Perfil

Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

Mensagem aos leitores

Benvindo ao universo dos leitores do Izidoro.
Você está convidado a tecer comentários sobre as matérias postadas, os quais serão publicados automaticamente e mantidos neste blog, mesmo que contenham opinião contrária à emitida pelo mantenedor, salvo opiniões extremamente ofensivas, que serão expurgadas, ao critério exclusivo do blogueiro.
Não serão aceitas mensagens destinadas a propaganda comercial ou de serviços, sem que previamente consultado o responsável pelo blog.



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

LIBERDADE RELIGIOSA EM DEBATE NA ESPANHA


 El debate del laicismo

Las claves del proyecto aparcado

EL PAÍS - Madrid - 11/11/2010
El Gobierno socialista ha decidido meter en el cajón el proyecto de ley que iba a sustituir a la Ley de Libertad Religiosa vigente desde 1980 puesto que la realidad confesional ha cambiado. Los musulmanes suman 1,4 millones, los protestantes superan el millón y los ortodoxos rondan los 600.000. Estas son las claves de la norma paralizada:

La noticia en otros webs

- Funerales de Estado civiles. Los funerales de Estado serán civiles. Solo habrá ceremonia religiosa si lo piden las familias de los difuntos. Y si entre los militares caídos hubiera católicos y musulmanes, tendrían que celebrarse dos ceremonias sucesivas o una sola multiconfesional.
- Laicidad. No se afirma que el Estado es laico pero se mencionan la "neutralidad de los poderes públicos ante la religión o las creencias" y la obligación del Estado de evitar "toda confusión entre funciones estatales y actividades religiosas".
- Prohibición de símbolos. "En los establecimientos públicos no se exhibirán símbolos religiosos, salvo aquellos con valor histórico-artístico, arquitectónico y cultural protegidos por las leyes". Es decir, no podrá haber crucifijos en colegios ni hospitales públicos, ni tampoco en Ayuntamientos o ministerios. La excepción serán los colegios concertados y los centros médicos privados con convenio con la Seguridad Social, que sí podrán exhibir simbología acorde con su credo.
- Autoridades en actos religiosos. Si acuden a "actos estrictamente religiosos", deben hacerlo "de tal manera que no suponga una quiebra de los principios de neutralidad y no discriminación". Es decir, que deben atender las invitaciones de los católicos y de otras confesiones.
- Funcionarios en actos religiosos. Su presencia será siempre "voluntaria", algo que ya contempla el reglamento de honores militares.
- Alcanzar el notorio arraigo. Precisa las condiciones (años de inscripción, número mínimo de lugares de culto, etcétera) para que otras religiones obtengan el estatus de "notorio arraigo", la consiguiente capacidad de interlocución con el Estado y las ventajas fiscales incluidas.


Fonte: EL PAÍS (España)

A CAMISINHA E A HÓSTIA


Campanha espanhola associa a hóstia à camisinha; católicos criticam

'Blasfêmia', afirmam religiosos
Por iniciativa da juventude do partido socialista, o governo da Espanha lançou uma campanha de prevenção à Aids que tem sido considerada uma ‘blasfêmia’ por entidades católicas. 

Em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha, primeiro, mostra um sacerdote ofertando uma hóstia e, depois, uma camisinha, com o mesmo gesto de respeito ao corpo de Cristo. O slogan é "Bendita camisinha que tira a Aids do mundo".

No vídeo, a campanha critica a Igreja Católica. “A Igreja nos diz que os preservativos, em vez de combater a doença, ajudam a expandi-la. São estes realmente os que dizem que nos amam?”, diz.

Trata-se de uma referência a uma declaração do papa Bento 16 quando ele esteve em 2009 na África, o continente mais atingido pela síndrome. Ele criticou a distribuição gratuita de preservativos com o argumento de que isso só faria alastrar ainda mais o vírus HIV.

Recentemente, o papa admitiu o uso da camisinha “em certos casos”, como no relacionamento com prostitutas, o que foi considerado o grande e único avanço de Bento 16 em termos de preservação à doença.

Rafael Lozano, do grupo católico Forum da Família, disse que o governo aproveitou a campanha para “atacar toda a comunidade cristã”. Para ele, a publicidade é uma ofensa “aos sentimentos religiosos de quem professa esta fé”.

A campanha informa que em todo o mundo, até 2009, tinham morrido 25 milhões de pessoas em decorrência da Aids.

Fonte: PAULOPES WEBLOG

Outra do TJ/SC

Em ação que fui incumbido de contestar, a qual versava sobre demarcação de divisas, que correu nesta Capital e depois subiu ao TJ/SC, foi adotada uma decisão que afrontou completamente a lei: a faixa de marinha (33 metros a partir da linha de preamar média medida do mar para a área alodial) foi fixada de forma  invertida.
A perícia, que ataquei sem resultado, mediu a faixa de marinha em sentido inverso, do alodial para dentro do mar.
Sabem quem foi o relator do voto que prejudicou o meu cliente: o des. WILSON NASCIMENTO, que corroborou a decisão de primeiro grau.
O que ocorreu, para a lei ser desrespeitada tão flagrantemente, não sei explicar. Mas que o fato me causou imensa estranheza e desconfiança, disso não resta dúvida.

A justiça cai em descrédito ainda maior

A branda punição  sofrida pelo des. Wilson Nascimento (TJ/SC), ou seja, aposentadoria compulsória com proventos proporcionais, por conta de atos praticados em detrimento de uma servidora do Judiciário catarinense - a exemplo das "punições" aplicadas a outros magistrados que cometeram semelhantes deslizes -, só serve para macular, ainda mais, a imagem da justiça brasileira, que já é extremamente negativa. 
Está na hora de se mexer na legislação que permite tais posicionamentos, ou a Justiça continuará a ser motivo de escárnios.



Assédio bancário

Uma amiga reclamou que, havendo atrasado no adimplemento de uma dívida com um Banco, não tem mais sossego, apesar de informar que pretende pagar a conta brevemente.
Telefonistas que se dizem a serviço da instituição ligam nas horas mais impróprias (de manhã cedo, no intervalo de almoço, tarde da noite, em fins de semana, etc...) para cobrar solução da dívida.
Detalhe: o Banco em questão está entre os que tiverem lucros assombrosos no Brasil, no ano em curso e esbanja em propaganda na televisão.
Isto é assédio e pode render uma indenização. Que o credor tem direito de cobrar, não há a menor dúvida, mas não o de abusar de mecanismos de constrangimento a devedores.

HSBC envolvido em safadeza

HSBC é processado em US$9 bi em conexão com escândalo Madoff 
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 08:50 BRST  Por Grant McCool NOVA YORK (Reuters) 


- O advogado que está vasculhando o mundo atrás do dinheiro de investidores que tiveram prejuízos com o esquema criado por Bernard Madoff processou o HSBC em 9 bilhões de dólares no domingo, acusando o banco de ter permitido a maior fraude financeira da história. O advogado Irving Picard acusa o HSBC de ajudar a fraude de Madoff por meio de "criação, venda e apoio a uma rede de dezenas de fundos internacionais alimentadores baseados na Europa, Caribe e América Central", afirma um comunicado divulgado por Picard. O texto afirma que o processo aberto em Nova York identifica os fundos "alimentadores", companhias de gestão de ativos e fornecedores de serviços para esses fundos. Um representante do HSBC não estava imediatamente disponível para comentar o assunto. Entre diretores e gestores processados por Picard estão Sonja Kohn, Mario Benbassat e seus filhos, Genevalor, Albert e Stephane, Bank Medici e Unicredit, afirma o texto. Madoff, 72, está cumprindo uma sentença de 150 anos de cadeia depois de admitir culpa no caso em março de 2009. O esquema de investimento fraudulento funcionou por décadas e movimentou até 65 bilhões de dólares. A escala do escândalo abalou a confiança dos investidores nos órgãos reguladores do mercado financeiro. Picard, indicado para recuperar dinheiro perdido por investidores no esquema de Madoff, processou na quinta-feira passada o banco JP Morgan Chase em 6,4 bilhões de dólares, acusando a instituição de ignorar sinais de alerta sobre a fraude maciça. "Se o HSBC e os outros acusados tivessem agido corretamente em relação aos alertas e outros sinais óbvios de fraude, o esquema de pirâmide de Madoff teria entrado em colapso, anos, bilhões de dólares e incontáveis vítimas antes", afirma Picard no texto. Um investimento em pirâmide é um esquema em que investidores iniciais são pagos com o dinheiro de novos participantes. Picard abriu centenas de processos na semana passada além das outras ações iniciadas ao longo do ano passado. O advogado tem que abrir esses processos para recuperar o dinheiro em até dois anos da prisão de Madoff e o colapso de sua empresa em 11 de dezembro de 2008. Até agora, a equipe de Picard afirma que conseguiu recuperar 1,5 bilhão de dólares.


Fonte: REUTERS

sábado, 4 de dezembro de 2010

Música - ANDRÉ VERCHUREN

Transporte Coletivo e Turismo em Florianópolis

A quantas anda a licitação do transporte público?
Algum Vereador ou leitor poderia prestar informações atualizadas à população sobre assunto de tamanha magnitude?
Na segunda-feira estarei na Câmara Municipal em busca de respostas.
Afinal, o verão se avizinha, a demanda no setor aumentará e é preciso que se equacionem vários problemas que o TC apresenta e que repercutem no aumento da circulação de automóveis no centro da cidade e por toda a Ilha, implicando em monstruosos congestionamentos, que afetam, inclusive, o turismo, galinha dos ovos de ouro do Município.
E, por falar em turismo, sabiam que Florianópolis não possui um Plano específico para o setor?  
Acho até que já comentei o assunto, mas não custa  cutucar, mais uma vez, a administração pública, pois omissão tão relevante é intolerável.  
Saliento que a falha não é da presente administração, pois, desde a sanção da Lei Orgânica do Município (no início da década de 90), onde o Pano já estava previsto, todas as administrações municipais foram omissas.

Pedofilia na ICAR

Vaticano examina caso de pedofilia de ex-bispo de Bruges



O organismo do Vaticano encarregado dos delitos mais graves dentro da Igreja foi requisitado pelo Papa Bento XVI para tratar do caso do ex-bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, que reconheceu ter abusado sexualmente de seu sobrinho, anunciou o Vaticano.
"O Papa solicitou à Congregação da Doutrina da Fé que se ocupe do caso", declarou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
A demissão de Roger Vangheluwe depois deste escândalo foi aceita pelo Papa em 23 de abril.
Uma onda de denúncias por abusos sexuais por parte de padres contra crianças se abateu sobre a Igreja belga depois da demissão do bispo.
Essas revelações também explodiram nos Estados Unidos, na Irlanda e vários países da Europa, entre eles a Alemanha, país natal do Papa, provocando a mais grave crise das últimas décadas dentro da Igreja.

Fonte: JORNAL DO BRASIL

Ortotanásia

O parecer da ilustre Procuradora da República, Dra. LUCIANA LOUREIRO OLIVEIRA, pelo visto, foi fundamental na formação do convencimento do magistrado. A mesma Procuradora foi autora da petição que deu início a uma ação civil pública em que se questiona a contratação de capelães pela União. Tomara que seja igualmente bem sucedida naquela iniciativa que visa coibir aliança espúria entre a União e dois cultos privilegiados.


-=-=-=-=-=

Justiça Federal derruba liminar e libera prática da ortotanásia no País

Saúde. Com decisão, médicos poderão suspender tratamentos invasivos que prolonguem a vida de pacientes em estado terminal, sem chances de cura, de acordo com a vontade do doente ou de seus familiares. Não há uma indução da morte, como ocorre na eutanásia

Karina Toledo - O Estado de S.Paulo

A Justiça Federal revogou a liminar que suspendia a regulamentação da ortotanásia no Brasil. Em sua decisão, que deve ser publicada no Diário Oficial na próxima semana, o juiz Roberto Luis Luchi Demo julgou improcedente a ação do Ministério Público que apontava a inconstitucionalidade da medida. Dessa forma, os médicos ficam definitivamente respaldados para recorrer à prática.
VALERIA GONCALVEZ/AE-9/11/2006
VALERIA GONCALVEZ/AE-9/11/2006


Aceitação. Médicos que trabalham em UTI defendem cuidados paliativos e diminuição dos procedimentos desnecessários


A ortotanásia é a suspensão de tratamentos invasivos que prolonguem a vida de pacientes em estado terminal, sem chances de cura. Para isso, o médico deve ter a anuência do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. Ao contrário do que acontece na eutanásia, não há indução da morte.
São exemplos conhecidos de prática da ortotanásia o caso do papa João Paulo II, morto em 2005, e do ex-governador de São Paulo Mário Covas, que optou por passar os últimos momentos de vida recebendo apenas cuidados paliativos.
A situação vivida por ele levou à aprovação de uma lei estadual que dá aos doentes o direito de não se submeter a tratamentos dolorosos e inúteis quando não há chance de cura.
A prática está alinhada com o novo Código de Ética Médica (CEM), que entrou em vigor em abril deste ano e determina que o médico ofereça cuidados paliativos para deixar o paciente confortável e evite exames ou tratamento desnecessários que prolonguem o processo de morte.
"No código, colocamos a questão da ortotanásia de maneira mais branda, mas já apontamos o caminho dos cuidados paliativos", explica Roberto D"Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).
A polêmica. Embora nunca tenha sido considerada infração ética ou crime, muitos médicos hesitavam em praticar a ortotanásia por medo da reação dos familiares e dos colegas ou por convicção. Em 2006, o CFM aprovou uma resolução regulamentando a prática. O texto deixava claro que tratamentos desnecessários poderiam ser interrompidos quando não houvesse chance de cura. Isso inclui, por exemplo, desligar o aparelho de um paciente na UTI e deixá-lo passar seus últimos dias em casa, se essa for sua vontade.
Mas o então procurador dos Direitos do Cidadão do Distrito Federal, Wellington Oliveira, entendeu que a ortotanásia não está prevista na legislação brasileira e a resolução estimularia os médicos a praticar homicídio. Ingressou com ação civil pública, alegando que somente uma lei poderia permitir tal prática. No ano seguinte, obteve liminar na Justiça Federal em Brasília suspendendo a resolução.
Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) revisou a ação. A procuradora Luciana Loureiro, que sucedeu Oliveira no processo, afirmou que a ação confundiu ortotanásia com eutanásia.
Com base no novo parecer do MPF e outras manifestações favoráveis à ortotanásia, Luchi Demo julgou a ação improcedente. Em sua sentença, o magistrado relata que, após refletir muito sobre o tema, chegou à convicção de que a resolução do CFM não é inconstitucional.
"Alinho-me pois à tese defendida pelo Conselho Federal de Medicina em todo o processo e pelo Ministério Público Federal nas sua alegações finais, haja vista que traduz, na perspectiva da resolução questionada, a interpretação mais adequada do Direito em face do atual estado de arte da medicina. E o faço com base nas razões da bem-lançada manifestação da ilustre procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira", diz o texto.
Repercussão. Em entrevista ao Estado, D"Avila comemorou a decisão e afirmou ter sido positiva a discussão que a ação do MPF suscitou na sociedade nos últimos três anos. "Isso ajudou a amadurecer o entendimento de que com o avanço da tecnologia é preciso impor limites para que não se prolongue o processo de morte inadequadamente", afirmou o médico.
Membros da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) também comemoraram a decisão, conta Rachel Moritz, Presidente do Comitê de Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos da entidade. "Essa discussão chegou à medicina intensiva há mais tempo, pois lidamos muito com alta tecnologia", explica. "Todos os médicos, quando entendem o conceito de deixar morrer no tempo certo, concordam com a ortotanásia."
A Igreja Católica, que em outras ocasiões havia se manifestado favorável à prática, considera uma boa notícia a revogação da liminar. "A Igreja considera imorais tanto a eutanásia como a distanásia. Nos dois casos, a vida humana é desrespeitada", afirma d. Antonio Augusto Dias Duarte, membro da Comissão de Bioética da Comissão Pastoral Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "De qualquer forma, o texto da resolução do CFM poderia ser mais explícito", pondera d. Antonio. "Como trata da vida das pessoas com doenças incuráveis, deveria deixar claro que a eutanásia é um mal." / COLABOROU ALEXANDRE GONÇALVES    

Fonte: ESTADO DE SP