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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

SARKOZY, o "amiguinho da Igreja Católica" está na berlinda, como corrupto


Agência AFP 

Dois assessores, um deles padrinho de casamento, acusados de corrupção e financiamento ilegal envolvendo malas com dinheiro de ditadores africanos: sete meses antes das presidenciais, vários escândalos rondam Nicolas Sarkozy, e ameaçam desferir um golpe na direita francesa.
O processo envolvendo dois assessores do presidente francês por corrupção e financiamento ilegal voltou a chamar a atenção para o chefe de Estado que, em maio de 2012, será candidato a um segundo mandato de cinco anos.
Nicolas Bazire, chefe de gabinete do ex-primeiro-ministro Edouard Balladur (1993-1995) e diretor de sua campanha para as eleições presidenciais de 1995, nas quais seu chefe perdeu para Jacques Chirac, e Thierry Gaubert, conselheiro de comunicação de Sarkozy até meados dos anos 1990, foram processados pelo juiz Renaud Van Ruymbeke.
Nicolas Sarkozy era ministro do Orçamento e porta-voz desta campanha.
Após a acusação, o Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, desmentiu qualquer vínculo entre o presidente e o financiamento da campanha de Balladur, afirmando que "o senhor Nicolas Sarkozy nunca teve a menor responsabilidade no financiamento desta campanha", qualificando de "calúnia e manipulação politiqueira" os vínculos que pudessem ser estabelecidos a respeito.
"O nome do chefe de Estado não aparece em nenhum elemento" da causa e "não foi citado por nenhuma testemunha ou participante neste caso", assegurou a Presidência francesa.
Van Ruymbeke investiga um suposto esquema financeiro, estabelecido para a venda de submarinos ao Paquistão - e fragatas para a Arábia Saudita - em 1994, o que possibilitou o retorno em caráter ilegal à França de parte do dinheiro que havia servido para financiar a campanha presidencial de Balladur.
Esta rede de corrupção começou a ser investigada a partir do atentado que, em 8 de maio de 2002, matou em Karachi (Paquistão) 15 pessoas, entre elas 11 franceses que trabalhavam na construção dos submarinos em questão e que, durante muitos anos, foi atribuído à rede Al-Qaeda.
O juiz está averiguando os vínculos de Bazire e Gaubert com o empresário franco-libanês Ziad Takieddine, intermediário na venda de armas.
Funcionários do líder francês estão envolvidos em processos de corrupção
Funcionários do líder francês estão envolvidos em processos de corrupção

Bazire, padrinho de casamento de Nicolas Sarkozy e Carla Bruni, em fevereiro de 2008, é o número dois do grupo de luxo LVMH, de Bernard Arnault.
"A investigação do caso Karachi se aproxima de Sarkozy", intitulou esta quinta-feira o jornal Le Monde.
A princesa Helena da Iugoslávia, esposa de Gaubert, disse ao juiz - segundo o site Mediapart e a revista Le Nouvel Observateur - que seu marido acompanhou Takieddine à Suíça em 1994 e 1995 para buscar malas "cheias de cédulas" que entregava a Bazire, que tinha uma caixa-forte em seu gabinete.
A oposição socialista pediu novamente que se suspenda o segredo de defesa que vigora sobre vários documentos que podem servir à justiça neste caso que veio à tona, dias depois da denúncia, feita através de um jornal, pelo advogado franco-libanês Robert Bourgi.
Bourgi disse que entre 1997 e 2005 entregou ao presidente Chirac e seu primeiro-ministro, Dominique de Villepin - inimigo jurado de Sarkozy - malas com "20 milhões de dólares" enviados por dirigentes africanos.
O advogado franco-libanês, que esta quinta-feira foi interrogado a respeito pela polícia judicial, se apressou em esclarecer dias atrás que em 2005 o então ministro do Interior Nicolas Sarkozy, candidato à Presidência, disse: "o reinado das malas acabou".
Dirigentes da oposição lembraram que nestes anos, Bourgi foi "conselheiro extra-oficial" do presidente para as relações com a África.
Sarkozy foi mencionado também no caso da multimilionária herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt, uma das fortunas que apoiaram sua eleição à Presidência, em 2007.
"Seria bom que o presidente, que defendia uma república irreprovável, se explicasse sobre todos estes casos", disse o deputado socialista Pierre Moscovici, chefe de campanha de François Hollande, que segundo uma nova pesquisa de opinião continua favorito à frente de Sarkozy, candidato único da direita.

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