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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Quem conhece a história do cão Stubby?

 Quem não conhece, pode lê-la em MONTEIRO LOBATO - América.

Um trechinho da obra: 

- O senhor Love, um democrata de Brooklyn, revoltou-se contra o hábito de se cortarem as orelhas aos cães com tesouras, como se fossem de feltro insensível. 
Dessa revolta surgiu o seu projeto de lei admitindo corte de orelha apenas por veterinário oficial e com anestesia .

Frequência à Igreja Católica da Polônia cai de 37% para 28% em dois anos




Questões polêmicas, como o abuso, derrubaram a credibilidade da instituição

MARCO BERNARDONI | Settimana News
jornalista

O percentual de católicos que frequentam a missa (dominical) na Polônia caiu de 37% para 28% em dois anos, segundo os dados mais recentes do instituto estatístico da Igreja Católica (ISKK). Os dados — que datam de 2021 — certamente são influenciados pelas restrições devido à pandemia. 

Mas a análise dos mesmos dados não esconde a influência de “fatores socioculturais” no preocupante declínio.

Embora a grande maioria dos poloneses continue a se definir como católica, nos últimos anos a credibilidade da instituição eclesial foi prejudicada tanto pelo apoio dos bispos à decisão com a qual o Tribunal Constitucional restringiu severamente o acesso legal ao aborto (que se tornou lei em janeiro de 2021) − que provocou ondas de protestos de movimentos e organizações de mulheres em todo o país −, tanto pelas desconcertantes revelações sobre os abusos sexuais de menores por membros do clero e pela negligência e reticência com que os bispos enfrentaram a questão.

Desde 1980, a Igreja Católica na Polônia prepara um estudo anual sobre o número de participantes (que denominam de dominicantes), tendo também em conta o número de comunhões (comunicantes). 

Um domingo por ano, cada paróquia do país é solicitada a registrar os dados e enviá-los ao ISKK. O Instituto calcula então, em nível nacional e ao longo do ano, o percentual de católicos que participaram da Missa.


Fuga das igrejas ocorre por fatores socioculturais

Os dados mais recentes mostram que 28,3% assistiram à missa em 2021. Uma queda dramática em comparação com 36,9% de 2019 (a pesquisa foi suspensa em 2020 devido à pandemia). 

Em 2011 o percentual era de 40%; em 2001 de 46,8%; em 1991 de 47,6% e em 1981 de 52,7% (cf. Notes from Poland, 14 de janeiro de 2023).

“Os números [de 2021] foram influenciados pela situação da pandemia”, confirmou o vice-diretor do ISKK, Marcin Jewdokimow. “Deve-se recordar que, em 2020, devido às restrições da Covid-19, não foram recolhidos dados. Em 2021, coletamos os dados apesar de algumas restrições [ainda] em vigor.”

De fato, os dados mais recentes foram coletados domingo, 26 de setembro de 2021, quando a entrada nas igrejas ainda era limitada a 50% da capacidade e os participantes ainda eram obrigados a usar máscaras. 

"Nos anos anteriores, o declínio de pessoas presentes foi constante. (…) Mas desta vez trata-se de um colapso. Por isso − concluiu Jewdokimow − acredito que no próximo ano registraremos uma recuperação na participação”.

Tradução de Luisa Rabolini para IHU Online.

Juiz do Rio não cumpre ordem judicial, favorece bilionários das Americanas e causa perplexidade no mercado financeiro

 Decisão descumprida visa permitir auditoria independente nas contas da Americanas, que deu calote bilionário; o caso pode ser levado ao Conselho Nacional de Justiça

3 de fevereiro de 2023, 08:30 h Atualizado em 3 de fevereiro de 2023, 09:03

Da esq.: para a dir.: Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann e Marcel Telles (Foto: Divulgação | Reuters)


247 – Uma decisão judicial que abre espaço para uma auditoria independente nas contas das Americanas, que deu calote de R$ 43 bilhões no mercado, prejudicando credores, funcionários, fornecedores e acionistas minoritários, foi simplesmente descumprida por um juiz do Rio de Janeiro.

No dia de ontem, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, negou-se a cumprir a carta precatória expedida pela Justiça paulista para dar o aval ao procedimento de busca e apreensão a ser realizado pelo Bradesco na Americanas, segundo aponta reportagem do Valor.

Em sua decisão, Alexandre Mesquita afirma que o juiz de São Paulo não teria competência para decidir sobre o caso. "A decisão, no entanto, foi recebida por estranheza pelos advogados que acompanham o caso, 'pois apenas cabe ao juiz cumprir a carta precatória' e não julgar se é, ou não, o foro adequado", aponta ainda o Valor, que também destaca a reação da Febraban.

Em nota, a entidade afirma que as “denominadas inconsistências contábeis” das Lojas Americanas precisam e devem ser esclarecidas. “São milhares de pessoas e empresas afetadas que necessitam de uma resposta. Afinal, as ‘medidas’ implementadas pelos administradores das Lojas Americanas causaram prejuízos a toda sociedade com impactos ainda imensuráveis. 
A decisão da Justiça paulista nada mais é do que efetivar a busca pela elucidação dos fatos. Acesso a todas as informações e comunicações internas. 
Não por outra razão, a própria CVM [Comissão de Valores Mobiliários] solicitou que todos os dados obtidos na busca e apreensão sejam a ela também disponibilizados”, conforme a nota da entidade.

A Febraban diz, ainda, que “para necessária Justiça, a decisão carioca precisa ser revista e a busca e apreensão dos e-mails imediatamente realizada”.

Entre advogados, cogita-se questionar a decisão do juiz do Rio de Janeiro, que favorece os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, junto ao Conselho Nacional de Justiça.

https://www.brasil247.com/economia/juiz-do-rio-nao-cumpre-ordem-judicial-favorece-bilionarios-das-americanas-e-causa-perplexidade-no-mercado-financeiro

Ofrendas al mar para Yemanjá: la fiesta afrobrasileña que corre el riesgo de morir de éxito

 La centenaria celebración dedicada a la ‘orisha’ considerada reina del mar pasó de ser una tradición de pescadores a un multitudinario evento donde la religión va perdiendo protagonismo

Participantes en la celebración se toman una foto en la playa de Río Vermelho, este jueves.
Participantes en la celebración se toman una foto en la playa de Río Vermelho, este jueves.
STRINGER (REUTERS)

Son las cinco de la madrugada cuando empieza a amanecer en la playa de Rio Vermelho, en Salvador de Bahía (Brasil). En la arena ya se acumula gente desde hace horas, a la espera de vivir de cerca este jueves una de las fiestas más importantes del calendario religioso de Brasil: el día dedicado a Yemanjá, la orish venerada como la reina del mar. En esta edición, la fiesta cumple cien años y es realmente multitudinaria tras el parón obligado por la pandemia del covid-19. Su fama fue creciendo paulatinamente en los últimos años y cada vez congrega a más turistas, sobre todo, llegados desde Río de Janeiro y São Paulo.

La fiesta en su formato actual se remonta a 1923, cuando en un momento de escasez un grupo de pescadores realizó una ofrenda a la orisha para pedir protección y abundancia. 

La fecha del 2 de febrero se consolidó en los años cincuenta, gracias al sincretismo con la virgen de la Candelaria. 

Las ofrendas para Yemanjá se depositan directamente en el mar: normalmente son flores o también pequeños barcos de madera donde se colocan espejos, collares, peines o perfume de lavanda. A lo largo de la madrugada los fieles y turistas se acercan para depositar sus regalos para la diosa en los alrededores de una modesta casita donde se la venera en varias estatuas. Desde ahí, al final de la tarde parte una procesión de barcos que dejará todo en alta mar, incluido el regalo principal, una estatua de la propia diosa que elaboran los pescadores y que descansará en el fondo del océano.

Un ciudadano en Salvador (Brasil) lleva flores como tributo a la playa de Río Vermelho, el 1 de febrero.
Un ciudadano en Salvador (Brasil) lleva flores como tributo a la playa de Río Vermelho, el 1 de febrero.
STRINGER (REUTERS)

Pero al margen del ritual oficial, muchos optan por hacer la ofrenda por su cuenta y se esparcen entre las rocas para rezar y lanzar al mar rosas blancas, amarillas o rojas. 

Conseguir un momento íntimo no es fácil. 

En la orilla decenas de barcas se turnan para llevar a los turistas a alta mar, y en la arena los presentes se codean con improvisados puestos donde uno puede recibir una bendición con hojas sagradas. 

Entre la multitud, Asila Camila, una mãe de santo (sacerdotisa del candomblé, una religión de origen africano) de altura considerable, oteaba en busca de sus hijos, los fieles de su terreiro: “Para quienes somos de Salvador el día de Yemanjá es cada día, porque el mar es nuestro refugio. El fundamento en sí (el ritual) lo hicimos hace tres días, porque hoy es más complicado”, dice en referencia a la afluencia de gente. 

En la playa, los fieles, vestidos con las ropas tradicionales (turbantes, grandes faldas bordadas, y collares sagrados referentes a las divinidades) se agrupan para tener su momento de contacto espiritual mientras les rodean los celulares en busca de la preciada foto de un momento “auténtico”.

Para Talita Machado, que es creyente del candomblé y está rigurosamente vestida de blanco, los turistas no son un problema: “Para los bahianos es un un placer distribuir esta energía maravillosa, nuestra Yemanjá seguro que está feliz con toda esta emoción”, decía. 

Más que la afluencia de gente, lo que le molesta, comenta, es la falta de respeto de quienes pervierten el sentido original de la fiesta. 

Con la fama de los últimos años, el 2 de febrero se convirtió en un reclamo alrededor del cual se organizan conciertos y fiestas que llenan el barrio de Rio Vermelho durante toda la semana. 

La madrugada anterior las calles ya están a rebosar y el sonido de los pinchadiscos que tocan desde algunos balcones llega hasta donde rompen las olas. 

Los vendedores ambulantes de cerveza se cuentan por cientos, y en el paseo marítimo no son pocos los rostros que hacen evidentes los excesos de la noche. 

En los días previos a la fiesta, los bares de la zona no sirven vasos de cristal ni botellas de cerveza de vidrio para evitar incidentes.

Una multitud en la playa de Río Vermelho.

Una multitud en la playa de Río Vermelho.
STRINGER (REUTERS)

Lo sagrado y lo profano coexisten en Brasil de forma muy natural, pero a veces los roces son imposibles de evitar. Así lo cree Bruno Lima, un joven que se estrena en la celebración tras iniciarse en la umbanda, otra de las religiones afrobrasileñas. Junto a sus colegas del centro Estrella de Aruanda confiesa estar algo frustrado con el rumbo que está tomando la fiesta: “Hasta ahora lo que noté es que es muy diferente de como imaginé que sería. Parece que lo están intentando transformar en un pre-carnaval. Hay muchos conciertos, muchas fiestas, todo eso acaba molestando, es una cosa muy invasiva. Hay espacio para todo, pero falta un poco de respeto”, decía. Para otros, no obstante, la celebración es un potente escaparate contra la intolerancia hacia las minorías religiosas en un Brasil cada vez más evangélico y fundamentalista.

La fiesta de Yemanjá es oficialmente patrimonio cultural de Salvador de Bahía desde hace tres años, y la alcaldía se esfuerza por reforzar su vocación turística, engalanando las calles y desplegando un fuerte dispositivo policial. La edición de 2020, la última antes de la pandemia, reunió a más de 600.000 personas. Ciudades como Río de Janeiro intentan replicar la fiesta, y este año tendrán su propia versión, con conciertos en la playa de Ipanema. Entre los banderines azules y blancos en homenaje a Yemanjá que adornan la playa de Salvador se colgaron algunas fotografías antiguas de artistas como Pierre Verger, el gran retratista de Bahía, donde se puede intuir cómo era la fiesta antes de la era de las selfis y el postureo.


Fonte:     EL PAIS

BABELIA

Outubro místico

 



Boitatá, bruxa, catolicismo (desenho da Igreja), tem tudo a ver com puro misticismo, mesmo.

Quem são os garimpeiros que estavam a dizimar Yanomamis?

Está a Polícia Federal a cadastrá-los, para ver de onde procedem, a quem estão vinculados e subordinados, dentre outros detalhes?

É o mínimo que se pode fazer. 

Já ao tempo de MONTEIRO LOBATO (autor de O garimpeiro do Rio das Garças), a procedência dos trabalhadores do setor  era bastante variada:  (...) chegou ao famoso Rio das Garças. Não encontrou garça nenhuma, e sim aventureiro de todos os tipos. Encontrou baianos, australianos, russos, homens da África do Sul e das Guianas. Viviam em casebres de palha armados à beira do rio e só se ocupavam do serviço de catar diamantes. -  MONTEIRO LOBATO -  O garimpeiro do Rio das Garças.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

PRA QUE A NAZISTADA CONTERRÂNEA NÃO SE ASSANHE A AFIRMAR QUE SÓ ÍNDIO PEGA BICHO-DE-PÉ PORQUE É PORCO



BICHO DE PÉ E HIGIENE DOS COLONOS ALEMÃES
- A ausência de asseio corporal entre esses adventícios não está, com certeza, entre os menores motivos da sua falta de resistência às mazelas do país. Embora não se refira à colonização em S. Paulo, é bem expressivo a esse respeito o depoimento de Teófilo Benedito Ottoni sobre os colonos do Mucuri — alemães, suíços, belgas, holandeses. 
"As imundícies da habitação — diz — tinham produzido tal praga de bichos que ninguém podia passar impunemente em torno das duas casas que serviam de depósito provisório dos colonos. 
O pouco asseio do corpo atraía os daninhos insetos. Debalde se dizia aos colonos que aquela doença se extirpava com a tesourinha ou alfinete, e que o grande preservativo era recorrer diariamente ao rio e trazer o corpo limpo de imundícies. 
Mas eles queriam curar-se do mal dos bichos com unguentos e cataplasmas, e não foi possível convencer a um grande número que o hábito brasileiro de lavar ao menos os pés todas as noites é uma necessidade do homem do povo, e não como pensa o proletário europeu uma fantasia ou regalo de aristocratas e sibaritas. 
Os Chins como não têm horror à água nunca sofreram de bichos de Mucuri. 
Um só não vi ainda manquejar por tal motivo. Foram há três anos para o Mucuri 89 de que só têm morrido dois". 
Não há razão para crer que as condições dos colonos em S. Paulo fossem muito mais animadoras. 
E sabemos que estragos pode causar nos desprevenidos o mal de que morreu o padre Estanislau de Campos. - THOMAS DAVATZ - Memórias de um colono no Brasil - Martins Livraria/SP, p. 11.

BICHO DE PÉ (OU TUNGÍASE ) DESCONTROLADO ENTRE OS YANOMAMIS

 


Tungíase: como 'bicho de pé' faz yanomamis sofrerem amputações e afeta até animais

Giulia Granchi
Da BBC News Brasil em São Paulo
31 janeiro 2023


CRÉDITO,ARQUIVO PESSOAL/ CARLA C F RODRIGUES
Legenda da foto,

Mão de criança yanomami com tungíase. Foto tirada em janeiro de 2022 na comunidade Yaritobi, parte do território yanomami


Além de casos graves de desnutrição, malária e quadros de verminoses, os indígenas yanomami, que passam hoje por uma crise humanitária de grandes proporções, sofrem com a disseminação da tungíase, infecção popularmente conhecida como "bicho de pé", que se torna um problema grave de saúde quando não há tratamento adequado.


As infecções são mais comuns em zonas pobres ou remotas, como as aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas das metrópoles.


Entre as razões para maior disseminação nesses locais, de acordo com médicos entrevistados pela BBC News Brasil, está, principalmente, a maior exposição ao meio ambiente sem a proteção de roupas ou sapatos.

"Na terra indígena yanomami, especificamente, há também um desequilíbrio ambiental causado pelo garimpo, que torna as infestações mais propícias, e o fato de sistema imunológico dos indígenas estar prejudicado pela desnutrição e outros quadros", afirma Carla Rodrigues, médica do grupo de saúde indígena da SBFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade) que atuou em comunidades yanomami entre maio de 2021 e fevereiro de 2022.



CRÉDITO,ASSOCIAÇÃO MÉDICOS DA FLORESTA
Legenda da foto,

Pé de criança yanomami com feridas causadas pela tungíase


Dados divulgados pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) estimam que, apenas na Região das Américas, mais de 20 milhões de pessoas estejam em risco de serem infectadas - particularmente, crianças, pessoas com deficiência e idosos.


"Nos indígenas yanomami, a tungíase tem causado múltiplas lesões dolorosas, além de 'abrir portas' para outras infecções e, em casos mais graves, faz até com que alguns percam pedaços dos membros", explica Bruna Abilio, médica pediatra voluntária da Associação Médicos da Floresta e parte do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.


"Isso causa, muitas vezes, problemas para caminhar e dificulta que os indígenas mantenham seu potencial produtivo de caça e cuidados da roça."

O que é a tungíase e como é transmitida?

Podcast

João Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divisão.

Episódios

Fim do Podcast


A doença é causada por fêmeas do parasita Tunga penetrans, que gosta de ambientes secos e solos arenosos, e se alimenta do sangue de humanos e de animais.


Ele entra na pele por qualquer parte do corpo que está em contato com o chão - principalmente pés, mãos e nádegas - causando, como primeiros sinais, irritação e coceira.


Uma vez dentro do corpo, o parasita, se não for retirado a tempo, coloca seus ovos na pele, e a infecção se alastra.


"Quando a fêmea está grávida, ela usa sua cabeça pontiaguda para penetrar na pele do hospedeiro e ali maturar seus ovos até que eles estejam prontos para eclodir. A partir daí, são expelidos no ambiente", aponta Carla Sássi, médica veterinária do Grad (Grupo de Resgate de Animais em Desastre).


Sássi explica que, durante sete a 10 dias, o parasita pode deixar até 200 ovos no ambiente, e após três semanas, essas larvas já estão maduras o suficiente para acasalar, iniciando o ciclo de infestação novamente.

Como a tungíase se manifesta


As lesões causadas pela tungíase podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da infestação do solo.


A princípio, a infecção se manifesta como uma pequena pequena marca marrom escura com um círculo fino e claro ao seu redor.


Se as lesões são múltiplas e a inflamação local se torna intensa, o acometido pode ter infecção bacteriana secundária e ter sua mobilidade reduzida.


"O risco de infecções bacterianas secundárias é especialmente alta se a pessoa tenta tirar a lesão sem conhecimento técnico de como removê-la completamente, e sem material estéril - há, inclusive, risco de tétano", Igor Queiroz, infectologista do Rio Grande do Norte consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Animais também são afetados


Assim como os seres humanos, os animais também podem ser parasitados e sofrem com sintomas similares.


"Neles, o bicho de pé também causa muita coceira e ardência, e assim como em humanos, pode virar uma infecção realmente grave, com risco de perda do coxim, aquela parte macia na pata. Em pessoas, observamos [nas comunidades] casos gravíssimos que provocam a perda de membro", aponta Carla Sássi, médica veterinária do Grad.


CRÉDITO,GRAD BRASIL
Legenda da foto,

Agente do Grad Brasil mostra pata de cachorro infectada pela tungíase


"A ocorrência da tungíase no território yanomami é um bom exemplo do que chamamos de tríade na saúde única, que é a relação da saúde humana, animal e ambiental. Não adianta tratar cada um desses separadamente - apenas tratando os três ao mesmo tempo por um período de médio a longo prazo é que é possível conseguir resultados no controle dessa zoonose", complementa Sássi.


Em um dos posts recentes no Instagram do Grad, a veterinária faz um apelo por transporte para Boa Vista, capital de Roraima, para um jovem desnutrido de 20 anos que sofre com tungíase há uma década e está com os pés em estado grave, sem possibilidade de se movimentar bem.


No vídeo, a veterinária conta que o rapaz sofre de depressão e que seus pais imploram por ajuda.


CRÉDITO,SONIA MEY-SCHMIDT/OPAS/OMS
Legenda da foto,

Cachorro com tungíase sendo examinado em aldeia indígena

Casos graves requerem tratamentos mais complexos


Casos como o citado acima não são considerados comuns porque são necessários muitos anos de falta de assistência médica adequada para que cheguem a um estado tão grave.


Nas comunidades yanomami, no entanto, profissionais com quem a reportagem conversou afirmam que são muitos os quadros preocupantes.


"Amputações por tungíase são consideradas muito raras, e o fato de isso estar acontecendo é um sinal do quão longe o problema foi. Quadros tão graves certamente contam com infecções secundárias", aponta Paulo Machado, coordenador do Departamento de doenças infecto parasitárias da SBD.


Machado aponta que, constatada a presença de outras infecções, o uso de antibiótico, medicamento que não esteve amplamente disponível nas comunidades yanomami nos últimos anos, é necessário.


"Às vezes é usada também a ivermectina [droga usada no tratamento de vários tipos de infestações por parasitas], mas nem sempre é suficiente", complementa Igor Queiroz.


Por serem infestados continuamente, podendo chegar a ter centenas de tungas no corpo, os moradores dessas áreas muitas não se beneficiam do método tradicional de retirada do parasita por uma pequena incisão cirúrgica.


CRÉDITO,GRAD BRASIL
Legenda da foto,

Pé de yanomami com feridas causadas pela tungíase e prováveis infecções secundárias


"No contexto urbano, o médico remove e pronto, o problema acaba. Como o território yanomami é muito grande e nas áreas de garimpo não têm postos de saúde fixos, os indígenas ficavam desassistidos", afirma Carla Rodrigues, médica do grupo de saúde indígena da SBFC.


"Ali, as crianças, por estarem tão debilitadas e desnutridas, têm lesões que crescem tanto que formam grandes tumores. Há, inclusive, casos de lesões enormes na região perianal, que impedem essas pessoas de sentar. É necessária uma cirurgia mais complexa, mas isso muitas vezes não é feito. É o bicho de pé que causa a morte."


A médica conta que, durante seu período atendendo as comunidades, buscou mitigar o problema com uma solução chamada Nyda, à base de dimeticona.


"A aplicação deve ser feita três vezes a cada 10 a 15 minutos. A pulga fica sem oxigênio e morre. O produto funciona, mas não está amplamente disponível."


O medicamento não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e entra no país por meio de doações de instituições como a Opas.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

MILITARES DESOCUPADOS, VIRAM GOLPISTAS

Um coronel inglês suicidou-se “tired of buttoning and unbuttoning” – cansado de abotoar e desabotoar a farda. - MONTEIRO LOBATO - Vidinha ociosa - 1908.

Os nossos, não dotados de brio capaz de estimulá-los ao suicídio e que atribuem aos da base da pirâmide a pintura de meio-fios, na falta do que ter com que se ocupar em proveito da  nação (que os paga e ainda fornece picanha, vinhos caros, queijos, chicletes, além de custear próteses penianas e estimulantes sexuais), dedicam-se, a planejar golpes contra os governos de centro-esquerda (que rotula, mentirosamente como comunistas) e a engordar os próprios ganhos, associando-se a garimpeiros, traficantes e contrabandistas, mesmo que isso implique em práticas genocidas contra povos da floresta. 

Agora o arremate do conto de LOBATO: Dessa forma escapam todos ao cansaço da mesmice.

 - PEDRO FERNANDEZ DE ANDRADA -  Libro de la Gineta de Espana -  1.598, alude ao uso de  sudor bebido com crines  para fazer sair do corpo humano  las serpientes,  numa provável referência a vermes.