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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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domingo, 21 de novembro de 2010

MÚSICA: PARA OS "COROAS" QUE SE AMAM

Martinho da Vila: Ô, demônio, capricha!

Rio - Não se deve discutir religião. Cada um na sua, ou nas suas. A minha de berço é católica, mas eu tenho meus guias assentados num terreiro de candomblé. Se um amigo messiânico quer me aplicar um jorei, eu recebo com muito prazer. Tenho muitos parentes evangélicos que oram por mim e eu lhes sou grato. Há católicos e protestantes que abominam o espiritismo, mas no fundo todos são espíritas, pois acreditam no Espírito Santo.


A religião é o ópio do povo. Esta máxima comunista, atribuída por alguns a Karl Marx, foi citada antes por antigos filósofos e virou dito popular. 



A plebe ignara não leu o Manifesto Comunista e a classe média intelectualizada, que leu, em sua maioria não é agnóstica, mas, em se tratando de religiosidade, os pobres são os mais praticantes. Em todas as igrejas, centros espíritas ou templos de qualquer religião, nota-se a predominância das classes média, baixa e pobre, principalmente dos menos privilegiados, em termos materiais. Talvez seja porque está escrito que os pobres terão um lugar no céu, onde os ricos dificilmente entrarão.



A Bíblia cita em Mateus 21-24 estas palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no céu. E vos digo ainda: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”.



Entretanto, eu creio que os ricos não avarentos, caridosos e honestos, mesmo sendo ateus, terão a graça divina.



O reino de Deus é o céu, para onde vão todas as almas benditas, um lugar superior no infinito, iluminado por estrelas, onde o Criador de Todas as Coisas está sentado no seu trono, cercado pelos Anjos do Bem e ladeado por seu filho Jesus Cristo. O inferno é o lugar de sofrimento das almas malignas, e eu acredito que fica no centro da terra, de onde eclodem materiais incandescentes que afloram à superfície em forma de vulcão. Acredita-se que os vulcões ocorrem para avisar aos seres terrenos que o inferno é o lugar de sacrifícios dos maus. 


Segundo um dito popular, o céu é lá em cima e o inferno é lá embaixo. Esses pensamentos me remetem a um samba do grande Paulo Vanzoline, cientista e compositor: “No último dia da vida encontrei-me com meus pecados/ Uns maiores, outros menores/ Mas no geral bem pesados/ Do outro lado somente a ingratidão que sofri/ Um anjo pôs na balança e vestido de branco eu subi/ Agora só toco harpa de camisola e sandália/ Espio pra ver lá embaixo a quadrilha da fornalha/ Aquela ingrata hoje está/ Trabalhando de salsicha/ Espetadinha num gancho/ E satanás... fritando a bicha/ Ô, demônio! Capricha!”

Fonte: O DIA

"EXÓTICAS" OU "INVASORAS"



Assunto da maior relevância para o meio-ambiente, convém que compareçamos - por volta das 15 horas do dia 23/11/2010 - ao recinto mencionado e participemos dos debates.
Cumprimento o Vereador pela bela iniciativa e lembro que venho, em matérias sucessivas, denunciando a presença do pinus eliotis nos morros de Ratones, como, ademais, em toda a Ilha de SC, após a infeliz iniciativa  do governo de fazer uma plantação nas restingas e dunas do Rio Vermelho e da Barra da Lagoa.
Está certo que alguns conterrâneos bairristas afirmam que pior que as pragas mencionadas, são os paulistas e gaúchos que por aqui aportam, dando-se ares de dono do pedaço, passando a ocupar os cargos de confiança , por exemplo, no Tribunal Regional do Trabalho. Como eu já disse, tudo isto é bobagem. Temos que nos impor pela competência e não pela mera circunstância de havermos nascido aqui. 
Voltando ao assunto das "exóticas: Na Europa o problema é tão grande ou maior que por aqui, como evidencia a matéria que segue reproduzida:

 ÁUDIO: Espécies invasoras são ameaça para vida silvestre na Europa

Fallopia Japônica foi levada como planta ornamental para a Alemanha há 200 anos
 Fallopia Japônica foi  Levada como planta ornamental para a Alemanha há 200 anos

Estima-se que atualmente haja cerca de 10 mil espécies de plantas e animais exóticos na Europa, das quais pelo menos mil são consideradas uma ameaça para a fauna, a flora e a agricultura locais. Ouça a reportagem.

 Fonte: DEUTSCHE WELLE

RUPTURAS À VISTA

Leigos desafiam o Vaticano e criam igrejas na Bélgica e Holanda
O ferroviário Delsaert (centro) conduz a missa
Católicos das regiões de língua holandesa da Bélgica e da Holanda criaram nos últimos dois anos igrejas alternativas em resposta à falta de sacerdotes, nomeação de bispos conservadores e ao encobrimento pela hierarquia religiosa dos estupros de crianças e adolescentes por padres. Eles desafiam o Vaticano ao celebrar missas, casamentos, batismos e funerais.


Essas igrejas são chamadas de ecclesias -- “convocação” em grego. Existem pelo menos dez delas e nos próximos meses pelo menos outras cinco vão ser criadas, o que talvez seja um indício do que pode ocorrer em outros países, sobretudo na Europa.



Nelas, assumem as funções de sacerdotes os fiéis mais devotos, homens e mulheres. Entre eles, há ex-padres casados. Todos continuam se dizendo católicos, como quem tenta resgatar a religião que o Vaticano conspurcou.



Em alguns casos, as ecclesias funcionam em igrejas que foram fechadas por falta de padre.



A escassez de sacerdotes é um problema cuja solução se torna cada vez mais difícil. Na Bélgica, dois terços deles têm mais de 55 anos e um terço, mais de 65. Poucos são os padres jovens porque, com a igreja bombardeada por denúncias de pedofilia, o que antes era motivo de orgulho para uma família católica – mandar um filho para o seminário -- agora é um constrangimento.



O jornalista Doreen Carvajal visitou algumas dessas igrejas alternativas para saber como estão se estruturando. Quando esteve na ecclesia onde era a paróquia do bairro Dom Bosco – e de certa forma continua sendo --, quem estava celebrando a missa dominical era o ferroviário aposentado Willy Delsaert (foto acima). O fiel admitiu ao jornalista que teve alguma dificuldade em conduzir a cerimônia, não porque desconhecesse os ritos, que de resto foram simplificados, mas por causa de sua dislexia.



Mas tudo acabou dando certo, com o apoio de sua mulher. “Toma este pão e come”, foi dizendo aos fiéis com desembaraço e satisfação.



As cerimônias das ecclesias são simples em comparação com os ritos da igreja romana. Elas reúnem de 100 a 150 pessoas. Qualquer fiel pode se oferecer para conduzir a missa, que geralmente ocorre com todos em torno de uma longa mesa, como se fosse da ceia de Jesus e seus apóstolos. Os jovens cantam músicas do repertório dos Beatles, na maioria das vezes.



“Trata-se de uma prática inaceitável”, disse o arcebispo André-Joseph Léonard, chefe da Igreja Católica na Bélgica.



Ele prometeu agir contra essas novas igrejas, mas por enquanto se encontra ocupado demais em se defender das acusações de estar sendo condescendente com os padres pedófilos e ao fazer afirmações como a Aids é um castigo da natureza contra os  “desvios” do amor.



Enquanto isso, nas missas das igrejas alternativas, os católicos rezam pelas vítimas dos padres pedófilos e para que a igreja se recupere de sua decadência.


Fonte: PAULOPES WEBLOG

"TAVA" DOIDONA?


Juíza aposentada ignora blitz e provoca acidente com sete veículos em Porto Alegre

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

A juíza aposentada Rosmari Girardi, 53, provocou um acidente de trânsito, segundo a polícia, com sete veículos após ignorar a abordagem de um PM em Porto Alegre.
As informações são da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu na Cidade Baixa, tradicional bairro boêmio da capital gaúcha, na madrugada de hoje.

Segundo a polícia, o Kia Sorento pertencente à juíza estava parado em fila dupla quando ela foi abordada pela Brigada Militar, que realizava uma blitz no local.
Os policiais que participavam da operação informaram que, no instante em que o policial iniciava a abordagem, a motorista arrancou subitamente e provocou o acidente.
Primeiro, o utilitário de luxo da magistrada bateu em um Peugeot e continuou avançando, colidiu ainda contra a lateral de um Monza até parar ao se chocar contra um Citroën C4. Este, com o impacto, provocou o engavetamento de três carros.
Levada à delegacia, Girardi se recusou a ser submetida ao teste do bafômetro ou aos exames clínicos para comprovar a quantidade de álcool consumida.
A delegada Clarissa Rodrigues, que atendeu o caso, afirma que a juíza apresentava sinais de embriaguez ao chegar à delegacia.
"Parecia sonolenta, tinha falta de equilíbrio e estava com a fala arrastada", contou a delegada à Folha.
Legalmente, suspeitos de embriaguez ao volante podem se recusar a fazerem teste do bafômetro ou exames clínicos por causa do princípio segundo o qual ninguém é obrigado a produzir provas contra si.
Um perito do Estado foi designado para examinar a suspeita, mas o laudo produzido foi inconclusivo sobre a embriaguez, pois ela não autorizou a retirada de sangue ou saliva.
A juíza foi liberada por volta das 4h, cerca de duas horas após chegar à delegacia.
A polícia deverá instaurar um inquérito para apurar a embriaguez ao volante, mas a própria delegada admitiu que não há materialidade (termo técnico para designar provas) para a responsabilização criminal da suspeita.
Do ponto de vista civil, se não houver um acordo para o ressarcimento dos prejuízos, proprietários de carros avariados podem ingressar com ações judiciais contra a causadora do acidente com base nos registros da ocorrência.
OUTRO LADO
A reportagem tentou localizar a juíza hoje para falar sobre o assunto, mas não conseguiu. À Folha, a plantonista da delegacia de pronto atendimento de Porto Alegre não soube informar se Rosmari Girardi constituiu advogado.

Fonte: FOLHA DE SP

A desigualdade perversa


Mortalidade entre crianças pobres urbanas chega ao dobro de ricas, diz estudo

Criança sudanesa sendo vacinada por equipe da Unicef (Foto: AP)
Pobreza é mascarada em meio a altos índices de urbanização
Crianças das áreas urbanas mais pobres têm o dobro de probabilidade de morrer antes de completar cinco anos, comparadas às crianças que vivem nas áreas ricas das cidades, segundo estudo divulgado nesta semana pelo UN-Habitat (braço da ONU para habitação) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo, chamado “Cidades escondidas”, tem como objetivo evidenciar as disparidades de condições de vida dentro dos centros urbanos. Essas disparidades geralmente são mascaradas pelos altos índices de desenvolvimento médio das cidades, superior às áreas rurais.
“Olhando para além dos efervescentes centros de consumo e edifícios, as cidades do mundo hoje contêm cidades escondidas, onde pessoas sofrem desproporcionalmente com más condições de saúde. Nenhuma cidade está imune a esse problema”, escreveu no estudo Margaret Chan, diretora-geral da OMS.
O Brasil foi representado no estudo – feito com dados gerais de 43 países e análises específicas em 17 cidades – por Guarulhos, município de 1,17 milhão de habitantes na Grande São Paulo que foi escolhido porque já promovia ações em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde.
No município paulista é possível observar disparidades sociais entre regiões internas: enquanto no distrito de Bonsucesso a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos é de 33,3 (a cada mil nascimentos vivos), o mesmo índice cai para 9,56 no distrito guarulhense de Ponte Grande.
No Brasil, a taxa geral de mortalidade antes dos cinco anos é de 20 a cada mil nascimentos.
Nas Américas, essa taxa em áreas urbanas ricas fica ao redor de 30 e dobra para ao redor de 60 nas áreas urbanas mais pobres. Na África, pode chegar ao redor de 140 nas áreas urbanas empobrecidas.
Correlações de pobreza
Cerca de um terço da população urbana mundial vive em favelas, com acesso limitado a cuidados de saúde e sanitários, diz o estudo. A consequência é que essas pessoas “têm mais doenças e morrem mais cedo do que outros segmentos da população”.
Da mesma forma, a análise em Guarulhos observou que áreas com maior índice de analfabetismo registram também mais casos de gravidez na adolescência.
Vale uma ressalva a essas correlações, que nem sempre seguem caminhos óbvios: cruzando os dados do estudo, observa-se que as áreas com menor índice de esgoto e água tratada não necessariamente têm as maiores taxas de mortalidade, por exemplo.
“Não é uma análise puramente de causa de efeito”, explica à BBC Brasil o técnico da OMS Amit Prasad. “O objetivo é descobrir que áreas estão socialmente vulneráveis para fazer políticas de intervenção.”
No caso brasileiro, tratando-se de um país em transição para o mundo desenvolvido, Prasad diz que problemas como mortalidade infantil e ausência de serviços sanitários básicos estão, em geral, “mais bem atendidos”.
As preocupações crescentes são com a violência urbana e com as doenças crônicas e “não comunicáveis” (não contagiosas), como câncer, diabetes e males do sistema circulatório.
A pesquisa da ONU diz que, à medida que um país cresce, “o peso dessas doenças tende a mudar dos setores mais ricos para os mais pobres da sociedade. As razões para esse fenômeno são discutíveis, mas acredita-se que estejam relacionadas a dietas menos saudáveis, sedentarismo, obesidade e tabagismo”.
Políticas e ações
Além de pedir políticas públicas específicas, o estudo cita ações bem-sucedidas no combate à mortalidade em áreas urbanas pobres, como a adoção de agentes comunitárias da saúde em favelas do Paquistão e o maior acesso aos serviços sanitários entre a população do leste africano.
Outra medida citada é a adoção de leis que obriguem o uso de capacetes, num momento em que as motocicletas se proliferam em centros urbanos em desenvolvimento. Calcula-se que seu uso reduza em 42% o risco de morte no caso de acidente.
E o esforço comunitário pela redução da violência no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, foi colocado em destaque no estudo da ONU como um exemplo de sucesso.
Momentos de crescimento econômico como o vivido atualmente pelo Brasil não necessariamente se traduzem em melhorias para essas populações “esquecidas”, explica Prasad.
“São necessárias políticas direcionadas às populações vulneráveis”, diz ele. Um exemplo disso, agrega o especialista, é que a população pobre de Bangladesh tem em geral uma vida melhor do que a população pobre da Índia, que é um país mais rico porém com políticas direcionadas menos eficazes.

Fonte: BBC

Ouro sobre a cabeça e titica dentro

Papa diz que camisinha é aceitável em 'certas ocasiões'
O papa Bento 16
Em 2009, Bento 16 disse que a camisinha era um risco à saúde pública

O papa Bento 16 disse que o uso da camisinha é aceitável “em certas situações”, segundo um livro a ser publicado nesta terça-feira.
Numa série de entrevistas dadas a um jornalista alemão, o papa afirmou que o preservativo pode reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV por, por exemplo, uma prostituta.
O L'Osservatore Romano, jornal do Vaticano, publicou trechos das entrevistas neste sábado. O livro, sem lançamento previsto no Brasil, se chamará "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" (luz do mundo: o papa, a igreja e os sinais dos tempos).
As afirmações parecem aliviar a postura linha-dura da Igreja Católica em relação à contracepção – até então, a insituição condenava o uso de qualquer método contracecpcional.
Quando questionado se a Igreja Católica era “fundamentalmente contra o uso de camisinhas”, o papa teria dito:
“Ela certamente não a vê como uma solução real e moral. (...) Em alguns casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, ela pode todavia ser um primeiro passo no caminho para uma outra sexualidade, mais humana.”
O papa citou o exemplo do uso de camisinha por prostitutas como um “primeiro passo no sentido da moralização”, ainda que as camisinhas “não sejam realmente o caminho para lidar com o mal da infecção pelo HIV”.
Bento 16 disse que a “obsessão quanto à camisinha implica a banalização da sexualidade”, o que tornaria o sexo não mais uma expressão do amor, “mas somente uma espécie de droga que as pessoas administram a si mesmas”.
A posição da Igreja sobre métodos de contracepção tem gerado críticas à instituição, principalmente após a Aids se alastrar pelo globo.
Numa visita a Camarões no ano passado, o papa disse que o uso de camisinhas punha em risco a saúde pública e ampliava o problema da Aids, em vez de ajudar a conter a doença.
Muitos países europeus o criticaram pela declaração.
Médicos e especialistas dizem que a camisinha é um dos únicos métodos capazes de frear a disseminação do vírus HIV.


Fonte: BBC

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Concurso da Aeronática para contratar padres e pastores


Estou requentando esta notícia, apenas para aduzir que seria de utilidade às pretensões da PR/DF fazer referências às inatacáveis  disposições do Código de Direito Canônico de 1983 (Cânones 222, 1260  e 1262),  no sentido de que as necessidades das Igreja devem ser atendidas pelos fiéis do culto católico e não por fiéis de  ouros cultos ou por não religiosos. 

A ação civil pública patrocinada pela digna Procuradora LUCIANA LOUREIRO OLIVEIRA (a quem rendo sinceras homenagens) também investe contra privilégios e como lembra o comentarista do aludido Código (Edição Loyola), Pe. Jesus Hortal, (nas páginas 123, ao examinar o Cân. 273), privilégios são odiosos, num mundo onde se procura igualdade jurídica. 
Tal comentário vem ao encontro de princípio contido no art. 37, da CF, que rege a administração pública. 

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08/10/2010 - MPF/DF questiona concurso da Aeronáutica para contratação de padres e pastores

Ação civil pública sustenta que edital fere o princípio da laicidade do Estado

08/10/2010 14:05


O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) entrou na Justiça para anular o concurso público da Aeronáutica para contratação de autoridades religiosas e proibir o lançamento de novos concursos para o cargo em quaisquer das forças militares (Exército, Marinha e Aeronáutica). O MPF alega que a seleção fere o princípio constitucional da laicidade do Estado e gera discriminação.

Lançado em agosto deste ano, o edital para Exame de Admissão ao Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães da Aeronáutica do ano de 2010 (IE/EA EIAC 2011) pretende selecionar três padres católicos e um pastor evangélico, com salário de cerca de R$ 4.590 por mês, para prestação de assistência religiosa aos militares.

O concurso está amparado pela Lei 6.923/81, que dispõe sobre o serviço de assistência religiosa nas Forças Armadas. Na ação, porém, a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira explica que contratar, com recursos públicos, pastores, sacerdotes, pais-de-santo, monges ou orientadores espirituais de qualquer religião para prestar assistência religiosa a determinados funcionários públicos vai contra o princípio da laicidade estatal, o que torna a seleção absolutamente inconstitucional.

“A laicidade, em síntese, não impede que o Estado receba a colaboração de igrejas e instituições religiosas voltadas à promoção do interesse público, mas veda, sim, qualquer tipo de favorecimento ou de discriminação no âmbito dessas relações”, sustenta a procuradora Luciana Loureiro.

A procuradora alega, ainda, que “ainda que fosse franqueado à União contratar, de forma onerosa, prestadores de assistência religiosa para atendimento de seus servidores, a escolha de apenas duas religiões pelo Estado, mesmo que majoritárias, feriria o princípio da isonomia”. Segundo ela, tal privilégio segrega seguidores de outras religiões minoritárias, gerando preconceito e inibindo os não católicos e não evangélicos de entrarem nas Forças Armadas.

O processo foi distribuído à 9 Vara da Justiça Federal no DF, onde aguarda julgamento. Processo 47405-03.2010.4.01.3400. Veja aqui a íntegra da ação civil pública.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Distrito Federal
(61) 3313-5460/5459
http://twitter.com/MPF_DF

Música: CARLOS SAURA

Eutanásia ou não? - Polêmica iminente a partir da Espanha


El Gobierno anuncia una ley de muerte digna y cuidados paliativos

Rubalcaba afirma que la norma estará lista en marzo y que regulará las relaciones entre familiares, médicos y enfermos.- El vicepresidente insiste en que no se trata de una ley de eutanasia

ANA ALFAGEME - Madrid - 19/11/2010

Otra cosa es la eutanasia, es decir, la petición de un paciente para terminar su vida ante una enfermedad irreversible. "Eso es una decisión personal", se ha limitado a decir el vicepresidente Alfredo Pérez Rubalcaba, durante la rueda de prensa posterior al Consejo de Ministros, a preguntas de una periodista.
El apoyo al uso de tratamientos que eviten el sufrimiento en el final de la vida recibe el apoyo casi unánime de los médicos. En una encuesta reciente, la práctica totalidad de responsables de colegios profesionales preguntados (97,3%) estaba de acuerdo en aplicar tratamientos para eliminar el dolor aunque acorten la vida del paciente. El anuncio de esta ley ocurre cinco años después del caso Leganés, en que el servicio de Urgencias del hospital Severo Ochoa de Leganés (Madrid), encabezado por Luis Montes, se enfrentara a una acusación de 400 homicidios tras una denuncia anónima al practicar sedaciones terminales. El proceso, que reavivó el debate social sobre la indefensión de los médicos cuando pretenden aliviar los padecimientos de los enfermos al final de la vida, se archivó dos años después.
La nueva ley, que se denominará de Cuidados Paliativos y Muerte Digna, permitirá a cualquier ciudadano "tener el derecho a morir dignamente, que es tanto como decir morir sin dolor cuando la ciencia médica permite que así sea". El vicepresidente ha precisado que se trata de garantizar los derechos de los familiares, los enfermos y los médicos. "Cuando alguien está terminal, no tiene solución y lo que le espera por delante es un calvario, hoy la medicina tiene herramientas para que el paciente acabe su vida sin dolor y dignamente", ha añadido.
Por otra parte, el debate de la eutanasia o del suicidio asistido se disparó en España tras la muerte, en 1998, de Ramón Sampedro, un tetrapléjico que se quitó la vida con ayuda de su novia tras pedir reiteradamente que acabasen con su sufrimiento. Seis de cada 10 médicos está de acuerdo en que se regule este derecho, según una encuesta de 2002. Quizá porque un 84% de los facultativos consideraba que con los cuidados paliativos no resolvían todos los casos. En el mismo sondeo, también más de la mitad (un 57,6%) decían que habían recibido peticiones para retirar tratamientos y el 19,5% para acelerar la muerte del enfermo.
El PSOE había incluido en su programa electoral de 2004 crear una comisión parlamentaria para estudiar la eutanasia. No cumplió su promesa. Tampoco introdujo mención alguna en el plan para su mandato de esta legislatura.
La eutanasia es, sin embargo, un derecho que pocos ciudadanos ejercerían (solo el 0,3% de todas las muertes tienen esta causa, según datos de Bélgica, el último país que ha despenalizado la eutanasia en 2002), pero que daría el respaldo legal necesario a los enfermos que lo solicitasen.
Respecto a la nueva norma, que se centra en los cuidados paliativos y las sedaciones, el vicepresidente Rubalcaba ha reconocido que "todo el mundo" va a entender esta ley. "Todo el mundo ha tenido una situación de esta naturaleza", ha precisado, y ha añadido que él mismo ha sufrido recientemente una situación de este tipo con un familiar. "Se produce cuando alguien en el pasillo de un hospital recibe a un médico que le dice que un familiar, su madre, su hermano o su mujer, está muy mal, que se muere irremediablemente, y lo que es peor, nos tememos que lo va a pasar muy mal de aquí a que se muera, va a sufrir, y el familiar le dice al médico si no lo podemos evitarlo", ha explicado Rubalcaba.
"Una ley absolutamente necesaria"
La Federación de Asociaciones para la Defensa de la Sanidad Pública (FADSP) ha celebrado la decisión del Gobierno de aprobar una ley que garantice la calidad y la equidad en el acceso a los cuidados paliativos y a la muerte digna. Considera que en muchas partes de España -entre ellas la Comunidad de Madrid- se ha sufrido "un retroceso importante en este campo, tras el caso de las sedaciones en el Hospital Severo Ochoa de Leganés", según ha expresado el portavoz de FADSP, Marciano Sánchez Bayle.
"Una ley de muerte digna es absolutamente necesaria en estos momentos, ya que es importante que se garantice esta cobertura por ley y que se asegure que las comunidades autónomas la cumplan, ya que en muchas el criterio ideológico de sus dirigentes dificulta el acceso a estos cuidados", ha declarado Sánchez Bayle a Europa Press.
También el Consejo General de Enfermería de España ha aplaudido el proyecto. Su presidente, Máximo González Jurado, ha afirmado que él siempre se ha mostrado "partidario de que se respeten los derechos y la autonomía del paciente" y ha dicho que, si esta norma significa un avance, "será bienvenida". Ha recordado además que él ya dio su respaldo a la ley andaluza de muerte digna aprobada el pasado mes de marzo.
González Jurado no se ha olvidado de los objetores. Ha reclamado que la futura norma nacional "regule la objeción de conciencia de los profesionales y preserve también, como un derecho, el principio de libertad de conciencia" para este colectivo.
Y es que no todo son parabienes al proyecto del Gobierno. El portavoz de la Asociación Nacional para la Defensa del Derecho de Objeción de Conciencia, Juan Molina, ha pedido que desarrolle una ley de Cuidados Paliativos que "vele por la salud, la felicidad y la vida de las personas" y no una ley que "provoque la muerte". A su juicio, la ley que pretende aprobar el Gobierno demuestra la "incapacidad" del Ejecutivo para "desarrollar la dignidad de la vida de las personas".
"La cuestión es fácilmente contrastable cuando vemos en cada ciudad la falta de camas que hay, tanto domiciliarias como hospitalarias, que tiene atendidas con medios del Estado. Ni en las capitales de provincia ni en la del Estado existe una red de asistencia que garantice la vida y la dignidad de las personas, especialmente los terminales", ha destacado. Además, Molina ha lamentando que tengan que ser las organizaciones religiosas y las familias las que "realicen todo el esfuerzo" para atender a estos enfermos; y ha recordado que "cuando no se puede velar por la vida de las personas hay que hacerlo por su felicidad y bienestar".
El proyecto tampoco convence a la asociación Derecho a Morir Dignamente. Para su presidente, César Caballero, la Ley de Cuidados Paliativos y Muerte Digna es una medida "electoralista", ya que no supondrá "ningún avance para los ciudadanos españoles" mientras no se despenalice el suicidio asistido. Además ha asegurado que el modelo francés, en el que supuestamente va a basarse la ley, "en muchas cosas está más atrasado que el español, por lo que este anuncio es más un canto de sirena, de decir vamos a hacer una ley ahora que hay elecciones a ver si nos ganamos electorado".
"El fondo sería avanzar hacia la despenalización del suicidio asistido, pero el Gobierno no quiere hacerlo, sigue con la coartada de que hasta que todos los ciudadanos no tengan asegurados los cuidados paliativos no se despenalizará esta actividad". Sin embargo, "se ha visto que los países que más han avanzado en este campo son los que han hecho esto antes, como Holanda o Bélgica", ha resaltado Caballero.
El presidente de Derecho a Morir Dignamente ha acentuado que "el primer Plan Nacional de Cuidados Paliativos en España ha sido un fracaso, ya que en diez años sólo han pasado de cubrir al 15 o el 20% de la población al 35%". "¿Cuántos años más necesitamos para cubrir al 100%? No sólo es cuestión de leyes, también lo es de presupuestos", ha aseverado.

Fonte: EL PAÍS (España)