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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Determinada origem genética de 80% das populações nativas das Américas

ANA GERSCHENFELD

O ADN extraído dos ossos de uma criança enterrada há quase 13 mil anos no Montana confirma que o povo Clóvis, nativo da América, é o antepassado directo de quase todas as populações ameríndias actuais.Ferramentas fabricadas pela cultura Clóvis SARAH ANZICK


Eles não foram os primeiros humanos a colonizar o continente americano, pois existem vestígios de populações que os antecederam. Mas o povo Clóvis (cuja cultura foi descoberta nos anos 1930 em Clóvis, Novo México) foi o primeiro representante da nossa espécie a ter ali conhecido uma grande expansão. E existe um debate de longa data acerca da relação entre os povos americanos nativos actuais e o povo Clóvis – e também acerca da origem do próprio povo Clóvis.

A ideia mais geralmente aceite foi sempre que este povo – ou os seus antepassados – teria chegado da Ásia pela chamada ponte terrestre de Bering, que durante a última glaciação unia a Sibéria ao Alasca. Mas mais recentemente, há quem tenha vindo a especular que o povo Clóvis poderia ser derivado de populações que, de alguma maneira, teriam atravessado naquela altura o Atlântico, aproveitando o avanço do gelo Árctico, vindas da Europa ocidental. Agora, os resultados de Eske Willerslev, da Universidade de Copenhaga (Dinamarca), e uma equipa internacional de cientistas, publicadosna revista Nature com data de quinta-feira, contribuem para clarificar substancialmente a situação, descartando em particular esta segunda hipótese de uma origem europeia.

O povo Clóvis viveu na América do Norte há uns 13 mil anos, caçando mamutes, mastodontes e bisontes com as suas características pontas de lança talhadas na pedra. E desapareceu, ninguém sabe porquê, ao fim de quatro séculos.

Actualmente, apenas se conhece um único esqueleto humano enterrado juntamente com ferramentas da cultura Clóvis – que o colocam portanto no seio dessa cultura. Trata-se dos restos mortais – dos mais antigos jamais descobertos no Novo Mundo – de uma criança com um a dois anos de idade, enterrada há uns 12.600 anos junto de mais de uma centena de objectos fabricados por aquele antigo povo. E foi a análise da totalidade do genoma dessa criança que permitiu agora determinar a origem genética da esmagadora maioria dos ameríndios actuais.

A criança, que se sabe ter sido um rapaz e cujas ossadas são conhecidas dos especialistas como Anzick-1, foi descoberta em 1968 nas terras do casal Anzick, no estado norte-americano do Montana, perto de onde está hoje instalada a reserva da tribo índia Crow. Sarah Anzick, filha do casal e oficialmente proprietária do achado, faz aliás parte da equipa e participou na sequenciação do genoma, como ela própria referiu numa teleconferência de imprensa organizada em directo pela Nature a partir daquela reserva índia dos EUA.

Segundo Willerslev, citado em comunicado da Universidade de Copenhaga, a análise do ADN permite concluir que uns 80% de todos os nativos actuais das Américas são descendentes directos do grupo humano ao qual pertencia aquela criança. E os 20% restantes são geneticamente mais próximos desse grupo do que de qualquer outro povo na Terra. “É quase como encontrar o ‘elo perdido’ que conduz ao antepassado comum de todos os americanos nativos”, salienta o investigador.

Willerslev e colegas já tinham também mostrado, num estudo anterior, que o povo Clóvis não tinha sido o primeiro a chegar às Américas, mas que fora precedido por uma outra população, milhares de anos antes. E à luz dos novos resultados, diz Willerslev, citado pela revista New Scientist, "o cenário mais provável é que tenha havido uma única migração humana para o coração da América do Norte, há uns 15 mil anos, que a seguir terá dado origem ao povo Clóvis e aos seus descendentes, que incluem os americanos nativos actuais". Em particular, isso significa que o povo Clóvis já era nativo da América.

A equipa descobriu algo mais: que esses antepassados mais remotos dos Clóvis e dos actuais povos nativos da América – aqueles que vieram da Ásia pela Sibéria – dividiram-se a seguir em dois grupos geneticamente distintos. Um deles deu origem aos americanos nativos que vivem actualmente no Canadá, enquanto o outro grupo – ao qual pertencia a criança Clóvis de Anzick – é o antepassado de praticamente todas as populações nativas actuais da América do Sul e do México. Contudo, ainda não há informação que permita saber onde é que os Estados Unidos se encaixam nesta história. “Para isso, precisamos de sequenciar mais genomas” de populações nativas dos EUA, explicou Willerslev aos jornalistas.

Mas então, quem eram esses antepassados vindos da Ásia? “Não sabemos ainda”, responde Willerslev no já referido comunicado. “Mas os nossos resultados eliminam todas as outras teorias sobre as origens das primeiras populações da América.” Resumindo, o cientista explica que a população ancestral do povo Clóvis era originária da Ásia do Leste; e que, ao legado genético desses antepassados, vieram juntar-se, algures pelo caminho, genes de povos da Sibéria. “Pudemos determinar que o rapaz Clóvis de Anzick partilha cerca de um terço dos seus genes com um rapaz que viveu há 24 mil anos nas margens do lago Baikal, na Sibéria, que tínhamos previamente analisado”, frisa.

A pedido das tribos nativas do Montana – que foram consultadas ao longo de todo este trabalho –, os restos mortais do rapaz de Anzick deverão ser novamente sepultados “no fim da Primavera, início do Verão”, disse o co-autor Shane Doyle, que pertence à tribo Crow. “Queremos levá-lo de volta e enterrá-lo no sítio onde foi encontrado.”

Fonte: http://www.publico.pt/

Dois terços das mulheres vítimas de violência não contactam a polícia




Estudo "revela níveis chocantes de violência em toda a União Europeia".



Dois terços das mulheres vítimas de violência física e/ou sexual não contactaram a polícia ou qualquer outro serviço de apoio, revela um estudo elaborado por uma agência da União Europeia e divulgado esta sexta-feira.

A falta de queixas e denúncias "esconde a verdadeira extensão do problema" da violência de género, destaca a Agência para os Direitos Fundamentais (FRA, na sigla em inglês), com sede em Viena, na Áustria.

O estudo da FRA "revela níveis chocantes de violência em toda a União Europeia", afirma, no comunicado divulgado pela agência, o diretor Morten Kjaerum.

A FRA apresentou as principais conclusões do estudo hoje, no quadro da campanha internacional V-Day, também assinalada hoje em Portugal, que pretende pôr mil milhões de pessoas a dançar pelo fim da violência de género.

Os resultados do estudo - que serão apresentados em profundidade a 5 de março, numa conferência de alto nível em Bruxelas, capital belga e sede das instituições comunitárias - "sublinham a necessidade urgente de capacitar as mulheres para debater e denunciar um problema demasiado comum, para que as autoridades possam ajudar a pôr fim à violência".

Esta é "a primeira pesquisa" que regista "a extensão e a natureza da violência contra mulheres" em toda a UE, reunindo testemunhos "cara a cara" de 42 mil mulheres dos 28 Estados-membros, que foram vítimas de abusos físicos e/ou sexuais em casa, no trabalho, na esfera pública e também no espaço virtual (incluem-se os crimes de perseguição e assédio através da internet).


Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/

Banho de mijo


Chuveiros das praias mais famosas do Rio de Janeiro têm urina
Por:Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil

A água dos chuveiros das mais famosas praias da zona sul do Rio de Janeiro, frequentadas por turistas, está contaminada com urina humana e de animais. A revelação foi feita por especialistas da respeitada Pontifícia Universidade Católica do Rio, a PUC-Rio.

A constatação é o resultado de um estudo realizado ao longo de um ano com a água de 26 chuveiros instalados nas quatro principais praias da zona sul carioca, 16 em Copacabana e no Leme e os outros 10 no Leblon e em Ipanema.

Na água que jorra de todos eles, os técnicos do Departamento de Química do Centro Técnico-Científico da PUC-Rio encontraram grande concentração de fosfato, nitrato e amónia.

A água desses 26 chuveiros é puxada do lençol freático por motores instalados por donos de barracas de praia que vendem bebidas e alugam cadeiras e toldos. Segundo o relatório, o número de pessoas que faz o seu xixi na areia, durante o banho no chuveiro ou nas proximidades, é tão grande que a urina consegue chegar ao lençol freático, pois o areal, extremamente poroso, não consegue filtrar tudo.

Os chuveiros são muito usados quer por cariocas quer por turistas para se refrescarem sem terem que entrar no mar, ou para tirarem o excesso de areia e de sal do corpo depois de um mergulho. Irónicamente, também são muito usados por pessoas que, por receio da contaminação das águas da Baía da Guanabara, preferem tomar banho apenas lá, acreditando que a água que sai deles é muito mais pura, o que o relatório desmente.

Segundo os técnicos da PUC-Rio, os lençõis freáticos que existem sob os areais daquelas praias, ao contrário da rede normal de abastecimento público da cidade, não recebem qualquer tipo de tratamento. São águas que estão paradas e são contaminadas ao longo dos tempos por todo o tipo de bactérias e outros compostos, puxados depois para a superfície pelas bombas que abastecem os chuveiros sem qualquer controle ou higiene.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/

Escândalo - Lucro de três bancos brasileiros é maior que o PIB de 83 países




Bancos brasileiros conseguem lucro recorde.


Por:Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil



Paraíso dos grandes bancos nacionais e estrangeiros desde o primeiro governo do ex-presidente Lula da Silva, o Brasil continua a surpreender pelo lucro do setor financeiro. Um levantamento agora realizado mostra que, somados, os lucros obtidos em 2013 por apenas três bancos brasileiros, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú-Unibanco, e por um estrangeiro que opera no país, o Santander, alcançam valor superior ao PIB de pelo menos 83 países.

A soma do lucro líquido declarado nos últimos dias por esses grandes bancos supera o total de todas as riquezas produzidas ao longo de 2013 por países africanos, como Senegal, Gâmbia, Zimbabwe, Djibouti, Botswana, Suazilândia, Moçambique, Argélia e Mauritânia, alguns na Ásia, como o Camboja e o Laos, outros na América Latina, como Honduras e Nicarágua, mas também vários na Europa, como Montenegro, Malta, Macedónia e Islândia.

A comparação com os PIBs desses países foi feita através dos dados disponíveis no Fundo Monetário Internacional (FMI).

O campeão de lucro líquido em 2013, pelos dados revelados esta semana, foi o Banco do Brasil, que lucrou 4,92 mil milhões de euros, o maior lucro já alcançado no país por um banco. Em seguida, muito perto, surge o Itaú-Unibanco, que declarou um lucro, também líquido, de 4,87 mil milhões de euros.

O terceiro classificado nessa sucessão de números gigantescos foi o Bradesco, com um lucro declarado de 3,75 mil milhões de euros. Entre os grandes bancos que já tornaram público o seu lucro aparece o espanhol Santander, que nas suas operações no Brasil obteve um lucro de 1,79 mil milhões.

Somados, os quatro bancos lucraram nada menos de 15,33 mil milhões de euros, isto num país que, apesar de não estar em recessão, é um dos que menos cresce entre os emergentes. Um dos segredos para tanto lucro são os altíssimos juros praticados pelos bancos no Brasil, que estão entre os mais elevados do mundo, o que lhes garante receitas milionárias mas desespera o cidadão comum que precisa de um financiamento e, para o empresariado, impede um maior crescimento do país porque deixa o crédito quase proibitivo.


Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/

STJ mantém prisão preventiva de Pr. Marcos Pereira


Este post foi publicado em Crentes no lance em 14 de fevereiro de 2014 por João Marcos.





Publicado no STJ

Em decisão unânime, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de um pastor acusado de estuprar uma seguidora nas dependências da igreja da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Ele está preso desde o dia 8 de maio no presídio do complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.

A defesa do pastor entrou no STJ com recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, contra acórdão da Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que já havia negado pedido semelhante.

No pedido, a defesa sustentou que o pastor é vítima de constrangimento ilegal, que a denúncia é atípica e que ele não agiu mediante violência real.

Destacou, ainda, que a suposta vítima não foi submetida a exame de corpo de delito e que a acusação está baseada apenas em seu depoimento, que carece de segurança, coerência e firmeza para apontar a ocorrência de violência real inerente ao crime de estupro.

Assim, requereu o trancamento da ação penal ou a revogação de sua prisão preventiva. A Turma negou os dois pedidos.

Medida excepcional

Em seu voto, o relator do recurso, ministro Jorge Mussi, ressaltou que o trancamento de inquérito policial ou ação penal por meio de habeas corpus é medida excepcional, só admitida diante da atipicidade da conduta, da ocorrência de causa extintiva da punibilidade ou, ainda, da ausência de indícios de autoria ou de materialidade do delito.

Sobre a ausência do exame de corpo de delito, Jorge Mussi reiterou que a perícia só é essencial para comprovar a materialidade delitiva quando o crime deixa vestígios, admitindo-se a prova testemunhal quando estes não estiverem mais presentes, conforme o artigo 167 do Código de Processo Penal: “Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.”

Segundo o relator, o fato de a acusação estar lastreada no depoimento prestado pela ofendida não caracteriza ilegalidade, pois os crimes contra a dignidade sexual geralmente são praticados de forma clandestina, sem a presença de testemunhas e, muitas vezes, sem deixar vestígios – motivos pelos quais a palavra da vítima possui especial relevância.

Além disso, acrescentou em seu voto, constam nos autos depoimentos de outras mulheres que teriam sido sexualmente violentadas pelo réu, em condições semelhantes.

Garantia da ordem

Para Jorge Mussi, a prisão cautelar do pastor se encontra devidamente justificada nos autos e é necessária para a garantia da ordem pública e da instrução criminal, já que, no decorrer das investigações, surgiram notícias de que ele estaria envolvido em outros delitos graves.

“Como vem orientando a jurisprudência desta Corte Superior, a forma de execução – evidenciadora da gravidade concreta do delito cometido –, bem como a reprovabilidade da conduta do envolvido e a sua propensão à prática delitiva bem demonstram a periculosidade e a real possibilidade de que, em liberdade, volte a delinquir, o que afasta o alegado constrangimento ilegal”, consignou o relator em seu voto.

O ministro afirmou que a prisão provisória é necessária também para a tutela da instrução criminal, uma vez que as instâncias de origem destacaram que o réu estaria ameaçando várias testemunhas que depuseram sobre os fatos atribuídos a ele.

O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial.
Fonte: http://www.pavablog.com/

Polícia diz, agora, que pode investigar quem amarrou suspeito em poste de SC




A Polícia Civil de Santa Catarina informou nesta sexta-feira (14) que considera a possibilidade de abrir inquérito para apurar quem agrediu e amarrou um suspeito de assalto a um poste em Itajaí (a 88 km de Florianópolis) na quinta-feira (13).

Rafael Assis Chaves, 26, foi amarrado por cordas após assalto a uma lanchonete no bairro Cordeiros, segundo a Polícia Militar. O episódio lembra o registrado no Rio de Janeiro, onde um adolescente de 15 anos foi agredido, despido e preso a um poste por uma tranca, em 31 de janeiro.

O delegado regional de Itajaí, Rui Garcia dos Santos, disse que o inquérito será aberto se Chaves falar que foi agredido. "Se ele declarar em juízo que apanhou, com certeza abriremos inquérito", disse.

Na última quinta-feira (13), o delegado Gilberto Cervi Silva, que autuou Chaves em flagrante por roubo, afirmou que não abriria inquérito para apurar os agressores, pois o suspeito é "vagabundo".

De acordo com Santos, a investigação sobre os agressores não foi aberta porque o suspeito se reservou ao direito de permanecer em silêncio.

Zé Rogério/RICTV 
Suspeito de ter assaltado lanchonete é preso por cordas em um poste no município de Itajaí (SC)

DECLARAÇÃO

Santos evitou críticas ao delegado Silva, que atua na CPP (Central de Plantão Policial) de Itajaí. Ao falar com a Folha por telefone ontem, Silva ainda disse que o suspeito tinha várias passagens na polícia e usou a expressão "só coisa leve" ao se referir aos ferimentos do preso.

"Se ele [Silva] falou isso, é responsabilidade dele. Mas eu não sei se ele usaria esses termos porque é um delegado muito experiente", disse Santos.

Ao chefe Silva declarou em e-mail que "em nenhuma oportunidade usou os termos" destacados na reportagem e que o "jornalista está faltando com a verdade" – a Folha mantém as declarações publicadas.

Procurado novamente pela reportagem nesta sexta-feira, Silva não foi achado. Colegas de trabalho do delegado disseram que ele estava de folga.

Com a repercussão do caso, a Polícia Civil revelou nesta sexta que Chaves tem passagens por apropriação indébita e lesões corporais contra mulher, e que já foi vítima de tentativa de homicídio.

O secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba, e o delegado-geral da Polícia Civil em Santa Catarina, Aldo Pinheiro D'Ávila, foram procurados para comentar o caso. Mas ambos, segundo suas assessorias, passaram a manhã em reuniões e têm novos compromissos à tarde.

DIGNIDADE

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seção Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, disse que Chaves foi vítima de um ato "contra a dignidade humana".

"Foi um ato vergonhoso, que nos causa repulsa. Fere as garantias constitucionais e a dignidade humana. Este rapaz foi preso, linchado e só não apanhou mais porque a imprensa chegou lá e começou a filmar."

Bastos disse que a Comissão de Direitos Humanos da OAB acompanhará o caso e cobrará para que os agressores sejam investigados.

"Não podemos abrir mão do estado de direito. Se abrirmos mão, amanhã pode acontecer o mesmo com você, comigo, com meus filhos."

Até o início da tarde desta sexta-feira, nenhum advogado havia se apresentado como defensor de Chaves na CPP e no Complexo Penitenciário do Vale, no bairro Canhanduba, para onde ele foi levado.

A Defensoria Pública em Itajaí também não havia sido procurada para prestar atendimento ao preso.

O CASO

De acordo com a Polícia Militar, o assalto no bairro Cordeiros ocorreu às 14h de quinta-feira (13).

Chaves e outro homem, segundo a corporação, chegaram a uma lanchonete em uma motocicleta e roubaram R$ 2.000.

Ao tentar fugir, Chaves foi rendido por moradores. O outro suspeito conseguiu escapar a pé. A moto e o dinheiro foram recuperados.

As polícias Civil e Militar não sabem quanto tempo o rapaz ficou amarrado ao poste, mas calculam que tenha sido por alguns minutos.

A reportagem não conseguiu localizar o dono da lanchonete para comentar o roubo. A Polícia Civil informou que ele foi agredido pelos assaltantes. 

Font: http://www1.folha.uol.com.br/








Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Espanholas registram corpo em cartório contra reforma da lei do aborto




Liana Aguiar

De Barcelona para a BBC Brasil


Mulheres registraram seu corpo por considerarem possível mudança de lei 'retrocesso que limita liberdades'

Uma ação coletiva inusitada surpreendeu os cartórios da Espanha. Mais de 200 mulheres entraram com um pedido de registro de propriedade sobre o próprio corpo. A iniciativa foi um protesto à reforma de lei que restringiria o direito ao aborto no país.

A reforma foi proposta pelo governo conservador do premiê Mariano Rajoy. Nesta terça-feira, a oposição apresentou um pedido ao Parlamento para retirar o projeto da pauta, mas acabou derrotada em uma votação secreta. O debate, portanto, continuará.

O ato nos cartórios foi realizado no último dia 5, simultaneamente, em seis cidades da Espanha: Madri, Barcelona, Bilbao, Sevilha, Pamplona e Pontevedra.

Em Barcelona e Madri, os cartórios acataram o pedido e estão fazendo os trâmites, o que surpreendeu as organizadoras do protesto.

"É uma ação simbólica", disse a idealizadora da iniciativa, a artista e ativista social Yolanda Domínguez. "Esse projeto é um retrocesso, uma limitação de nossas liberdades", disse.

'Corpo feminino'

Segundo as organizadoras, o ato foi pensado para para mostrar que as mulheres estão "fartas de que todo mundo decida sobre o corpo feminino".

"Foi uma maneira de reivindicar o direito de decidir sobre nosso corpo. Já que nos tratam como objetos, queremos reforçar que 'meu corpo é minha propriedade'", explicou a ativista.

José Antonio Calvo González de Lara, de um cartório de Madri, afirmou que dará a resposta oficial em até 15 dias, mas se mostrou cético.

"Recebemos as solicitações tal como rege a lei espanhola e vamos tramitá-las. Mas como gente não é coisa, não será fácil fazer o registro", adiantou.

Para a organizadora da iniciativa em Barcelona, Patricia Soley Beltran, doutora em sociologia de gênero e professora universitária, a solução está na prevenção.

"Ninguém aborta alegremente e sem refletir. O que se tem que discutir é como evitar uma gravidez indesejada, com mais educação sexual e com ajuda às mulheres que querem abortar por motivos econômicos, em vez de se legislar de maneira invasiva", sugeriu.

Mais de 200 mulheres participaram de ato simultâneo em várias cidades

Yolanda se disse contente com a repercussão e contou que tem recebido e-mails de mulheres de outros países, inclusive do Brasil, que querem realizar ações coletivas como as espanholas.

"Embora o estopim na Espanha tenha sido um assunto local, a coisificação do corpo feminino é um assunto global. Em outros países, as mulheres continuam lutando pelo direito ao aborto", afirmou Yolanda.
Reforma restritiva

O projeto de "lei de proteção da vida do concebido e dos direitos da mulher gestante" restringe os critérios para o aborto, previstos em uma lei de 2010, aprovada durante o governo socialista de José Rodriguez Zapatero.

Na proposta em discussão, a interrupção só será permitida em casos de estupro (até a 12ª semana de gravidez) e de risco para a vida ou saúde física ou psíquica da mulher (até a 22ª semana).

Além disso, será necessária a avaliação prévia de dois médicos. As mulheres que considerem abortar terão acompanhamento, que detalhará as alternativas existentes, como a adoção. Jovens de 16 e 17 anos também precisarão pedir autorização dos pais para abortar.

Pela legislação de 2010, a mulher pode interromper a gravidez voluntariamente até a 14ª semana.

Apresentada em dezembro passado, a reforma tem suscitado uma série de manifestações no país pelo direito à interrupção da gravidez. Partidos da oposição e representantes de associações pelos direitos femininos argumentam que, se entrar em vigor, a lei vai ocasionar mortes por abortos clandestinos.


Fonte: bbc

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Teólogo saudita emite lei que proíbe mulheres de irem sozinhas ao médico


"Nessas consultas, a conversa com a paciente pode se prolongar e isto pode resultar em terríveis consequências", justifica responsável por medida


Membro da Organização de Grandes Ulemás da Arábia Saudita - instituição de teólogos versados nas leis islâmicas -, Qais al Mubarak proibiu que as mulheres sejam atendidas por médicos homens, à exceção de estarem acompanhadas por um homem da família.

Reprodução
Cartaz de campanha saudita contra a violência machista lançada em abril de 2013

A "fatwa" (lei islâmica) emitida por Mubarak torna "ilícito que uma mulher mostre seu corpo perante um médico, e o assunto é mais grave no caso da exposição de partes íntimas", de acordo com a publicação do jornal saudita Al-Hayat, nesta quinta-feira (13/02).

Segundo o teólogo muçulmano, a proibição inclui os partos e as intervenções cirúrgicas na região pélvica porque "cobrir as partes íntimas do corpo é um dever religioso". “Nessas consultas ao médico, a sós, a conversa com a paciente pode se prolongar, o que pode resultar em terríveis consequências. Por isso a lei islâmica proibiu tal prática", advertiu o ulemá Mubarak.

Casos de emergência

A mulher pode mostrar estas áreas do corpo ao médico apenas em casos de extrema necessidade e na companhia de um "mahram" (parente próximo como marido, pai ou irmão). Nesses casos de urgência, o médico só deverá examinar a parte do corpo onde se origina a doença, acrescentou Mubarak.

Após a lei entrar em vigor, agentes desse órgão policial entraram em um centro de saúde e impediram que as mulheres fossem atendidas por um especialista homem sem a companhia de um parente, informou o veículo Al-Hayat. Fontes desse centro médico disseram que a medida causou grandes transtornos porque várias pacientes rejeitaram a medida por não terem um parente que possa acompanhá-las a cada consulta.

(*) Com Agência Efe

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A oferta de nacionalidade aos sefarditas satura os consulados espanhóis em Israel

A medida foi anunciada na sexta-feira no Conselho de Ministros, na forma de anteprojeto de lei
Serão beneficiadas até 3,5 milhões de pessoas, segundo entidades sefarditas




Um judeu ultraortodoxo observa uma apresentação musical em Jerusalém. / SEBASTIAN SCHEINER (AP)
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A decisão do governo de Mariano Rajoy de iniciar os trâmites para aprovar no Congresso uma modificação do Código Civil para conceder a nacionalidade espanhola aos judeus sefarditas que consigam documentar essas origens ancestrais despertou grande entusiasmo em muitos israelenses, o que provocou uma enxurrada de consultas à missão diplomática da Espanha neste país. Os grupos sefarditas estimam que 3,5 milhões de pessoas poderiam se beneficiar dessa medida que, por decisão do Ministério espanhol da Justiça, não obriga os solicitantes a abdicarem de outras nacionalidades que já possuam.

“De repente somos todos espanhóis”, era o título desta segunda-feira do jornal israelense Yedioth Ahronoth, o qual relatava que “já tem gente em Israel fazendo fila para conseguir um passaporte”. De forma semelhante, o diário Haaretz publica hoje uma charge em que 17 pessoas com camisetas, cachecóis e cartazes do Barça são vistas diante da embaixada da Espanha em Tel Aviv.

O anteprojeto de lei ainda precisa tramitar no Parlamento, e sua aprovação provavelmente levará meses, mas isso não impediu que listas de nomes sefarditas já circulem nos sites dos jornais israelenses. Uma delas, na página do Yedioth Ahronoth, traz 5.200 sobrenomes como Alba, Ballestero, Fuentes, Toledano, Salom e Suaréz.

O povo judeu foi expulso da Espanha em 1492, mas sua herança e sua cultura sefarditas se conservaram ao longo de mais de cinco séculos. Muitas famílias sefarditas ainda guardam o que dizem ser as chaves das casas em que suas famílias viviam quando foram expulsas pelos reis católicos em sua campanha de homogeneização religiosa do país. Ao longo dos séculos, os sefarditas conservaram o idioma ladino, ou judeu-espanhol, uma variante medieval do castelhano.


Uma foto da charge publicada no diário israelense Haaretz nesta segunda.

“O governo espanhol passou das palavras aos atos, embora isso não seja simples como apertar um botão, é um processo. Usando uma metáfora, é como um bonde que tem várias estações. O que se fez agora foi a saída do trem, mas o assunto ainda deve ser debatido no Congresso e submetido a votação. Enquanto não for publicado no Boletim Oficial do Estado não será final”, afirma Avraham Haim, de 72 anos, presidente do Conselho das Comunidades Sefarditas de Jerusalém.

Haim fala ladino. Seus ancestrais foram expulsos da Espanha e desembarcaram em Sarajevo antes de migrarem para Hebron. Ele solicitará a nacionalidade quando for possível. “Não posso dizer que se tenha feito 100% de justiça, mas isso é uma boa recompensa, é um bom gesto, muito justo”, diz hoje, com evidente emoção.

Para os sefarditas, a mudança no Código Civil lhes poupará do problema de precisarem escolher entre uma nacionalidade e outra. Atualmente eles podem solicitar passaporte espanhol por duas vias. Ou depois de residirem dois anos legalmente na Espanha ou por carta de naturalização, que é uma concessão de nacionalidade de forma discricionária por parte do Conselho de Ministros. Em ambos os casos, exige-se a renúncia a outros passaportes.

Até agora, a Federação de Comunidades Judaicas da Espanha (FCJE) concedia oficialmente os registros que certificam a origem sefardita de um solicitante. O anteprojeto de lei estabelece agora que “a condição de sefardita e o vínculo especial com a Espanha serão certificados pelo encarregado do Registro Civil do domicílio do interessado, na Espanha ou no consulado correspondente”, por várias vias, entre elas o certificado expedido pela Secretaria-Geral da FCJE ou pela autoridade rabínica correspondente.

O que despertou grande interesse entre os cidadãos de Israel foi o fato de o Ministério da Justiça ter decidido também aceitar a certificação “pelos sobrenomes do interessado, pelo idioma familiar ou por outros indícios que demonstrem seu pertencimento à comunidade judaica sefardita” ou mesmo “a vinculação ou parentesco do solicitante com uma pessoa ou família das mencionadas no item anterior”. Daí que estimem em 3,5 milhões os possíveis beneficiários, e que já circulem pelas redes sociais nutridas listas de sobrenomes sefarditas.

“O ministro da Justiça, Alberto Ruiz Gallardón, cumpre com sua palavra e com seu compromisso, e isso lhe honra”, declarou o presidente da FCJE, Isaac Querub Caro, que manifestou “sua satisfação e esperança, pois esta nova decisão supõe um passo à frente que repara um erro e uma injustiça”.

Israel é, desde 2013, o país com a maior população judaica no mundo, tendo, com 6 milhões de habitantes judeus, superando os Estados Unidos. Sua independência foi proclamada em 1948 para que se tornasse a pátria do povo judeu, numa época em que começava a ser conhecida a verdadeira magnitude do Holocausto nazista, no qual 6 milhões deles foram exterminados.

O jornal israelense Haaretz publica nesta segunda-feira uma análise em que tenta conter as expectativas dos israelenses, de forma a evitar futuras decepções. “Antes de começar a procurar as certidões de nascimento dos seus avós, de se matricular em aulas de espanhol ou procurar seu nome em uma lista que o Governo publicou recentemente, leve em conta que, por enquanto, nada mudou”, escreve Ofer Aderet. “A lei ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento”. É verdade, mas, ao contrário do que acontece em Israel, o partido que governa a Espanha tem maioria absoluta.

A prioridade dos brasileiros são serviços públicos de mais qualidade e compatíveis com os tributos pagos



Saúde, segurança e educação estarão no centro da campanha eleitoral

Uma pesquisa mostra que a prioridade dos brasileiros são serviços públicos de mais qualidade e compatíveis com os tributos pagos






Sala de espera do posto do Jardim São Bento, na zona sul de São Paulo. / PEDRO DIAS (ARQUIVO )



Nos anos 1980 e 1990, os brasileiros apontavam a hiperinflação como o inimigo número um do país em todas as pesquisas de opinião. Depois, era o desemprego que liderava a lista de preocupações nos anos 2000. Agora, os brasileiros apontaram a saúde, segurança pública e a educação como os principais problemas do país neste ano em que serão realizadas novas eleições presidenciais. Esse foi o resultado a que chegou uma nova pesquisa da Confederação Nacional da Indústria(CNI), realizada em parceria com o Ibope. Com 49% de citações pelos consultados, a saúde apareceu no topo, violência e criminalidade tiveram 31% das indicações, seguidas por educação, com 28%.

O levantamento, chamado de Retratos da Sociedade Brasileira – Problemas e Prioridades para 2014, contou com mais de 15.000 entrevistas, realizadas em todos os Estados do Brasil e no Distrito Federal. Os resultados vêm confirmar as demandas mais relevantes apontadas pelos manifestantes durante o mês de junho, e que devem ser uma cobrança permanente para qualquer um que assuma a presidência no início de 2015.

De acordo com Murillo Aragão, analista político e presidente da Arko Advice, esse eixo de reivindicações deverá guiar as campanhas dos candidatos à presidência. “A oposição vai tentar explorar esse caminho, dizendo que o Governo fez pouco nessas áreas. Já Dilma deverá turbinar seu discurso com dados que apontem uma trajetória de melhoria, prometendo um futuro com mais avanços”, diz ele.

Para Aragão, um caso concreto é a reivindicação relacionada à saúde. “O Mais Médicos, sem dúvida, será usado como exemplo de um programa que está melhorando a situação da saúde pública e que deveria ser aumentado.”

Outro ponto importante da pesquisa é que o aumento do salário mínimo e as políticas de promoção do emprego acabarão ficando em segundo plano, com 23% e 18% das escolhas dos entrevistados, respectivamente. Alinhada a essa menor preocupação com a estabilidade econômica, o item que teve menos indicações dos entrevistados foi a inflação, com 14% das indicações para entrar na lista de prioridades do Governo. Isso reflete o quadro de satisfação do brasileiro com a melhora da renda nos últimos anos.

No final do mês passado, a CNI havia divulgado uma pesquisa que mostrou um aumento na taxa de confiança do consumidor. De acordo com o levantamento, os brasileiros estavam mais confiantes em dezembro do que no começo do ano. "Isso mostra que a fase de cobrança por uma estrutura econômica mais estável já está muito menor do que no passado e que o foco passou a ser serviços públicos de mais qualidade", diz Aragão.


A preocupação com a corrupção foi o sexto item mais citado pelas pessoas consultadas pelo levantamento. Para Paulo Fernando Carneiro de Andrade, professor do Centro de Ciências Humanas da PUC- Rio, esse tipo de manifestação revela um passo importante da sociedade brasileira. "Hoje já se reconhece que a questão da corrupção não é apenas moral. O brasileiros percebem que é necessária a criação e o aprofundamento dos mecanismo de vigilância dos servidores públicos", diz.

Na avaliação de Renato da Fonseca, da área de pesquisa e competitividade da CNI, o levantamento aponta um sentimento popular de saturação no pagamento de tributos altos, sem uma contrapartida dos serviços públicos. “Esse quadro acaba se parecendo muito com o que detectamos na pesquisa de avaliação mensal de avaliação do Governo. Todos os políticos deveriam pensar em soluções de prazo mais longo para essas áreas”, diz ele.

Fonte: http://brasil.elpais.com/