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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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domingo, 3 de agosto de 2014

Rádio ATEIA - Beth Hart "muito louca"



Rádio ATEIA - Jazz salvou músico de origem judaica dos campos de concentração


Coco Schumann fez nome na cena jazz alternativa da Berlim dos anos 1930. A afinidade com o gênero musical salvou sua vida durante o regime nazista.



Há algumas semanas, jornalistas apertavam-se na casa de Heinz "Coco" Schumann, num subúrbio no oeste de Berlim, para celebrar os 90 anos do músico. Sua humilde residência se parece com a de qualquer outro alemão nonagenário. No entanto, um olhar mais atento sobre as fotos nas paredes revela uma vida que foi moldada e, de certa maneira, salva pela música.

Os pais de Schumann eram alemães – o pai, protestante e a mãe, judia. Ele ficou em Berlim durante os primeiros dez anos do regime nazista e se recusava a usar uma estrela amarela.

Enquanto seus pais se mudavam por Berlim, às vezes se escondendo na casa de amigos alemães, Schumann construiu uma reputação na cena jazz alternativa de Berlim – que permaneceu popular apesar das autoridades nazistas proibirem o gênero popular americano.

"Prenda-me também"


Jazz era proibido pelos nazistas por suas origens americanas

Em 1942, Schumann teve seu primeiro confronto com as leis raciais nazistas. Um grupo de oficiais da SS – polícia de elite do regime – entrou num bar onde o músico e sua banda tocavam. Os guardas procuravam por judeus e outros que o governo alemão tentava erradicar. Após a entrada dos oficiais, um membro judeu do público subiu no palco e tentou escapar pela porta traseira, enquanto Schumann e sua banda continuavam tocando.

"Eu fui até o oficial da SS e disse: 'Se você vai prendê-lo, você provavelmente vai ter que me prender também'", lembra o músico. "Eu falei: 'Primeiro, porque sou judeu. Segundo, porque sou menor de idade. Terceiro, porque estou tocando jazz'."

Embora não tenha sido preso na ocasião – Schumann acredita que os oficiais da SS não acreditaram que ele era judeu –, as coisas mudaram no ano seguinte. Em 1943, as autoridades alemãs começaram a deportar alemães de ascendência judaico-cristã. Aparentemente, alguém denunciou às autoridades que a mãe do músico era judia.

Ele recebeu uma carta da polícia, que não especificava um crime e dizia que o músico deveria se apresentar na delegacia da Alexanderplatz. Schumann foi preso assim que chegou ao local e mandado para a Gestapo, que o deportou para o campo de concentração.

"Theresienstadt. Auschwitz. Dachau. Ninguém acredita que eu realmente estive nesses lugares", diz. "Por um longo tempo, senti que ninguém entenderia o que eu vi. Eu mesmo não entendia."

Memórias reprimidas


Em Theresienstadt, Schumann tocou guitarra no The Guetto Swingers

Schumann foi salvo das câmeras de gás em Auschwitz graças a um guarda responsável por selecionar os recém-chegados, que o reconheceu da cena de jazz berlinense e o colocou num grupo musical de ciganos da etnia Roma.

Anteteriormente, no campo de concentração de Theresienstadt, também conhecido como gueto de Theresienstadt, o músico havia tocado guitarra numa banda conhecida informalmente como The Guetto Swingers. Em setembro de 1944, ele foi transferido para Auschwitz, onde permaneceu cerca de cinco meses. Enquanto os guardas alemães assassinavam milhares de inocentes – incluindo judeus, poloneses, Roma, gays, entre outros – Schumann tocava canções para os militares, como La Paloma.

"Por muito tempo, eu reprimi o que eu vi: os olhos das crianças sendo conduzidas para as câmeras de gás, os corpos sendo descarregados", relembra Schumann.
Ele sobreviveu aos campos de concentração e voltou a Berlim em 1945. Enquanto caminhava pelo bombardeada Kurfürstendamm, famosa avenida da cidade, ele conheceu sua mulher, também sobrevivente de Theresienstadt.

"Quando a conheci, não sabia que ela também tinha estado em Theresienstadt", diz Schumann. "Mas ela me conhecia porque eu era o baterista do The Guetto Swingers. Os músicos não conhecem o público, mas algumas vezes o público conhece os músicos."

Os dois casaram-se em Berlim e, algum tempo depois, imigraram para a Austrália, onde viveram por cinco anos. Mas eles sentiam falta da cena jazz de seu país natal, e retornaram para Berlim Ocidental em meados da década de 1950.

Falando do passado


Carreira de Schumann decolou junto com a cena jazz de Berlim nos anos após a queda do nazismo

Sua carreira decolou junto com a cena jazz de Berlim, que renasceu nos anos após a queda do nazismo. Schumann começou a escrever e compor música, além de experimentar com a guitarra elétrica. Ele chegou a tocar com Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. O músico fez turnês pela a Europa, tocou em navios de cruzeiro e ficou conhecido como o mais famoso guitarrista de swing da Alemanha.

Por anos, ele recusou-se a falar sobre suas experiências nos campos de concentração alemães. Isso só mudou há uma década, quando participou de um evento em Berlim para sobreviventes.

"Não queria falar a respeito", conta Schumann. "Mas, eu estava com a minha esposa numa cerimônia para sobreviventes dos campos. Havia convidados de Israel, Nova York e de todo o mundo. Mas todas as vezes que eu via a câmera, eu me virava. O repórter perguntou para alguém sobre mim e descobriu que estive num campo de concentração. Ele se aproximou de mim novamente e disse ao cinegrafista: 'Desligue a câmera por um minuto'. Ele perguntou: 'Por que você sempre se vira quando vê a câmera?'. Eu disse: 'Não quero falar a respeito'. E ele: 'Se você não falar a respeito, quem vai contar o que aconteceu por lá?'. Nesse momento, algo mudou, e achei que ele estava certo".

Desde então, Schumann contou sua história em escolas na Alemanha e num documentário de televisão. Ele se sente sortudo por ter sobrevivido aos campos de concentração. Enquanto a experiência deixou uma marca inapagável em sua vida, ele diz não guardar nenhuma mágoa em relação à Alemanha ou à sociedade alemã.

"Fiquei feliz por ter escapado do campo de concentração", diz Schumann. "Essa é a única coisa que importa. Eu sobrevivi. Eu ainda estou vivo."

Poeta e tradutora israelense, Tal Nitzán condena ataques a Gaza: ‘Às vezes é difícil até respirar’



Responsável por traduções de Neruda, Borges, Cortázar e García Márquez, autora tem protestado nas ruas com outros escritores
POR MARIANA FILGUEIRAS
03/08/2014 6:00





RIO — Na última terça-feira, o poeta palestino-egípcio Tamim al-Barghouti falou ao GLOBO sobre os ataques recentes entre Israel e a Faixa de Gaza, notando que houve um aumento do uso da linguagem poética nas ruas como reflexo da escalada da violência — em grafites, cartazes, hinos, poesias, cartuns.

Desta vez, quem comenta o conflito é a premiada poeta israelense Tal Nitzán, principal tradutora de literatura latino-americana para o hebraico — incluindo Pablo Neruda, Octavio Paz, Jorge Luis Borges, García Márquez, Julio Cortázar e Vargas Llosa, ela já traduziu mais de 70 obras. Autora do livro “O ponto de ternura” (Lumme), lançado no Brasil em fevereiro, a poeta tem ido às ruas de Tel Aviv protestar contra a guerra, junto a outros escritores e ativistas. Perplexa com a quebra do último acordo de cessar-fogo, anteontem, ela fala sobre a impossibilidade pessoal de produção literária em tempos de guerra.

Como você tem se informado sobre os conflitos em Gaza?

Eu leio o jornal “Haaretz”, um dos poucos confiáveis que sobraram. O resto é tudo propaganda oficial, que repete e espalha a versão do governo. Mas nos informamos principalmente pela internet, por blogs, fotos, vídeos e relatos nas redes sociais.

Você tem compartilhado relatos sobre a guerra nas redes sociais. Qual é a responsabilidade de ser uma líder de opinião neste momento?

Eu falo porque não posso ficar calada diante de uma calamidade tão grande. Por acaso eu tenho leitores, mas reajo como um ser humano, não como um líder. Se minhas palavras tocarem alguma alma, é um pequeno milagre. E percebo que tais milagres são muito mais raros em tempos de guerra. As pessoas ficam mais agarradas às suas opiniões,e se sentem ameaçadas por qualquer visão alternativa.

Você acredita que a arte dá conta da produção de subjetividades em tempos de violência extrema?

Não necessariamente. Todo ser humano decente deve levantar a voz diante de atrocidades. Mesmo admitindo que sou classificada às vezes como uma “poeta política”, acho que devemos sempre tomar cuidado ao subordinar a arte e a literatura a uma tese política. Se um escritor adere à verdade e lida com as feridas, a conotação política penetra naturalmente.

Você tem conseguido escrever?

Eu sinto muita dificuldade em abraçar qualquer atividade literária em tempos tão negros. Não apenas poesia. Toda e qualquer palavra parece fútil. O que estamos testemunhando agora é muito pior do que um mero conflito. É um banho de sangue, um desastre humanitário inconcebível. Como as palavras ou a literatura lidam com essa realidade esmagadora? Pode uma palavra como “devastação” realmente transmitir a magnitude desse desastre em curso? Penso em obras atemporais como “Guernica” (de Pablo Picasso), mas, como poeta, sinto-me paralisada. É difícil escrever, às vezes é difícil até respirar.

O que diferencia esse conflito dos anteriores?

O pior é perceber outra vez o quão poderoso é o círculo vicioso do mal e da violência, e quão frágil é a tentativa de detê-lo. Como o mal gera apenas mais mal, a esperança de miná-lo acaba dia a dia. O que mais me assusta é que, depois de toda essa destruição, ainda podemos testemunhar uma revanche.

Você tem falado com outros escritores ou artistas israelenses?

A maioria da comunidade literária e artística em Israel se opõe à ocupação da Palestina e está contra essa guerra. Mas infelizmente essas vozes raramente atingem os meios de comunicação. Quantas demonstrações antiguerra que aconteceram em Tel Aviv nos últimos três dias foram divulgadas em Israel? Pois milhares de pessoas, cerca de 10 mil, pelo menos, foram às ruas convocar o governo israelense para suspender as investidas em Gaza e optar por negociações de paz. É importante ressaltar que o povo judeu e o povo israelense não têm o mesmo discurso. Milhares de pessoas têm vindo a público dizer desde o primeiro dia: não em meu nome.



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Jon Voight acusa casal Bardem - Cruz de ‘incitar o antissemitismo’


Em carta aberta, pai de Angelina Jolie chamou os atores de ‘ignorantes’

POR O GLOBO
02/08/2014 21:44 / ATUALIZADO 03/08/2014 10:59



O casal Javier Bardem e Penélope Cruz, acusados de antissemitismo pelo pai de Angelina Jolie
Foto: Agência O Globo
O casal Javier Bardem e Penélope Cruz, acusados de antissemitismo pelo pai de Angelina Jolie - Agência O Globo


WASHINGTON - O ator Jon Voight emitiu uma carta aberta
tachando de “ignorantes” o casal Javier Bardem e Penélope Cruz por ter qualificado de genocídio a operação israelense na Faixa de Gaza, contra o Hamas.


Após os comentários os atores se retrataram, dizendo que não queriam ofender ninguém, apenas eram a favor da paz.

“Meu nome é Jon Voight e estou muito bravo; me dói na alma que gente como Penélope Cruz e Javier Bardem possam incitar o antissemitismo e permaneçam inconscientes diante da dor causada”, escreveu o ator, pai de Angelina Jolie, em carta enviada a imprensa americana especializada em cinema, como “Variety” e “The Hollywood Reporter ”.

Voight considera que os atores espanhóis “são ignorantes sobre a história completa do nascimento de Israel”. Ele estende suas críticas a todos que assinaram a carta acusando Israel de genocídio, entre eles o diretor Pedro Almodóvar.

“Só conseguiram ser famosos e ganhar dinheiro porque vivem em um país democrático: América. Acreditam que conseguiriam a mesma coisa no Irã, Síria ou Líbano?”

“Vocês tem uma grande responsabilidade em empregar sua fama para o bem e no lugar disso difamaram o único país democrático e de boa vontade no Oriente Médio: Israel”, escreveu Voight. “Deveriam ter vergonha, dar um passo adiante e lamentar o que fizeram e pedir perdão ao povo de Israel que está sofrendo”. concluiu o ator.

Ministra ameaçou retirar da Igreja tutela do Cristo Redentor



Igreja Católica acredita ser proprietária não só
da imagem como também da paisagem carioca
A ministra Marta Suplicy, da Cultura, ameaçou retirar da Igreja Católica a tutela do Cristo Redentor após a Cúria Metropolitana do Rio censurar trecho de curta de José Padilha. 

No curta “Inútil Paisagem”, um dos dez que compõem o longa “Rio, eu te amo”, o personagem interpretado por Wagner Moura, durante um voo de asa-delta, reclama de Cristo sobre a violência da cidade da qual ele deveria ser o protetor. Na falta de uma resposta, o personagem dá uma banana para o Cristo.

Na avaliação da Cúria, o filme continha cenas “consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos”.

Posteriormente, a Cúria desistiu da censura, admitindo que o filme não teve um enfoque religioso de desrespeito no trato à imagem do Cristo.

Sabe-se agora, de acordo com “O Globo”, que o recuo da Igreja Católica se deve ao recado de Marta Suplicy de que já estaria pronto um decreto presidencial para retirar a tutela da imagem da Cúria. 

Antes, o prefeito Eduardo Paes (PMDB), do Rio, já tinha pressionado o cardeal Orani Tempesta, da Cúria, para liberar o Cristo Redentor filmado por Padilha. 

O monumento se encontra em uma área cedida à Igreja na década de 1930, mas o acesso ao Cristo se dá pelo Parque Nacional da Tijuca, da União e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 

Padilha teve de reeditar às pressas o curta para incluir o trecho da conversa do personagem com o Cristo Redentor. Ele tinha dito não estar disposto recorrer à Justiça, para não perder tempo e dinheiro.

Antes do recuo da Cúria, Padilha, em artigo para Folha de S.Paulo, questionou: “Será que faz sentido a lei permitir que uma organização religiosa controle a imagem de um monumento que se situa em um local proeminente na paisagem do Rio de Janeiro e que é considerado um símbolo da cidade?”.

Continuou: “Aceitar que qualquer filmagem, fotografia ou representação gráfica do Cristo Redentor precise de autorização da cúria é dar à Igreja Católica o controle sobre a imagem de boa parte da paisagem carioca. Qualquer tomada aérea acima do Sumaré que enfoque a Lagoa ou a baía de Guanabara mostra o Cristo”.

Padilha ressaltou que o Brasil é um país laico. “Se a estátua do Cristo Redentor deve ser entendida como um objeto religioso privado, que não pode ser reproduzido livremente para todos nós, então imagino que ela deva ser tratada como um outdoor, uma propaganda de uma organização religiosa. Neste caso, talvez o Rio devesse cobrar pelo uso comercial do seu espaço...”

Com informação do "Globo", "Folha" e outras fontes.


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Túneis abrigam coleção de vinho de braço direito de Hitler


Stephen Sackur
BBC News


Milhares de garrafas de vinho são mantidas em túneis profundos na vinícola Cricova

No solo da Moldávia - acima e abaixo dele - escondem-se tesouros enológicos que há muito caíram no gosto da classe no poder na Rússia.

Em certo aspecto, é uma ilustração da conturbada relação que esta pequena ex-república soviética, a exemplo de outras vizinhas, tem com Moscou.

A Moldávia é como um pedaço da Europa que o tempo esqueceu. Mais além da capital, Chisinau, a paisagem pouco mudou em cem anos. As estradas são um calvário. Carroças puxadas por cavalos passam carregando mercadorias e pessoas.

Enquanto os horrores de um conflito violento chamam atenção mundial para a vizinha Ucrânia, a população rural da Moldávia tem preocupações mais paroquiais. Como transportar a colheita.

Vassily Kulyev comanda sua enferrujada colheitadeira dos tempos soviéticos, que com muito esforço e barulho percorre o campo.

Dois outros homens o ajudam. Kulyev diz que cada um deles ganhará US$ 5 (R$ 11) pelo dia de trabalho, que vai do amanhecer até a noite. Os jovens, diz ele, "foram para fora", deixaram o país.

A economia rural da Moldávia é baseada em pequenas propriedades, trabalho duro e baixos lucros. Desde o colapso da União Soviética e a transformação da Moldávia em nação independente, este tem sido o país mais pobre da Europa.

Mas há um fruto do solo moldávio que traz a esperança de um futuro melhor - a uva. Esta nação de menos de quatro milhões de pessoas tem conseguido figurar na lista dos principais exportadores de vinho do mundo.

Uvas - ou melhor, o vinho - são parte da esperança da Moldávia de futuro melhor

Em grandes regiões do país, os vinhedos se estendem a perder de vista, dando um grande impulso à economia local.

Ou pelo menos, costumava ser assim. No ano passado, as vendas caíram, o humor azedou e o motivo não está nem no tempo, nem no solo, mas em Moscou.

Os problemas começaram depois que a Moldávia, a exemplo da vizinha Ucrânia, passou a tentar se aproximar mais da Europa ocidental. A Rússia respondeu justamente com retaliações às vinícolas da ex-república soviética.

Túneis de néctar

Os russos sempre tiveram gosto pelo vinho da Moldávia. Desde os czares aos comissários soviéticos, Moscou nunca escondeu seu interesse pelos vinhedos do país.

Talvez por isso seja aqui que os soviéticos tenham resolvido criar um impressionante labirinto de túneis contendo alguns dos maiores tesouros enológicos da humanidade.

Na vinícola Cricova, o esplendor não está nos milhares de hectares de vinhedos bem cuidados, mas no subsolo da cave.

Meio século atrás, os senhores soviéticos da Moldávia construíram um dos maiores depósitos de vinho de todo o mundo, a partir de um labirinto de antigos túneis profundos usados na mineração, dentro das colinas de calcário - 113 quilômetros de câmaras subterrâneas que abrigam mais de um milhão de garrafas.

Alexandru Alexeev, diretor de marketing da Cricova, leva a BBC em uma visita guiada. Ele para seu carrinho de golfe ao lado de um nicho repleto de garrafas empoeiradas. "Esta é uma coleção particular de Herman Göring, apreendida pelo Exército Vermelho em Berlim em 1945", diz.

Göring, que fundou a Gestapo - a polícia política alemã -, comandou a força aérea alemã e liderou a pasta da Economia do país, era o influente ministro que Hitler nomeou como seu assessor em todos os assuntos.

Göring, o superministro de Hitler, aparece com o Fuhrer em foto de 1934 (Central Press/Getty Images)

Foi o segundo oficial de mais alta hierarquia do nazismo a ser julgado nos famosos tribunais de Nuremberg. Suicidou-se envenenando-se um dia antes de ser enforcado como mandava a sentença.

Pego uma garrafa de vinho branco da prestigiosa região do vale do Mosel, na Alemanha, tiro a poeira e a seguro contra a luz, imaginando se algum capanga de Hitler já a havia tocado.

"Não remova a sujeira, até o pó é valioso", alerta Alexeev. "Qual é o valor?", eu pergunto. "Bem, cada garrafa vale 15 mil libras (cerca de R$ 25 mil). Existem 129 delas", diz.

Mas não é o vinho de Göring que está na mente de Alexeev hoje. É a coleção que pertence a uma figura bem contemporânea - Vladimir Putin.

Putin tem sua própria cave nos túneis da Cricova. Cada estadista que visita a vinícola tem a honra de uma coleção pessoal, mas a de Putin é visivelmente maior.

"Ele esteve aqui várias vezes. Gosta tanto deste lugar que até fez sua festa de aniversário de 50 anos aqui", diz Alexeev. Isso foi há 11 anos. Então seu rosto escurece. "As coisas mudaram muito desde então."
Sabor amargo

Ele se refere ao sabor amargo que ficou no caso de amor da Rússia com o vinho da Moldávia.

Putin ficou enfurecido pela decisão do governo de Chisinau de tentar uma aproximação com a União Europeia. Como punição, ordenou a proibição da importação de todo vinho do país.


"Foi como um balde de água fria - perdemos 30% das nossas exportações", diz Alexeev. "Mas temos que aprender com isso. Precisamos encontrar novos mercados na Europa, nos EUA e na China."

O atual governo da Moldávia, simpático à União Europeia, vê os horrores da Ucrânia com um profundo sentimento de mau presságio.

Quando Putin fala em restaurar a grandeza da Rússia, reafirmando legítimos interesses de Moscou, também está enviando uma mensagem para Chisinau, não apenas para Kiev.

Os produtores de vinho moldávios provaram na prática: a Rússia ainda tem influência sobre as terras que outrora governaram. O embargo ao vinho foi o pontapé inicial, e pode não ser o final.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/

New York Times' veicula anúncio de página inteira de empresa de cannabis


Atualizado em 3 de agosto, 2014 - 08:31 (Brasília) 11:31 GMT


O jornal americano The New York Times estampa na sua edição deste domingo um anúncio de página inteira de uma companhia da indústria de marijuana – reforçando a posição do jornal em favor da legalização desta substância.

A companhia, Leafly, avalia e critica diferentes variedades de cannabis, mais ou menos como revistas voltadas para produtos de consumo ajudam a informar a escolha dos compradores.

No mês passado, Nova York se tornou o 23º Estado americano a legalizar o uso de cannabis para fins medicinais.

O diário nova-iorquino, de tendência liberal, saudou a iniciativa e pediu a legalização da maconha em editorial no último domingo.

No texto, o conselho editorial do jornal argumentou que a atual proibição da droga é prejudicial à sociedade, já que a maconha causa menos danos à saúde que o álcool ou o tabaco.
Debate crescente

O assunto virou um tema central no debate público americano, principalmente desde que os Estados do Colorado e de Washington passaram a permitir a substância para fins recreativos, neste ano.

Os defensores da legalização acreditam poder conseguir algum tipo de liberalização também no Alasca, Arizona e Oregon, e talvez uma espécie de referendo nos próximos anos na Califórnia.

Porém, a legislação federal americana proíbe o uso de maconha, considerada uma droga perigosa e sem valor medicinal.

O governo do presidente Barack Obama disse que vai tolerar a experiência dos dois Estados que legalizaram a marijuana, mas que não tem intenção de mudar a legislação nacional.

O tema também levanta uma discussão regional sobre as drogas, já que os EUA são o principal defensor da estratégia de "guerra" contra o narcotráfico no hemisfério.

Enquanto a tática até agora privilegiou a ação armada, requereu bilhões de dólares e resultou em dezenas de milhares de mortos da Colômbia ao México, outros países discutem saídas alternativas, ilustradas pela legalização da maconha no Uruguai.

A ditadura brasileira não acabou



A mesa que debateu os 50 anos do golpe militar no Brasil durante a 12ª Flip tocou na ferida da falta de memória e informação que caracteriza a relação do brasileiro com seu passado



O jornalista Bernardo Kucinski. / WALTER CRAVEIRO

A voz do deputado Rubens Paiva, morto por militares em 1971, abriuMemórias do cárcere - 50 anos de golpe, a mesa mais aplaudida até agora desta 12ª Festa Literária de Paraty. O objetivo era fazer um balanço das memórias da ditadura a partir do depoimento dos três participantes do encontro, Marcelo Rubens Paiva, Bernardo Kucinski e Persio Arida. Mas terminou sendo muito mais que isso, a começar pela emocionante abertura, com o áudio da Rádio Nacional do Rio de Janeiro descoberto somente este ano pelo Arquivo Nacional, em que Rubens Paiva invocava a população a resistir ao golpe e apoiar o Governo democraticamente eleito do presidente João Goulart no dia 1° de abril de 1964. Cheia de interrupções provocadas por momentos comoventes, a mesa de fato devolveu os presentes ao clima de injustiça que permeou os anos de 1964 a 1985 e inclusive chegou a uma contundente conclusão: a ditadura brasileira não acabou.

Mediada pela antropóloga Lilia M. Schwarcz, o debate começou com a leitura que o escritor Marcelo Rubens Paiva, filho do deputado desaparecido, fez de uma coluna que publicou no jornal O Estado de S. Paulo chamada Trabalhando o sal, sobre a luta da mãe, Eunice, para descobrir o paradeiro do marido. Ele se deteve várias vezes, emocionado não só pela ausência do pai, mas por falar da mãe em tom de reverência e rever seu passado sob a perspectiva de ser hoje, ele, o pai de um menino de cinco meses. “Isso me faz ler tudo com outros olhos, vocês não imaginam”, disse. Ao terminar, fez um alerta de algo que considera um erro comum ao se olhar para o passado: “Esse não foi um golpe contra a iminência de um Governo comunista. Meu pai mesmo era um playboy, filho de um dos caras mais ricos de Santos, andava de moto, etc, mas se envolveu na luta, como aconteceu com muitos. Falavam naquela época sobre ‘não perder o Brasil como perderam Cuba’, mas os interesses eram outros”.


Kucinski, Arida e Paiva. / W. CRAVEIRO

O jornalista Bernardo Kucinski, ex-militante da Aliança Libertadora Nacional, cuja irmã e cujo cunhado “desapareceram" nas mãos do Estado, leu um trecho de seu livro K (Cosac Naify), em que partiu de fatos reais para criar, na ficção, a história de um pai que não desiste de procurar a filha desaparecida. Foi seguido pelo economista Persio Arida, militante da ala juvenil da VAR- Palmares, formada por estudantes secundarias, e preso e torturado em 1970, quem leu parte das memórias que publicou na revista Piauí reconstruindo a experiência de quando tinha só 18 anos.

Os três comentaram o tema dos desaparecimentos, relacionando-o a uma segunda tortura que é praticada com os parentes dos torturados pelos militares. Paiva esclareceu que, no contexto das ditaduras do Cone Sul, um dos primeiros desaparecidos políticos foi registrado no Brasil, que exportou essa prática tão comum nas ditaduras da Argentina e do Chile. “Foi uma tática das Forças Armadas criada em função da troca de presos políticos por sequestrados”, afirmou. Kucinski recordou as diversas formas cruéis que cada um dos três países chegou a praticar nos anos de chumbo – “retalhar corpos no Brasil, jogá-los no mar na Argentina e em fossas comuns no Chile”. Já Arida falou sobre a perspectiva de ser quem “desaparece" por dias até a família descobrir seu paradeiro na prisão, o que lhe devolveu certa tranquilidade em meio ao terror.

Uma pergunta vinda do público sobre como é possível eliminar o que Lilia Schwarcz definiu ao princípio como os “vários silêncios que organizam a memória do Brasil sobre os anos de ditadura militar” e superar um tempo que não passou inspirou os participantes a avaliar a desinformação e o esquecimento que caracterizam a relação do brasileiro com esse passado. Para Marcelo Rubens Paiva, falava-se muito dos horrores da ditadura e “circulava muito material nos anos 70 e 80”, mas o que veio depois foi uma ampla ignorância sobre o tema, que “não é ensinado na escola” da maneira como realmente aconteceu. "Vou falar aqui de um amigo, que não vai gostar: o Roger do Ultraje a Rigor escreveu músicas ícones da campanha das Diretas, como Inútil, e hoje acusa a Dilma de terrorista. Se até gente que participou da redemocratização tem posições confusas, imagine as crianças que moram nas periferias das grandes cidades”, provocou.

Mas a conclusão mais interessante – e, essa sim, profundamente provocadora – veio de Kucinski, que afirmou não ter esperança no resultado das investigações da Comissão da Verdade. “A estratégia da chamada abertura lenta, gradual e segura foi totalmente bem sucedida. Os agentes detentores do poder, que apoiaram a ditadora, continuam poderosos. As Forças Armadas não se reciclaram, não trocaram a doutrina militar por uma doutrina cívica e, no Brasil, substituiu-se a ditadura militar por uma ditadura midiática”.

Um exemplo a ser seguido pelo Brasil, onde existe cada "Município" !!!



Em dois meses, a França revoluciona seu mapa regional

A histórica reforma com novas fronteiras internas resultará em uma economia de pelo menos 36,5 bilhões de reais



A França mudou radicalmente seu mapa territorial em um tempo recorde de dois meses. A Assembleia Nacional acaba de aprovar as profundas mudanças das fronteiras internas francesas sem, até o momento, reações acaloradas, nem dos partidos políticos, nem das zonas afetadas. Um dos objetivos da histórica mudança consiste em economizar entre 12 bilhões e 25 bilhões de euros (de 36,5 bilhões de reais a 76 bilhões de reais) nos próximos três anos. As 22 regiões atuais serão aglutinadas e restarão apenas 13.

O principal argumento do presidente François Hollande e de seu Governo para tal revolução consiste em alcançar uma gestão pública mais ágil e menos custosa (hoje consome 55% do PIB) dividida atualmente entre a Administração central, as 36.700 comunas ou municípios (é o país com mais autoridades locais do mundo), as 13.400 associações de municípios, os 96 departamentos ou províncias com seus respectivos conselhos gerais ou assembleias (4.058 cargos eleitos com salário) e as 22 regiões com seus conselhos regionais (1.757 cargos). As funções, em alguns casos, estão duplicadas.



"Queremos territórios mais fortes e melhor organizados que dividam seus gastos de funcionamento", afirmou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, à Assembleia antes da aprovação pelos legisladores do novo mapa no último dia 23 de julho. O projeto de lei foi apoiado quase que exclusivamente pelo Partido Socialista, mas os outros grupos que votaram contra ou se abstiveram explicaram que, embora também desejem uma profunda reforma territorial, o Governo deveria ter buscado um acordo.

A pressa de Hollande tornou impossível um pacto. Até o começo do ano, o presidente não havia sequer mencionado a possibilidade de tal reforma. No início de junho, o próprio Hollande divulgou o primeiro mapa no qual reduzia para 14 o número de regiões, para então finalmente ficar com 13 no projeto parlamentar.

As referências às identidades das regiões surgiram apenas durante os debates entre parlamentares

No decorrer de junho e julho, algumas regiões mudaram até três vezes de aliado ou companheiro de viagem. Mas os protestos dos líderes regionais afetados basearam-se, praticamente em todos os casos, nas vantagens ou desvantagens de unir-se a uma região mais rica ou mais pobre que a sua. As referências à história ou à identidade foram muito escassas.

"Nosso objetivo não é criar regiões com identidade, como na Espanhaou na Itália, mas regiões econômicas que sejam ao mesmo tempo fortes e respeitosas com as identidades locais", alertou Cazeneuve. O novo mapa mantém apenas quatro regiões na mesma situação atual. Uma delas, a Bretanha, com importantes características ligadas à sua identidade, rejeitou de todas as maneiras se unir a País do Loire. Por motivos semelhantes, a Alsácia prefere caminhar sozinha, e não unida à região de Lorena. O novo mapa, que será discutido novamente nos próximos meses, entrará em vigor em janeiro de 2016, mas as regiões poderão negociar novas fusões até 2019.

Em uma apresentação na Assembleia, o Governo argumentou que, dentro da União Europeia, e em plena globalização, as regiões devem ter uma população extensa para serem eficazes. Na Alemanha, a média de cada região é de 5,1 milhões de habitantes. Na Itália, 4,4 milhões. Na França agora está em 2,9 milhões. Na Espanha a média é de 2,4 milhões (contando Ceuta e Melilha), ainda que na França nenhuma região atual tenha menos de um milhão de habitantes. O caso francês tem precedentes recentes na Europa. A Polônia (16 regiões), a Grécia (agora 13 em vez de 54 províncias), a Dinamarca (de 14 para 5 regiões) e a Suécia (que ficará com menos da metade de suas 21 regiões) também fizeram mudanças parecidas.


O desaparecimento das assembleias das províncias e o ajuste regional eliminarão mais de 4.000 cargos

As economias com a nova organização vão surgir por várias vias. No lugar de 22 conselhos regionais ou assembleias, haverá 13. Cada uma dessas novas assembleias apenas poderá ter um máximo de 150 conselheiros ou deputados regionais. Algumas hoje superam 200, com salários mensais de 2.200 euros (6.700 reais) e de 5.400 euros (16.400 reais) no caso do presidente. O número de conselheiros regionais, atualmente em 1.757, cairá para algo em torno de 1.520.

Outra via fundamental para reduzir despesas será à custa dos departamentos ou províncias, cujas funções serão assumidas em boa parte pelas regiões. Por isso, o Governo prevê que em 2020 desapareçam os conselhos gerais ou assembleias nas províncias, com seus mais de 4.000 cargos eleitos, que também cobram entre 2.200 e 5.400 euros (6.700 a 16.400 reais) por mês. Estes cargos são compatíveis, por exemplo, com o de senador, algo que acontece em 93 casos de um total de 348 membros do Senado, que por isso tem tentado boicotar a todo custo, mas sem sucesso, a reforma.

Outro processo de corte de custos consiste em frear o permanente crescimento do número de funcionários públicos nos municípios, departamentos e regiões a um ritmo de 1,6% ao ano. Hoje somam 1,89 milhões. Se nos próximos cinco anos essa cifra não aumentar, a economia será de 5 bilhões de euros (15 bilhões de reais).

Já as 13.400 associações que prestam serviços para os municípios (lixo, água, transporte local) devem ser reduzidas para 5.800, de forma que cubram as necessidades de centros com população mínima de 20.000 habitantes em vez dos 5.000 atuais. Essas associações também assumirão funções dos departamentos.

Embora em menor número, as regiões receberão com esta reforma um maior protagonismo na Administração francesa, centralizada, mas com importante peso histórico dos municípios e dos departamentos, os grandes perdedores até agora. Charles De Gaulle também tentou dar maior importância às regiões, mas renunciou como chefe de Estado depois de perder um referendo em 1969 com essa finalidade. Apesar de tudo, em 1982 as regiões foram incluídas na Constituição francesa. Agora é chegada a hora da revolução.

Fonte: http://brasil.elpais.com/

Cientistas descobrem que a Lua tem a forma de um limão





Desde os tempos dos antigos filósofos e astrônomos, se discutia o formato dos planetas. Por exemplo, de acordo com uma teoria de um passado muito remoto, a própria Terra seria totalmente plana.

Os séculos se passaram, os estudos e maneiras de investigação foram aprimorados e hoje sabemos como é a forma da Terra (um geoide com leve achatamento nos polos) e como o sistema solar funciona. Mas, e o formato da Lua? Ah, essa é fácil: é redondo, certo? Bem, de acordo com o que revelou uma nova pesquisa, essa resposta já não é mais a totalmente correta.

Na verdade, alguns cientistas descobriram que a Lua tem uma forma de limão. Isso mesmo. Segundo as suas análises, a verdadeira forma do nosso satélite natural é ligeiramente achatada com um arqueamento protuberante nas áreas "equatoriais" (fazendo uma relação com a localização da linha do Equador na Terra).

"É como um limão com uma protuberância equatorial", disse Ian Garrick-Bethell, cientista planetário da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e um dos autores do estudo, que foi publicado na revista científica Nature.
Processo de estudo

Os esforços para confirmar com precisão a forma exata da Lua têm sido frustrados pela presença de grandes crateras em sua superfície, que se formaram após a crosta ser solidificada. Também houve inconsistências entre suas medidas e o que nós sabemos sobre o seu passado.

Por exemplo, a Lua quase não gira, mas parece ter o tipo de convexidade equatorial causada por rotação. E por que uma bola gigante de líquido congelado pode ser tudo menos esférica, como se acreditava antes? De acordo com o cientista Ian, isso acontece também porque não há placas tectônicas, como na Terra.

Para superar os problemas das crateras durante os estudos, ele e seus colegas usaram mapas altamente precisos da topografia da Lua, feitos com um altímetro a laser. Em seguida, eles fizeram diversos cálculos para saber como a superfície pode ter se parecido antes de as crateras serem formadas.

Feito isso, os pesquisadores disseram que as medidas que surgiram ajudam a explicar como a Lua adquiriu sua forma. Sua aparência achatada é provavelmente devido a um resultado do processo gravitacional chamado aquecimento de maré ou aceleração, que se estendeu na crosta do satélite enquanto ele estava sendo formado.

A tal da convexidade equatorial data provavelmente de um período posterior, quando a Lua ainda girava, mas foi diminuindo a rotação e se afastando da Terra, congelando as ondas de maré no local. Porém, para a nossa observação, ela ainda parece redonda, não é mesmo?

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/