As eleições de meio-termo que ocorreram recentemente em USA produziram resultados interessantes e aparentemente alviçareiros para o povo ianque: foram escolhidos uma governadora indígena e um senador adepto do islamismo, fatos que, somados à eleição do prefeito de Nova York (também muçulmano) sinalizam para um retorno à democracia, para o que o presidente Trump, com suas "loucuras", pareceu ter colaborado.
Veremos como se comportará o Congresso e a Justiça americana daqui em diante.
Para a esquerda e centro-esquerda, os fatos mencionados - somados à alta rejeição do presidente do Chile, por exemplo - sinalizam que a direita não está com a bola toda, como imaginava.
Agora, somada a derrota de Trump à vitória de Lula, provável que teremos também a defenestração de Milei da Presidência da Argentina no próximo pleito. De lembrar, ainda, que Netanyahu (de quem Milei vive lambendo o saco) também está sofrendo reveses significativos, em Israel. Aparentemente, o mundo está despertando para os riscos da expansão do fascismo nos seus vários quadrantes.
Para nós brasileiros, o próximo governo de Lula será de extrema importância e, se tudo correr bem, a posição de destaque do Brasil, na América Latina, certamente engendrará reviravoltas em outros países vizinhos, cujos povos cometeram desatinos eleitorais, escolhendo mandatários desequilibrados e traidores dos interesses nacionais do tipo Milei.