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domingo, 20 de janeiro de 2013

COMO SE DIRIA AQUI NA ILHA, SANTO EM CAMBULHÃO


Arquidiocese faz triagem de candidatos a santo carioca

FABIO BRISOLLA
DO RIO

O processo de beatificação da menina Odetinha marcou a criação de um grupo na Arquidiocese do Rio: a Comissão para a Causa dos Santos.

Formada por religiosos e leigos, a comissão busca identificar potenciais milagres em solo carioca, e assim levar adiante a possibilidade de reconhecimento pelo Vaticano.

Na sexta, o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, reconheceu a candidatura de Odette Vidal de Oliveira, após a comissão obter o primeiro aval no Vaticano.

Odetinha, como é conhecida, morreu aos 9 anos de meningite. Muito religiosa, segundo relatos, a menina costumava ajudar os necessitados. Entre os documentos que do processo está uma carta escrita por ela em 1938, um ano antes de morrer. "Guarde tua alma para a vida eterna", escreveu para o irmão.

Um segundo pedido de beatificação já chegou a Roma. A comissão quer provar a santidade de Zélia e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães, casal que conduziu seus nove filhos à vida religiosa.

"Estamos aguardando a aprovação do Vaticano para iniciar o processo", explica dom Roberto Lopes, vigário da arquidiocese responsável pela comissão.

O terceiro santo em potencial permanece em segredo.

"Temos seis casos em estudo. Mas, antes de anunciar nomes, precisamos verificar se vale a pena ou não investir nessas candidaturas", pondera dom Roberto.
Editoria de Arte/Folhapress 


Nos bastidores, o padre Maurílio Teixeira-Leite Penido, conhecido por trabalhos em teologia e filosofia, é citado como um dos indicados.

Alguns nomes, ainda não estudados pela comissão, despertam a atenção dos religiosos. Como Guido Schäffer, que seria provavelmente o primeiro santo surfista da história.

Além de atleta, era formado em medicina e queria ser padre. Em 2008, ingressou no seminário. Em 2009, aos 34 anos, morreu afogado ao surfar na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

"Guido fazia um trabalho maravilhoso de assistência à população pobre. Só que, para iniciar processo de beatificação, é preciso esperar cinco anos após a morte", diz o padre e teólogo João Cláudio Loureiro do Nascimento, responsável pela pesquisa do processo de Odetinha.

Outro caso lembrado é a polêmica candidatura da princesa Isabel, que tem seu papel histórico questionado por muitos estudiosos.

Dom Roberto afirma que o processo de beatificação da signatária da Lei Áurea seria complexo e, no momento, estaria fora dos planos.

Apesar de cauteloso, dom Orani sinaliza simpatia pela causa. "Não é porque ela assinou algo que será canonizada, o que pesa é sua vivência cristã. Mas tudo vai depender do clamor popular", disse o arcebispo.

Dom Orani defende os santos nacionais. "Nosso país tem muitos exemplos edificantes. As virtudes de um santo podem inspirar muitas pessoas."
Editoria de Arte/Folhapress 

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