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terça-feira, 8 de outubro de 2024

O médico charlatão que transplantava testículos de bode em homens com disfunção erétil


J. R. Brinkley

Crédito,Library of Congress

Legenda da foto,John Romulus [mais tarde Richard] Brinkley (1885-1942) praticava "medicina caprina"
  • Author,BBC News Mundo
  • Role,Redação

Certa noite, em 1917, um fazendeiro, preocupado com sua libido, visitou um médico em uma pequena cidade do Kansas, Estados Unidos.

Ele não tinha ereção há muito tempo. “É como um pneu furado”, confidenciou. “Já fui a muitos médicos e gastei muito dinheiro, e nenhum deles me fez bem.”

“Já tive muitos casos como o seu”, respondeu o médico. "Usei soros, remédios e eletricidade para homens sexualmente fracos. Não creio que tenha beneficiado nenhum paciente com nenhum deles."

“A ciência médica não sabe nada que possa realmente ajudar uma condição como a sua”, disse ele.

Olhando pela janela, viu algumas cabras e fez um comentário despretensioso: “Você não teria esse problema se fosse um bode”.

"Se eu tivesse testículos de bode? Me dê então!", exclamou o fazendeiro.

“Isso pode matar você”, alertou o médico.

“Mas vale a pena o risco”, foi a resposta do agricultor.

Esta é uma versão de como essa conversa se desenrolou. Há outras, com mais detalhes, mais todas difíceis de confirmar por se tratar de uma história com vestígios de lenda.

Mas por mais incrível que possa parecer, trata-se de um caso real.

Ele é relembrado não só porque é peculiar, mas também porque ilustra como as pessoas podem ter fome de panaceias e como é difícil controlar os charlatões.

O protagonista

John R. Brinkley, o médico, atendia pacientes há pouco menos de duas semanas na farmácia onde o fazendeiro o consultou.

Ele começou a trabalhar ali depois de ver um anúncio que dizia: "Milford, Kansas, população de 2.000 habitantes. Precisamos de um médico."

Quando foi pesquisar mais sobre a vaga, descobriu um erro de digitação: a população era, na verdade, de 200 pessoas.

Morris Fishbein sorrindo e escrevendo em uma máquina de escrever

Crédito,

Los Angeles Times

Legenda da foto,
O outro protagonista: o médico Morris Fishbein, caçador de impostores fraudulentos que fingiam possuir conhecimentos médicos (e editor do Journal of the American Medical Association).
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Fim do Que História!

Era uma cidade pouco atraente, onde não havia estradas pavimentadas, ou sequer trânsito, nem sistemas de água, esgoto ou eletricidade.

Mas Brinkley tinha apenas US$ 23 e muitas dívidas. Ele também tinha uma esposa, Minnie Telitha, que começou a chorar quando ele lhe contou que estavam se mudando para Milford.

O que ele não tinha era muita experiência na área da saúde - tudo que sabia estava baseado em experiências episódicas e pouco ortodoxas.

Tudo se resumia a um show médico que ele organizou com sua primeira esposa quando tinha 22 anos, no qual vendiam poções cantando e dançando. Além disso, ele abriu um negócio em 1913 com um sócio em Greenville, Carolina do Sul, tratando homens com problemas de resistência masculina.

Durou dois meses e eles acabaram na prisão por praticar medicina sem licença e pagar com cheques falsos.

Alguns anos depois, Brinkley brevemente como médico em um frigorífico e ficou deslumbrado com as vigorosas atividades de acasalamento de cabras e bodes destinados ao abate.

Porém, desde muito jovem, ele queria ser médico e sempre que podia se matriculava em universidades tentando concluir sua graduação.

Assim, quando chegou a Milford, já tinha um diploma de médico que, apesar da origem duvidosa, lhe permitia exercer a profissão em 8 estados.

Bode Toggenburg

Crédito,

Getty Images

Legenda da foto,
Os bodes Toggenburg da Suíça eram as favoritas de Brinkley porque, explicou ele, não tinham o odor persistente peculiar aos caprinos machos em todo o mundo

Ele logo ganhou reputação por cuidar das pessoas afetadas pela virulenta e mortal pandemia de gripe de 1917-1918.

Mas, com a visita do agricultor, a sua prática começou a tomar uma direção cada vez mais surpreendente.

Segredo aberto

A menção aos testículos de bode deu esperança ao indefeso fazendeiro.

Naque momento, a ideia do xenotransplante – retirar órgãos ou pedaços de outros animais e colocá-los em humanos para fins terapêuticos – não era nova e gerou um interesse considerável entre os médicos convencionais.

Mas conceber algo assim tão levianamente era absurdo. Porém, um tempo depois os dois homens já tinham um plano detalhado.

Eles concordaram que a operação seria feita em segredo. O fazendeiro traria o bode à noite, sob o manto da escuridão, e voltaria para casa antes do amanhecer.

Sua esposa ligaria para o médico na manhã seguinte para lhe dizer que seu marido estava gripado, o que daria ao médico uma desculpa legítima para ficar de olho em sua convalescença após o procedimento cirúrgico único.

De acordo com uma biografia de Brinkley - que se acredita que ele mesmo tenha encomendado - duas semanas depois o agricultor visitou novamente o médico, mas desta vez para lhe dar um cheque de 150 dólares.

Ele ficou tão satisfeito com o resultado, disse ele, que "se eu pudesse, teria pago a ele 10 vezes mais", escreveu o autor de A Man's Life (A vida de um homem, em tradução literal para o português), Clement Wood, em 1937.

Apesar de todas as precauções, a fofoca se espalhou e, novamente sob estrito sigilo, outro homem veio pedir a Brinkley o mesmo procedimento.

Seu nome era William Stittsworth e ele ficou tão satisfeito com os resultados que um mês depois levou sua esposa para fazer um transplante de ovário de cabra.

Pouco depois, a Sra. Stittsworth engravidou e teve um bebê, a quem chamaram de Billy, já que em inglês o bode é chamado de billy goat.

Brinkley posa orgulhosamente com Billy em jornal

Crédito,

Library of Congress

Legenda da foto,
Brinkley posa orgulhosamente com Billy, o bebê supostamente nascido dos testículos de um bode, no jornal Arizona Republican, 1920.

Como avisamos, esta história tem nuances de lenda.

Às vezes é difícil separar o joio do trigo, mas neste caso não é: mesmo que Brinkley tivesse conseguido substituir os órgãos de seus pacientes pelos de cabras e bodes, o casal não teria conseguido ter um filho com eles.

Já se sabia da verdade naquela época, mas a história circulou de boca em boca, e logo na imprensa e nos livros, embora abordasse um assunto tabu.

A disfunção sexual atormentava muitos homens e Brinkley oferecia uma promessa de juventude.

Muitos outros pacientes vieram depois dos primeiros e, com resultados positivos aparentemente generalizados, ele acumulou uma fortuna.

Seu negócio cresceu ainda mais com o apoio de figuras proeminentes, como JJ Tobias, reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Chicago.

“Eu estava exausto. Era um homem velho”, escreveu Tobias.

"Fui para Milford e fiz a operação do Dr. Brinkley. Qutro dias depois, as dores de cabeça desapareceram. Sete dias depois, saí do hospital me sentindo 25 anos mais jovem. E parece que estou ficando mais jovem a cada dia."

Em seu relato, a cura não se limitou à impotência, mas também a solucionar outros males da velhice, que vão da demência à flatulência.

“Em suma, cura os chamados incuráveis, fazendo algo que nunca foi feito antes, até onde sabemos, na história da Terra”, disse Sydney B. Flower, autor de Transplante de glândula de bode, originado e realizado com sucesso por JR Brinkley... (1921).

Muitas palavras, poucos fatos

Muito se falou sobre o sucesso alcançado pelo tratamento, mas pouco sobre como conseguiu.

De acordo com Flower, o método de Brinkley para transplantar as glândulas “envolve fazer duas incisões no escroto do homem sob anestesia local simples, uma operação praticamente indolor”.

Mas, sublinha, “a partir deste ponto a técnica varia consoante às condições do caso. Não existem dois casos exatamente iguais”.

"O Dr. Brinkley explica que esta é a razão pela qual, apesar de ter a melhor vontade do mundo para ensinar aos seus colegas médicos o que fazer e como fazer, ele não pode, no entanto, indicar por escrito exatamente qual tratamento usar para cobrir todos os ."

"Você não pode ensinar por correspondência e, por mais simples que pareça quando você ouve, você não pode aprender frequentando algumas clínicas."

Harry Chandler com crianças vestidos de mexicanos

Crédito,

Los Angeles Times

Legenda da foto,
Harry Chandler do Los Angeles Times, foi um dos promotores de Brinkley (aqui em seu aniversário em 1938, com "seus amigos da Olvera Street").

Apesar de vagos, os artigos sobre os transplantes de glândulas de bode se multiplicaram.

Em 1922, Brinkley publicou um livro no qual afirmava: “Hoje posso anunciar ao mundo, sem rodeios, que o método correto foi encontrado, que estou transplantando diariamente glândulas animais em corpos humanos, e que essas glândulas transplantadas continuam a funcionar como tecido vivo no corpo humano, revitalizando a glândula humana”.

Intrigado, Harry Chandler, o poderoso proprietário do Los Angeles Times e da primeira estação de rádio daquela cidade, KHJ, convidou Brinkley para ir à Califórnia e conseguiu uma autorização temporária para que o médico pudesse operar naquele estado.

Convencido da virtude de suas intervenções cirúrgicas, fez elogios a ele na imprensa, trazendo ao médico do Kansas uma enxurrada de pacientes, permitindo-lhe construir seu próprio hospital em Milford.

Mas Chandler deu a Brinkley outra coisa: inspiração.

Em Los Angeles ele entendeu o poder da comunicação de massa e assim que retornou a Milford fundou sua própria estação de rádio, KFKB, que rapidamente se tornou a mais popular nos EUA.

O farmacêutico radialista

A KFKB transmitia música country e orquestras, comédia e poesia, boletins meteorológicos e pregação do evangelho.

Além disso, tinha dois programas médicos por dia apresentados por Brinkley, que tendiam a girar em torno da sexualidade e promoviam seus tratamentos e clínica.

Após conquistar a confiança do público, ele começou também a fabricar seus próprios remédios, que prescrevia no ar.

Os ouvintes podiam comprar os medicamentos em uma rede de farmácias com as quais ele havia estabelecido contratos para divisão dos lucros.

Para desgosto dos médicos regulares, as salas de espera começaram a esvaziar.

Mas mais do que isso, seu incentivo aos ouvintes para o autodiagnóstico e o autotratamento levantou preocupações sobre o perigo que Brinkley representava para seus pacientes.

Retrato de Minerva "Minnie" e "Dr." John R. Brinkley durante uma operação no Hospital Brinkley-Jones, Milford, Kansas, em meados da década de 1920

Crédito,

Getty Images

Legenda da foto,
Retrato de Minerva "Minnie" e "Dr." John R. Brinkley durante uma operação no Hospital Brinkley-Jones, Milford, Kansas, em meados da década de 1920

Naquele momento, aumentava o escrutínio em torno dos padrões frouxos e das escolas médicas nos EUA.

Em 1923, foram publicados em jornais artigos sobre centros educacionais como aqueles onde Brinkley estudou, acusando-os de vender diplomas.

A Califórnia tentou prendê-lo por praticar medicina sem a formação médica exigida, mas o governador do Kansas recusou-se a extraditá-lo, por ser seu amigo e pelos dividendos que trazia ao estado.

O Kansas City Star também publicou depoimentos de pacientes insatisfeitos. Mas nada afetou o sucesso da celebridade que Brinkley havia se tornado.

O único que conseguiria derrotar aquele que se tornara um dos homens mais ricos dos Estados Unidos era o grande caçador de charlatões Morris Fishbein.

Fishbein, editor do prestigiado Journal of the American Medical Association, descreveu Brinkley como “um charlatão da pior espécie”, que usava a sua estação de rádio para vitimizar as pessoas e enriquecer.

Brinkley respondeu em sua estação de rádio, prometendo produzir 10 pacientes felizes para cada paciente infeliz que os jornais ou associações médicas encontrassem.

Em 1930, o Conselho Médico do Kansas revogou sua licença por imoralidade grosseira e conduta não profissional e, separadamente, a licença da estação de rádio também foi revogada.

Mas a história não termina aqui.

De político ao México

Apesar de ter perdido sua licença médica e de transmissão, Brinkley ainda era amado e visto como confiável por muitos no Kansas.

Alguns sugeriram que ele se candidatasse a governador e, poucos dias depois de perder a licença, ele anunciou sua candidatura como político independente.

Ele não ganhou as eleições, mas também não perdeu. Por ter entrado tarde na disputa, seu nome não apareceu nas cédulas. Dessa forma, quem quisesse votar nele teria que escrever seu nome à mão.

O procurador-geral do Kansas anunciou de antemão que, para que o voto em Brinkley fosse contado, seu nome deveria ser escrito exatamente assim: J. R. Brinkley.

Brinkley recebeu o maior número de votos, mas cerca de 50.000 foram desclassificados por não terem a grafia correta e ele não foi eleito.

Mas outra possibilidade se abriu.

Brinkley em seu escritório

Crédito,

Getty Images

Legenda da foto,
Brinkley após ter seu registro do conselho médico do Kansas revogado por queixas de imoralidade e conduta não profissional, em 1930

Brinkley recebeu uma carta o convidando a construir uma estação de rádio no Rio Grande, no México.

O país havia perdido a maior parte do seu valioso espectro de rádio depois que novas regras de transmissão foram negociadas pelos EUA e pelo Canadá no final da década de 1920.

Brinkley era uma oportunidade para irritar os vizinhos mexicanos.

Graças à física, o rádio AM não tem fronteiras. E, com licença para transmitir 500.000 watts, dez vezes mais potente do que a estação mais poderosa licenciada nos EUA, e construída para transmitir o dobro da potência, a estação de Brinkley era a mais poderosa do mundo.

Sua rádio transmitiu desde Vía Acuña, Coahuila, a programação que o público gostava de ouvir e algumas coisas que as rádios nacionais não podiam lhes dar: saúde, sexo, música e religião.

Assim, Brinkley se tornou um dos pioneiros das border blaster (estações de rádio que transmitem para outro país sem licença), que até a década de 1970 irritavam as rádios americanas.

Parecia que, apesar de todas as suas tentativas, nada poderia detê-lo: tinha fama, uma fortuna imensa, a possibilidade de exercer a medicina em alguns estados e, graças ao México, uma voz imparável.

Mas no final, sua arrogância foi sua ruína.

Consequências desastrosas

Em 1938, Fishbein publicou um artigo denunciando Brinkley como um exemplo de "charlatanismo em sua apoteose".

Ele afirmou que sua "ousadia consumada" superou a de "qualquer outro charlatão" ao tirar "dinheiro dos bolsos de americanos crédulos".

Brinkley processou Fishbein por difamação, não calculando que este seria um tribunal muito diferente daquele da opinião pública, no qual estava habituado a ter sucesso.

No julgamento, ex-pacientes descontentes de Brinkley tomaram posição e expressaram suas queixas sobre danos físicos e financeiros. Também foram apresentadas evidências de que 42 homens morreram em sua mesa de operação.

O advogado de Fishbein forçou Brinkley a admitir que sabia que a cirurgia da glândula de bode "não rejuvenescia e não poderia rejuvenescer um homem por si só e que seus anúncios alegando essa habilidade eram falsos".

"Dr. Brinkley", declarou o advogado de Fishbein, "é o cirurgião que mais gera dinheiro no mundo porque teve bom senso suficiente para conhecer as fraquezas da natureza humana e coragem suficiente para ganhar um milhão de dólares por ano fazendo isso."

O veredicto favoreceu Fishbein. Brinkley recorreu, mas o tribunal de apelações concluiu:

"O demandante, por seus métodos, violou os padrões aceitáveis ​​de ética médica e deve ser considerado um charlatão e um charlatão no sentido comum e bem compreendido dessas palavras."

A condenação legal deu origem a outras ações judiciais milionárias por danos. Sua estação de rádio mexicana foi confiscada pelo governo.

Em 1941, Brinkley declarou falência.

E em meio a mais acusações e ações judiciais, sua saúde piorou. Ele morreu em 26 de maio de 1942, aos 56 anos.

domingo, 6 de outubro de 2024

Cientistas testam com sucesso nova vacina que elimina ato cirúrgico para castração de cães


08:11 05.10.2024 (atualizado: 08:15 05.10.2024)

© Twitter / Reprodução
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Em um procedimento feito em Santiago, capital do Chile, um cãozinho chamado Findley foi um dos primeiros do mundo a ser castrado sem "ter que passar pela faca" e com a possibilidade de voltar a ser fértil.
De acordo com a Reuters, não houve sedação ou procedimento cirúrgico, apenas uma injeção simples que os desenvolvedores dizem ser uma vacina de imunocastração chamada Egalitte.
Leonardo Saenz, veterinário e professor da Universidade do Chile que desenvolveu a vacina, diz que ela funciona bloqueando o hormônio responsável pela reprodução e é reversível.


"Se tivermos [esse hormônio] bloqueado, não liberamos gonadotrofina e, portanto, não liberamos hormônios sexuais e o animal fica em estado de castração", explicou.

O procedimento aconteceu enquanto Findley estava no colo de seu dono, recebendo guloseimas durante e depois da injeção. Após receber a medicação, ele saiu correndo como se nada tivesse acontecido, escreve a mídia.

19 de junho 2022, 07:42

A vacina pode ser usada tanto em machos quanto em fêmeas e custa cerca de US$ 54 (R$ 294). O medicamento requer prescrição e avaliação de um veterinário para garantir que o cão seja um candidato adequado.
Saenz disse que o produto também pode ajudar a castrar animais em uma escala maior, já que é menos invasivo e complicado do que a castração cirúrgica.


"Uma injeção é muito mais fácil e você pode vacinar um número maior de animais se precisar fazer controle de reprodução", disse ele.

Findley, um cãozinho da raça terrier branco e marrom, não comentou sobre o procedimento, mas se contorceu um pouco durante a injeção. No entanto, mais tarde, ele lambeu alegremente a mão do veterinário e continuou com seu dia.

Desmatamento e papagaiada na Argentina - El pueblo argentino asediado por cientos de loros


Las aves en Hilario Ascasubi provocan un sonido ensordecedor y problemas con los cables de electricidad

Loros detenidos en cables eléctricos en Hilario Ascasubi, Argentina, el 24 de septiembre 2024.Foto: AGUSTIN MARCARIAN (REUTERS) | Vídeo: REUTERS

El pueblo de Hilario Ascasubi, con 5.000 habitantes al sur de la provincia de Buenos Aires, se ha visto invadido por centenares de loros. 

La deforestación del hábitat de esta ave ha provocado que los ejemplares se muden a la zona urbana. Su presencia ha llevado a causar un sonido ensordecedor y cortes de electricidad, debido a las mordeduras en cables eléctricos.

Durante el otoño y el invierno, los loros se mudan al pueblo, descansando en los cables de luz y edificios. En el verano, migran hacia el sur a la Patagonia para la temporada de reproducción. Los locales han recurrido a métodos como luces láser y sonidos para dispersarlos, sin que estas medidas tengan efecto.

Fonte: EL PAÍS

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

MOTOS QUE TOMBAM COM MUITA FACILIDADE PRECISAM SER PROIBIDAS

São inegavelmente mortais tais produtos e ninguém, em sã consciência, pode negar tal realidade.

Como a indústria humana já desenvolveu um modelo de motocicletas equipada de modo a não tombar, já passou da hora de se proibir a venda de modelos que deitam com facilidade, ceifando vidas humanas, aleijando incontáveis motociclistas e causando prejuízos aos cofres públicos, pois é assustador o número de motociclistas atendidos pelos hospitais públicos, em todos os cantos do país.

Que o governo federal estabeleça um prazo para a implementação de mudança tão necessária é medida impostergável, sob pena de tornar-se conivente e co-responsável pela mortandade e aleijões que infestam nossas cidades, em decorrência de acidentes (e também de irresponsabilidade de muitos motociclistas e automibilistas, convenhamos) envolvendo "motoqueiros".

Ex-deputado Duduco, condenado por estuprar crianças em Florianópolis, é preso no RJ



Nilson Nelson Machado, localizado na capital carioca, estava foragido da Justiça há mais de um ano
VIVIAN LEAL,FLORIANÓPOLIS03/10/2024 ÀS 07H59 
A Polícia Federal prendeu, na tarde dessa quarta-feira (2), o catarinense e ex-deputado Duduco. Nilson Nelson Machado foi condenado a 20 anos de prisão por estuprar dois meninos, de 11 e 13 anos, que frequentavam uma creche administrada por ele, em Florianópolis. Foragido há mais de um ano, Duduco foi localizado na capital do Rio de Janeiro.



Duduco, foragido há mais de um ano, estava escondido na capital do Rio de Janeiro – Foto: Arquivo/ND

Segundo a Polícia Federal, o condenado, de 63 anos, foi encaminhado ao sistema prisional do estado carioca, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Em nota, os advogados Hélio Brasil e Deivid Prazeres esclarecem que tramita recurso e habeas corpus nos Tribunais Superiores, para “desconstituir a injusta condenação de Duduco, que foi condenado por apenas uma acusação de um 1 de seus 73 filhos”.


Segundo a defesa, o autor da denúncia “se retratou em juízo e fez declaração pública, depois de se tornar maior de idade, relatando que mentiu na polícia quando era criança por ter sido coagido por terceiros”.

A defesa finaliza dizendo que acredita na revisão da “injusta condenação de Duduco”.

Ex-deputado Duduco administrava creche onde crimes ocorreram

Conforme denúncia do Ministério Público, os abusos ocorreram a partir de 1998, mas se tornaram públicos apenas em 2013. Os crimes aconteceram em um abrigo filantrópico que Duduco mantinha em Florianópolis, conhecido como Lar do Tio Duduco.

Em um dos casos, Duduco coagiu os meninos e os levou ao seu quarto para a prática de atos libidinosos, ameaçando expulsar os irmãos de uma das vítimas para evitar a denúncia do crime. Os abusos supostamente continuaram até o garoto completar 19 anos, quando saiu do abrigo.

Ainda, segundo o MPSC, outra vítima, retirada das ruas aos 8 anos pelo ex-deputado Duduco, só teve coragem de denunciar os abusos quando atingiu 20 anos. Ela contou que os crimes começaram aos 13 anos, depois que o condenado terminou um relacionamento.
Imóvel onde ficava o Lar do Tio Duduco foi demolido em 2017 – Foto: Marco Santiago/ ND

Pena de condenado foi reduzida duas vezes

A primeira condenação de Duduco foi em 2017, quando foi sentenciado a 31 anos de prisão. Daquele ano até 2019, a Justiça reduziu a pena duas vezes. Um dos recursos impetrados pelo réu, e acatado pela Justiça, aponta a prescrição de um dos crimes acusados. A sentença então foi reduzida para 20 anos de prisão.

Carnavalesco, o ex-deputado Duduco integrou a 15ª Legislatura (2003-2007) da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Em 2000, ele foi eleito vereador da Câmara Municipal de Florianópolis com 6.972 votos, o mais votado na ordem dos eleitos.

Fotos românticas em redes sociais não provam união estável, diz TJ-MG



Eduardo Velozo Fuccia


3 de outubro de 2024, 7h32


Fotografias de um casal em rede social, por si só, não são suficientes para demonstrar a existência de união estável, conforme a definição do artigo 1.723 do Código Civil, que exige a convivência pública, contínua, duradoura e com o objetivo de constituição de família.

freepik

Para a corte mineira, fotos do casal são comuns em relacionamentos amorosos

Com essa observação, a 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu provimento ao recurso de apelação interposto por uma mulher para determinar o restabelecimento do seu benefício de pensão por morte, que fora cancelado por suposta união estável iniciada após ela ficar viúva.


“O compartilhamento de imagens em redes sociais demonstrando afeto não equivale à demonstração de um projeto de vida em comum, característico das uniões estáveis”, destacou o desembargador Leite Praça, relator do recurso.

No caso dos autos, o Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais (IPSM) extraiu das redes sociais fotos da mulher junto com outro homem. As imagens foram juntadas em procedimento administrativo que resultou na extinção da pensão por ela recebida desde junho de 2001, na condição de viúva um segurado do IPSM.

O cancelamento do benefício foi amparado no artigo 25, inciso II, da Lei Estadual 10.366/1990, conforme o qual “o direito do beneficiário à cota individual de pensão se extingue pelo casamento ou companheirismo”.
Apenas um namorado

A pensionista ajuizou ação anulatória de ato administrativo contra o IPSM. Ela negou manter união estável com o homem das fotos, o qual reconheceu apenas como seu namorado. A autora alegou que a presença frequente dele em sua casa decorre da necessidade de ter acompanhamento constante em razão de quadro depressivo grave.


O juízo de primeiro grau julgou a ação improcedente. A viúva apelou e a 19ª Câmara Cível do TJ-MG reformou a sentença, considerando as provas dos autos e do procedimento administrativo insuficientes para a configuração de uma união estável.

O relator reconheceu que as fotografias retratam momentos da mulher junto com o namorado, mas ponderou ser esse tipo de cena “comum em qualquer relacionamento amoroso contemporâneo”. Os desembargadores Marcus Vinícius Mendes do Valle e Carlos Henrique Perpétuo Braga seguiram o seu voto.

Boletins de ocorrência vinculando a viúva ao suposto companheiro também foram juntados pelo IPSM, mas o colegiado assinalou que tais documentos se referem a casos isolados, nos quais o homem figura como “acompanhante ou contato de emergência”.

Segundo o acórdão, o instituto réu não se desincumbiu do ônus de comprovar a união estável da autora da ação, devendo ser restabelecido o benefício de pensão porque as provas dos autos remetem à conclusão de que o único relacionamento tido entre as partes é o de namoro.

Cientistas encontram queijo mais antigo do mundo em colar de múmias de 3.600 anos na China

© Foto / Instituto de Arqueologia e Relíquias Culturais de Xinjiang/ LI Wenying

De acordo com pesquisadores chineses, três múmias antigas em Xinjiang, noroeste da China, foram encontradas com uma substância misteriosa ao longo de seu pescoço, como uma joia. Após as análises, eles afirmaram ter encontrado o queijo mais antigo do mundo.
De acordo com uma pesquisa publicada no Journal Cell, quando os pesquisadores encontraram o caixão de 3.600 anos de uma jovem mulher após escavações em Xinjiang, a joia incomum ao redor de seu pescoço foi enviada para análises posteriores.
Os cientistas então, conseguiram extrair com sucesso o DNA de um queijo de 3.600 anos. Identificado como queijo kefir, a descoberta fornece novos insights sobre as origens do kefir e o desenvolvimento de bactérias probióticas.
Há muito tempo que se suspeita que a substância pode ter tido origem láctea fermentada, mas somente agora as ferramentas moleculares se tornaram poderosas o suficiente para confirmar sua composição.
Exemplares de queijo kefir de 3.600 anos encontrados nas múmias
© Foto / Y, Liu et al., Cell, 2024

Como o caixão da mulher foi coberto e enterrado no clima seco do deserto da bacia de Tarim, a pesquisadora da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, Qiaomei Fu, disse que o corpo estava bem preservado, assim como suas botas, chapéu e o queijo que o envolvia.

"Itens alimentares como queijo são extremamente difíceis de preservar ao longo de milhares de anos, o que torna esta uma oportunidade rara e valiosa. Estudar o queijo antigo em grandes detalhes pode nos ajudar a entender melhor a dieta e a cultura de nossos ancestrais", afirmou a pesquisadora.

Práticas funerárias antigas frequentemente incluíam o depósito de itens significativos para a pessoa enterrada ao lado deles. O fato de esses itens incluírem pedaços de queijo kefir ao lado dos corpos encontrados mostrou que "o queijo era importante para suas vidas", acrescentou.

25 de setembro, 12:40

A pesquisa mais recente também revela que os colares incluíam pelo menos dois tipos diferentes de queijo, um feito de leite de cabra — mais precisamente, de um tipo de cabra que era comum na Eurásia da Idade do Bronze — e o outro de leite de vaca.
A evolução das atividades humanas abrangendo milhares de anos também afetou a evolução microbiana, descobriu o estudo, citando a divergência de uma subespécie bacteriana que foi facilitada pela disseminação do kefir entre diferentes populações.

Israel usa bombas de fósforo branco durante ataque em Beirute, diz agência libanesa


A utilização dessa arma química constitui uma violação dos direitos humanos e do direito internacional

03 de outubro de 2024, 04:52 h

247 - A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou nesta quarta-feira (2) que os ataques realizados por Israel nas primeiras horas da manhã contra Beirute utilizaram bombas de fósforo branco, proibidas internacionalmente.

A utilização dessa arma química constitui uma violação dos direitos humanos e do direito internacional.

A agência esclareceu que o fósforo branco tem efeitos catastróficos nos tecidos humanos, pois é solúvel nos tecidos, produz queimaduras que causam a morte ao atingir os ossos.

//www.brasil247.com/mundo/israel-usa-bombas-de-fosforo-branco-durante-ataque-em-beirute-diz-agencia-libanesa

TOYOTA - ITEM DE SEGURANÇA AUTOMOBILÍSTICA, ...QUE MATA

Vidas de consumidores brasileiros importam, ou não?
E EU PENSAVA QUE A MONTADORA É UMA EMPRESA RESPEITÁVEL E RESPONSÁVEL, PELO CONCEITO DE QUE DESFRUTAM SEUS PRODUTOS MUNDO AFORA.
Detalhe relevante: não é a primeira ocorrência envolvendo ao produto, tanto que cogita-se de uma substituição da peça defeituosa desde 2019, pelo menos. O descaso e desrespeito com o consumidor brasileiro é notório.
Curiosamente, quando pensei em trocar de carro, sempre me senti atraido pelo Ethios. Agora...
Os diretores da empresa, que não desconheciam o defeito do veículo e não implementaram a substituição da peça defeituosa (recall) pendente desde 2019, segundo a notícia, precisam responder civil e criminalmente pelos danos causados aos consumidores, mas principalmente pelas mortes comprovadamente decorrentes do defeito.
Duvido que no Japão, nos EUA e noutros países, menos tolerantes com absurdos do gênero, os empresários já não tivessem adotado as medidas necessárias para corrigir o problema.
Pau neles. É preciso aplicar o rigor da lei, para que o caso gere efeitos pedagógicos e não se repita com outros produtos da indústria automobilística.
COMO SE NÃO BASTASSEM OS PREÇOS ABUSIVOS QUE SÃO PRATICADOS NO MERCADO BRASILEIRO, EM COMPARAÇÃO COM OS DE OUTROS PAÍSES, AINDA CONTINUAREMOS A NOS  SUBMETER AO DESCASO (NEGLIGÊNCIA, FORMA ÓBVIA DE CULPA - GANÂNCIA -, QUE, NA ESPÉCIE, É MAIS QUE DOLO) E À IRRESPONSABILIDADE?
Finalmente, cumpre ressaltar que o deflagrador defeituoso não foi usado somente no modelo Ethios, mas também noutros da mesma empresa. Isto fortalece a acusação de dolo (diferente de mera culpa) industrial/comercial manejável contra a famosa montadora multinacional.

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Quem é mulher que morreu com perfuração na artéria em acidente com peça de airbag
Acidente aconteceu na terça-feira (1º), no Distrito Federal; Marcela Gonçalves Feitosa de Melo, de 37 anos, morreu após ter perfuração na cervical
LAURA MACHADO,FLORIANÓPOLIS02/10/2024 ÀS 16H13 - 

Uma mulher, de 37 anos, morreu na terça-feira (1º) após ser atingida por uma peça compatível com sistemas de airbags. O caso aconteceu em frente ao Terminal Rodoviário do Cruzeiro, no Distrito Federal.



Marcela de Melo morreu após acidente na terça-feira (1º) – Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND

Quem é mulher que morreu em acidente com peça de airbag

Marcela Gonçalves Feitosa de Melo, de 37 anos, era natural do município de Inhuma, no estado do Piauí, mas morava em Taguatinga e atuava como assistente social no CIEE (Centro de Integração Empresa Escola). As informações são do Correio Braziliense.

A vítima dirigia um carro modelo Toyota Etios SD XS, quando bateu na traseira de outro carro na Avenida das Jaqueiras. Em nota enviada ao ND Mais, a Toyota lamentou a morte de Marcela e afirmou que o veículo “se encontra com campanha de recall pendente desde 2019” (leia o posicionamento na íntegra mais abaixo).
Recall é o chamado feito pelas fabricantes de veículos aos proprietários quando são identificados defeitos em modelos produzidos que podem ocasionar acidentes ou afetar o desempenho do automóvel.
Marcela era natural do estado do Piauí – Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND

Nesta quarta-feira (2), o titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil do Cruzeiro, responsável pelas investigações, afirmou que o laudo preliminar aponta que a assistente social morreu após um projétil atingir a região cervical dela e perfurar uma artéria.

A peça, chamada de ‘espoleta’, é característica em airbags e responsável por acionar o balão durante o impacto. O laudo pericial definitivo deve sair em até 30 dias, conforme a Polícia Civil.

Peça perfurou região cervical da vítima após acionamento do airbag – Foto: PCDF/Divulgação/via Correio Braziliense/Reprodução/ND

“Apesar da peça ser muito semelhante a um projétil de arma de fogo, essa possibilidade já foi descartada”, contou o delegado Victor Dan.
Veja a nota da empresa fabricante do veículo na íntegra:

“A Toyota se solidariza com a família da vítima e lamenta o ocorrido. Com relação ao veículo, informa que se encontra com campanha de recall pendente desde 2019. Para que a Toyota possa fornecer maiores informações, será necessária perícia técnica.


Aproveitamos para pedir aos proprietários que verifiquem se os seus veículos estão envolvidos na campanha de recall pelo site, pelo Toyota Assistência 24 horas no telefone 0800 703 0206 ou diretamente com o concessionário mais próximo.

Caso o veículo esteja envolvido na campanha de recall, pedimos que o proprietário entre em contato com a Rede de Concessionárias Toyota para realizar o agendamento. O serviço consiste na substituição do deflagrador da bolsa do airbag, tem duração estimada de até 1 hora e é realizado de forma gratuita”, diz a Toyota, em comunicado oficial.

*Com informações do Correio Braziliense.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Você já viu falar na Opus Dei?

Leia sobre tal congregação católica no site abaixo.

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