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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"TIRAR O CAPETA" - Empresa não pode obrigar empregados a irem a culto




Por Jomar Martins


O Grupo Villela deve se abster de praticar condutas que discriminem a crença religiosa dos atuais e futuros empregados. Também não pode exigir que estes rezem e/ou compareçam a atos religiosos e sessões de leitura da Bíblia sob qualquer motivo, em razão de Contrato de Trabalho.

Estas e outras determinações no mesmo sentido partiram da juíza Luísa Rumi Steinbruch, titular da 15ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, ao conceder liminar pedida pelo Ministério Público do Trabalho do RS, no dia 4 de fevereiro. O descumprimento das obrigações importará em multa de R$ 10 mil para cada caso verificado, sendo o valor revertido ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

A Ação Civil Pública, baseada em denúncias de discriminação religiosa por parte dos empregados, foi movida contra o advogado Renan Lemos Villela e as empresas do Grupo, que preside: Villela Advogados Associados, Villela Assessoria Empresarial, Villela Administradora Empresarial e RMV Assessoria Empresarial.

O procurador responsável pela ACP, Philippe Gomes Jardim, disse que as denúncias foram confirmadas por meio de diligências. Também os depoimentos tomados em audiências na Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região (PRT-4/MPT) revelaram que os empregados sofriam pressão psicológica em função da opção religiosa, sendo constrangidos por Renan a participar de cultos evangélicos na sede da empresa, uma vez por semana.

Conforme os depoentes, nos cultos, o advogado diz que ‘‘vai tirar o capeta’’ dos empregados. E quem não acredita em Jesus Cristo, garantem, está ‘‘endemoniado’’. Estas manifestações e práticas, conforme o MPT, são abusivas e ferem a liberdade religiosa dos funcionários.

Segundo Jardim, a questão só foi judicializada porque a direção do Grupo se recusou a resolver o problema em nível administrativo, assinando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Justiça do Trabalho, em data ainda não marcada, ainda vai decidir sobre o mérito da Ação Civil Pública.


Fonte: http://www.conjur.com.br

Igrejas arrecadaram em 2012 a média de R$ 60 milhões por dia




Religião é um setor dos que
mais movimentam dinheiro

Os templos evangélicos e católicos arrecadaram em 2012 a média diária de R$ 60 milhões (US$ 25 milhões), o que deu no ano o total de R$ 21,5 bilhões (US$ 8,95 bilhões). Houve crescimento de 4,3% em relação a 2011. A informação é do jornal Estado de Minas, que teve acesso aos dados da Receita Federal.

O montante, obviamente, se refere às quantias declaradas pelos templos à Receita. Como praticamente não há fiscalização no setor, é possível que o total seja bem maior. 

Apesar da grande quantidade de templos, não há notícia recente de que pelo menos um deles tenha sido punido por omitir arrecadação à Receita.

Os templos religiosos são um dos setores da economia brasileira que mais movimenta dinheiro. O que arrecadam supera o Orçamento de 15 ministérios e corresponde aproximadamente à metade do Orçamento de São Paulo, que é o Estado mais rico do país. O dinheiro deles daria para pagar a Bolsa Família que beneficia milhões de brasileiros.

Do total arrecadado em 2012, as doações de fiéis responderam por 56,2% (R$ 12 bilhões), o dízimo por R$ 15,6% (R$ 3,4 bilhões), venda de bens ou prestação de serviços 13,1% (R$ 2,8 bilhões), outros recursos 13,5% (R$ 2,9 bilhões) e aplicações financeiras por 0,3% (R$ 1,6 bilhão).

Não há incidência de impostos federais sobre atividades ligadas às crenças religiosas. Alguns Estados também concedem esse privilégio às igrejas, deixando de cobrar ou cobrando em parte ICM sobre energia elétrica e telefone.

O desembargador Carlos Henrique Abrão, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), defendeu recentemente em um artigo uma reforma no regime de imunidade tributária às igrejas, a qual, segundo ele, tem de deixar de ser ampla e irrestrita.

Abrão afirmou, por exemplo, que vendas de produtos por igrejas deveriam ser tributadas, de acordo com o que ocorre com todas as operações de comércio.

Para ele, a imunidade fiscal tem contribuído para enriquecer pastores e favorecer atividades comerciais de igrejas, o que, disse, explica o interesse de tantas pessoas de fundarem denominações religiosas.



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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

ONU: 86 milhões de mulheres devem sofrer mutilação genital até 2030

IREITOS HUMANOS
06/02/2014 - 12h39 | Marina Terra | São Paulo


Ao todo, segundo as Nações Unidas, 129 milhões sofrem com as consequências da retirada do clitóris e lábios vaginais
 
 
No mundo, 129 milhões de mulheres não sentem prazer durante a relação sexual, sofrem com intensas dores e têm dificuldades para manterem os órgãos genitais limpos. Um número que impressiona e que, caso as tendências atuais persistam, pode aumentar em 86 milhões até 2030, segundo alerta da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quinta-feira (06/02), Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

UNFPA

Comunidade em Uganda que abandonou a mutilação genital feminina. Prática é comum na África e no Oriente Médio

A circuncisão feminina, que consiste na amputação do clitóris – em alguns casos, dos lábios vaginais também – é uma prática secular que continua acontecendo em muitas comunidades, principalmente no Norte da África e no Oriente Médio, e tem como objetivo condicionar a liberdade sexual das mulheres até ao casamento.

“Não há nenhuma razão religiosa, de saúde ou de desenvolvimento para mutilar ou cortar qualquer menina ou mulher”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em comunicado. “Embora alguns argumentem que é uma ‘tradição’, devemos lembrar que a escravidão, as mortes por honra e outras práticas desumanas foram defendidas com o mesmo argumento”, lembrou.

Na maioria dos lugares onde é praticada, a mutilação genital feminina é considerada fundamental na preparação da mulher para a vida adulta e o casamento. Em países como a Somália, Guiné-Bissau, Djibuti e Egito, mais de 90% das meninas são circuncisadas. Nessas culturas, altamente machistas e patriarcais e onde a virgindade e a fidelidade matrimonial são valorizadas, a pressão é intensa para controlar o comportamento sexual feminino. Muitas meninas escutam que a retirada do clitóris e dos lábios vaginais é para deixá-las mais “limpas” e “bonitas”.

Os traumas começam na preparação do procedimento em algumas localidades, quando muitas meninas e até bebês com menos de 12 meses, como sublinha a ONU, têm as pernas e os braços amarrados. Depois, o uso de giletes e outros objetos cortantes sem a correta higienização ou anestesia, quando não levam à morte, provocam infecções que podem perdurar por toda a vida.


Os casos de infibulação também trazem riscos durante o parto: segundo um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde), a mortalidade de bebês é 55% maior em mulheres que sofreram procedimentos para redução do orifício vaginal. Em alguns casos, o que resta dos lábios vaginais é costurado, provocando dores e infeccções urinárias. Somente o marido pode “desamarrar” a costura, quando deseje ter relações sexuais.

Felizmente, de acordo com as Nações Unidas, há sinais positivos de progresso para acabar com a prática. “As meninas entendem instintivamente os perigos de serem mutiladas, e muitas mães, que viram ou experimentaram o trauma, querem proteger suas filhas de passar pelo mesmo”, disse o secretário-geral da ONU, que citou o caso de um pai no Sudão que se recusou a deixar as filhas serem mutiladas e, com isso, acabou criando uma campanha de conscientização mundial -- "Saleema".

"Saleema", desenho animado produzido pelo Unicef para banir mutilação genital feminina no Sudão:


Além disso, recentemente, Uganda, Quênia e Guiné-Bissau adotaram leis para terminar com a prática. Na Etiópia os responsáveis foram presos, julgados e penalizados com ampla cobertura da imprensa. “Nosso desafio atual é dar verdadeiro significado a este Dia, usando-o para ganhar apoio público, criar mecanismos práticos e legais e ajudar todas as mulheres e meninas afetadas ou em risco de mutilação genital”, disse Ban ki-Moon.

Filme

Flor do deserto, uma produção norte-americana, narra a história verídica de Waris Dirie, garota somali que, aos 13 anos, foge de sua tribo rumo à Londres para escapar de um casamento arranjado com um homem de 60 anos.

Na Inglaterra, ela descobre que é diferente quando revela à amiga Marylin que foi circuncisada aos três anos de idade, seguindo costume de seu povo. Embora sofra dores e tenha dificuldades até mesmo para urinar, ela acha tudo muito normal. Porém, a amiga lhe diz que as mulheres inglesas e em muitas outras partes do mundo não sofrem o que ela sofreu.



Enquanto trabalhava em uma lanchonete, ela é descoberta por um fotógrafo e vira uma modelo de sucesso. Dirie depois se transformou em uma defensora da luta pela erradicação da prática da mutilação genital feminina e atualmente é embaixadora da ONU, além de dirigir uma ONG com seu nome. "O mundo sabe que essas mutilações são erradas, mas até agora não se fez muita coisa. Não entendo por que o mundo fica só olhando", disse Dirie quando filme foi lançado no Festival de Veneza. E advertiu: "Em algum lugar do mundo uma menina está sendo mutilada agora. Amanhã, o mesmo destino espera outra menina".

* Com informações da UNIC Rio de Janeiro, VIA OPERA MUNDI

Homem humilhado por professora da PUC é advogado


Redação Pragmatismo
PRECONCEITO SOCIAL10/FEB/2014 ÀS 13:07
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COMENTÁRIOS


Professora debochou de homem pelo fato de vestir camiseta e bermuda em aeroporto. Marcelo Santos, advogado, escreveu um texto de desabafo

O homem ironizado por uma professora nas redes sociais, pelo fato de ter vestido camiseta regata e bermuda no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, disse que, ao ver sua foto circular na internet, pensou que fosse uma montagem ou “gozação” de amigos. Na publicação, o advogado mineiro Marcelo Santos era retratado ao lado da pergunta: “Rodoviária ou aeroporto?”
O comentário feito pela professora Rosa Marina Meyer, docente do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) e diretora da Coordenação Central de Cooperação Internacional da universidade, chegou até a página do Facebook da personagem “Dilma Bolada”, na qual foram feitos quase 11.300 compartilhamentos entre quinta-feira (6) e a manhã desta segunda (10).
Para os internautas, o post da educadora foi preconceituoso. Na própria quinta-feira, ela divulgou um pedido de desculpas na web.
rosa marina meyer marcelo santos
Professora da PUC Rosa Marina Meyer (dir.) publicou foto de Marcelo Santos (esq.) debochando de seus trajes e reclamando da invasão de pobres em aeroportos. Não sabia ela que Marcelo é dono de um renomado escritório de advocacia (Edição: Pragmatismo)
“Sabedora do desconforto que posso ter criado com um post meu publicado ontem (quarta-feira) à noite, peço desculpas à pessoa retratada e a todos os que porventura tenham se sentido atingidos ou ofendidos pelo meu comentário. Absolutamente não foi essa a minha intenção.”
Na ocasião da foto, o advogado voltava de uma viagem internacional de cruzeiro que teve o Rio de Janeirocomo destino final. Ele passou o dia passeando pela cidade, quando tirou uma foto com a estátua de Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, na Zona Sul, pouco antes de ir ao aeroporto e embarcar em um voo para Minas Gerais.
“Eu estava em uma reunião, e uma advogada que trabalha comigo veio dizer que tinha uma foto minha circulando na internet. Inicialmente, achei que fosse montagem, ‘gozação’ dos meus amigos que tinham viajado comigo. Quando percebi, fiquei indignado ao perceber que eram pessoas da [área de] educação conversando entre si. Na página da Dilma Bolada, vi que o pessoal estava todo do meu lado, contra aquela postura preconceituosa dela [professora], e vi que aquilo tomaria proporções enormes. Minha família não gostou nada disso, a noite foi muito difícil para dormir, não só em relação à minha situação, mas é decepcionante ver que pessoas ligadas à nossa educação têm essa postura em relação ao cidadão”, afirmou.
Marcelo disse que já localizou a professora e todas as pessoas que comentaram a publicação dela com falas preconceituosas. O advogado diz que, se pudesse dar um recado a ela, pediria que revisse seus conceitos.
“Como educadora, ela está dando péssimo exemplo de cidadania e profissão. Pelo que eu estou vendo, o pessoal está indignado não só pelo Marcelo [ele está falando de si na terceira pessoa], mas todo mundo se sente essa pessoa naquela situação. Ela não ofendeu o Marcelo em si, mas quem estava no aeroporto, como se fosse impossível. Ela simplesmente criticou o traje da pessoa, e sabemos que no Brasil todo mundo está sujeito a usar isso. Estou muito indignado pela situação, foi ridículo. Estamos tomando as providencias no escritório e temos os dados de todos [envolvidos na polêmica]“, apontou.

Desabafo nas redes

Em seu perfil no Facebook, Marcelo escreveu um texto de desabafo. “Boa tarde. Gostaria de agradecer as mensagens calorosas dos amigos, neste momento. Na oportunidade, informo que estava chegando de viagem de um cruzeiro internacional e tinha conhecimento do calor que estava no Rio de Janeiro, ocasião em que estava com trajes casuais. Ademais, por estar de férias, no Rio de Janeiro, não tinha por que estar usando terno e gravata apenas para usar um meio de transporte. Informo, também, que os comentários infelizes das pessoas na página do Facebook já estão sendo alvo de análise pelos meus colegas do escritório e, certamente, serão tomadas as medidas legais. É lamentável perceber que isso partiu de pessoas ligadas à educação de nosso país. Com efeito, apenas vem descortinar o preconceito existente por muitas pessoas que se julgam melhores apenas por questão de aparência.”
Uma página criada na rede social, na sexta-feira (7), ironizou a atitude da educadora. A descrição do perfil diz: “A professora da PUC-RJ que odeia viajar de avião com quem usa regata, bermuda e tem cara pobre, pois pra viajar com ela, é preciso ter glamour”.
Lívia Torres, G1

Juíza é destituída por fazer ginástica pelada em tribunal

Enviado por Fernando Moreira - 
10.02.2014
 | 
12h06m


Uma juíza de Sarajevo(Bósnia) foi destituída do cargo após ser flagrada fazendo exercício e tomando banho de sol pelada em uma sala da Suprema Corte, onde estava lotada. Fotos documentando o caso vazaram e foram replicadas nas redes sociais na web. 

De acordo com o "Daily Mail", a magistrada chegava ao tribunal todos os dias às 8h, quando o prédio estava praticamente vazio. Ela aproveitava a pouco movimentação para se exercitar como veio ao mundo. Acabou descoberta por um funcionário da prefeitura, que fez as fotos de um prédio vizinho. 

Em sua defesa, a juíza argumentou que tem direito a exercícios antes de começar o árduo expediente no tribunal.
"O comportamento da juíza sênior não é aceitável", informou o relatório da destituição.

Imagens: Reprodução/Reddi

Fonte: O GLOBO

Defasagem na tabela do IR chega a 61,4% e atinge principalmente os mais pobres



A tabela do Imposto de Renda fechou 2013 com uma defasagem de 61,42% em relação à inflação oficial, segundo cálculos do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco). Entre 1996 – quando houve o congelamento da tabela – e 2013, o IPCA acumulado foi de 206,64% contra um reajuste de 89,96% nas faixas de cobrança do tributo.
O congelamento durou até 2001. Nos anos seguintes, quase todos os reajustes que ocorreram foram inferiores ao IPCA (veja o gráfico abaixo). Desde 2007, as correções, definidas por lei, têm sido de 4,5% – o centro da meta de inflação definida pelo governo. Em 2013, contudo, o IPCA ficou novamente acima deste patamar, em 5,91%, aumentando a defasagem em 1,35%.
O estudo observa que a discrepância crescente penaliza, sobretudo, os contribuintes de mais baixa renda. Quem ganha até R$ 2.761 por mês deveria ser isento de IR, segundo os cálculos do Sindifisco, mas acaba sendo tributado atualmente pelas alíquotas de 7,5% e 15%.
A classe média também arca com uma carga tributária bem maior do que deveria. Trabalhadores quem ganham R$ 3 mil mensais, por exemplo, são descontados na fonte em R$ 129,39. Se a tabela fosse integralmente corrigida, o valor seria de R$ 17,89, de acordo com a pesquisa. Isto é, o Fisco fica com R$ 111,50 a mais, uma diferença de 623,25%.
Já no extremo oposto, o efeito é bem menor. Quem recebe R$ 100 mil por mês deixa na fonte R$ 26.709,43. Se houvesse o reajuste, o desconto seria de R$ 26.223,86, uma diferença de apenas 1,85%.
SALÁRIO MÍNIMO
A defasagem ainda se soma ao aumento do salário mínimo, também superior à correção da tabela. Neste ano, o mínimo foi elevado para R$ 724, uma alta de 6,78% ante os R$ 678 vigentes em 2013.
O resultado disso é o aumento da tributação sobre o assalariado. Em 1996, a isenção do imposto beneficiava quem recebia até 6,55 salários mínimos, segundo levantamento da consultoria Ernst & Young. Em 2014, essa relação despencou para 2,47. Assim, brasileiros antes isentos por causa da baixa renda vão paulatinamente ingressando na condição de contribuintes.
PROJETOS DE MUDANÇA
No ano passado, o Sindifisco apresentou uma proposta de recuperação da tabela, transformada no Projeto de Lei 6.094/13, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O PL prevê uma redução gradativa da discrepância em um período de dez anos, a partir de 2015.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também prepara uma ofensiva. A entidade quer levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para exigir a correção total das faixas de cobrança de acordo com o IPCA.

Fonte: ESTADO DE SP

Como Abraão podia ter camelos se eles não eram domesticados?



Descoberta mostra que domesticação do
animal ocorreu após a época do profeta
Diz Gênesis 12:16: “E fez bem a Abraão por dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos”.

Esse é mais um trecho da Bíblia que não se sustenta, porque na época de Abraão os camelos ainda não tinham sido domesticados.

A questão é polêmica porque religiosos fundamentalistas — como não poderia ser diferente — continuam defendendo a posse de camelos por Abraão, dando crédito à versão de que o animal foi introduzido na Mesopotâmia na época do profeta, de acordo com que estaria registrado em escritas cuneiformes e selos.

Contudo, recentes descobertas de arqueólogos israelenses contêm evidências de que os camelos domesticados só foram introduzidos na “terra santa” no século IX AC, o que desabona a versão bíblica.

Yosef Ben, um desses arqueólogos, afirmou que foi possível determinar a data com a precisão de décadas em vez de séculos. 

Disse que o aparecimento de camelos naquela localidade ocorreu de forma abrupta, talvez por intermédio de egípcios que faziam comércio nas rotas do Mediterrâneo.

No Velho Testamento, há duas outras referências a camelos.

Afirma Gênesis 24:10: “E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão, e levantou-se e partiu para Mesopotâmia, para a cidade de Naor”. [Isso ocorreu pelo menos 100 anos depois do tempo do profeta].

Gênesis: 37:25 diz: “Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los ao Egito”.

Nesta polêmica, ao menos existe algo inquestionável: domesticados ou não, os camelos já existiam em alguma parte do planeta (há provas disso), mas sobre Abrão inexiste qualquer indício de sua existência.



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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Homem corta cabeça de bebê e toma sangue em ritual religioso

Julgamento gera novo debate na Índia sobre “liberdade religiosa”

por Jarbas Aragão


 

A justiça indiana condenou à morte Lakshmi Kanta Sarkar, um homem que foi encontrado praticando um ritual religioso macabro. Ele estava em um cemitério tomando o sangue depois de decapitar um bebê, enquanto a cabeça decepada da criança foi pendurada em uma árvore.

Em sua defesa ele alegou que estava “praticando sua religião”.

O caso ocorreu na vila Kalakuri, em Bankura, Estado de Bengala Oriental, na Índia. As imagens do ritual foram divulgadas por uma TV indiana. O processo se arrastava nos tribunais havia dois anos. Sarkar foi condenado após 17 pessoas testemunharem contra ele na corte de Bankura. Segundo relatos, o homem era bem conhecido na vila onde morava por comandar uma clínica ilegal de abortos juntamente com sua mãe.

A população local precisou ser contida pela polícia enquanto tentava invadir o local de sua prisão e linchar o assassino. No dia de sua prisão ele foi espancado por moradores da vila, enquanto gritavam que ele era um “feiticeiro”, afirmou a polícia.

A condenação reabriu o sempre espinhoso assunto da liberdade religiosa na Índia, um dos países mais populosos do mundo. Para os seguidores do Tantra, o controvertido ramo religioso a que Sarkar pertence, defendem que o sacrifício com sangue é necessário para “cumprir necessidades religiosas”. A prática remonta ao grupo que existe a mais de dois mil anos.



Por outro lado, casos de “sacrifício de sangue” em nome da religião vem sendo mostrados pela mídia na Índia com uma frequência assustadora.

No ano passado, um homem matou seu filho de oito meses de idade, como forma de sacrifício à deusa hindu Kali no estado de Uttar Pradesh. Em outra área da Índia, uma criança de sete anos foi assassinada para que seu fígado pudesse ser oferecido como um sacrifício aos deuses em troca de uma colheita fértil. Os assassinos não foram condenados.

Com informações Daily Mail, VIA GOSPEL PRIME

A EXPRESSÃO NÃO FOI BEM "DANE-SE"


“Dane-se a União Europeia”, diz secretária dos EUA à diplomata

A gravação de um diálogo entre diplomatas dos EUA publicada no Youtube eleva a tensão com a Rússia
Os diplomatas debatem sobre como apoiar a oposição ucraniana



O presidente da Ucrânia, Víktor Yanukóvich (Izda.), estreita a mão à secretária de Estado anexa de EUA para Assuntos Europeus, Vitória Nuland. / MYKHAILO MARKIV / POOL (EFE)

Uma conversa telefônica sobre a Ucrânia entre diplomatas norte-americanos gravada e publicada no Youtube nesta quinta-feira elevou ainda mais a tensão na crise sobre o futuro do país. Na gravação, Vitória Nuland, secretária de Estado para Assuntos Europeus dos EUA, e Geoffrey Pyatt, embaixador norte-americano em Kiev, mantêm uma esclarecedora conversa na que se debate a capacidade de alguns líderes da oposição para participar em um futuro governo ucraniano; discute-se como facilitar que o protesto contra o atual Governo dê certo; e é feita uma referência displicente à União Europeia.

A Casa Branca responsabilizou o governo russo de estar atrás do vazamento. Vitória Nuland, se desculpou pelas suas declarações, segundo informou o Departamento de Estado. O Governo russo afirmou que a conversa demonstra que Washington manobra para que tome corpo um golpe contra o governo ucraniano.

A gravação, publicada no Youtube, contém um diálogo de pouco mais de quatro minutos entre Nuland e Pyatt.

Nuland faz referência durante a conversa telefônica de que a ONU poderia nomear nos próximos dias a um novo enviado especial para a Ucrânia e que isto ajudaria a promover o final da crise diante da suposta inação da União Europeia. "E já sabe, dane-se a UE", afirma a secretária. "Exatamente", responde o embaixador.

Um porta-voz do Governo alemão disse nesta sexta-feira que a chanceler alemã Angela Merkel considera "totalmente inaceitável" o comentário de Nuland.

Os dois diplomatas trabalham na capital ucraniana para promover um acordo entre o Governo e a oposição que ponha fim à crise política que afeta o país desde o último mês de novembro. Nuland reuniu-se nesta mesma quinta-feira com o presidente Viktor Yanukóvich para tentar reiniciar as conversas com a oposição.

O vídeo, intitulado “As marionetes de Maidán”, em referência aos manifestantes na praça de Kiev onde se iniciaram os protestos, foi compartilhado nesta terça-feira por um assistente do primeiro-ministro russo na sua conta no Twitter. Na sua mensagem anunciava “umas afirmações controversas de Nuland a respeito da União Europeia”. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, assegurou nesta quinta-feira que “isto diz algo do Governo russo”. Sua homóloga no Departamento de Estado, Jen Psaki, qualificou o vazamento como “um novo ponto baixo” da Rússia.

O Departamento de Estado não avaliou os termos empregados por Nuland alegando que se tratava de uma “conversa diplomática privada”. No áudio, Nuland afirma ao embaixador que considera que Vitaly Klitschko, ex-boxeador e um dos líderes da oposição, não deveria formar parte do governo ucraniano, como havia proposto seu presidente no último 25 de janeiro. “Não acho que seja necessário, não é uma boa ideia”, declara Nuland, alegando sua falta de experiência. A seguir, ambos debatem diferentes estratégias para trabalhar com outros representantes, como Arseny Yatseniuk e Oleh Tyahnybok.

A secretária norte-americana acrescenta que o envolvimento das Nações Unidas nos diferentes esforços para resolver a crise de Kiev “ajudaria a solidificar” o plano. “Acho que temos que fazer algo para que aguente porque se começa a ganhar altura, os russos vão trabalhar nos bastidores para boicotá-lo”, acrescenta o embaixador.

O vazamento acontece meses depois de que Edward Snowden, ex-empregado de inteligência dos EUA refugiado agora em Moscou, revelasse que a Agência Nacional de Segurança gravava conversas de numerosos líderes internacionais, entre eles, a chanceler alemã, Angela Merkel. O presidente Obama anunciou em janeiro o cancelamento de alguns dos programas mais controversos e desde o primeiro vazamento alegou que os membros da diplomacia norte-americana também são espiados por outros governos

Detalhes da morte de JOSEF MENGELE



As últimas horas do monstro nazista

Ex-cabo da Polícia Militar brasileira revela, 35 anos depois, detalhes da morte de Josef Mengele no litoral de São Paulo


À esquerda, Josef Mengele (1911-1979). / UNIVERSAL HISTORY ARCHIVE/GETTY IMAGES


Na pequena cidade de Bertioga, no litoral do estado brasileiro de São Paulo, um monstro nazista vivia seus últimos momentos há 35 anos. De forma bem diferente da que muitos imaginariam após a descoberta de suas atrocidades, ele morreu em um banho de mar, possivelmente devido a um ataque cardíaco. Talvez o nome Josef Mengele, ou mesmo o seu apelido, Anjo da Morte, possam soar desconhecidos para as novas gerações. Mas o seu trabalho como médico do regime de Adolf Hitler simbolizou como poucos os horrores dos campos de concentração.

Um homem em particular jamais esquecerá o dia 7 de fevereiro de 1979. O brasileiro Espedito Dias Romão, então com pouco mais de 30 anos, era cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo e chegou ao local da ocorrência na praia da Enseada, próxima ao centro comercial de Bertioga, logo depois. No fim de uma tarde de sol, ele diz ter recebido uma chamada informando sobre um corpo na praia. Ao chegar ao local em uma viatura, ele afirma ter visto uma pequena aglomeração em volta de um senhor na areia.

Tratava-se do austríaco Wolfgang Gerhard, segundo constava na modelo 19, um documento antigo de identificação de estrangeiros no Brasil. “Quando cheguei, o corpo estava estirado na faixa de areia. Tudo indicava que ele foi retirado do mar já sem vida. Era um senhor bem branco e de bigode, e que não apresentava sinais de afogamento comuns, como vômitos e água expelida pelas laterais e pela boca. Fui levado a pensar que se tratava de um caso de mal súbito”, conta.

No boletim de ocorrência lavrado logo após a morte, e que apontava como naturezas do óbito um mal súbito e afogamento, informava-se que Wolfgang tinha 54 anos, era viúvo, trabalhava como técnico mecânico e residia no bairro do Brooklin Novo, em São Paulo. “Segundo apurado entre as testemunhas, a vítima banhava-se no mar, sentiu-se mal, vindo a perecer afogada, embora socorrida por populares”, afirma uma cópia do documento mostrada por Dias ao EL PAÍS.

Wolfgang era, na verdade, Mengele, segundo revelaria um intenso trabalho de pesquisa científica anos depois, mas que, ainda hoje, levanta polêmicas e suscita teorias de que o médico nazista teria como destino outros países, inclusive os Estados Unidos. Aquele homem encontrado morto na pequena Bertioga era um dos criminosos mais procurados do mundo desde o fim da Segunda Guerra, e teria passado por outros países da América Latina, como a Argentina, antes de aportar no Brasil.

Como médico em Auschwitz, além de capitão da força nazista SS, Mengele foi um dos responsáveis pela seleção dos prisioneiros que seguiriam para o trabalho forçado e os que morreriam nas câmaras de gás. Suas experiências em seres humanos, sobretudo crianças gêmeas judias e ciganas, foram responsáveis por alguns dos capítulos mais desumanos do século XX.

A morte de Mengele não foi presenciada por muitas pessoas no Brasil, ainda de acordo com o ex-cabo da PM. Não havia quase ninguém na praia no momento da ocorrência. Bertioga, que era um distrito da cidade de Santos até obter sua emancipação em 1991, possui atualmente cerca de 50 mil habitantes. Na época, Dias estima que o número de moradores se aproximasse de seis mil. “Estava tudo praticamente deserto e o mar, calmo. Parecia que só havia os três na Enseada”, recorda.

O ex-cabo da PM se refere, assim, ao casal de austríacos que acompanhava Mengele no passeio, Wolfram e Liselotte Bossert. Os três dividiam uma casa de temporada localizada a cerca de quatro quadras da praia, em uma área não asfaltada, ainda de acordo com Dias. Liselotte acabaria sendo processada em 1985 por falsidade ideológica no Brasil, após apresentar o documento falso de identidade de Mengeleno dia do óbito. Wolfram, por sua vez, é apontado como um ex-oficial do Exército nazista que morava no Brasil desde a década de 1950.

“O (Wolfram) Bossert acabou sendo levado para o Pronto Socorro por conta do esforço para tirar o Wolfgang da água. E ele tinha uma estrutura óssea bastante forte”, comenta Dias. O corpo de Wolfgang, por sua vez, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Santos para a realização de exames complementares. A causa oficial da morte segue um mistério.

Wolfgang acabaria enterrado no dia seguinte no cemitério do Rosário, na cidade de Embu, na região metropolitana de São Paulo.
Reviravolta

Em 1985, no entanto, uma reviravolta marcou o caso registrado por Dias naquela tarde ensolarada de fevereiro. A dimensão do fato assumiu contornos históricos e atraiu a atenção de diversos meios de comunicação brasileiros e internacionais. “Um repórter me ligou e começou a perguntar se havia sido eu quem tinha atendido uma ocorrência em 1979. Daí para frente tudo começou a vir à tona.”


Ele conta que teve início uma grande busca de informações a respeito do caso, inclusive por parte dos peritos, que acabariam exumando os ossos de Mengele - análises feitas através de exames de DNA confirmariam, em 1992, que os restos mortais seriam mesmo do monstro nazista. Entre inúmeras entrevistas concedidas, Dias foi convocado para relatar a ocorrência à Polícia Federal em São Paulo. O ex-cabo da PM lembra que, com a enorme repercussão do caso no Brasil e no exterior, Bertioga alterou sua rotina na época.

“A cidade, que era mais tranquila, pacata, sofreu um impacto muito grande”, diz. “Eu ficava pensando depois quantas vezes ele (Mengele) pode ter passado por mim ainda em vida”, acrescenta. Isso porque Dias havia trabalhado também em uma base da PM em um dos pontos de entrada da cidade, a balsa que a liga ao município do Guarujá.

Hoje, o ex-cabo é chefe de fiscalização do setor de trânsito e transporte do município de Bertioga, após entrar na reserva da PM como primeiro-sargento. Aos 68 anos, o mineiro que chegou à cidade ainda no fim da década de 1960 como policial rodoviário, se dedica aos desafios da ocupação do sistema viário. E, de forma singela, mas ao mesmo tempo muito objetiva, resume o seu sentimento em torno do caso Mengele, antes de retornar à sua ocupação pública.

“Fica o sentimento de compaixão das pessoas que perderam a vida de forma tão trágica. Hoje o mundo é um lugar melhor.”

Fonte: EL PAIS