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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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domingo, 19 de março de 2017

Preso na Operação Carne Fraca, veterinário chamava Lula de ladrão




O médico veterinário Flávio Evers foi preso nesta sexta-feira (17), pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Carne Fraca. Ele é funcionário da Seara e suspeito de envolvimento no esquema de pagamento de propina a fiscais agropecuários.

Nas redes sociais, o veterinário aparece como um anti-petista e fez vários posts defendendo o rigor da Justiça no âmbito da operação Lava Jato. Em uma postagem em janeiro de 2015, ele republicou um post da página “Dilma Rousseff, NÃO”, que pedia ironicamente a importação de juízes da Indonésia depois da vinda de médicos cubanos. Na ocasião, a imprensa do Brasil repercutia a execução de dois brasileiros condenados no país asiático por tráfico de drogas.

Às vésperas do primeiro turno das eleições de 2014, o veterinário apoiava o movimento “Tirar o Brasil do Vermelho”, ao pedir a saída do PT do governo. O executivo era crítico do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e da então candidata a Presidência Marina Silva.

Ele compartilhou um publicação da página “União Contra a Corrupção” dizendo que a ex-ministra até teria “muitas qualidades”, mas seria “fundamentalista religiosa”, “comunista de carteirinha” e “amiga íntima do LULADRÃO”.

O veterinário também publicou com o título “Sérgio Moro, o nosso homem da lei” e uma frase que diz: “Ética é o que você faz quando está todo mundo olhando. O que você faz quando não tem ninguém por perto chama-se caráter.”
Fonte: http://www.netcina.com.br

‘Drogadictos’, uma viagem (literária) e tanto


Livro reúne narrativas de 12 autores sobre o tema da dependência do ópio ao sexo


Ilustrações do livro ‘Drogadictos’. JEAN-FRANÇOIS MARTIN


Chega às livrarias espanholas Drogadictos (Dependentes de drogas), um livro escrito por, quase todos, viciados. Certo, alguns deles não o são, ou pouco. Outros, se pode notar, bastante. Doze autores espanhóis e latino-americanos escrevem sobre viagens, não exatamente para hotéis com tudo incluído. Cada um se debruça sobre uma substância proibida, pelo que se vê nada proibida. O grupo é formado, pela Espanha, por Lara Moreno (ópio), Sara Mesa (morfina), Juan Gracia Armendáriz (maconha), Juan Bonilla (ecstasy), Marta Sanz (lorazepam), Javier Irazoki (tabaco), Manuel Astur (LSD) e José Ovejero (sexo); pelo Peru, Richard Parra (crack); pela Colômbia, Andrés Felipe Solano (álcool); e pelo México, Mario Bellatin (talidomida) e Carlos Velázquez (cocaína).

Não vamos exagerar: escrever sobre, a partir de ou por trás das drogas não é novidade. Guia de leitura urgente: Thomas de Quincey, que ficou viciado em ópio enquanto seus pais pagavam seus estudos em Oxford e depois pariu, extenuado, Confissões de um Comedor de Ópio. Henri Michaux e suas viagens com mescalina, igualmente presentes em alguns de seus poemas e em muitos dos seus embriagantes nanquins. Leiam, leiam seu muito lisérgico O Infinito Turbulento. Antonin Artaud e o ritual do peiote com os índios tarahumaras (Os Tarahumaras, leitura recomendável a todos, praticantes da causa ou não). Baudelaire precedendo e inspirando Walter Benjamin na expressão literária do haxixe (deste último, visite ou revisite Sobre o Haxixe e Outras Drogas, do primeiro volte sempre a Paraísos Artificiais, bíblia literária sobre a questão, diante da Bíblia teórica, Historia General de las Drogas –História geral das drogas–, de Antonio Escohotado).

Dito isto, todos estes escritores e todos estes livros pululam como pano de fundo consciente ou inconsciente em Drogadictos. O volume traz doses suficientes de reflexão, divertimento, canalhice, vire-se sozinho, ausência de preconceito e o habitual coquetel de prazer e remorso (já sabem, “por que são tão boas essas porras de drogas...”), tudo misturado com certa vocação de retrato sério dos paraísos artificiais e seus efeitos. Tudo temperado com soberbos devaneios gráficos do ilustrador francês Jean-François Martin, colaborador regular de jornais como Le Monde, The Guardian e The New York Times. Aqui os desenhos não apoiam o texto, aqui os desenhos são outro livro.

Tudo em Drogadictos tem um ar inocente e legítimo de convite ao prazer –com o perdão da expressão–, ao prazer da leitura, entenda-se. No entanto, as sucessivas viagens têm momentos difíceis e, mais além disso, dramáticos e trágicos. Também tragicômicos. Mas não cômicos.

Uma garota de cabelo cor de laranja come a dose de ópio que seus pais lhe deram porque se queimou com o forno e porque esse parece ser o alimento de base da família, e o ópio, é bem conhecido, cicatriza queimaduras e todo o resto. Um camicase enlouquecido pelas ruas de Lima não consegue encontrar o momento de parar de comprar e consumir coca peruana, a melhor do mundo (“o bilhete dourado do Willie Wonka do mundo da droga”). Ou o primeiro mergulho no ecstasy: o zumbido urbano de Barcelona, música techno nas alturas, a lama das próprias obsessões e aquele poema de Luis Rosales que falava da “floresta incendiada sob a água”.

A morfina entrando –e o pior de tudo: não entrando– na veia do moribundo no horror do mundo paliativo. A iniciação na maconha mais selvagem do mundo, fumando e vomitando lá em cima, na Sierra de Lobos, do México, paraíso e inferno. Frases memoráveis como esta de Andrés Felipe Solano: “Pediram um café envenenado com rum branco em uma loja na qual ainda vendem lâminas de barbear como aquelas usadas pelos suicidas dos filmes”. O tabaco trazido da América que o avô de Javier Irazoki plantava numa aldeia de Navarra (avô real ou fictício): “A heroína pura, o LSD, a mescalina ou o ecstasy concentrado não poderiam competir com semelhante alucinógeno. Cada fio de tabaco era uma bomba de surrealismo”. Ou a memória do sexo traçada por um escritor que teve de suar tinta para convencer seus editores a deixá-lo fazer isso... tinha todo o direito moral do mundo: era um verdadeiro viciado em sexo, e o sexo é uma droga, então era um drogado.

Temos de continuar a ler todos os autores clássicos que um dia escreveram sobre o assunto: suas lições são bastante práticas, para não falar de sua literatura, quase sempre absorvente. Também é preciso ler este Drogadictos se o que se deseja é, por um lado, prolongar a viagem pelas drogas através de papel e tinta, e por outro, ter acesso a uma situação muito curiosa e rara: a disposição de um punhado escritores para contar histórias que falam de um marasmo, aquele da relação entre o homem e as substâncias proibidas. A coisa remonta a algo como 4.000 anos atrás, de acordo com os que sabem. Não é, em suma, um assunto novo. Mas pode se tratar de uma forma nova. Esta o é.

Fonte: http://brasil.elpais.com

quinta-feira, 16 de março de 2017

Justiça nega pedido de absolvição do presidente do Bradesco em inquérito da Zelotes


BRASÍLIA (Reuters) - A justiça federal de Brasília negou o pedido de rejeição de denúncia ou absolvição do presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outros réus em processo da operação Zelotes.

A medida, proferida no dia 10 de março pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10a Vara Federal do Distrito Federal, mantém assim o processo sobre o envolvimento em um esquema que repassava propinas para a comprar de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). As audiências de instrução e julgamento dos réus ficaram marcadas para 20 de abril, às 10h.

O juiz também negou os pedidos dos acusados Mário Pagnozzi Júnior, José Teruji Tamazato, Jorge Victor Rodrigues, Lutero Fernandes do Nascimento, Jefferson Ribeiro Salazar, Mário da Silveira Teixeira Júnior, além do diretor-gerente do Bradesco Luiz Carlos Angelotti, e do vice-presidente do banco Domingos Figueiredo de Abreu.

Em sua decisão, o juiz relata que "a acusação se vale de fatos objetivos e concretos dos delitos de corrupção ativa e passiva" e que "as condutas que envolvem os ilícitos em análise são complexas".

A Polícia Federal indiciou Trabuco em maio do ano passado no âmbito da Zelotes, com a Justiça Federal aceitando a denúncia em julho, tornando o executivo réu. Nos dois momentos o banco negou envolvimento de seus executivos em atos ilícitos.

A denúncia alega que os "parceiros" Eduardo Cerqueira Leite, Mário Pagnozzi Júnior, José Teruji Tamazato, Jeferson Salazar e José Teruji Tamazato fizeram uma proposta para que o Bradesco viabilizasse uma espécie de compensação tributária, combinando por e-mail uma propina ao então diretor da área fiscal do banco, Luiz Carlos Angelotti.

O plano era que um contrato de prestação de serviços de consultoria tributária entre a instituição financeira e a empresa Pagnozzi Calazans e Associados Consultoria Empresarial fosse firmado para dissimular a resolução de um caso.

Na decisão, o magistrado entendeu que os pedidos constantes nas respostas dos acusados teria que ser indeferido, não reconhecendo a existência de absolvição sumária, decidindo que "o processo contra estes acusados deve ter prosseguimento".





(Por César Raizer)

Os Zelotes Tropicais e o Mistério dos Aviões Suecos


Este artigo trata de maneira objetiva o "mistério" dos Gripen's suecos, mas isso não significa justificar a compra e venda de material militar, qualquer que seja a honestidade dos envolvidos, os pretextos "defensivos" para a operação, e a situação, de paz ou de guerra, que vivam os países. Até os crimes mais aberrantes e massivos empalidecem comparados com a violência dos exércitos, sejam democráticos, fascistas ou comunistas. Por Carlos A. Lungarzo

Zelotes, uma introdução

Os Zelotes, do grego zelootées, equivalente ao hebraico kanahim, formavam uma seita hebraica dissidente do século I. Em grego clássico, significava admirador, seguidor, aquele que tem zelo por uma causa. Em hebraico passou a significar aquele que zela pela glória de Deus. No grego do Novo Testamento, especialmente em Atos dos Apóstolos e Gálatas, foi usada para indicar aquele que zelava pelo verdadeiro Deus.

Tamanho da Fonte

Alguns historiadores afirmam que os zelotes formaram o grupo original de judeus que fundou o Cristianismo. Judas, o criador da seita no ano 6, era da Galileia, berço do Cristianismo. O apóstolo Simão era um zelote (Lucas, 6 13-15), e há uma polêmica sobre a possível identidade de Paulo de Tarso, que usa essa palavra várias vezes. Mas, a pesquisa sobre este assunto não foi prosseguida em Ocidente.

No Talmud (Gittin, 56b) e em outros textos judeus oficiais os zelotes são chamados Biryionim, que têm vários significados: assassinos, militaristas, sicários, fanáticos e cruéis. Flávio Josefo (37-100), o mais antigo historiador judeu, acusa os Zelotes de ter impedido aos judeus a paz com Roma, e ter aumentado a ira dos romanos com seu excesso de truculência. Segundo ele, isso teria produzido a derrota judia.

As operações da PF brasileira são famosas por seus nomes imaginativos e cultos, mas esta deve ser a melhor escolha já feita para qualificar suas atividades.

Lula e o "Suecolão"

No final do ano passado, os membros do ministério público federal brasileiro que cuidam da operação Zelotes, denunciaram o ex-presidente Lula como culpável de tráfico de influência na compra dos aviões suecos F-39-Grip. A denúncia foi aceita de maneira íntegra e imediata pelos infalíveis juízes.

Em março de 2017, um dos "acusados" de cumplicidade com Lula, o primeiro ministro da Suécia, rejeitou a imputação. Esta é uma história real, embora não pareça.

Segundo a mídia, os procuradores teriam "provas" de que Lula e outras pessoas "tramaram" em 2013 encontrar-se com o chefe do Partido Social Democrata Sueco, que é o atual premiê Stephan Lötven.

www.brasil247.com/pt/247/mundo/284466/Primeiro-ministro-sueco-desmente-acusa%C3%A7%C3%A3o-contra-Lula.htm

Isto teria acontecido durante o funeral de Nelson Mandela na África do Sul. A notícia foi difundida por todos os órgãos da mídia, por exemplo, o jornal O Estado de S. Paulo. Os seguintes são os fragmentos principais do texto, onde todos os grifos são da minha autoria.

"A ação penal também faz referência a uma intensa troca de e-mails entre funcionários da M&M e do instituto Lula, com o objetivo de viabilizar um encontro entre lula e o líder do Partido Sindical Democrata [deveria dizer "social democrata"] e futuro primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven [Löfven]. Documentos apreendidos na sede do Instituto Lula, em São Paulo, revelaram ainda a INTENÇÃO do político sueco, que defendia a escolha do modelo fabricado pela SAAB, de se reunir com o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma Rousseff na África do Sul, por ocasião do funeral de Nelson Mandela.

Em 9 de dezembro de 2013, Lula e Dilma viajaram até o país africano com o objetivo de acompanhar a cerimônia fúnebre e, exatamente nove dias depois, em 18 de dezembro, o governo brasileiro anunciou a decisão de comprar de caças do modelo GRIPPEN [deve dizer Gripen] "

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ex-presidente-lula-e-filho-sao-denunciados/

Observe que os promotores não têm apenas suspeitas, mas se proclamam conhecedores das intenções do ministro. A notícia, porém, ganhou novos detalhes na imprensa sueca.

Vejamos um jornal muito conhecido, o Dagens Nyheter, chamado DN pelos leitores. (Literalmente significa Notícias de Hoje, ou seja, Últimas Notícias.) É relevante mencionar que este jornal e também o Svenska Dagbladet(Cotidiano Sueco ou Folha Diária Sueca) ambos de direita, se haviam recusado, durante um tempo, a publicar matéria paga do partido Social Democrata. A discriminação foi abolida pelos mesmos jornais por causa da indignação dos defensores da liberdade de imprensa. Então, é difícil acreditar que as notícias do DN possam sofrer de algum desvio em favor do Primeiro Ministro.

A longa matéria sobre o caso, seguida por uma entrevista com o próprio premier, tem a manchete:

Lula da Silva deseja que Löfven dê testemunho sobre seu papel na venda do avião JAS

www.dn.se/nyheter/varlden/lula-da-silva-vill-att-lofven-vittnar-om-sin-roll-i-forsaljningen-av-jas-planen

A Voz do "Cúmplice"

O Seguinte é um fragmento contínuo da entrevista realizada pelo jornalista Henrik Brandão Jönsson (nascido em Malmö, 1969), que é correspondente do DN no Rio de Janeiro, onde mora desde 2002.

Pergunta do jornalista do DN:

"O procurador [brasileiro] argumenta que você [du] junto com Lula e com a então Presidente Dilma Rousseff se encontraram num hotel, em relação com o funeral de Nelson Mandela. Você fez isso?"

- Não, essa informação é incorreta [felaktig]

DN: Completamente [helt] incorreta?

É, eu não estive em nenhum quarto de hotel. Possivelmente eu os haja encontrado no contexto [samband] da cerimônia do funeral; essas coisas acontecem. Eles [as pessoas do funeral] dizem "oi" um ao outro, e havia um monte de pessoas aí. Mas, eu não estive em nenhum quarto de hotel.

DN: Afirma-se que você enviou um email a Lula e pediu um encontro.

Nós fazemos isso amiúde no caso de grandes reuniões. Nós indagamos [enviamos indagações > skickar förfrågningar] se é possível nos encontrarmos, mas naquele momento eu não estive em nenhum quarto de hotel.

Conclusões

Apesar do mercantilismo bélico, a Suécia sempre aparece, desde o fim da Segunda Guerra, entre os cinco primeiros países em todas as avaliações de atributos positivos, por exemplo:

IDH, Direitos Humanos, democracia, secularidade, assistencialismo, transparência, liberdade sexual, ecologia, direitos femininos, direitos das crianças, educação, justiça salarial, saúde pública, tolerância e (apesar de tudo)pacifismo.

Foi o primeiro país em criar uma lei de imprensa em 1766, que inclui cláusulas do direito à informação (Habeas Data), um direito básico que o Brasil apenas adotou parcialmente em 1988. Além disso, Suécia possui a maior recepção de refugiados do planeta, e é o único país onde estes encontram plena integração. Porém, o que interessa em nosso caso é o índice de transparência.

Segundo a conhecida organização Transparency International, em 2002 o índice de transparência sueco era de 9,3 sobre 10, enquanto o do Brasil era de 4.0 sobre 10.

Escolhi esta data de comparação, porque esse foi o último ano anterior ao PT, e quero descartar qualquer suspeita sobre dados "maquiados". No entanto, seria bom que o leitor consultasse no site www.transparency.org, onde aparecem todos os anos registrados até 2016.

As notícias colhidas no Brasil pela imprensa internacional mostram que os Zelotes AFIRMARAM, DE MANEIRA CATEGÓRICA, que essa "conspiração" realmente contou com a presença do Primeiro Ministro sueco, embora não oferecessem nenhum detalhe, como o nome do hotel e o número de quarto, que teriam sido fáceis de obter. Observe que Löfven repete três vezes que não esteve em nenhum quarto do hotel (något hotellrum).

O desespero por envolver Lula em qualquer ato de corrupção mostra algo mais que a politização da justiça. Há um profundo ódio contra as classes populares e um amor patológico pela baixaria que caracterizou à oposição na campanha eleitoral de 2014, e, sobretudo, as ações que conduziram ao golpe de 2016, com especial destaque para o delirante ato de barbárie na votação na câmara de deputados.

É uma pena que os juristas que com tanta perfeição mostraram a estreita colaboração entre Marx (nascido em 1818) e Hegel (morto em 1831) tenham cometido este ato de deselegância, que pode ofuscar sua excelência intelectual.

É verdade que o judiciário brasileiro, como enfatizou várias vezes The Guardian, é campeão em condenar sem provas nem indícios. Todavia, há uma diferença: no caso do mensalão, onde o arbítrio jurídico foi aplicado fartamente, os acusados eram pessoas pouco conhecidas a nível Internacional.

Esse não é o caso de Lula. Ele é muito respeitado no exterior, como ficou célebre naquela frase de Obama, que a mídia comentou como seu fosse uma ironia. Mas, o sarcasmo mais baixo foi o do soturno príncipe do tucanato, que num gesto de ódio típico, fez um comentário à altura de sua inteligência: "Obama diz isso a todos, mas só Lula acredita". Qualquer pessoa que tenha acompanhado a trajetória do Obama perceberia que ele sempre foi muito discreto em seus elogios a outros líderes. Mas Lula também foi elogiado por Bush, se isso deixa contente à direita.Ele comentou sobre Lula:

"He not only has a tremendous heart, but he has got the abilities to encourage prosperity and to end hunger."

Quando veio ao Brasil para apertura dos Jogos Olímpicos, o então premiê italiano Matteo Renzi teve a insólita gentileza de ser sincero: disse que a história seria gentil com Lula, e elogiou seus programas sociais.

No caso de Löfven, a situação é semelhante. Até a revista Época, vinculada com a rede Globo, publicou que o primeiro ministro (antigo operário metalúrgico) reconhece que Lula é sua inspiração.

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/12/lula-e-uma-das-minhas-maiores-inspiracoes.html

De qualquer maneira, os Zelotes não têm motivos para parar suas provocações internacionais. Eles têm grandes amigos, como Trump, e também os suíços, que ajudam na investigação porque não querem perder os futuros clientes em seus investimentos sigilosos.

No caso da Suécia, os Zelotes parecem não ter interesse em dar uma boa imagem, pois a opinião do primeiro ministro não terá nenhum efeito na classe média brasileira. Para esta classe social, que conhece de cor e salteado Miami, NY, Las Vegas, a Itália, o Vaticano, París, Portugal e o Caminho de Santiago, a imagem da Suécia é quase onírica.

Eles sabem que é um país gelado cujo único mérito é ter sediado o jogo onde Brasil ganhou sua primeira copa. De resto, é o habitat de um bando de excêntricos esquerdopatas, que concedem refúgio àqueles que os brasileiros lincham, que inventaram que o racismo é crime, e que levam a sério a democracia.

Na linha final da entrevista, Löfven rejeita a ideia de depor perante os Zelotes, e disse que o Brasil deve esclarecer o problema [får klara]. Não é temerário pensar que o ministro conheça (embora não possa manifestá-lo) a fama das instituições brasileiras. Com certeza, ele não quer enlamear sua reputação com algo que é, no melhor dos casos, uma farsa.
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quarta-feira, 15 de março de 2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Desde 2000 a ocupação israelense já provocou a morte e ferimentos em mais de 27 mil crianças palestinas


Publicado por: Redação Irã News 
Autor: 
Publicada em 06/03/2017 às 11:13




Foto: 
Palestina Libération│PALESTINA OCUPADA.


-Unos 2100 niños palestinos muertos, y más 13000 heridos desde el estallido de la Intifada de Al-Aqsa en 2000, hasta marzo de 2016, señalan las estadísticas de las organizaciones palestinas y el informe de la redacción del diario Palestina Libération.

Las fuerzas de ocupación israelíes detuvieron a más de 12.000 niños palestinos desde 2000, donde casi 480 niños siguen languideciendo en las cárceles israelíes. De ellos casi el 95% fueron severamente torturados y golpeados durante la campaña de arresto y los intervalos de los interrogatorios.
Las fuerzas de ocupacion israelíes detiene anualmente cerca de 700 niños de diferentes distritos, con el pretexto de lanzar piedras contra las tropas y colonos israelíes. Además de eso, las violaciones israelíes que los estudiantes palestinos enfrentan en el puesto de control israelí se centraban en las entradas de ciudades y campamentos.
Además, los problemas de pobreza desenfrenada que reflejanDIRECTAMENTE su impacto en los niños, especialmente en la Franja de Gaza con el asedio duradero, impusieron casi diez años. La regresión de la situación económica obligó a muchos niños palestinos a abandonar las escuelas para trabajar, donde el porcentaje de niños entre 10 y 17 años de edad inscritos en el mercado de trabajo ascendía a alrededor del 4,1%, según la Oficina Central Palestina de Estádistica.
El 85% de los niños en Jerusalén Ocupada Al-Quds viven por debajo de la línea de pobreza. Según la Asociación para los Derechos Civiles, el número de residentes en Jerusalén Oriental es de 371.844 palestinos, 79% de los cuales viven por debajo de la línea de pobreza, como resultado de las duras políticas y medidas de la ocupación israelí contra ellos.
La tasa de deserción escolar asciende al 40% en las escuelas de Jerusalén, mientras que la ciudad sufre de falta de centros de salud maternoinfantil, ya que sólo hay cuatro lugares en comparación con Jerusalén occidental, donde hay 25 centros de atención de niños.
│ Diario Palestina Libération ©2016 Global Intellectual Property Registry Nº: 1 607138 370884 All rightsRESERVED. Palestina Libération Media Group|صحيفة فلسطين ليبراسيون│

UM AMAN EM CADA GERAÇÃO



Osias Wurman
Jornalista


No próximo final de semana o mundo judaico estará celebrando a festa de Purim. Relembraremos mais um momento em que a existência do povo judeu foi colocada em risco, como em tantas outras ocasiões e, como sempre, o heroísmo e a perseverança salvaram os judeus do extermínio. A rainha Ester, a primeira judia a ter este titulo na antiga Pérsia, onde hoje se situa o Irã, contornou as intrigas palacianas e convenceu o rei Assueros a livrar os judeus da morte. No mesmo país, a mesma vontade de exterminar o povo de Israel, mas com novos impostores: os que constantemente ameaçam o Estado judeu. Tão crueis e intrigantes como seu antepassado Aman, negando o Holocausto e prometendo varrer o sionismo da face da terra.

O rei Assuero com a rainha Ester ao seu lado, em gravura
encontrada numa sinagoga da Babilônia, no século III d.C
“Não há nada de novo abaixo do sol”, disse o rei Salomão em Eclesiastes. Sairemos vivos e longevos das armadilhas dos Aman desta geração. Apesar de financiar o Hamas, controlar e armar o Hezbollah e estar preparando armas nucleares para atacar Israel, os iranianos não terão sucesso em seus planos diabólicos. Seu futuro será uma nova versão do fracasso inimigo, lembrado em Purim.

Para que estas previsões positivas se concretizem, é preciso que o Estado de Israel esteja preparado para enfrentar turbulências na fronteira norte, rechaçar foguetes cada vez mais possantes atirados de Gaza, e controlar um perigoso clima de sublevação da ordem, ainda incipiente, por parte dos árabe-israelenses. Os ataques dos movimentos de boicote a Israel são a prova mais cruel de que o tempo passa, o ódio aumenta e as ameaças crescem. Estejamos unidos, sem estúpidas contestações, no suporte ao inalienável direito à existência do Estado judeu, e do povo de Israel. Não deixemos espaços para os que desejam a revanche da derrota dos tempos bíblicos, que lembramos com muita alegria na festa de Purim.

Opinião: Porta-aviões mais recente dos EUA tem problemas sérios




Opinião: Porta-aviões mais recente dos EUA tem problemas sérios
© Foto: Wikipedia/Marinha dos EUA

O presidente dos EUA Donald Trump elogiou o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o projeto mais recente e dispendioso do Pentágono, o classificando como “grande símbolo do poder dos EUA”, mas o analista militar Roger Thompson comunicou ao serviço inglês da Rádio Sputnik que o navio tem problemas.

"O Gerald R. Ford tem grandes problemas. Estes porta-aviões recentes são demasiado caros e surgem com atraso. Não estou exagerando quando afirmo que metade dos sistemas deles não funciona adequadamente. Seus pilotos têm uma longa tradição de não ser bem qualificados em manobras de combate aéreo. Meu livro mostra a extensão dos prejuízos durante exercícios de combate aéreo simulado em comparação com pilotos da Grã-Bretanha, Canadá e Austrália por exemplo. É um grande problema", acrescentou o analista Roger Thompson ao serviço inglês da Rádio Sputnik

Thompson, que é professor da Universidade de Kyung Hee da Coreia do Sul, comunicou que Trump desconhece a realidade se ele afirma que este porta-aviões é uma obra de arte da engenharia. 



O analista militar expressou o seu conhecimento profundo sobre o estado da Marinha dos EUA no livro Lessons Not Learned: The US Navy’s Status Quo Culture (Lições não Aprendidas: Cultura do Status Quo da Marinha dos EUA). Ele afirma no livro que o porta-aviões é "uma coisa do passado" e "uma relíquia da Segunda Guerra Mundial", chamando o Pentágono a se focar em navios que sejam mais adequados para as realidades modernas. 


"Eles tentam reviver os seus dias gloriosos da Segunda Guerra Mundial, quando EUA combatiam contra o Japão, porta-aviões contra porta-aviões, a Batalha de Midway", adiantou ele, acrescentando que Washington parece considerar que "a grande guerra recente em que eles combateram" vai se repetir. "Nenhuma grande potência mundial possui tais porta-aviões. Os japoneses não têm porta-aviões. Alguns países que tinham porta-aviões, como o Canadá e a Austrália, acabaram por os abandonar porque eles não eram eficazes em termos de custos", comunicou Thompson. 

​O analista militar precisou que a Marinha dos EUA vai manter pelo menos 11 porta-aviões em regime operacional. 


© SPUTNIK/ MARINHA DOS EUA
Mídia descobriu que maioria de caças da Marinha dos EUA não pode voar

Além do mais, se acumulam indícios de que os porta-aviões da Marinha dos EUA são cada vez mais vulneráveis a submarinos e novas armas antissubmarino. 


"Muito pouco foi feito contra a ameaça submarina, mas eu tenho lido que os porta-aviões podem receber armas laser[…]para abater mísseis do inimigo. O problema é que os EUA têm a grande tradição de não testar adequadamente as suas armas. Por isso, pode parecer uma arma maravilhosa mas, se não for testada, pode não funcionar adequadamente contra uma grande quantidade de mísseis. A defesa antissubmarino continua sendo fraca", explicou Thompson. 

O analista militar acrescentou que as capacidades antissubmarino dos EUA foram comparadas com as de outros países como o Reino Unido e o Canadá, que se destacam neste domínio. 

Thompson criticou a Marinha dos EUA, acrescentando que ela tem "cultura corrupta e muito disfuncional".

Fonte: https://br.sputniknews.com

"Cogito, ergo sun"- Penso, logo duvido





No Dia da Mulher fiz uma pequena provocação na minha página no facebook, lembrando o que disse o Millôr, de que o mais importante movimento feminista era o dos quadris.

Disseram que o Millôr tinha posições de direita. Não tinha, não. Ele e muito mais o Nelson Rodrigues, eram anarquistas e sempre duvidavam das verdades estabelecidas.

Infelizmente, todos esses movimentos que dizem representar as minorias (as mulheres, os negros, os LGBT, os indígenas) são profundamente maniqueístas e vivem de verdades estabelecidas, quase dogmas religiosos que não podem ser contestados e nem ao menos discutidos.

Não que eles não tenham razão.

Têm.

Não, que não devam dramatizar seus eventos fundadores.

Devem.

O problema é que eles não aceitam contestações as suas verdades e nada melhor do que uma contestação ao que pensamos, para que possamos aprofundar nossas certezas.

Nós, que nos pretendemos comunistas, sabemos bem como isso funciona.


Admirávamos de uma forma quase religiosa a Stalin, como o "genial condutor dos povos", até que Kruchiov, no seu famoso relatório secreto, apontou todos os seus crimes. Fizemos o mesmo com Prestes, no Brasil. Desiludidos, acreditamos na Perestroika e na Glasnost de Gorbachiov, até nos darmos conta que seu papel foi fundamental para o esfacelamento da União Soviética.

Agora surge o escritor italiano Domenico Losurdo , com o seu livro A História e a Crítica de uma Besta Negra, falando sobre a demonização de Stalin e de certa forma, tentando recuperar a sua imagem

Duvidar sempre, prontos a mudar para melhor o que pensamos, pode ser o melhor caminho, pois como dizia o Barão de Itararé mudar uma idéia não é ruim. Ruim é não ter uma idéia para mudar.

É preciso enxergar nos homens e nos fatos toda a sua complexidade.

Nelson Rodrigues defendeu a ditadura, mais para provocar a esquerda que ele achava pouco inteligente do que por acreditar nela, mas ela, a ditadura, prendeu e torturou seu filho.

Millôr dizia que livre pensar é só pensar e ironizava os militares no Pif-Paf, mas foi o único que não foi preso, quando toda a redação do Pasquim foi para a cadeia, possivelmente para o incompatibilizar com seus companheiros.

Lula foi preso pelo delegado do DOPS, Romeu Tuma, mas cultivou uma estranha amizade com ele, a tal ponto que o filho de Tuma escreveu um livro dizendo que Lula passava informações do movimento sindical.

Nem por isso, Lula deixou de representar uma esperança de retorno do Brasil à democracia perdida no golpe contra Dilma.

Os nazistas ocuparam boa parte da França durante quatro anos e os franceses ainda hoje gostam de exaltar os feitos da sua resistência.

Esquecem que um dos seus maiores romancistas, Cèline, defendeu abertamente os nazistas em seus livros.

Que Sartre nunca foi incomodado pelos ocupantes alemães.

Que Maurice Chevalier e Edith Piaf cantaram em campos de concentração de prisioneiros alemães pagos pelos nazistas.

Que Cocô Chanel vivia no Hotel Ritz com o amante, um oficial alemão.

Que o famoso diretor de cinema Sacha Guitry era amicíssimo do embaixador alemão, Otto Abetz.

Que Picasso viveu em Paris sem ser incomodado durante a ocupação e que se recusou a assinar uma petição pedindo a libertação do poeta Max Jacob.

Esquecem, finalmente, que o famoso arquiteto Le Corbusier, para agradar às autoridades nazistas das quais precisava para financiar seus projetos, chegou a afirmar que "a sede dos judeus por dinheiro corrompeu a França."

É preciso questionar certas "verdades" e desfazer algumas "mentiras".

Israel é uma democracia, pelo menos para os judeus.

Mas, impediu que um judeu norte-americano, Norman Finkelstein, filho de pais assassinados em Auschvitz, desembarcasse em Tel Aviv.

Motivo: ele escrevera um livro chamado A Indústria do Holocausto, denunciando interesses escusos de alguns na divulgação do episódio.

Cuba é uma ditadura que não dá liberdade de expressão aos cubanos.

Apesar disso, Cuba permite que a blogueira Yoani Sanchez, paga pelo jornal espanhol El Pais, continue falando mal do governo e o escritor Leonardo Padura fique rico, escrevendo seus livros sem sair da Ilha, em nenhum deles falando bem da Revolução Cubana.

No Dia da Mulher ouvi os discursos das vereadoras de Porto Alegre Sofia Cavedon e Fernanda Melchionna, duas valorosas defensoras do movimento feminista, do qual parecem disputar a liderança, e mais uma vez me dei conta de como elas perderam uma bela oportunidade de discutir a importância da luta histórica das mulheres ao preferirem apenas lançar, em altos decibéis, palavras de ordem que, pela repetição, se tornaram inócuas.

Marino Boeira é jornalista,formado em História pela UFRGS

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Amazon proíbe a venda de livros negacionistas do Holocausto



Há anos que a Amazon vinha a resistir a pressões de várias associações e do próprio governo de Israel para deixar de vender obras que questionem ou neguem o Holocausto judeu no decorrer da Segunda Guerra Mundial, até há umas meras duas semanas era possível encontrar todo o género de livros revisionistas e negacionistas, em várias línguas, na Amazon uma vez que esta, como empresa estadunidense, sempre se valera do protecção da liberdade de expressão da Constituição dos Estados Unidos para manter à venda nas suas lojas todo o tipo de obras, por mais incómodas que pudessem ser.

Contudo desde início de Março que a Amazon, a segunda maior loja virtual a nível global e uma pioneira em soluções de edição para pequenos editores e edições de autor (sendo unicamente ultrapassada pela chinesa AliExpress), começou a remover do seu catálogo livros que considera como negacionistas ou críticos do Holocausto cedendo a uma campanha de pressão iniciada em Fevereiro pelo Museu Yad Vashem, dedicado à memória das vítimas do Holocausto, com o envio de uma carta aberta da autoria do Dr. Robert Rozett, director das bibliotecas do Yad Vashem, enviada a Jeff Bezos, director executivo da Amazon.

"Salta à vista há já muitos anos que a literatura negacionista do Holocausto é livremente disponibilizada para venda na Amazon. A maior parte desses artigos surgem-nos repletas de resenhas positivas por parte dos leitores e com a sugestão de outras obras do mesmo estilo", alertou Rozett. Em declarações ao "Jerusalem Post", Robert Rozett afirmou que a nível mundial havia um novo clima generalizado favorável ao anti-semitismo, pelo que "talvez a altura seja mais adequada para ponderarem que têm que ser mais cuidadosos com o que vendem." Na sua carta Rozett insistia, "uma vez mais, dada a existência do anti-semitismo em todo o globo, algo que se tornou mais recorrente nos últimos anos, insistimos para que removam das vossas lojas livros que neguem, distorçam ou banalizem o Holocausto."

O Dr. Robert Rozett ofereceu também os serviços do Yad Vashem caso a Amazon necessite que lhes forneçam uma lista das obras a banir ou precise de auxílio na investigação e detecção de obras, normalmente livros em formato papel e kindle bem como documentários em DVD, deste género. O receio de vários activistas é de que se aceitarem esta violação da liberdade de expressão, ainda pouco contestada, tal possa abrir um antecedente para que obras pró-Palestina e críticas da política de Israel ou do sionismo possam também ser incluídas numa futura revisão de obras que incomodem o Estado de Israel, mais especificamente as obras dos académicos Noam Chomsky, Gilad Atzmon e Norman Finkelstein, todos eles de etnia judaica, activistas de esquerda e severos críticos de Israel.

Nuno Afonso

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