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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Holande - Mais um judeu a angariar antipatias mundo afora

Sabendo-se os verdadeiros motivos da invasão francesa (e aliados) ao Mali, inevitável sentir repugnância pela figura de Hollande, que sucedeu outro judeu (Sarkozy) no comando da nação francesa.

Já não bastavam a Hillary e a Ângela Merkel?

A etnia, porque conquista posições de grande relevo em todo o mundo, vê-se com sua imagem continuamente afetada, quando seus representantes saem, em defesa dos interesses de fortes grupos econômicos, a praticar atos de truculência e desumanidade nos mais longínquos rincões. E, como se vê, no caso da França, sendo de direita ou de esquerda o administrador, não há qualquer diferença, no que tange à busca por vantagens econômicas.

Claro que a massa dos hebreus não tem culpa pelas derrapadas das lideranças citadas, mas como a tendência da humanidade é generalizar, acaba toda a etnia afetada pelos atos ordenados pelos governantes mencionados.

Há muito que se afirmar judeu atrai antipatias fortes e, não raro, violentas. Em algum momento, que não parece muito distante, irá surgir outro líder carismático, à semelhança de Adolf Hitler extremamente intolerante e violento, com consequências desastrosas para o povo judeu, sionista ou não. E, então, só os mais abastados sairão ilesos, como sempre, da sanha assassina do algoz. 

Sociedade fica no meio, impotente

De um lado os grupos da "bandidagem", armados, abusando da fragilidade do sistema de Segurança Pública e contando com o fator surpresa (impossível prever onde e o que irão atacar).
Do outro, policiais e agentes penitenciários que exageram na repressão, torturando, matando os que consideram "suspeitos" e por aí afora.
A sociedade, coitada (palavra derivada de coito), sem saber como agir. Trabalhadores assustados, com horários de coletivos alterados, sujeitos à violência dos "meliantes" e dos órgãos de repressão, os quais, não raro, nos confrontos, saem a dar tiros sem maiores cautelas, em relação às pessoas que não participam dos combates, além de apelarem para a tortura, no afã de reprimir ou de obter informações.
Turistas que fizeram reservas e pagaram, temerosos de vir para cá, arcam com prejuízos, os quais acabam por atingir também a rede de hospedagem, de fornecimento de alimentos, taxistas e outros setores que se beneficiam do turismo. Cai a arrecadação tributária e o governo se vê na contingência de comprar armas e munição.
Quem ganha: os fabricantes e vendedores de armas, de munição e de veículos, além das seguradoras, como sempre.
Enfim: o caos está estabelecido, mas nem tudo é prejuízo. Para alguns setores, a confusão é meio de obter lucros vultosos, inclusive para alguns políticos, os quais faturam polpudas comissões dos fornecedores de equipamentos e viaturas.

Música - Latino/Antonia no Tirol

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Uma terrível normalidade: os massacres e as aberrações da História


Nós precisamos nos esforçar de toda forma possível pelo desenrolar revolucionário, uma revolução de democracia



Ao longo de boa parte da história, o anormal tem sido a norma, Este é o paradoxo que vamos examinar. Aberrações, tão abundantes que formam uma terrível normalidade própria, caem sobre nós com uma consistência medonha.


A quantidade de massacres na história, por exemplo, é quase maior do que nós podemos nos lembrar. Houve o holocausto do Novo Mundo, que consistiu no extermínio de povos indígenas americanos nativos por todo o hemisfério ocidental, estendendo-se por quatro ou mais séculos e continuando até tempos recentes na região amazônica.

Foram séculos de escravidão cruel nas Américas e em outros lugares, seguidas por um século inteiro de linchamentos a da segregação de Jim Crow nos Estados Unidos, e pelos numerosos assassinatos e prisões da juventude negra pela polícia atualmente.

Wikicommons
Linchamento público de Henry Smith, negro norte-americano morto por espancamento em 1893 em Paris, Texas

Não nos esqueçamos do extermínio de 200 mil filipinos pelo exército dos Estados Unidos no começo do século 20, o massacre genocida de 1.5 milhão de armênios pelos turcos em 1915, e a matança em massa dos africanos pelos colonialistas ocidentais, incluindo as 63 mil vítimas do genocídio de hererós e namaquas, no sudoeste africano alemão, em 1904, e a brutalização e escravização de milhões de belgas do Congo desde o final dos anos 1880 até a sua emancipação em 1960 – seguida pelos anos de exploração do livre-comércio neocolonial e pela repressão no que era o Zaire de Mobutu.

Os colonizadores franceses mataram 150 mil argelinos. Mais tarde, muitos milhões faleceram em Angola e Moçambique ao lado de outros 5 milhões na impiedosa região hoje conhecida como a República Democrática do Congo.

O século vinte nos deu – além de outros horrores – mais de 16 milhões de vidas perdidas e de 20 milhões de feridos ou mutilados na Primeira Guerra Mundial, seguidos pelos estimados 62 a 78 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial, incluindo 24 milhões de militares e civis soviéticos, 5.8 milhões de judeus europeus, e somados como um todo, muitos milhões de sérvios, poloneses, ciganos, homossexuais e uma porção de outras nacionalidades.

Nas décadas depois da Segunda Guerra Mundial, muitos, se não a maioria, dos massacres e guerras foram abertamente ou secretamente patrocinados pelo estado de segurança nacional dos Estados Unidos. Isso inclui os mais ou menos dois milhões deixados mortos ou desaparecidos no Vietnã, ao lado dos 250 mil cambojanos, 100 mil laosianos e 58 mil americanos.

Em boa parte da África, Ásia Central, e no Oriente Médio, hoje, existem guerras “menores”, cheias de atrocidades de todos os tipos. A América Central, a Colômbia, a Ruanda e outros lugares numerosos demais para listar sofreram massacres e extermínios em massa de centenas de milhares, uma constância de horrores violentos. No México, uma “guerra contra as drogas”, tirou a vida de 70 mil pessoas e deixou 8 mil desaparecidas.

Houve a chacina de mais de meio milhão de indonésios socialistas ou nacionalistas democráticos pelo exército indonésio patrocinado pelos Estados Unidos em 1965, que terminou seguida pelo extermínio de 100 mil timorenses do leste pelo mesmo exército apoiado pelos Estados Unidos.

Considere os 78 dias de destruição aérea da Iugoslávia pela OTAN, completada com [armas de] urânio empobrecido, e o bombardeio e invasão do Panamá, Granada, Somália, Líbia, Iêmen, Paquistão Ocidental, Afeganistão, e agora a guerra devastadora do atrito intermediado contra a Síria. Enquanto eu escrevo (no começo de 2013) sanções patrocinadas pelos Estados Unidos contra o Irã estão plantando severas dificuldades para a população civil daquele país.

Tudo o que foi citado acima faz parte de uma muito incompleta lista da injustiça feia e violenta no mundo. Um inventário completo encheria volumes. Como nós registramos os outros incontáveis abusos que marcam vidas, os muitos milhões que sobreviveram a guerras e massacres, mas seguem para sempre com corpos e espíritos quebrados, condenamos a uma vida de sofrimento e privações sem dó, refugiados que não têm comida ou remédios ou água e serviços sanitários em países como Síria, Haiti, o sul do Sudão, Etiópia, Somália e Mali?


Pense nas milhões de mulheres e crianças ao redor do mundo e ao longo dos séculos que foram traficadas de maneiras impronunciáveis, e os milhões em cima de milhões presos em uma armadilha de exploração, sejam eles escravos, servos, ou trabalhadores mal pagos. O número de empobrecidos está agora crescendo em uma taxa que supera a população mundial. Some a isso os incontáveis atos de repressão, encarceramento, tortura e outros abusos criminosos que se abateram sobre o espírito humano em todo o mundo e todos os dias.

Não deixemos passar batidas a onipresente corrupção corporativa e as massivas fraudes financeiras, a pilhagem dos recursos naturais e o envenenamento industrial de regiões inteiras, o deslocamento forçado de populações inteiras, as catástrofes intermináveis de Chernobyl e Fukushima e outros desastres iminentes esperando o envelhecimento de muitos reatores nucleares.

As mais horrorosas aberrações do mundo são tão comuns e implacáveis que elas deixam de ser extremas e nós nos tornamos acostumados ao horror de tudo. “Quem hoje se lembra dos armênios?”, é uma pergunta que Hitler teria feito enquanto planejava sua “solução final” para os judeus. Quem hoje se lembra dos iraquianos e da morte e destruição que eles sofreram em larga escala pela invasão norte-americana de suas terras? William Blum nos faz lembrar que mais da metade da população do Iraque está ou morta, ou ferida, traumatizada, presa, deslocada ou exilada, enquanto seu meio-ambiente é saturado com urânio empobrecido (do armamento estadunidense) provocando horrorosos defeitos de nascimento nos bebês.

Padrões

O que será feito disso tudo? Primeiro, nós não podemos atribuir essas aberrações ao acaso, a confusões inocentes e a consequências não intencionais. Nem deveríamos acreditar nas justificativas comuns sobre espalhar a democracia, lutar contra o terrorismo, promover resgates humanitários, proteger os interesses nacionais dos Estados Unidos e outras palavras de ordem gritadas pelas elites dominantes e seus porta-vozes.

Os padrões repetitivos de atrocidade e violência são tão persistentes que nos convidam a suspeitar que eles geralmente sirvam a interesses reais; eles são estruturais e não incidentais. Toda essa destruição e chacina deu altíssimos lucros aos plutocratas que buscam a expansão econômica, a aquisição de recursos, o domínio de territórios e a acumulação financeira.

Os interesses dominantes estão bem servidos por sua superioridade em armas de fogo e força de ataque. A violência é do que nós estamos falando aqui, não apenas a do tipo selvagem e arbitrária, mas a persistente e bem organizada. Como um recurso político, a violência é o instrumento da autoridade suprema. A violência permite a conquista de terras inteiras e das riquezas que elas contêm, enquanto se aproveita de trabalhadores deslocados e outros escravos.

Os governantes da plutocracia acham necessário maltratar ou exterminar multidões inquietas para fazer com que elas morram de fome enquanto os frutos de suas terras e o suor de seu trabalho enriquecem os círculos sociais privilegiados.

Assim, nós tivemos uma lei imperial regida pelo lucro que ajudou a causar a grande fome no norte da China, entre 1876-1879, resultando na morte de por volta de 13 milhões de pessoas. Mais ou menos ao mesmo tempo, a fome de Madras, na Índia, levou as vidas de nada menos que 12 milhões enquanto as forças coloniais enriqueceram ainda mais. E noventa anos antes, a Grande Fome na Irlanda levou a um milhão de mortes, com outro desesperado milhão emigrando de sua terra natal. Nada acidental aí: enquanto os irlandeses morriam de fome, seus patronos ingleses exportavam carregamentos de grãos e gado para a Inglaterra e outros países, ganhando para si lucros consideráveis.

Essas ocorrências devem ser vistas como algo mais que apenas anomalias históricas flutuando sem rumo no tempo e no espaço, causadas apenas por impulsos arrogantes ou casualidades. Não é suficiente condenar os eventos monstruosos e os tempos ruins, nós precisamos tentar entendê-los. Eles devem ser contextualizados no quadro mais amplo das relações sociais históricas.

Crises econômicas

O sistema socioeconômico dominante atual é o capitalismo de livre-comércio (em todas as suas variações). Junto com seu terrorismo imperialista implacável, o capitalismo de livre-comércio proporciona “anomalias normais” dentro de sua própria dinâmica, criando escassez e um excesso mal distribuído, cheio de duplicações, desperdício, superprodução, destruição ambiental assustadora, e variedades de crises financeiras, trazendo inchadas recompensas para um grupo seleto e dificuldades contínuas para multidões.

Wikicommons
 
As crises econômicas não são excepcionais; elas são o modus-operandi do sistema capitalista. Outra vez, o irracional é a norma.

[Grafitti em Milão, na Itália, manda aviso ao ex-premiê Silvio Berlusconi: "Pague você a crise!]

Considere a história do livre-comércio: depois da Guerra da Independência dos Estados Unidos, houve as rebeliões de débito do final dos anos 1780, o pânico de 1791, a recessão de 1809 (que durou muitos anos), os pânicos de 1819 e 1837, as recessões e quebras ao longo de boa parte do restante daquele século. A séria recessão de 1893 continuou por mais de uma década.

Depois do desemprego industrial de 1900 a 1915 veio a depressão agrária dos anos 1920 – escondida atrás do que ficou conhecido entre nós como a “Era do Jazz”, seguida de uma horrenda quebra da bolsa e da Grande Depressão de 1929-1942. Ao longo de todo o século 20 nós tivemos guerras, recessões, inflação, lutas laborais, alto desemprego – raramente um ano que pudesse ser considerado “normal” em qualquer sentido agradável. Um período normal estendido seria ele mesmo uma anormalidade. O livre-comércio é desenhado para ser inerentemente instável em todos os aspectos fora o acúmulo de riquezas para os poucos selecionados.

O que nós estamos testemunhando não é um acaso irracional em uma sociedade basicamente racional, mas o contrário: o “racional” (a ser esperado) é o acaso de uma sociedade fundamentalmente irracional. Isso significa não podemos escapar aos horrores? Não, eles não feitos por forças sobrenaturais. Eles são produzidos pela ganância plutocrática e pela decepção.

Então, se o anômalo é a norma e o horror é crônico, na nossa revanche nós temos que dar menos atenção ao idiossincrático e mais ao sistêmico. Guerras, massacres e recessões ajudam a aumentar a concentração do capital, o monopólio de mercado e dos recursos naturais, e destroem organizações trabalhistas e a resistência popular transformadora.

Os caprichos brutais da plutocracia não são produto de personalidades particulares, mas de interesses sistêmicos. O presidente George W. Bush foi ridicularizado por errar as palavras, mas sua construção de impérios e remoção de serviços e regulamentos governamentais revelou uma grande devoção aos interesses da classe dominante. Da mesma maneira, o presidente Barack Obama não é covarde. Ele é hipócrita, mas não confuso. Ele é (em sua própria descrição) um antigo “liberal republicano”, ou como eu diria, um fiel servidor das corporações da América.

Nossos diferentes líderes são bem informados, não iludidos. Eles vêm de diferentes regiões e diferentes famílias, e têm personalidades diferentes, mas ele buscam basicamente as mesmas políticas representando a mesma plutocracia.

Ações

Então não é suficiente denunciar atrocidades e guerras, nós também temos que entender quem as propaga quem lucra com elas. Nós temos que perguntar porque a violência e a decepção são ingredientes constantes.

Consequências não intencionais e outras esquisitices acontecem em assuntos mundanos, mas nós também temos que levar em consideração as intenções racionais orientadas pelo lucro. É mais comum que as aberrações – sejam elas guerras, quebras de mercado, fomes, assassinatos individuais ou matanças em massa – tomem forma porque aqueles no topo estão buscando expropriações lucrativas. Muitos podem sofrer e perecer, mas alguém em algum lugar esta lucrando sem limites.

Conhecer nossos inimigos e o que eles são capazes de fazer é o primeiro passo na direção de uma oposição efetiva. O mundo deixa de ser uma confusão terrível. Nós podemos resistir a esses agressores quando nós vemos quem eles são e o que eles estão fazendo conosco e com nosso sagrado meio-ambiente.

As vitórias democráticas, não importa se são pequenas ou parciais, devem ser abraçadas. Mas as pessoas não devem ficar satisfeitas com favores cintilantes oferecidos pelos líderes suaves. Nós precisamos nos esforçar de toda forma possível pelo desenrolar revolucionário, uma revolução de democracia, o tipo de onda irresistível que parece surgir do nada enquanto leva tudo que está à sua frente.

* Michael Parenti é um escritor e historiador norte-americano. Seus livros mais recentes são The Culture Struggle (2006), Contrary Notions: The Michael Parenti Reader (2007), God and His Demons (2010), Democracy for the Few (9th ed. 2011), e The Face of Imperialism (2011). Para mais informações sobre o trabalho dele, visite seu site: www.michaelparenti.org. Artigo originalmente publicado no site Global Research.

Nos EUA, Justiça obriga Igreja a divulgar casos de pedofilia



do Religión Digital


Arcebispo Gómez admitiu que os
relatórios são tristes e diabólicos

“Estes documentos são duros e difíceis de serem lidos. O comportamento descrito nestes relatórios é terrivelmente triste e diabólico”, revelou o arcebispo de Los Angeles, José Gómez (foto).

O arcebispo de Los Angeles, José Gómez, divulgou relatórios sobre casos de pedofilia que envolve uma centena de sacerdotes.

Os 124 textos, divulgados na internet da Arquidiocese por uma decisão judicial de 2007, incluem 82 relatórios que contêm informações sobre acusações de pedofilia.

O arcebispo afirmou no site que “estes abusos remontam a dezenas de anos atrás. Mas que isto não os torna menos graves”.

“Estes documento são duros e difíceis de serem lidos. O comportamento descrito nestes relatórios é terrivelmente triste e diabólico. Não há desculpas, nem justificativas para o que aconteceu com estas crianças”, acrescentou.

“Os sacerdotes implicados tinham o dever de protegê-las (as crianças), de serem seus pais espirituais e falharam”, acrescentou Gómez, que destacou: “Devemos reconhecer hoje que houve terríveis infrações”.

No começo de janeiro, a Justiça ordenou que a Igreja católica de Los Angeles divulgasse a identidade dos altos responsáveis acusados de pedofilia, uma decisão bem recebida pelas vítimas.

O arcebispo se comprometeu a cumprir a ordem da juíza Emilie Elias, que anulou uma decisão anterior do juiz Dickran Tevrizian, em 2011.

Então, Gómez assegurou que a “maioria das informações solicitadas já havia sido divulgada” em 2004 em um “Informe ao Povo de Deus”.

Nos últimos anos, a Igreja se viu envolvida em vários casos de acusações contra supostos padres pedófilos, especialmente nos Estados Unidos, onde um de cada quatro cidadãos se diz católico.


Leia mais em http://www.paulopes.com.br

ICAR ASSUME AGORA O PAPEL DE VÍTIMA



Igreja sofre perseguição igual à contra judeus, diz arcebispo


Müller cuida da congregação
que sucedeu a Santa Inquisição

O arcebispo alemão Gerhard Ludwig Müller (foto), 66, comparou os ataques à Igreja Católica aos pogroms (ações de destruição em massa) contra os judeus da Europa.

Ele disse ao jornal alemão Die Welt que os críticos da doutrina católica estão promovendo uma “campanha orquestrada” na Europa e nos Estados Unidos para desacreditar a Igreja. Segundo ele, é isso que explica os “ataques abertos” contra sacerdotes suspeitos de pedofilia. 

Müller afirmou que esses críticos têm usado argumentos de ideologias totalitárias, como o comunismo e o nazismo, para combater o cristianismo. 

Nos Estados Unidos e em países europeus, como a Alemanha, a Igreja Católica vem sendo fortemente criticada por se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de contraceptivos e ordenação de mulheres, além dos casos de padres pedófilos. 




Em meados de 2012, Müller se tornou o titular da Congregação para a Doutrina da Fé, que é a instância do Vaticano chamada na Idade Média de Santa Inquisição, que “administrava” uma espécie de pograms
contra os supostos hereges, incluindo judeus. 

Com informação do Huffington Post.

Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

A MONSANTO E SUAS MALDADES


A Monsanto, além da justiça
Jornal do Brasil Mauro Santayana


Agricultores brasileiros, também cúmplices da agressão química contra a natureza, estão em litígio contra a Monsanto, que lhes cobrou royalties pelo uso de uma tecnologia cuja patente expirou em 2010, de acordo com a legislação brasileira. As leis nacionais estabelecem que o início da vigência de uma patente é a data de seu primeiro registro. A Monsanto invoca a legislação norte-americana, pela qual a patente passa a vigorar a partir de seu último registro. Como sempre há maquiagem dos processos tecnológicos, a patente não expira jamais.

Os lobistas da Monsanto não tiveram dificuldades em negociar acordo vantajoso, para a empresa, com os senhores do grande agronegócio, reunidos em várias federações estaduais de agropecuária, e com a poderosa Confederação Nacional da Agricultura, comandada pela senadora Kátia Abreu. Pelo cambalacho, a Monsanto suspenderia a cobrança dos royalties até 2014, e os demandantes desistiriam dos processos judiciais.Uma das maldições do homem é a tentativa de criar uma natureza protética

Uma das maldições do homem é a tentativa de criar uma natureza protética, substituindo o mundo natural por outro que, sendo por ele criado, poderá, na insolência da razão técnica, ser mais perfeito. Essa busca, iniciada ainda na antiguidade, continuou com os alquimistas, e se intensificou com as descobertas da química, a partir do século 18. O conluio entre a ciência, mediante a tecnologia e o sistema capitalista que engendrou a Revolução Industrial, amparada pelolaissez-faire, exacerbou esse movimento, que hoje ameaça a vida no planeta.

A Alemanha se tornaria, no século 19, o centro mais importante das pesquisas e da produção industrial de novos elementos a fim de substituir a matéria natural, construída nos milênios de vida no planeta, por outra, criada com vantagens para o sistema de produção industrial moderno.

Não há exemplo mais evidente desse movimento suicida do que a Monsanto. A empresa foi fundada em 1901 a fim de produzir sacarina, o primeiro adoçante sintético então só fabricado na Alemanha. Da sacarina, a empresa foi ampliando seus negócios com outros produtos sintéticos, como a vanilina e corantes, muitos deles cancerígenos. Não deixa de ser emblemático que o primeiro grande cliente da Monsanto tenha sido exatamente a Coca-Cola. É uma coincidência que faz refletir.

Não é só a Monsanto que anda envenenando as terras e as águas com seus produtos químicos. Outras empresas gigantes da química com ela competem na produção de agrotóxicos mortais. Com o controle da engenharia genética aplicada aos vegetais de consumo humano e de consumo animal, no entanto, ela tem sido a principal responsável pelos danos irreparáveis à natureza e à saúde dos animais e dos seres humanos.

Vários países do mundo têm proibido a utilização das sementes transgênicas da Monsanto, entre eles a França, que interditou o uso das sementes alteradas. No Brasil, ela tem vencido tudo, com a conivência das autoridades responsáveis, ou irresponsáveis. A Comissão Técnica de Biossegurança e o Conselho Nacional de Biossegurança vêm dando sinal verde aos crimes cometidos pela Monsanto e outras congêneres no Brasil.

Essa devia ser uma preocupação prioritária do Parlamento, que só se movimenta com entusiasmo quando se trata das articulações internas para a eleição bianual de suas mesas diretoras.

NADA A VER COM A PRAIA DE JURERÊ

A Ilha em questão fica em frente a pequenas praias entre a de Canasvierias e Jurerê


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Embarcação pega fogo na praia de Jurerê, no Norte da Ilha
Corpo de Bombeiros ficou no local por quase duas horas tentando apagar o incêndio


Incêndio se espalhou rapidamente porque havia bastante combustível no tanque da lanchaFoto: Bruno Alencastro / Agência RBS
Cristiano Anunciação



Uma lancha de 50 pés pegou fogo por volta das 15h deste sábado na Praia de Jurerê, numa área próxima a Ilha do Francês, em Florianópolis. O Corpo de Bombeiros ficou no local por quase duas horas tentando apagar o incêndio que se alastrou rapidamente e tomou a paisagem. Não houve vítimas. 

Segundo os bombeiros, a lancha se chocou contra algumas pedras próximas à Ilha do Francês, o que provavelmente causou o incêndio, já que havia bastante combustível no tanque da embarcação. 

O proprietário da lancha, que não teve o nome divulgado, conseguiu se salvar a tempo e não teve ferimentos. Para combater o incêndio, foi necessário uma aeronave da Polícia Militar e duas embarcações dos bombeiros — uma para resgate e outra para extinguir as chamas.

Música - Setfire to the rain (Adelle) - c/ ORQUESTRA

O destino dos russos na América Latina - Voluntários russos sob as bandeiras de Bolívar





No monumento comemorativo instalado numa das praças de Caracas, estão gravados os nomes de Ivan Minuta e Ivan Miller, voluntários russos que lutaram sob as bandeiras de Bolívar pela libertação das colônias espanholas no Novo Mundo.

Os dois russos chegaram à América Latina em 1819, no auge da guerra pela independência. O exército de patriotas, basicamente constituído por tropas de guerrilha, devia ser consolidado por militares de carreira para combater com êxito as tropas regulares da Espanha. Foi aí que Bolívar exortou os voluntários europeus, que conheciam a arte de guerra, a incorporar-se nas fileiras das forças patrióticas que lutavam por uma causa justa. Pessoas de mais diversas idades e nacionalidades, que prezavam a causa da liberdade, atenderam ao seu apelo. Vieram também os voluntários russos Ivan Minuta e Ivan Miller. As informações biográficas relativas à sua vida na Rússia são escassas. É sabido que Ivan Minuta era tenente-coronel do Exército Russo. É provável que tivesse participado da Guerra de 1812, que resultou na expulsão das tropas napoleônicas da Rússia. Sabe-se que a seguir ele passou à reserva. Na América do Sul Ivan Minuta lutou ao lado dos insurretos até o fim da guerra pela independência. Participou das batalhas pela libertação da Venezuela, Colômbia e Equador, fez parte das tropas que assaltaram Cartagena e tomaram as fortalezas de Portobello e de Chagres e da cidade de Quito. O seu compatriota Ivan Miller, que tinha graduação militar mais baixa, – era alferes, – lutou contra as tropas coloniais do reino da Espanha nos territórios da Venezuela e da Colômbia. Infelizmente, o destino destes dois voluntários valentes russos depois da guerra é desconhecido.

Já em 1824 chegou à América do Sul mais um voluntário do Império Russo. Era Mikhail Skibitsky. Entrou no exército de Bolívar com a graduação de tenente e participou da campanha pela libertação do Peru. Teve o seu batismo de fogo na famosa batalha de Ayacucho, em que as tropas coloniais da Espanha sofreram uma derrota decisiva. A bravura que demonstrou nesta batalha valeu-lhe a condecoração com a medalha “Busto del Libertador”. Na face da medalha existia a imagem de um busto com a inscrição “Ao libertador Simón Bolívar”, no lado inverso estava escrito “O Peru ressuscitou com Ayacucho, 1824”. Nas tropas da Grande Colômbia, Mikhail Skibitsky passa a ser oficial do Estado-Maior de Bolívar. Mais tarde, o voluntário russo explicou da seguinte maneira o objetivo da sua vinda numa das cartas dirigidas a Bolívar. “Inspirado pela glória do Libertador do Novo Mundo, deixei a minha pátria e atravessei textualmente o globo terrestre para ter a honra de servir o Senhor... O meu título mais alto e o meu orgulho depois do retorno para pátria será a honra de servir sob o Seu comando”. O mais provável é que a carta fosse redigida em francês ou em espanhol. 

Bolívar, uma pessoa de vastos horizontes e estadista perspicaz, pensava, na sua qualidade de presidente da Grande Colômbia, na construção de um canal interoceânico através do território do Panamá libertado, que fazia então parte da Grã-Colômbia. Por sua ordem, Mikhail Skibitsky, que tinha instrução técnica superior, foi incluído no grupo de especialistas encarregados de desenvolver o grande projeto da hidrovia ligando os oceanos Atlântico e Pacífico. Todavia, a realização deste plano iria exigir ainda muito tempo.

Mikhail Skibitsky concluiu o serviço militar numa região longínqua, já com a graduação de tenente-coronel e ajudante do presidente da Venezuela José Antonio Páez. Em 1831, depois de sete anos vividos na América Latina em ebulição, o corajoso voluntário retornou à Europa. Viveu inicialmente em Paris e voltou à Rússia penas em 1835. Mas aí o seu destino não foi fácil. Foi suspeito de inconfidência e por ordem pessoal do czar Nicolau I teve que passar vários anos exilado na cidade de Viatka, situada bastante longe das regiões centrais da Rússia.

Ao contrário de Mikhail Skibitsky, as informações que temos sobre Dmitri Chicherin, um outro compatriota nosso que lutou pela independência dos países desta região, são mais escassas. Nas pesquisas, publicadas em russo, menciona-se apenas o seu nome – outras informações não existem. Aliás, um dos livros alega o jornal venezuelano El Nacional, que tinha publicado a 03 de abril de 1975 um material sobre Dmitri Chicherin. Se esta edição do jornal for encontrada, talvez seja possível obter algumas informações sobre o seu destino.

Os voluntários russos que lutaram sob as bandeiras de Bolívar pertenciam à parte mais progressista do seu país, eram pessoas que tomavam a peito os ideais dos insurretos da América Latina. É precisamente nesta época que na Rússia surgem as sociedades secretas de oficiais-revolucionários, que eram adversários do regime absolutista e de servidão reinante e pretendiam criar no seu país um Estado com liberdades constitucionais. As suas aspirações faziam eco em grande parte aos objetivos dos combatentes pela libertação dos povos latino-americanos do jugo da monarquia espanhola. Oficiais russos de tendências progressistas acompanhavam com admiração as campanhas libertadoras de Bolívar, analisavam a experiência da estrutura constitucional das repúblicas independentes da América do Sul, que tinham se formado no calor da guerra.

Em dezembro de 1825 a Rússia foi abalada por um evento que deixou uma marca profunda na sua história. As sociedades secretas de oficiais organizaram uma insurreição em São Petersburgo mas o czar Nicolau I esmagou-a cruelmente. Os principais dirigentes foram executados, muitos outros militares participantes da insurreição, foram condenados a trabalhos forçados perpétuos na Sibéria. Os participantes desta insurreição fracassada passaram a ser chamados dezembristas. Bolívar referia-se com simpatia a estas pessoas que tinham sacrificado tudo em prol da liberdade da pátria. Mas o grande latino-americano não podia saber, certamente, que ele próprio era um dos ídolos dos dezembristas.

Bolívar tinha um alto prestígio nos círculos liberais da Europa como cabo-de-guerra e estadista eminente. O seu nome era tão popular que, na década de 20 do século XIX, estavam na moda chapéus de abas largas, chamadas em sua homenagem “bolívares”. Victor Hugo escrevia que na França eles eram os “preferidos pela gente liberal”. Com efeito, os chapéus deste tipo eram não somente um tributo à moda mas também uma forma de manifestação das respectivas preferências políticas. O grande poeta russo Alexander Pushkin retratou-se num dos seus desenhos de “bolívar” de abas largas. No seu romance clássico em versos “Evgueni Oneguin” este chapéu figura como um sinal da época. O poeta descreve da seguinte maneira o seu personagem principal: “Oneguin põe um largo 'bolívar' e vai passear na alameda”. O poeta explica a palavra estrangeira "bolívar" como “um chapéu a la Bolívar”.

Eis, porém, um fato interessante. A Internet oferece um sem-número de retratos de Bolívar, mas em nenhum deles ele usa o referido chapéu de abas largas. A Wikipedia chega a afirmar que o “libertador” não usava chapéus deste tipo. Preferia, na sua qualidade de militar, um bicórnio. Por outro lado, muitos soldados do seu exército libertador usavam chapéus de abas largas. Portanto, o chapéu tipo “bolívar” tem raízes latino-americanas. Talvez alguns ouvintes ou usuários mais eruditos do nosso site acrescentem a esta história outras informações a respeito do chapéu “bolívar”, – quem e em que circunstâncias fez com que na Europa este chapéu estivesse na moda?

Fonte: VOZ DA RUSSIA