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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

“A Igreja sempre fez política, porém, uma política de direita”




Leonardo Boff, teólogo e escritor, fala sobre o perdão do papa Francisco aos que, como ele, seguem a Teologia da Libertação




O teólogo Leonardo Boff, em fevereiro. / LUCAS LACAZ RUIZ (FOLHAPRESS)


O movimento católico da Teologia da Libertação, que defende uma Igreja para os pobres e ideais de justiça social, nunca foi bem visto pela Santa Sede. Vários sacerdotes foram inabilitados por seguir essa doutrina de dimensão sociopolítica, principalmente na América Latina durante os anos 70. O papa Francisco, para tentar desfazer este mal-estar histórico, deu o primeiro passo. Nesta semana, retirou a punição e solicitou a reintegração do sacerdote nicaraguense Miguel d’Escoto, de 81 anos, suspenso em 1985 por seu envolvimento com a Frente Sandinista, movimento político de seu país, de viés socialista.


No Brasil, o teólogo Leonardo Boff, de 75 anos, foi outra vítima do conservadorismo da Igreja nos anos 70. Tudo porque ele apoiava a ideia de que a instituição precisava resgatar a origem e a vida de Jesus, que nasceu pobre e morreu por pregar seus ideais libertários.

Boff foi renegado pela Santa Sé de suas funções sacerdotais em 1984. Na época, a decisão foi do então cardeal Joseph Ratzinger, responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, um órgão criado para fiscalizar e punir os padres que não seguiam os preceitos mais tradicionais da Igreja. Ratzinger – que ironicamente veio a ser o papa da abertura da Igreja – chegou a condenar mais de 100 teólogos, principalmente latino-americanos, continente onde a Teologia ganhou força, contestando as ditaduras dos anos 70 na região e as injustiças sociais. A doutrina, que existe há pouco mais de 40 anos, é considerada por muitos uma contaminação do evangelho pelo marxismo. Boff explica com uma frase porque esta corrente não conseguiu se firmar na Europa, mas sim na América Latina, onde há mais desigualdades: “A pessoa pensa a partir de onde os pés pisam. Assim vale também para as Igrejas”. Boff é otimista e acredita que a reabilitação de seguidores da Teologia da Libertação está apenas no começo. Ele mesmo diz que voltaria a exercer seu papel eclesiástico, caso fosse reabilitado. “Mas estou casado. E a Igreja não aceita padres casados.”

Pergunta. Esta semana o papa Francisco aceitou o pedido do sacerdote nicaraguense Miguel D’Escoto, suspenso pelo papa João Paulo II em 1985. O senhor acredita que haverá mais reabilitações dos seguidores da Teologia da Libertação?


O Papa Francisco hoje diz coisas muito mais pesadas do que aquelas que eu escrevi no livro condenado Igreja: carisma e poder”

Resposta. O Papa está reabilitando os teólogos perseguidos. Assim que recebeu em audiência particular o fundador da Teologia da Libertação, o peruano Gustavo Gutiérrez. Eu mesmo tenho um convite de um eventual encontro. D'Escoto foi sempre fiel à Igreja e defendia as posições sociais da Igreja quando Presidente da ONU. Mereceu ser reabilitado.

P. O senhor acredita que esta e outras condenações similares aconteceram pelo medo da Igreja de ter padres-políticos?

R. A acusação de marxismo na Teologia da Libertação vinha da direita e dos militares. Lamentavelmente, Roma, especialmente o Papa João Paulo II, deu ouvidos a estes, pois era obcecado contra o marxismo que conheceu na Polônia. Isso escandalizou os pobres, pois se sentiam incompreendidos: o Papa estava do lado de seus opressores.

P. Por que readmitir esses sacerdotes agora, o que mudou para que essa rejeição à Teologia da Libertação fosse superada?

R. O Papa Francisco vem da Teologia da Libertação de vertente argentina, que tem o nome de "teologia do povo" ou "teologia da cultura oprimida". Seu mestre, o Pe. Juan Carlos Scanonne, testemunhou o entusiasmo do Pe. Bergoglio por esta teologia. Daí fez voto de pobreza e de privilegiar o mundo das favelas. Seu discurso e seus gestos vem do caldo eclesial criado na Igreja na América Latina, diferente daquele da velha cristandade europeia em agonia.



Vergonhoso foi o fato de o Cardeal Joseph Ratzinger ter enviado uma carta obrigando os bispos a não denunciarem os padres pedófilos aos tribunais civis”

P. Temos sacerdotes para reabilitar no Brasil? O senhor mesmo voltaria?

R. Eu fui condenado, bem como a Irmã Ivone Gebara, o Monge Marcelo Barros e outros. E todos tivemos apoio da maioria de nossos bispos de forma que temos podido continuar nosso trabalho teológico. Eu preguei retiro até para bispos, sem falar de encontros com freiras e padres. Continuei teólogo, embora Roma preferisse que fosse sub-diretor da Coca-Cola no Rio. Eu voltaria a exercer, caso fosse reabilitado. Mas estou casado. E a Igreja não aceita padres casados.

P. No Brasil temos mais pastores que padres concorrendo a cargos públicos. Além de contar com uma bancada evangélica mais representativa que o próprio catolicismo, religião que a maioria dos brasileiros segue. Como interpretamos esta incongruência?

R. A Igreja sempre fez política, pois está na sociedade. Mas fez política de direita. Quando começou a apoiar os pobres, o Movimento dos Sem Terra, dos índios, dos afrodescendentes e dos sem-teto e outros, acusaram-na de fazer política. Mas essa é a boa política pois defende os mais vulneráveis, objeto do amor privilegiado de Jesus e dos Apóstolos. Não devemos esquecer que somos herdeiros de alguém, Jesus de Nazaré, que foi preso, torturado e pregado na cruz por causa de seu compromisso com os últimos nos quais via a presença do Reino de Deus. Boa parte do grupo evangélico no Congresso não está defendendo os interesses gerais do povo, mas seus privilégios. Fazem do evangelho da prosperidade uma forma de ganhar dinheiro. É uma violência contra a democracia e uma ofensa à tradição de Jesus. Não é sem razão que quase não usam o Novo Testamento, mas o Antigo, mais ligado às coisas do mundo, embora tenha uma grandeza religiosa como os salmos e a mensagem dos profetas que conservam permanente atualidade.

Muitas instituições europeias voltadas ao Terceiro Mundo salvam as Igrejas do cinismo de verem a miséria generalizada e não denunciarem o sistema econômico-financeiro de exploração que a produz”

P. É possível uma bancada católica?

R. Sou contra uma bancada católica. Somos um Estado laico e pluralista. Uma bancada católica defenderia as ideias católicas e não os interesses gerais do povo. Ser católico em política é perseguir o ideal de Jesus, dando visibilidade aos invisíveis, conferindo centralidade aos pobres, fazendo boas políticas públicas. Cristo não veio para criar cristãos, mas para que haja pessoas solidárias, compassivas, comprometidas com a ética e os valores humano-espirituais que dignificam uma sociedade. Por aí passa a vontade de Deus e os bens do Reino que Jesus quis e anunciou.

P. Em alguns países europeus, como a Espanha e a Itália, o clero colaborou com os regimes ditatoriais, enquanto na América Latina a Teologia da Libertação mobilizou muitos padres a ajudarem os perseguidos políticos. Como interpretar essa disparidade de comportamento da mesma Igreja?

R. A pessoa pensa a partir de onde os pés pisam. Assim vale também para as Igrejas. Igrejas que estão, como as europeias, pisando no solo burguês, do bem-estar social, construído não só pelo trabalho do povo, mas pela exploração das multinacionais alemãs, norte-americanas, italianas e outras, acabam defendendo os ideais burgueses. Mas devemos reconhecer que há muitas instituições europeias voltadas aos desamparados do Terceiro Mundo e ajudam poderosamente projetos de libertação social e dos direitos humanos aqui na periferia do mundo. Estes são nossos companheiros e companheiras de caminhada e salvam as Igrejas do cinismo de verem a miséria generalizada do mundo e não denunciarem o sistema econômico-financeiro de exploração que a produz.

P. A ala mais conservadora do Vaticano está, aparentemente, perdendo força desde que Bergoglio assumiu o posto na Santa Sede: crianças de pais casados no civil e de casais gays foram batizadas e casos de pedofilia revelados e punidos. O que o senhor acha que a Igreja quer dizer com essas mensagens de aceitação e perdão?


Boa parte do grupo evangélico no Congresso fazem do evangelho da prosperidade uma forma de ganhar dinheiro. É uma violência contra a democracia”

R. O que a Igreja faz é uma obra de justiça para com as vítimas. Ela deveria publicamente dizer que está envergonhada pois prega uma coisa e faz outra; que a pedofilia não é apenas um pecado mas um crime a ser levado aos tribunais. Toda a pretensão que a Igreja Católica tinha de exclusividade e de ser a referência moral da humanidade e "experta em humanidade" foi por água abaixo. Ela é feita de homens e de mulheres, com os defeitos e as virtudes que carregam. Finalmente, ela se deu conta da desmoralização que causou e lhe custa muito trabalho recuperar respeito e confiabilidade pública. Pelo menos o famoso farisaísmo oficial da Cúria Romana foi desmascarado por seus crimes financeiros e peloslobbies de homoafetivos que infestavam a Cúria.

P. Os casos de pedofilia no clero sempre existiram, mas aparentemente estão sofrendo mais retaliações que antes. Quais medidas este crime, que ainda mancha as batinas no mundo todo, exige?

R. A Igreja Católica perdeu seu point d'honneur, que era a moralidade, a pretensão de ser a portadora da verdade. Com os casos de pedofilia em muitos países, envolvendo não apenas padres, mas também bispos e dois cardeais, tudo isso entrou em crise. Trata-se de uma completa desmoralização. Vergonhoso foi o fato de o Cardeal Joseph Ratzinger ter enviado uma carta, sob sigilo pontifício, obrigando os bispos a não denunciarem os padres pedófilos aos tribunais civis. Isso para salvaguardar o bom nome da Igreja. Atribuía as acusações aos secularistas, à imprensa laica e aos inimigos da Igreja. Quando se verificou que a pedofilia clerical era verdade, teve que voltar atrás e reconhecer o erro. Duas dioceses norte-americanas foram quase à falência pelas multas recebidas pelos processos contra os pedófilos. Mas creio que a Igreja não fez o suficiente. Ela não aceita que há um laço intrínseco entre um celibato mal vivido e integrado e a pedofilia. Não quer tocar no celibato, quando todas as Igrejas já abriram mão da lei do celibato, deixando-o à liberdade dos sacerdotes.

P. Tivemos este ano a notícia de mulheres que pediram ao Papa autorização para se relacionar com sacerdotes. O senhor acredita que essas pressões e atitudes pontuais dos fiéis resultarão em algo concreto?

R. Eu creio que haverá mudanças no sentido de se tornar facultativo o celibato e de se admitir padres casados ou pessoas já aposentadas com boa situação familiar tornarem-se sacerdotes e atenderem um conjunto de prédios onde moram, por exemplo. Mas não creio que o Vaticano vá permitir que padres continuem tendo relações afetivas com religiosas. Seria um contrassenso. Que peçam licença e se casem e não querer ter vantagens das duas situações.


Ser católico em política é perseguir o ideal de Jesus, dando visibilidade aos invisíveis”

P. Qual será a pauta do seu seu encontro com o papa Francisco?

R. O Papa está preparando uma encíclica [carta papal sobre uma doutrina católica] sobre a ecologia e a defesa da vida. Pediu-me materiais que eu enviei, pois é um tema sobre o qual trabalho há muitos anos. Especialmente pediu o documento que ajudei a elaborar no sentido de uma reforma da ONU, a parte mais central e teórica sobre uma Declaração do Bem Comum da Mãe Terra e da Humanidade. Enviei também a Carta da Terra, um texto oficial da UNESCO com excelentes sugestões para salvar a vida no planeta no qual também participei em sua redação junto com Gorbachev e outros.

P. Sua condenação foi mais política do que teológica. O que significa esta afirmação?

R. Minha condenação constitui um caso raro na história das condenações dentro da Igreja. Não se condena nenhuma doutrina minha, apenas se diz que minhas opções poderiam por em risco a fé dos fiéis. Quais eram as opções? A opção pelos pobres, a opção por uma Igreja despojada e ecumênica, a crítica à não observância dos direitos humanos dentro da Igreja, especialmente para com as mulheres e os divorciados. Estava em boa companhia, pois estas eram as opções de Jesus. O Papa Francisco hoje diz coisas muito mais pesadas do que aquelas que eu escrevi no livro condenado Igreja: carisma e poder. A condenação era mais política do que teológica. Roma queria atingir a CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil], considerada demasiadamente progressista. E eu era um dos seus principais assessores. Como dizem os alemães num dito popular: você bate no saco mas pensa no burro que carrega o saco. Quer dizer: Roma batia em mim (o saco) mas pensava na Igreja do Brasil (o burro). Eu logo entendi isso, bem como a CNBB. Daí que aceitei as punições impostas. Estava mais interessado em salvaguardar o caminho da Igreja do que fazer um caminho pessoal de rebeldia.

Fonte: http://brasil.elpais.com/

Série de TV com Jesus negro desperta ira de conservadores nos EUA




O seriado atraiu protestos mesmo antes de ir ao ar na quinta-feira

Estreou nos Estados Unidos o seriado humorístico americano Black Jesus (Jesus Negro) que, mesmo antes de ir ao ar, já havia despertado a ira de grupos cristãos e de conservadores.

A série do canal de TV a cabo Adult Swim tem como protagonista um sorridente Jesus Cristo negro que bebe, fuma maconha e fala palavrões ao passear de túnica branca pelas ruas de Compton, um bairro pobre de maioria negra em Los Angeles.


No primeiro episódio, que foi ao ar na quinta-feira, o personagem transforma água mineral em conhaque e tenta transformar um terreno baldio em um jardim comunitário – onde pretende plantar legumes e verduras e maconha.

Os produtores tinham lançado apenas um trailer de dois minutos antes do episódio de quinta-feira, mas já foi suficiente para que a série fosse taxada de blasfema e que grupos lançassem campanhas para não deixá-la ir ao ar.

O idealizador da série, Aaron McGruder, é autor do polêmicoThe Boondocks, quadrinhos que foram transformados em um seriado de animação que aborda temas complexos como o racismo e a luta de classes nos Estados Unidos.

A sátira é contada da perspectiva de irmãos negros que vivem na casa do avô em um bairro de maioria branca em Chicago.
'Interpretação possível'

De acordo com o Adult Swim, uma programação para adultos que só vai ao ar à noite no canal Cartoon Network, Black Jesus representa um "filho de Deus em sua missão para difundir o amor e a bondade pelo bairro de Compton, ajudado por seu pequeno e fiel grupo de seguidores oprimidos.

No seriado, o protagonista vive no bairro pobre de maioria negra Compton, em Los Angeles

Em uma nota, o canal disse à BBC que a série é uma sátira e uma interpretação possível da mensagem de Jesus, contextualizada por contos morais do dia a dia.

Além disso, afirmam que "embora alguns possam considerá-la uma representação polêmica de Jesus, não é nossa intenção ofender qualquer raça ou grupo religioso".

A explicação do Adult Swim parece não ter convencido organizadores de campanhas para que a série não vá ao ar, como a Um Milhão de Mães, parte da conservadora Associação Americana da Família (AFA, na sigla em inglês).

Para o grupo, o trailer é "desagradável" porque mostra Jesus Cristo "bebendo e fumando erva", falando palavrões e "utilizando o nome de Deus em vão diversas vezes".

"Há violência, tiroteios, drogas e outros gestos impróprios que distorcem a figura de Jesus completamente. Isto é blasfêmia!", afirmam os responsáveis de Um Milhão de Mães, que também destacam que o Adult Swim não "se atreveria a ridicularizar Maomé ou os muçulmanos".

A organização de mães não está só em sua batalha contra Jesus Negro. O Christian Broadcasting Network, por exemplo, lançou um abaixo-assinado contra o seriado.

Eles dizem que são contra a série não porque Jesus Cristo é representado por um ator negro, mas sim pelas qualidades que os produtores lhe dão e pelo ambiente em que a trama se desenrola.
'Estereótipos raciais'

O programa também irritou congregações de maioria afro-americana, como a Igreja Cristã da Esperança em Beltsville, no Estado de Maryland, cujo bispo, Harry Jackson, pediu um boicote por acreditar que o seriado "reforça estereótipos raciais negativos em um tempo em que se tenta minar o respeito da sociedade aos cristãos e suas crenças bíblicas".

O seriado não deixa claro se o chamado Jesus Negro seria um impostor ou o Messias

Já a Nação Messiânica Africana, uma organização que se opõe à representação eurocêntrica de Jesus, também rechaçou a série, argumentando que ela ataca o conceito de um "Messias negro" pelo qual vêm lutando há anos.

"A representação que Jesus Negro faz de Jesus Cristo é uma desgraça para todos que na última década dedicaram as suas vidas à promoção de uma imagem de um Messias negro", afirmou à BBC Mundo Paul Scott, fundador da organização.

A polêmica era esperada pelo professor Edward Blum, da Universidade Estatal de San Diego, na Califórnia e autor do livro A Cor de Cristo, no qual analisa diferentes representações de Jesus Cristo ao largo da história.

"Nos Estados Unidos, qualquer questão racial se transforma em polêmica. O mesmo acontece com questões religiosas. Ou seja, se misturarem raça e religião no mesmo assunto, a polêmica é ainda maior", disse à BBC Mundo.

Por outro lado, Blum considera fascinante que "conservadores e negros estejam unidos nas críticas à série, mesmo que o façam por diferentes motivos".

Fonte: BBC

domingo, 10 de agosto de 2014

Rádio ATEIA - Beth Hart, com belíssimo acompanhamento

Padre velho - Caquético ou embusteiro?


Padre afirma que tem recebido mensagens do demônio pelo celular

Problemas começaram após fracasso no exorcismo de uma garota

por Jarbas Aragão


O padre Marian Rajchel, da cidade de Jaroslaw, sudeste da Polônia, afirma que um demônio o vem ameaçando e ofendendo de uma maneira “incomum”: através de mensagem de texto.

Ele diz que seus problemas começaram depois de um exorcismo mal sucedido de uma jovem de sua comunidade. O padre reconhece que ela não está liberta e precisa de ajuda.

Segundo agências de notícias europeias Rajchel tem sido veemente ao afirmar que “O autor destes textos é um espírito maligno que possuiu a alma dela. Muitas vezes os donos de celulares nem sabem que eles estão sendo usados dessa forma, mas neste caso não há dúvidas”.

Após tentar o exorcismo seguindo os tradicionais ritos da Igreja Católica, Rajchel foi para casa chateado por não ter obtido sucesso. Poucos dias depois, começou a receber mensagens de texto “desagradáveis”.

Uma das mensagens recebida pelo padre diz: “Ela não vai sair deste inferno. Ela é minha. Qualquer um que reze por ela irá morrer”. Rajchel enviou uma resposta por SMS, dizendo que continuava rezando pela alma da garota. Então veio a tréplica: “Cale a boca, pregador. Você não pode salvar nem a si mesmo. Idiota. Seu padre velho e patético”.

Para o padre, está claro que os demônios estão adaptados às tecnologias e utilizam os seres humanos para enviar as mensagens. 

Com informações The Blaze.
Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/

CANDIDATO À PRESIDÊNCIA PEDE O FIM DA POLÍCIA MILITAR




HomeBrasil
Por Felipe Velloso

O historiador Mauro Iasi, candidato a presidente da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), falou na quarta-feira (6) sobre a necessidade da extinção da Polícia Militar. Para ele, o órgão é responsável pela produção de um genocídio, especialmente de negros e pobres no Brasil.

Durante sua campanha em Cuiabá, Iasi criticou a corporação, principalmente pelo alto índice de homicídios e pela truculência que é utilizada contra a população durante as manifestações. “A Polícia Militar perdeu o controle da situação, e 70% dos próprios integrantes da PM querem a desmilitarização da corporação. Mas nós vamos mais além e queremos é a extinção”, afirmou o candidato, que trabalha como professor de Sociologia e Ciências Sociais na UFRJ.

A PM foi criada a partir da Guarda Nacional, que por sua vez era um aparato do Império usado para a repressão de escravos foragidos. “No período da ditadura, [a PM] teve novamente um papel no combate aos chamados subversivos e agora, nas manifestações populares, tem agido de modo desproporcional”, disse ele.

Mauro Iasi não está sozinho nesta opinião, que, além de ser defendida por outros políticos, parece ser desejada pela própria corporação. O candidato citou um levantamento que foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas, em conjunto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, que verificou que 70% dos policiais brasileiros apoiam o fim da Polícia Militar no Brasil.

Em 2012, o Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) fez uma declaração formal ao país pedindo o fim da Polícia Militar no país. Entre a população, o assunto ainda divide opiniões.

Fonte: http://www.emresumo.com.br/

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Judaismo não é igual a sionismo





Consumir cocaína triplica o risco de infarto

Advierten que consumir cocaína triplica el riesgo de infarto

Dos instituciones científicas españolas analizaron alrededor de 5,5 millones de casos y encontraron el el triple de casos de infarto agudo de miocardio entre quienes usaban esa droga. El riesgo aumenta aún más entre los mayores de 45.



Thinkstock Photos | Cocaína

La ciencia suma una nueva alerta en contra del uso y abuso de drogas legales e ilegales. En este caso, un flamante estudio desarrollado por la Universidad de Sevilla y el Hospital Universitario Virgen Macarena de Sevilla (ambos de España), concluyóque las personas que consumen cocaína tienen hasta tres veces más de posibilidades de sufrir un infarto que las personas que no toman esta sustancia.

Los investigadores analizaron los datos clínicos de 5.475.325 pacientes mayores de 18 años, que habían sido ingresados entre 2008 y 2010. De todas las personas ingresadas, 24.126 pacientes tenían dependencia o abusaban de la cocaína y sumaban un total de 79.076 casos de infarto agudo de miocardio, lo que representa más del triple de infartos por paciente.

Según las conclusiones del trabajo, la franja de edad de 35 y 44 años tiene el doble de riesgo de sufrir un infarto que entre las personas que no consumen esta droga; en la franja de edad de 45 a 54 años, el riesgo se triplica y en la de 55 a 64 años se quintuplica.

"Tras el consumo prolongado de cocaína pueden sufrirse muchos trastornos agudos y aparecer lesiones crónicas, incluyendo cardiopatías tóxicas, que empeoran el pronóstico de estos pacientes", comentó a los medios españoles Miguel Gili Miner, al frente del estudio.

La investigación, publicada en la Revista Española de Cardiología (REC), explica que la cocaína estimula el sistema nervioso simpático aumentando su sensibilidad a la noradrenalina e incrementando así la concentración de adrenalina hasta 5 veces más que los niveles normales, favoreciendo, entre otras cosas, la trombosis coronaria y favoreciendo la agregación de plaquetas.

La cocaína se obtiene de la hoja de coca, Erythroxylum coca, planta cultivada en Colombia, Bolivia y Perú. El polvo blanco resultante se vende, mezclado con lactosa, maicena y otras sustancias, en bolsitas o papeles.

Según datos del 2012, la Argentina es el país de América del Sur que tiene el consumo de cocaína anual más alto de la región, según el informe Mundial de Drogas de las Naciones Unidas (ONU) que presentó en Viena la Junta Internacional de Fiscalización de Estupefacientes (JIFE).

Su tasa de prevalencia (consumo de al menos una vez al año), en la población de entre 15 y 64 años, se ubica en un 2,6%, mientras que la media en América del Sur es de un 1%. Además, nuestro país es el segundo país consumidor del continente detrás de Estados Unidos.

La coca actúa directamente sobre el centro de placer del cerebro y produce sensación de bienestar, euforia y energía. Aumenta el deseo y el rendimiento sexual si se toma ocasionalmente, algo poco frecuente por el alto nivel de adicción y dependencia que genera. También reduce el hambre, el sueño y la fatiga, y actúa como anestésico local.

La lista de riesgos para la salud es larga: produce hemorragias nasales, problemas respiratorios, alteración del sueño, irritabilidad, agresividad y problemas cardiovasculares, incluidos infartos. Además, crea una fuerte dependencia psíquica.

El mercado ilícito de la cocaína "tiene un valor de más de 80.000 millones de dólares" en el mundo, según cálculos de la Organización Internacional de Policía Criminal (Interpol) y la Onudd.

Fonte: CLARIN

SANTA “FEIA” GANHA APELIDO DE “BISCOITO TRAKINAS” E GERA POLÊMICA NO RS




HomeGeral1 de agosto de 2014
Por Felipe Velloso em 


A santa que ficou famosa por ter como seu devoto o ex-técnico da seleção Luiz Felipe Scolari, Nossa Senhora de Caravaggio, vive uma polêmica em seu santuário na cidade de Farroupilha, localizada na Serra Gaúcha. Os fiéis que visitam a cidade não escondem sua opinião: a imagem que fica na entrada da cidade é feia demais.

A estátua foi inaugurada em 2008, visando atrair mais turistas ao santuário. A figura deveria ser imponente, construída com 7 metros em fibra de vidro e espuma, mas acabou parecendo caricata devido à aparência estranha. Por essa razão o escultor foi obrigado a fazer uma “plástica” na sua obra. “Falam que ela é feia. Cada um tem um gosto”, diz ele.

O tratamento não funcionou bem, por essa razão a prefeitura decidiu encomendar uma nova imagem que será custeada por um projeto de financiamento coletivo. Até agora eles já receberam R$ 25,4 mil dos R$ 100 mil necessários.

O culto de Nossa Senhora de Caravaggio começou em 1432 na cidade italiana de mesmo nome. A devoção chegou à Serra Gaúcha junto com os imigrantes italianos no início da colonização, a partir de 1875.

Segundo o secretário da cidade, Murilo Picolli, a imagem é uma ofensa para a santa e já foi apelidada de “boneca de Olinda” e até de “biscoito Trakinas” pelos visitantes.

Fonte: http://www.emresumo.com.br/

Casamento não dá direito ao marido de forçar relação sexual com a mulher

O matrimônio não dá direito ao marido de forçar a parceira à conjunção carnal contra a vontade. Assim entendeu a juíza Ângela Cristina Leão, da comarca de Goianira, que condenou a 9 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, um homem que estuprou a própria mulher. O réu não pode recorrer em liberdade.

Na sentença, a juíza afirmou que embora haja, no casamento, a previsão de relacionamento sexual, o “referido direito não é uma carta branca para o marido forçar a mulher, empregando violência física ou moral. Com o casamento, a mulher não perde o direito de dispor de seu corpo, já que o matrimônio não torna a mulher objeto”.

Para a configuração do estupro não há, necessariamente, a coleta de provas físicas que demonstrem lesões ou indícios. “A palavra da vítima é uma prova eficaz para a comprovação da prática, se corroborada pelas demais provas e fatos”, como, no caso em questão, o depoimento das testemunhas sobre a conduta agressiva e usual do homem, afirmou Ângela Cristina. Pessoas próximas ao casal testemunharam que as brigas eram constantes e que a mulher tentava a separação, contra o desejo do homem. No episódio em questão, o marido, inclusive, confessou ter ameaçado a mulher com uma faca. Ele teria, também, proferido palavras de baixo calão para depreciar e constranger a vítima.

Em defesa, o marido alegou que apesar da intimidação confessa, sua mulher teria aceitado praticar o ato sexual. Contudo, a juíza explicou que mesmo sem a vítima oferecer resistência física, o crime de estupro é caracterizado, já que, “de um lado, houve a conduta opressora e agressiva do acusado; de outro, a conduta de submissão e medo da vítima”. Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-GO.
Revista Consultor Jurídico, 03 de agosto de 2014, 13:32h

Obama: os EUA “torturaram pessoas” depois dos atentados de 11 de setembro


O presidente norte-americano afirma que não pedirá a renúncia do chefe da CIA

Era uma das últimas perguntas do que, provavelmente, será sua última coletiva de imprensa antes de partir para as férias, quando Barack Obama surpreendeu por sua franqueza. Depois do 11 de setembro, “torturamos pessoas”, reconheceu, sem rodeios, na tarde da última sexta-feira o presidente dos Estados Unidos, ao se referir às técnicas usadas pela CIA para interrogar suspeitos depois dos atentados em 2001.
Não é a primeira vez que Obama qualifica como tortura as práticas de interrogatório, cujo uso ele proibiu ao chegar à Casa Branca em 2009, como a do afogamento simulado waterboarding. Já o fez ao cumprir cem dias de mandato, quando manifestou sua convicção de que "waterboarding é tortura e, quaisquer que fossem os argumentos legais para isso, foi um erro”.
E voltou a mencionar o assunto em um discurso sobre segurança pronunciado em maio do ano passado na Universidade Nacional de Defesa. “Em alguns casos acredito que comprometemos nossos valores básicos ao usar tortura para interrogar nossos inimigos”, afirmou na época.
Mas nesta sexta-feira se escutou com mais clareza talvez o reconhecimento por parte da maior autoridade do país de que a nação que precisa defender as liberdades no mundo também fez o que tanto repreende nos outros, algo que os norte-americanos têm de assumir e “aceitar”, afirmou. “Cruzamos o limite”, insistiu Obama.
Suas palavras foram ditas às vésperas de a Casa Branca divulgar um relatório do Comitê de Inteligência do Senado no qual se conclui que as técnicas que a CIA usou para interrogar suspeitos de pertencer à Al Qaeda depois do 11 de setembro – ou seja, durante o governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush– foram mais severas do que se sabia até agora.
O presidente democrata pediu, porém, que se leve em conta o contexto de medo generalizado depois dos piores atentados na história do país para que não se “julgue com dureza excessiva” aqueles que, sem dúvida, “fizeram coisas que estavam erradas”.
“É importante que não sejamos hipócritas demais ao olhar em retrospectiva, considerando o duro trabalho que tinham” os encarregados de localizar os responsáveis pelo 11 de setembro e de garantir que algo assim não voltasse a ocorrer. “Muitos deles são pessoas que trabalhavam duro sob uma enorme pressão, e são verdadeiros patriotas”, acrescentou Obama.
Isto posto, reconheceu que isso não significa que algumas ações estejam justificadas. “Fizemos algumas coisas que estão erradas. E isso é o que o relatório reflete.”
“Quando usamos algumas dessas técnicas de interrogatório, técnicas que acredito que qualquer pessoa imparcial consideraria que constituem tortura, cruzamos um limite. E isso tem de ser compreendido e aceito. Como país, temos que assumir a responsabilidade por isso para que, tomara, não voltemos a fazer isso no futuro”, enfatizou Obama.
Não foi revelada a data concreta em que será divulgado o relatório, que esteve rodeado de mais escândalo ainda quando se confirmou, nesta semana mesmo, que a CIA espionou os computadores da comissão do Senado que investigava as torturas. Algo que levou o chefe da agência de inteligência, John Brennan, a pedir desculpas perante a senadora Dianne Feinstein, presidente do Comitê de Inteligência, que realizou a investigação. Apesar disso, Obama afirmou nesta sexta-feira que Brennan tem sua “total confiança” e que não pedirá sua cabeça por isso.

Fonte: EL PAIS