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segunda-feira, 22 de abril de 2019
Um aborto a cada quatro grávidas: a cidade em que o glifosato mata quem não nasceu
Veneno da Bayer Monsanto, que garante riqueza dos fazendeiros, contamina leite materno e provoca epidemia de intoxicação
Ultrassom
que constatou a má-formação no filho de Maria Félix. Ele morreu ainda
no útero, com 25 semanas, por causa de má-formação / João Brizzi/The
Intercept BrasilO
filho de Maria Félix, de 21 anos, resistiu pouco mais de seis meses de
gestação. Morreu ainda no ventre, com apenas 322 gramas. A causa do
aborto, que aconteceu com 25 semanas de gravidez, foi má formação: o
bebê tinha o intestino para fora do abdômen e também problemas no
coração. Não é incomum que as mães da região percam seus filhos
precocemente. O bebê de Maria, ao que tudo indica, foi mais uma vítima
precoce do agrotóxico glifosato, usado em grandes plantações de soja e
de milho em Uruçuí, a 459 km de Teresina, no Piauí.
O mesmo veneno que garante a riqueza dos fazendeiros da cidade, no
sul do estado, está provocando uma epidemia de intoxicação com reflexo
severo em mães e bebês. Estima-se que uma em cada quatro grávidas da
cidade tenha sofrido aborto, que 14% dos bebês nasçam com baixo peso
(quase do dobro da média nacional) e que 83% das mães tenham o leite
materno contaminado. Os dados são de um levantamento do sanitarista
Inácio Pereira Lima, que investigou as intoxicações em Uruçuí na sua tese de mestrado em saúde da mulher pela Universidade Federal do Piauí.
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