...estará apoiando a ideia de voltarmos a ser colônia, quintal, terra ocupada, pelos infames ianques.
Livramo-nos dos portugueses, franceses e ingleses, para cairmos nas garras da águia americana?
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...estará apoiando a ideia de voltarmos a ser colônia, quintal, terra ocupada, pelos infames ianques.
Livramo-nos dos portugueses, franceses e ingleses, para cairmos nas garras da águia americana?
Não havia a fraude, o engano nem a malícia se misturando com a verdade e a candura. A justiça se mantinha em seus próprios termos, sem que ousassem maculá-la nem ofender o favor e o interesse, que agora tanto a depreciam, envilecem e perseguem.
E agora?
e nos acontecimentos que estão vindo à tona, envolvendo magistrados brasileiros:
...que põe em extremos opostos e acirrados os ânimos dos ministros André Mendonça e de Alexandre de Moraes, principalmente, lembrei-me de uma colocação precisa, cirúrgica, do festejado JOHN LOCKE, célebre filósofo liberal inglês:
(...) levantar nuvens de poeira para cegar o povo e fazê-lo extraviar-se mais facilmente (...)
Mas, nestes dias que precedem as eleições no Brasil, o texto é ainda mais adequado em relação a uma corja de políticos canalhas, que se compraz em praticar exatamente o que foi criticado pelo ilustre filósofo.
São muitos os que -incluswive envolvendo igrejas dos mais variados cultos - tratam, sem o menor pudor, de explorar a ingenuidade alheia e manter suas sinecuras, vantagens, fontes de corrupção e desmandos.
Mas, não percamos as esperanças. O que precisamos é de não nos deixarmos embair, votando levianamente ou aceitando circos montados pelo Judiciário.
O próprio ministro Flávio Dino, em uma das suas falas de ontem, mostrando as leviandades praticadas na mais alta Casa de Justiça do país, chegou a afirmar (cúmulo do absurdo) que no STF ocorrem desaparecimentos - isto mesmo, sumiço - de processos. É possível ficar pior? Penso que não. Chegamos ao fundo do poço e tem razão a ministra Carmem Lúcia quando confessa estar sentido muita vergonha em face do que estamos presenciando naquele sodalício.
Mas o pior é que as patranhas, o desleixo e as manobras escusas não acontecem só lá em cima, bem o sabemos. A decantada "dignidade da Justiça" deixa muito a desejar e, como comecei falando sobre um inglês, cabe aqui a expressão "dignidade pra inglês ver".
Livros de ciência, obras literárias, períodicos, tudo ele devora, tudo ele retem. - CHARLES EXPILLY, reportando-se ao sábio Imperador D. Pedro II.
Sem a menor pretensão de equiparar-me ao Imperador ou ao escritor referidos, também tenho o mesmo vício de Pedro. Costumo interessar-me, desde muito pequeno, por influência do meu avô materno - IZIDORO PLATÃO DE AZEVEDO - por publicações as mais diversas, desde "folhinha do Espírito Santo", "gibi do Pato Donald" até dicionários filosóficos.
Com o advento da Internet e sua preciosa capacidade de facilitar o acesso a obras incontáveis, minha sede de saber é saciada diriamente. Que felicidade!!!
Acho que escapo ao rótulo que o escritor citado põe nos brasileiros:
O brasileiro é dotado de imaginação viva e tambtm de um vaidade imponderavel. De tudo quer saber. E, com efeito, tudo saberia, se se pudesse aprender sem estudar.
Com meus 77 anos já cumpridos, continuo com uma sede insaciável de aprender, mas estudando todo dia. Para minha felicidade, tenho dois filhos que comungam do meu vício.
" Daí o caso desses jovens advogados que se dispõem a explorar terrenos auriferos e tornam-se, logo aos primeiros passos, cantores de café, cozinheiros, pescadores, comediantes, lavadores de pratos; desses ex-negociantes que momentaneamennte se transformam em carteiros, pintores de navios, professores de francês, de belas maneiras e de fabricação de chinelos; desses discipulos de Esculápio(*) que vão ser engraxates, aprendizes de pedreiros, carregadores, moços de recados, e se encontram frequentemente em São Francisco".
-=-=
(&) - Na obra Mulheres e costumes do Brasil, p. 22
(*) - Médicos


Spacca…-==-=-=
Estou colocando como ementa, em manifestação dirigida ao 2º Ofício de RI, que, aplicando certa jurisprudência, está a exigir que se atenda requisito não previsto em lei. Acho que irei parar, por suscitação de dúvida, no Judiciário e o recado já serve para o Juiz da Vara de Registros Públicos também.
-=-=-=-=
"Ementa: - Pergunta pertinente, formulada pelo jurista LENIO STRECK.
https://conjur.com.br/2026-ago-27/a-saga-dos-causidicos-matar-leoes-pular-fosso-de-jacares-e-escapar-da-ia/ - “(...) de que adianta o Parlamento aprovar uma lei, se o Judiciário pode adaptá-la segundo seus próprios critérios?” (*)
Não o conheço pessoalmente, nem tenho licença, nem procuração para defendê-lo, ou elogiá-lo.
Mas é impossível deixar de reconhecer a inteligência, a bagagem cultural e o tirocínio jurídico de LÊNIO STRECK.
Seus textos, via de regra publicados na revista eletrônica CONJUR, são, mesmo para os comuns mortais do meio jurídico, de leitura um tanto complexa, que exige meditação, reflexão. Ocorre que, como ele mesmo explica, "da abreviação da linguagem, o que sobra é algo sintético. Algo sempre diferente. E algo certamente menor."
Seus argumentos são poderosos, muito bem fundamentados e cada leitura é uma verdadeira lição que tomamos do renomado mestre.
Seu Dicionário - que ainda não comprei, mas certamente irei fazê-lo -, com certeza é obra indispensável para operadores do Direito.
Diz-se que o Dr. LÊNIO reuniu verbetes focados em desvendar e criticar os vícios da linguagem e as "maldades jurídicas" mascaradas de argumentos técnicos. Veremos.