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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Agência dos EUA teria espionado Dilma


Reportagem do ‘Fantástico’, da ‘TV Globo’, diz que documentos da NSA mostram que comunicação da presidente com assessores foi monitorada


O Estado de S.Paulo


Reportagem veiculada neste domingo, 1º, pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, e estariam classificados como ultrassecretos, mostram a presidente Dilma Rousseff e o que seriam seus principais assessores como alvos de espionagem.

O governo brasileiro vai convocar novamente o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para falar sobre nova denúncia de suposta espionagem do governo norte-americano.

A reportagem foi feita em coautoria com o jornalista Glenn Greenwald, correspondente do jornal britânico The Guardian que vive no Rio de Janeiro e revelou o esquema de espionagem eletrônica do governo americano, denunciado pelo ex-prestador de serviço da NSA Edward Snowden. Os documentos, diz a matéria, foram entregues por Snowden a Greenwald durante um encontro dos dois em Hong Kong.

De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada "filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil". Nela, aparece o nome da presidente do Brasil e também do presidente do México, Enrique Peña Nieto, que aparece como então candidato à presidência daquele país, segundo o Fantástico.

O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes destes, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Também não há nos papéis nenhuma afirmação de que houve espionagem. Nas páginas do suposto esquema de espionagem, no entanto, aparecem a palavra "sucesso" para se referir à suposta ação e a afirmação de que o processo "pode ser repetido", diz o Fantástico.

Segundo a reportagem, a parte referente ao Brasil traz como objetivo da suposta espionagem "melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores".

Outros documentos citam ainda que a agência americana se dedica ao acompanhamento de questões comerciais referentes a vários países, entre eles o Brasil, e cita a relação com o País entre os desafios geopolíticos para os EUA, segundo a reportagem.

De acordo com o Fantástico, Snowden, asilado na Rússia, afirmou que não poderia comentar o conteúdo dos papéis, uma imposição do governo que o abriga hoje.

Reunião. A denúncia foi tema de reunião realizada domingo entre Dilma e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ficou decidido que o Itamaraty vai convocar o embaixador dos Estados Unidos para cobrar explicações e que o governo brasileiro irá recorrer à ONU e a outros órgãos internacionais contra ações de espionagem.

No mês passado, durante visita ao Brasil, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, defendeu o monitoramento e disse que a medida ajudou a proteger os cidadãos brasileiros.

Dilma aumenta a segurança no 7 de Setembro por temer violência

NATUZA NERY
DE BRASÍLIA


Os atos de vandalismo durante as manifestações de junho fizeram com que a presidente Dilma Rousseff autorizasse segurança reforçada para o desfile de 7 de Setembro, na capital do país.

Segundo a Folha apurou, além dos já tradicionais detectores de metal, haverá revista de bolsas e mochilas. O objetivo é evitar que manifestantes portem bombas caseiras e coquetéis molotov. Nos últimos atos em Brasília, a polícia revistou os que foram aos protestos.

Na semana passada, Dilma coordenou pessoalmente uma reunião para tratar dos detalhes da segurança e do desfile. Apesar de reforçado, há um esforço do Planalto para que o aparato organizado para a celebração não seja ostensivo a ponto de assustar frequentadores ou demonstrar "paranoia", conforme disse um auxiliar.

A Folha apurou que o serviço de inteligência do governo recomendou o aumento na segurança, mas considera não haver motivos para alarde. A decisão da Câmara de não cassar na semana passado o deputado federal condenado Natan Donadon (ex-PMDB-RO), porém, é tida como elemento capaz de estimular os protestos de rua.

Assessores da presidente consideram que não há indicação de atos anti-Dilma.

SergioLima/Folhapress
Montagem da estrutura das arquibancadas do Desfile de 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios

ESTRATÉGIA

A estratégia da segurança do Planalto para o desfile incluiu também o aumento no número de convidados da Presidência. Essas pessoas ocuparão as arquibancadas mais próximas do palanque presidencial, evitando que manifestantes se posicionem no entorno dos locais pelos quais Dilma circulará.

Profissionais de segurança encarregados do evento afirmam que a presidente está especialmente preocupada com atos promovidos pelo grupo "black bloc". Eles usam como estratégia manifestações violentas para chamar atenção.

O grupo de ativismo hacker Anonymous organiza para o dia 7 um grande protesto pelo país. A página do evento no Facebook havia distribuído até ontem 4,8 milhões de convites para os atos, dos quais 362 mil haviam confirmado participação.

Como ocorre todos os anos, ministros e assessores poderão levar seus filhos à celebração, apesar do temor de manifestações violentas no desfile. Eles ficarão na tribuna de honra.

O desfile deste ano terá duração mais curta do que a tradicional. Vai ter cerca de uma hora e meia, 60 minutos a menos do que as paradas de outros anos.

Interlocutores do governo afirmam que a mudança na duração da parada não tem relação com os protestos.

Eles explicam que neste ano não haverá a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, considera o ponto alto da solenidade.

No dia 12 passado, uma dupla de piloto e copiloto morreu quando testava um exemplar da nova frota de aviões turboélices, os Super Tucanos. O acidente provocou o cancelamento da apresentação de 7 de Setembro para que houvesse mais tempo para treinamentos.

Fonte: FOLHA DE SP

domingo, 1 de setembro de 2013

Rádio ATÉIA - Músico Waldir Silva morre aos 82 anos

O compositor mineiro era conhecido como "Rei do Cavaquinho"

Foto: Lilian Macedo / Divulgação


O músico e compositor mineiro Waldir Silva morreu na manhã deste domingo, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Conhecido como "Rei do Cavaquinho", Silva começou a tocar o instrumento ainda criança, e gravou mais de 30 álbuns ao longo da vida, nas principais gravadoras do país.

Portador de uma doença degenerativa, o compositor estava internado desde o dia 23 de agosto em razão de uma pneumonia. O enterro será no cemitério do Bonfim, nesta segunda-feira.

Silva nasceu em Bom Despacho, em 1931. Ganhou um cavaquinho do seu pai quando tinha sete anos de idade e cinco anos depois realizou sua primeira apresentação. Tornou-se referência nacional no cavaquinho e no gênero musical do choro ao lado de Altamiro Carrilho, com quem tocou e gravou. Entre seus clássicos, está a canção Telegrama Musical. Atualmente, vivia em Belo Horizonte com a esposa. Além dela, deixa três filhos e dois netos.

Fonte: DC

Rádio ATÉIA - Titãs

Suco de fruta pode aumentar risco de diabetes



Comer mais frutas, particularmente mirtilos (as blueberries), maçãs e uvas tende a reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes do tipo 2, segundo um estudo publicado no British Medical Journal.

No entanto, tomar de sucos de frutas pela manhã, tido por muitos como um hábito saudável, aumenta os riscos da doença, devido à maior quantidade de açúcar (um suco leva mais frutas do que as regularmente ingeridas em estado bruto) e à rápida absorção pelo corpo.

O mirtilo diminui o risco de diabetes tipo 2 em 26%, enquanto outras frutas, servidas em três porções diárias, reduzem em 2%.

A pesquisa acompanhou a dieta de 187 mil pessoas nos Estados Unidos. Destas, 6,5% desenvolveram a doença.

A diabetes tipo 2 corresponde a 90% dos casos da doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Os pesquisadores usaram questionários para observar a frequência do consumo de frutas e quais as porções.

As frutas em questão eram uvas ou passas, pêssego, ameixa, damascos, pera, maçã, laranjas, toranja (grapefruit), morangos e mirtilos.

A análise dos dados recolhidos mostraram que três porções semanais de mirtilo, uva, passas, maçã e peras reduziam significativamente o risco do tipo 2 da doença.
Níveis de açúcar

De acordo com o estudo publicado, "frutas têm componentes altamente variáveis de fibra, antioxidantes, outros nutrientes e fitoquímicos que, juntos, influenciam o risco".

No entanto, quando observado o impacto de sucos de frutas, os pesquisadores chegaram a um leve aumento do risco de diabetes tipo 2, contra a redução provocada pela ingestão de frutas sólidas.

Substituindo-se sucos de frutas por mirtilos inteiros corta o risco em até 33%; com uvas e passas, em até 19%; por peras e maçãs, em até 13% - e por uma combinação de frutas, em até 7%.

A substituição de sucos por laranjas, pêssegos, ameixas e damascos leva a resultado similar.

"Ao fazermos um suco, separamos a (polpa) fruta de seus fluidos, que são absorvidos mais rapidamente, aumentando os níveis de açúcar e insulina no sangue para conter os açúcares", explica Qi Sun, autor do estudo e professor na Harvard School of Public Health.

"Para diminuir o risco de diabetes tipo 2, o ideal seria diminuir o consumo de sucos e aumentar o de frutas", aconselha.

Fonte: BBC BR

A CORJA QUE DEU COBERTURA A DONADON


Bancada evangélica se articulou para impedir cassação de Natan Donadon

O deputado-preso foi condenado pelo desvio de verbas públicas em Rondônia

por Leiliane Roberta Lopes

 

Condenado a 13 anos de prisão por peculato e formação de quadrilha, o deputado Natan Donadon (sem partido – RO) foi julgado na Câmara na última quarta-feira (28) no processo de cassação onde 233 deputados votaram a favor e 131 contra.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo a não cassação de Donadon aconteceu por uma articulação entre as bancadas evangélicas, do PT e do PMDB. Dos 513 deputados, 108 não participaram da votação e cassação não aconteceu por uma diferença de 24 votos.

Dos deputados presentes, 41 se abstiveram da votação que acabou beneficiando o deputado-preso desde 28 de junho em um presídio no Distrito Federal.

Ao saber da decisão da Câmara, Donadon, que é pastor evangélico, se ajoelhou no plenário e juntou as mãos em sinal de agradecimento a Deus. Antes que os deputados votassem, ele chegou a se declarar inocente dizendo em nome de Deus que nunca cometeu os crimes pelos quais foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal.

“Não fiz pagamentos ilegais, não desviei um centavo, pelo amor de Deus, façam justiça senhores deputados!”, disse o ex-peemedebista. “Não sou ladrão, nunca roubei nada, é uma acusação injusta!”.

Com a decisão de não cassação, Natan Donadon ficará afastado do mandato durante todo o período que permanecer preso. A decisão partiu do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) que informou que durante este período o deputado-preso não terá qualquer benefício do Congresso, nem mesmo o salário de R$26,7 mil.

Além dessa decisão, Henrique Alves também decidiu que os próximos processos de cassação só serão realizados com voto aberto, onde os deputados falam abertamente se são a favor ou contra a cassação de condenados.

A decisão do caso de Donadon pode beneficiar três deputados que aguardam a decisão final do STF sobre o mensalão, eles são: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) que não votaram nesta quarta.

Confira a lista dos deputados que não compareceram à votação:

Veja a lista dos deputados que não participaram da votação (ao lado dos nomes, “P” indica aqueles que estiveram presentes no plenário, e que mesmo assim não votaram):

DEM (6 não votaram, 21% da bancada)
Abelardo Lupion (PR)
Betinho Rosado (RN)
Claudio Cajado (BA) P
Eli Correa Filho (SP) P
Jorge Tadeu Mudalen (SP) P
Lira Maia (PA) P
PC do B (2 não votaram, 15% da bancada)
Alice Portugal (BA)
Jandira Feghali (RJ) P

PDT (3 não votaram, 12% da bancada)
Enio Bacci (RS) P
Giovani Cherini (RS) P
Giovanni Queiroz (PA) P
PMDB (15 não votaram, 19% da bancada)
Alceu Moreira (RS)
André Zacharow (PR) P
Arthur Oliveira Maia (BA)
Asdrubal Bentes (PA)
Carlos Bezerra (MT)
Darcísio Perondi (RS)
Eliseu Padilha (RS) P
Gabriel Chalita (SP) P
Genecias Noronha (CE) P
José Priante (PA) P
Leonardo Quintão (MG) P
Mário Feitoza (CE)
Newton Cardoso (MG) P
Renan Filho (AL)

PMN (1 não votou, 33% da bancada)
Jaqueline Roriz (DF) P

PP (14 não votaram, 37% da bancada)
Afonso Hamm (RS)
Beto Mansur (SP) P
Carlos Magno (RO)
Guilherme Mussi (SP)
José Linhares (CE) P
José Otávio Germano (RS) P
Luiz Fernando Faria (MG) P
Paulo Maluf (SP) P
Pedro Henry (MT)
Renato Molling (RS)
Renzo Braz (MG) P
Toninho Pinheiro (MG) P
Vilson Covatti (RS) P
Waldir Maranhao (MA)
PPS (2 não votaram, 18% da bancada)
Almeida Lima (SE)
Arnaldo Jardim (SP) P
PR (8 não votaram, 22% da bancada)
Bernardo Santana de Vasconcellos (MG)
Inocêncio Oliveira (PE)
Laércio Oliveira (SE)
Manuel Rosa Neca (RJ)
Valdemar Costa Neto (SP) P
Vicente Arruda (CE) P
Zé Vieira (MA)
Zoinho (RJ)
PRB (1 não votou, 10% da bancada)
Vilalba (PE)

PSB (6 não votaram, 24% da bancada)
Abelardo Camarinha (SP) P
Alexandre Roso (RS)
Antônio Balhmann (CE)
Beto Albuquerque (RS)
Paulo Foletto (ES) P
Sandra Rosado (RN)
PSC (2 não votaram, 13% da bancada)
Nelson Padovani (PR) P
Pastor Marco Feliciano (SP) P

PSD (12 não votaram, 27% da bancada)
Dr. Luiz Fernando (AM)
Edson Pimenta (BA) P
Eduardo Sciarra (PR) P
Eliene Lima (MT) P
Fernando Torres (BA)
Heuler Cruvinel (GO)
Homero Pereira (MT)
João Lyra (AL)
José Carlos Araújo (BA) P
Manoel Salviano (CE)
Marcos Montes (MG)
Sérgio Brito (BA) P

PSDB (6 não votaram, 12% da bancada)
Carlos Roberto (SP) P
Marco Tebaldi (SC) P
Marcus Pestana (MG)
Pinto Itamaraty (MA)
Sérgio Guerra (PE)
Vanderlei Macris (SP)

PT (21 não votaram, 24% da bancada)
Angelo Vanhoni (PR) P
Anselmo de Jesus (RO)
Artur Bruno (CE)
Beto Faro (PA) P
Biffi (MS) P
Bohn Gass (RS)
Iriny Lopes (ES) P
João Paulo Cunha (SP) P
José Genoino (SP)
Josias Gomes (BA)
Luiz Alberto (BA)
Marcon (RS)
Marina Santanna (GO) P
Miguel Corrêa (MG) P
Odair Cunha (MG) P
Pedro Eugênio (PE) P
Pedro Uczai (SC) P
Rogerio Carvalho (SE)
Ronaldo Zulke (RS)
Vicentinho (SP) P
Weliton Prado (MG)

PTB (2 não votaram, 11% da bancada)
Jovair Arantes (GO)
Sabino Castelo Branco (AM)

PTdoB (1 não votou, 33% da bancada)
Rosinha da Adefal (AL)

PV (1 não votou, 10% da bancada)
Eurico Junior (RJ) P

SEM PARTIDO (1 não votou)
Romário (RJ)
Marco Feliciano se justifica

Apesar de aparecer na lista dos que estavam presentes, mas não votaram, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) usou o Twitter para se justificar dizendo que no horário da votação ele não estava mais no plenário.

“Estou nos EUA. Viagem marcada há dois meses. Fiquei ontem [quarta-feira, 28] no plenário até as 19:30h. As 20:00h já estava no aeroporto. Desde as 16:00h já havia quorum para votação, mas não colocaram nada em votação até o horário em que pude ficar lá [...] A votação de Cassação iniciou as 20:30h. As 20:39h eu já havia embarcado. Por este motivo não participei da votação.”

Feliciano está nos Estados Unidos para falar com líderes da comunidade de língua portuguesa e representantes de imigrantes brasileiros que estão presos por estarem ilegalmente no país. Foi também pelo Twitter que o deputado esclareceu que sua viagem não está sendo paga com dinheiro público.

“Falarei aqui nos EUA a lideres da comunidade de língua portuguesa. Incluindo representantes de imigrantes brasileiros que estão presos. Quando assumi a CDMH falei que lutaria pelos direitos das centenas de brasileiros que estão presos aqui nos EUA por estarem ilegais. Levarei o relatório da viagem e apresentarei à CDHM na próxima semana. E a viagem toda está sendo custeada pelos lideres que me convidaram.”

Fonte: GOSPEL PRIME

Juiz perde a cabeça e agride dois colegas em tribunal


Imagens / Reprodução-YouTube(videolandmarks)
Um juiz resolveu fazer justiça com as próprias mãos e agrediu dois outros magistrados em um tribunal de Cuernavaca (México). 

A discussão entre os juízes Miguel Ángel Falcón e Ruben Jasso Díaz ficou bastante acalorada. Houve troca de insultos e Falcón partiu na direção de Jasso. No caminho, Falcón derrubou no chão outro magistrado, Valentín González García. Depois, o juiz conseguiu se aproximar de Díaz, que recebeu alguns socos. 

Falcón pode enfrentar processo de impeachment, de acordo com a imprensa mexicana. 

"Eu sinto tristeza, vergonha e arrependimento. Quero oferecer uma desculpa de coração para a sociedade e para a imprensa", afirmou. 

Miguel Ángel Rosete, que também estava sentado à mesa no tribunal, pediu que Falcón renuncie ao posto. 

Fonte: O GLOBO

PT omitiu outros repasses de Valério a Freud Godoy


Dois cheques recebidos pelo ex-segurança de Lula, no valor de R$ 39,3 mil, não foram informados ao TSE


THIAGO HERDY (EMAIL)


Freud Godoy. “A Copes está desativada desde 1996” Michel Filho / Michel Filho/08-05-2013


SÃO PAULO - O cheque de R$ 98,5 mil não foi o único repasse feito com a ajuda de Marcos Valério a Freud Godoy, ex-segurança do ex-presidente Lula, em 2003. Pelo menos outros R$ 39,3 mil, que tiveram como origem o empréstimo do banco BMG ao PT, foram depositados na conta da Copes Serviços de Vigilância, empresa de Freud Godoy, numa agência do banco Santander em São Bernardo do Campo (SP). O repasse consta de laudo da Polícia Federal e foi omitido pelo PT na prestação de contas de 2003 apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na prestação de contas entregue à Justiça, constam 19 pagamentos que somam R$ 238.709,50 a outras duas empresas de Freud, a Caso Comércio Ltda e a Caso Sistemas de Segurança Ltda. No entanto, os repasses feitos à Copes, terceira empresa do ex-segurança de Lula, não foram declarados pelo partido. Em depoimento à Procuradoria Geral da República, em setembro do ano passado, Marcos Valério, operador do esquema do mensalão, atribuiu a Freud o papel de intermediar o recebimento de valores que tinham como objetivo pagar contas pessoais de Lula. O ex-presidente e o ex-segurança negam esta versão.

O repasse de R$ 98,5 mil, mencionado por Valério em depoimento, foi feito em cheque nominal à Caso Comércio, em janeiro de 2003. No entanto, o cheque foi endossado pela mulher e sócia de Freud, Simone Godoy, e depositado em conta na antiga agência do Banespa, atualmente Santander, em São Bernardo do Campo, que O GLOBO apurou pertencer à Copes. O pagamento é investigado em inquérito da Polícia Federal que tramita em Brasília.

Em 6 de março de 2003, a mesma conta recebeu um repasse de R$ 29.388. Vinte dias depois, um segundo pagamento foi realizado, no valor de R$ 10 mil. Segundo o Laudo 1450/2007 da Polícia Federal, que consta dos autos da Ação Penal 470, do mensalão, os dois pagamentos foram feitos em cheque e tiveram como origem o empréstimo de R$ 2,4 milhões do BMG ao PT, que teve Marcos Valério como avalista.

Como a análise da PF ficou restrita ao destino dos recursos emprestados pelo BMG, não foi verificado se outras contas do partido abasteceram a empresa Copes.

Freud Godoy registrou a Copes em novembro de 1993 no 3º Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de São Paulo, com o objetivo de prestar “serviços de vigilância não armada em prédios de apartamentos, residências, escritórios, empresas em geral e sindicatos”.

Três anos depois, a mulher de Freud, Simone, passou a figurar como sócia. Atualmente, a empresa está cadastrada na Receita Federal como especializada em “atividades de investigação particular”. Na última alteração contratual em cartório, ocorrida em 2010, no entanto, consta o registro da empresa como prestadora de “serviços em geral de vigia de portaria”.

Desde a sua criação, a Copes mantém o mesmo endereço de funcionamento, uma casa na Avenida Edgar Ruzzant 155, no Bairro Jardim Brasil, em São Paulo. No endereço mora a irmã de Freud, Andréa Godoy Herrera, de 47 anos, e o marido dela. Um homem, que não quis se identificar, atendeu O GLOBO na última quinta-feira. Ao ser perguntado se, naquele endereço, funcionava uma empresa de segurança, não quis responder e fechou a porta.

A Copes é citada por Freud em depoimento prestado em junho de 2010 à CPI da Bancoop, na Assembleia de São Paulo (Alesp). Na ocasião, o petista afirmou que a empresa servia ao Sindicato dos Bancários e a campanhas do PT desde o início dos anos 1990, mesmo sem estar regulamentada para prestar serviços de segurança privada. “Está inativa há mais de dez anos”, disse Freud à CPI, ignorando os pagamentos recebidos em 2003, sete anos antes da sessão na Alesp.

Na última sexta-feira, O GLOBO perguntou a Freud que serviços a Copes prestara ao partido. Por escrito, ele respondeu: “A Copes nunca prestou serviços ao PT, está desativada desde 1996”. Indagado por que a empresa recebera sem ter prestado os serviços, disse: “Eu não lembro, para mim tinha sido depositado na conta de minha mulher”. Freud acrescentou que apenas usara a conta da Copes para receber recursos destinados a suas outras empresas, e que não prestou serviços por meio dela. Ele negou que dinheiro depositado na conta tenha sido usado para pagar despesas de Lula.


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Sangue ruim


Família Donadon frequenta noticiário político-policial bem antes da prisão de Natan
Irmã do deputado já foi condenada pela Justiça de Rondônia e teve os direitos políticos cassados por três anos

CHICO DE GOIS (EMAIL)


Natan Donadon se defende na Câmara 
Arquivo O Globo / Jorge William/28-8-2013


BRASÍLIA - O deputado Natan Donadon, que entrou para a História ao ser o primeiro parlamentar condenado e preso, e também por ser o primeiro deputado-presidiário, vem de uma família que frequenta o noticiário político-policial de Rondônia desde a década de 1980. A família, proveniente do Paraná, chegou ao estado em 1973. Menos de uma década depois, o patriarca, Marcos, tornou-se o segundo prefeito de Colorado do Oeste, cidade localizada no chamado cone sul do estado que havia se tornado município em 1981 — antes de Marcos, o pai do senador Ivo Cassol (PP-RO), Reditário, havia administrado o povoado. Para ajudá-lo a gerir o município, Marcos Donadon cercou-se de gente de sua estrita confiança: seus filhos, que ganharam cargos de secretários na prefeitura.

O mais velho deles, Melkisedek, foi o primeiro a seguir os passos políticos do pai e, em 1992, elegeu-se prefeito da mesma cidade. Mas Colorado do Oeste era pequena demais para a ambição política do clã, e Melki, como é conhecido, mudou seu domicílio eleitoral para Vilhena, elegendo-se prefeito de lá em 1996 e reelegendo-se em 2000. Para garantir a extensão do poder, manteve como vice o primo Marlon, que lhe sucedeu na prefeitura em 2004.

Com um pé em Vilhena, a família não se descuidou de Colorado do Oeste. Uma das irmãs, Mirian, foi prefeita da cidade também, entre 2004 e 2008. Em julho de 2007, ela foi condenada pela Justiça local a pagar multa de R$ 174 mil porque o hospital municipal não tinha profissionais nem medicamentos e não podia fazer exames. Por outro lado, a Associação Marcos Donadon, que funcionava na cidade, em Vilhena e em Cerejeiras, estava sempre abastecida.

Prefeito e provedor da família

A instituição levava o nome do patriarca da família, mas quem lucrava eleitoralmente eram os filhos, principalmente o mais novo, que tinha o nome do pai e era deputado estadual. Nela, trabalhavam alguns dos parentes. Um dos cunhados dos Donadon era o administrador; a mulher de Marcos, que é dentista, também dava expediente lá. Como foi declarada de utilidade pública, a associação recebia recursos do SUS e do governo de Rondônia.

Em 2010, Mirian voltou a ser condenada pela Justiça de Rondônia e teve os direitos políticos cassados por três anos, além da penhora de seus bens e dos da associação. De acordo com a sentença, ela foi punida por fazer repasses irregulares para a instituição da família.

Quando prefeito de Vilhena, Melki foi um provedor para os seus: 13 parentes tinham cargo na administração. Ele tentou outros voos mais altos, mas nunca conseguiu. Em 1998, candidatou-se ao governo do estado, mas foi derrotado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Em 2006 e em 2010, buscou uma vaga no Senado, mas também não conseguiu se eleger.

Em 2008, o clã perdeu o domínio da prefeitura de Vilhena para José Luiz Rover (PP), que foi reeleito em 2012. No entanto, a família elegeu o primo de Melki para a Câmara Municipal. Em julho deste ano, Angelo Mariano Donadon Júnior (PMDB) apresentou um projeto que era uma carta de boas intenções: proibia que a prefeitura contratasse parentes de políticos; justamente ele, cuja família sempre teve emprego público. O prefeito de Vilhena, no entanto, conseguiu lhe tirar a primazia do projeto, e um aliado de Rover apresentou matéria de idêntico teor, aprovando-a.

No cenário estadual, Marcos Donadon, o filho, teve uma carreira duradoura como deputado. Sua primeira eleição para a Assembleia Legislativa ocorreu em 1994, quando tinha apenas 22 anos. A exemplo de Melkisedek, ele também abrigou a família. Foi Marcos quem nomeou Natan diretor financeiro da Assembleia quando era presidente do Legislativo rondoniense. Depois que Mirian deixou a prefeitura de Colorado do Oeste, ele conseguiu um lugar para ela na liderança do PMDB quando era o líder. Um cunhado, casado com sua irmã Ruth, foi um dos diretores na Assembleia quando ele a presidia — em 2010, ele foi preso por envolvimento nos mesmos desvios que teriam sido praticados por Marcos e por Natan.

O nome de Marcos foi envolvido em duas denúncias que ganharam destaque nacional: em gravação feita pelo então governador Ivo Cassol, em 2005, em que deputados estaduais cobravam R$ 50 mil mensais cada um para não importunar o governador; e na Operação Dominó, da Polícia Federal, em 2006, em que deputados se utilizavam de laranjas na folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Marcos, segundo a denúncia, valeu-se de 16 nomes, incluindo o da própria mãe, para sacar dinheiro. Em menos de um ano, teria movimentado R$ 695 mil. O esquema envolvia 23 dos 24 deputados estaduais. Desses, apenas cinco conseguiram se reeleger — entre eles, Marcos, cuja família mantinha, até junho deste ano, a associação que distribuía remédios, fazia atendimentos médico e dentário e rendia muitos votos.

Mas nenhuma dessas acusações lhe custou o mandato até ele ser condenado em 2010, junto com o irmão, à prisão. De acordo com o processo, quando presidente da Assembleia, Marcos, junto com Natan, forjou um contrato com a MPJ Marketing, Propaganda e Jornalismo que tinha como objetivo a execução de publicidade em geral, por um período de quatro meses — agosto a dezembro de 1995. Porém, mesmo tendo recebido R$ 8,4 milhões, a empresa nada fez. O dinheiro, conforme as investigações, foi desviado — em valores atualizados, chega a R$ 54 milhões, segundo cálculo do Ministério Público.

Natan foi, dos homens, o último a entrar na vida pública por meio de eleições. Ele se candidatou a deputado federal em 1998, no mesmo ano em que Melki tentou chegar ao governo, mas, como o irmão, não teve sorte. Na eleição seguinte, conseguiu ficar na suplência e assumiu a cadeira de Confúcio Moura, quando este foi eleito prefeito de Ariquemes, em 2004. De lá para cá, não perdeu mais qualquer eleição.

Marcos foi preso em junho deste ano, quando desembarcava no aeroporto de Porto Velho, proveniente de Vilhena. Natan foi detido dois dias depois do irmão, em 28 de junho. Marcos ainda não teve o mandato cassado pelos colegas da Assembleia Legislativa de Rondônia. O processo está parado por lá. Já Natan conseguiu manter seu mandato, embora o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), tenha mandado empossar o suplente, Amir Lando (PMDB).

A declaração de bens da família Donadon revela uma movimentação atípica do patrimônio. Natan, por exemplo, aparenta ser homem sem grande ostentação. Em 2006, declarou que seus bens somavam R$ 200 mil — R$ 100 mil dos quais emprestados à mulher, Rosângela. Em 2010, o patrimônio atingia R$ 649 mil, R$ 250 mil em dinheiro sob sua guarda. Melkisedek tem padrão diferente. Em 2008, quando tentou voltar à prefeitura de Vilhena, informou que não tinha nada em seu nome. Em 2010, a vida financeira deu um salto: ele tinha um patrimônio declarado de R$ 638,7 mil. Tinha até equipamento para instalação de uma PCH (pequena central elétrica). Em 2012, em mais uma tentativa, a soma dos bens caiu para R$ 157 mil — sendo R$ 152 mil em espécie. A reportagem tentou, em vão, entrar em contato com Melkisedek, com representantes da família e com o advogado de Natan Donadon.


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Gasto público com a Copa aumenta R$ 857 milhões após bronca da Fifa


NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR
LUCAS REIS
DE MANAUS



"Nós deveríamos ter recebido este documento [Lei Geral da Copa] assinado em 2007, estamos em 2012. Você tem que dar um empurrão, tem que receber um chute no traseiro e entregar a Copa do Mundo", afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em março de 2012.

O "chute no traseiro" gerou um enorme mal-estar nas relações entre o governo do país e a entidade que comanda o futebol mundial.

O resultado?

Sob maior ou menor influência da crise envolvendo o Brasil e a Fifa, houve um aumento de gastos públicos nos estádios do Mundial.

Desde a polêmica frase de Valcke, proferida há um ano e meio, a injeção de dinheiro público nos estádios atingiu R$ 857,3 milhões.

O governo federal também liberou outros R$ 74,7 milhões a entidades privadas para obtenção de empréstimos em condições especiais.

Levantamento da Folha nas 12 sedes do torneio também aponta que, pela primeira vez, o custo das arenas bateu os R$ 8 bilhões.

O valor é suficiente para erguer 160 mil apartamentos do Minha Casa, Minha Vida.

Em 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa, a estimativa era de US$ 1,1 bilhão (R$ 2,6 bilhões, segundo a cotação atual).

"A primeira causa para os estouros de orçamento e atrasos foi a falta de um projeto completamente definido", afirma José Carlos Bernasconi, presidente do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia). "Os preços fugiram do controle."

Na ocasião, governo e comitê organizador prometiam praças esportivas 100% privadas. Hoje, somente 32% dos investimentos são particulares, e essa parcela inclui empréstimos em entes públicos tomados por clubes e concessionárias de PPPs.

Em Natal, a Arena das Dunas é bancada totalmente por empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Quando o estádio ficar pronto, o governo do Rio Grande do Norte terá de fazer pagamentos mensais, por 17 anos, que vão depender do "desempenho" do local.

Caso dê prejuízo, o Estado acabará desembolsando um montante superior aos R$ 400 milhões da obra.

Em junho, em meio à onda de protestos que tomaram as ruas --muitos contra os gastos da Copa--, a presidente Dilma Rousseff utilizou pronunciamento em rádio e TV para dizer que "o dinheiro do governo federal gasto com arenas é fruto de financiamento", e que seria "devidamente devolvido".

Mas 53% desses financiamentos foram destinados a Estados e municípios. Assim, continuarão sendo pagos com recursos públicos.

"Há obras em andamento, temos problemas e dificuldades e vamos ter que correr e tomar providências. E isso pode significar mais gastos públicos", diz Bernasconi.

Em Pernambuco, o governo Eduardo Campos (PSB) diz não ter o orçamento total da obra, inaugurada há mais de quatro meses, porque foi preciso acelerar os trabalhos para a Copa das Confederações. Diz que ainda calcula o valor.

Em janeiro de 2010, os governadores e prefeitos de todas as sedes assinaram a chamada Matriz de Responsabilidades do Mundial. De lá para cá, o incremento dos gastos públicos alcançou 66%.

E, a nove meses para a bola rolar, metade das arenas ainda não foram concluídas.
Todas têm de ser entregues até o final de dezembro.

OUTRO LADO

As principais autoridades à frente da Copa-2014 se esquivam sobre o crescimento dos gastos públicos e totais das arenas do torneio.

"O Ministério do Esporte e o governo federal não têm responsabilidade direta por nenhum dos estádios que estão sendo construídos ou reformados", disse a pasta.

O ministério informou que monitora o cronograma de execução das praças "trabalhando em parceria com as cidades-sede para que a organização do evento como um todo seja exitosa".

O comunicado reforça que os empréstimos do BNDES não são investimento direto, já que serão pagos com os juros estabelecidos em contrato, e se limitam a R$ 400 milhões por arena. A pasta diz que o valor é o mesmo fixado no início das construções.

Na avaliação do ministério, os estádios "têm custos alinhados com a média mundial" e têm melhorado a média de público no Brasileiro.

"Confiamos no trabalho dos órgãos de controle, que acompanham de perto a execução orçamentária de todas as obras", afirmou a nota.

O COL (Comitê Organizador Local da Copa) segue a mesma linha. "Entregando tudo em dezembro poderemos fazer uma Copa muito melhor do que a Copa das Confederações, que foi um sucesso", disse Ricardo Trade, diretor-executivo do COL.

Sobre a indefinição do custo da Arena Pernambuco, o governo local diz que a aceleração das obras, para entrar a tempo da Copa das Confederações, impediu "reequilibrar as finanças" e que faz estudo para levantar gastos.
Fabrice Coffrini-19.mar.2013/AFP 
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em entrevista na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça

Fonte: FOLHA DE SP