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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Justiça nega pedido de Deborah Secco e atriz terá que devolver R$ 604.646



Secco e a produtora Luz Produções Artísticas LTD foram condenadas por improbidade administrativa
O DIA E IG


Rio - A atriz Deborah Secco teve o pedido de trancamento da ação na qual foi condenada negado pela desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira, da 8ª Câmara Cívil do Tribunal de Justiça do Rio. Com a decisão, a atriz, sua mãe, seus irmãos e a produtora Luz Produções Artísticas LTDA terão que devolver R$ 604.646 aos cofres públicos por improbidade administrativa.
Pedido de Deborah Secco não foi aceito pela JustiçaFoto: Divulgação

Segundo a defesa dos réus, não ficou comprovado indícios de improbidade administrativa. A desembargadora, no entanto, não acatou o pedido da defesa. No mesmo recurso, os réus tiveram seus bens liberados, que estavam bloqueados desde que o Ministério Público denunciou a família.

Entenda o caso

Em 2010, Deborah Secco foi denunciada por desvio de verbas públicas em ação de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. Em outubro do ano presente, a atriz foi condenada a devolver R$ 158.191 e a produtora Luz Produções Artísticas LTDA, na qual a atriz é sócia junto com seus parentes, foi condenada a devolver R$ 446.455.

O juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara de Fazenda Pública suspendeu os direitos políticos de todos os envolvidos. Eles terão que pagar multa de R$ 5 mil e não poderão receber incentivos fiscais.

A atriz e a produtora tiveram cheques descontados em suas contas referentes a desvio de verbas de esquema fraudulento envolvendo a Fundação Escola do Serviço Público (Fesp) e ONGs.

Investigações identificaram que órgãos do governo do Rio contratavam a Fesp para a realização de projetos sabendo que ela não tinha capacidade de executá-los. A Fesp então repassava os contratos às ONGs representadas pelo pai de Deborah, Ricardo Tindó Secco, que seria o chefe do esquema.

O dinheiro desviado foi para diversas contas da família de Ricardo Secco, como a de Deborah e a da produtora Luz Produções, empresa da atriz. Bárbara e Ricardo, irmãos de Deborah e a mãe deles, Sílvia, também tiveram quantias desviadas depositadas em suas contas. Além deles, Ricardo e sua mulher Angelina receberam R$ 453 mil. Segundo o documento, somados os valores supostamente desviados, o pai da atriz teria se apropriado diretamente, ou por meio da família, de mais de R$ 1 milhão de recursos públicos.

Fonte: O DIA

E ENTÃO JOAQUIM BARBOSA: A AÇÃO DOS TUCANOS VAI ANDAR OU NÃO?


Ação civil do mensalão mineiro está parada há dez anos no STF



Por Agência Estado | 02/12/2013 09:56


Ação pede bloqueio de bens até o limite de R$ 12 mi do ex-governador mineiro e atual deputado Eduardo Azeredo



A primeira ação judicial que trata dos fatos relacionados ao mensalão mineiro completou, neste domingo (1), dez anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal. Distribuída para o então relator, ministro Carlos Ayres Britto, no dia 1º de dezembro de 2003, a ação civil pública por atos de improbidade administrativa está praticamente parada na Corte neste período de uma década


Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o mensalão mineiro foi um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. A ação por improbidade foi ajuizada quatro anos antes da denúncia criminal e é o primeiro processo envolvendo a campanha tucana daquele ano.

A ação pede a indisponibilidade ou bloqueio cautelar de bens até o limite de R$ 12 milhões do ex-governador mineiro e atual deputado e outros dez requeridos - entre eles Marcos Valério Fernandes de Souza, seus sócios na SMPB, já condenado no mensalão federal, e o atual senador Clésio Andrade (PMDB-MG).

Os procuradores e promotores afirmam na peça conjunta dos Ministérios Públicos Federal e Estadual que o governo de Minas autorizou de forma ilegal o pagamento de R$ 3 milhões das estatais Companhia Mineradora de Minas (Comig, atual Codemig) e Companhia de Saneamento do Estado (Copasa) para a agência SMPB, com o objetivo de patrocinar o evento esportivo Enduro da Independência.

Trata-se do grosso do desvio apontado em 2007 na denúncia criminal do mensalão mineiro pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza - para quem o "esquema delituoso verificado no ano de 1998 foi a origem e o laboratório dos fatos descritos" na acusação formal do mensalão federal.

O prosseguimento da ação aguarda o julgamento pelo plenário do Supremo de dois recursos apresentados em 2005 contra a decisão do então relator Ayres Britto, que havia determinado a remessa dos autos à Justiça Estadual de Minas, entendendo que não cabe foro privilegiado para crimes de improbidade administrativa. Ayres Britto completou 70 anos no fim do ano passado e se aposentou compulsoriamente.

A relatoria do caso foi redistribuída para o ministro Luís Roberto Barroso, que também acumula as relatorias das ações penais do mensalão mineiro.

Não há data para a análise dos recursos pelo plenário do STF. O gabinete de Barroso informou que o ministro não iria comentar o andamento da ação cível, mas afirmou que ele "está avaliando e dando continuidade" aos casos do mensalão mineiro.

Na prática, a falta de conclusão da ação civil no Supremo impede desdobramentos do caso. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público prepara uma nova ação contra réus pedindo a devolução de recursos que saíram do antigo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e foram parar na campanha à reeleição de Azeredo. Além dos R$ 3 milhões já apontados na ação que corre no STF, R$ 500 mil de empresas do grupo Bemge foram desviados por meio de patrocínio do Iron Biker, outro evento esportivo organizado pela SMPB, segundo laudos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.

Pedidos

Por solicitação do promotor João de Medeiros, o então procurador-geral Roberto Gurgel encaminhou no fim de 2012 ofício ao STF pedindo que fosse dada preferência ao julgamento dos recursos da Pet 3067 - nome do processo na Corte. Questionada, a assessoria jurídica do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou que o Ministério Público "já fez, tecnicamente, o possível" e a questão agora depende exclusivamente do Judiciário.

Em junho deste ano, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Barbosa, criticou o desempenho dos tribunais brasileiros no julgamento de processos de improbidade. O tema foi incluído nas metas do Judiciário para 2013, mas apenas 36,55% dos processos protocolados até 2011 haviam sido julgados.

Condenado pelo mensalão federal a 6 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Rogério Tolentino figura na ação cível como advogado de Valério, seus sócios e das empresas. "É uma coisa bem antiga, não existia nada de mensalão... Essa coisa ficou parada muito tempo", diz Tolentino. "Não serei mais esse advogado. Fui e não sou, apesar de constar meu nome."

A defesa de Azeredo não foi localizada para comentar o atraso da ação civil. O escritório da advogada que aparece no andamento processual informou que não atende mais o deputado federal na ação. Azeredo, ex-senador e ex-presidente nacional do PSDB, sustenta que não teve responsabilidade em eventuais irregularidades na campanha de 1998. 

Prescrição

Além da ação civil do mensalão mineiro, há outras três criminais relacionadas à campanha à reeleição de 1998 de Azeredo. Uma delas tem o ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-vice-governador de Aécio Neves (PSDB), Walfrido dos Mares Guia, como réu.

Ele atuou como coordenador-geral da campanha de 1998, quando era candidato a deputado federal. Walfrido foi denunciado na ação penal que corre na 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, mas, segundo o promotor João Medeiros, quase um ano depois de completar 70 anos, sua defesa requereu no dia 13 de novembro a prescrição dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

O tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de Minas em 1998, Cláudio Mourão, fará 70 anos em abril e também poderá requerer a prescrição ­- cujo prazo de 16 anos entre a ocorrência do fato e a aceitação da denúncia cai pela metade quando o réu completa tal idade. No caso do mensalão mineiro foram 12 anos entre os fatos (1998) e o acolhimento da acusação criminal formal (2010). Na ação civil, não há risco de prescrição.

Pivô da queda de Palocci, Jeany Mary Corner é presa sob supeita de chefiar prostituição

AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta segunda-feira (2) a promotora de eventos Jeany Mary Corner e outras oito pessoas, sob suspeita de agenciamento de garotas de programa e outros crimes relacionados.

Mary Corner ficou conhecida no meio político de Brasília em 2005, quando se transformou em um dos pivôs do escândalo que derrubou Antônio Palocci do Ministério da Fazenda durante o primeiro governo Lula. Na época, ela era acusada de organizar festas para políticos em Brasília.

Neste ano, seu nome voltou à evidência no noticiário com a Operação Miqueias, da Polícia Federal, na qual prostitutas ligadas a Mary Corner eram usadas para cooptar gestores para um esquema criminoso suspeito de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensões municipais.

Segundo a Polícia Civil, a investigação sobre Jeany Mary Corner foi independente da Polícia Federal e tem como foco coibir os crimes praticados contra as mulheres. Além dela, outras duas pessoas, Marilene Fernandes de Oliveira e Vilma Aparecida, são consideradas as "cabeças" do suposto esquema. Também há um policial militar no grupo.

Ana Ottoni - 7.set.05/Folhapress
A promotora de eventos de Brasilia foi acusada de cafetinagem em Brasilia em 2005

Dentre os crimes dos quais são acusadas estão favorecimento à prostituição, rufianismo (obtenção de lucro através de exploração sexual), tráfico interno de pessoas, casa de prostituição e associação criminosa.

A delegada Ana Cristina Santiago, chefe da DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher), afirma que as garotas de programa relataram serem ameaçadas por tentarem deixar a prostituição. Segundo a delegada, os programas chegavam a custar R$ 10 mil.

As nove pessoas estão presas temporariamente por cinco dias, para permitir o aprofundamento das investigações. Depois desse prazo, a Polícia Civil decidirá se pedirá a permanência delas na prisão caso ainda seja necessário.

De acordo com a delegacia, Mary Corner foi interrogada mas permaneceu calada e ainda não constituiu advogado. Já as outras duas apontadas como líderes do esquema negaram a prática de crimes, segundo a delegada.

Fonte: FOLHA DE SP

Procuradoria-Geral da República pede prisão imediata do ex-deputado Bispo Rodrigues


SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo a prisão imediata do ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), conhecido como Bispo Rodrigues, condenado a 6 anos e 3 meses de prisão no processo do mensalão.

No parecer, Janot diz que o recurso apresentado por Rodrigues contra sua condenação pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, conhecido como embargos infringentes, não é cabível, uma vez que na primeira fase do julgamento ele não obteve o mínimo de quatro votos para sua absolvição.

Com o parecer, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, poderá negar o seguimento ao recurso de Rodrigues e expedir o mandado de prisão contra o ex-deputado. Ele também pode levar o assunto para deliberação do plenário.

Com a manifestação relativa a Rodrigues são três os condenados que já tiveram seus recursos rejeitados por Janot. Os outros dois foram os do ex-vice-presidente do Banco Rural Vinícius Samarane e o do ex-deputado Pedro Corrêa.

Assim como no caso de Rodrigues, Barbosa pode decidir sobre a prisão de Samarane e de Corrêa a qualquer momento ou levar os recursos para o plenário.

Com exceção do delator do esquema, Roberto Jefferson, que passará por uma perícia médica para que Barbosa defina se, devido ao tratamento de um câncer, ele cumprirá pena no presídio ou em prisão domiciliar.

Ainda estão na PRG (Procuradoria-Geral da República) para manifestação os recursos dos deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), e de Rogério Tolentino, ex-advogado de Marcos Valério.
Alan Marques-06.jul.2005/Folhapress 
Ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Supremo
Ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Supremo
 
Fonte: FOLHA DE SP

Ex-jogador Müller diz que Deus não gosta dos “aboiolados”

O PIOR É QUE AS DECLARAÇÕES DE UM DESCEREBRADO COMO ELE ACABAM GANHANDO REPERCUSSÃO ...

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Pregação de Müller em uma igreja evangélica de Campo Grande causa polêmica

por Leiliane Roberta Lopes

O ex-jogador Müller esteve pregando em uma igreja evangélica em Campo Grande (MS) e acabou falando sobre homossexualismo. Ats palavras usadas por ele para ocar no assunto acabaram chamando a atenção da imprensa local, pois em parte do sermão o ex-atleta teria dito que “Deus não gosta dos aboiolados”.

O culto de domingo reuniu cerca de 750 pessoas, foram mais de uma hora e meia de mensagem e segundo o pastor da igreja, Admar Alves Bueno, Müller falou sobre o tema em apenas um minuto.

A coluna Lado B do jornal Campo Grande News diz que na mensagem Müller disse: “Deus retirou a costela de Adão justamente para retirar toda a feminilidade do homem. Isso prova que o homem não pode ser bichona.”

Ao questioná-lo sobre a frase, o ex-atleta disse que não tem ódio dos homossexuais e tentou provar na Bíblia que a prática é condenada por Deus. “Não sou eu quem diz, é a Bíblia. A igreja aceita qualquer um. Eu amo os gays, mas não o que eles fazem”, disse ele ao Lado B.

Sobre as palavras usadas “aboiolados e bichona”, Müller disse que são sinônimos de gay e que não se arrepende de ter tocado no tema. Ele também negou que é homofóbico e disse que sempre conviveu com gays “numa boa”.

“Convivia numa boa, mas cada um no seu quadrado. Minha esposa também tem parentes gays e eu convivo bem com eles”.

O pastor Admar Alves Bueno reafirma as falas de Müller lembrando que a Igreja deve amar a todos. “Devemos amar ao próximo, amamos, independente do que a pessoa é ou deixa de ser, mas alguns comportamentos a gente entende pela Bíblia que não são corretos”.

Sobre as palavras usadas pelo pastor convidado, Bueno disse que elas podem sim terem soado como pejorativas, mas que o tema homossexualismo não foi a mensagem principal e que naquele dia muitas pessoas aceitaram a Cristo.

Fonte: GOSPEL PRIME

Hoje na História: 1859 - John Brown é enforcado nos EUA

"Spartacus Branco" foi condenado pelo assassinato de diversos defensores do regime escravocrata


Em 2 de dezembro de 1859, na Virgínia, um estado do sul dos Estados Unidos, é enforcado John Brown, um norte-americano branco de 59 anos, culpado pelo assassinado de diversos militantes escravagistas e por ter tentado sublevar escravos negros.

John Brown iria se tornar um dos herois míticos da luta contra a escravidão.

“Sim, que a América saiba e reflita. Existe algo mais espantoso que Caim ter matado Abel. É Washington matando Spartacus”, exclamou Victor Hugo, no exato dia da execução de Brown, de seu exílio de Guernesey.

Reprodução

O enforcamento de John Brown chega ao paroxismo no conflito entre partidários e opositores da manutenção da escravidão. A federação estadunidense estava à beira de uma implosão.

Nascido no estado de Connecticut, no nordeste do país, Brown era um revoltado com a sorte destinada aos escravos no sul do país.

Na noite de 25 de maio de 1856, à frente de um punhado de voluntários, mata cinco militantes do partido escravagista da Lei e Ordem (Law and Order Party) em Pottawatomie, na região sul do estado de Kansas. Suas vítimas, elas mesmas, não possuiam escravos.

Em 2 de junho de 1856, dá-se a grande chacina. Esta ação foi a mais sangrenta de uma longa série de atentados nos dois lados do conflito. John Brown ataca e mata 23 militantes escravagistas.

Por fim, em 16 de outubro de 1859, conduzindo 21 homens – 16 brancos e 5 negros –, penetra no estado de Virgínia e ataca o arsenal Harpers Ferry. Sequestra o armamento e projeta enviá-lo aos escravos a fim de estimular sua rebelião. Contudo, nenhum escravo se manifesta e já no dia seguinte Brown e seus homens são capturados pelos ‘marines’ do coronel Lee, futuro comandante-em-chefe dos exércitos sulinos da Confederação.

O “Spartacus Branco”, como ficou cunhado e conhecido, é enforcado em Charles Town, hoje localizada no estado de Virgínia Ocidental.

Três semanas mais tarde, Abraham Lincoln é eleito presidente dos Estados Unidos. Logo depois, o Sul proclama a secessão.

Fonte: OPERA MUNDI

Princípio da legalidade e a comemoração do Figueira

O art. 37, da Constituição Federal vigente, submete a administração pública, dentre outros, ao princípio da legalidade.
Na comemoração do acesso do Figueirense à série A, desfilaram seus atletas em cima de carro do Corpo de Bombeiros, sendo público e notório que a corporacão é parte da administração pública estadual direta.
Alguém saberia me dizer em que dispositivo legal escorou-se o comandante da Corporação para colocar o caminhão e motorista à disposição dos futebolistas e do Clube, para uso na passeata comemorativa acima citada?

Fecharam 20 das 70 indústrias de biodiesel



LEONEL ROCHA
02/12/2013 09h30 - Atualizado em 02/12/2013 09h39
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Mamona (Foto: Ernesto de Souza/ Editora Globo)
O governo Lula inventou e apresentou o programa de biodiesel como uma panaceia. Amamona, o dendê e assemelhados se converteriam no maná dos pequenos agricultores. Teriam um mercado cativo porque as refinarias teriam de adicionar 5% desse produto ao diesel, o que ajudaria o país a reduzir emissões de carbono, como prometido à ONU. O que aconteceu em dez anos? Vinte das 70 indústrias de biodiesel fecharam por falta de mercado. O governo tenta achar uma saída para livrar as 50 restantes da falência. Uma alternativa é aumentar a proporção de biodiesel misturada ao diesel.

Fonte: ÉPOCA

Padre do Fundão conhece sentença por abuso sexual


PEDRO SALES DIAS 

Ministério Público pede dez anos para homem acusado de 19 crimes sexuais sobre menores. Arguido apenas admite ter dormido apenas com jovens para quem “foi um pai”.Seminário do Fundão: a leitura da sentença está marcada para as 15h PAULO PIMENTA

O ex-vice-reitor do seminário do Fundão, Luís Mendes, acusado de 19 crimes de natureza sexual sobre menores, conhece hoje a decisão do tribunal depois de mais de três meses de julgamento.

O acórdão será histórico. É um dos poucos padres a entrar no rol de sacerdotes católicos julgados em Portugal por abuso sexual de menores. Em 1993, o padre Frederico Cunha foi condenado a 13 anos de prisão pelo homicídio de um jovem de quem terá abusado sexualmente. Fugiu para o Brasil a meio da pena. 

Durante as alegações finais do julgamento do caso do seminário do Fundão, que decorreu à porta fechada dada a natureza dos crimes e para protecção das vítimas, o Ministério Público exigiu que Luís Mendes, de 37 anos, seja condenado a uma pena até pelo menos dez anos de prisão efectiva. O Ministério Público considerou provada a prática de todos os crimes imputados a Luís Mendes. 

O julgamento do padre, que foi detido em Dezembro de 2012 e está em prisão domiciliária na Casa da Acção Católica, na Guarda, destaca-se ainda por outra razões. Luís Mendes goza de apoio judiciário, pelo que não paga custas judiciais, avançou o Jornal de Notícias. A Segurança Social validou o seu pedido de apoio por insuficiência económica face a uma salário de 400 euros, apesar de ele ter dito inicialmente ao juiz que auferia um salário de 1200 euros e tinha bens imóveis.

O padre terá abusado, segundo o Ministério Público, de seis crianças, cinco das quais estavam no seminário em regime de internato. Apenas quebrou o silêncio na última sessão do julgamento, para negar tudo. Está acusado de 11 crimes de abuso sexual de crianças, sete de abuso de menores dependentes e um crime de coacção sexual. 

Apenas uma vítima foi ouvida em tribunal. Trata-se de um jovem, alegadamente abusado em 2008 e que terá denunciado o caso na altura, tendo sido ignorado. Só com a detenção do padre decidiu ir à Polícia Judiciária. Os depoimentos das restantes vítimas foram transmitidos em tribunal através de vídeos gravados. Os menores já haviam prestado depoimento para memória futura.

Durante a fase de inquérito do caso o sacerdote admitiu que se deitava com os jovens na cama, debaixo dos lençóis, mas apenas para os confortar, por estarem afastados da família ou doentes. Disse ainda só ter feito aquilo que um pai faz a um filho.

As práticas de Luís Mendes não eram desconhecidas. Após a sua detenção, o antigo bispo da Guarda D. António dos Santos disse que sabia que o padre “se deitava com os rapazes”, apesar de não acreditar que tivesse praticado “actos físicos”. “Está a pagar o preço da sua imprudência”, disse então.
O Ministério Público deduziu que o padre escolhia os que eram psicologicamente mais frágeis. No processo, os relatórios dos peritos destacam que os menores ficaram com dificuldades de concentração e aprendizagem. Já na avaliação psicológica feita ao padre sublinham uma perturbação de personalidade e comportamento sexual desviante.

O processo que envolve o padre foi pautado desde o inicio por um silêncio imposto. O procurador que titulava o inquérito defendeu, em despacho, o prestigio do seminário e criticou o ataque à imagem do clérigo face às notícias publicadas sobre a detenção, ainda segundo o Jornal de Notícias.

Já em Maio, o Ministério Público impediu o PÚBLICO e o JN de aceder ao processo, com o argumento de que estava em segredo de justiça. Após reclamação, o juiz de instrução criminal deu razão ao interesse público e legítimo da comunicação social, confirmando a regra da publicidade garantida no Código Processo Penal. Confirmou ainda que o processo já não poderia estar em segredo de justiça, invalidando o argumento do Ministério Público. 

A Diocese da Guarda não comentou até agora o caso. Abriu um inquérito interno que deverá ser remetido aos tribunais da Igreja. O processo preliminar canónico, que corre no Tribunal Eclesiástico, visa apurar as suspeitas que recaem sobre o padre e desenvolve-se em profundo segredo. À semelhança do ocorrido com outros padres em escândalos sexuais noutros países, o arguido poderá, no limite, ser expulso do sacerdócio.

Fonte: PUBLICO (PT)

Pesquisadores encontram substâncias capazes de neutralizar o vírus H1N1


Agência Brasil

Pesquisadores do Instituto Butantan, na capital paulista, identificaram substâncias promissoras em lagartas que podem ser usadas no combate a vírus, bactérias e fungos. Um dos estudos, coordenado pelo virologista Ronaldo Zucatelli Mendonça, descobriu uma alta potência antiviral em lagartas da famíliaMegalopygidae. Apesar de a pesquisa ainda estar em curso, já se comprovou que a substância encontrada conseguiu neutralizar o vírus influenza H1N1, além de tornar 2 mil vezes menor a replicação do picornavírus (parente do vírus da poliomielite) e 750 vezes menor a do vírus do sarampo.

Zucatelli destaca que esses resultados surpreenderam os pesquisadores. “Com essa potência sim [foi uma surpresa]”, declarou. Ele explica que já se imaginava que esses organismos, mesmo com sistema imunológico pouco desenvolvido, poderiam ser utilizadas no controle de infecções humanas ou animais. “Os insetos são um dos seres mais primitivos existentes. Para sobreviverem tanto tempo em ambientes tão hostis, tiveram que desenvolver substâncias para se defender de agressões externas”, informou.

Os estudiosos estão interessados em conhecer os elementos que compõe a hemolinfa, fluido que exerce, nos insetos, a função similar à do sangue em humanos. Nas lagartas, eles têm a capacidade de combater vírus, bactérias e fungos. De acordo com os pesquisadores, desvendar essas substâncias e o mecanismo de ação deles é um passo importante para o desenvolvimento de novos medicamentos. “Existem poucos trabalhos na literatura que buscam estas substâncias em insetos. Os principais estudos estão relacionados ao própolis de abelhas”, acrescentou o virologista.

A pesquisa com a família Megalopygidae dá sequência a um estudo anterior com a lagarta Lonomia obliqua, da família Saturniidae. A proteína encontrada nesse caso tornou a replicação do vírus da herpes 1 milhão de vezes menor e a do vírus da rubéola, dez mil vezes menor. Os dois trabalhos têm como foco substâncias que apresentem ações antivirais e apoptóticas (morte celular para eliminar de forma células desnecessárias ou danificadas), que é um processo importante para controle do câncer.

Neste momento, a equipe estuda a viabilidade de produção dessas substâncias, encontradas na Lonomia, em maior escala, além de verificar a estabilidade do produto, a determinação das doses efetivas e a atividade em seres vivos. As substâncias da família Megalopygidae, por outro lado, ainda estão sendo caracterizadas.

As lagartas estudadas liberam veneno capaz de levar à morte. A escolha delas para a pesquisa se deveu ao acúmulo de centenas de carcaças no instituto após a retirada do veneno para a produção de soros contra queimaduras. Zucatelli aposta que esses trabalhos abrem uma porta importante de novas pesquisas, tendo em vista que o Brasil tem uma megabiodiversidade em insetos. A famíliaMegalopygidae, por exemplo, engloba mais de 200 espécies, entre elas a Megalopyge lanata e aMegalopyge albicollis.