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sexta-feira, 26 de março de 2010

Padres "abusando" de freiras

26 de Março de 2010 | Escrito por Carlos Esperança

Carl Sagan, no seu livro «Um mundo infestado de demónios», lembra-nos que o abade Richalmus escreveu um tratado sobre os demónios, por volta de 1270. Os sedutores demoníacos de mulheres chamavam-se íncubos e os de homens, súcubos. Santo Agostinho acreditava que as bruxas eram o produto dessas uniões proibidas tal como a maioria das pessoas da antiguidade clássica ou da Idade Média.

Compreendem-se hoje as freiras que, num estado de confusão, viam semelhanças entre o íncubo e o padre confessor ou o bispo e que ao acordarem se sentissem conspurcadas como se se tivessem misturado com um homem, como escreveu um cronista do século XV (pág.126, ob. citada).


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Freiras Acusam Sacerdotes e Missionários Católicos de Abusos Sexuais

Cidade do Vaticano (CNN) [21/3/01]—O porta-voz da Santa Sé, Joaquin Navarro-Valls, confirmou a existência de “casos de abuso sexual da parte de sacerdotes ou missionários”, denunciados recentemente, como também no passado, por vítimas de tais situações.
Um relatório entregue ao Vaticano em 1995 falava de abuso sexual de parte de sacerdotes em relacionamentos com freiras. Navarro afirmou que a Santa Sé está se ocupando com o caso, mas minimizou a situação confirmando que os casos estão “restritos a uma área geográfica limitada”.
Alguns dias antes o semanário americano National Catholic Reporter, citando de duas freiras americanas, havia revelado a existência de um relatório entregue em 1995 ao Vaticano, no qual se relata casos de religiosas que sofreram abusos sexuais, às vezes violentos, de sacerdotes e missionários em que—em alguns casos—eram até forçadas a abortar.
“O problema—declarou Navarro-Valls—é de nosso conhecimento e o Vaticano já está se ocupando disso em colaboração com os bispos, e com a União Superior Geral (USG), e a União Superior Geral Internacional (USGI) [entidades da mais alta hierarquia católica]. Busca-se agir por dois caminhos: a formação das pessoas e, naturalmente, a solução de cada caso. Alguns fatos como estes não devem fazer-nos esquecer da fidelidade muitas vezes heróica da grande maioria dos religiosos e sacerdotes”.
A autora do relatório—publicado no periódico americano—é a religiosa Maria O’Donohue, médica e missionária por muitos anos. A religiosa, que passou longo período em missões como médica, lembra, entre outros, “o caso de um sacerdote que forçou uma freira a abortar, vindo com isso a morrer, e que celebrou oficialmente a missa [na cerimônia fúnebre]”.
No mesmo documento, conclui-se que as freiras são o centro de grandes atenções de parte dos “sacerdotes e figuras destacadas da hierarquia eclesiástica que abusam de sua autoridade”. Muitas vezes as atenções dos clérigos se dirigem às freiras, sobretudo na África, para evitar o perigo de contrair a Aids de prostitutas. Finalmente, do relatório parece emergir a conclusão de que essas ocorrências quase exclusivamente se restringem à África—conquanto não haja confirmação oficial nesse sentido—mas a religiosa O’Donohue cita situações semelhantes em outras parte dos mundo”.
(Traduzido e adaptado por Azenilto G. Brito).

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Comissão Nacional dos Diáconos - CNBB

ABUSO SEXUAL COMETIDO POR PADRES

Pe. José Lisboa Moreira de Oliveira, SDV

A notícia de abuso sexual de religiosas praticado por padres não me causou nenhum espanto. Durante as minhas andanças por esse Brasil, assessorando cursos, encontros, retiros, assembléias de Pastoral Vocacional e da Vida Religiosa, pude ouvir muitos "desabafos", inclusive de algumas vítimas. Convém ressaltar que tal abuso não é cometido somente contra freiras, mas igualmente contra outras mulheres, tanto casadas como solteiras. O problema acontece também com os padres homossexuais que abusam de homens, de jovens e de adolescentes, sobretudo dos coroinhas. As conseqüências deste último caso já se fazem notar em certos lugares.

O Setor Vocações e Ministérios da CNBB e a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) vêem alertando para este e outros problemas já há um bom tempo. O último grito foi dado por mim e Pe. Vitor Hugo Mendes na última reunião conjunta da Presidência e da Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB. Infelizmente, quase sempre, os nossos gritos terminam sendo vozes que "clamam no deserto".

Por detrás deste e de outros problemas graves estão algumas situações que precisam ser consideradas com toda a seriedade possível. A seguir manifesto a minha opinião pessoal sobre o assunto. A análise deve ser vista no contexto do fato em questão, a fim de se evitar colocar no mesmo "caldeirão" todos os padres e toda a formação presbiteral.

1. O mais forte é acobertado

Este fato do abuso sexual cometido por padres é antes de tudo uma denúncia grave. Certos setores da Igreja costumam acobertar fatos graves, achando que se pode "tapar o sol com a peneira". Não coloco aqui em discussão a preocupação de não provocar escândalos nos fiéis ou de salvaguardar a honra e a dignidade de quem foi envolvido. Isso é necessário e compreensível. O que questiono é o fato que, mesmo internamente, com os meios disponíveis, justos e corretos, não se procure averiguar melhor o problema, deixando a coisa correr. O que escandaliza é o pouco caso com o qual situações sérias e graves são tratadas. Com isso fica muito claro que, no fundo, o que se pretende é "proteger" o mais forte. Neste caso, o homem, o "macho", o padre. Quando freiras e mulheres são violentadas, abafa-se o caso inclusive com suborno, com promessas e até com ameaças. O caso morre ali, a vítima, muitas vezes pobre e indefesa, não têm como se defender. Com isso dá-se o caso por encerrado, não se encara de frente o problema e as coisas ficam como estão. Não se trata, é claro, de agir com punições rigorosas, expulsões ou coisas assim. Mas de sermos menos hipócritas, mais cristãos, abordando a questão com seneridade, com seriedade, na tentativa de verificar a raiz de problema e de, sem falsos pudores, encontrarmos saídas para diminuir o sofrimento de muita gente, inclusive dos próprios padres.

Cabe salientar que, mesmo se tratando somente de "algumas situações negativas", isso tudo tem um preço. E o preço mais alto quem geralmente paga é a mulher, violada em sua dignidade, tratada como objeto e obrigada a permanecer no anonimato. Mesmo que tivesse sido apenas um único caso, isso já seria motivo de séria reflexão, pois uma só mulher abusada sexualmente é filha de Deus, é gente. E nada justifica tal violência.

2. O machismo está na raiz da questão

Este problema de exploração da mulher, por parte de certos padres, tem raízes mais profundas e antigas. Minha experiência diz que a causa está no machismo que ainda impera dentro da nossa Igreja e da nossa Sociedade. Muitos padres trazem para o seminário a herança de um machismo presente nas famílias e no ambiente social. Além do mais, as recentes e aceleradas mudanças no convívio social contribuíram para agravar tal situação. Hoje está em baixa o espírito de gratuidade, de serviço e de renúncia. A onda é "curtir", transformando tudo em peça descartável. Há uma banalização generalizada do ser humano e, consequentemente, da sexualidade e do celibato. O imediatismo é a grande conquista. Tudo isso é absorvido pelo jovens, mesmo pelos que entram nos seminários e por aqueles que já foram ordenados.

Chegando no seminário, o machismo não é superado, mas, dependendo do caso, até se agrava, uma vez que certas "pedagogias" formativas, adotadas por aí, ainda carregam consigo uma visão totalmente negativa da mulher. Esta continua sendo vista como objeto de cama e mesa, mesmo que tal visão seja "adocicada" pelo disfarce da concepção "mulher-rainha-do-lar". Por isso será normal que depois os padres achem algo natural o abuso sexual. A mulher - pensam e dizem eles - foi feita para isso mesmo. Quem já se encontrou algumas vezes em uma roda de padres, sabe como são certas conversas a respeito da mulher.

Aliás, setores e personagens da Igreja, certos moralistas, filósofos e teólogos católicos, durante séculos, pregaram a inferioridade da mulher, justificando, ainda que não explicitamente, certos abusos contra ela. Bastem dois exemplos de santos famosos. São Jerônimo teria deixado escrito: "A mulher é a porta por onde passa o diabo, é a estrada da iniqüidade, picada de escorpião, é uma raça pestífera; quando alguém se aproxima dela, ela o excita e acende o fogo das paixões". Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, chegou a sentenciar: "A mulher é a melhor companheira do homem somente para a função de procriação; porque, para qualquer outra atividade, outro homem é melhor". Essa mentalidade domina a maioria absoluta dos padres. Inclusive de muitos daqueles que se consideram "avançados" e "modernos". É o que vejo e constato por aí.

3. A precariedade da formação presbiteral

Outro problema que concorre para o agravamento desta situação é a precariedade da formação presbiteral. Apesar do grande esforço e da valiosa contribuição da OSIB, na maioria dos lugares a formação presbiteral deixa muito a desejar. Faltam formadores, faltam pessoas capacitadas, há pessoas responsáveis pela formação sobrecarregadas com tantas outras atividades, muita improvisação e fragmentação do processo formativo. Para muitas autoridades eclesiásticas a formação é vista apenas pelo ângulo acadêmico, sem nenhuma preocupação pelas outras dimensões, como aquela humano-afetiva. Em certas regiões o critério único de admissão ao seminário e para a ordenação é a falta de padres. A escassez vai justificando tudo. As Diretrizes Gerais para a formação dos presbíteros (Doc. 55 da CNBB), mesmo aprovadas por Roma, ficam esquecidas na gaveta. O mesmo se diga para o Decreto sobre os Egressos. Candidatos são acolhidos e ordenados depois de deixarem ou de terem sido expulsos de um seminário e por graves problemas. Os encarregados nem sequer fazem consultas ao seminário de proveniência.

Continua-se exigindo o celibato para os padres diocesanos, mas sem procurar saber se o candidato, além da vocação para o ministério ordenado, tem vocação para uma vida celibatária "por causa do Reino". Muitas vezes, durante o período da formação presbiteral, a temática do celibato não é abordada com seriedade. Em alguns casos ela é vista apenas racionalmente, de modo periférico, sem interpelação nenhuma para o "coração", ou seja, para a totalidade da vida da pessoa. São comuns os casos de ordenações, mesmo depois que o candidato manifestou publicamente não acreditar e não aceitar o celibato. Toda opção tem o seu preço. Se a Igreja, com motivações teológicas, cristológicas, eclesiológicas, deseja a continuidade do celibato, todos os seus pastores, sem exceção, devem ter consciência e ciência de que muitos jovens chegam ao seminário com a vontade de ser padre, mas sem vocação para o celibato. Neste caso, coerente com o princípio anterior, devem ter a coragem de negar a ordenação. O que não é possível é continuar "fechando um olho" para não ver o óbvio.

Hoje é comum aprovar ordenações baseando-se no fato que o seminarista gosta de batina, nunca dispensa o clergyman e obedece fielmente como um cordeirinho. Se não critica publicamente o papa e faz externamente, sem discutir, o que o bispo manda, já está aprovado. Gostando de paramentos ricos, de muita louvação e seguindo rigorosamente, sem vacilar, as rubricas litúrgicas, pode-se considerar alguém com tudo para a ordenação. Os responsáveis, porém, esquecem que a batina, a obediência cega e as bajulações e os rigorismos costumam esconder problemas profundos que só estouram depois.

4. Criados em redomas de vidro

Convém lembrar ainda um fato doloroso, bem real. Muitos padres, depois da ordenação, são deixados à própria sorte. Mesmo porque criou-se, ao longo dos séculos, uma certa convicção de que eles, sendo "homens de Deus", portadores da "graça de estado", estão imunizados contra tudo. Acontece, porém, que a realidade é bem outra. Hoje o padre, dentro da estrutura eclesiástica que temos, é jogado, após a ordenação, num mundo complexo para o qual ele não foi preparado para ser pastor. Tantas vezes é obrigado a conviver com a solidão, pois, nos seminários vivia em verdadeiros "redomas" que "protegiam" os seminaristas de qualquer perigo e tentação. Recentemente encontrei casos em que os seminaristas não podem ter contato com as "pessoas de fora". Não fazem experiências pastorais. Somente depois de ordenados, amparados pela "graça de estado" (sic!), são lançados "no mundo".

De repente o seminarista protegido, agora padre, se vê diante dos desafios, completamente perdido, tendo que enfrentar situações difíceis Não sabe por onde começar, por onde passar, de que lado ficar e nem por onde sair. A afetividade é a primeira a ser atingida. Ele não foi educado para a relação. Tem medo de tudo. Nesta situação muitos não resistem e acabam encontrando escapatórias pouco honestas, entre as quais aquela de apelar para uma relação ambígua, irresponsável, desumana com outras pessoas, sem excluir o nível da genitalidade.

5. Visão reducionista da relação homem-mulher

Por fim, uma outra questão bastante séria. Além do preconceito contra a mulher, muitos padres carregam consigo também uma visão bastante reducionista da relação homem-mulher. Fruto da concepção maniqueísta que se entranhou na Igreja. Entendem tal relação apenas no nível erótico ou, pior ainda, genital. Tudo fica reduzido ao sexo, à genitália, ao coito. A interação masculino-feminino é entendida como na pornografia e na prostituição. Por isso são incapazes de cultivar uma relação sadia, natural, normal, com o feminino e com a mulher. Logo apelam para o "tudo ou nada". Comigo já aconteceu de ser interpelado por um padre nos seguintes termos: "Não sei como você pode ser amigo de uma mulher, sem fazer amor, sem terminar na cama com ela". Falta a magnifica experiência e a compreensão de uma relação masculino-feminino que vai além do erógeno e que é indispensável para humanizar as pessoas, também os padres e as freiras. Isso tem se agravado ainda mais com a triste tentativa de eliminar das casas de formação, dos seminários e dos institutos, a presença indispensável "do carisma da feminilidade" (Pastores Dabo Vobis, 66).

Espero que o "vazamento" do relatório da religiosa americana Maria O'Donoghue leve os bispos, os superiores, as superioras, os formadores, as formadoras, a encararem com a devida coragem e competência toda esta problemática. Talvez o barulho da mídia nos obrigue a não mais fazer vista grossa, a ter que não só admitir o problema, mas a buscar soluções justas, humanas, evangélicas. E isso para que "a corda não continue arrebentando do lado mais fraco". Pois, nestes casos, são sempre os fracos (aqui as mulheres) que pagam o preço alto e injusto. No fim das contas, com um certo cinismo e arrogância, ouve-se frases como essa: "A culpa é da freira; quem mandou ela tentar o padre?". Ou ainda o caso daquele superior, que avisado por uma provincial sobre o comportamento tarado de seus religiosos, respondeu nos seguintes termos: "Irmã, você tome conta das suas novilhas, porque os meus garrotes estão soltos". Respostas ridículas, levianas, infelizmente herdadas de personalidades ilustres como Eusébio de Cesaréia, o qual certa vez teria dito: "A mulher é a flecha do diabo pela qual ele arrasta num instante o homem à luxúria".

Fonte: Comissão Nacional dos Diáconos - CNBB

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Pedofilia de freira

É comum imaginar que só os padres, freis, monsenhores, bispos, homens, enfim, praticam "semvergonhices".
Pois lá vão notícia que desmentem tal concepção:


Freiras são acusadas de abuso sexual na Austrália

28 de agosto de 2002 • 08h54

Em mais um golpe contra a imagem da Igreja Católica na Austrália, uma ordem de religiosas disse hoje que pagou dezenas de milhares de dólares a mulheres que diziam ter sido física e sexualmente abusadas em um orfanato. As Irmãs Pobres de Nazaré disseram que 13 mulheres receberam US$ 41,4 mil, mas que isso não implica admissão de culpa em relação às "memórias infelizes" das ex-internas. "Foi uma maneira de chegar às meninas para tentar ajudá-las no processo de cura", disse a madre superiora Clare Breen.

Os pagamentos foram feitos a partir de uma ação judicial iniciada em 1999 por 17 mulheres que haviam sido internas no orfanato Casa de Nazaré, em Brisbane, nas décadas de 1940 e 50. A maioria das freiras que trabalhava na casa naquela época já morreu.

Assim como ocorre nos Estados Unidos, a Igreja australiana sofre nos últimos anos várias denúncias de abusos sexuais contra fiéis. Na semana passada, ela anunciou o começo de uma investigação contra o arcebispo de Sydney, George Pell, acusado de ter molestado um coroinha de 12 anos. Pell, que ocupa o topo da hierarquia eclesiástica no país, nega.

Em abril de 1996, a Igreja Católica da Austrália já pediu desculpas formais às vítimas de abusos e pagou milhões de dólares em indenizações. Mas esta é a primeira vez em que freiras são envolvidas. Conforme a edição desta semana da revista Bulletin, uma mulher chamada Lizzie Walsh afirma ter sido estuprada com um mastro de bandeira "para tirar o demônio de mim". "Depois disso, fiquei sentada no chão em uma piscina de sangue", afirmou ela à rádio ABC. Outra suposta vítima, Bobbie Ford, disse que ela e algumas colegas foram obrigadas a se despir, atiradas em uma cama e chicoteadas. "Era uma das punições, e acontecia todas as noites", afirmou.

O grupo de apoio Broken Rites, que defende vítimas de abusos do clero, diz que as queixas contra freiras cresceram recentemente, chegando a mais de 20 nos últimos dois meses. "A enorme publicidade do abuso sexual nas igrejas fez as pessoas se exporem", afirmou uma porta-voz. O bispo-auxiliar de Canberra, Pat Power, defendeu recentemente uma reavaliação das condutas sexuais machistas ensinadas pela Igreja e a discussão do fim do celibato obrigatório para os padres, como forma de diminuir os casos de abusos.


http://noticias.terra.com.br


11/10/2002 - 20h18

Mulher processa freiras por abuso sexual nos EUA

da Reuters, em Danville (EUA)

Uma educadora norte-americana processou duas escolas católicas para garotas em Kentucky, afirmando ter sofrido abuso sexual por parte de três freiras naquelas instituições nos anos 1950, disse hoje seu advogado.

Emily Feistritzer, de 61 anos e ex-freira, moveu a ação ontem, na corte do condado de Boyle, acusando as freiras de ter cometido abuso sexual enquanto ela era estudante na Villa Madonna Academy e no Monastério St. Walburg das Irmãs Beneditinas.

Feistritzer é presidente do Centro Nacional para Educação e Informação, uma organização de pesquisa fundada por ela em Washington. Seu advogado, Robert Treadway, disse que ela não recorreu antes à Justiça porque precisou de anos de psicoterapia para recuperar a lembrança dos abusos, que começaram durante o início da adolescência e continuaram por seis anos, de acordo com ela.

Mark Guilfoyle, advogado que representa as duas instituições envolvidas, disse não há provas suficientes para a acusação e que vai contestar a ação judicial.

Segundo Treadway, duas das três freiras acusadas ainda estão vivas. A ação busca indenizações compensatórias e punitivas.

A Igreja Católica ocupou o banco dos réus em centenas de ações judiciais nos Estados Unidos, Europa e Austrália, em que padres foram acusados de pedofilia. Muitos sacerdotes deixaram o ofício ou foram afastados pela Igreja.


http://www1.folha.uol.com.br

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02/02/08 - 05h42 - Atualizado em 02/02/08 - 05h42

Freira de 79 anos é presa por pedofilia nos EUA

Crime contra dois menores foi cometido na década de 60.
Na época, Norma Giannani era diretora do colégio onde eles estudavam.

Da AFP


Uma freira de 79 anos passará um ano atrás das grades por abusos sexuais de dois adolescentes de 12 e 13 anos na década de 1960, segundo um tribunal de Milwaukee (Wisconsin, EUA), nesta sexta-feira (1).

Norma Giannani aceitou a acusação de ter tido relações sexuais com os dois rapazes quando era diretora de seu colégio.

Quando o júri lhe perguntou o que achava que os meninos sentiam sobre os encontros sexuais com ela, respondeu: "eles estavam mandando ver. Quantos adolescentes teriam perdido esta oportunidade?".

Uma psicóloga que entrevistou a freira como parte de uma investigação interna da igreja disse que ela havia descrito os abusos como "beijar-se e acariciar-se". Nessa mesma investigação, a freira reconheceu ter abusado de outros três rapazes.

Durante o julgamento, nesta sexta, uma das vítimas contou que os atos de Giannani torturaram-no durante muito tempo e fizeram com que ele perdesse a fé religiosa.

"Estava convencido de que iria para o inferno por macular uma freira", declarou, no tribunal.

"Que pecado pior poderia haver? Passei muitos anos tentando esquecer isso, apelei para as drogas e o álcool, tive pensamentos suicidas", contou.

Giannani foi condenada a 10 anos de prisão pelas duas acusações, mas apenas um ano de prisão em regime fechado, informou a Justiça à AFP.

As acusações de abuso sexual contra a freira começaram a ser apresentadas em 1992, mas a Igreja não as levou às autoridades. A investigação criminal começou apenas em 2005.

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Americano processa freira e ordem religiosa por abuso sexual

21/05/2009 - 10:12 - BBC Brasil

BBC BRASIL

Um homem que sofreu abuso sexual na infância nas mãos de uma freira que dirigia uma escola católica em Milwaukee, nos Estados Unidos, entrou com um processo contra a mulher e sua ordem religiosa. Gerald Kobs alega que a ordem Sisters of Mercy (Irmãs de Misericórdia) sabia que a freira, Norma Giannini, tinha abusado de um menino dois anos antes em uma outra escola, em Chicago, onde ela tinha trabalhado.

O abuso na escola Saint Patrick, em Milwaukee, ocorreu na década de 60. Giannini, hoje com 80 anos, cumpriu pena de um ano de cadeia recentemente e foi libertada no mês passado. Ela não contestou as acusações apresentadas por suas vítimas.

Gerald Kobs, um dos acusadores de Giannini naquele processo, agora pleiteia uma indenização.

O processo não estabelece um montante específico, mas outras vítimas de abuso sexual receberam US$ 500 mil ou mais em casos do tipo, de acordo com o website Today'sTMJ4, de Milwaukee.

Documentos do julgamento em que Giannini foi considerada culpada dizem que um menino que teria sofrido abuso cometeu suicídio e um outro acabou preso por crime sexual, de acordo com o Journal Sentinel, de Milwaukee.

Segundo a reportagem, Kobs, hoje com 56 anos, diz que ainda acorda à noite com pesadelos envolvendo a freira. Ele sofre de enxaquecas que, afirma, tinha desde quando frequentava a escola e atribui responsabilidade ao abuso praticado por Giannini.

O website WISN, dos EUA, diz que a diretora da ordem Sisters of Mercy disse ao canal 12 News: "A Sisters of Mercy não recebeu nenhum documento e não tem conhecimento desta ação judicial ou da queixa. Nós continuamos a cooperar nesta questão."

http://ultimosegundo.ig.com.br

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O número de sacerdotes acusados de pedofilia no Coral de Ratisbona (sul da Alemanha) aumentou hoje para seis, confirmou Clemens Neck, porta-voz da diocese.Os acusados são quatro padres e duas freiras. Um dos homens trabalhou no internato em que Georg Ratzinger, irmão do papa Bento 16, foi diretor musical durante três décadas.

Neck explicou que as acusações são anteriores a 1984. Os homens vivem atualmente em diversas dioceses da Alemanha, enquanto as duas mulheres sofrem de demência senil. Segundo ele, o número de vítimas continua aumentando, ao mesmo tempo em que são apresentadas acusações contra religiosos que já morreram.

No início do mês o Bispado de Ratisbona anunciou que dois religiosos da comunidade, mortos ainda em 1984, foram condenados judicialmente por pedofilia.

Por outro lado, a Igreja Evangélica informou hoje em Düsseldorf que três casos suspeitos de abusos, que envolvem sacerdotes e funcionários eclesiásticos, estão sendo investigados.

A vice-presidente da diocese, Petra Bosse-Huber, explicou que nos últimos dias várias denúncias chegaram à instituição, algumas com mais de 50 anos. “Estamos envergonhados e horrorizados. Pedimos o perdão das vítimas”, disse.

Estes casos somam-se a uma série de revelações que vieram à tona desde que foi descoberto, em fevereiro, um escândalo de pedofilia na escola de elite jesuíta Canisius, em Berlim.

Até o momento as acusações afetam 23 escolas e internatos alemães, em especial os conventos da Baviera.

Segundo a imprensa do país, a arquidiocese de Munique e Freising admitiu o “grave erro” cometido na década de 1980 ao acolher um padre com antecedentes de pedofilia e colocá-lo em uma paróquia da diocese, onde reincidiu nos abusos sexuais. Na época, o arcebispo responsável pela comunidade era o atual papa Bento XVI.

A chanceler alemã, Angela Merkel, celebrou hoje a carta na qual o Pontífice pede perdão às vítimas dos padres pedófilos na Irlanda. Na semana passada, ela reivindicou a verdade sobre os inúmeros casos de abusos sexuais a menores na Alemanha.

Segundo Ulrich Wilhelm, porta-voz da chanceler, para a governante “tanto as vítimas como a sociedade em geral” precisam de “clareza e veracidade”.

No final de abril, a ministra da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, a ministra da Família, Kristina Schröder, e a ministra de Ciência e Pesquisa, Annette Schavan, respectivamente, participarão de uma mesa-redonda para examinar os caso dos abusos sexuais a menores.

Leutheusser-Schnarrenberger elogiou o anúncio dos bispos católicos da Baviera que disseram que pretendem cooperar com a Justiça e denunciarão todos os casos de pedofilia, inclusive quando a vítima for contra.

Para a ministra, essa predisposição “abre uma nova via” para todas as dioceses alemãs, além de ser um “sinal encorajador” para as vítimas.

Fonte: EFE / Padom


Pedofilia em Rio do Sul (Ângelo Chiarelli)

02/02/2010 10h40min
Frei Ângelo Chiarelli é condenado por atentado violento ao pudor
Pena é de oito anos e nove meses

O frei Ângelo Chiarelli foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por atentado violento ao pudor contra uma adolescente.

A decisão foi proferida na segunda-feira pelo juiz de Rio do Sul, no Vale do Itajaí, Lenoar Bendini Madalena, que considerou como fundamento da sentença os depoimentos das vítimas, testemunhas e interceptações telefônicas.

O religioso está preso desde 19 de junho, no Presídio Regional de Rio do Sul. Apesar de o magistrado ter informado sobre a condenação, o processo corre em segredo de Justiça.

Entenda o caso

Após dois meses de investigação, policiais civis invadiram o quarto que o religioso ocupava na casa da Paróquia Divino Espírito Santo, no Bairro Canoas, em Rio do Sul. Ele estava acompanhado de uma adolescente de 13 anos.

Em depoimento à Justiça, Ângelo Chiarelli teria admitido ter dado "selinhos" nos lábios, trocado e-mails e telefonemas com a menina. O promotor de Justiça André Otávio Mello, que acompanhou o depoimento, disse que o frei não via maldade nos atos.

Ainda de acordo com Mello, em vez de ler a Bíblia, o padre "bolinava, cantava, elogiava, se insinuava", fazendo observações sobre os corpos das adolescentes do grupo de canto. Também as convidava para conhecer o quarto dele.

JORNAL DE SANTA CATARINA

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Consultando-se o portal do TJ/SC não se vê três dos processos ligados ao caso, eis que tramitam em segredo de justiça.

Pedofilia - De quem é a culpa?

Cem anos de pedofilia

Olavo de Carvalho
O Globo, 27 de abril de 2002

Na Grécia e no Império Romano, o uso de menores para a satisfação sexual de adultos foi um costume tolerado e até prezado. Na China, castrar meninos para vendê-los a ricos pederastas foi um comércio legítimo durante milênios. No mundo islâmico, a rígida moral que ordena as relações entre homens e mulheres foi não raro compensada pela tolerância para com a pedofilia homossexual. Em alguns países isso durou até pelo menos o começo do século XX, fazendo da Argélia, por exemplo, um jardim das delícias para os viajantes depravados (leiam as memórias de André Gide, “Si le grain ne meurt”).

Por toda parte onde a prática da pedofilia recuou, foi a influência do cristianismo — e praticamente ela só — que libertou as crianças desse jugo temível.

Mas isso teve um preço. É como se uma corrente subterrânea de ódio e ressentimento atravessasse dois milênios de história, aguardando o momento da vingança. Esse momento chegou.

O movimento de indução à pedofilia começa quando Sigmund Freud cria uma versão caricaturalmente erotizada dos primeiros anos da vida humana, versão que com a maior facilidade é absorvida pela cultura do século. Desde então a vida familiar surge cada vez mais, no imaginário ocidental, como uma panela-de-pressão de desejos recalcados. No cinema e na literatura, as crianças parecem que nada mais têm a fazer do que espionar a vida sexual de seus pais pelo buraco da fechadura ou entregar-se elas próprias aos mais assombrosos jogos eróticos.

O potencial politicamente explosivo da idéia é logo aproveitado por Wilhelm Reich, psiquiatra comunista que organiza na Alemanha um movimento pela “libertação sexual da juventude”, depois transferido para os EUA, onde virá a constituir talvez a principal idéia-força das rebeliões de estudantes na década de 60.

Enquanto isso, o Relatório Kinsey, que hoje sabemos ter sido uma fraude em toda a linha, demole a imagem de respeitabilidade dos pais, mostrando-os às novas gerações como hipócritas sexualmente doentes ou libertinos enrustidos.

O advento da pílula e da camisinha, que os governos passam a distribuir alegremente nas escolas, soa como o toque de liberação geral do erotismo infanto-juvenil. Desde então a erotização da infância e da adolescência se expande dos círculos acadêmicos e literários para a cultura das classes média e baixa, por meio de uma infinidade de filmes, programas de TV, “grupos de encontro”, cursos de aconselhamento familiar, anúncios, o diabo. A educação sexual nas escolas torna-se uma indução direta de crianças e jovens à prática de tudo o que viram no cinema e na TV.

Mas até aí a legitimação da pedofilia aparece apenas insinuada, de contrabando no meio de reivindicações gerais que a envolvem como conseqüência implícita.

Em 1981, no entanto, a “Time” noticia que argumentos pró-pedofilia estão ganhando popularidade entre conselheiros sexuais. Larry Constantine, um terapeuta de família, proclama que as crianças “têm o direito de expressar-se sexualmente, o que significa que podem ter ou não ter contatos sexuais com pessoas mais velhas”. Um dos autores do Relatório Kinsey, Wardell Pomeroy, pontifica que o incesto “pode às vezes ser benéfico”.

A pretexto de combater a discriminação, representantes do movimento gay são autorizados a ensinar nas escolas infantis os benefícios da prática homossexual. Quem quer que se oponha a eles é estigmatizado, perseguido, demitido. Num livro elogiado por J. Elders, ex-ministro da Saúde dos EUA (surgeon general — aquele mesmo que faz advertências apocalípticas contra os cigarros), a jornalista Judith Levine afirma que os pedófilos são inofensivos e que a relação sexual de um menino com um sacerdote pode ser até uma coisa benéfica. Perigosos mesmo, diz Levine, são os pais, que projetam “seus medos e seu próprio desejo de carne infantil no mítico molestador de crianças”.

Organizações feministas ajudam a desarmar as crianças contra os pedófilos e armá-las contra a família, divulgando a teoria monstruosa de um psiquiatra argentino segundo a qual pelo menos uma entre cada quatro meninas é estuprada pelo próprio pai.

A consagração mais alta da pedofilia vem num número de 1998 do “Psychological Bulletin”, órgão da American Psychological Association. A revista afirma que abusos sexuais na infância “não causam dano intenso de maneira pervasiva”, e ainda recomenda que o termo pedofilia, “carregado de conotações negativas”, seja trocado para “intimidade intergeracional”.

Seria impensável que tão vasta revolução mental, alastrando-se por toda a sociedade, poupasse miraculosamente uma parte especial do público: os padres e seminaristas. No caso destes somou-se à pressão de fora um estímulo especial, bem calculado para agir desde dentro. Num livro recente, “Goodbye, good men”, o repórter americano Michael S. Rose mostra que há três décadas organizações gays dos EUA vêm colocando gente sua nos departamentos de psicologia dos seminários para dificultar a entrada de postulantes vocacionalmente dotados e forçar o ingresso maciço de homossexuais no clero. Nos principais seminários a propaganda do homossexualismo tornou-se ostensiva e estudantes heterossexuais foram forçados por seus superiores a submeter-se a condutas homossexuais.

Acuados e sabotados, confundidos e induzidos, é fatal mais dia menos dia muitos padres e seminaristas acabem cedendo à geral gandaia infanto-juvenil. E, quando isso acontece, todos os porta-vozes da moderna cultura “liberada”, todo o establishment “progressista”, toda a mídia “avançada”, todas as forças, enfim, que ao longo de cem anos foram despojando as crianças da aura protetora do cristianismo para entregá-las à cobiça de adultos perversos, repentinamente se rejubilam, porque encontraram um inocente sobre o qual lançar suas culpas. Cem anos de cultura pedófila, de repente, estão absolvidos, limpos, resgatados ante o Altíssimo: o único culpado de tudo é... o celibato clerical! A cristandade vai agora pagar por todo o mal que ela os impediu de fazer.

Não tenham dúvida: a Igreja é acusada e humilhada porque está inocente. Seus detratores a acusam porque são eles próprios os culpados. Nunca a teoria de René Girard, da perseguição ao bode expiatório como expediente para a restauração da unidade ilusória de uma coletividade em crise, encontrou confirmação tão patente, tão óbvia, tão universal e simultânea.

Quem quer que não perceba isso, neste momento, está divorciado da sua própria consciência. Tem olhos mas não vê, tem ouvidos mas não ouve.

Mas a própria Igreja, se em vez de denunciar seus atacantes preferir curvar-se ante eles num grotesco ato de contrição, sacrificando pro forma uns quantos padres pedófilos para não ter de enfrentar as forças que os injetaram nela como um vírus, terá feito sua escolha mais desastrosa dos últimos dois milênios.

Pedofilia e Islamismo

Nova informação sobre "A Pedofilia do Hamas"

No dia 29 de agosto de 2009, reproduzimos o artigo "A Pedofilia do Hamas", publicado em português pelo site DeOlhoNaMídia. Hoje, 25 de setembro, recebemos do leitor Rafael um forte indício - embora não uma prova cabal - de que os fatos divulgados na matéria são falsos, acompanhado da explicação de que, durante a cerimônia, as noivas ficam separadas dos noivos. Agradecemos ao leitor Rafael e aguardamos maiores esclarecimentos. No caso de comprovada a falsidade da notícia, não teremos a menor hesitação em desmenti-la completamente. Por enquanto, tudo nos parece incerto.

Confira aqui a foto das verdadeiras noivas e abaixo o link para a notícia enviada por Rafael.

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http://news.ninemsn.com.au/world/844073/hamas-sponsors-mass-wedding-in-gaza

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Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Enquanto a imprensa exalta os "lutadores da liberdade do Hamas", os "rebeldes", ou então o PTapoio integral ao mesmo (conforme nota do secretário geral do partido, Valter Pomar durante a época do conflito), o mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical. e demais organizações de esquerda no Brasil dão

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A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).

Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.

"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.

Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas

As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.

"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.

As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida:

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O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.

Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.

Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.

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A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.

Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:

Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.

Para finalizar, o vídeo abaixo traz informações sobre espancamentos realizados contra meninos no mundo muçulmano para "estudarem melhor" - que incluem açoitamentos - escravidão de menores e a venda de meninas de 8 anos ou até menos como noivas no Sudão e em outras países da região.

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Ativismo pró-pedofilia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Série de artigos sobre
Pedofilia
Dialética do pedofilismo
Questões legais
Crimes relacionados


O activismo pedófilo[1] é hoje um movimento de importância marginal, que esteve mais em voga entre as décadas de 1950 e 1990, e atualmente é mantido exclusivamente por websites. Segundo um de seus defensores, Frits Bernard, o movimento advoga a aceitação social da atração sexual ou romântica de adultos com crianças, e consequentes actividades sexuais, pretendendo, para esse fim, provocar mudanças sociais e judiciais como a mudança da idade de consentimento para idades mais infantis e a não categorização da pedofilia como doença mental [1]. Outro de seus defensores, Tom O'Carroll, escreveu um livro ( Paedophilia: The Radical Case. Peter Owen, London, 1980.) em defesa da pedofila, agora esgotado. Mais tarde O'Carroll foi preso e condenado na Grã-Bretanha por "conspiração para corromper a moral pública" e, posteriormente, foi também condenado à prisão por produzir pornografia infantil. Os objectivos desse movimento são repudiados pela opinião pública e pelo Código Civil e, na prática, a idade em que esta crítica se aplica varia de país para país[carece de fontes?]. No Brasil é absoluta (juris et de jure) a presunção de violência em qualquer tipo de sexo praticado com menores de 14 anos, tal como acontece actualmente em Portugal.

Atualmente, a pedofilia é unanimemente considerada uma doença mental por toda a comunidade científica institucionalizada e os actos ligados à pedofilia são considerados como crime na quase totalidade do mundo, existindo considerável consenso de que a aproximação sexual entre adultos e crianças é abusiva e vitimizante [1].

O movimento é também chamado por alguns de Childlove Movement[2][3], embora outros disputem essa equivalência. O termo female Childlove refere-se ao relacionamento entre mulheres adultas e crianças (de qualquer sexo).

Índice

[esconder]

[editar] Principais teses e reivindicações

Os pedófilos ativistas pretendem defender a tese polêmica de que a pedofilia não seria uma doença ou um desvio sexual, mas sim uma orientação sexual específica, tanto quanto a heterossexualidade ou a homossexualidade, e desejam o reconhecimento da sociedade neste ponto [1]. Sua pretensão não encontra apoio na comunidade científica, que condena também as tentativas de "neutralização" do crime de pedofilia..

A pedofilia, atualmente, é definida simultaneamente como doença e desvio sexual (ou parafilia) pelos organismos internacionais, como as Nações Unidas e a Organização Mundial de Saúde, e também pelas principais entidades de classe que representam os interesses dos psicólogos e dos psiquiatras. Os pedófilos activistas, contudo, argumentam que a homossexualidade um dia também já foi classificada como doença por estes mesmos organismos e entidades, e reivindicam uma mudança semelhante para a pedofilia, para que ela também deixe de ser oficialmente classificada desta forma.

Outra tese polêmica que os ativistas pedófilos procuram é a de que, nos tempos atuais, pelo menos algumas crianças antes da puberdade já teriam a capacidade de consentir em relação ao ato sexual[carece de fontes?], e que, em conseqüência, nem todo ato sexual resultante de pedofilia seria necessariamente um sinônimo de abuso sexual na infância[carece de fontes?]. Por isso, outra reivindicação dos ativistas pedófilos é a completa abolição ou, pelo menos, uma redução progressiva e acentuada, até níveis abaixo da puberdade, da idade de consentimento legal[carece de fontes?]. No Brasil o Supremo Tribunal Federal entende que é absoluta (juris et de jure) a presunção de violência no sexo praticado com menores de 14 anos, ponderando que, embora possam eventualmente existir uns poucos menores que adquiram consciência sexual mais cedo, a grande maioria, antes de completos os quatorze anos, não tem desenvolvimento psicológico suficiente para compreender as conseqüências de seus atos (o que se denomina innocentia consilii, ou seja, a sua completa insciência em relação aos fatos sexuais, de modo que não se pode dar valor algum ao seu consentimento), e que a idade da vítima faz parte do próprio tipo penal.

Cquote1.svg O consentimento da vítima menor de 14 anos, para a conjunção carnal, e sua experiência anterior não elidem a presunção de violência, caracterizadora do estupro, pois a norma em questão visa, exatamente, a proteção da menor considerando-a incapaz de consentir, não se afastando tal presunção quando a ofendida aparenta idade superior em virtude de seu precoce desenvolvimento físico, ou quando o agente desconhece a idade da vítima" (STF – Habeas Corpus – Rel. Ilmar Galvão – j. 17.12.1996 – RT 741/566) Cquote2.svg
— Ministro Ilmar Galvão, Relator, Supremo Tribunal Federal.
Críticas

Os críticos das propostas de "neutralização" das leis antipedófilas ressaltam que os atuais estudos científicos, como o realizado pelo psicólogo holandês Gerard van den Aardweg, comprovam que o sexo "não-forçado" (com crianças) é um eufemismo, porque sempre existe um elemento de coerção -- envolvendo o abuso da autoridade do adulto e o abuso da necessidade da criança por afeição. Se um pesquisador não vê dano (numa relação sexual com crianças) 'pode ser que não esteja vendo porque está usando os óculos errados...e não porque não haja nada a ser visto'. Mesmo o sexo adulto-criança que é mutuamente agradável, diz ele, é sempre um injustiça intrínseca à integridade da pessoa" [4]

Outros estudos acadêmicos acusam estas organizações de estarem promovendo a neutralização do crime de pedofilia[1]. A neutralização é um tipo de mecanismo psicológico que faz calar numa pessoa a necessidade de seguir seus próprios conceitos morais.

[editar] Opinião de especialistas

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Advertência: A Wikipedia não é um consultório médico.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

A American Psychological Association e ainda com mais vemência, a American Psychiatric Association já declararam, em nota oficial, que rejeitam frontalmente as idéias de "normalização" ou "neutralização" da pedofilia.[5]

O jornal New York Times realizou um estudo sobre esses grupos informais, que se auto-denominam "ativistas pró-pedofilia", constatando que suas atividades se realizam sempre virtualmente, no Internet Relay Chat, em boletins de mensagem do Usenet que têm postings por assunto, bem como em sites da web que se dedicam a pedófilos [6]. Os pedófilos se auto-enxergam como sendo participantes de "um movimento de vanguarda que busca a legalização da pornografia infantil, e a redução da idade de permissão para o sexo" [6]. Suas conversas, em si, não são ilegais.

Mas a mera existência dessas comunidades é significativa e preocupante, dizem os especialistas, porque elas reforçam fantasias que, quando transformadas em realidade, se tornam crimes. (...) "É a racionalização que permite aos pedófilos não reconhecer que seus desejos são perniciosos e ilegais", disse Bill Walsh, ex-comandante da Unidade de Crimes Contra Crianças da polícia de Dallas. É isso que possibilita aos pedófilos dar o último passo, e cruzar a linha entre a fantasia e os crimes na vida real". [6]


[editar] Brasil e Portugal

Não há notícias, até o momento (setembro de 2008), da existência de grupos de ativistas ou movimentos organizados de pedófilos no Brasil ou em Portugal, ou mesmo de sucursais dos movimentos estrangeiros.

[editar] Ver também

[editar] Notas e referências

  1. ↑ a b c d e Mary De Young (1988). "The indignant page: Techniques of neutralization in the publications of pedophile organizations". Child Abuse & Neglect 12 (4): 583-591. Elsevier Science Ltd..
  2. ↑ Referência em Midwest Christian Outreach, Inc. Journal - Vol. 8 n. 3
  3. ↑ Referência em Ministero delle Comunicazioni - Fondazione Ugo Bordoni
  4. ↑ Van den Aardweg, Gerard, (The Netherlands), private correspondence to NARTH, October 26, 1998.
  5. ↑ National Association for Research & Treatment of Homosexuality - NARTH
  6. ↑ a b c EICHENWALD, Kurt. From Their Own Online World, Pedophiles Extend Their Reach, New York Times, August 21, 2006
"From Their Own Online World, Pedophiles Extend Their Reach" By Kurt Eichenwald, New York Times, August 21, 2006 (em inglês)

WIKIPEDIA

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pedofilia (ou pederastia?) em Arapiraca?

Alagoas

Pedofilia em Arapiraca: Delegadas ouvem supostas vítimas dos padres

quinta, 25.03.2010, 07:25 (GMT-3)
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As delegadas Bárbara Arraes e Maria Angelita, que investigam o caso de pedofilia dos padres da igreja católica em Arapiraca começaram ouvir, no final da tarde desta quarta-feira (24), as supostas vítimas que denunciaram as práticas criminosas realizadas dentro das igrejas. Também ouviu diretores da escola Francisco de Assis, onde os ex-coroinhas estudavam pagos pelos monsenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes.
As oitivas aconteceram na Central de Polícia, na Avenida Miguel Correia de Amorim, no bairro do Baixão, em Arapiraca.
As tarefas foram divididas, a delegada Bárbara Arraes, ouviu Flávio Ferreira, ex-coroinha que filmou o monsenhor Luiz Marques mantendo relações sexuais com um dos coroinhas. “Estou tranquilo e vou contar como tudo ocorreu, não vou esconder nada. Quero justiça imediatamente”, declarou Flávio.
Maria Angelita ouviu professores e a diretora identificada apenas por Estela, responsável pela escola particular Francisco de Assis, onde ex-coroinhas estudavam, não quis falar nada sobre o assunto. A delegada quer saber como eram feitos os pagamentos e acordos firmados pelos monsenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes.
O Padre Anderson de Alencar Menezes, que assumiu a igreja Nossa Senhora do Carmo, antes dirigida pelo monsenhor Raimundo Gomes, afastado após o escândalo, sofreu um acidente automobilístico que ocorreu na última segunda-feira (22), em um trecho da AL-220, nas proximidades do Povoado Chã da Imbira, na cidade de Campo Alegre.
Ele já é alvo de investigação para a polícia, por conta do Corsa de placa NMB 2009, pertencente a ele ter sido visto ser conduzido várias vezes pelo monsenhor Raimundo.
O pai de Flávio Neusvaldo Lima Barbosa também prestou depoimento a delegada. “Vou ajudar meu filho, ele está sofrendo muito é precisa de ajuda. Estou preocupado com ele”, disse Neusvaldo.
Ainda de acordo com ele, a filha caçula, a menor R. V. B. já teria sido coroinha do monsenhor Luiz Marques Barbosa, na igreja de São José, no bairro Alto do Cruzeiro. “Flávio foi o primeiro a ser coroinha começou quando tinha oito anos de idade, depois foi minha filha que também ajudava o Luiz Marques, com os trabalhos na igreja. Como minha filha era a única mulher da turma, o monsenhor, proibia a menina de ficar junto do irmão e de outros coroinhas na casa paroquial”, revelou.
As duas delegadas não quiseram falar como se procederam às oitivas, mais afirmaram que as investigações continuam, e que qualquer declaração sobre o assunto prejudicaria todo inquérito. Os depoimentos começaram por volta das 15h30 e terminaram às 20h45 de ontem. As delegadas também receberam gravações em áudio importantes para ajudar no esclarecimento do caso.


http://www.correiodopovo-al.com.br

Honorários advocatícios indecentes

Há mais de 30 anos na advocacia, tenho visto o império da inveja entre juízes, desembargadores e ministros, quando deixam de respeitar o mínimo de 10% de honorários advocatícios, fixado no CPC, a pretexto de que compete ao julgador arbitrar a quantia que entender judiciosa. Aviltam os invejosos a profissão do advogado, que a Constituição Federal (art. 133) declara de grande importância para o estado democrático e de direito.

Como diria o povo, em sua linguagem sábia, embora contundente: "A inveja é uma merda!"

Quando se trata de reter imposto de renda na fonte, chegam os órgãos do Judiciário aos 27.5% e não se lembram de pensar na razoabilidade, adotando um critério que repelem em relação aos honorários.
É certo que, em ambos os casos, louvam-se na legislação, mas não é menos verdadeiro que, bem lá no fundo, a inveja é que determina as decisões de não conceder o mínimo de 10% de honorários, mesmo que, dos valores resultantes, a União coma os citados 27.5%, sem dar nada de decente em troca.

Ou alguém ousaria sustentar, sem sentir-se hipócrita e ridículo, que o Estado (gênero) brasileiro consegue ser justo em matéria de atendimento às necessidades sociais mais primárias: saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça?

Conclusão: entendem os julgadores invejosos que é exagerado fixar honorários davocatícios em 10% quando, como na notícia que segue reproduzida, o resultado supera 1 milhão de reais, mas ninguém se preocupa em reprimir o enriquecimento ilícito do Estado.
O advogado, para chegar a merecer os honorários, lutou bravamente contra um sistema emperrado, sabidamente ineficiente, que não corresponde à ânsia dos jurisdicionados por Justiça célere, ferindo o Judiciário os princípios do art. 37, da Constituição Federal, aos quais não se apega com tanta firmeza. Merece mais que 10%, o que, aliás, deveria constituir-se em castigo para quem havia injustiçado a parte que resultou vencedora na demanda.
No caso concreto retratado na notícia, ademais, é pública e notória a capacidade financeira da Brasil Telecom para suportar a cifra de 1 mihão de reais, que deve estar a rir-se do Judiciário, até. Reduzir os honorários para R$ 70.000,00 representa um evidente, vergonhoso e acintoso desestímulo à busca por Justiça, de toda uma categoria.

A OAB precisa posicionar-se, com urgência e de modo contundente, contra descalabros da espécie, ou abdicar da sua qualidade de defensora dos interesses da categoria dos advogados.

O entendimento do STJ faz lembrar uma frase que retrata com precisão a situação: "Feliz daquele que é réu na Justiça brasileira", porque, além de contar com a morosidade da máquina, ainda é beneficiado com a fixação de honorários ridículos, em comparação com a magnitude da causa.

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25/03/2010 - 08h01
DECISÃO
STJ reduz honorários de mais de R$ 1 milhão para R$ 70 mil
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu de R$ 1 milhão para R$ 70 mil o valor dos honorários advocatícios devidos pela Brasil Telecom S/A em processo que teve execução original fixada em mais de R$ 6 milhões. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul havia arbitrado os honorários em 10% sobre o valor da execução.

O caso julgado é resultado de ação ordinária que condenou a Brasil Telecom à complementação de subscrição de ações decorrente de contrato de participação financeira e ao pagamento dos dividendos relativos às ações complementares. Com o trânsito em julgado da decisão, a parte autora requereu a execução do valor devido (R$ 6.126.632,71) e o arbitramento de honorários.

A empresa recorreu ao STJ, sustentando ofensa ao artigo 20, parágrafos 3º e 4º, do Código de Processo Civil, uma vez que os honorários advocatícios foram fixados em valor exorbitante, visto que os 10% sobre o valor que se pretende executar representam, em valores atualizados, R$ 1.054.719,68.

Segundo o relator, ministro Sidnei Beneti, é indiscutível o entendimento de que os honorários são fixados pela apreciação equitativa do juiz, conforme determina o referido artigo. Entretanto, a jurisprudência do STJ admite sua revisão quando o valor fixado destoa da razoabilidade, revelando-se irrisório ou exagerado, o que se verifica no presente caso.

Para ele, embora o percentual tenha sido justificado pelo tribunal de origem em razão do trabalho e zelo profissional despendido pelo advogado para a efetivação da execução da sentença, o arbitramento da verba honorária em 10% sobre o valor total da execução fixada em maio de 2007 mostra-se exorbitante, pois gera, sem o cálculo de atualização, o montante aproximado de R$ 612 mil.

Assim, por unanimidade, a Turma concluiu que, diante da pouca complexidade da demanda, o valor de R$ 70 mil, a título de honorários advocatícios, mostra-se adequado para bem remunerar os advogados dos recorridos sem onerar em demasia o ora recorrente.