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domingo, 20 de janeiro de 2013

Islamitas executaram sete reféns durante o assalto final da Argélia






Os islamitas que tomaram um campo de gás na Argélia executaram sete reféns estrangeiros, antes de serem mortos pelo Exército argelino. No assalto final, foram libertados 16, entre eles um lusodescendente.

A crise dos reféns durou quatro dias. E, este sábado, a Argélia finalizou o assalto final ao campo de gás In Amenas com um novo banho de sangue. Sete reféns estrangeiros foram assassinados pelos islamitas.

O ataque final para retomar o campo aos islamitas decorreu na manhã deste sábado e os militares argelinos mataram 11 islamitas que terão executado reféns "em retaliação".

O grupo de homens armados atacou, na quarta-feira, a central de gás e sequestrou um número indeterminado de reféns argelinos e estrangeiros. Entre os reféns resgatados pelo Exército argelino está um lusodescendente, com dupla nacionalidade: francesa e portuguesa.

À Lusa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Miguel Guedes, referiu que o lusodescendente "também tem passaporte português, mas estava a usar o passaporte francês para trabalhar na Argélia". O porta--voz acrescentou que o Governo português está "a acompanhar a situação" através das autoridades argelinas e francesas. Segundo a mesma fonte, o trabalhador lusodescendente vai agora ser retirado para Roma, seguindo depois para França.

Pouco antes da divulgação das primeiras informações sobre o fim do cerco à refinaria, o líder dos sequestradores, Abdul Rahman al-Nigeri, afirmou que o Governo argelino tinha de escolher entre a negociação com os islamitas e a morte dos reféns.

Nigeri disse que tinha instalado bombas na área onde sequestradores e reféns estavam e prometeu explodir todo o complexo caso o Exército tentasse invadir.

Segundo a televisão argelina, o grupo planeava levar os reféns para o vizinho Mali para colocar pressão sobre a França e os países que apoiam a intervenção naquele país para deter o avanço dos islamitas.

O presidente francês, François Hollande, considerou que a resposta da Argélia para terminar com o sequestro no campo de gás de In Amenas foi a "mais adequada" porque "não podia haver negociação" com os terroristas.

Não se sabe com precisão quantas pessoas foram sequestradas. Números oficiais parciais apontam para 573 argelinos e 100 estrangeiros libertados, 19 reféns argelinos e estrangeiros mortos, assim como 29 terroristas.

Fonte: JORNAL DE NOTICIAS

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