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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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sábado, 3 de dezembro de 2016

Movimentos pró-impeachment lavam roupa suja e expõem cenário de drogas e corrupção





Líder do 'Revoltados Online' revela roteiro do esquema de financiamento e de distribuição de dinheiro dos grupos que lideraram a campanha pelo impeachment. Lavagem de roupa suja expõe cenário de processos, corrupção e confissão do uso de drogas. Os que marcharam ao lado desses grupos devem se sentir culpados também
Marcelo Reis, dos Revoltados Online e Carla Zambelli, do Vem Pra Rua (reprodução)


Ela se contrapõe a Olavo de Carvalho. Critica fortemente Janaína Pachoal. Compartilha um meme que diz facilitar a vida das pessoas ao indicar ‘personalidades’ que devem ser bloqueadas: Kim Kataguiri, Reinaldo Azevedo, Fernando Holiday, Gilmar Mendes.

Desce a lenha nos movimentos que arquitetaram o impeachment. Uma “esquerdopata”, certo? Nada disso. Trata-se de Daniela Schwery, uma ativa participante desses mesmos movimentos, que divulgava vídeos dessa essa turma toda e era defensora desse pessoal até ontem. O que está ocorrendo com a direita ‘vencedora’?

Há alguns dias um áudio do revoltado online Marcello Reis vazou e o que se ouviu foi, além de seu característico estilo pouco diplomático, aparentemente alterado, uma lavação de roupa imunda que expõs o estágio atual de guerra declarada entre aqueles que foram às ruas patrocinados por Fiesp e patota, atingiram o primeiro objetivo (expulsar Dilma e o PT), mas que depois não encontraram vaga no camarote.



Reis dirige-se a Carla Zambelli, do “Nas Ruas”, outra ‘expoente’ verde-e-amarela da avenida Paulista, como ‘vaca, filha da puta’ e por aí vai. De quebra, cita Daniela Schwery. Daniela também sai atirando para todos os lados.

“Não deixem não, amiguinhos, esfreguem na carinha deles que o bonitão da família da Carla, o cunhadinho querido, com malas de dinheiro é o DONO da OAS e queria contar com a morosidade da justiça e ministros de bolso para livrar a cara dos companheiros, o que a Carla bota na prática alinhando e aparelhando os protestos aos interesses das empresas ligadas a lava jato, como a Suzano, tendo os Feffers como seu patrocinador – família que está aparelhando a FIESP – contando com a ajudinha do industrial que não tem indústria, o Skaf, que tem seu filho casado com a fefferlandia”, escreveu Schwery nas redes sociais, revelando que ali todo mundo se conhece, tem relacionamento muito próximo. O ‘cunhadinho’ de Carla Zambelli é Bruno Brasil, da empreiteira OAS.



Daniela Schwery agora se diz ‘empenhada em desmascarar essa gente, em denunciar suas práticas’. Agora quer posar de indignada, que foi enganada. Daniela Schwery, Marcello Reis e companhia limitada creem fielmente que somos idiotas ou eles é que são? Não sabiam de nada?

O áudio de Marcello Reis o contradiz bem rapidamente. Admite conhecer Carla há muito tempo. “Muuuuuito tempo”, ele diz. Admite ter tido um convívio próximo ao cunhado empreiteiro dela durante os anos de luta pelo impeachment de Dilma Rousseff. Cunhado que ele afirma ser quem levava malas de dinheiro (e aí, Polícia Federal, vai chamar o cara para depor?).

Em tempo: Carla Zambelli postou um esclarecimento em sua defesa (que no pedantismo típico desse pessoal ela chamou de ‘Nota Oficial’) afirmando que Bruno Brasil é em ex-cunhado e que não fala com ele ‘desde que começaram as prisões da Lava Jato’.

Agora querem dar uma de inocentes? Não sabiam do rabo preso, das segundas intenções? Agora se referem ao MBL e demais golpistas como ‘bando de moleques’, ‘quadrilhas financiadas’?

“Então podemos considerar como Premissa (sic) de que (sic 2) qualquer um que lute contra o Establishment jamais ganhará popularidade sem o apoio dos senhores do capital?”, pergunta um aturdido seguidor de Daniela Schwery. “Podemos sim, infelizmente”, responde ela em tom misto de Margarida Arrependida com Pedro Bó.

O admirador de Daniela muito provavelmente tenha citado falta de popularidade em referência ao fracasso de Schwery nas eleições. Ela candidatou-se a deputada estadual pelo PSDB e não foi eleita. Obteve míseros 1.101 votos. Ela que sempre foi ligada ao partido tucano, aliada de José Serra, agora publica na internet que o PSDB ‘deveria ser varrido’. Neste ano fez campanha para o Major Olímpio. Melhorou, hein? Daniela é apoiadora dos militares faz tempo.

A ex-tucana se esforça para desgrudar-se do cordão umbilical e está em campanha por uma ‘CPI dos Movimentos Já!’. Diz não sofrer de indignação seletiva e quer investigados o NAS RUAS, o MBL, CUT, MST. “Acompanhando as últimas notícias, vídeos e áudios relacionados aos movimentos sociais ficou claro que tem muita coisa errada e que não se encaixa dentro do contexto político que vivemos. São denúncias que envolvem partidos políticos, empresas envolvidas na lava jato e muito dinheiro. Acredito que os envolvidos devam se pronunciar e colocar tudo em pratos limpos, caso contrário seremos a piada da esquerda”, postou ela e completou: “Não temos bandidos de estimação.”

Saiba mais:

É curioso ver a direita se batendo. Além da profundidade típica dos debates ‘políticos’ (se xingam, ameaçam, agridem fisicamente, ofendem, carregam argumentos rasteiros, são reativos emocionais sem um pingo de respeito pelo contraditório) é fundamental, entretanto, saber quais interesses deixaram de ser atendidos para declararem guerra desse jeito.

Como louvaram e idolatraram empresas e pessoas com a ficha tão suja durante tanto tempo e agora vêm com esse mimimi auto-acusatório? É o roto falando do remendado.

Dizer que só descobriu hoje que ‘Janaína Pachoal é uma articuladora para blindar o PSDB’ e que tudo nasceu com o propósito de brecar a Operação Lava Jato é um 171 fajuto demais. Até para a direita golpista.

Por uma CPI dessa pilantragem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Judaísmo e doação de órgãos



Assunto polêmico. Não há um posicionamento definitivo entre as correntes judaicas. A exceção é a doação intervivos, aceita por todos os ramos. 

A principal polêmica em torno da doação está na definição, pelas correntes religiosas, de quando a morte ocorre. Algumas linhas ortodoxas do judaísmo rejeitam a definição médica da morte cerebral. Para elas, o óbito só acontece com a parada do coração, o que inviabiliza a doação. 

Mas, de acordo com outras correntes e até mesmo dentro de setores da ortodoxia, a vida cessa com o fim da atividade cerebral. Assim, a doação de órgãos não só é permitida como também é vista como um dos princípios religiosos mais importantes dentro do judaísmo, chamado de “pikuach nefesh” (salvação da vida), que tem precedência sobre outros mandamentos, como, por exemplo, o respeito aos mortos (em hebraico, kavod ha mêt). Esse princípio religioso judaico ordena que os corpos sejam enterrados o mais rápido possível, intactos. 

Um exemplo do debate recente sobre o assunto foi a aprovação da lei de doação de órgãos em Israel, em abril de 2008. O projeto causou muita polêmica entre a população e dentro do Parlamento. Mas acabou aprovado, até mesmo com apoio de setores da ortodoxia.

Fonte: http://www.conib.org.br/glossario

domingo, 27 de novembro de 2016

Opinião - Os abusos de Moro



por Mauricio Dias — publicado 25/11/2016 10h10

Operação Lava Jato negocia com os réus de colarinho-branco e de mãos sujas. E os criminosos sem moeda de troca?

Pedro de Oliveira/ALEP e Fabio Rodrigues Pozzebon/ABr

Batochio enquadrou o fanfarrão: “O juiz não é dono do processo. O limite é a lei”

Parte da mídia, torcedora fanática de ações e criações de Sergio Moro, escreveu muito pouco e falou baixinho sobre o bate-boca travado entre ele, o juiz, e José Roberto Batochio, advogado de Lula, durante a audiência do ex-senador Delcídio do Amaral, no processo em que o ex-presidente é acusado de tentar obstruir a Justiça.

O silêncio em torno do episódio teve a finalidade de proteger o fiasco e a petulância do augusto magistrado. Moro, ao tentar transferir afirmações de Delcídio para atender a interesses dos procuradores da Operação Lava Jato, afrontou o Supremo Tribunal Federal. O STF já tinha mantido o processo em Brasília, longe das garras do juiz.

O advogado Batochio, no entanto, reagiu: “O juiz não é o dono do processo. Aqui os limites são a lei”. Moro afinou.

Sim. As autoridades estão submetidas a limites. Alguns pensam que não. Moro, por exemplo, cruza abusivamente essa linha, valendo-se do apoio da mídia e de parte ignorante da classe média. Ela o julga um herói da democracia.

Moro é um risco. Quando quer, transforma a autoridade em autoritarismo. Ele é a expressão dos abusos cometidos contra os réus de colarinho-branco. Esse conflito acentuou os interesses políticos da Lava Jato.

Curitiba, cenário compartilhado com ásperas palavras trocadas pelo juiz e pelo advogado, fica distante de Brasília, onde foi iniciada, recentemente, uma caminhada com o propósito de estabelecer novas regras na lei sobre abuso de autoridade.

A existente, de 1965, é considerada uma lei enferrujada. Se for verdade, o Brasil, como se comprova agora, avança de charrete. Isso quando não retroage ou estanca.

Embora tarde, mas ainda há tempo, o Senado brasileiro resgatou um projeto de lei com o objetivo de conter eventuais fúrias de funcionários públicos, dos carcereiros aos magistrados, no exercício da punição e da prisão.

A proposta, em andamento na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, justa ou injustamente nasceu com certas suspeitas, por ter sido sustentada inicialmente pelo senador Renan Calheiros. Ele tomou a decisão logo após travar um bate-boca a distância entre ele, presidente do Senado, e Cármen Lúcia, presidente do STF.

É notório, porém, que falta um contingente de réus nessa conversa. Trata-se daqueles que, efetivamente, precisam da garantia da lei. Não basta melhorar o vaso do banheiro usado pelos réus da Lava Jato. É preciso cuidar da situação assustadora vivenciada no sistema penal pelos, digamos, colarinhos-sujos.

Quem vai guarnecer esses réus das mãos dos carcereiros e dos conflitos internos de gangues traficantes?

Algum juiz vai propor para eles uma delação premiada que reduza radicalmente a pena aplicada, como faz Moro?

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/

sábado, 26 de novembro de 2016

Até a Vitória... Sempre, Comandante Eterno!




Até a Vitória... Sempre, Comandante Eterno!

A historia da África não poderia ser escrita hoje sem mencionar o nome de Fidel Castro, e a contribuição do povo de Cuba à libertação do continente. 'Fidel, Cuba, têm feito muito por nós (Clever Banganayi, ativista sul-africano)

por Edu Montesanti

Os que morrem pela vida não podem ser chamados de mortos, e a partir deste momento é proibido chorar por eles. Nada poderia servir como reflexão mais adequada diante da partida física de Fidel Alejandro Castro neste 25 de novembro de 2016, que estre trecho da música do cantor e compositor venezuelano, Ali Primera, um dos preferidos do grande líder cubano.

"O povo cubano ocupa importante lugar no coração dos povos da África. Que os cubanos mantenham [seguindo os exemplos de Fidel] recordando-se da África", tuitou a Fundação Nelson Mandela sobre a passagem do Comandante da Revolução Cubana ao outro lado da vida nesta sexta (25), na capital cubana de La Habana. Mandela e Fidel eram íntimos amigos e companheiros de luta por um mundo livre de discriminação, de solidariedade e socialmente justo.

"Por que umas pessoas devem andar descalças, para que outras viagem em luxuosos automóveis? Por que uns devem viver 35 anos, para que outros vivam 70? Por que uns devem ser miseravelmente pobres, para que outros sejam exageradamente ricos? Falo em nome das crianças que, no mundo, não têm um pedaço de pão. Falo em nome dos doentes que não têm remédios, falo em nome daqueles que têm tido negado o direito à vida e à dignidade humana. Chega de palavras! São necessárias ações! Chega de falar de uma nova ordem econômica internacional especulativa que ninguém entende! Deve-se falar de uma ordem real e objetiva que todos compreendam" ( Discurso de Fidel Castro na ONU em 1979).

Fidel, quem falava e vivia como a gente, levou às últimas consequências seus ideais de vida. Ousando enfrentar o Império emergente dos Estados Unidos no pós-Segunda Guerra Mundial, Fidel Castro liderou um grupo de idealistas que derrubou o ditador entreguista pró-Washington em 1959, declarando à América Latina e ao mundo que ninguém precisava viver subjugado. 

Mas nada disso lhe custou pouco: sobreviveu, desde então até a contemporaneidade, a quase 700 tentativas comprovadas de assassinato, arquitetadas pela CIA.

Se não fosse Fidel, Cuba não teria uma sociedade hoje fundamentada nos valores da cooperação e do bem-comum, mas sim nos mesquinhos valores de mercado para saúde, educação, recursos naturais e relações sociais segundo a ditadura do capital.

Se não fosse Fidel, Cuba não possuiria atendimento médico universal em um sistema de saúde que serve de referência mundial, nem educação das mais avançadas do mundo, país onde não há nenhuma criança subnutrido porém seria, sim, mais uma espécie de Haiti, República Dominicana, Porto Rico a rezar a opressora cartilha imperialista e de seus precários porta-vozes da grande mídia oligárquica, manipuladora das massas.

Se não fosse Fidel, provavelmente deveríamos acreditar que é impossível o desenvolvimento soberano das nações latino-americanas, mas que os Estados Unidos são a nação eleita por Deus, predestinada para salvar o planeta com seu American Way of Life que se apoia no consumismo desenfreadamente artificial, na discriminação, na propaganda midiática (incluindo Hollywood) e no uso da força militar.

Se não fosse Fidel, a América Latina hoje, certamente, seria lembrada pela África nada mais como o quintal dos Estados Unidos. Mas graças a Fidel Castro, o continente africano, mais oprimido da história, e o mundo podem saber que na região mais rica em biodiversidade do planeta há também espaço para a solidariedade entre um povo que se respeita e que luta por justiça social, sob as orientações e exemplos práticos do Comandante Eterno, Fidel Castro.

1926-2016. Até a vitória... sempre! Viveremos e venceremos, Comandante Fidel! Por "uma América Latina unida e justa", como costumava dizer. Dê um abraço nos também Comandantes-em-Chefe Hugo Chávez e Che Guevara, pois por aqui ainda devemos nos contentar em seguir seus exemplos entre assistência aos espetáculos cômicos e resistência aos Comediantes-em-Chefe de Washington, até algum dia sermos coroados pela vida como você!

Ninguém será capaz de tirá-lo da história, nem muito menos de apagar seu tão nobre quanto díspar legado. Ao contrário da mídia propagandista capaz de transformar minorias mercenárias em maioria espontânea, o povo cubano e o mundo choram a perda física do Grande Comandante Fidel Castro.

"Para amanhecer não são necessárias galinhas, senão cantar de galo. Eles não serão bandeira para abraçarmo-nos com ela, e o que não a possa levantar, que abandone a luta. Não é hora de recuar, nem de viver de lendas. Já vem sua cesta de luta cavalgando um vento austral. Cante, cante, companheiro! Que sua voz seja um disparo, pois com as mãos do povo não haverá canto desarmado. Cante, cante, companheiro! Que não se cale sua canção: os que morrem pela vida não podem ser chamados de mortos, e a partir deste momento é proibido chorar por eles", Ali Primera

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

TST toma decisão histórica contra bancários e desconsidera sábado como descanso remunerado

Terça-feira, 22 de novembro de 2016
    Em sessão de mais de 12 horas, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), decidiu nesta segunda-feira (21), por maioria de votos, que o divisor aplicável para o cálculo das horas extras dos bancários, inclusive para os submetidos à jornada de oito horas, será de 180 e 220. A decisão seguiu majoritariamente o voto do relator, ministro Cláudio Brandão.
O caso, de extrema complexidade técnica, afeta bancários de todo país. Conforme o artigo 224 da CLT, a duração normal do trabalho dos bancários é de seis horas contínuas nos dias úteis, “com exceção dos sábados”, num total de 30 horas de trabalho por semana. Até 2012, o Tribunal previa que o divisor a ser aplicado no cálculo das horas extras dos bancários seria de 180 para a jornada de seis horas e de 220 para a de oito horas.
Em 2012, a redação da Súmula 124 do TST foi alterada para estabelecer que a base seria diferente caso houvesse ajuste individual expresso ou coletivo no sentido de considerar o sábado como dia de descanso remunerado.
Ou seja, na prática, a questão central que altera o cálculo do divisor é se o sábado deve ser considerado ou não um dia de descanso remunerado. No caso dos bancos estatais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), os regulamentos consideram expressamente que o sábado como dia de descanso. No caso dos bancos privados, os acordos não são explícitos nesse sentido. 
Segundo sindicatos e federações, as normas coletivas firmadas pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) também consagram essa tese, ao preverem que, quando houver prestação de horas extras durante toda a semana anterior, serão pagos também o valor correspondente ao dia de descanso, “inclusive sábados e feriados”. 
A advogada trabalhista Renata Cabral esteve na sessão e explica o histórico dessa decisão. “Em 2012, o TST alterou a súmula 124 que faz menção ao divisor a ser aplicado aos bancários acerca do cálculo de horas extras. Os bancos defendem os mais altos e a classe trabalhadora os mais baixos. Isso vem sendo discutido judicialmente. O tribunal começou a julgar nesse sentido”, explica.
Renata conta que no ano passado foi feita uma audiência pública sobre o tema, com todas as entidades de defesa dos trabalhadores, que defenderam aos ministros alguns pontos acordados com os bancos. Depois disso, o processo foi para o relator e pautado na segunda-feira. “Nós perdemos, ficou-se o entedimento de que o acordo coletivo não coloca o sábado na posição de repouso remunerado e, por tanto, os divisores a serem utilizados são o 180 e o 220”, afirma.
A advogada defende que essa decisão do jeito que está sendo tomada contraria a súmula 124, que segundo o seu regimento interno deve-se suspender a proclamação do resultado para levar esse procesos para o pleno. Para ela, portanto, a decisão da Subseção deveria ter sido levada para que fosse referendada ou não pelos demais ministros do Tribunal – “Foi mais uma sessão que reduz direito dos empregados. Na minha opinião é uma decisão que vai contra a forma que foi tomada, tinha que ir ao pleno. Tanto é que os próprios ministros admitem que a súmula acaba sendo contrariada”, explica.
Para ela, é uma situação “esdrúxula”, porque a decisão é contrária à súmula. “Terá que ser aplicada em todas as decisões de acordo com a modulação a todas as circustiancias, vara, TRT, e ela sobreveria com uma súmula que ela própria contraria. Em termos de mérito, é equivocada. A convenção diz sim que o sábado tem que ser remunerado”, considera. 
Queda significativa no valor da hora extra do bancário
O advogado trabalhista Eduardo Henrique Soares também esteve na audiência e afirma que “isso diminui em 20% o valor da hora extra do bancário, é uma queda bem representativa”. Ele explica que a legislação trabalhista prevê o divisor 200 para um trabalhador que trabalha oito horas por dia cinco dias por semana, com isso o bancário será discriminado em relação às outras categorias. 
“A decisão representa novo ataque do Judiciário aos trabalhadores e aos direitos previstos não apenas na legislação existente, mas também em normas coletivas e internas dos bancos envolvidos.
Soares explica que entendimento regride em décadas – “Há décadas, as cláusulas normativas equiparam o sábado a dia de repouso semanal remunerado, suplantando a redação da Súmula nº 113 do TST e autorizando, por consequência, a adoção dos divisores 150 e 200. Tanto é que o próprio Tribunal Superior do Trabalho alterou, justamente para prestigiar essa condição mais favorável dos acordos coletivos”.
O relator, Ministro Claudio Brandão, entendeu que as normas coletivas assinadas não teriam o condão de alterar os divisores aplicáveis, de modo que seria necessária a revisão da Súmula nº 124 do TST. O revisor, Ministro Dalazen, também votou em desfavor da atual redação da Súmula nº 124. Eles foram acompanhados pelos Ministros Ives Gandra, Brito Pereira, Renato de Lacerda Paiva, Caputo Bastos, Walmir Oliveira, Marcio Eurico, Hugo Carlos e Augusto Cesar.
Em sentido contrário, consagrando a jurisprudência consolidada há anos no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho, votaram os Ministros Aloysio Corrêa da Veiga, Freire Pimenta, Alexandre Agra e Emmanoel Pereira. 

Fonte: http://justificando.com/

Judeu

É difícil encontrar uma definição única sobre o que é ser judeu. Na visão religiosa ortodoxa, é judeu aquele que nasce do ventre de uma mulher judia. Há também a chamada definição cultural: judeu é aquele que considera os ensinamentos do judaísmo, bem como sua ética, seus costumes, suas fontes e literatura como parte integrante e fundamental de sua identidade. Já a definição mais amplamente aceita, inclusive pelo Estado de Israel, é que judeu é aquele que se considera judeu e que assim é reconhecido por sua comunidade. Um ponto importante a salientar: os judeus não formam uma raça ou etnia, como muitos costumam afirmar, mas um povo, que tem uma religião (judaísmo), uma língua (hebraico), e que, desde 1948, conquistou o direito de poder viver em um país próprio, Israel.

Os judeus são descendentes dos antigos hebreus, que, de acordo com a tradição, surgiram com o patriarca Abraão. A origem do termo vem do latim judaeu e do grego ioudaîos. As duas variações são derivadas do hebraico ידוהי, ou iehudí. A palavra era usada para identificar os descendentes das tribos de Judá e, posteriormente, para os moradores da Judeia. De acordo com os historiadores, os hebreus passaram a ser chamados de judeus após o fim do exílio na Babilônia (em 539 A.E.C. - antes da Era Comum), quando os persas permitiram o retorno a Jerusalém e a reconstrução do Templo Sagrado.

A dispersão histórica dos judeus pelo mundo, principalmente após a destruição do Segundo Templo pelo Império Romano, em 70 D.E.C (depois da Era Comum), fez com que surgissem dentro do povo divisões de cultos e de costumes, que variavam de acordo com o local onde as comunidades judaicas se organizavam. Foi assim que surgiram, por exemplo, os judeus ashkenazitas, (na Europa Central e Oriental ) e sefaraditas (Península Ibérica). Há também judeus africanos (etíopes) ou orientais (Kai-Fung, na China). Apesar das diferenças pontuais em ritos e costumes, a essência entre todas essas comunidades é a mesma. Estimativa da Agência Judaica indica que em 2008 havia 13,2 milhões de judeus no mundo. O maior número se concentrava em Israel, com cerca de 5,6 milhões, seguidos pelos Estados Unidos, com 5,4 milhões. O Brasil tem cerca de 120 mil judeus.

Fonte: http://www.conib.org.br/glossario

Holocausto


Massacre de judeus e outras minorias perseguidas pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A origem da palavra é grega e significa “sacrifício pelo fogo”. Desde o século 18, o termo era utilizado para descrever a morte violenta de um grande número de pessoas. Depois da guerra, também passou a ser usado como a tradução da palavra hebraica “Shoá”, que definiu o extermínio de milhões de judeus pelos nazistas. Embora as duas palavras tenham significados diferentes – Shoá pode ser traduzida como catástrofe – elas ficaram automaticamente relacionadas. O termo ganhou notoriedade mundial durante os julgamentos de Nuremberg, em que nazistas foram acusados e processados por crimes de guerra e contra a humanidade.

O Holocausto tem dimensão única. Foi a primeira vez na história da humanidade em que um Estado criou uma política de extermínio de um povo inteiro e empregou todos os seus recursos para cumprir esta meta. Após a conferência de Wannsee, em janeiro de 1942, os nazistas decidiram pela eliminação física dos judeus de toda a Europa. O ministério do Interior alemão e seus funcionários nos países ocupados forneceram arquivos identificando os judeus; o das Finanças confiscou suas propriedades; o dos Transportes forneceu caminhões e trens para a deportação; foram abertas licitações para a construção de câmeras de gás e crematórios nos campos de extermínio. Empresas usavam a mão de obra escrava dos prisioneiros, e laboratórios faziam experiências com cobaias humanas. Além disso, uma verdadeira linha de montagem da morte foi montada dentro dos campos de extermínio. Tudo foi minuciosamente arquitetado. Desde a chegada dos prisioneiros, passando pela separação de seus pertences, execução e cremação.

A estimativa oficial é de que, desde o início da Segunda Guerra até a rendição nazista, 6 milhões de judeus tenham sido mortos pelos nazistas e seus colaboradores, quase 70% da comunidade judaica que vivia na Europa. A Polônia, por exemplo, que tinha mais de três milhões de habitantes judeus no início da guerra chegou ao fim do conflito com apenas 300 mil. Os historiadores também calculam que de 2 a 3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 2 milhões de poloneses, 1,5 milhão de ciganos, 200 mil dissidentes e pessoas com necessidades especiais, 15 mil homossexuais e 5 mil testemunhas de Jeová tenham perecido nos campos de concentração e extermínio nazistas durante a guerra.

Fonte: http://www.conib.org.br/glossario

Antissemitismo


Termo usado pela primeira vez em 1879, em um ensaio do filósofo alemão Wilhelm Marr, para descrever o ódio aos judeus. Literalmente, significa “oposição aos povos de origem semita”, o que inclui também outros semitas, como os árabes. Porém, desde sua criação, tem sido usado em referência a pensamentos, conspirações e atitudes violentas ou discriminatórias contra os judeus. 

É difícil situar sua origem. Mas autores especialistas no tema, como Robert Wistrich e Peter Schafer, afirmam que o ódio aos judeus teria sido difundido pela primeira vez pelos gregos na Antiguidade, inconformados com a resistência das comunidades judaicas em abrirem mão de seus costumes e tradições. 

No século 3 A.E.C., o historiador grego Hecateu de Abdera, referindo-se aos judeus, escreveu que Moisés, “em memória do exílio de seu povo, lhes instituiu um estilo de vida misantrópico (que tem aversão à humanidade) e inospitaleiro”. No mesmo sentido, quase um século depois, Filon, o famoso filósofo judeu-helênico, descreveu em uma das suas obras o ataque à comunidade judaica de Alexandria (atualmente no Egito), no qual milhares teriam morrido. Na ocasião, os judeus também foram acusados de misantropos. 

Muitos fatores motivaram e fomentaram o antissemitismo ao longo da história. Os estudiosos apontam para fenômenos religiosos, políticos e socioeconômicos. Na Idade Média, o principal fator foi religioso. A Igreja Católica defendia a doutrina de que os judeus foram os responsáveis pela morte de Jesus Cristo (deicídio) e que, por isso, deveriam ser punidos. A única forma de salvação da alma para os judeus era a conversão “para a verdadeira fé”. Os massacres de inúmeras comunidades judaicas europeias pelos cavaleiros das Cruzadas a caminho de Jersalém e, séculos mais tarde, a Inquisição foram marcos deste período de perseguições. 

Ao fator religioso, juntaram-se o social e o econômico. Desde a Idade Média até o início do século 20, foi vedada aos judeus, em muitas sociedades europeias, a ocupação de alguns cargos e profissões, dificultando sua integração. Com as atividades restritas, muitos judeus passaram a se dedicar àquelas proibidas pela Igreja aos cristãos, como emprestadores de dinheiro e coletores de impostos, profissões altamente impopulares. 

A mistura do ódio religioso e econômico foi um campo fértil, tanto durante a Idade Média como já na Idade Moderna, para a criação de mitos . Talvez o mais famoso e repetido seja o “libelo de sangue”. Os judeus, geralmente na época da Páscoa, eram acusados de sequestrar e matar crianças cristãs para fazer pão ázimo (matzá) com seu sangue. Essas histórias inventadas serviram como pretexto para ataques e pogroms contra comunidades judaicas. 

O componente político do antissemitismo ganhou força já no fim do século 19, com o início do processo de unificação dos Estados europeus. Os judeus, mesmo sem ter direitos políticos e sociais equivalentes ao restante da socidade, foram vistos como indivíduos cuja fidelidade aos países em que habitavam - e aos seus governantes - não era confiável. 

Uma das principais expressões desta vertente é a publicação, no início do século 20, dos Protocolos dos Sábios de Sião. Elaborada por integrantes da monarquia czarista, na Rússia, a obra narra uma suposta conspiração judaica para dominar o mundo e enfraquecer as sociedades em que os judeus viviam. Embora reconhecidamente uma farsa, ainda hoje dá margem a inúmeras teorias conspiratórias. Na mesma época, a divulgação de obras paralelas de pseudofilósofos, como o alemão Richard Wagner, o inglês Stewart Chamberlain e o francês Joseph Arthur de Gobineau plantou a semente de ideologias totalitárias. 

Juntamente com Chamberlain, o conde Gobineau, que chegou a trabalhar como diplomata no Brasil, em 1869, é considerado o pai do racismo moderno. Foi ele que juntou, pela primeira vez, o antissemitismo ao racismo, misturando os conceitos de povo e raça. Segundo Gobineau, os judeus eram inferiores aos arianos e aos teutônicos europeus, “tanto moral quanto fisicamente”. Esse conceito foi “desenvolvido” por Chamberlain no livro “The Foundations of the 19th Century”, publicado em 1912. Na obra, chega a pedir explicitamente a eliminação da "infecção judaica" no mundo. Poucos anos depois, essas ideias formariam a espinha dorsal do nazismo, o ápice do antissemitismo europeu contemporâneo, que culminou com o Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Com a criação do Estado de Israel, em 1948, e a persistência do conflito árabe-israelense, ganharam corpo o antissemitismo originário de países árabes e o antissionismo. 

Com as contínuas derrotas militares para Israel, a propaganda no mundo árabe procurou explicar suas derrotas para um povo supostamente inferior, caracterizando os judeus como lacaios de uma potência maior, os EUA, e Israel como ponta de lança do imperialismo ocidental. Temas clássicos do antissemitismo cristão tornaram-se comuns na propaganda de movimentos fundamentalistas islâmicos, como Hamas e Hezbollah e países como o Irã. O Artigo 22 da Carta do Hamas, de 1988, afirma que os sionistas estão por trás da Revolução Francesa, da Revolução Russa, do colonialismo e das duas guerras mundiais. 

Como notou o líder negro norte-americano Martin Luther King: "Quando as pessoas criticam os sionistas, elas querem atingir os judeus”. Em 1975, a Assembleia Geral das Nações Unidas, em campanha orquestrada pelos países árabes e pela ex-União Soviética, aprovou uma resolução que afirmava que o sionismo era uma forma de racismo. Posteriormente, quase todos os países não–árabes que a haviam apoiado, como o Brasil, se desculparam e se retrataram. 

No início do século 21, a linha que separa antissionismo de antissemitismo é tênue. O antissionismo tem frequentemente o propósito de deslegitimar a existência de Israel, ignorando que o sionismo é produto de um processo histórico endógeno e legítimo de aspiração nacional. As críticas antissionistas muitas vezes procuram demonizar Israel e levaram ao ressurgimento de ataques aos judeus e aos símbolos judaicos em muitos países.

Fonte: http://www.conib.org.br/glossario

Ashkenazita


(ou Ashkenazi)

Termo utilizado para designar judeus nascidos ou que tenham antepassados da Europa Ocidental. Na tradição judaica, Ashkenaz é o termo para designar a região das “Terras do Reno”, onde hoje está localizada a Alemanha. Muitas das comunidades judaicas espalhadas pela Europa central e oriental no período medieval foram fundadas por judeus originários de Ashkenaz. Na maioria delas, o principal idioma era o iídiche, que tem raízes no hebraico, alemão e línguas eslavas.

Fonte: http://www.conib.org.br/glossario

Sefaradita




(ou Sefaradi)

Termo utilizado para designar judeus cujos ancestrais eram originários da Península Ibérica. Sefarad, em hebraico, significa Espanha. Os sefaraditas fugiram da região em meio à perseguição empreendida pela Igreja Católica durante a Inquisição. Os judeus foram expulsos da Espanha, em 1492, e de Portugal, em 1496 (com a possibilidade de permanecerem no país, mediante conversão ao catolicismo). Muitos fugiram para o norte da África, onde permaneceram por séculos. Outros se dirigiram aos Países Baixos e para as Américas.

Um dos traços mais fortes da presença judaica no Brasil, no século 17, foi a fundação de uma comunidade no Recife, onde está a sinagoga mais antiga de todo o continente. Parte desse núcleo de judeus deixaria Pernambuco para ajudar a fundar a cidade de Nova Amsterdã, na América do Norte, que mais tarde viria a ser chamada de Nova York.

Entre os séculos 15 e 19, esses judeus criaram inúmeras comunidades que também se espalharam pela Ásia, geralmente em cidades que eram parte de importantes rotas comerciais, chegando à Índia e à China. Os sefaraditas têm ritos religiosos próprios, bem como uma língua particular, o ladino, que mistura principalmente o espanhol antigo com o hebraico.

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