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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Rússia, Putin e os judeus





PUTIN GARANTE JUDEUS RUSSOS: Um proeminente rabino russo opinou que a comunidade judaica do país não se beneficiaria se o presidente Vladimir Putin fosse deposto, segundo informou a imprensa local. De fato, tal cenário colocaria os judeus russos em perigo, com o caos que inevitavelmente aconteceria em caso de destronamento de Putin, o que seria propício à violência xenófoba, segundo o rabino Alexander Boroda, chefe da sucursal da Rússia do movimento chassídico Chabad. "O antissemitismo não vai desaparecer em breve da realidade social e política da Rússia", disse ele em uma conferência judaica. Com isto em mente, a importância da estabilidade relativa proporcionada pelo regime autoritário de Putin, que em que certas "linhas vermelhas" está firmemente estabelecido, não deve ser tomado como garantida, alegou Boroda. Durante o governo de Putin, dezenas de sinagogas de Moscou foram renovadas pelo Estado.

Fonte: http://www.ruajudaica.com/

É verdade que o judaísmo não permite cremar um corpo?






Pedras sobre os túmulos: um curioso costume judaico



Dov Zellerkraut


RESPOSTA: Verdade! Inclusive muitos cemitérios judaicos não recebem as cinzas de um judeu cremado para ser enterrado lá. Obviamente isto e todo o restante que trataremos, se aplica somente aqueles que escolheram ser cremados e não no caso daqueles que claramente foram cremados contra sua vontade, como aconteceu, D´us nos livre, no caso do Holocausto.

Existem algumas razões para isso. Primeiramente, a alma do homem vem do Divino e quando sua missão neste mundo é concluida esta volta à sua origem. Já o corpo foi criado a partir da terra e, deve, portanto, voltar para a terra.

Este conceito é reiterado em Deuteronômio 14, onde somos ordenados a enterrar os falecidos: “Você deve enterrá-lo naquele dia”. O Talmud de Jerusalem explica que este mandamento nos obriga a enterrar o corpo, em sua totalidade, e não partes deles. Assim sendo, cremar um corpo destrói a maior parte do corpo, fazendo com que o enterro da carne seja impossível, e, portanto, viola este mandamento bíblico.

Na lei judaica, o corpo humano pertence ao Criador. E está conosco, simplesmente como empréstimo. E, como “guardiões” do corpo, não têmos o direito de desfigurá-lo de qualquer maneira.O corpo deve ser “devolvido” em sua totalidade, assim como nos foi dado. Tanto porque, o homem foi criado “à imagem e semelhança de D´us”, e, assim, qualquer violação do corpo humano é considerado, portanto, como uma violação da própria imagem divina.

No judaísmo, existe um respeito tão grande à santidade do corpo humano no processo de preparação do falecido para o enterro, que, o funeral é previsto para o mais cedo possível (de preferência no mesmo dia do falecimento) para que o corpo possa atingir seu descanso eterno, o mais rapidamente possível. Além disso, a honra de cuidar dos mortos é tradicionalmente reservada para os membros mais respeitados da comunidade.

Portanto, o corpo é visto como sagrado, como o templo da alma, e o meio pelo qual nós, praticamos o bem neste mundo. De acordo com a lei judaica, um objeto que facilitou o cumprimento de boas ações, deve ser respeitada, e não pode ser descartado.

Outra explicação para esta proibição é a crença judaica na redenção final do povo judeu – e de toda a humanidade – e, como consequencia, o conceito da ressurreição dos mortos, o momento em que todas as almas retornarão ao seus corpos. E, sendo assim, a cremação é uma declaração implícita da rejeição do conceito da Resurreição dos Mortos. É na verdade uma declaração de que uma vez que a alma partiu o corpo, o corpo não tem mais valor, visão esta que o judaísmo repudia.

Nossos sábios ensinam que aqueles que negam a ressurreição, não merecerão vivê-la em seus próprios corpos, e suas almas serão “vestidas” por corpos diferentes.

De acordo com a Kabalá (misticismo judaico), a alma não se afasta do corpo imediatamente após a morte. Tal saída abrupta seria intensamente dolorosa para a alma. A decomposição gradual do corpo permite que a alma parta lentamente do corpo e aclimate-se ao seu novo lar celestial. A destruição instantânea do corpo causada pela cremação, priva a alma deste período de adaptação muito importante.

Além do mais, acredita-se que uma vez que a alma chegou ao “Mundo da Verdade”, esta certamente entende o valor e a importância de um enterro judaico adequado; assim, administrar um enterro judaico tradicional é na verdade, conceder ao falecido, seu verdadeiro desejo no momento.


Fonte: http://www.coisasjudaicas.com/

Ex-ministro de FHC condena polícia de Beto Richa



Sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro dos Direitos Humanos, disse que a alegação do governador Beto Richa (PSDB) de que os policiais revidaram a agressões feitas por black blocs é "conversa para boi dormir"; "É absolutamente revoltante que, em plena democracia do século XXI, o governo do Paraná trate manifestantes pacíficos usando bala de borracha, cachorros pitbull e bombas", afirmou o diplomata, pedindo punição aos responsáveis.

Fonte: Brasil 247

BOVESPA: PETROBRAS FECHA ABRIL COM GANHO DE R$ 53 BI


Mesmo sob a mira de ataques diários por parte de líderes da oposição e da imprensa, a estatal do petróleo, junto com a CSN, foi a empresa que mais se valorizou em abril na Bovespa; as ações ON da Petrobras fecharam o mês com ganhos de 48,75%, cotadas a R$ 14,25, enquanto as PN dispararam 34,12%, para R$ 13,05; com isso, a empresa fecha abril com um ganho de R$ 53,36 bilhões de valor de mercado; noticiário ao longo do mês foi principalmente em torno da expectativa da divulgação do balanço de 2014, que apontou prejuízo de R$ 21,6 bilhões; também ajudaram os papéis informações sobre desinvestimentos da companhia, como a possível venda da participação na Braskem.

Fonte: BRASIL 247

Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional


Para consultoria, salário de professor no Brasil deveria ser quase três vezes maior (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.

O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado.

A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril).

Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil.

Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.

O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia.

Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil).

Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 no segundo lugar, o Chile, e menos de 8 em Portugal.

Combinando fatores como estes com o desempenho dos alunos – entre os piores entre os países pesquisados – a consultoria coloca o sistema educacional brasileiro como o mais ineficiente da lista.

"Nossas conclusões sugerem que o Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional", diz o relatório.

Para a consultoria, a meta seria um salário quase três vezes maior que o atual.

Deficiências no gasto

Os dados mais recentes da OCDE mostram as debilidades no gasto educacional brasileiro.

Segundo a organização, o gasto do governo brasileiro com educação cresceu rapidamente desde o ano 2000, atingindo 19% do seu orçamento em 2011 – a média da OCDE foi de 13%.

O gasto público com educação chegou a 6,1% do PIB brasileiro, acima da média da OCDE de 5,6%, e à frente da proporção de outros latino-americanos como Chile (4,5%) e México (5,2%).

Porém, o gasto do Brasil com a educação pública foi o segundo menor de todos os países da OCDE e parceiros – US 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.

Fonte: BBC 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Deputado parabeniza Indonésia por execução de brasileiro



Olímpio, que é integrante da Bancada da Segurança Pública, conhecida como bancada da bala, também criticou os esforços brasileiros para tentar evitar a execução
AE


Um dia depois de o brasileiro Rodrigo Gularte, condenado por tráfico de drogas, ter sido executado, o deputado Major Olímpio (PDT-SP) parabenizou o governo indonésio pelo cumprimento da pena."Ninguém comemora a morte, mas é um traste a menos na humanidade. E que outros países, inclusive o nosso, não perdessem o tempo em reprimendas em relação a país que tomam atitude", afirmou o deputado paulista.

Olímpio, que é integrante da Bancada da Segurança Pública, também conhecida como bancada da bala, criticou os esforços brasileiros para tentar evitar a execução. "Quero cumprimentar o governo da Indonésia na pessoa do seu presidente, o Joko, por manter a postura firme e não ter cedido a apelos em relação à execução de criminosos hediondos, principalmente traficantes".

Gularte foi o segundo brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas. Antes dele, em janeiro deste ano, o instrutor de paraquedismo Marco Asher foi fuzilado. "Traficantes são pessoas que comercializam a morte. Fazem isso no nosso País o tempo todo levando a morte a milhares de jovens brasileiros", disse Olímpio.

(...) 

Fonte: http://www.istoe.com.br/, via TERRA

França: muçulmana proibida de ir à escola por “insistir” na sua saia comprida



Submissão ou tolerância? Diferentes noções que coexistem na ideia francesa de laicidade. Fazer respeitar a lei ou usá-la como pretexto para descriminar uma religião? O debate, já aceso e incendiado por casos e propostas políticas, vai continuar.Alma Levy-Omari começou a estudar em casa por causa da lei de 2004 JACK GUEZ/AFP


No Twitter, o assunto gera tanta indignação como piadas, em mensagens que brincam com o que indigna os seus autores. Com o tema “JePorteMaJupeCommeJeVeux” (Eu uso a minha saia como entender), milhares de pessoas continuam a mostrar a sua solidariedade com Sarah, a aluna muçulmana de 15 anos impedida de entrar na sua escola na região francesa de Ardenas com o pretexto de não respeitar a laicidade e a lei de 2004 que proíbe o uso de sinais religiosos ostensivos – no caso, uma saia preta e comprida.

“Na verdade, esta saia não tem nada de especial”, disse a adolescente ao jornal local L’Ardennais, acrescentando que pagou dois euros pela peça de roupa numa loja indistinta. “Mas é injusto, não é uma razão válida para me impedirem de entrar”, afirma, explicando que até costuma usar calças mas “quando faz calor” prefere saias.

Nas redes sociais, há quem se pergunte se “liberdade” ainda faz farte da trilogia de valores fundamentais da República da França, quem publique imagens de princesas da Disney com os seus longos vestidos ou de convidadas para “chiques recepções” no Eliseu que optaram por tailleurs constituídos por… saias compridas. Também há quem diga que não conhece franceses mas sabe o que é “o racismo”, “o ridículo” ou “a islamofobia”.

Para a directora da escola de Charleville-Mézières (capital das Ardenas), Maryse Dubois, a saia de Sarah, “demasiado longa”, não respeitava a lei sobre a laicidade nas escolas, que “interdita o uso de símbolos ou roupas através dos quais os alunos manifestem ostensivamente uma pertença religiosa”. Neste caso, Dubois não teve sombra de dúvida e insiste: “A insistência nesta indumentária provocante vai impedir que seja recebida nas aulas”.

Duas vezes Sarah chegou de saia à escola, a 25 quilómetros de casa, e duas vezes foi impedida de entrar. Aconteceu a 16 e a 25 de Abril. Os pais, “furiosos”, disseram ao mesmo jornal local que “não é proibido por lei usar saias compridas”.

A lei de 2004 é conhecida como a “lei do lenço” e visava precisamente impedir as meninas e adolescentes muçulmanas de entrarem nas escolas dehijab (lenço islâmico). A proibição não se estende às universidades – mesmo se ultimamente tem havido professores universitários a expulsar alunas de lenço, fruto do clima de tensão e debate sobre identidade e integração que se vive há anos em França, exacerbado desde Janeiro pelo atentado contra o jornal satírico Charlie Hebdo cometido por radicais islâmicos.

Nos últimos meses, a escola enquanto instituição foi designada pelo Governo de François Hollande “santuário da laicidade” e das leis da República secular, ao mesmo tempo que é pedido aos professores que sejam a linha da frente deste combate sem tréguas. Actualmente, já estão mobilizados os formadores que os vão preparar para o novo programa de educação cívica e moral, em vigor a partir do próximo ano lectivo.

Sarah não está sozinha, o que é raro são estes casos chegarem às notícias. A “lei do lenço” costuma mesmo ser interpretada de forma literal e a maior parte das raparigas impedidas de aceder aos estabelecimentos de ensino por causa de outras peças de roupa são adolescentes como Sarah, que decidiram usar lenço e que, para cumprirem a lei, o retiram à porta da escola e o voltam a colocar, à saída. É isso que facilita a interpretação das suas saias, casacos ou vestidos como “sinais religiosos ostensivos” ou peças de “indumentária provocante”.

Roupa mais neutra

Ao longo de 2014, antes do Charlie Hebdo, o Colectivo Contra a Islamofobia registou ou tentou agir em perto de 130 casos de exclusão de alunas do secundário por causa de peças de roupa, diz a ONG ao jornal Le Monde. Na verdade, todos os anos chegam à organização, em média, 100 litígios semelhantes, confirma a porta-voz Elsa Ray, ao Libération. “O que é escandaloso nestes casos é que outras alunas usam saias compridas nos mesmos estabelecimentos”, diz Ray. “Estas jovens são alvo por serem muçulmanas, identificadas como tal por usarem lenço no exterior da escola.”

Para já, a comunidade escolar apoia a directora de Charleville-Mézières. “Pedimos-lhe que passasse a apresentar-se como uma roupa mais neutra mas parece que o pai dela não deseja que a aluna volte à escola”, explicou à AFP Patrice Dutot, inspector académico das Ardenas. Sim, o pai de Sarah não está contente e quer mudar a filha de escola.

Este é um episódio entre muitos de um tema que vai continuar no centro do debate político francês – o ex-Presidente da direita, Nicolas Sarkozy, propôs, por exemplo, o fim dos menus duplos, ou de substituição, para os dias em que as cantinas servem porco, carne que os muçulmanos praticantes não comem. Há escolas que já os aboliram.

Fonte: http://www.publico.pt/

Lei antiparasitas

No Brasil, com a revogação da lei anti-vagabundagem, as gerações que vieram estão a confundir direito ao lazer com direito a viverem dos esforços alheios, ou seja às custas de pais e avós, que sacrificam aposentadorias e até continuam a trabalhar, após a aposentadoria, para que moleques surfem e pratiquem outros esportes, façam turismo de forma desavergonhada, curtam suas baladas e tóxicos da moda, tudo sem pensar no sacrifício dos mais velhos.
Estamos indo de mal a pior no particular, por conta de tanta liberdade, que é um bem defensável, mas desde que não abusiva e desde que se respeite a do próximo.
Quando se verifica liberdades para alguns privilegiados, em detrimento do direito ao repouso e à segurança de outros, algo está muito errado.

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‘Lei antiparasita': São Petersburgo quer obrigar quem recusa emprego a realizar serviços sociais

Flickr/ CC
Flickr/ CC


Cidadãos que se recusam a trabalhar mesmo com a disponibilidade de vagas de emprego serão obrigados a realizar serviços sociais em São Petersburgo. É o que sugere um projeto de lei “antiparasita” que foi apoiado por legisladores da segunda maior cidade da Rússia e que será submetido à aprovação da Câmara Baixa do Parlamento, de acordo com o veículo local Izvestia.

Se o texto passar, a noção de trabalho não apenas será um direito para os cidadãos russos na cidade, mas também uma obrigação. Segundo a proposta, se essas mudanças forem de fato postas em prática, aqueles que estiverem abrindo mão de empregos em vagas elegíveis por ao menos seis meses serão punidos com um ano de serviço comunitário.

“O trabalho deve ser considerado uma honra e um importante dever de todos os cidadãos. Atualmente, muitas pessoas veem as liberdades pessoais como um direito ao parasitismo. Nós pedimos o seu apoio à ideia de uma mudança na Constituição como base para futuras modernizações nas leis russas”, diz o projeto de lei.

Uma vaga elegível é definida quando coincide com as qualificações do trabalhador, seu estado de saúde, as condições salariais em seu último emprego e o acesso ao local via transporte público. Trabalhadores que não trabalhavam com contratos legais também são considerados automaticamente parasitas e serão punidas.

Segundo dados publicados pelo Russia Today, atualmente 48 milhões de russos estão oficialmente empregados, 20 milhões trabalham de forma extraoficial e 18 milhões não trabalham sob nenhuma circunstância.


O parasitismo é um delito punido desde o período das leis soviéticas. Em Belarus, uma legislação intitulada “Prevenindo o parasitismo social” foi instaurada no início deste ano para multar em US$ 240 aqueles que habitam a ex-república soviética e usam sua infraestrutura social sem pagar suas taxas nos últimos seis meses.


Via SUL 21

Yeda Crusius (tucana que governou o RS) responderá ação por improbidade administrativa


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu nesta terça-feira (28) manter a ex-governadora Yeda Crusius como ré na ação de improbidade administrativa referente à Operação Rodin, que apura fraudes ocorridas no Detran/RS. O processo estava suspenso desde agosto do ano passado, aguardando o julgamento do mérito do recurso pela 4ª Turma.

O recurso foi movido pela defesa de Yeda contra a decisão de primeira instância que incluiu a ex-governadora como ré no processo de improbidade administrativa referente à Operação Rodin.

A decisão foi de parcial provimento, pois a responsabilização por indicar Flávio Vaz Neto para dirigir o Detran/RS foi excluída da denúncia. Segundo o relator do acórdão, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, incluir essa acusação seria ir além do que foi pedido na inicial, o que configuraria julgamento extra-petita.

“Além da inicial não imputar responsabilidade à ré por atos de improbidade de seus subordinados, é preciso que se ressalte que Flávio Vaz Netto nem figura nesta ação como réu, de forma que não há imputação de atos de improbidade contra ele pelos quais a agravante Yeda Crusius pudesse ao final ser responsabilizada, por culpa in eligendo ou in vigilando”, concluiu o desembargador.

A ex-governadora será julgada na esfera cível pelas condutas de agir para manter em funcionamento o esquema fraudulento em seu governo e beneficiar-se deste. O processo corre em segredo de Justiça.

Operação Rodin

A Operação Rodin, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2007, investigou irregularidades ocorridas entre os anos de 2003 e 2007 em contratos firmados com a Fundação de Apoio à Tecnologia e à Ciência (Fatec) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (FUNDAE), vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para a realização dos exames teóricos e práticos de direção veicular para fins de expedição da Carteira Nacional de Habilitação. O Ministério Público Federal estimou que teriam sido desviados R$ 44 milhões dos cofres públicos.

*Com informações do TRF4

UM PAÍS DE BEBUNS - Consumo de álcool no Brasil é superior à média mundial, diz OMS


A morte de uma universitária carioca de 19 anos durante uma festa em Brasília alerta sobre o perigo do consumo crescente de bebida entre adolescentes





“Comecei a beber aos 14 anos. Na primeira vez, tomei metade de uma garrafa de vodca. Passei mal e parei no hospital. Tomei soro e os médicos injetaram glicose na minha veia. Hoje, bebo menos, mas a bebida vicia e eu gosto.” O relato de Marina (nome fictício), uma moradora do Guará de 16 anos, reflete a vulnerabilidade de jovens diante do consumo indiscriminado do álcool. A morte de uma universitária de 19 anos na madrugada da última sexta-feira por suspeita de consumo excessivo de bebida alcoólica reacendeu o debate dos perigos da substância lícita. Camille Barroco Xavier morava no Rio de Janeiro e veio a Brasília participar da 20ª edição do Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais (Eneri). Em uma das festas promovidas pela organização do evento, a vítima começou a passar mal e não resistiu, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

No Brasil, a estimativa é de que pessoas com 15 anos ou mais consumiram o equivalente a 8,7 litros de álcool no ano de 2010 — quantidade superior à média mundial. A conclusão é do Relatório Global sobre Álcool e Saúde, divulgado em maio do ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa revela que, em todo o mundo, a faixa etária entre 20 a 49 anos é a principal afetada em relação a mortes associadas à ingestão de bebida alcoólica. No Brasil, entre 60% e 63% dos índices de cirrose hepática têm relação com o álcool.

Marina é aluna do 1º ano do ensino médio de uma escola da rede pública. Ela conta que não encontra dificuldades para adquirir bebida alcoólica. “Às vezes, meus amigos compram; em outras, sou eu. Alguns lugares são fáceis, como distribuidoras, porque não pedem identidade. Cerveja eu não bebo, porque é ruim. Geralmente consumo vodca em encontros de amigos. Bebo porque acho que fica mais divertido”, justifica.


Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

Piedade do que?

Não sei se tenho mais piedade dos nepaleses pelo terremoto que os acometeu e fez milhares de vitimas, ou diante da superstição que os leva a reverenciar uma deusa, à custa da morte de até 300 mil animais a cada festival.



Resultado de imagem para nepal e o sacrifício de animais

Perguntas inevitáveis: 
- quantos animais sacrificamos, no Brasil, por ano, aos deuses da Umbanda?
- quem não tem piedade de animais - e os sacrifica numa espécie de "festa", ou ritual religioso - é merecedor da nossa piedade?

Quem faz mais mal à humanidade: o sistema financeiro ou as religiões?


Abujamra achava que religião era um dos males da humanidade


Irreverente diretor 
de teatro, Abu era 
ateu assumido

Em julho de 1997, alguém perguntou a Antonio Abujamra (foto) após ele ter gravado CDs sobre os signos do zodíaco: “Você é esotérico?”. Resposta: “Sou ateu”.

Ele explicou que tinha gravado os CDs dos signos como ator. Com fino humor, comparando-se a um dos melhores atores de todos os tempos ao dizer que fazia TV, teatro, cinema e discos, "da mesma forma que Lawrence Olivier."

Abujamra (ou Abu) nasceu no dia 15 de setembro de 1932 em Ourinhos (SP) e morreu em São Paulo em 28 de abril de 2015, vítima de um enfarte do miocárdio. Ele era formado em filosofia e jornalismo.

Em seu programa de entrevista “Provocações”, que a TV Cultura de São Paulo manteve até agora, por 15 anos, Abu dizia que o destino de todos era morrer com sofrimento, em um hospital, com sondas no nariz para reforçar a respiração. Mas o próprio Abu se livrou disso. Aparentemente, ele morreu dormindo.

Casado com Cibélia, a Belinha, deixou os filhos Alexandre e André e dois netos. Sua mulher morreu há cerca de um ano.

Irreverente, inconformado e pessimista, Abujamra criou a companhia teatral “Os Fodidos Privilegiados”. Dirigiu mais de 120 peças e só iniciou sua carreira de ator aos 55 anos. Atuou em duas telenovelas e em três peças. Gostava de poesias, principalmente de João Cabral de Melo Neto (“aprendi muito com ele”), Carlos Drummond e Fernando Pessoa.

Na TV Cultura, desde 2.000, entrevistou mais 500 pessoas.

Aos seus convidados, Abujamra perguntava quem fez mais mal à humanidade, se o sistema financeiro ou se a religião. 

O próprio Abu nunca respondeu a essa pergunta, pelo menos no “Provocações”. Provavelmente, por seu ateu, para ele a religião foi mais danosa para civilização. 

Abujamra foi um entrevistador que não gostava de dar entrevistas. 

Uma das poucas entrevistas que concedeu foi em janeiro de 2012 ao jornal "Estado de S.Paulo".

Entre outras coisas, afirmou não ter esperança na juventude e em nada. “Odeio a esperança. A esperança já fudeu a América Latina e você vem me perguntar, aos 79 anos, se tenho esperança? Minhas esperança é que você não viesse aqui hoje. Era a única (risos).”

O repórter quis saber que legado ele ia deixar.

Resposta: “Nenhum. Ando na rua, vejo o nome de fulano de tal na placa, me pergunto quem será. Eu vou morrer, vai ter tabuleta na tabacaria, vai cair a tabuleta, vai cair o dono da rua, vai cair tudo. Não quero deixar nada”.


Com informações da Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e outras fontes, com foto de divulgação.



Leia mais em http://www.paulopes.com.br

Lamentando por que?

Alguns metidos a humanistas estão a lamentar as mortes de dois vagabundos traficantes brasileiros, apanhados em flagrante na Indonésia.
E quanto aos que morrem em consequência do tráfico praticado pelos revendedores de drogas, incluindo policiais, que empenham-se em dar combate aos malacos?
Traficantes são pessoas sem o mínimo de escrúpulo, que não se preocupam com a saúde alheia e que elegeram o lucro como seu deus, acima de qualquer outro valor.
Portanto, lamentar o fuzilamento dos vagabundos é coisa de gente que não pensa nos vários lados da situação.
Tem que matar, sim. Eles matam-se entre si, pela disputa dos pontos de droga, inclusive, de forma rotineira.
Pena que por aqui a legislação não permite a pena de morte para gente da espécie.
Tenho até alguma pena da prima do caco que foi executado ontem. Ela provavelmente sabia da atividade arriscada do próprio primo e deve tê-lo alertado, sem sucesso. Ele mereceu as balas que levou na cara.  Correu risco calculado, onde a ganância falou mais alto. Perdeu e "foi pro saco".
Não se viu falar em erro judiciário, ou em qualquer outra circunstância que pudesse sugerir a prática de injustiça contra os fuzilados. Traficavam rotineiramente e foram apanhados com a boca na botija. Alvíssaras à Justiça da Indonésia e ao presidente daquele país, que não deu bola aos apelos da ONU e até da metida da Dilma.
Quem tem um parente dependente de droga sabe o martírio que enseja a si próprio e aos familiares. 
Dentre outras situações, os casos de jovens que são assassinados em decorrência da adição, principalmente porque não conseguiram pagar dívidas  com traficantes é enorme. A morte deles já é encarada como coisa normal, há muito tempo. Por que não passarmos a ver a morte dos traficantes com a mesma naturalidade, ao invés de ficarmos a lamentá-la, como se a sociedade estivesse a perder gente com futuro promissor e útil à coletividade?
O que Dilma e outros políticos deveriam lamentar é a morte de gente, aos montões, por falta de leitos e de outros recursos na saúde pública, por exemplo. Gente que paga tributos e não recebe, em troca, a devida atenção. Não de traficantes, que não pagam impostos e ainda criam uma verdadeira multidão de doentes, os quais, quando não morrem, acabam demandando atenção do sistema único de saúde, ou seja, desfrutando dos parcos recursos destinados ao SUS, fruto da arrecadação compulsória feita em cima de gente que trabalha, leva vida decente e colabora para o bolo da receita.
Traficante só dá dinheiro para fabricante de armas e munições, ou para os barões da droga, ou ainda para os laboratórios que produzem remédios, coquetéis para tratamento de aidéticos, etc.... Estarão a nossa presidente e os que a apoiam em defesa da vida dos traficantes, lá no fundo, preocupados com aqueles  poderosos segmentos? Sempre há uma possibilidade. 
É certo que boa parte dos que se drogam tem parcela considerável de responsabilidade pela própria desgraça. Irresponsáveis, inconsequentes, exibicionistas, folgados que nada querem com o trabalho e vivem do trabalho alheio, alguns covardes que não conseguem encarar adversidades senão estando "chapados" (falo inclusive dos alcoolistas), que seguem modismos, sem apreço à própria saúde, à saúde dos familiares (cujas angústias acabam aumentando em razão de vê-los dependentes), eles próprios atraem desgraças incontáveis, independentemente da atividade dos traficantes ou dos vendedores de bebidas. A maioria bebe, ou consome cocaína, ou ecstasy, ou ketamina, porque só pensa em si e desconsidera os reflexos no âmbito familiar, de trabalho, social, enfim. São tão egoístas quanto os traficantes. Viram, em regra, pesos mortos para as suas famílias e para a sociedade. 
Mas a maioria deixa-se levar ao mundo das drogas e do álcool por mera inexperiência e espírito de aventura. E aí a disponibilidade  de drogas (incluindo álcool) é fundamental. E não me venham dizer que os que vendem bebida alcoólica são menos criminosos do que traficantes de cocaína, ecstasy, ketamina, etc...Considero-os tão perniciosos quanto os que vedem crack no varejo. Uma "cachacinha", barata como uma "pedra"de crack, é também terrivelmente viciante. Talvez não provoque a mesma "fissura" e suas consequências, mas os reflexos do alcoolismo são muito nefastas e, no entanto, os legisladores não reprimem a comercialização das "bebidas espirituosas". 

Últimas cogitações: 

- Estava esquizofrênico quando praticou o tráfico? 
- Ou veio a doença a manifestar-se na cadeia? 
- Esquizofrênico pode entender o caráter delituoso do tráfico?
- A eventual superveniência da doença, pode, juridicamente pensando, provocar a eliminação do dolo de um traficante?

Com a palavra os psicólogos e psiquiatras.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

SC - Situação escandalosa - A casan vive a distribuir lucros para diretores, enquanto 86% dos catarinenses não têm acesso à rede de esgoto


Números foram divulgados em evento da FIESC para debater os problemas do sanemento básico no Estado


Thiago Santaella



Santa Catarina tem apenas 14% da população com acesso à uma rede de esgoto, um dos quatro fatores definidos como saneamento básico. Entre os municípios em que a questão é administrada pela Casan, há uma leve melhora, 18%, o que não tira o Estado da parte de baixo da tabela.

— O dado que mais choca, em toda apresentação que eu levo, é o número de Santa Catarina. Ninguém acredita que o Estado tem esse percentual assim tão baixo. Infelizmente, está entre os piores — conta Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, entidade que atua na promoção do tema saneamento básico como política pública.

Os dados foram apresentados no lançamento do Plano Sustentabilidade para a Competitividade da Indústria Catarinense, realizado pela Fiesc, em palestras na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em Florianópolis. A entidade busca mostrar a necessidade de investimentos na área.


A cobertura da coleta e tratamento é mínima no Estado. Só 47 municípios, dos 295 catarinenses, têm acesso a uma rede de esgoto, de acordo com os últimos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2012. Isso representa apenas 16% das cidades.

— Um dos nossos desafios é o licenciamento ambiental dos projetos. E aí nisso as exigências são muito grandes. Implicam até em alteração em um projeto que às vezes já está pronto e habilitado para licitar — disse o gerente de construção da Casan, Fábio Krieger.

Dentre os administrados pela Casan, Florianópolis, a Capital do Estado, é a melhor cidade em cobertura de esgoto em Santa Catarina com 53% da população atendida. Com os investimentos previstos atualmente, que somam R$ 400 milhões, a proposta é ampliar essa cobertura para 75% da população da cidade até 2017.

A piores, são as 248 que não tem nem um metro de rede para coleta de esgoto. É nesses municípios e na cobertura que ainda falta entre as cidades maiores que reside a imensa maioria dos catarinenses.

Apenas 914 mil catarinenses direcionam seu esgoto para uma rede coletora, seja porque não tem acesso ou porque não fizeram a conexão. Isso representa 14% da população estimada de Santa Catarina para o mesmo ano da coleta das informações pelo Ministério das Cidades.


Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

Acusado de colaborar com CIA antes de golpe chileno, dono de jornal é expulso de associação de jornalistas

Denúncia apresentada pela entidade de classe sustenta que Agustín Edwards, proprietário do 'El Mercurio', um dos maiores do país, violou código de ética

A associação chilena de jornalistas decidiu expulsar da entidade Agustín Edwards Eastman, dono do jornal El Mercurio e de uma série de outros títulos periódicos, por considerar que sua atuação à frente do grupo de mídia “violou disposições do código de ética jornalística”.

Uma das acusações feitas pelo Colégio de Jornalistas do Chile afirma que Edwards, 87, recebeu dinheiro da CIA (agência de inteligência dos EUA) para empreender uma campanha de desestabilização do governo do presidente socialista Salvador Allende, deposto por um golpe de Estado em 1973. A investigação contra Edwards, dono de um dos maiores conglomerados de mídia do país, teve início em 2014, quando a entidade apresentou uma denúncia baseada em documentos secretos tornados públicos nos Estados Unidos.

Reprodução/Colegio de Periodistas de Chile
Agustín Edwards, 87 anos, do jornal 'El Mercurio', um dos maiores grupos de mídia do país

De acordo com a denúncia apresentada pela associação, nos papéis norte-americanos “Edwards Eastman aparece como jornalista e dono da empresa El Mercurio SAP, colaborando em ações da CIA e obtendo fundos” do governo Richard Nixon para “sustentar uma política editorial de desinformação e, desse modo, contribuir para soterrar a democracia e facilitar o golpe de Estado” contra Allende.

Ambos Edwards e o veículo que chefia não quiseram se pronunciar sobre a decisão da associação, tomada na última terça-feira (21/04). Em outubro de 2013, quando ainda estava em curso a investigação, a defesa do empresário havia negado perante o juiz ter recebido qualquer quantia em dinheiro da CIA. Na ocasião, afirmara ainda que não estava no Chile no período e que, portanto, não teve interferência nas decisões editoriais de El Mercurio.

A defesa de Edwards tem dez dias para apresentar uma apelação — período durante o qual uma das advogadas do jornal, Natalia González Bañados, afirmou que o veículo não comentará o episódio.

A entidade ainda afirma que: “O jornal El Mercurio, de propriedade de Agustín Edwards, aprovou as atuações da ditadura militar, incluindo informações não verificadas que acabaram por encobrir graves violações aos direitos humanos”.

O conglomerado midiático do qual Agustín Edwards é proprietário é um dos mais poderosos e antigos do Chile. O grupo possui diversos títulos periódicos, de circulação regional e nacional. OEl Mercurio faz parte ainda da GDA (Grupo de Diários da América), entidade de classe que reúne outros jornais de grande importância na região, como: La Nación (Argentina), El Comercio(Ecuador), O Globo (Brasil), El Tiempo (Colombia), El Universal (México), El Comercio (Perú), El País (Uruguay) y El Nacional (Venezuela).

“Montagem jornalística”

Contra Edwards e seu veículo também pesa uma segunda acusação de violar o código de ética jornalístico, no episódio da cobertura jornalística de violência policial perpetrada pelas forças de seguranças chilenas no Parque O’Higgins, em Santiago, durante a visita do papa João Paulo II ao Chile, em abril de 1987 — final da ditadura Augusto Pinochet (1973-1990).

De acordo com a acusação, a cobertura de El Mercurio — que “se prestou a fazer uma montagem jornalística” — legitimou a posterior perseguição de dois estudantes universitários pela repressão política chilena. Na ocasião, na primeira página do jornal, foi estampada as fotografias dos dois rapazes, identificados como “violadores do Partido Comunista”, numa circustância em que ambos eram inocentes.


Fonte: OPERA MUNDI

DILMA - PREOCUPAÇÃO MAIOR

Não se iludam os catarinenses.

Nestes dias que correm, a maior preocupação da Presidente não é o povo de Xanxerê, atingido por verdadeira catástrofe, mas sim o outro traficante brasileiro, que será executado na Indonésia, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte.

Dizem que a destrambelhada abraçou a tese do Prefeito do RJ e apoiou uma homenagem, sob a forma de estátua, ao outro que já foi fuzilado, um tal de Marco Archer Cardoso Moreira, traficante contumaz, segundo a mídia internacional.

Dilma perdeu o bom-senso, ou fraquejou. Faz tempo. A começar pela introdução, no seu Ministério, de Levy, Abreu, Monteiro e caterva de conservadores cujo escopo é, sem nenhum pudor, entregar o país aos estrangeiros.

Ou terá partido para o seu segundo mandato já com tal propósito em mente, por exigência dos seus mentores, incluindo Lula?

Sei lá! O que me parece certo é que Dilma está acabada, física, emocional e politicamente, em grande parte por obra dos detratores do PT, mas, também, como consequência da falta de coragem para dizer não aos que defendem certas idiossincrasias, como é o caso da clemência com notórios traficantes. Defender gente da espécie, que não tem o mínimo respeito com os direitos à saúde e à vida alheias, não tem cabimento, muito menos justificativa humanística.
Quem o faz, corre o risco de sofrer merecido desgaste.

Bispo do Amazonas é condenado à prisão por molestar meninas


As vítimas de Albertini, o 'Padre Jorge',
são filhas das famílias mais pobres 

A Justiça condenou na terça-feira (26) o bispo Piergiorgio Albertini (foto), 72, do Amazonas, a nove anos de prisão em regime fechado por ter molestado crianças que frequentavam a casa paroquial de Cristo Rei, em Boba, a 215 km de Manaus. A sentença foi do juiz Eliézer Fernandes Júnior.

É o primeiro caso de bispo da Igreja Católica do Brasil condenado por pedofilia. Piergiorgio é italiano e se encontra no Brasil há mais de dez anos. Ele é conhecido como “Padre Jorge”. 

O bispo estaria foragido, porque até sexta-feira não foi encontrado para tomar conhecimento oficialmente da sentença. O passaporte dele já tinha sido apreendido pela Justiça, de modo que não possa sair legalmente do país. Nos últimas meses, ele se ausentou da cidade sem a autorização judicial. 

As investigações policiais sobre o caso começaram em 2003, quando os responsáveis por uma menina de 9 anos souberam que ela estava sendo assediada pelo bispo na casa paroquial. De acordo com a menina, o “Padre Jorge” acariciava suas partes íntimas em troca de alimentos, guloseimas e dinheiro.

Ela contou que o padre tirava a roupa e se esfregava no corpo dela até ejacular. O bispo teria rompido o hímen da garota quando ela estava com 13 anos, conforme exame feito pelo médico Hector Rey cerca de 7 dias após o estupro. 

“Eu cheguei a ver ele [o bispo] a fazer isso com outras meninas”, disse a garota ao jornal “A Crítica”. “Não quero mais falar sobre isso.” 

Outra vítima disse ter sido assediada no seu aniversário de 12 anos, quando foi convidada pelo bispo para receber na casa paroquial de presente um estojo com escova e pente (brinde de uma companhia aérea) e chocolates. Após ter dado os presentes, o bispo colocou a garota em seu colo e acariciou suas partes íntimas.

Em outra ocasião, essa menina e outras crianças foram levadas pelo bispo para um balneário para que aprendessem a nadar. Ela contou que, na piscina, o bispo a abraçava, esfregando seu pênis nela. A menina disse ter se queixado do contato, e o bispo respondeu que tinha sido sem querer.

Na avaliação da polícia, com base no relato das duas garotas, o bispo abusou de outras crianças, sempre de famílias pobres, apesar de não ter havido denúncias. 

A Igreja afastou o bispo de suas atividades na basílica de Santo Antônio, na prelazia de Barbosa, no início das investigações. 

Com informação de A Crítica.


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LISO COMO TODO JESUITA - Papa disse que não julga gay, mas recusa francês como embaixador


Papa tem feito papel de 
bonzinho porque diz 
uma coisa e faz outra

Em julho de 2013, no começo de seu pontificado, em um avião durante uma viagem em que retornava do Brasil, o papa Francisco (foto), ao responder se havia no Vaticano um “lobby gay”, ele assim respondeu: "Se uma pessoa é gay e busque a Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?"

A afirmação teve ampla divulgação porque seria a confirmação de que a Igreja Católica passou a ter, afinal, um papa menos conservador do que Bento 16 em relação aos homossexuais.

Mas agora o que se verifica é que talvez a maior diferença entre Bento 16 e Francisco é que este é um bom marqueteiro, está construindo a imagem de bonzinho, de tolerante, mas na essência é tão conservador quanto o seu antecessor, pelo menos em relação aos homossexuais. 

O papa que há dois anos humildemente deixou entendido que não faria julgamento de uma pessoa gay está agora recusou Laurent Stefanini (na foto abaixo), 55, como embaixador da França no Vaticano por ser gay. 

Francisco está fazendo o mesmo que Bento 16, que em 2008 teria recusado um homossexual (que adotou o sobrenome do companheiro) para a embaixada da França no Vaticano. 

Na época, Bento 16 teria reprovado uma segunda indicação francesa por se tratar de um homem divorciado que tinha se casado de novo.

Em favor da honestidade intelectual de Bento 16, pode-se dizer que ele nunca sugeriu que não julgaria uma pessoa por ser gay. 

O papa alemão nunca foi tão popular como é hoje Francisco, mas sempre se sabia que estava falando. Bento 16 não fazia marketing, não posava de bonzinho. 


Stefanini tem qualificação 
para cargo, mas é gay
O presidente François Holland está disposto a manter a indicação de Stefanini, reafirmando a laicidade do regime democrático francês. 

O ministério das Relações Exteriores afirmou que não se manifesta sobre a vida particular de seus funcionários.

Católico fervoroso, Stefanini tem experiência para ser o embaixador da França no Vaticano. Ele trabalhou na embaixada francesa da Santa Fé entre 2001 e 2005. Depois, foi conselheiro para assuntos religiosos do Ministério das Relações Exteriores.

Ele tem experiência de sobra para ocupar o cargo de embaixador no Vaticano. Mas, ao que parece, para o papa marqueteiro Stefanini não é homem o suficiente, como se na hierarquia da própria Igreja Católica não existissem homossexuais.

Com informações das agências.


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EFEITO TATCHER? - Fome em meio ao milagre britânico


Cortes na área de bem-estar fizeram disparar uso de bancos de alimento no atual governo




Um voluntário do banco de alimentos de Tower Hamlets carrega comida em uma van baixo os arranha-céus de Canary Wharf. / LIONEL DERIMAIS

Em uma alça que o Tâmisa desenha no centro de Londres, convivem, lado a lado, as duas narrativas sobre a economia britânica que se confrontam nestas eleições: Canary Wharf e Tower Hamlets. O luxo e a fome. A pujança de uma economia que cria empregos e deixa para trás a recessão a um ritmo de crescimento de 2,8% ao ano, e sua face miserável. A caprichosa lógica do urbanismo da capital quis que estes arranha-céus se erguessem precisamente em Tower Hamlets, o bairro com mais crianças passando fome no país e onde mais da metade delas vive abaixo da linha de pobreza.

São 8h. Executivos bem vestidos circulam pelas calçadas de Canary Wharf, o centro financeiro que superou o City como o maior empregador do setor bancário na Europa. Os trabalhadores destes arranha-céus ganham uma média de 95.000 libras (ou 425.000 reais) por ano. Os que vivem abaixo deles sobrevivem com 11.400 libras anuais (ou 51.000 reais). Não é fácil manter uma família em Londres com isso.

À sombra dos arranha-céus, entre as casas de moradia social, os voluntários do banco de alimentos de Tower Hamlets organizam a comida em caixas. Esse centro abriu as portas em 2010 para atender o que sua diretora, Amy Kimbangi, chama de “fome escondida”. Naquela época, David Cameron chegava ao número 10 de Downing Street. “Desde 2010, a demanda por este serviço aumenta a cada ano”, afirma Kimbangi. “Passamos de alimentar quatro ou cinco famílias por semana a 35 famílias por semana. São pessoas que pagam seus aluguéis, têm emprego, mas não são capazes de colocar comida em suas mesas. Londres é uma cidade extraordinariamente cara e viver com o salário mínimo aqui é praticamente impossível”.


Um país, duas caras

A economia britânica cresceu 2,8% em 2014, mais do que de qualquer outro país do G7. A taxa de desemprego está abaixo de 6%.

Entre os 15 membros iniciais da União Europeia, apenas Portugal e Grécia têm salários médios mais baixos que o Reino Unido.

O Governo de Cameron adotou como prioridade a redução do déficit (5,4% do PIB em 2014) à base de cortes nos gastos públicos.

Os bancos de alimentos de Trussell Trust (445 espalhados por todo o país, em comparação com 29 em 2009) distribuíram 1.084.604 pacotes de ajuda alimentar nos últimos 12 meses – 19% a mais do que no ano passado e 27 vezes mais do que há cinco anos.

No Reino Unido, 2,3 milhões de crianças estão classificados na pobreza relativa, vivendo em famílias cuja renda são mais baixos do que 60% da média nacional.

O banco de alimentos de Tower Hamlets pertence ao Trussell Trust, o maior conglomerado de distribuição de comidas de emergência do Reino Unido. Em 2009, o grupo tinha apenas 29 endereços semelhantes. Hoje, reúne 445. Nesta semana, o Trust divulgou os dados atualizados de sua atividade: nos últimos 12 meses, distribuiu 1,1 milhão de lotes de comida, cada um suficiente para alimentar uma família durante três dias. São quase 200.000 a mais do que no ano passado – e 27 vezes a mais do que há cinco anos.

A esses números é necessário somar os de outras centenas de bancos de alimentos independentes que operam em todo o país. Grupos de médicos também reportam um autêntico problema de saúde pública.

São os profissionais de saúde e os assistentes sociais quem identifica as pessoas necessitadas e entrega a elas um vale para retirarem comida em um banco de alimentos. Cerca de 44% dos usuários dos bancos do Trussell Trust recorrem a eles por causa de problemas com as ajudas de custo do governo. As políticas de austeridade atingiram a seguridade social britânica, um dos pilares do Estado de bem-estar social construído pelos Governos trabalhistas do pós-guerra. Os benefícios chegaram a funcionar como um complemento ao orçamento das famílias, o que permitia às empresas manter sua produtividade pagando salários médios que estão entre os mais baixos de toda a Europa. Os cortes no sistema quebraram esse delicado equilíbrio.

Isso foi o que concluiu um estudo de novembro do ano passado, encomendado pela Igreja Anglicana, o Trussell Trust e a Oxfam, e que relacionou diretamente os cortes nos benefícios sociais ao aumento do uso dos bancos de alimentos. O relatório, o mais abrangente já realizado até então, solicitava mudanças urgentes no sistema “complicado, remoto e por vezes intimidador”, para evitar que mais pessoas caíssem na pobreza. O Governo desqualificou o estudo ao considerá-lo “inconclusivo”.

A demanda por lotes de comida foi multiplicada por 27 desde 2010

A manhã de Matti Letsie começa na porta dos fundos de um hipermercado. É sua rotina desde que, no ano passado, abriu o banco de alimentos independente Connect 25, em Newcastle, no norte do país. Aqui ele recolhe as provisões doadas pelo estabelecimento. “É comida que, de outra maneira, terminaria no lixo”, explica.

Com sua van carregada, ele conduz até o local que serve como armazém, ao lado da igreja King’s Castle. “Comecei a trabalhar na assistência social em 2008”, conta. “O uso de banco de alimentos naquela época era algo mínimo, mas agora cada vez mais gente recorre a eles. Acredito que, assim como o Governo tenta acertar a dívida e levar o país a uma boa situação financeira, ele deve buscar um equilíbrio. Eles têm que ver como as coisas que fazem afetam o cidadão comum. Tem gente que vive muito abaixo de um modo de vida humano”.

A van estaciona junto a uma casa dividida por 11 ex-presidiários que tentam reconstruir suas vidas. É o caso de John, que cumpriu pena de cinco anos por roubo. Ao sair da prisão, recebeu 30 libras e uma cama nesta casa. Mas ele tem tido dificuldades em se recolocar na sociedade. “Saí da cadeia há seis meses”, conta. “Você não recebe ajuda imediatamente, então não tem dinheiro para sobreviver. Os bancos de alimentos têm sido uma bênção. Se não fosse por eles, basicamente teria morrido de fome”.

Fonte: EL PAIS

FEMINICÍDIO - O mistério das mulheres indígenas desaparecidas no Canadá

Joana Jolly
BBC News

Mulheres aborígenes são frequentes alvos de violência no Canadá

Rinelle, uma estudante canadense de 16 anos, tomava alguns drinques com os amigos, quando dois jovens a levaram a um lugar isolado embaixo de uma ponte.

Ali, a agrediram e estupraram.

Ela se lembra de estar em um rio, mas não sabe se estava ali porque conseguiu escapar ou porque os homens a atiraram lá.

Quando conseguiu sair da água, os dois a atacaram novamente até acreditarem que ela estava morta. Quando foi encontrada mais tarde, seminua e inconsciente, na beira do rio, não havia muitas esperanças de que ela pudesse sobreviver.

"A temperatura era muito baixa", disse à BBC o investigador encarregado do caso, John O'Donovan, da polícia de Winnipeg, capital da província de Manitoba, na região central do Canadá.

"Estava a ponto de morrer, mas o frio salvou a vida dela", explica, referindo-se ao fato de que baixas temperaturas desaceleram o metabolismo e permitem que o corpo inicie o processo de cicatrização.

Rinelle viveu para contar o que aconteceu com ela, uma oportunidade que outras dezenas de mulheres e garotas, assassinadas ou desaparecidas em anos recentes nessa cidade perto da fronteira com os Estados Unidos, não tiveram.Homenagem a uma das garotas mortas

Como Rinelle, a grande maioria das vítimas pertence à população indígena do país, que segundo um relatório publicado no ano passado pela polícia canadense, tem uma possibilidade quatro vezes maior de ser assassinada ou sequestrada. E é possível que esses números oficiais ainda estejam bem abaixo da realidade.

De acordo com o relatório, entre 1980 e 2012, cerca de 1.200 mulheres e garotas indígenas foram assassinadas ou desapareceram. O número é consideravelmente alto, tendo em vista que a população indígena equivale a menos de 5% da população de 35 milhões de habitantes do Canadá.
Momento decisivo

Foi em um domingo de agosto de 2014, semanas antes de encontrarem Rinelle Harper entre a vida e a morte, que O'Donovan recebeu, em casa, uma ligação contando que haviam encontrado um corpo em um saco no Rio Vermelho do Norte, o rio que atravessa Winnipeg, a cidade com maior população indígena do Candá.

O corpo estava em um estado tão avançado de decomposição, que foram necessárias quatro horas para conseguir constatar que ele era de uma jovem e outras quatro para tentar uma identificação.O caso de Tina ganhou as manchetes dos jornais e chamou a atenção para o problema

Uma tatuagem de asas de anjo nas costas indicou aos oficiais que se tratava de uma garota que havia deixado sua casa. Ela tinha 15 anos e se chamava Tina Fontaine.

O caso de Tina figurou nas primeiras páginas de todo o Canadá, não só pela natureza horrível do crime, como também pelo que ele representava. Tina também era indígena.

A indignação coletiva diante de sua morte marcou um momento decisivo para uma cidade que até então praticamente ignorava a sucessão sem fim de ataques violentos contra indígenas.

Desaparecidas

Em Winnipeg, já havia uma equipe de operações especiais chamada "Project Devote", formada há quatro anos para investigar casos ainda sem conclusão em que a vítima é considerada vulnerável.

No escritório da equipe, há mapas com pontos que indicam os lugares em que as vítimas dos 29 casos que estão investigando foram vistas pela última vez e onde seus corpos foram encontrados.

A maioria dos casos envolve mulheres indígenas.

Até agora, apenas um caso chegou aos tribunais.Mapa no escritório de investigação: ainda é difícil encontrar informações para solucionar os casos

O delegado Jason Michalyshen explica que o desafio é enorme: "Muitas vezes, quando se trata de desaparecidas, não há uma cena de crime que possamos analisar para encontrar provas."

"Entendemos que é horrível para os familiares, mas também é frustrante para os investigadores, que não contam com nenhuma informação", disse.

Bernadette Smith é um desses familiares desesperados – e também frustrados.

Ela está em busca de sua meia-irmã Claudette Osborne, que foi vista pela última vez em julho de 2008, com um caminhoneiro em uma estrada interurbana.

Claudette tinha 21 anos e tinha acabado de dar à luz seu quarto filho.

"Ela estava sangrando e esse homem estava tentando ter relações sexuais com ela", contou Bernadette à BBC. "Ela tentou pedir socorro a alguém, eram quatro da manhã."

Mas o celular para o qual Claudette estava ligando ficou sem crédito, e a família só ouviu a mensagem da jovem alguns dias depois. A essa altura, a mulher já estava desaparecida.

E essa não é o único caso desse tipo com que Bernadette teve de lidar. Outras três mulheres da sua família estão desaparecidas ou foram assassinadas.

Junto com outros familiares de indígenas desaparecidas, Bernadette andou vasculhando o rio com varas e ganchos metálicos na tentativa de encontrar corpos. Eles acham que a polícia não está fazendo o suficiente.

Discriminação

Uma opinião generalizada no Canadá é de que os povos aborígenes são maltratados e discriminados principalmente por membros da própria comunidade.

Os números compilados pela polícia do país dão respaldo a isso: entre 1980 e 2012, mais de 60% dos assassinatos de mulheres indígenas registrados foram cometidos pelos próprios maridos delas, por familiares ou amigos próximos.Várias vítimas foram encontradas neste rio, o Rio Vermelho do Norte

Os outros 40% seriam causados por estranhos ou 'conhecidos casuais', um termo que muitas vezes é usado para descrever a relação entre trabalhadores sexuais e clientes.

Shawn Lamb, condenado em Winnipeg em 2013 por assassinar duas mulheres aborígenes, descreveu ambas como "as vítimas perfeitas", porque ninguém parecia se importar com seu desaparecimento.

Essa também pode ser a razão pela qual uma grande quantidade de indígenas estava entre as vítimas do assassino em série mais famoso do Canadá, o criador de porcos, Robert Pickton.

Restos do DNA de 33 mulheres foram encontradas em sua fazenda quando ele foi preso, em 2002. Algumas eram prostitutas, outras dependentes de drogas.

Em Winnipeg também, muitas das mulheres indígenas assassinadas eram profissionais do sexo.

Nos últimos anos, a unidade de polícia contra exploração começou a patrulhar a cidade durante à noite para proteger as mulheres de qualquer risco.

"Não temos autoridade legal para tirá-las da rua, mas perguntamos se podemos ajudá-las de alguma maneira para que deixem de trabalhar no comércio sexual, que é um lugar sempre de muito risco."

Por que tantas terminam nas ruas?

"Às vezes esquecemos que o Canadá foi estabelecido em cima de um imperialismo colonial, alimentado pelo racismo", disse Nahanni Fontaine, assessora especial de assuntos indígenas para o governo de Manitoba.

"Os povos aborígenes consideravam as mulheres e crianças como sagradas e iguais, mas isso mudou e hoje 'são prostitutas e promíscuas'", conta.

Além disso, uma série de políticas do governo contribuíram para a discriminação contra todos os povos nativos, em especial as mulheres. No centro de Winnipeg, ao lado do rio, recentemente puseram esse monumento em homenagem às mulheres mortas ou desaparecidas

A principal era a prática de tirar os filhos das mães indígenas para criá-los em colégios residenciais, que muitas vezes eram brutais e abusivos. Essa política foi implementada por mais de um século, até quase 20 anos atrás.

A ideia era integrar os indígenas à sociedade, mas o efeito foi de isolá-los ainda mais.

Outras políticas, como a de tirar as crianças das famílias e enviá-las para serem criados em outro lugar - às vezes até para outros países - para se adaptarem, e a necessidade de as crianças aborígenes deixarem suas casas em reservas indígenas para terminar seus estudos também contribuíram para destruir a estrutura familiar dos indígenas.

Segundo Fontaine, essas práticas ajudam a explicar por que as mulheres e jovens aborígenes muitas vezes acabam marginalizadas, vulneráveis à exploração, atraídas pela prostituição e as drogas.

Mas acima de tudo, "existe essa crença errada de que a exploração sexual ou os níveis selvagens de violência são culpa das mulheres", disse Fontaine. Ela ressalta que é importante discutir mais sobre os homens responsáveis por esses crimes.

Futuro

Em janeiro, motivado por uma matéria em uma revista que chamou Winnipeg de "o lugar com o maior problema de racismo no Canadá", o chefe de polícia local prometeu resolver o problema da violência contra indígenas, mas observou se tratar de "uma questão social profunda que deve ser abordada a partir de uma perspectiva holística da comunidade".

Isso porque, geralmente, quando um caso chega à polícia, "muitas vezes já é tarde demais".

A opinião dele, no entanto, diverge da do primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, que vê as mortes como um caso de polícia, e não uma questão social.

Fonte: BBC