causaram a morte do animal, sem prova cabal.

Fazer Justiça exige serenidade, temperamento, cuidado extremo, de sorte a não se crucificar quem não tenha qualquer responsabilidade pelo ocorrido.

Tem muita gente tirando casquinha, a começar pelo delegado, passando pelo prefeito, deputados, vereadores, etc...Essa gente oportunista não tem o menor escrúpulo, quando se trata de "causar", fazer pose de defensores dos animais. 

DICA DE LEITURA

 NELSON WERNECK SODRÉ -  O governo militar secreto.