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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Estimulados por Bolsonaro, fazendeiros promovem "dia do fogo" na Amazônia


Cidades que cortam a BR-163 no sudoeste do Pará foram tomadas por densas nuvens de fumaça no fim de semana
Redação


Brasil de Fato | São Paulo (SP), 15 de Agosto de 2019 às 12:56


Imagem de satélite mostra centenas de focos de incêndio (assinalados com cruzes vermelhas) ao longo da BR 163 / Inpe

Os reiterados ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL) às políticas ambientais, aos ambientalistas e aos órgãos de fiscalização estimularam fazendeiros da região amazônica a promoverem no último fim de semana um “dia do fogo” ao longo da BR-163, no sudoeste do Pará. Várias cidades foram cobertas por densas nuvens de fumaça.

A ideia, segundo o jornal local Folha do Progresso, era chamar a atenção do governo. “Precisamos mostrar para o presidente que queremos trabalhar e único jeito é derrubando. E para formar e limpar nossas pastagens, é com fogo”, afirmou ao jornal um dos organizadores da manifestação.

Nesta quarta-feira (13), dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram o tamanho do estrago feito pelos fazendeiros.

No sábado (10) a principal cidade da região, Novo Progresso, teve 124 registros de focos de incêndio, aumento em 300% em relação ao dia anterior. No domingo, foram 203 casos. Outra cidade bastante atingida foi Altamira, com 194 casos no sábado e e 237 no dia seguinte.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o Ministério Público Estadual investiga o caso.

O jornal lembra que, após a posse de Bolsonaro, o Ibama parou de fiscalizar as queimadas em Novo Progresso porque suas ações perderam apoio da Força Nacional, ligada ao Ministério da Justiça, e da Polícia Militar.

Edição: João Paulo Soares
 
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2019/08/15/estimulados-por-bolsonaro-fazendeiros-promovem-dia-do-fogo-na-amazonia/

Aparece ligação direta entre esquema Queiroz-clã e milícias


Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação 
 
16 de agosto de 2019, 10:28 h Atualizado em 16 de agosto de 2019, 10:53


(Foto: Reprodução)


247 - Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação.

A revelação é da revista "Crusoé".

Os vínculos do ex-PM Fabrício Queiroz e do clã Bolsonaro com as milícias do Rio são notórios. O ex-tenente da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do "Escritório do Crime". como são conhecidas as milícias de Rio das Pedras, base eleitoral do bolsonarismo, teve sua mãe e esposa empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro. A mãe do ex-tenente participava do esquema de arredação de Queiroz.

Em 9 de setembro de 2005, na cadeia, Adriano Nóbrega recebeu a Medalha Tiradentes, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que lhe foi concedida por iniciativa de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual.

Cadê o Queiroz?

Enquanto isso, prossegue o descaso para com o paradeiro de Fabrício Queiroz. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli , determinou em julho a suspensão de todos os processos judiciais em que dados bancários de investigados tenham sido compartilhados por órgãos de controle sem autorização prévia do Poder Judiciário. A decisão foi dada em resposta a um pedido de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para beneficiá-lo em investigações que tramitam contra ele na Justiça do Rio de Janeiro.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

EXTREMA DIREITA - Renaud Camus, o ideólogo francês que inspira o supremacismo branco




Escritor cunhou o conceito da ‘grande substituição’, uma teoria citada nos manifestos dos terroristas de El Paso e Christchurch









Brenton Tarrant, o acusado de matar mais de 50 pessoas em duas mesquitas de Christchurch, Nova Zelândia, em março passado. Mark Mitchell AP


Marc Bassets
Paris 10 AGO 2019 - 18:04 BRT


Vive no alto da colina, em Plieux, pitoresco povoado na Gascogne, a terra de D'Artagnan. Da torre, ao longe, vislumbram-se os Pirineus. Poderia ser o refúgio de um dândi aristocrata. Ou o castelo do conde Drácula.


Renaud Camus, de 73 anos, foi há muito tempo um prolífico escritor cult, autor de dezenas de volumes de minuciosos diários, louvado em seu início por papas da intelligentsia francesa como Roland Barthes. Agora é quase um marginal no mundo cultural: publica os próprios livros porque não tem mais editora e ficou difícil encontrar sua obra nas livrarias. Mas suas ideias não são marginais. Camus se tornou “um ideólogo da extrema direita, um oráculo dos ambientes identitários”, como escreveu um ex-amigo seu, o escritor Emmanuel Carrère. E uma referência para o supremacismo branco global, incluído o mais violento. Sua teoria da grande substituição — le grand remplacement, em francês — inspirou terroristas como os que causaram a matança em duas mesquitas de Christchurch (Nova Zelândia) em 15 de março e num shopping center de El Paso (Estados Unidos) no último sábado.

O escritor Renaud Camus. Sophie Bassouls Corbis via Getty Images


“A grande substituição não é uma teoria”, disse ao EL PAÍS e a outros jornais, durante uma entrevista em maio no imenso salão que serve de biblioteca e escritório em seu castelo de Plieux. “É o nome para um fenômeno como a Grande Depressão, a Revolução Francesa e a Primeira Guerra Mundial.”

Em seu livro Le Grand Remplacement (a grande substituição), publicado em 2012, Camus definiu em poucas palavras sua teoria, que ele não chama de teoria. “Oh, é muito simples. Há um povo e, quase de repente, em uma geração, em seu lugar há outro ou vários outros povos”. Camus tem em mente a população de origem árabe-muçulmana na Europa, mas, como se viu em El Paso, suas teorias podem servir para situações de todo tipo.

O temor dos autóctones à invasão dos estrangeiros não é novo nem original. E na França, país exportador de todo tipo de teorias intelectuais, incluindo as ideologias de ultradireita, a tradição é longa. O antissemita Charles Maurras, teórico do chamado nacionalismo integral e condenado à prisão perpétua por colaboracionismo no final da Segunda Guerra Mundial, foi o mais influente na primeira metade do século XX.

Mas há também romancistas como Jean Raspail, que em 1973 imaginou, no livro Le Camp Des Saints (o acampamento dos santos), a chegada de um milhão de desamparados à costa mediterrânea da França. “Sem querer, por uma espécie de mistério, previ algo que está acontecendo”, dizia Raspail em 2017 ao EL PAÍS. Steve Bannon — ex-conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump, e aspirante a urdidor da internacional nacionalista e populista na Europa — citava a ambos (Raspail e Maurras) como fontes de inspiração.

As teorias de Camus se encontram, mais ou menos difusas, em alguns discursos do partido Reagrupação Nacional, embora sua líder, Marine Le Pen, se desvincule do ideólogo. E há um eco dessas teorias na literatura de Michel Houellebecq, considerado um dos grandes romancistas franceses contemporâneos. A grande substituição cruzou fronteiras até aparecer nos manifestos dos terroristas de Christchurch e de El Paso.

MAIS INFORMAÇÕES


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Colonialismo

O autor da matança de Christchurch, onde morreram muçulmanos, publicou um texto justamente com o título A Grande Substituição, idêntico ao de Camus, embora não mencionasse seu nome nem seu livro. Mas ele citou a sensação que lhe causou, durante uma viagem à França, perceber que “em cada cidade francesa, em cada povoado francês, os invasores estão aí”, que “os franceses com frequência eram uma minoria e que na rua com frequência estavam sozinhos, não tinham filhos e eram de idade avançada”. O autor do massacre de El Paso, que deixou 22 mortos, afirmava em seu manifesto: “De fato, a comunidade latina não era meu objetivo até ler A Grande Substituição”. Referia-se, aparentemente, ao manifesto do autor da matança de Christchurch, não ao livro de Camus.


Durante a entrevista em seu castelo de Plieux, depois da matança de Christchurch, o ideólogo insistiu em se desvincular de qualquer violência. “Se alguém me inspira, é Gandhi”, afirmou. Também defendeu colocar fim à grande substituição de maneira pacífica, embora sem mencionar muitos detalhes.

Camus associa a grande substituição com outra teoria que chama de “o grande substitucionismo global”. “A própria essência da modernidade é o gesto de substituir tudo”, afirma. “Os mais extremistas me chamam de neonazista, mas o nazismo me horroriza”, defende-se. “O substitucionismo pertence à mesma genealogia que o nazismo: a industrialização do homem, o fato de que o homem seja intercambiável.”

Para acabar de distorcer a realidade, ele considera que a Europa é colonizada como foram as colônias europeias até meados do século XX. E traça um paralelo entre a ocupação nazista e o que ele percebe como a ocupação de seu país.

Camus explica tudo isso com um tom reflexivo e sem estridência, entre milhares de livros e na ilha de paz e prosperidade que é esta parte da França, longe dos disparos e do sangue dos terroristas intoxicados por esses discursos. “O mundo que se aproxima me parece um mundo atroz”, afirma.

"Os autores dos massacres não fazem referência a mim"


“Me entristece. Me desespera. Por que me incomodaria?”, disse Renaud Camus por e-mail em resposta à pergunta sobre se fica incomodado que terroristas racistas citem "a grande substituição", expressão promovido por ele. “É o que sempre previ e anunciei. A grande substituição não pode trazer nada além de desolação e morte”, continua. “As pessoas que me culpam pelas consequências da grande substituição, que eu denuncio desde sempre, são como pequenos poupadores que culpam um historiador ou um sociólogo por sua falência depois de ter escrito um livro chamado A Grande Depressão”. Camus, que condena "sem reservas" os massacres de Christchurch e El Paso, adotou a expressão em 2012, mas foi em 2000 quando, ao ser acusado de antisemitismo, começou a ganhar visibilidade. Naquele momento, escreve Emmanuel Carrère em um ensaio, “surgiram novos amigos a seu redor que o amam pelo mesmo motivo que o condenam.

Camus era um escritor pouco conhecido, ainda que apreciado em círculos literários. Condenado em 2014 por incitar o ódio e a violência para os muçulmanos, seu progressivo ostracismo na França acontece ao mesmo tempo que a difusão internacional de suas ideias e sua adoração por setores do supremacismo branco nos EUA e outros países. Não é a única influência destes grupos, nem a principa. Os livros de Camus são de difícil acesso, ainda mais em inglês. Ele garante ser contra a violência. “Os autores dos massacres”, defende-se, “não fazem nenhuma referência a mim. Sequer sabem que sou e provavelmente não leram nada meu, de modo que não tenho nenhuma influência sobre eles. Caso contrário, não cometeriam assassinatos, porque é o oposto a tudo o que recomendo". 
 

Adultério S.A.: a florescente indústria da infidelidade


Aplicativos, novos motéis ou detetives são alguns dos negócios que giram em torno dos relacionamentos extraconjugais e se espalham pela Europa


Sandra López Letón
Madri 13 AGO 2019 - 10:21 BRT Um dos quartos do hotel Loob. Rubén Vela


No momento em que você lê estas linhas, talvez seu parceiro esteja sendo infiel. Milhões de homens e mulheres em todo o mundo mantêm relações sexuais fora do casamento ou da convivência. Até aqui nada de novo. O que mudou é que há cada vez mais traições, entre outras coisas porque os dispositivos móveis e aplicativos tiraram a infidelidade da clandestinidade, permitindo que um amante ficasse ao alcance de qualquer um. Ser infiel é muito mais fácil e rápido agora, e embora o homem ganhe de goleada, cresce o número de mulheres que saem para se divertir.

Alguns aproveitam e outros oferecem com quem, como e onde. A infidelidade é hoje um grande negócio, uma enorme caixa registradora capaz de gerar tanto dinheiro quanto carícias e beijos furtivos. As empresas lançaram as redes para pescar em um mercado potencial que, na Espanha, é formado por 11.280.000 casais e uniões civis, de acordo com dados de 2018 do Instituto Nacional de Estatística. Seria necessário acrescentar aqueles que vivem sem papéis no meio.

Plataformas desenhadas para adúlteros com milhões de usuários em todo o mundo, aplicativos para apagar o rastro da infidelidade, detetives particulares para descobrir traições. Quanto dinheiro a infidelidade movimenta?

Impossível calcular. “Além das páginas de contatos existem os hotéis, as viagens, os presentes, os restaurantes... É um negócio que gira bilhões no mundo e tem um peso importante no PIB”, comenta Christoph Kraemer, chefe do mercado europeu da Ashley Madison, rede social para infiéis.

Criada em 2002 no Canadá, é a plataforma mundial preferida para a traição, com 60 milhões de membros registrados em 53 países. Seu slogan é Life is short. Have an affair (A vida é curta. Tenha um caso). No ano passado, segundo uma auditoria da Ernst & Young, registrou 442.000 novos usuários por mês, mais de 5,3 milhões no ano, o que representa um crescimento de 10% em relação a 2017. Pertencente ao grupo Ruby Life, a plataforma diz ser lucrativa desde o primeiro ano, embora não forneça informações sobre faturamento. “Atualmente, não temos planos de entrar na Bolsa. Vamos ver o que o futuro pode trazer”, diz Kraemer.

No momento, o mercado espanhol lhe dá muitas alegrias, tantas quanto 1,56 milhão, que são as pessoas inscritas no site, de idades entre 30 e 40 anos. A Espanha é seu segundo mercado europeu, só atrás do Reino Unido. E o nono no mundo, sendo os EUA, Brasil e Canadá os países mais desleais. Chegou à Espanha em 2011 com a polêmica debaixo do braço ao pendurar uma faixa em pleno centro de Madri usando a imagem do rei Juan Carlos junto com a do príncipe Charles da Inglaterra e do ex-presidente Bill Clinton, com o lema: “O que eles têm em comum? Deveriam ter usado a Ashley Madison”. Nos primeiros três meses, 150.000 espanhóis se inscreveram na rede.

Nessa plataforma, na qual 15.000 aventuras acontecem por mês, 4.500 por dia, as mulheres não pagam para se cadastrar. Os homens devem comprar pacotes de crédito para poder enviar a primeira mensagem. O pagamento mínimo é de 49 euros (cerca de 219 reais) por 100 créditos e chega a 249 euros por 1.000 créditos.

Depois desta chegaram muitas outras. A oferta não para de crescer. Como a Secondlove, cujo slogan é: “Flertar não é só para solteiros e solteiras”. Outra com capacidade de atrair seguidores é a Victoria Milan, com 625.000 membros espanhóis, que incentiva a “reviver a paixão e encontrar uma aventura”.

Também existe o site do encontro infiel, o Affairland. Mas se existe uma plataforma que está revolucionando o mercado feminino é a Gleeden, que se vende como o primeiro site de encontros extraconjugais pensado por mulheres para mulheres. Na prática, isso significa que não é um site focado nos homens, como os outros, nem há mulheres seminuas como gancho. Não é um aplicativo hipersexualizado”, diz Silvia Rubies, chefe de comunicação da Gleeden na Espanha.

Seu objetivo é captar as mulheres que querem arrumar um amante e vencer o tabu que ainda existe sobre a infidelidade feminina. Porque elas, que têm uma média de 37 anos, também são desleais. “Cerca de 30% dizem ter sido infiéis em algum momento da vida e 68% não se arrependem”, segundo uma pesquisa com mais de 5.000 mulheres realizada pelo Instituto Francês de Opinião Pública. O site nasceu na França em 2009 como resposta a esse 30% de pessoas que estão nas páginas tradicionais de encontros que mentem sobre seu estado civil. Um ano mais tarde aterrissou na Espanha, seu terceiro mercado europeu, depois do francês e do italiano. Possui 5,5 milhões de usuários no mundo e 700.000 na Espanha, 60% de homens e o restante de mulheres, que também não pagam. Os homens precisam comprar créditos para poder abrir um chat, enviar presentes virtuais ou ver o álbum de fotos particular; iniciar a conversa é grátis. O preço mais básico é de 25 euros e chega a até 100. Além disso, oferece serviços de discrição, como sacudir o telefone celular duas vezes para sair do aplicativo.

Se as redes de contatos são um negócio, não menos importante são os motéis — na Europa chamados love hotels. Muito comuns no Brasil, seu modelo de negócio, em que o silêncio e a discrição se pagam, se espalha. Não se trata de lugares lúgubres em zonas industriais; muitos deles são hotéis de luxo localizados no centro das cidades. O modelo cresce na Espanha graças ao hotel Zouk (em Alcalá de Henares) ou aos barceloneses H Regàs, La Paloma, La França e Punt14 (da cadeia SuperLove). Também o Loob e o Luxtal. Todos alugam quartos por hora. Além de xampu, estão incluídos preservativos de cortesia e balas em forma de coração. Como já ocorre no Brasil, o estacionamento muitas vezes é no próprio quarto, de modo que a entrada e a saída possam ser feitas sem sair do veículo. A privacidade é a base do negócio.

Em outros, “para sair do quarto você deve ligar para a recepção usando o interfone do seu quarto, de modo que nós lhe informaremos se você pode sair sem que haja outras pessoas. Não será possível cruzar com ninguém”, explica o site da Luxtal, com hotéis em Madri e Barcelona. Seus preços começam em 30 euros a hora e os quartos têm camas de 2,10 metros de diâmetro em formato de meia lua, grandes espelhos estrategicamente posicionados e acessórios eróticos.

A privacidade é a base do negócio. Ao pagar com cartão, o nome comercial do hotel sequer aparece. Apenas a razão social. O La França é o maior de Barcelona, com mais de 70 quartos. Os mais baratos custam 70 euros a hora; a grande suíte, com hidromassagem e espelhos basculantes, sai por 90 euros. Esses estabelecimentos são até três vezes mais rentáveis do que os tradicionais. “Ao vender os quartos por hora, você pode obter mais rendimento do que um hotel convencional, onde o quarto só é vendido por dia, mas há mais despesas com pessoal, roupas, lavanderia e manutenção”, diz o hotel Loob.
Aplicativos discretos

Outra parte desse lucrativo negócio são os aplicativos de celular que apagam o rastro da infidelidade. Um deles é o Tigertext: tudo que chega de um determinado número de telefone é apagado, sejam chamadas ou mensagens. Se o infiel precisar apagar com urgência, pode sacudir o telefone e tudo desaparece. O aplicativo é gratuito e tem mais de 500.000 downloads. Outro é o Vaulty Stock: sua aparência é a de um aplicativo de Bolsa de Valores e custa 21 euros. Ou o Photo Vault, que permite esconder todos os arquivos atrás de uma falsa calculadora.

Apesar das facilidades, sempre há comportamentos que levantam as primeiras suspeitas do parceiro. “A suspeita pode surgir hoje em dia inclusive antes que no passado, como colocar uma senha no seu celular quando você nunca a teve; mudar a senha do computador sem dizer nada ao parceiro ou não atender chamadas ou ler mensagens na frente do parceiro”, diz Enrique Hormigo, presidente da Associação Profissional de Detetives Particulares da Espanha – (APDPE), que tem quase 400 associados.

O método mais comum de trabalho dos detetives é montar um dispositivo de observação e monitoramento que normalmente não dura mais de três dias, explica. Cobra-se por hora, entre 55 e 110 euros a hora. Hormigo diz que as infidelidades não superam 8% de seus serviços. Por outro lado, existem escritórios de detetives particulares especializados em infidelidades. A empresa Infidelity trata entre 150 e 190 casos por ano e, em média, dedica cinco horas a cada um.

Alejandro Chekri, diretor do escritório, diz que o perfil do infiel mudou muito e agora é mais amplo: vai de 20 a 74 anos, a idade do último caso em que trabalhou. Na hora de contratar seus serviços, os principais clientes são mulheres.
 
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/09/economia/1565341268_621357.html

Pai de família é torturado pela PM ‘por engano’; vítima está com traumatismo craniano




Marcos Antônio da Rocha Cesário Araújo, de 18 anos, foi torturado pela Polícia Militar (PM) do estado de Goiás no dia 3 de agosto. O jovem, que havia se mudado para a sua nova casa apenas dois dias antes, foi rendido, algemado e espancado na frente da esposa, do filho de dois anos e de outra filha recém-nascida.

Segundo a esposa, após o seu parto, os policiais o aguardavam na porta de casa e o detiveram quando ele retornou. Após a sessão insana de tortura, Marcos foi levado do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde teve que passar por uma cirurgia e drenagem para retirada de coágulos do cérebro. Ele está em estado grave.

Segundo Andressa Araújo, irmã do jovem, “ele tinha alugado a casa há dois dias, estava arrumando as coisas da mudança ainda. A mulher dele tinha acabado de sair do hospital depois de dar à luz. Quando ele chegou em casa, os policiais já estavam esperando e começaram a bater nele perguntando ‘cadê o fulano?’. O menino [filho de Marcos] agora está traumatizado. Fica olhando para o nada e começa a chamar pelo pai, chora o tempo todo”.

A polícia tentou justificar o injustificável afirmando que os agentes procuravam o antigo morador do local.

Não é ‘caso isolado’

Embora o monopólio da imprensa tente apontar o fato como mais um "caso isolado", essa atrocidade criminosa por parte da polícia é um rotina nas favelas e bairros pobres do país. No dia 31 de julho, por exemplo, o policial militar do Ceará, Leonardo Jader Gonçalves Lírio, acusado de torturar um adolescente há quase um ano, foi preso por ter intimidado uma testemunha do caso e a própria vítima da atrocidade.

No dia 14 de julho, no Distrito Federal, 14 policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público por tortura, corrupção passiva qualificada, peculato, falsidade ideológica e tráfico de drogas.

Já no dia 29 do mesmo mês, em Campinas (SP), um policial aposentado de 51 anos foi preso em flagrante por torturar e agredir um guarda civil. O caso foi motivado por ciúmes, segundo o bandido.



Marcos sendo atendido após ser torturado. Foto: Reprodução

PLÁCIDO DOMINGO (tenor) ESTÁ SENDO ACUSADO DE ASSÉDIO SEXUAL POR NOVE MULHERES


Nove mulheres acusam Plácido Domingo de assédio sexual
Agência Associated Press publica depoimentos, que remontam aos anos 80, de oito cantoras e uma bailarina. Elas garantem que o tenor se comportou de forma abusiva

Plácido Domingo, durante a apresentação de ‘I Due Foscari’, de Verdi, no Teatro Real de Madri, em julho de 2016.Javier del Real
Pablo Ximénez de Sandoval

Los Angeles - 13 ago 2019 - 12:18 BRT

Nove mulheres acusam o tenor espanhol Plácido Domingo, uma das figuras mais importantes da história da ópera, de assédio sexual, de acordo com seus depoimentos publicados na madrugada desta terça-feira pela agência Associated Press. Só uma das mulheres se identifica, a meio-soprano Patricia Wulf. Segundo a agência norte-americana, Domingo pressionou as supostas vítimas, mulheres jovens em início de carreira, para que mantivessem relações sexuais com ele em troca de trabalhos. Chegou a castigar profissionalmente as que se negaram, asseguram. Os fatos remontam ao começo dos anos oitenta e se estendem por três décadas. "É doloroso ouvir que pude ter molestado alguém", respondeu o tenor, apesar de qualificar as acusações de "inexatas". "As regras e valores pelos que hoje nos medimos, e devemos nos medir, são muito diferentes de como eram no passado", acrescentou.

Domingo, de 78 anos, é um dos tenores mais admirados de todos os tempos e um dos homens mais poderosos da música clássica no mundo. Começou sua carreira há cinco décadas e já interpretou mais de 150 papéis em mais de 4.000 atuações. Atualmente, continua cantando e dirigindo, além de ser o diretor da Ópera de Los Angeles, na Califórnia.


Oito cantores e uma bailarina disseram à agência de notícias norte-americana que foram assediadas por Domingo, numa atitude qualificada como um "segredo a vozes" no mundo da ópera. Uma delas relata que Plácido Domingo teria colocado a mão por baixo da sua saia, e outras três afirmam que as beijou à força em lugares como um camarim, um quarto de hotel e um almoço de negócios. “Que alguém esteja tentando pegar você pela mão durante um almoço de negócios é estranho, ou que ponha a mão no joelho”, descreveu uma das cantoras. “Sempre estava pegando na gente de alguma forma, sempre beijando.”

Além destes nove testemunhos de assédio sexual explícito, outra meia dúzia de mulheres relataram à agência que Domingo lhes fez propostas incômodas. Uma cantora conta que lhe pediu insistentemente para sair com ela depois de tê-la contratado para uma série de apresentações nos anos noventa. Além disso, outras três dúzias de profissionais, de músicos até técnicos de palco, contaram à agência que foram testemunhas do comportamento sexual inapropriado de Domingo e que perseguia mulheres jovens impunemente.

Domingo não respondeu a um questionário detalhado da AP sobre episódios concretos, mas ofereceu a seguinte resposta à agência: “As acusações dessas pessoas anônimas, que remontam até três décadas atrás, são profundamente preocupantes e, tal como se apresentam, inexatas. Ainda assim, é doloroso ouvir que pude incomodar ou fazer alguém se sentir incômodo, não importa quanto tempo isso faça, e apesar das minhas melhores intenções. Acreditava que todas as minhas interações e relações foram sempre bem-vindas e consentidas. Quem me conhece ou quem já trabalhou comigo sabe que não sou alguém que possa fazer mal, ofender ou envergonhar os outros de maneira intencional”.

“Entretanto”, continua Domingo em sua resposta, “reconheço que as regras e valores pelos que hoje nos medimos, e devemos nos medir, são muito diferentes de como eram no passado. Fui abençoado e privilegiado de ter tido uma carreira de mais de 50 anos, e me aferrarei aos mais elevados padrões”.A cantora de ópera Patricia Wulf, uma das nove mulheres que acusam Plácido Domingo.Jacquelyn Martin (AP)

A maioria das nove mulheres era de jovens que começavam na profissão. Suas histórias mostram um padrão de conduta por parte do tenor. Contatava-as com insistência, frequentemente com telefonemas repetidos para suas casas durante a noite, mostrava interesse por suas carreiras e insistia em que se encontrassem a sós para um drink ou um jantar, no seu apartamento ou hotel, sob a desculpa de lhes oferecer conselhos profissionais.

Sete delas acreditam que suas carreiras foram afetadas por rejeitar Plácido Domingo. Em alguns casos, as atuações prometidas nunca chegaram a se concretizar. Em outros, não voltaram a trabalhar para o tenor. Só Wulf, que trabalhou com Domingo na Ópera de Washington, autorizou a AP a dar seu nome. As demais exigiram anonimato, argumentando que ainda continuam na indústria e temiam represálias ou ser humilhadas ou assediadas publicamente. Entretanto, segundo a AP, contaram seus casos estimuladas pelo movimento #MeToo, ao sentir que tornar público o comportamento da figura mais proeminente da ópera era a forma mais efetiva de acabar com condutas desse tipo.

Duas das mulheres aceitaram suas propostas porque sentiam que não podiam dizer não ao homem mais poderoso do seu entorno. Uma delas relatou que foi para a cama com Domingo duas vezes, uma delas no hotel Biltmore, em Los Angeles, que está a quatro quarteirões da sede da ópera local. Quando Domingo se foi, deixou-lhe 10 dólares dizendo: “Não quero que se sinta como uma prostituta, mas tampouco quero que tenha que pagar para estacionar”.

Muitas destas mulheres relatam que colegas de profissão lhes advertiam para que nunca ficassem a sós com Domingo, nem sequer em um elevador. "Há uma tradição oral de advertir às mulheres sobre Plácido Domingo", afirmou uma meio-soprano que trabalhou na Ópera de Los Angeles, e que não é uma das nove denunciantes. O conselho era, segundo relataram muitas mulheres, "evitar a interação com ele a todo custo". Se as convidava para comer, deviam evitar o álcool e marcar sempre num lugar público e para almoçar, nunca para jantar. Assim, para evitar encontrar com o tenor, tomavam medidas como não usar o banheiro mais próximo do seu escritório, pedir a outras cantoras ou a funcionários do teatro que as acompanhassem e não atender telefonemas em casa.

Nenhuma das mulheres ofereceu provas documentais para sustentar as acusações, mas a agência falou com “muitos” colegas e amigos que relataram o ocorrido naquela época. Além disso, comprovou que efetivamente trabalharam nos locais dos fatos e que Plácido Domingo esteve com elas.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/13/cultura/1565677762_858224.html

Governo nem sabe para quem paga a dívida pública.

 Por Maria Lucia Fattorelli e Rodrigo Ávila

Publicado por Diario do Centro do Mundo
- 13 de agosto de 2019

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Paulo Guedes (Carl de Souza/AFP)

PUBLICADO NO AUDITORIA CIDADÃ

As deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL/RS), Samia Bomfim (PSOL/SP) e David Miranda (PSOL/RJ) apresentaram o Requerimento de Informações 696/2019, em 5/6/2019, solicitando ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, os nomes dos detentores de títulos da dívida pública federal interna, e o valor detido por cada um deles.

O governo respondeu que sequer sabe para quem paga os juros e amortizações da dívida pública e, mais uma vez, alegou que as informações estão protegidas por “sigilo bancário”, conforme documento disponível na página da Câmara dos Deputados (https://bit.ly/2MafzFQ).


Essa resposta contraria frontalmente o art. 37 da Constituição Federal , segundo o qual a administração pública de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá ao princípio da publicidade. Enquanto todas as demais despesas da União são divulgadas publicamente, inclusive com divulgação de nome e CPF/CNPJ de cada beneficiário ou servidor público na internet , os gastos com a dívida pública ficam escondidos, sem qualquer transparência, sigilosos…

O governo divulga apenas grupos econômicos detentores de títulos (bancos, fundos de investimento, entidades de previdência, etc.), o que está muito longe de atender à Constituição e diversos dispositivos legais que exigem a transparência das informações públicas. É fundamental saber quem são os grandes beneficiários dos fundos de investimento e também do que o governo chama de “Previdência”, onde se inclui também a previdência aberta, onde qualquer milionário pode também colocar sua fortuna. Quando vão à imprensa, analistas conservadores dizem que os principais componentes deste grupo são da classe média. Porém, quando perguntado oficialmente, o governo se cala e alega sigilo…

O requerimento de informações também questionou a razão pela qual, em 2017, o governo anunciou um valor de R$ 118 bilhões a título de atualização monetária da dívida pública federal, apesar do índice IGP-M ter sido negativo. Tal questionamento é importante, pois sistematicamente a parcela atribuída a “atualização monetária” tem sido subtraída dos juros nominais da dívida, tornando este valor subestimado. Ao mesmo tempo, essa mesma parcela atribuída a “atualização monetária” tem sido adicionada à chamada “rolagem” ou “refinanciamento”, inflando esta rubrica, que é constantemente desprezada por governistas e analistas neoliberais – e até mesmo alguns economistas ditos de “esquerda” – sob a falsa alegação de que se trataria apenas de uma troca de dívida velha por nova, quando na verdade tal valor corresponde em grande parte aos juros nominais da dívida. Essa manobra burla o Art. 167, III da Constituição e tem sido responsável pelo crescimento exponencial da dívida.

Em relação a esse aspecto, o governo respondeu parcialmente, limitando-se a informar que o valor da atualização monetária teria sido apenas de R$ 94,9 bilhões, porém, neste dado omite a atualização monetária correspondente aos títulos que o Tesouro Nacional entrega ao Banco Central e este aos bancos, nas denominadas “Operações Compromissadas” que recebem os generosos juros e privilegiam bancos com a remuneração de sua sobra de caixa.

Apesar de o IGP ter sido negativo em 2017, o governo apurou um valor positivo, sob o escandaloso argumento de que considerou a atualização monetária desde a data da emissão de cada título, e não apenas no exercício de 2017. Tal metodologia é frontalmente contrária ao disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017, em seu artigo 91, segundo o qual “a atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada da União não poderá superar, no exercício de 2017, a variação do Índice Geral de Preços – Mercado – IGP-M da Fundação Getúlio Vargas.” (grifo nosso).

A resposta a este Requerimento de informações mostra, mais uma vez, que para atender aos interesses financeiros vale tudo: sigilo de informações, burla à Constituição (art. 37 e 167, III), e à LDO, o que reforça a necessidade de ampla auditoria da dívida pública, com participação da sociedade civil!

AUDITORIA JÁ!
 
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/governo-nem-sabe-para-quem-paga-a-divida-publica-por-maria-lucia-fattorelli-e-rodrigo-avila/

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

CRIME AMBIENTAL - TRF4 mantém condenação de agricultor por importação ilegal de agrotóxicos


08/08/2019
 

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou, em julgamento realizado na última semana (31/7), a condenação de um agricultor que comandou a importação e o transporte de agrotóxicos através da fronteira do Uruguai com o Rio Grande do Sul sem a autorização do Ministério da Agricultura. No entendimento unânime da 8ª Turma da corte, a conduta do réu se enquadra nos delitos previstos no artigo 56 da Lei nº 9.605/98, que trata sobre crimes ambientais.

Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram, em setembro de 2016, um carro que transportava 114 quilos de fungicida na BR-290, em Uruguaiana (RS). A perícia técnica realizada após o flagrante constatou que a carga seria de origem estrangeira e não possuía registro em órgão federal competente. O laudo ainda apontou que parte do produto apreendido seria de alto grau de toxicidade, com uso não autorizado no Brasil.

Segundo os autos do processo, as escutas telefônicas extraídas do celular do motorista apreendido com os agrotóxicos teriam indicado que o responsável pela carga seria um agricultor residente do município de Sananduva (RS).

Após ter sido condenado pelo juízo da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento (RS) pela prática de crime ambiental, o agricultor apelou ao TRF4 alegando insuficiência de provas e requerendo a sua absolvição.

A 8ª Turma negou, por unanimidade, provimento ao recurso e manteve a condenação do réu a pena de um ano de reclusão, que foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, além do pagamento de multa no valor de R$ 2.930,00.

O relator do acórdão, desembargador federal Leandro Paulsen, frisou em seu voto que a materialidade do crime foi provada de forma concreta através da prisão em flagrante, do laudo de perícia criminal e das conversas telefônicas interceptadas.

“O teor dos diálogos não deixa dúvidas de que o apelante comandou a operação de importação dos agrotóxicos apreendidos. Tais provas, aliadas ao contexto extraído dos autos - atividade de agricultura exercida pelo réu e a relação de trabalho entre ele e o motorista - bem como a ausência de explicações para as conversas telefônicas, não deixam dúvidas da autoria do crime”, ressaltou o magistrado.

DESCARADAMENTE...


.....Irmã de Paulo Guedes faz lobby no 1º escalão do governo contra ensino público


Elizabeth Guedes, irmã do ministro da Economia, Paulo Guedes, tornou-se uma espécie de relações-públicas de luxo das empresas propietárias das universidades particulares. Ela viu o seu prestígio aumentar junto ao poder público com a chegada do presidente e do irmão ao poder e já teve 35 reuniões agendas com o Executivo
 
12 de agosto de 2019, 10:03 h


Elizabeth Guedes e Paulo Guedes (Foto: Senado | ABr)





247 - Elizabeth Guedes, irmã do ministro da Economia, Paulo Guedes, tornou-se uma espécie de relações-públicas de luxo das empresas propietárias das universidades particulares. A informação é do Portal Metrópoles.
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Ela viu o seu prestígio aumentar junto ao poder público com a chegada do presidente e do irmão ao poder e já teve 35 reuniões agendas com o Executivo. Em 2018, Elizabeth teve apenas 17 reuniões com membros do governo registradas no ano



Representante de mais de 200 faculdades particulares, Elizabeth é vice-presidente e proprietária da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), criada há três décadas para atuar pelos interesses do setor. Com o irmão no poder, a sua agenda de encontros junto a autoridades teve um salto quando comparado aos anos anteriores.

Um levantamento do portal Metrópoles revela que ela, neste ano, não apenas encontrou-se duas vezes com técnicos subordinados a Guedes mas também carrega um arsenal de visitas ao primeiro e ao segundo escalão do governo comparável ao de poucas figuras da Esplanada. Apesar da influência da irmã, Guedes, por sua vez, tenta distanciar-se da sua atividade. Em audiência na Câmara dos Deputados no dia 5 de junho, inclusive, ele rechaçou qualquer proximidade com ela. 
 
Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/irma-de-paulo-guedes-faz-lobby-no-1-escalao-do-governo-contra-ensino-publico

domingo, 11 de agosto de 2019

Milionário Jeffrey Epstein é encontrado morto em sua cela


Corpo foi encontrado na cela onde o milionário americano estava preso, em Manhattan, acusado de criar uma rede para abuso de menores. Caso Epstein toma agora um rumo dramático.


Jeffrey Epstein foi preso no início de julho


Acusado de abuso de menores, o milionário americano Jeffrey Epstein, foi encontrado morto neste sábado (10/08) na cela onde estava preso em Manhattan.

A mídia americana anunciou que o magnata financeiro cometeu suicídio na sexta-feira. Em fins de julho, Epstein, de 66 anos, já havia sido encontrado em sua cela com marcas no pescoço após uma aparente tentativa de suicídio.

No início de julho, o Ministério Público de Nova York acusou o milionário de criar uma rede para abusar de meninas em suas mansões nos estados de Nova York e da Flórida entre 2002 e 2005.

No documento, a acusação afirmou que Epstein "explorou sexualmente e abusou de meninas menores de idade em suas casas em Manhattan [Nova York] e Palm Beach [Flórida], entre outros lugares, durante muitos anos", além de alegar que, após cometer os atos, pagava às vítimas "centenas de dólares".

Além disso, Epstein foi acusado de "criar uma ampla rede de vítimas menores de idade para explorá-las sexualmente" – ele teria pagado algumas garotas para recrutar outras meninas com cerca de 14 anos que seriam vítimas de abusos similares.

Os promotores afirmaram que as evidências contra Epstein incluíam centenas ou mesmo milhares de fotografias obscenas de jovens mulheres ou meninas, que foram descobertas numa operação de busca em sua mansão em Nova York.

O empresário de 66 anos havia sido acusado de abusar de dezenas de garotas há mais de uma década, mas conseguiu evitar acusações federais formais mediante a um polêmico acordo extrajudicial no qual admitiu ter solicitado serviços de prostituição.

Em 2008, Epstein chegou a um acordo com a promotoria do sul da Flórida para pôr fim a uma investigação que poderia lhe render uma condenação à prisão perpétua. Ele se declarou culpado de acusações menores, foi condenado a 13 meses de prisão e chegou a um acordo financeiro com as vítimas.

O acordo foi supervisionado pelo então promotor de Miami, Alexander Acosta, ex-secretário de Trabalho do governo de Donald Trump e que renunciou por sua ligação com o milionário. Na época, ele defendeu esse tratamento como "apropriado" por conta das circunstâncias, especialmente com "muitas das vítimas relutantes a testemunhar".

O caso mudou depois que, em fevereiro, um juiz da Flórida decidiu que a Promotoria estadual violou a lei ao ocultar o acordo, que afetava mais de 30 mulheres que o denunciaram por terem sido vítimas de abusos sexuais quando eram menores de idade.

O procurador-geral do Distrito Sul de Nova York, Geoffrey Berman, afirmou que o acordo selado na Flórida que poupou Epstein de uma pesada sentença de prisão há uma década é compulsório apenas para promotores federais na Flórida, e não para autoridades em Nova York.

Epstein manteve laços de amizade com figuras influentes ao longo dos anos, como o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, o príncipe Andrew, do Reino Unido, que chegou a ser acusado por vítimas de ter participado do esquema de abuso sexual de Epstein, além de Trump. 
 
CA/PV/rtr/afp/dw