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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Exorcismo via INTERNET


Hacen exorcismos a través de Internet

Aunque parezca sacado de una película, aquellos que quieran “expulsar de su cuerpo al demonio” pueden conectarse con un reverendo vía Internet y, por la suma de 295 dólares, el hombre hace su trabajo durante una hora.




Thinkstockphotos | Exorcismo


La antigua práctica del exorcismo se actualiza de la mano de la tecnología moderna. El reverendo Bob Larson realizó más de 20 mil exorcismos en Scottsdale, Arizona, en las últimas cuatro décadas, tal como cuenta el diario The Huffington Post.

Aunque parezca sacado de una película, aquellas personas que quieran “expulsar de su cuerpo al demonio” pueden conectarse con Larson vía Internet y, por la suma de 295 dólares, el hombre hace su trabajo a través de Skype durante una hora. Además, en Estados Unidos se considera una donación deducible de impuestos para el Programa de Misiones Internacionales.


La facilidad de conexión hace que el reverendo reciba contactos de personas “poseídas” de todo el mundo. Por ejemplo, tal como cuenta el sitio ABC15.com, uno de sus más recientes clientes fue un hombre noruego llamado David. “En términos simples, un exorcismo es el proceso de expulsión de un espíritu malo de un individuo que, de alguna manera, fue invadido y demonizado por ese ser, el envío de vuelta al infierno y la liberación de la persona”, dijo Larson a dicho sitio.


Sin embargo, el reverendo Isaac Kramer, director de la Asociación Católica Internacional de Exorcistas -organización que entrena a nuevos exorcistas- afirmó que los exorcismos no se pueden hacer vía Internet: “Si una persona está completamente poseída, el demonio dentro no va a dejar que alguien que se sienta frente a una pantalla lo 'eche' de ese cuerpo”.

Fonte: CLARIN

Testemunho dos raios

A região conhecida como "Sul do Rio", em Santo Amaro da Imperatriz, tem sido palco de descargas elétricas (faíscas, como dizem os nativos) naturais violentas, restando torradas várias árvores, incluindo içaras.
Sobram copas arrancadas, troncos e galhos calcinados e outros estragos. 
A maioria da população, predominantemente católica, está assustada e arruma explicações hilárias.

Equideocultura - Pilates para equinos

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Partido Nazista dizia se basear em um 'cristianismo positivo'



Hitler teve o apoio de católicos e protestantes
por Austin Cline

para About

A impressão generalizada é de que o nazismo era anticristão e que os cristãos eram antinazistas. A verdade é que os cristãos alemães apoiaram o nazismo porque acreditavam que Adolf Hitler tinha sido um presente de Deus para o povo.

A doutrina cristã alemã combinou seus dogmas com o caráter alemão de então de uma maneira única: o verdadeiro cristianismo era alemão e o verdadeiro nazista tinha de ser cristão.

Isso em parte está no programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores ou em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP). 

Diz: “Exigimos a liberdade para todas as confissões religiosas, na medida em que elas não coloquem em perigo a existência do Estado ou entrem em conflito com os costumes e os sentimentos morais da raça germânica. O partido, como tal, representa o ponto de vista de um cristianismo positivo, sem estar ligado a uma confissão em especial”.

Esse tipo de cristianismo pregava na época que a religião devia ter um efeito prático na vida das pessoas — um efeito positivo. 

Antissemitismo cristão

O antissemitismo era um aspecto importante do Estado nazista, mas os nazistas não o inventaram. Eles se basearam em séculos de antissemitismo cristão e na teologia da comunidade cristã da Alemanha. 

Os nazistas acreditavam que o judaísmo era mais do que uma religião, no que foram apoiados por líderes religiosos que lhes forneciam informações sobre batismos e registros de casamento para ajudar na identificação dos judeus convertidos ao cristianismo.

Cristãos anticomunistas

Anticomunismo era provavelmente mais fundamental para a ideologia nazista do que antissemitismo. Muitos alemães estavam com medo do comunismo e viram Hitler como sua salvação cristã. A ameaça dos vermelhos parecia muito real. Os comunistas tinham chegado ao poder na Rússia no final da Primeira Guerra Mundial, além de assumirem momentaneamente o controle na Baviera. Os nazistas também eram intensamente antissocialistas. Eles se opunham ao socialismo tradicional porque se tratava de uma ideologia ateia e supostamente apoiada por intelectuais de origem judaica. 

Cristão antimodernistas

A chave para entender a popularidade do nazismo entre os cristãos é que uns e outros condenavam tudo que era moderno.

No entendimento deles, a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial converteu o país em uma república secularista, ateísta e materialista, o que significava traição aos valores tradicionais germânicos e aos dogmas religiosos. 

Assim, para os cristãos, a ascensão ao poder dos nazistas significava uma oportunidade para impor um regime que combatesse o ateísmo, a homossexualidade, o aborto, a obscenidade e assim por diante. 

Cristianismo e nazismo protestante

É amplamente reconhecido que os protestantes foram mais atraídos pelo nazismo do que os católicos. Isso não era verdade em todos os lugares na Alemanha, mas não se pode ignorar o fato de que os protestantes, e não católicos, organizaram um movimento (cristãos alemães) dedicado a mesclar a ideologia nazista com a doutrina cristã. 

Principalmente as mulheres protestantes colaboravam com o nazismo por causa do conservadorismo cultural delas. Além disso, as mulheres se sentiram importantes pelo papel de agentes sociais que passaram a ter no governo de Hitler.

O nazismo foi um regime não denominacional, mas seus líderes sabiam que sempre poderiam contar com os protestantes. 

Cristianismo e nazismo católico


Padres colaboraram com nazistas
na identificação de judeus
De início, líderes católicos criticaram o nazismo. Após 1933, a crítica se tornou em louvor por uma questão de identificação. Os pontos em comum entre os nazistas e católicos eram o anticomunismo, antiteísmo e antissecularismo. 

Padres católicos ajudaram os nazistas a identificar os judeus para que os carrascos abastecessem as fornalhas do Holocausto. 

Após Segunda Guerra Mundial, líderes católicos ajudaram ex-nazistas a voltarem ao poder, porque entendiam que estes eram melhores do que os socialistas. 

O legado do catolicismo da Alemanha nazista é a cooperação, da não de resistência, de defesa do poder social, e não o da sustentação de princípios. 

Igrejas cristãs estavam dispostas a tolerar a violência contra judeus, o rearmamento militar, invasões de nações, proibição de funcionamento de sindicatos, prisão de dissidentes políticos, detenção de pessoas que haviam cometido nenhum crime, esterilização dos deficientes, etc. 

Por quê? 

Porque Hitler era visto como alguém que ia restaurar os valores tradicionais e a moralidade da Alemanha.

Cristianismo em particular, o cristianismo em público

Será que Hitler e os nazistas apenas usaram o cristianismo como uma manobra política, enfatizando-o em público, sem a intenção de promovê-lo na realidade?

Não há nenhuma evidência de que a adesão ao cristianismo era apenas para o “consumo” em público. 

Anotações de historiadores mostram que os nazistas de fato acreditavam no “cristianismo positivo”, acreditavam no que diziam. 

Os poucos nazistas que endossaram paganismo fizeram isso publicamente, mas sem apoio oficial.

Hitler, nazismo e o nacionalismo cristão

Avaliação tradicional de cumplicidade cristã com o Holocausto e com outros crimes da guerra pressupõe uma distinção entre nazistas e cristãos, o que não existia. 

O fato é que cristãos apoiaram ativamente a agenda nazista, e por uma simples razão: a maioria dos nazistas era de cristãos devotos e acreditava que a filosofia de Hitler foi animada pela sua doutrina religiosa. 

Os cristãos de hoje acham improvável que a sua religião pudesse ter algo em comum com o nazismo, mas eles precisam reconhecer que o cristianismo é sempre condicionado pela cultura que o cerca. 

Para os alemães no início do século 20, o cristianismo era muitas vezes profundamente antissemita e nacionalista. 

Este foi o mesmo terreno que os nazistas encontraram tão fértil para a sua própria ideologia. O que fez com que uns e outros colaborassem entre si com naturalidade. Não haveria como eles não agirem em conjunto. 

Cristãos nazistas não abandonaram as doutrinas cristãs básicas, como a divindade de Jesus. Sua estranha crença religiosa era uma negação ao judaísmo de Jesus. Mas ainda hoje existem cristãos na Alemanha que se opõem ao judaísmo de Jesus. 

Cristãos nazistas não seguiram uma versão idiossincrática do cristianismo nem foram "infectados" pelo ódio e nacionalismo porque eles já eram portadores desses sentimentos antes de o nazismo ser inaugurado oficialmente.

Para os cristãos alemães, a guerra deflagrada por Hitler foi uma espécie de retomada das Cruzadas e da Santa Inquisição.



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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Paulo Autran acreditava em Deus como acreditava em Noel




Ator dizia que acreditava nos
homens, e não em divindades 
Tido até hoje como o maior ator brasileiro, Paulo Autran (foto) disse em uma entrevista de janeiro de 2007 à "Istoé Gente" que sempre foi ateu. Contou que quando era criança fingia acreditar em Deus. “Acreditava em Deus e em Pai Noel. Hoje, adulto, acredito em Deus como acredito em Papai Noel.” 

Era um cético típico: “[Tenho] zero mania, zero superstição, zero crença”.

Aos 85 anos, Paulo Paquet Autran morreu no dia 12 de outubro daquele mesmo ano — ele tinha deixado pedido para que seu corpo fosse cremado. Havia algum tempo que sofria de câncer de pulmão. Era um fumante inveterado.

Nasceu no dia 7 de setembro de 1922 no Rio de Janeiro, mas passou a maior parte de sua vida em São Paulo. Estudou em uma escola católica, no Colégio Marista Arquidiocesano. E se formou em direito no Largo São Francisco em 1945. 

Ele atuou em 90 peças (“Otelo”, “Fim de Jogo”, “O Burges Fidalgo” e outros textos clássicos), em novelas (“Gabriela, Cravo e Canela”, “Pai Herói” e “Sassaricando”) e minisséries — todas na TV Globo. Não gostava de televisão. Nem sequer era telespectador.

Em 1999, portanto aos 77 anos, casou-se com a atriz Karin Rodrigues, mas cada um deles ficou morando em seu respectivo apartamento. Comentou-se na época que ele tinha se casado para que suas meias-irmãs não ficassem com sua herança, o que negou. Ele admitiu que, além de Karin, teve outra paixão, a atriz Tânia Carrero, a qual ele considerava a sua melhor amiga. 

Em uma época em que famosos evitavam falar de sua descrença, para não desagradar aos fãs, Autran era um ateu assumido. 

Em uma entrevista em maio de 2003 à "Istoé", o ator disse ser "totalmente ateu". “Sou materialista e não tenho nada de místico”, afirmou. “A vida é uma só. Mas temos uma imaginação tão deslumbrante que podemos imaginar o que quisermos”.

Dizia não saber qual era a sua missão, mas, de qualquer forma, acreditava nos homens, não em um deus. “O que me dá maior prazer é fazer o bem. Mas não faço para ganhar os céus, porque acabamos quando morremos.”



Com informação de "Istoé Gente" e Wikipédia, entre outras fontes.

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Diocese nos EUA pede falência após denúncias de abusos



Supostos abusos datam de 1940 a 1980

Uma diocese católica no estado americano de Montana entrou nesta sexta-feira com um pedido de recuperação judicial, em meio a acusações de abusos de clérigos contra menores.

Dois processos judiciais de 2011 acusam a diocese de Helena, capital de Montana, de encobertar 362 casos de abuso sexual contra crianças entre 1940 e 1980. A sede do bispado é acusada de proteger os agressores e fazer vista grossa às denúncias.

O pedido de recuperação judicial faz parte de uma proposta de acordo que envolve até US$ 15 milhões (cerca de R$ 35 milhões) em compensação para as vítimas que foram identificadas, além de uma quantia extra para compensar outras vítimas que eventualmente venham a público posteriormente.

O acordo está sendo negociado em reuniões confidenciais, informa a imprensa americana.

Uma corte de falências de Montana decidirá se aceita ou não o acordo.

Desculpas

O bispo local, George Leo Thomas, pediu desculpas às vítimas e disse que a maioria dos clérigos acusados já morreu e nenhum permanece em atividade, segundo informações da agência Associated Press.

A diocese diz ainda que estabeleceu programas de prevenção a abusos e uma linha direta para eventuais denúncias.

O bispo afirmou que o acordo deve deixar a diocese mais pobre, mas ela permanecerá comprometida com sua missão.

O porta-voz da diocese, Dan Bartleson, agregou que a falência pode ajudar a resolver as queixas de abuso e que as vítimas poderão opinar sobre o acordo.

Mas diversos dos seguradores da diocese estão acionando a Justiça contra o acordo, argumentando que não cabe a eles pagar por supostos abusos ocorridos antes de suas apólices.

A diocese emprega cerca de 200 pessoas em suas paróquias, programas sociais e escolas.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/

domingo, 2 de fevereiro de 2014

EQUIDEOCULTURA - ANO DO CAVALO



Ano do Cavalo: temática equestre é hit nas araras por conta de calendário chinês

Cavalos, ganchos e outras referências do universo equestre ganharam as araras das lojas mais badaladas neste início de 2014. O motivo: este é o Ano do Cavalo (iniciado em 31.01), segundo o calendário chinês. 
Burberry, Gucci e Longchamp, além da gigante de beauté Estée Lauder, foram algumas das grifes que colocaram à disposição uma infinidade de peças inspiradas na temática. Na galeria abaixo, selecionamos as roupas, acessórios e makes mais charmososs para compôr os looks neste "Ano Novo". 

(Fotos: Divulgação e Reprodução)




Fonte: http://vogue.globo.com/

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Culto ateu em Londres tem música pop, sacolinha e comunhão com biscoito

LEANDRO COLON
DE LONDRES


É domingo, 11h. Cerca de 300 pessoas estão num anfiteatro no centro de Londres. Não sobra uma poltrona vazia. Todos cantam músicas, silenciam o ambiente em reflexão, e alguns relatam histórias de vida.

A sacolinha do dinheiro aparece rapidinho. "Sugerimos doações de 3 a 5 libras (R$ 12 a R$ 20), algo assim, ou o que você puder. Obrigado pela generosidade", diz Sanderson Jones, 32. A maioria contribui. "Nossa missão é tentar ajudar as pessoas, celebrar o fato de estarmos vivos", lembra Jones.

Todos aplaudem.

Uma banda está no palco. Palmas introduzem "I'm So Excited", da banda pop Pointer Sisters, sucesso nos anos 70 e 80. Jovens, casais, idosos e crianças levantam da poltrona e cantam em coro. Depois, euforia com o hit do ano, "Get Lucky" (Daft Punk).

Agora, silêncio geral. Um neurocientista então explica o poder da mente, o fenômeno da sinapse, como controlar sensações, sentimentos. Cabe a uma jovem contar seu drama de superação após um dano cerebral.

Cynthia Vanzella/Folhapress 
Cerca de 300 pessoas se reúnem para culto da Sunday Assembly, igreja sem religião, em Londres

Sanderson Jones retorna ao microfone: "Pessoal, é o momento de refletir a sorte que temos em ter uma mente em funcionamento". Todos quietos, olhos fechados, cabeça baixa, por dois minutos.

Agora, a banda no palco levanta os fiéis com "Always on my Mind", clássico eternizado por Elvis Presley. Uma hora se passa, fim de culto, todos comungam biscoitos, leite, café e chá.
Ninguém arrisca saudar o colega ao lado com "amém", "glória a Deus", "fique com Deus", algo parecido. Ali, praticamente todos são ateus frequentando a Sunday Assembly (assembleia de domingo).

É uma espécie de igreja ateísta criada há um ano em Londres e que já virou um pequeno fenômeno com ao menos 30 "filiais" nos Estados Unidos, Austrália e Canadá – o Brasil pode ganhar uma em breve. Segundo o site oficial, trata-se de "uma congregação sem Deus que celebra a vida". Em Londres, tem a fama de "igreja dos ateus".

A Folha acompanhou um culto da "matriz", em um auditório do Conway Hall, espaço de debates em Londres. O tema era "cérebro".

CABELUDO

Além de pregador oficial, Sanderson Jones, um homem de cabelos e barbas compridos, é também o fundador da Sunday Assembly.

Oficialmente, sua profissão é de comediante. Nascido em família religiosa, diz que perdeu a crença em Deus aos 10 anos, quando a mãe morreu de câncer.

Questionado se ainda tem alguma crença, faz um trocadilho em inglês: "I don't believe in God, but in good" (não acredito em Deus, mas no bem). A ideia de um culto ateísta (expressão de que não gosta muito), conta, surgiu há seis anos, durante o Natal. "Tudo aquilo era fantástico, as músicas, a comunidade, o fato de melhorar a si mesmo. Nós devemos celebrar a vida, é o nosso foco, o sentimento de comunidade", diz.

Em seu site, a Sunday Assembly dá suas diretrizes: é um lugar para quem quer viver melhor, ajudar, discutir o mundo e 100% de celebração só da vida. A meta de Jones é atingir mil igrejas em uma década. Alguns brasileiros já o procuraram para abrir filial no país, diz. "Devo ir ao Brasil em setembro, mas estamos em fase de montagem, não posso dar detalhes."

Não há, em tese, requisito para que os frequentadores sejam ateus, desde que entendam que ali não haverá menção a Deus – mas também não há pregação contra, ao menos no culto presenciado pela Folha.

"Ninguém aqui pergunta sua religião", diz o engenheiro Gerard Carlin, 31, que atua como voluntário. Foi católico e hoje se declara "fortemente ateu".

Ele é um dos que ajudam a contar as doações, cujo valor não revela. "É pouca coisa que arrecadamos, só para pagar os custos, como locação, o piquenique depois, a banda", afirma.

"E aí, gostou?", pergunta a jornalista alemã Gabi Thesing, 21, frequentadora há quatro meses dos cultos. "Já fui católica, mas hoje não acredito em Deus, religiões. Acredito no poder das pessoas, da energia", diz.

O VELHO E O NOVO

Estudiosos em teologia no Reino Unido, como Nick Spencer, do centro de estudos Theos, tem dito que a Sunday Assembly não chega a ser um fenômeno necessariamente novo e se parece com movimentos antigos de pessoas que não creem em Deus, mas usam ritos tradicionais religiosos em seus encontros privados.

O empresário britânico Andrews Wett, 47, se diz um "adepto não praticante do budismo". Foi levado pela namorada ao culto. Opina sobre a grande quantidade de jovens: "Isso mostra um pouco como as igrejas tradicionais têm perdido fiéis".

Antes de a reportagem deixar o local, alguns entrevistados se despediram com um "vejo você da próxima vez". Não deu para responder "se Deus quiser". 

Fonte: FOLHA DE SP

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Evangélicos abrem 14 mil igrejas por ano no Brasil

Números comprovam a força do segmento na sociedade

por Jarbas Aragão

 

O crescimento dos evangélicos no Brasil nas últimas décadas é confirmado pelo IBGE e pela crescente influência desse segmento na sociedade. Os números oficiais do governo apontam para 42,3 milhões de adeptos em 2010. De acordo com o ministério Servindo aos Pastores e Líderes (SEPAL) os evangélicos poderão ser mais da metade da população brasileira em 2020.

Alguns jornais publicaram esta semana uma análise do chamado “mercado gospel”, baseado em dados recentes levantados pela Receita Federal. Segundo a publicação, diariamente as igrejas do Brasil arrecadam R$ 60 milhões, num total de R$21,5 bilhões por ano.

O Correio Brasiliense divulgou a estimativa que sejam abertas 14 mil igrejas evangélicas no Brasil a cada ano. Embora seja difícil fazer tal estimativa, pode-se facilmente afirmar que a maioria são igrejas neopentecostais. Afinal, este é o movimento que mais cresce no país, onde aproximadamente 60% dos evangélicos são de linha pentecostal. É igualmente verdade que muitas igrejas não duram mais que alguns anos.

Estranhamente, o Correio não cita a fonte do número publicado. A grande maioria dessas igrejas não é devidamente registradas, com um CNPJ. Se considerarmos apenas as que fizeram o registro, em 2013 foram 4400. Ou seja, a média é de 12 igrejas novas por dia; uma a cada duas horas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que monitora a abertura de empresas de todos os tipos no país.

Existem outros números que mostram a força dos evangélicos. A exemplo de outros países, hoje a música gospel já conquistou seu espaço nas rádios seculares. O mesmo pode ser dito das publicações. Antes limitados às livrarias evangélicas, hoje CDs, DVDs e livros evangélicos são amplamente distribuídos nas grandes lojas e supermercados. Isso sem mencionar o espaço conquistado em alguns canais de TV.

O Correio afirma que são pelo menos 4,5 mil cantores e bandas gospel atuando no país. Existem cerca de 600 rádios registradas (fora as piratas) que tocam música gospel. Já são 157 gravadoras produzindo material e no mínimo 10 novos CDs do gênero são lançados todo mês.

Um dos segredos do seu sucesso é que seu material é menos suscetíveis à pirataria por conta dos princípios dos fiéis. “É uma economia da fé que desconhece crises e vai de vento em popa”, explica Luciana Mazza, que trabalha há mais de 10 anos somente no meio evangélico.

As editoras cristãs já são 150 no país, sendo 60 de grande porte. Em média são 3 mil novos títulos lançados anualmente. “O desejo por um crescimento espiritual impulsiona a divulgação da palavra de Deus, que, claro, envolve um grande mercado editorial”, ressalta Reiner Lorenz, diretor executivo da Associação dos Editores Cristãos (Asec).

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/

A feminista que está causando polêmica com a ‘bandeira’ dos pelos pubianos


Emer O’Toole: a feminista que está causando barulho com uma ‘nova’ bandeira: os pelos pubianos
Emer O’Toole

Emer O’’Toole é uma irlandesa de 30 anos, professora de “estudos performáticos” da Universidade de Concordia, em Montreal, no Canadá. Tornou-se uma das feministas mais controvertidas do mundo, especialmente pela causa que defende com maior veemência: a dos pelos pubianos.

Em 2012, ela decidiu não se depilar mais por causa do que chama de pressão sobre as mulheres para se conformar com “normas artificiais de gênero”. “Eu comecei a examinar minha própria relação com meu corpo”, diz.

Ela conta que uma das razões para abraçar essa ideia foi um escândalo em Dublin, onde um salão de beleza foi acusado de oferecer “depilações de virgem” para crianças de 11 e 12 anos. Emer uma das fundadoras do site Everyday Sexism Project, coletivo que “denuncia” o que considera manifestações de sexismo pelo mundo. O grupo conseguiu retirar da App Store, por exemplo, um aplicativo sobre cirurgia plástica para jovens.

Há alguns dias, Emer causou enorme barulho com um artigo para o jornal inglês The Guardian, do qual é colunista. Declarou 2014 “o ano da moita” — ano da “moita”, se é que você a entende.

Para ela, a atriz Cameron Diaz é o símbolo de um movimento de rejeição à vergonha imposta às mulheres pela “indústria da remoção”. Isso porque Cameron incluiu em seu livro de dicas de beleza um capítulo dedicado aos pubianos. “Remove-los é o mesmo que falar ‘eu não preciso do meu nariz’”, escreveu a atriz.

Outro sinal de que o o vento está favor, acredita Emer, é a decisão da grife American Apparel de colocar nas vitrines manequins com verdadeiras perucas nas calcinhas, o que causou congestionamentos de curiosos em frente às lojas, fotografando a novidade.

“Este ano será nosso — nós, que amamos nossos jardins”, diz ela.

“Antes da Primeira Guerra Mundial, praticamente nenhuma mulher americana raspava as pernas. Em 1964, 98% delas com menos de 44 anos o faziam”, diz. “O capitalismo nos convenceu de que os pelos do corpo feminino não são naturais e tem sido assustadoramente bem sucedido nisso”.

“Como eu poderia querer que meus pelos pubianos fossem femininos e aceitáveis quando tinha tanta vergonha do cabelo em minhas pernas ou debaixo dos meus braços? Assim, como outras neste ano da moita, eu decidi que era hora de parar de desmaiar e acordar”.

A bandeira de Emer O’Toole está longe de ser uma unanimidade, mesmo entre seus pares. Gente como Emily McCombs, escritora e editora executiva do site feminista xoJane, critica o que classificou como obsessão idiota.

“Se você é uma feminista (mesmo que não seja), eu não dou a mínima para o que você faz com sua cara, seu corpo ou o que quer que seja. Vamos falar de direitos humanos, civis e políticos, sobre negras que não têm o direito de dirigir carros e meninas que são vendidas como escravas sexuais. Os debates sobre vaginas peludas são completamente irrelevantes”.

Kiko Nogueira, DCM

Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/