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quinta-feira, 22 de julho de 2021

PENTÁGONO MAQUIA NÚMEROS DE CIVIS MORTOS POR MILITARES DOS EUA, SEGUNDO ESPECIALISTAS



Relatório anual subestima de forma expressiva o número de civis mortos pelas Forças Armadas dos EUA. Indenizações às famílias não são pagas, mesmo em casos de óbitos confirmados.
11 de Junho de 2021, 11h12


AS FORÇAS ARMADAS DOS EUA mataram 23 civis e feriram outros 10 no Afeganistão, no Iraque e na Somália em 2020, segundo relatório do Pentágono sobre mortes de civis divulgado em 2 de junho – e imediatamente acusado de maquiar os números. Especialistas afirmam que o relatório subnotifica de forma expressiva a quantidade de mortos e feridos em operações militares americanas, apontando ainda que o Pentágono não efetuou pagamentos de condolências, espécie de indenização, nem nos poucos casos reconhecidos pelo governo.

“O fracasso em contabilizar e corrigir de forma precisa os danos a civis é um desserviço àqueles que já sofrem perdas inimagináveis e aos americanos, que merecem mais transparência em relação às operações dos EUA”, afirma Annie Shiel, conselheira-sênior de política norte-americana e advocacia do Center for Civilians in Conflict, o CIVICS. Ela sinaliza uma “enorme discrepância entre o número de mortes divulgados pelo Departamento de Defesa e aqueles apontados por organizações que monitoram danos a civis, por grupos de direitos humanos, pela ONU e pela imprensa”.

Um cálculo conservador de civis mortos pelos militares dos EUA em 2020, segundo a Airwars – grupo britânico que monitora ataques aéreos –, indica um número quase cinco vezes maior: 102 mortes em ataques americanos realizados em cinco países: Afeganistão, Iêmen, Iraque, Síria e Somália. Como observa Chris Woods, diretor da Airwars, “a incapacidade do Pentágono em pagar qualquer compensação para os civis afetados em 2020 – mesmo com milhões de dólares disponíveis para esse fim –, sugere desinteresse nos efeitos devastadores das ações malsucedidas dos EUA”.

A expressiva subnotificação do Pentágono não inclui nenhum dos ataques secretos perpetrados pela Agência Central de Inteligência, a CIA, os quais não são reconhecidos pelo governo dos EUA. Tampouco considera a mortandade civil resultante do apoio bélico dos EUA a países aliados, como a Arábia Saudita, cujos bombardeios já mataram milhares de pessoas no Iêmen.

Em anos anteriores, os EUA efetuaram pagamentos de condolências a civis que o governo reconheceu ter ferido em operações militares. As cifras variam muito, de 125 dólares a 15 mil para um civil morto no Afeganistão. Entre 2015 e 2019, os EUA destinaram 2 milhões de dólares a essas compensações.

Apesar de existir um fundo de 3 milhões de dólares do Departamento de Defesa para pagamentos relacionados a mortes, ferimentos e danos causados por ações militares americanas e de aliados, o novo relatório observa que o departamento “não ofereceu nem fez qualquer pagamento ex gratia [sem obrigação legal] em 2020”.

A razão por trás da falta de pagamentos – e de eventuais pendências nas compensações – segue uma incógnita. Porta-voz da Defesa, Michael Howard declarou ao Intercept que “diversos fatores podem afetar uma decisão do comando para oferecer um pagamento ex gratia” e que “detalhes sobre os números dos pagamentos planejados ou em andamento não estão disponíveis no curto prazo”.

Especialistas demonstram indignação. “O Congresso reiteradamente autorizou o financiamento de pagamentos ex gratia por danos a civis, e, de forma confusa, o Departamento de Defesa fracassou reiteradamente em usar esses fundos de forma substancial, apesar do grande número de mortes de civis confirmadas pelo departamento”, afirmou Shiel, do CIVICS.
O relatório anual mais recente

contempla ações militares dos EUA em seis países: Afeganistão, Iêmen, Iraque, Síria, Somália e Nigéria – onde uma missão de resgate de reféns foi conduzida em 2020. Além dos casos do ano passado, o documento acrescenta outras 63 mortes e 22 feridos civis aos números oficiais do Pentágono, em episódios ocorridos entre 2017 e 2019 – a maioria dos casos no Iraque e na Síria.

Howard observa que o Pentágono “avalia novos relatórios sobre operações passadas após recebê-los e reconsidera avaliações prévias se novas informações relevantes vierem à tona”.

‘Especialistas afirmaram que o Pentágono parece terceirizar o trabalho pesado para grupos de direitos humanos e jornalistas, para só então validar alguns casos’.


Em vez de direcionar seus vastos recursos para a condução de investigações aprofundadas, o Pentágono parece terceirizar o trabalho pesado, deixando a tarefa da contagem de mortos e feridos a grupos de direitos humanos e jornalistas, para só então validar alguns casos.

“Aparentemente muitas das mortes de civis reconhecidas no relatório vêm de grupos e fontes externos que solicitam revisões sobre ataques e ações aos militares”, aponta Priyanka Motaparthy, do Instituto de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Columbia. “Não vemos sinais de um esforço sério para entender o impacto total das operações militares dos EUA na população civil.”

O relatório do Pentágono indica apenas a terceira vez em que os EUA reconheceram civis mortos e feridos no Iêmen. Em maio de 2020, o órgão declarou que “não identificou mortes de civis resultantes de operações militares dos EUA no Iêmen” em 2019, mas o novo relatório do Departamento de Defesa agora reconhece a morte de um civil em Al Bayda, Iêmen, em 22 de janeiro de 2019.

Uma investigação da organização Mwatana for Human Rights, com sede no Iêmen, publicada no começo deste ano, revelou que um ataque aéreo em Al Bayda, em 21 ou 22 de janeiro de 2019, matou Saleh Ahmed Mohamed Al Qaisi, um agricultor e pintor de 67 anos – segundo os habitantes do local, sem relações com o terrorismo. Uma testemunha afirmou à Mwatana que um “drone” atirou no carro de Saleh. “Estamos sendo mortos a sangue frio”, disse um familiar.

“As Forças Armadas dos EUA passaram cerca de 20 anos matando pessoas no Iêmen, mas ainda não conseguem investigar e responsabilizar de forma adequada”, afirmou Radhya al-Mutawakel, liderança da Mwatana. “Esta admissão nova e atrasada das Forças Armadas americanas mostra como são inadequadas as avaliações iniciais dos EUA sobre suas próprias operações. Seus registros não têm credibilidade.”

Em quatro anos, o governo Trump conduziu pelo menos 181 ataques no Iêmen – aproximadamente o total de ações dos oito anos da gestão Obama. As operações militares de Trump resultaram em um total estimado de 76 a 154 civis mortos, segundo a Airwars. O Departamento de Defesa, no entanto, alega que somente 13 civis podem ter morrido e dois ficado feridos, em três ataques ao longo do mesmo período de quatro anos.

O Comando Central dos EUA, o CENTCOM, reconheceu somente em janeiro de 2019 a morte de civis, cerca de cinco meses depois da Mwatana apresentar provas de que Al Qaisi não era combatente. Tornou-se um padrão: as admissões anteriores do Pentágono em relação à morte de civis no Iêmen – relacionadas a dois ataques realizados em 2017 – ocorreram após uma reportagem do Intercept sobre um massacre de iemenitas pelos SEALs, braço de operações especiais da Marinha, e de uma investigação da Airwars a respeito de um ataque aéreo que, mais tarde, o Pentágono afirmou ter ferido dois civis.

“Não há evidências de que o CENTCOM já tenha relatado danos a civis decorrentes das ações no Iêmen sem que antes tenham sido divulgados pela imprensa ou por ONGs. Isso sugere que o comando não prioriza essa questão vital”, afirma Wood. “A Airwars ficou chocada ao saber, por exemplo, que apesar das informações sobre a escalada de ataques a civis no Iêmen durante o governo Trump, nenhuma equipe foi criada para analisar tais alegações.”

No começo deste ano, o governo Biden suspendeu os flexíveis “princípios” de ataque da era Trump, impôs limites temporários às operações de “ação direta” de contraterrorismo – exigindo aprovação da Casa Branca para ataques de drones e incursões fora de zonas de guerra convencionais, como o Afeganistão – e lançou uma avaliação de tais operações. Essas medidas, entretanto, não têm efeito para as vítimas dos ataques já feitos.

A Mwatana informou que Al Qaisi era o principal supridor de sua família, e que seu carro, do qual os parentes dependiam, custou milhares de dólares. Outras famílias também enfrentaram dificuldades financeiras devido aos ataques em que os EUA admitiram mortes de civis sem oferecer pagamentos ex gratia, apesar dos recursos disponíveis no orçamento do Pentágono.

“É chocante que as Forças Armadas dos EUA tenham reconhecido novos registros de civis mortos, mas não tenham feito um único pagamento a civis afetados nem, até onde sabemos, oferecido qualquer assistência”, observou Motaparthy, do Instituto de Direitos Humanos da Universidade de Columbia. “Reconhecer erros é um passo importante, mas aqueles que foram afetados nada recebem para reconstruir suas vidas e se recuperar de suas perdas.”

Tradução: Ricardo Romanoff

Fonte: https://theintercept.com/2021/06/11/pentagono-civis-mortos-militares-eua/

O GOVERNO DO POVO MAIS HIPÓCRITA DO MUNDO, FAZ PIADA DO SÉCULO

Norte-americanos ameaçando punir servidores de Cuba por "violação de Direitos Humanos".

Se tem um país que não comete esse tipo de ilícito é os EUA, a começar por presos mantidos em cárcere, sem o devido processo legal, em Guantanamo, né? 

Ah! Quase nenhum ameríndio do território deles foi morto pelo Exército e por civis, lembram?  

É um povo exemplar, no quesito "Direitos Humanos", sem dúvida, não? 


Até que a Justiça reponha as coisas no seu devido lugar - Polícia Federal rasga Lei de Transparência e passa a esconder todos os seus documentos

A partir da agora, todo documento é sigiloso

22 de julho de 2021, 04:54 h Atualizado em 22 de julho de 2021, 05:01
Policial federal carrega uma bolsa ao chegar à sede da Polícia Federal em São Paulo (Foto: REUTERS/Nacho Doce)
 

247 – "A Polícia Federal fechou a partir desta terça-feira, dia 20, o acesso público a todos os documentos da corporação cadastrados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do governo federal. O SEI é o sistema utilizado por todos órgãos públicos para o registro e o envio de documentos oficiais", segundo informa a jornalista Malu Gaspar, em sua coluna no Globo.

No caso da PF, são arquivados desde atos administrativos, como ofícios, portarias, promoções, remoções, compras ou licitações, até a abertura de inquérito e peças de investigação. Normalmente, todo servidor tem acesso ao sistema para consultas e registros.

"O que a nova regra estabelece é o contrário: a partir de agora, todo documento registrado por um policial federal no SEI é de acesso restrito ou sigiloso. Para garantir que a regra seja cumprida, a opção de registro público foi simplesmente excluída das redes de computadores da PF", informa Malu.

Fonte: Brasil 247

TEM A QUEM PUXAR - Pai de Arthur Lira é investigado por contrato de R$ 1,9 milhão


 ​Publicado em 22 julho, 2021 7:43 am
Pai de Arthur Lira está sendo investigado – Reprodução

O pai de Arthur Lira está sendo investigado por ter fechado contrato de R$ 1,9 milhão com empresa que pertence a um amigo. Benedito de Lira é prefeito de Barra de São Miguel (AL) e contratou uma empresa para fornecer gasolina e óleo diesel por um ano.

O caso foi parar no Ministério Público, que já está investigando e instaurou um procedimento de notícia de fato para apurar o processo licitatório, segundo a Folha.

A empresa contratada é a MLG da Silva Siqueira & Cia, que atende pelo nome fantasia de Posto São Francisco de Assis e foi contratada em junho. Ela pertence a Ulisses Siqueira e Maria de Lourdes Siqueira, sogros de Inaldo Barbosa Alves, amido do prefeito e superintendente municipal de Transporte e Trânsito.

A prefeitura negou qualquer irregularidade e disse que houve pregão eletrônico. Como o contrato está em vigor, já houve empenho de R$ 233 mil para a empresa. Lira vem ganhando cada vez mais destaque em rolos, inclusive sobre a distribuição de emendas parlamentares.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pai-de-arthur-lira-e-investigado-por-contrato-de-r-19-milhao-com-empresa-de-amigo/

QUE DIRÃO OS "DEMOCRATAS" IANQUES DISSO -


Ministro da Defesa ameaça golpe e diz que sem voto impresso não haverá eleição

Publicado em 22 julho, 2021 6:41 am
O ministro Walter Braga Netto, durante sessão em comissão da Câmara Foto: Reprodução/TV Câmara

O ministro da defesa, general Braga Netto, avisou o presidente da Câmara, Arthur Lira, que sem voto impresso não tem eleição no ano que vem. A frase dele vai de encontro ao que vem sendo ventilado pelo próprio Bolsonaro nos últimos tempos.

A informação é do Estadão e mostra que o general mandou o recado. Que Braga Netto teria usado um interlocutor político para dizer que, sem voto impresso e “auditável” não haveria eleição em 2022.

Além disso, o ministro da Defesa deixou claro que tem o apoio dos chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica. O recado assustou Lira, que chegou a comentar com um grupo pequeno que está vendo a situação como gravíssima e que estava preocupado porque via o recado como ameaça de Golpe.

Por isso, o presidente da Câmara chegou a procurar Bolsonaro para dizer que não o apoiaria em ruptura das instituições.

O recado aconteceu pouco antes de Bolsonaro decidir trocar um nome forte das Forças Armadas por Ciro Nogueira, líder do Centrão, e chateado os militares.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/ministro-da-defesa-ameaca-golpe-e-diz-que-sem-voto-impresso-nao-havera-eleicao/

NÃO FOI UM CUBANO OU VENEZUELANO, NEM QUALQUER PETISTA QUE DISSE - Brasil tem 1 órfão por covid a cada 5 minutos: 'Pensamos que crianças não são afetadas, mas é o oposto'



Mariana Sanches e Matheus Magenta
Da BBC News Brasil em Washington e em Londres
Há 4 horas


CRÉDITO,GETTY IMAGES


A covid-19 evoluiu rapidamente nos corpos de Thiago e Antonielle Weckerlin (ou Nielle, como era conhecida). Casados por 13 anos, ambos acabariam intubados na mesma UTI de Ponta Grossa, no hospital do Coração Bom Jesus. Primeiro morreu Thiago, numa madrugada de março de 2021, pouco antes de completar 35 anos. Onze dias depois, sem sequer ter chegado a saber que ficara viúva, morreria Nielle, aos 38 anos. "Nossa querida Nielle não resistiu e agora foi encontrar com Thiago e Jesus no céu", dizia um post de luto da igreja evangélica que a família frequentava na cidade.

O casal, enterrado lado a lado, deixou quatro filhos, dois meninos e duas meninas. As crianças, com idades entre 1 e 11 anos, agora vivem com familiares que dizem ter condições financeiras de sustentá-los. Ainda assim, amigos e familiares arrecadaram R$ 70 mil em um esforço para ajudar o futuro delas.

As quatro crianças são parte dos mais de 113 mil menores de idade brasileiros que perderam o pai, a mãe ou ambos para a covid-19 entre março de 2020 e abril de 2021. Se consideradas as crianças e adolescentes que tinham como principal cuidador os avós/avôs, esse número salta para 130 mil no país. Globalmente, a cifra ultrapassa 1,5 milhão de órfãos, de acordo com um estudo publicado na última terça-feira, 20/7, no periódico científico Lancet.

"Se você parar agora e contar até 12, é o tempo que basta para haver um novo órfão por covid-19 no mundo", afirmou à BBC News Brasil a cientista que liderou o estudo, Susan Hillis, pesquisadora de doenças infecciosas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Hillis, ela mesma mãe adotiva de 11 filhos, se esforça para confrontar uma ideia que se disseminou desde o início da pandemia de que crianças não são afetadas pela covid-19. De acordo com a cientista, a magnitude no número de órfãos expõe exatamente o oposto, mas autoridades de diferentes países e a sociedade em geral têm ignorado — ou agido de modo lento demais — para ajudar esses menores de idade em situação tão extrema.
Para além da tragédia emocional, muitas famílias perderam pais ou mães que eram as principais fontes de renda da casa. Hillis defende que haja inclusão imediata desses menores de idade em programas de transferência de renda, para combater a vulnerabilidade financeira e social que vem junto com a orfandade. Essa seria uma necessidade especialmente verdadeira no Brasil, onde a maior parte dos órfãos, 87,5 mil, perdeu o pai, historicamente o responsável pelo sustento financeiro do lar.

No Congresso brasileiro, onde Thiago e Nielle foram homenageados por um deputado federal do Paraná, tramitam diversos projetos de lei para beneficiar com assistência social órfãos da covid-19. O governo federal já anunciou que planeja pagar uma pensão para órfãos já inscritos em programas sociais, algo em torno de 68 mil menores de idade, segundo estimativas.

Mas nenhuma dessas propostas de auxílio saiu do papel ainda. "Nossos dados são muito claros em mostrar que o Brasil é o segundo país com maior número de órfãos, atrás apenas do México", afirma Hillis. "Só posso dizer que existe um chamado urgente para que o país previna mortes e se prepare para proteger as crianças que vão precisar."


CRÉDITO,DIVULGAÇÃO CDC
Legenda da foto,

Susan Hillis, especialista em doenças infecciosas e líder de pesquisas de orfandade, é mãe adotiva de 11 crianças

BBC News Brasil - O artigo que a senhora coassina afirma que a orfandade é uma epidemia escondida dentro da pandemia de covid-19. Qual é a importância de conhecermos esses números?

Susan Hillis - Sabemos por epidemias e pandemias anteriores, como a da gripe espanhola de 1918, ou a pandemia de HIV/AIDS ou a epidemia de Ebola, que toda vez que há pandemias que matam um grande número de adultos, isso significa que há um grande número de crianças que ficaram órfãs pela morte de um ou de ambos os pais. Dessa vez, no entanto, me parece que ficamos tão chocados e consumidos pela urgente necessidade de combater as mortes — que realmente ocorrem principalmente entre adultos —, que presumimos que isso significa que as crianças não são afetadas.

E, na verdade, é exatamente o oposto disso. As crianças são altamente afetadas quando os adultos que morrem são seus pais ou avós, as pessoas que mantêm suas casas e que cuidam delas.

BBC News Brasil - A magnitude desses números surpreenderam?

Hillis - Eu acho que foi surpreendente para a maior parte do mundo pelo simples fato de que não temos pensado nisso. No entanto, nosso estudo deixa claro que agora é a hora de nos concentrarmos em um grupo de crianças que está em crise e que continuará a crescer à medida que a pandemia progride. Descobrimos que em pouco mais de um ano, a cada 3 milhões de mortes por pandemia, havia mais de 1,5 milhão de crianças que perderam a mãe, o pai ou seu cuidador primário (normalmente os avós). Isso é muito traumatizante para as crianças.

O tamanho do grupo de crianças em sofrimento é chocante e a velocidade com que ele aumenta é de tirar o fôlego. O extremo da situação fica claro quando você pensa que muitas vezes, em poucos dias ou semanas, a pessoa que contraiu covid-19 está morta, o que deixa muito pouco tempo para que os familiares possam preparar esses filhos para o que é o futuro de uma vida sem mãe ou uma vida sem pai ou uma vida sem a avó que cuidava de você o tempo todo, todos os dias, que fazia a lição de casa com você, que lavava o seu cabelo, que estava ali para te ouvir quando você precisava de apoio psicossocial, que pagava suas mensalidades na escola. Então, estamos mesmo preocupados com essas crianças e, ao mesmo tempo, temos esperança porque aprendemos com pandemias anteriores o que funciona para ajudar e apoiar órfãos e crianças vulneráveis ​​e suas famílias nessas circunstâncias.

BBC News Brasil - O número de órfãos agora é comparável com algo que vimos na história recente da humanidade?

Hillis - Mais do que comparações históricas, há duas imagens muito simples e que traduzem de uma forma muito clara o tamanho da nossa tragédia. A cada 12 segundos, uma criança ao redor do mundo perde os pais ou um dos avós cuidadores por covid-19. Pense nisso: se você parar agora e contar até 12, é o tempo que basta para haver um novo órfão. Dito de outra forma, a cada dois adultos que morrem pela pandemia no mundo, uma criança é deixada para trás lamentando a perda de sua mãe ou de seu pai ou avó ou avô que o criava. Isso traduz a urgência de agirmos todos juntos e agora.

BBC News Brasil - Como os governos deveriam agir em relação a esses órfãos? E a sociedade, em geral?


CRÉDITO,JARBAS OLIVEIRA/AFP
Legenda da foto,

Cemitério no bairro Bom Jardim, em Fortaleza

Hillis - Há vários níveis de ação. Do ponto de vista das famílias, apesar dos lockdowns e restrições de movimento que o mundo todo tem experimentado, é preciso usar o momento para fortalecer o relacionamento com parentes que moram perto, e até mesmo aqueles que não moram perto, por meio de plataformas de videochamadas, porque são esses parentes que provavelmente terão que intervir e ajudar caso o pai ou o avô cuidador morra. E, especialmente para uma doença que mata tão rapidamente, eles precisam estar a postos.

Já em relação a governos e à sociedade civil, esse é o momento para que todos os níveis administrativos se engajem em três estratégias. Em primeiro lugar, precisamos prevenir as mortes desses pais, e certamente a essa altura sabemos como fazer isso. É preciso acelerar e garantir a equidade da distribuição das vacinas e enquanto isso não acontece e a imunização segue indisponível em muitos países, temos que seguir adotando aquelas medidas de saúde pública: uso de máscara, distanciamento social, higiene apropriada das mãos. Isso é essencial para impedir que esses pais contraiam a doença e morram.

A segunda estratégia é preparar para essas perdas. Há evidências claras de que crianças que crescem em orfanatos têm um risco aumentado de atrasos cognitivos permanentes. Isso está longe de ser o melhor que podemos fazer, como sociedade, por uma criança órfã. Então precisamos preparar parentes das famílias delas ou mesmo formar rapidamente famílias substitutas e adotivas que possam dar um lar para as crianças que precisam e precisarão deles. E não são poucas. Vamos pegar apenas o caso da cidade de Nova York. Ali, descobrimos que uma em cada quatro crianças que perderam um dos pais ou o responsável precisa de uma vaga em orfanato porque não tem outra opção. É preciso olhar para a possibilidade de famílias alternativas. Obviamente, isso deve sempre começar com os parentes e, quando isso não for possível, é preciso um lar substituto seguro e amoroso.

E a terceira estratégia é a proteção social. É central falarmos de proteção a essas crianças, porque sabemos que aquelas que crescem sem uma mãe ou um pai para zelar por elas correm maior risco de exposição à violência sexual, física e emocional. Há um risco aumentado de muitas outras vulnerabilidades sociais, como a interrupção dos estudos. Então, fica claro que precisamos trabalhar juntos para garantir que os pais ou cuidadores adotivos possam construir uma coesão familiar, que essas crianças sigam tendo oportunidades de permanecer na escola e precisamos assegurar seu fortalecimento econômico, inscrevendo-os em programas de transferência de renda, já que órfãos também acabam em situações econômicas altamente vulneráveis ​​quando quem falece de covid-19 é também o chefe de família.

BBC News Brasil - Seu estudo mostra também que, no caso do Brasil, a maior parte das crianças perdeu o pai, e não a mãe. Por que isso acontece e que diferença isso faz para elas no futuro?

Hillis - Também ficamos impressionados ao verificar que o risco de perder o pai foi de duas a cinco vezes mais alto do que o de perder a mãe. Isso, no mundo todo. Um dos motivos centrais para essa diferença é que, frequentemente, os homens têm um número médio de filhos maior do que as mulheres. Os homens podem continuar sua vida reprodutiva até 70 anos ou mais e as mulheres normalmente interrompem abruptamente seus anos reprodutivos por volta dos 50. Então, acreditamos que esse fato — o número médio mais alto de filhos dos homens —, associado com um risco ligeiramente maior de morte por covid-19 no caso dos homens explica esse dado.

Em termos de consequências, a perda do pai em vez da mãe costuma trazer maior risco de vulnerabilidade econômica nas famílias, presumivelmente porque eles são muitas vezes o principal ganha-pão na casa. Outra evidência forte é que a perda do pai tende a aumentar o risco de exposição a abuso sexual. Isso é especialmente verdade no caso das meninas órfãs.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-57923377

Variante delta poderá ser dominante em poucos meses, alerta OMS


A cepa altamente contagiosa do coronavírus já está presente em 124 países e responde por mais de 75% dos casos em várias nações. Mundo se aproxima de 200 milhões de infectados.



Reino Unido registra aumento semanal de 41% no número de novas infecções

A altamente contagiosa variante delta do coronavírus deve se tornar nos próximos meses a cepa dominante no mundo, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (21/07).

A variante delta foi detectada pela primeira vez na Índia e há registros dela em 124 territórios – 13 a mais do que na semana passada – e já responde por mais de 75% das amostras sequenciadas em muitos dos principais países, afirmou a OMS.

"Espera-se que a variante delta supere rapidamente as outras variantes e se torne a linhagem dominante em circulação nos próximos meses", divulgou a agência sanitária das Nações Unidas em sua atualização epidemiológica semanal.

Entre as outras três variantes preocupantes do coronavírus, a alfa, detectada inicialmente no Reino Unido, foi registrada em 180 territórios (aumento de seis em relação à semana passada), a beta, que surgiu primeiramente na África do Sul, possui registro em 130 territórios (aumento de sete), e a gama, originária do Brasil, está presente em 78 territórios (aumento de três).

De acordo com as sequências do Sars-Cov-2 submetidas à iniciativa científica global Gisaid durante as quatro semanas prévias ao dia 20 de julho, a prevalência da variante delta excedeu 75% em vários países. A lista inclui África do Sul, Austrália, Bangladesh, Cingapura, China, Dinamarca, Índia, Indonésia, Israel, Portugal, Reino Unido e Rússia.

"Evidências cada vez mais notórias sustentam o aumento da transmissibilidade da variante delta em comparação com as cepas que não são consideradas preocupantes. No entanto, o mecanismo exato para o aumento da transmissibilidade permanece obscuro", disse a OMS.
Mundo se aproxima de 200 milhões de casos

A organização informou que cerca de 3,4 milhões de novos casos de covid-19 foram relatados ao longo da semana que terminou em 18 de julho – um aumento de 12% em relação à semana anterior.

"Nesse ritmo, espera-se que o número acumulado de casos notificados globalmente possa ultrapassar 200 milhões nas próximas três semanas", estipulou a OMS.

Segundo a contagem realizada pela universidade americana Johns Hopkins, o mundo registrou, desde o início da pandemia, mais de 191 milhões de infecções pelo coronavírus e 4,12 milhões de mortes ligadas à doença.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que o aumento global na transmissão parece ser impulsionado por quatro fatores: mais variantes transmissíveis; o relaxamento das medidas restritivas de saúde pública; o aumento da interação social e um elevado número de pessoas ainda não vacinadas.

Os casos de infecção aumentaram 30% na região do Pacífico Ocidental e 21% na região europeia. Os números mais expressivos foram registrados na Indonésia (350.273 novos casos – aumento de 44% em relação à semana anterior), Reino Unido (296.447 novos casos – aumento de 41%) e Brasil (287.610 novos casos – queda de 14%).

O número de mortes semanais no mundo, no entanto, permaneceu estável em torno de 57 mil óbitos – taxa semelhante à registrada na semana anterior, após um declínio constante por mais de dois meses.

pv/ek (AFP, ots)

Fonte: DW BR

Alerta nos EUA: Flórida registra aumento de 350% nos casos novos de Covid em um mês

Segundo médicos locais, a explosão de novos casos da doença tem relação com a variante Delta e atingem, em sua grande maioria, a população ainda não vacinada

Por Ivan Longo 21 jul 2021 - 22:53

Foto: Reprodução/Click Orlando

Os Estados Unidos, apesar de ser um dos países que mais tem vacinado contra a Covid-19 do mundo, estão vendo os números da doença voltarem a subir, o que tem gerado preocupação de autoridades.

O aumento dos novos casos tem se dado, essencialmente, em regiões com menor taxa de vacinação. É o caso da Flórida.

No estado, os registros de novas infecções explodiram nas últimas semanas. Para se ter uma ideia, na semana de 17 de junho foram contabilizados 10.095 novos casos de Covid. Na última semana, os registros de novos casos eram 45.449 – um aumento de 350,2%.

A explosão de casos tem superlotado os hospitais e feito as autoridades proibirem visitas nas unidades de saúde.

Em entrevista ao jornal Miami Herald, Marc Napp, diretor do hospital Memorial Health Care, afirmou que esse princípio de uma nova onda do coronavírus se deve, principalmente, à variante Delta, extremamente contagiosa, e ao alto número de pessoas que ainda não se vacinaram no estado.

“A esmagadora maioria são indivíduos não vacinados. E parecem ser mais jovens do que antes”, afirmou Napp.


Cerca 8 milhões de pessoas da Flórida aptas a tomarem vacina ainda não o fizeram.

Segundo o presidente Joe Biden, quatro estados com baixas taxas de vacinação, entre eles a Flórida, responderam por 40% do total de novos casos de Covid em todo o país na última semana.

“Então, por favor, se vacinem. Tomem a vacina agora”, conclamou o mandatário nesta terça-feira (20).

Desde o início da pandemia, os Estados Unidos contabilizaram 34,2 milhões de casos de Covid-19 e 609 mil mortes causadas pela doença.


ASSUNTO INTOCÁVEL, SENÃO PARA LASTIMAR - Diretor da cerimônia de abertura dos Jogos é demitido por 'piada' sobre o Holocausto

Em comunicado, Kentaro Kobayashi se desculpou pelo que chamou de palavras 'extremamente inadequadas': 'Acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial'.


Por France Presse

22/07/2021 07h01 Atualizado 22/07/2021


Kentaro Kobayashi, ex-diretor da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, demitido nesta quinta (22) por causa de uma 'piada' sobre o Holocausto feita em 1998 — Foto: Tóquio 2020 via AP

O diretor artístico da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por uma "piada" feita há mais de duas décadas sobre o Holocausto, anunciaram nesta quinta-feira (22) os organizadores do evento.

O Holocausto foi o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

"Soubemos que, durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado", afirmou a chefe do comitê organizador local, Seiko Hashimoto, por isso foi decidida "a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções".

O vídeo foi divulgado na madrugada desta quinta-feira (22) e rapidamente causou grande polêmica e uma resposta dos organizadores: a demissão ocorreu a menos de 24 horas da cerimônia de abertura.

A cena foi gravada em 1998 e mostra Kobayashi e outro ator interpretando comediantes infantis famosos na televisão japonesa.

Em um certo momento, ele se refere a alguns bonecos de papel como "aqueles que você disse da última vez: 'Vamos brincar de Holocausto!'".

A plateia ri, e a dupla faz outra piada sobre a raiva que essa referência ao Holocausto provocaria em seu produtor de televisão.

Em comunicado, Kobayashi se desculpou pelo que chamou de palavras "extremamente inadequadas". "Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial".

Baixas nas Olimpíadas

Kobayashi, um profissional de teatro renomado no Japão, é e o mais novo responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos a deixar o cargo.

Na segunda-feira (19), Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por ter assediado colegas deficientes quando era estudante.

Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, pediu demissão após comentários gordofóbicos.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/07/22/diretor-da-cerimonia-de-abertura-dos-jogos-e-demitido-por-piada-de-1998-sobre-o-holocausto.ghtml

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Advierten que la bajante del Río Paraná es un "holocausto ambiental"


Supera los promedios históricos



21/07/2021


Advierten que la bajante del Río Paraná es un "holocausto ambiental".. Imagen: NA



Ambientalistas advirtieron que la actual bajante del Río Paraná, que supera los niveles históricos, "es un auténtico holocausto ambiental", consecuencia de la acción humana asociada a la expansión del modelo agroindustrial, sumado a los efectos del cambio climático.

"Lo que está ocurriendo en el Río Paraná es un auténtico holocausto ambiental y es el resultado directo de una serie compleja de intervenciones antrópicas asociadas a la expansión del extractivismo agroindustrial, ganadero, forestal, fluvial y minero", aseguró Rafael Colombo, miembro de la Asociación Argentina de Abogados Ambientalistas.

En este sentido, detalló que la bajante "está ligada al modelo agroproductivo argentino de expansión de la frontera agropecuaria, el incremento de superficies de cultivo como la soja, el maíz o el trigo, que son al mismo tiempo parte de un modelo agroindustrial que trae muchísimos impactos sobre la tierra a partir del uso de millones de litros de insecticidas agrotóxicos".

Asimismo, Colombo destacó, en diálogo con Radio Urbana, que "la hidrovía Paraná-Paraguay es el cauce de salida del 80 por ciento de las exportaciones argentinas" por lo que "navegan miles de embarcaciones que transportan millones de toneladas de mercadería año tras año".

"Eso genera mucha presión y mucho hostigamiento sobre el río Paraná y, por supuesto, también está ligado a la pérdida y a la conservación del suelo fruto del deterioro de bosques, de la selva y los montes nativos que han generado que los suelos hayan perdido la capacidad de absorber el agua de las lluvias para poder preservarla y posteriormente derivarla a vertientes, arroyos", detalló.

Sobre esto, explicó además que "son muchas las causas que han incidido en las últimas décadas para que tengamos una situación de estrés hídrico como la que atraviesa el Río Paraná. Entre ellas, el cambio climático y la ocurrencia de eventos climatológicos extremos".

Por esta razón, aseguró que se da cada vez más una alternancia entre sequías y lluvias concentradas y prolongadas, lo cual contribuye a la intensificación de la bajante.

En cuanto a las imágenes que circularon recientemente donde se ven bancos de arena producto de la bajante del Río Paraná, el abogado dijo que es una situación "que se está registrando en casi todo el Río Paraná que comprende varias provincias: Corrientes, Misiones, Santa Fe, Entre Ríos, Buenos Aires".

Y alertó: "se han registrado niveles de bajante históricos que superan las estadísticas de por lo menos los últimos 50 años".

Sobre las consecuencias de esta situación, Colombo sostuvo que "estamos yendo hacia un proceso de sabanización de nuestros ecosistemas, es decir, se vuelven sabanas, que son ecosistemas secos, áridos, típicos de zonas tropicales y subtropicales"

Fonte: Página 12