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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

NOVO É SINÔNIMO DE BOM?





FERNANDO HORTA
SEG, 04/02/2019 - 07:54
ATUALIZADO EM 04/02/2019 - 07:55




Joseph Goebbels foi chefe da maior organização nazista na cidade de Berlim com 28 anos. Aos 36, ele se tornou ministro-chefe de comunicação da Alemanha nazista. Heinrich Himmler se tornou chefe supremo da polícia política nazista (a SS) com 29 anos. Na Itália fascista, Ítalo Balbo, se tornou ministro da aeronáutica com 33 anos, e “Marechal do Ar”, o maior posto da aeronáutica italiana, com 37. Com apoio de Hitler, Dino Grandi, uma das lideranças fascistas da época, se tornou ministro da justiça da Itália de Mussolini com apenas 34 anos.

O hino nacional italiano da época de Mussolini era a “Giovinezza” (Juventude) e dizia:

“Finalmente o triunfo do ideal
Pelo qual nós lutamos tanto
A fraternidade nacional
Da civilização italiana


Juventude, Juventude
Fonte da beleza
Na salvação do fascismo
A nossa liberdade”

De uma maneira geral, havia nos regimes nazistas e fascista uma histeria pelo “novo”. Tudo, de Mozart e Beethoven a Schiller e Marx, tudo o que não representasse o “novo” não deveria ser idolatrado. O rejuvenescimento em todos os cargos de administração pública, e mesmo no exército, era visível. O velho perecia nos cantos, nas marchas e nos discursos alvoroçados do nazismo e do fascismo. Um "novo mundo se erguia sob as ruínas do velho", e com este discurso Hitler prometia um Reich de 1000 anos e Mussolini afirmava que a Itália fascista seria o modelo para o mundo nos séculos vindouros.

Numa das muitas contradições do nazi-fascismo, a glorificação do “novo” contrastava gritantemente com as práticas em luta contra a modernidade. O mal-estar do final do século XIX, com crises econômicas quase cíclicas, guerras e o questionamento de todo o arcabouço civilizacional da Europa da época, encontravam uma resposta muito forte no materialismo de Marx e Engels.

Ao negarem a modernidade, os fascistas e nazistas denunciavam o materialismo como filosofia, a revolução social como objetivo e a quebra das amarras sociais como problema quotidiano. O “novo”, na concepção dos regimes de Hitler e Mussolini (e muitos outros pelo mundo afora), não aceitava a emancipação feminina nem a miscigenação “racial”. Na prática, fascistas e nazistas falavam em “novo”, atacavam a “corrupção” e se declaravam “arautos do povo”, exatamente porque não toleravam as rupturas sociais e econômicas, inerentes ao próprio avançar das sociedades capitalistas.

Velhos e decrépitos por dentro, a exaltarem corpos jovens, beleza juvenil e a força de guerra da juventude.

Davi Alcolumbre se tornou presidente do legislativo brasileiro após vergonhosas manobras legislativas. Em meio à histeria do final de semana no Senado, os membros recém-eleitos faziam coro esganiçado para que tudo na casa fosse subvertido. Pediam que os mais jovens tivessem precedência, repetiam à exaustão que representavam “o povo” cansado de “corrupção”. Diziam-se os jovens eleitos pelo povo para fazer um “novo Brasil”. 

A realidade, porém, é que todos ali representam os velhos pensamentos, as velhas ordens sociais e os velhos poderes. Agora, sem o refino intelectual e a experiência do uso do poder.

Toscos conservadores, apedeutas da sociedade que os elegeu.

E para que não pairem dúvidas a respeito do quão “novos” eles acham que são, Alcolumbre desenha, nas mesmas cores do fascismo:

“Esta é a hora em que cabe ao Senado Federal a legítima representação de um povo, a hora em que podemos nos libertar das amarras que nos prendem a formas ultrapassadas e injustas da velha política; hora de construir um novo cenário e assumirmos um compromisso com a renovação do nosso país e desta Casa.”

Alcolumbre tem só 41 anos e já é processado por crime eleitoral. Tem 41 anos e já votou para salvar Aécio Neves, as velhas ordens e as velhas práticas.

É o mesmo “novo” nazi-fascista. Agora, com cheiro de goiaba.

Fonte: https://jornalggn.com.br/blog/fernando-horta/vinho-velho-em-garrafa-nova-por-fernando-horta

Descansa em paz, Dona Marisa (ou Sabujices da alfafocracia)


ARMANDO COELHO
SEG, 04/02/2019 - 07:48
ATUALIZADO EM 04/02/2019 - 07:52




Quem diria que dois anos após desejar tudo de bom e do melhor para Dona Marisa Letícia, o Coiso, hoje “presidente” da República, iria estar internado tentando resolver problemas no cérebro, digo, no intestino. Para não nivelar o debate por baixo, melhor não desejar tudo o quanto ele almejou não só a ela, mas também a Lula da Silva e Dilma Rousseff. Mas, o fato serve para lembrar velhos ditados como vida é uma roda gigante ou quem tem com o que me pagar nada me deve. Que sirva de consolo ou paz para Dona Marisa e de alento para o seu marido seqüestrado na maior farsa jurídica do século.


Em tempos de farsa, resta ao brasileiro esperar que uma nova farsa não se esconda por detrás dessa internação. Afinal, já houve uma farsa anterior que serviu para tirar o Coiso de cena, farsa que ninguém ousa esclarecer, nem mesmo as Macabéas e Moscas Azuis da Polícia Federal, instituição que cravou para sempre o seu nome nos golpes de estado. Agora, com supremo e tudo, claro! Mas, como dito neste GGN, a bolsinha de b... do Coiso virou símbolo do Brasil de hoje...

Corta!

Está tudo resolvido, até mesmo as paixões mal resolvidas. Esta frase que ouvi há anos noutro contexto, repito ora num momento em que tudo se resolve e se explica de forma simplória. Tempos atrás, Dilma Rousseff explicou tudo e ninguém aceitou a explicação. O golpe foi explicado como impeachment - ainda que sem crime. A farsa foi explicada por Sejumoro numa palestra na Espanha: as pedaladas fiscais foram apenas desculpas, disse/insinuou. O afastamento de Dilma teria sido por outro motivo, sem qualquer ligação com ela. O repórter Joaquim de Carvalho publicou trecho da fala daquele ex-barnabé judicial - hoje cego, surdo e mudo!

Michel Temer (“precisa manter isso”) está livre leve e solto. Virou tema quase esquecido. Para que lembrar? É tudo farsa mesmo, não? Mas o impostor Temer explicou o golpe dizendo que Dilma teria sido afastada por não aceitar a tal “Ponte para o futuro”. Explica?

Aceitar as explicações é coisa subjetiva, depende de quem pede explicações e de quem explica. As do ex-presidente Lula, por exemplo, não foram aceitas e isso também se explica por que desde 2005, segundo denúncias de Onyx Lorenzoni, Sejumoro queria prender Lula quando da farsa do “Mensalão”. Aliás, no tal episódio ninguém identificou quem recebeu o quê para aprovar o quê. Nenhuma medida supostamente aprovada mediante pagamento foi anulada por vício legal ou de vontade. Mas teve explicação: Joaquinzão do STF fez uma jaboticaba jurídica (Domínio do Fato). De tão escabrosa, a ministra Rosa Weber (sem formação na área penal) disse não ter provas para condenar José Dirceu, mas a literatura lhe permitiria fazê-lo. E o fez.

Como dito, tudo se explica e quem não aceitava explicações atualmente aceita todas. Aceita até pedido de perdão, com ou sem lágrimas de crocodilo. A sociedade decadente aceitou as explicações da quadrilha hoje empoderada. Mesmo sem saber se Sejumoro aceitou a quadrilha ou foi aceito por ela. Explica?

Nesse contexto a PF golpista tirou de Lula da Silva o direito de velar um ente querido e sabujice jurídica aceitou. Não teria sido esse o único direito dele solapado, e com a mesma cara de pau querem solapar direitos dos trabalhadores.

Está tudo resolvido e explicado: do cheque na conta da mulher do Bozo (descansa em paz Dona Marisa!) às movimentações financeiras da família dele. A multa ambiental contra o Coiso é anulada mas não é sintoma de conluio com o judiciário. Pouco importa o que Bozo pensa sobre Meio Ambiente, se é possível jogar a culpa no PT pela tragédia de Brumadinho/MG. Está explicado, vale a narrativa, vale a desexplicação da Vale. Vale descolar publicidade promovendo o turismo mórbido com salvadores israelenses. Não explicar é a explicação.

Em mais um rompante da alfafocracia, o Coaf foi seqüestrado. O mesmo Coaf e Ministério Público que antes das eleições já sabiam dos podres do candidato do golpe. Que importa que agora o Coaf possa servir para perseguir e chantagear inimigos e ou proteger os bandidos de estimação? Está tudo ok com o decreto de sigilo para ocultar informações da sociedade. Vale a transparência zero, enquanto o Brasil é declarado internacionalmente mais corrupto que antes. É o atestado de fracasso da República de Curitiba. O mundo percebeu que o moralismo que não faz o dever de casa não tem moral. O juiz prende o concorrente e vai ser ministro daquele a quem ajudou a içar ao poder...

Mais do mesmo, tudo isso é apresentado como novo. Tão novo quanto Aécio, Kassab e Dória! Mas, cá com nossos botões, novo mesmo foi tentar acabar com a fome, a miséria e sonhar com uma sociedade inclusiva.

Armando Rodrigues Coelho Neto - jornalista e advogado, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo

Fonte: https://jornalggn.com.br/noticia/descansa-em-paz-dona-marisa-ou-sabujices-da-alfafocracia-por-armando-coelho-neto

A TRADICIONAL PIRATARIA INGLESA - O banditismo capitalista e o caso da Venezuela


QUA, 30/01/2019 - 08:28
ATUALIZADO EM 30/01/2019 - 09:21

Arte Pars Today


As enormes pressões e sabotagens dirigidas à economia venezuelana, promovidas pelo imperialismo estadunidense em articulaçãao com as oligarquias domésticas do país vizinho, correspondem a experiências muito ilustrativas, na prática, sobre a natureza real do capitalismo. Sem floreios, nem retórica dogmática, semirreligiosa e abstrata. É caso exemplar de como as coisas funcionam, ou devem e tendem a funcionar, para a maior parte do planeta.

Alegar que o presidente Nicolás Maduro possui mandato ilegítimo e ditatorial ofende a inteligência de qualquer pessoa informada sobre o que se passa na Venezuela. Eleições sucessivas, com espaço aberto à participação da oposição, na mídia e no sistema partidário, com direito a recall em meio ao mandato exercido pelo presidente da República, eis alguns aspectos da tão questionada democracia da nação coirmã.

O posicionamento do Conselho de Segurança da ONU, da maioria dos países na OEA e, entre outros, informações oferecidas pela economista e cientista política Pasqualina Curcio parecem-me suficientes, por ora, para deixar de lado polêmicas que servem única e exclusivamente para criar ruídos estridentes e vazios em torno da realidade política do país sul-americano. De modo que vou abordar assunto distinto. 

Nesses últimos dias, o jornalismo tem sido pródigo em notícias acerca de pressões unilaterais e arbitrárias exercidas pelo governo dos Estados Unidos contra o governo Maduro e, por extensão, contra a economia venezuelana. O Banco da Inglaterra impediu que o governo movimentasse o seu ouro lá depositado. O governo Trump bloqueou os ativos da empresa estatal petrolífera da Venezuela, PDVSA, em território estadunidense. Iniciativas que têm como propósito declarado derrubar o governo eleito de Maduro, por meio de um brutal estrangulamento econômico.

Note bem. Trata-se aí, realmente, de um caso modelar sobre o que é o capitalismo. Ontem, como hoje. O capitalismo nega às nações da periferia do seu sistema mundial até mesmo a aplicação de um dos princípios considerados sagrados e intocáveis: o direito à propriedade.

Clássicos pensadores das origens do capitalismo, como Thomas Hobbes e John Locke, advogavam a defesa da propriedade como dimensão central da vida em sociedade. Mas, não raro, como a história demonstra, um preceito filosófico garantido - ou que se preconiza garantir - nas áreas centrais do sistema capitalista. Na ampla periferia mundial do sistema, nem isso a pulsão imperialista do capitalismo permite ser assegurado.

Ora, retornando ao caso concreto, bens do governo venezuelano e da sua principal empresa, PDVSA, depositados em bancos estadunidenses e ingleses são apropriados e bloqueados sem mais, negando aos proprietários o devido direito a uso e movimentação. Isso não é sequer retaliação internacional a alguma circunstancial encampação do Estado venezuelano de patrimônio e bens angloamericanos, com ou sem indenização. O governo da Venezuela não adotou medidas nesse sentido, ao menos por ora.

De sorte que as unilaterais decisões tomadas pelos EUA e por seu vassalo de luxo, a Inglaterra, conformam somente algo próximo a banditismo, pirataria e violação da soberania. Práticas que estão na origem do capitalismo, sobretudo britânico, contra o mundo extraeuropeu.

A história, em regra, muda com uma lentidão terrível. A maioria esmagadora dos povos possui um passado de dores, perdas e expropriações sob o capitalismo. E não possui futuro diferente na moldura da civilização do capital. Só escravidão. Somos tratados como o não ser: geografia e não história, natureza e não cultura, como diriam os antigos e grandes filósofos brasileiros, Roland Corbisier e Álvaro Vieira Pinto.

Somos concebidos como meras fontes de geração de riquezas para as potências capitalistas/colonialistas/imperialistas. Sem direito conferido à voz, identidade cultural, preservação e controle dos recursos naturais e à escolha de destino. É assim que nos veem e nos querem: subjugados. O caso venezuelano é exemplar e merece mui cuidadosa reflexão.

Roberto Bitencourt da Silva - historiador e cientista político.

Pasadena, a realidade dentro da ideologia

Como escrevi dia 30 de janeiro, neste blog (Ver "PASADENA, DILMA E A CHEVRON") 

Detalhe: Claro que a proposta da Chevron, para compra do que se classificou como sucata, não chega nem perto do valor real. 


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Pasadena, a realidade dentro da ideologia, por André Araujo
A direita raivosa usou a compra da refinaria de Pasadena no Texas, pela Petrobras, como simbolo máximo de mau negócio causado pela corrupção. Agora a tal refinaria, dada como sucata, foi vendida por US$ 562 milhões para a segunda maior e a mais lucrativa petrolifera americana, a CHEVRON. 
O valor da venda corresponde à metade do valor da compra depois de 13 anos. Se a refinaria não recebeu novos investimentos, o valor da venda corresponde ao valor da compra menos a depreciação material e tecnologica nestes 13 anos, portanto é um negócio dentro da normalidade do mercado, MAS há outro fator: ativos petrolifertos oscilam de valor de acordo com a cotação do barril e com inúmeras outras condições de mercado.
Os paladinos das privatizações no Brasil tem alardeano que as refinarias da PETROBRAS no Brasil valem muito pouco porque são muito antigas, já preparando o terreno para vendas a preço de banana.
A compra de PASADENA não foi realizada como puro investimento pela Petrobras. A lógica era ter uma refinaria pronta para refinar ÓLEO PESADO produzido no Brasil porque a nossas refinarias, por serem antigas, foram capacitadas para refinar ÓLEO BRENT, ou seja. leve, que é o padrão do mercado internacional.
O óleo pesado, produzido no Brasil e Venezuela, exige refinarias adaptadas a esse óleo, que é mais grosso. Boa parte do diesel e gasolina consumida no Brasil é importado de refinarias no exterior por falta de capacidade de refino no Brasil. A compra de Pasadena inseria-se nessa lógica.
As refinarias brasileiras, com exceçao da mais nova, a Abreu e Lima, em Recife, foram construídas para refinar óleo importado, porque na época da sua construção, o Brasil não produzia petróleo cru em grande quantidade, refinava-se óleo importado tipo Brent. O nosso óleo tipo Marlin surgiu com a bacia de Campos, quando as refinarias nacionais já existiam e desde então esse óleo é enviado para o exterior para refino.
O Texas tem muitas refinarias para esse tipo de óleo, inclusive oito da PDVSA, para refinar petróleo venezuelano. A lógica de Pasadena estava dentro da necessidade imediata de refino do petróleo produzido pela própria Petrobras no Brasil.
Se Pasadena fosse a sucata pintada nos comentários lavajatenses, jamais a Chevron pagaria mais de meio bilhão de dólares por essa refinaria. Fica o registro.

PSL PROMOVEU CANDIDATURAS LARANJAS EM MINAS E DESVIOU VERBA PARTIDÁRIA





Não bastasse o desvio de verbas de gabinete e conexões com milicianos, o PSL supostamente colocou em prática um protocolo vasto e novo de corrupção partidária; segundo o jornal Folha de S. Paulo, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), deputado federal mais votado em Minas e atual ministro do Turismo de Bolsonaro, promoveu um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas amigas, ligadas ao seu gabinete na Câmara.

Leia mais em 
https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/382652/PSL-promoveu-candidaturas-laranjas-em-Minas-e-desviou-verba-partid%C3%A1ria.htm

Qual é a jogada do general Mourão, fazendo pose de moderado?

Não sei se antevê complicação do quadro clínico de Bolsonaro, com possível morte do Presidente e trabalha para diminuir rejeição ao seu nome, em razão de declarações disparatadas (racistas, inclusive) feitas durante a campanha, mas é o que parece.

Presidência da Assembléia - Podridão no RJ continua


(...) 

Líder no ranking Coaf

Três pessoas próximas a Ceciliano, no entanto, movimentaram R$ 45 milhões entre 2011 e 2017. Elisângela Barbieri, atual assessora dele, movimentou R$ 26 milhões, apesar do salário de apenas R$ 7,7 mil.

Em resposta, o deputado negou qualquer irregularidade e colocou seus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição do órgão. O deputado disse que confia na apuração do Ministério Público e que tudo será esclarecido ao longo do processo.

Se o relatório do Coaf poderia desidratar a candidatura do petista à presidência da Alerj, outra sorte: o único adversário que já havia anunciado candidatura à presidência da Alerj era Márcio Pacheco (PSC). Mas Pacheco também teve funcionários citados no caso Coaf. No gabinete dele, nove servidores movimentaram R$ 25 milhões de forma suspeita. A citação a seu nome acabou deixando Pacheco e Ceciliano em pé de igualdade.

Pesou a favor de Ceciliano o tempo de casa e a experiência à frente da presidência durante a grave crise do Estado. No sábado, dia da votação, ele foi alvo de protestos.

Enquanto membros do MBL comparavam Ceciliano a Picciani, em outra galeria os militantes petistas cantavam a vitória e entoavam "O campeão voltou".

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/02/04/derrota-em-japeri-prisoes-e-coaf-a-trajetoria-do-petista-andre-ceciliano-ate-a-presidencia-da-alerj.ghtml

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Toffoli e Credit Suisse: Ligações perigosas

Presidente do STF faz palestra em seminário de banco condenado por lavagem de dinheiro


Jornal do Brasil


Para a corrupção e o maior assalto na história da Petrobras existirem, uma peça era fundamental para o esquema funcionar: um banco para receber e lavar os recursos, e o Credit Suisse foi um dos principais bancos receptadores dos bilhões de dólares roubados pelas quadrilhas que quase destruíram a estatal brasileira, de acordo com acusação formal do governo suíço contra o banco de seu próprio país, conforme apurou o JB .

No entanto, Sergio Moro, durante todo o processo da Lava Jato, surpreendia a todos por jamais ter pedido a prisão preventiva ou, mesmo depoimento coercitivo de quem possui todas as informações de como o banco suíço captava os recursos dos marginais que assaltaram a Petrobras e, sobretudo o nome dos depositantes: Antonio Quintella, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, que conhecia, à época, todos os brasileiros que fizeram depósitos com dinheiro roubado da estatal.

Dias Toffoli aceitou convite do Credit Suisse, banco investigado e condenado e multado em US$ 5 bilhões por sonegação e fraude nos Estados (Foto: José Cruz/Agência Brasil)



No Brasil, o Coaf rastreia qualquer saque acima de R$ 50 mil, enquanto bilhões de dólares roubados da Petrobras foram remetidos ilegalmente para fora do país, sem que os dirigentes dos bancos estrangeiros que captavam os recursos fossem, sequer, chamados para dar explicações, mesmo quando vários países da Europa e Estados Unidos puniam, processavam e condenavam o Credit Suisse.

O esquema do banco funcionava assim: vários gerentes captadores vinham diretamente da Suiça ao Brasil para abrir contas e receber os depósitos dos membros das quadrilhas que assaltavam a Petrobras. Antonio Quintella, na qualidade de presidente do Banco no Brasil, sabia de todo o esquema e o nome dos bandidos/depositantes. Mesmo depois de comprovado o envolvimento do banco na receptação do dinheiro roubado, Quintella ainda não foi preso, nem chamado para depor. Segundo fontes do Ministério Público as investigações ainda continuam .

Desconsiderando o envolvimento e condenação do Credit Suisse em fraudes nos Estados Unidos, e a decisão do governo suíço, por meio da Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro Suíço (FINMA), que acusou, oficialmente, a instituição de ter sido conivente com brasileiros que tinham conta na instituição - cujos recursos eram originários de corrupção na Petrobras e até mesmo cartolas da Fifa -, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffolli, representando a maior instituição do Judiciário brasileiro, compareceu a evento promovido pelo banco, em São Paulo, na quarta-feira.

No total, a Operação Lava Jato identificou 38 contas no Credit Suisse. O operador Júlio Camargo, entregou, em delação premiada à Justiça Federal, os extratos bancários de suas contas na Suíça, de onde saíram US$ 10 milhões para Renato Duque, o ex-diretor da Petrobras e amigo de Antonio Quintella, condenado e preso em Curitiba. Umas das contas era no Credit Suisse.

O lobista Jorge Luz, um dos operadores do PMDB, também usava o Credit Suisse para lavar o dinheiro de corrupção na Petrobras. Ele entregou ao então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, os nomes dos beneficiários dos repasses que fez de sua conta no banco suíço.

Também operador do PMDB, Mario Miranda, confessou seus crimes de corrupção e deixou à disposição da Justiça US$ 7,2 milhões, frutos, segundo sua confissão, de práticas ilícitas em contratos com a Petrobras. O dinheiro estava depositado no Credit Suisse.

A FINMA encomendou uma investigação que mostrou o comportamento do Credit Suisse entre 2006 e 2016. Um processo contra o banco foi aberto em 2017, diante das semelhanças que as autoridades encontraram entre a Petrobras e dirigentes da Fifa, dentre eles os ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira e José Maria Marin, que foi condenado por corrupção e está preso nos Estados Unidos.

A conclusão do processo foi de que o banco “infringiu suas obrigações de supervisionar o combate à lavagem de dinheiro em todos os três casos”. Mas nenhum desses fatos foram motivos para impedir a presença do presidente do STF, ministro Dias Toffolli, em seminário do banco suíço, em São Paulo.

Tabela (Foto: Ilustração)



Credit Suisse é investigado por diversos países europeus

As acusações de crime de lavagem de dinheiro contra o Credit Suisse não param nas condenações e nas multas bilionárias nos Estados Unidos e na Suíça. O banco está sendo investigado pelo mesmo motivo em vários países europeus. Na Holanda, promotores acusam o banco de lavagem de dinheiro e evasão fiscal e foram desencadeadas ações sobre dezenas de milhares de contas suspeitas em cinco países.

As buscas coordenadas começaram ano passado em Holanda, Inglaterra, Alemanha, França e, também, na Austrália. As ações estão sendo coordenadas pelo Departamento Holandês para a acusação de crimes financeiros – FIOD. O Credit Suisse declarou que as autoridades locais visitaram seus escritórios em Amsterdã, Londres e Paris “sobre questões fiscais de clientes” e que estava cooperando.

No Brasil tudo é diferente: enquanto o banco é condenado e investigado no mundo todo, aqui atua como receptador de dinheiro roubado da Petrobras e o Banco Central do Brasil e as autoridades judiciais ainda não tomaram nenhuma medida punitiva e nenhuma multa por suas ações criminais em território e jurisdição brasileira, como aconteceu nos Estados Unidos, onde o banco recebeu multa de US$ 5 bilhões por fraudes no mercado americano.

No Brasil, o banco convida e o Presidente do STF, a maior autoridade judicial do país, aceita fazer palestra e falar para centenas de clientes do banco condenado e investigado por fraudes e lavagem de dinheiro ao redor do mundo.

Filho de Sérgio Machado foi diretor do banco no Brasil

Sérgio Firmeza Machado, filho do ex-presidente da Transpetro, tal como o pai, teve de fazer delação premiada na Justiça brasileira. Serginho, como era conhecido no mercado até se mudar para Londres e aplicar centenas de milhões de dólares obtidos em operações fraudulentas pelo pai, foi diretor e responsável pela área, de “operações estruturadas” do Credit Suisse no Brasil, a mesmo denominação que tinha a Odebrecht para o departamento de propinas .

No Brasil, Credit Suisse é sócio do fundo Canvas

Um dos principais acionistas do Fundo Canvas, que tem o banco suíço com 20% das cotas, é Antonio Quintella, ex presidente do Credit Suisse no Brasil e nas Bahamas. Criado em 2012, o fundo é especializado na compra de créditos podres, conhecido como “distressed assets”. Quintella traz em seu currículo a operação mais escandalosa da história do mercado de capitais brasileiro, a abertura de capital da Agrenco, coordenada pelo Credit Suisse – e que levou seus controladores à prisão por fraude e transformou o dinheiro dos investidores em pó. Além de Quintella, o Fundo Canvas tem como diretor financeiro é Rafael Fritsch, que ficou conhecido no mercado financeiro por ter causado pesado prejuízo a um ex-presidente do BNDES. Rafael é filho de Winston Fritsch, ex-presidente da corretora Lemann Brothers, protagonista do maior tombo no mercado financeiro da história dos Estados Unidos. No Brasil, Winston se aventurou no mercado de petróleo e foi presidente da Petra, empresa que deixou rombo bilionário após operação fracassada de prospecção.

O Fundo Canvas e o Credit Suisse captaram, rencetemente, US$ 450 milhões da PJT – Park Hill Group, empresa financeira americana com sede em Nova Iorque. Em 2016 a PJT foi processada pelo bilionário americano Louis Bacon. Motivo: o diretor da PJT, Andrew Carpersen, foi condenado por engendrar uma “pirâmide” dentro da empresa lesando centenas de clientes. O total desviado soma cerca de US$ 38 milhões. Processado em Nova Iorque, foi condenado a quatro anos de prisão. Ele deve ser solto somente em 2020.

Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2019/02/977822-toffoli-e-credit-suisse--ligacoes-perigosas.html

Finlândia: O que se pode aprender com o país mais verde do mundo


03.02.2019 às 9h24


Jani Riekkinen / EyeEm/ Getty Images
A Finlândia quer ser o líder na poupança dos recursos naturais, desviando-nos do desastre anunciado


Jornalista


O frio do Ártico, uma paisagem dominada pela floresta e um longo, e escuro, inverno deixam marcas na personalidade dos finlandeses: um povo altamente eficiente, educado e dado à tecnologia. Ter o título do país mais verde do mundo (segundo o Índice de Performance Ambiental, do Centro para as Leis e Políticas Ambientais de Yale) não é suficiente. Até 2025, a Finlândia quer tornar-se um líder mundial em economia circular, uma corrente que prevê a utilização completa dos materiais, por oposição à economia linear que nos tem destruído o planeta.

Gennady Kurushin/ Getty Images

Vacas ecológicas

A imagem é idílica: floresta pristina, prados verdejantes, vacas a pastar. É esta a matéria de que se fazem os laticínios da Valio – uma empresa centenária, propriedade de mais de cinco mil agricultores. Apoiada no génio de Artturi Ilmari Virtanen, Nobel da Química em 1945 pela invenção do método de preservação da forragem, que permite alimentar os animais durante o longo inverno finlandês, foi dos seus laboratórios que saiu o primeiro leite sem lactose do mundo. Agora, a empresa está preocupada com o impacto das vacas nas alterações climáticas. De acordo com a Organização para a Alimentação e a Agricultura, da ONU, o gado é responsável por 14,5% da emissão de gases com efeito de estufa. “Para cada litro de leite produz-se um quilo de dióxido de carbono”, diz Juha Nousainen, responsável pela produção da Valio. Mas é possível reverter o problema rumo à neutralidade carbónica, acredita. Para isso, a empresa está a tentar substituir os combustíveis fósseis por biogás, produzido a partir do estrume. Na base desta inovação está uma tecnologia, desenvolvida pelos seus cientistas, que permite separar o fósforo e o nitrogénio contidos nos dejetos. “Os campos podem funcionar como bons sequestradores de carbono”, alega o responsável, que estima ser possível diminuir em 50% a emissão de metano por parte dos ruminantes, através de mudanças no tipo de alimentação.


Nada se perde... 

A carrinha chega com tomates, couves, maçãs. No jardim deste antigo hospital para doentes mentais, paredes-meias com o cemitério de Helsínquia, os alimentos são descarregados pelos funcionários do restaurante Loop. Vêm de produtores e de supermercados das redondezas e estão fora de prazo ou têm mau aspeto, e o seu destino seria o lixo. No Loop recebem uma segunda oportunidade de ir parar ao prato. A confeção destes menus, decididos dia a dia, já que dependem dos alimentos disponibilizados pelos fornecedores, exige muita flexibilidade por parte da cozinha e também alguma mão de obra. É preciso descascar, separar o que estiver estragado do que ainda está em condições de ser consumido. Mesmo assim é possível, garantem-nos, ainda que a regulação do setor, na Finlândia, seja bastante estrita e a ASAE local não dê tréguas. Os fundadores do restaurante – que não tem pratos de carne – assumem ainda um papel de consultores, ajudando outras entidades a criarem modelos de negócio semelhantes, além de terem a preocupação de dar emprego e ajudar no processo de adaptação de imigrantes. Porque o objetivo principal é promover uma mudança de estilo de vida e não (exclusivamente) fazer dinheiro.

Estima-se que na Finlândia, todos os anos, se desperdicem 0,4 milhões de toneladas de comida (em Portugal será um milhão de toneladas de alimentos deitado fora). No final deste ano, é possível que o valor baixe um pouco. É que a cadeia de supermercados WeFood, com origem na Dinamarca, já está presente em Helsínquia, oferecendo produtos que não podem estar à venda nos supermercados ditos normais, por a embalagem estar danificada, mal etiquetada ou as frutas e legumes terem mau aspeto, ainda que boa saúde. Os produtos são vendidos a metade do preço, os funcionários da cadeia de supermercados são todos voluntários e o lucro reverte para uma organização humanitária.

Bloomberg Creative Photos/ Getty Images

Lixo que é luxo

Os ecrãs espalhados pela sala, com medições atualizadas ao segundo, as paredes de vidro e o ar concentrado dos operadores sugere uma sala de controlo de uma missão espacial, mas, na verdade, o que aqui se comanda é lixo. Manobrando o gancho metálico, um dos funcionários da central de produção de eletricidade e aquecimento Vantaa Energy vai deslocando a amálgama que enche o fundo do bunker, com 38 metros de profundidade, para a entrada dos fornos. Através do vidro, conseguem-se identificar fraldas descartáveis, embalagens sujas, panos, uma misturada de lixo indiferenciado e que não faz parte das outras cinco categorias de separação – cada bloco de apartamentos na região de Helsínquia tem um contentor para cada um dos seguintes tipos de materiais: biodegradável, papel, cartão, vidro, metal e indiferenciado (as garrafas de plástico são recolhidas pelos estabelecimentos comerciais). Tem aparência de lixo, mas não cheira a lixo. Um sofisticado sistema de comportas e circulação de ar evita que o mesmo saia do reservatório para a rua. A cada ano, a central queima 360 mil toneladas de desperdícios, resultando deste processo energia elétrica e calor para alimentar o sistema de aquecimento doméstico. Este tratamento, aliado a um eficaz sistema de separação, reutilização e reciclagem de lixo, com especial ênfase para a produção de biogás e adubo a partir dos restos alimentares, faz com que, no final do processo, apenas 1% de todo o lixo produzido vá parar a aterro (a título de exemplo, dados de 2016, apontam para um valor de 34% em Portugal).

D.R.

Derrete-se na água... 

... e não nas mãos. Este é o segredo da Sulapac, a startup que nasceu de um sonho protagonizado por duas investigadoras da área da bioquímica. O objetivo: ajudar a Humanidade a livrar-se do plástico, o material para embalagem mais comum do mundo. Para criarem o seu material, patenteado, Suvi Haimi e Laura Kylloenen inspiraram-se na natureza finlandesa. A base são as árvores, cuja origem está certificada pelo Forest Stewardship Council, que assegura a gestão responsável da floresta, e a empresa garante a degradação do material ao fim de 21 dias de contacto com a água. Sem qualquer vestígio de microplástico. Os pigmentos também são de origem natural. Há o verde-pinho, o púrpura-framboesa ou o vermelho-morango. Outra mais-valia do sulapac é poder ser usado numa linha de produção já montada, sem necessidade de adaptação da maquinaria. Para breve, estará o anúncio de uma parceria com uma importante marca de cosméticos a nível mundial. No próximo ano, deverá ser apresentada uma nova linha, resistente à água, mas com as mesmas propriedades amigas do ambiente, revela Suvi Haimi, visivelmente orgulhosa da embalagem de 50ml que segura na mão esquerda. Quando lhe perguntamos se a palavra “sula” (que resulta da junção das iniciais dos nomes das fundadoras) tem algum significado em finlandês, os seus olhos azuis abrem-se num sorriso: “Significa derreter.”

Fonte: http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-02-03-Finlandia-O-que-se-pode-aprender-com-o-pais-mais-verde-do-mundo

Davi Alcolumbre, eleito presidente do Senado, é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal


O senador é acusado de crimes eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso na prestação de contas da campanha de 2014. Levantamento feito pela CBN nos gastos do parlamentar também chama atenção: entre 2015 e 2018, ele gastou mais de R$ 1,7 milhão com a cota de gabinete, a maior parte para divulgação da atividade parlamentar.


Alcolumbre foi eleito presidente do Senado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag Brasil


POR BRUNNO MELO 

Crimes eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso. São essas as acusações contra o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que constam em dois inquéritos contra ele no Supremo Tribunal Federal. É o que mostra o levantamento feito pela CBN nos processos envolvendo o nome do senador. Um deles, de número 4353, corre em segredo de Justiça e não é possível ter acesso a detalhes da acusação. O outro, registrado no STF com o número 4677, traz detalhes da denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal do Amapá sobre supostas irregularidades cometidas por Alcolumbre na campanha de 2014. 

Segundo o inquérito, o então candidato ao senado utilizou notas fiscais frias para a prestação de contas. Os investigadores também apontam ausência de comprovantes bancários e contratação de serviços com data posterior à das eleições. De acordo com a acusação, cheques vinculados às contas da campanha eleitoral, emitidos nominalmente a empresas que teriam prestado serviços ao então candidato, foram na verdade endereçados a Reynaldo Antônio Machado Gomes, contador da campanha de David Alcolumbre. Parte desse dinheiro teria sido sacado em espécie na boca do caixa. 

No STF, os dois inquéritos ainda estão na fase de diligências que devem ser conduzidas pela Polícia Federal e não há prazo para conclusão. 

Outro dado que chama a atenção na prestação de contas de Alcolumbre na campanha de 2014 é doação recebida do grupo JBS. Foram R$ 138 mil no total. O senador presidiu a CPI do BNDES, que apurou irregularidades na empresa. Na época, ele negou qualquer interferência e alegou que os recursos foram recebidos dentro da lei. Para o cientista político Melillo Dinis, ainda é cedo para saber se as acusações vão atrapalhar a vida de Alcolumbre na presidência do Senado.

'De todo modo, é importante avaliar qual é o sentido das acusações e dos processos e ao mesmo tempo vislumbrar se isso não é algo que vai prejudicá-lo ou deixá-lo à mercê da disputa com os senadores', reflete. 

No Senado, a prestação de contas de Alcolumbre também revela gastos expressivos. De 2015 a 2018, ele gastou R$ 1.746.000,00 da cota de gabinete. A maior parte, R$ 761 mil, com a divulgação da atividade parlamentar. Outros R$ 459 mil foram desembolsados pelos cofres públicos para pagar hospedagens, alimentação, locação de veículos e combustíveis para o senador. 

Já em votações importantes, Davi Alcolumbre se posicionou de maneira controversa em algumas matérias. Votou contra o afastamento do então senador e agora deputado, Aécio Neves, e a favor do reajuste dos ministros do Supremo. 

A relação do senador com familiares e aliados também é alvo de críticas. Alcolumbre tem como suplente o irmão, Josiel Alcolumbre. Também está lotada no gabinete dele com cargo comissionado a esposa do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzony, Denise Veberling.

A CBN conversou por telefone com o chefe de gabinete do senador Alcolumbre, Paulo Augusto de Araújo Boudens, que negou as acusações. Segundo ele, o parlamentar está 'tranquilo' em relação aos inquéritos no STF. Diante do pedido para gravar entrevista sobre o tema, Paulo desligou o telefone e não atendeu mais a reportagem.
Fonte: G1