Perfil

Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

Mensagem aos leitores

Benvindo ao universo dos leitores do Izidoro.
Você está convidado a tecer comentários sobre as matérias postadas, os quais serão publicados automaticamente e mantidos neste blog, mesmo que contenham opinião contrária à emitida pelo mantenedor, salvo opiniões extremamente ofensivas, que serão expurgadas, ao critério exclusivo do blogueiro.
Não serão aceitas mensagens destinadas a propaganda comercial ou de serviços, sem que previamente consultado o responsável pelo blog.



domingo, 3 de fevereiro de 2019

Rádio Ratones - CINDY BRADLEY (trumpete maravilhoso)


Rádio Ratones - GOYENECHE



Rádio Ratones - CASAL e BUIKA

Rádio Ratones - CHICAGO

FAZ UM ANO - EM DEFESA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL NO BRASIL

JUDEUS PROGRESSISTAS DENUNCIAM USO POLÍTICO DO JUDICIÁRIO NO BRASIL

O projeto J-Amlat nasceu com o objetivo de colocar em ação um movimento judaico socialista de judeus latino-americanos preocupados com os direitos humanos em todo o mundo em geral, e em Israel em particular; "É por essa razão que J-AMLAT Brasil, preocupada com as condições de livre expressão democrática e da cidadania, repudia os abusos praticados no âmbito de operações como a Lava-Jato que, replicando um padrão punitivista já verificado contra populações periféricas privadas de um satisfatório acesso à Justiça, agora coloca também em risco o funcionamento das instituições democráticas", diz o movimento em nota oficial

21 DE JANEIRO DE 2018 ÀS 19:38 


247 - O projeto J-Amlat nasceu com o objetivo de colocar em ação um movimento judaico socialista de judeus latino-americanos preocupados com os direitos humanos em todo o mundo em geral, e em Israel em particular.

Um movimento a favor da paz e da convivência pacífica entre os povos em geral e entre palestinos e israelenses em particular. Um movimento que apoia o Estado de Israel, mas não está comprometido com as políticas de governo.

"É por essa razão que J-AMLAT Brasil, preocupada com as condições de livre expressão democrática e da cidadania, repudia os abusos praticados no âmbito de operações como a Lava-Jato que, replicando um padrão punitivista já verificado contra populações periféricas privadas de um satisfatório acesso à Justiça, agora coloca também em risco o funcionamento das instituições democráticas", diz a nota.

Leia abaixo a nota na íntegra:

A J-AMLAT, organização internacional de judias e judeus progressistas comprometida com a garantia da democracia, do respeito aos Direitos Humanos e do exercício da cidadania na América Latina e em Israel, vem a público expressar sua preocupação com a suspensão de garantias processuais e do devido processo legal praticadas por instituições judiciais brasileiras.

No âmbito de operações que pretendem combater a corrupção, procedimentos e garantias processuais, a produção de evidências e a imputação de fatos criminais têm sido subordinados às convicções pessoais dos acusadores. Essa forma de construir processos acusatórios sem provas e sem a observância do devido processo legal cria precedentes perigosos para o exercício de cidadania, pois sujeita todos os cidadãos ao arbítrio e convicções pessoais dos julgadores.

Membros da Polícia, Ministério Público e Justiça Federais têm colocado em risco as instituições democráticas por promoverem investigações sem a isenção que se espera do sistema de Justiça Penal. Além do uso de ilações e suposições no lugar de evidências, fazem uso da exposição midiática como forma de manipular a opinião pública e angariar apoio. Agentes não eleitos de cumprimento da lei têm se utilizado do vazamento de declarações e provas circunstanciais para a imprensa, buscando na opinião pública a legitimidade que não consegue extrair do procedimento legal.

Também nos preocupa a seletividade com que procuradores e juízes vêm conclamando o público a sentenciar políticos e a celeridade do exame que o Judiciário vem fazendo desses casos às vésperas do processo eleitoral de 2018, em ritmo jamais dispensado aos milhares de réus que, presos, aguardam julgamento. Esses procedimentos trazem a infeliz memória do justiçamento político de opositores a que o país, infelizmente, assistiu durante inúmeras circunstâncias. Milhares de mulheres e homens foram presos, torturados e assassinados na América Latina, por vezes com o assente explícito de instituições judiciárias.

É evidente que queremos um combate à corrupção que permita a todas as instituições políticas brasileiras funcionarem plenamente na promoção da cidadania com igualdade, isto é, sem desvios e privilégios. Entretanto, a competência das autoridades judiciais com relação aos poderes políticos democraticamente eleitos limita-se à vigilância sobre o cumprimento da Constituição, da lei e dos princípios norteadores da administração pública. Não cabe a elas utilizar o direito para fazer política, e ainda mais, a sua política pessoal.

Esse padrão de atuação coloca em risco o funcionamento de instituições democráticas que, embora imperfeitas, são a conquista de um acordo nacional após um longo período de violência sistemática do Estado. O Judiciário deve ser a garantia de punição contra essa violência, assim como contra ilegalidades por agentes de Estado no exercício de suas funções, desde que comprovadas em processos com respeito às garantias dos acusados. Jamais pode ser um agente político a serviço de interesses particulares. Frustrações e diferenças resolvem-se por meio do juízo popular em eleições livres.

É por essa razão que J-AMLAT Brasil, preocupada com as condições de livre expressão democrática e da cidadania, repudia os abusos praticados no âmbito de operações como a Lava-Jato que, replicando um padrão punitivista já verificado contra populações periféricas privadas de um satisfatório acesso à Justiça, agora coloca também em risco o funcionamento das instituições democráticas. J-AMLAT conclama, assim, as instituições do sistema de Justiça Penal a observarem o devido processo legal e facultarem a todos os acusados as garantias processuais.

MULTINACIONAIS QUE COLABORARAM E GANHARAM DINHEIRO COM O NAZISMO

(...) "
Millhazes, no afã de igualar o comunismo ao nazismo, omite, esquece - ou simplesmente desconhece - que durante o regime nazista a propriedade privada não foi abolida e que o Partido Nacional-Socialista e o Reich foram financiados por diversas empresas alemãs e multinacionais dos mais diversos setores, utilizaram-se de mão-de-obra escrava dos campos de concentração obtendo fabulosos lucros. A jornalista Cláudia de Castro Lima revela, em seu artigo "Aliados do Nazismo: quem contribuiu e lucrou com os horrores da guerra" [69], que "muitos empresários trabalharam com os nazistas e se uniram ao partido, sem falar que produziram armamentos, demitiram os funcionários judeus e, ainda pior, os usaram como mão de obra escrava. Inúmeras dessas corporações - como laboratórios, montadoras de veículos e gigantes das telecomunicações - continuam ativas até hoje, e nós estamos rodeados por produtos, serviços e tecnologias oferecidos por elas". Dentre as principais empresas privadas alemães e multinacionais que colaboraram e lucraram com o nazismo, estão: Kodak, Hugo Boss, Volkswagen, Bayer, Siemens, Coca Cola, Ford, IBM, BMW, General Eletric, Nestlé, Kellogg's, Puma, Adidas, Novartis, Allianz, ThyssenKrupp [70]."
Fonte: PRAVDA, em O vento da história retira o lixo depositado sobre o túmulo de Stálin,  Por PAULO  OISIOVICI 
20.12.2018

O Presidente da Conib enviou mensagem de parabéns ao senador Davi Alcolumbre (DEM), eleito à presidência do Senado neste sábado, 2 de fevereiro.


Presidente da Conib parabeniza Davi Alcolumbre
3 de fevereiro de 2019

Caro Senador

Em nome da Conib e de toda a comunidade judaica brasileira, cumprimento V. Exa. pela eleição ao honroso cargo de Presidente do Senado Federal.
É motivo de orgulho para todos nós vê-lo assumir essa importante função.
Abraço e shalom


Fernando Lottenberg

Fonte: http://www.conib.org.br/presidente-da-conib-parabeniza-davi-alcolumbre/

DEM (os judeus?) na Casa Civil e nas presidências do Senado e da Câmara

A reportagem que segue, aliada à circunstância de que Alcolumbre é judeu ortodoxo, parecem sugerir que os judeus conseguiram uma grande vitória, ajudados por Bolsonaro, no sentido de conquistarem as relevantes posições referidas no título desta postagem, além de ocuparem diversas cadeiras no STF e no STJ: 



"Declaração de Lula lembra perseguição nazista aos judeus', diz presidente do DEM


Para Rodrigo Maia, presidente odeia o partido por atuação oposicionista no Senado

Wilson Tosta, de O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2010 | 16h37

RIO - O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), recorreu nesta terça-feira, 14, a Adolf Hitler e à perseguição aos judeus na Alemanha nazista (1933-1945) para descrever o desejo expresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "extirpar" o Democratas do cenário político nacional. Para Maia, o presidente mostrou, com suas declarações, "todo o seu viés autoritário", um certo desequilíbrio" e até "um pouco de oportunismo", não cumprindo o que deveria, em sua opinião, ser o papel de um presidente da República. O parlamentar atribuiu o "ódio" de Lula à atuação do DEM no Senado, onde ajudou a barrar projetos governistas importantes, como o da prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Acho que a vontade do presidente é derrotar de forma radical os seus adversários para que o PT possa fazer aquilo que o Senado não deixou que fizesse", especulou.




Como o senhor analisa as declarações do presidente Lula, que defendeu que o partido que o senhor preside, o DEM, seja "extirpado" da política?


É uma declaração de uma pessoa que mostra um certo desequilíbrio, uma pessoa que coloca para fora, neste momento, todo o seu viés autoritário, relembrando aí os piores momentos, até usando a forma como a Alemanha nazista tentou extirpar os judeus. É importante até para a reflexão da sociedade, para que ela avalie, de forma muito cuidadosa, o seu voto, não apenas na eleição presidencial, mas na eleição do Poder Legislativo, que tem e terá sempre, independente do presidente da República, um papel moderador importante.

A que atribuir essa declaração?

Acho que é um pouco de oportunismo. O presidente certamente acha que, pela sua popularidade, tem condições de decidir as eleições em cada um dos Estados. Então, ele acha que a agressão é o melhor caminho para tentar desqualificar os seus adversários. Agora, isso não é papel de presidente. O presidente pode, de forma democrática, pedir voto para seus candidatos, mas não deveria, nunca, entrar da forma como o presidente está entrando nas eleições, tentando desqualificar e, como ele disse, perseguir extirpando os seus adversários.

O partido vai tomar alguma providência em relação a essa declaração?

O presidente estava num palanque eleitoral. Acho que as declarações dele vão dar à sociedade a possibilidade de mapear para reflexão não apenas a eleição presidencial, mas exatamente esta preocupação do equilíbrio de forças também no parlamento. Acho que a vontade do presidente é derrotar de forma radical os seus adversários na Federação e no Poder Legislativo, para que o PT possa fazer aquilo que o Senado não deixou que o PT fizesse nos últimos anos: manter a CPMF, restringir as liberdades individuais, a liberdade de imprensa, aprovar o terceiro mandato... Mas toda ação raivosa, depois dela vem sempre uma reação equilibrada por parte da oposição e principalmente por parte do eleitor.

Concretamente, o DEM está com problemas em alguns Estados, principalmente na eleição para o Senado. O senhor está otimista?

Tenho certeza de que venceremos as eleições onde estamos disputando Senado e governo. Ontem foi uma prova disso, a força do (Raimundo) Colombo (candidato a governador em Santa Catarina) fez parte desse desequilíbrio do presidente. Mais importante do que ser governo ou oposição é ter senadores que vão garantir o equilíbrio, o poder moderador, o equilíbrio das instituições, o equilíbrio da democracia. O que o PT quer é um desequilíbrio no Congresso.

O projeto do Democratas, de sucessão ao PFL, foi bem sucedido?

Um processo de renovação dura 20, 30 anos. O PT levou 20 anos para chegar ao poder. Estamos em um processo de renovação e acho que tem que ser dito: o que o presidente carrega dentro dele é um ódio, ninguém sabe por que motivo, apenas por que o DEM foi oposição. Uma oposição que não foi radical, foi firme, quando teve que ser firme, e apoiou o governo naquilo que o governo tinha de positivo a apresentar para a sociedade. Acho que o DEM está no caminho correto. Se não estivesse incomodando, o presidente não estaria tratando o DEM como tratou ontem.

Não tem perigo de o DEM ser extirpado, então?

Olha, ser extirpado só se o presidente quiser ser Hitler e perseguir os judeus. Um presidente que diz 'sou amigo de todo mundo', não sei como consegue falar com tanto ódio, já que os políticos são pessoas jurídicas, não são inimigos, são adversários. E adversários leais, como temos sido.


Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,declaracao-de-lula-lembra-perseguicao-nazista-aos-judeus-diz-presidente-do-dem,609797

Granja no RJ cria galinhas livres de gaiolas e valoriza seu bem-estar


O bem-estar animal é uma ideia cada vez mais forte entre consumidores e criadores. Em uma granja em Paraíba do Sul, as galinhas poedeiras recebem um tratamento diferente do convencional.



Ana Dalla PriaParaíba do Sul, RJ

00:00/10:41


Atualmente, cada vez mais consumidores topam pagar mais caro por um produto que respeita o bem-estar animal. É um mercado em crescimento, que também desperta o interesse dos criadores. Em Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, há uma granja onde as galinhas poedeiras recebem um tratamento diferente do convencional. Lá, o conforto das aves é essencial para o sucesso do negócio.

Mais de 100 semanas confinadas em gaiolas coletivas com 10, 12 aves, dependendo do sistema. Assim vive a maior parte das galinhas poedeiras nas criações convencionais. O espaço destinado a cada uma delas é bem pequeno e não dá para andar, ciscar. Basicamente, elas só fazem movimentos para comer e botar. O resultado são aves estressadas, que brigam, se bicam e adoecem. Por isso, elas recebem antibióticos preventivamente junto com a ração. O conceito do conforto animal não faz parte desse sistema.

Um dia, a americana Adele Douglas visitou uma granja dessas. Ela ficou incomodada com o que viu e decidiu trabalhar para mudar o rumo das coisas: fundou uma organização não governamental, que estabeleceu regras para a criação de animais de um jeito mais humanizado e uma certificação, um selo, concedido para propriedades que adotam o sistema. Assim, o consumidor pode escolher que tipo de ovo quer comprar.

E deu certo: com a pressão do mercado, muitas granjas, no mundo todo, passaram a adotar a chamada produção “cage free”, expressão que em português significa “livre de gaiola”.

“Ela se baseou em um programa já existente na Grã-Bretanha, criou um comitê cientifico formado por 40 profissionais especialistas em bem-estar animal de vários países, inclusive brasileiros. E escreveu normas de bem-estar animal e aplicáveis a realidade”, explica Luiz Mazzon, diretor da filial brasileira da certificadora que concede o selo criado por Adele Douglas.

A lista de normas é bem extensa. A primeira delas, claro, é eliminar as gaiolas e alojar as galinhas em galpões onde possam caminhar, ciscar e até estabelecer relações sociais, como dizem os técnicos. Também é obrigatório instalar poleiros, ninhos para postura e muito mais, como explica Luiz: “A granja precisa respeitar os critérios da Humane Farm Animal Care, que é um caderno de mais ou menos 30 páginas, que tem dezenas de exigências”.

Tendência mundial
Uma granja no município de Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro, é um bom exemplo de como funciona uma criação sem gaiolas. Ela pertence ao grupo Mantiqueira, um dos maiores produtores de ovos do mundo. O presidente, Leandro Pinto, conta que esta é a primeira deste tipo montada pela empresa e o plantel já tem 500 mil galinhas: “Isso aí é uma tendência que está acontecendo faz tempo nos países de primeiro mundo. Eu conheci essa avicultura de 2012 e tive coragem de encabeçar em escala em maio de 2017”.

Além de muito amistosas e sociáveis, as galinhas criadas nesse sistema são bastante produtivas. A granja consegue uma postura de 85%, ou seja, de cada 100 galinhas, 85 produzem um ovo por dia. Mais do que nas unidades convencionais da empresa, onde a taxa média de desfrute é 80%.

“Isso aí com certeza é resultado do bem-estar. Aqui, a lotação máxima que a gente pode ter, estipulada pelas normas da certificadora, é de sete aves por metro quadrado. Para não haver nenhuma competição indevida entre elas, competição por alimento, as aves têm que ter, no mínimo, cinco centímetros de cada lado do comedouro por ave”, explica o veterinário Márcio Carvalho, responsável pela granja.

O espaço no poleiro também tem regra: pelo menos, 20 centímetros para cada ave. No sistema sem gaiolas, a quantidade de ninhos varia de acordo com o modelo. Para um dos tipos, tem que ter um ninho para cada cinco aves, que vão se revezando na postura ao longo do dia. E até a temperatura da água servida aos animais é controlada.

“É estabelecido pela norma que a galinha sente dificuldade de ingerir essa água a partir do momento que ela passa de 36 graus. Se ela não beber água, ela não vai se alimentar direito e não se alimentando, não vai produzir”, explica Márcio.

A qualidade do ar dentro da granja também é importante para o bem-estar das aves. E ela está diretamente relacionada com a chamada cama, o material que cobre o piso do galpão. O veterinário explica: “A gente tem que medir concentração de amônia no ar, que também está relacionado a qualidade da cama. Se a gente deixar a cama ficar úmida, a gente vai ter um aumento do nível de amônia no ar. Então, a gente se preocupa com a cama, se preocupa com a qualidade do ar e aí a gente tem o ambiente perfeito pra galinha”.

Nesse sistema, é proibido alimentar as galinhas com ração que contenha proteína de origem animal, como farinha de peixe ou de osso, por exemplo. Antibióticos são permitidos, mas apenas para tratamentos. Nunca de forma preventiva. Vacinas são liberadas. “A gente não tem problema com doenças, não tivemos até agora e parece que não vamos ter. Aqui, a gente parte do princípio que a galinha recebendo uma ração de qualidade, estando bem nutrida, seguindo todos os parâmetros de bem-estar, a gente não tem problema de doença nessa criação”, garante Márcio.

Para atender às normas e montar toda essa estrutura, a empresa gastou bastante: R$ 10 milhões, segundo o presidente Leandro Pinto. Segundo ele, esse valor é quase o dobro do que gastaria para implantar uma granja convencional.

Hoje, essa unidade produz cerca de 425 mil ovos por dia, que também custam 35% mais caro, porque a produção por área é menor e a necessidade de mão de obra maior.

O principal problema hoje é que a granja ainda não tem mercado para tanto ovo. Quase metade da produção é vendida como produto convencional. “Nós estamos criando o mercado, porque criou-se um produto, criou-se uma demanda que a gente, através de ONGs, de pessoas que querem cuidar do bem-estar animal, criamos uma produção e estamos correndo agora atrás da demanda. Mas quem vai fazer a grande transformação são as empresas e as indústrias que estão se comprometendo, a partir de 2025, a usar ovos 100% de galinhas soltas”, afirma Leandro.

No mercado, ovo de galinha livre também custa mais caro que o convencional. Luiz Cláudio Hass, gerente comercial de uma rede nacional de supermercados, explica que, mesmo assim, o interesse por alimentos provenientes de criações que respeitam o bem-estar animal, está crescendo: “No caso dos ovos, a única opção que a gente tinha era dos ovos caipiras e dos ovos orgânicos, mas o custo desse produto é muito elevado. Este ovo livre de gaiola custa aproximadamente de 15% a 20% mais caro que um ovo tradicional, mas ele tem o benefício de ser 30% mais barato que um ovo de galinha caipira, que está em disponibilidade no mercado”.

Os ovos de galinhas livres ainda representam apenas 5% das vendas da rede, mas Luiz Cláudio acredita que dá para melhorar muito nos próximos anos: “O nosso objetivo é chegar em 100% até 2025. O que falta para chegar nisso é, principalmente, que a gente tenha mais produtores. Com mais produção, o custo vai se tornar cada vez mais acessível e, além disso, o que a gente precisa é criar mais informação. Também da nossa parte levar até o consumidor a informação do benefício que esse produto tem, do cuidado da produção com as galinhas. A medida que o consumidor ganha esse conhecimento e essa informação, ele passa valorizar o produto e esse custo acima que ele tem hoje”.

Para receber o selo da criação livre de gaiolas, o produtor também tem que respeitar as leis trabalhistas, ambientais, passar por fiscalizações periódicas da certificadora. O sistema dá bem-estar aos animais e ainda pode trazer vantagens em um mercado cada vez mais exigente.

Vale reforçar: nos modelos de criação orgânico e caipira, as galinhas também não ficam em gaiolas e, muitas vezes, têm acesso a áreas externas de pastagem.

BOLSONARO ESTÁ PIOR DE SAÚDE DO QUE ADMITEM, DIZ FOLHA DE SP

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/02/nauseas-e-vomitos-de-bolsonaro-foram-provocados-por-paralisia-no-intestino.shtml