Os islamitas que tomaram um campo de gás na Argélia executaram sete reféns estrangeiros, antes de serem mortos pelo Exército argelino. No assalto final, foram libertados 16, entre eles um lusodescendente.
A crise dos reféns durou quatro dias. E, este sábado, a Argélia finalizou o assalto final ao campo de gás In Amenas com um novo banho de sangue. Sete reféns estrangeiros foram assassinados pelos islamitas.
O ataque final para retomar o campo aos islamitas decorreu na manhã deste sábado e os militares argelinos mataram 11 islamitas que terão executado reféns "em retaliação".
O grupo de homens armados atacou, na quarta-feira, a central de gás e sequestrou um número indeterminado de reféns argelinos e estrangeiros. Entre os reféns resgatados pelo Exército argelino está um lusodescendente, com dupla nacionalidade: francesa e portuguesa.
À Lusa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Miguel Guedes, referiu que o lusodescendente "também tem passaporte português, mas estava a usar o passaporte francês para trabalhar na Argélia". O porta--voz acrescentou que o Governo português está "a acompanhar a situação" através das autoridades argelinas e francesas. Segundo a mesma fonte, o trabalhador lusodescendente vai agora ser retirado para Roma, seguindo depois para França.
Pouco antes da divulgação das primeiras informações sobre o fim do cerco à refinaria, o líder dos sequestradores, Abdul Rahman al-Nigeri, afirmou que o Governo argelino tinha de escolher entre a negociação com os islamitas e a morte dos reféns.
Nigeri disse que tinha instalado bombas na área onde sequestradores e reféns estavam e prometeu explodir todo o complexo caso o Exército tentasse invadir.
Segundo a televisão argelina, o grupo planeava levar os reféns para o vizinho Mali para colocar pressão sobre a França e os países que apoiam a intervenção naquele país para deter o avanço dos islamitas.
O presidente francês, François Hollande, considerou que a resposta da Argélia para terminar com o sequestro no campo de gás de In Amenas foi a "mais adequada" porque "não podia haver negociação" com os terroristas.
Não se sabe com precisão quantas pessoas foram sequestradas. Números oficiais parciais apontam para 573 argelinos e 100 estrangeiros libertados, 19 reféns argelinos e estrangeiros mortos, assim como 29 terroristas.
Fonte: JORNAL DE NOTICIAS
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