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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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terça-feira, 23 de maio de 2017



JBS doou mais de R$ 14 milhões para candidatos de Santa Catarina nas eleições de 2014

Recursos foram repassados de forma oficial e estão registrados nas respectivas prestações de contas perante o Tribunal Superior Eleitoral
A JBS doou mais de R$ 14 milhões para candidatos catarinenses que disputaram as eleições em 2014. Todos esses recursos foram repassados de forma oficial, de acordo com as regras vigentes na época, e estão registrados nas respectivas prestações de contas perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A cifra foi apurada em um levantamento do Notícias do Dia no sistema do TSE. Estão listados três candidatos ao governo do Estado, um ao Senado, 27 à Câmara dos Deputados e 114 à Assembleia Legislativa.
Entre os concorrentes ao Centro Administrativo, o governador Raimundo Colombo (PSD) recebeu quase R$ 3,5 milhões. Foi o maior montante, pouco menos de 28% de tudo que declarou ter arrecadado naquela eleição. Paulo Bauer (PSDB) recebeu R$ 400 mil, enquanto que Claudio Vignatti (PT) arrecadou R$ 260 mil da JBS. Já o único senador catarinense com cota de financiamento pela JBS foi Dário Berger (PMDB), que recebeu R$ 500 mil.


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Sete dos 16 deputados federais eleitos receberam dinheiro da JBS. Jorge Boeira (PP) liderou o ranking, com R$ 1,3 milhão. Foi mais de 76% de tudo que arrecadou na corrida de 2014.


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Já dos 40 deputados estaduais eleitos, 16 tiveram parte de suas campanhas financiadas pela JBS. Ismael dos Santos e Kennedy Nunes, ambos do PSD, receberam pouco mais de R$ 550 mil cada.


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Em geral, o partido que mais recebeu dinheiro foi o PSD: R$ 7,04 milhões. Esse valor é quase o total de todos os demais: R$ 7,07 milhões. Na sequência estão PP, PMDB e PSDB. Na corrida à Assembleia, o PSD teve o maior volume de doações. Já para a Câmara, o PP recebeu mais dinheiro.
Mesmo somando as doações por CNPJs da JBS e da Seara – empresa adquirida no Estado em 2013 – o grupo ficou na segunda colocação entre as maiores doadoras. A Arcelormittal, do ramo siderúrgico, desembolsou pouco mais de R$ 19 milhões aos catarinenses no páreo.
A principal forma de o dinheiro da JBS chegar aos candidatos foi indiretamente. Na maioria dos casos, a empresa doou para os diretórios nacionais ou estaduais e esses repassaram aos concorrentes.


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JBS relata propina a 1.829 candidatos pelo país

Maior financiadora das campanhas políticas de 2014 no país, a JBS apresentou às autoridades uma delação em que acusa uma ampla gama de políticos. Ex-diretor da empresa, Ricardo Saud entregou aos procuradores da Lava Jato um balanço com, segundo ele, registro de propina a 1.829 candidatos eleitos. Ainda conforme Saud, um montante de quase R$ 600 milhões foi distribuído como pagamento indevido a 28 partidos, número que representa quase a totalidade de siglas no país, 35.
Saud disse aos investigadores que o dinheiro ajudou a eleger 179 deputados estaduais em 23 unidades da federação. Os repasses da empresa teriam contribuído ainda para a vitória de 167 deputados federais, 28 senadores e 16 governadores. "É importante a gente trabalhar que desses R$ 500 milhões, quase R$ 600 milhões que nós estávamos falando aqui, praticamente, se a gente tirar esses R$ 10 milhões, R$ 15 milhões aqui, o resto tudo é propina. Tudo tem ato de ofício [contrapartida dos políticos], tudo tem promessa, tudo tem alguma coisa."
Saud diz ainda ter mencionado "todas as pessoas que receberam as propinas direta ou indiretamente". Para ele, os beneficiados sabiam da origem ilícita dos recursos. "É muito difícil não saber que o PT comprou o partido X ou Y, que o Aécio [Neves] comprou ou deixou de comprar tal partido", disse. "Se ele [o político] recebeu esse dinheiro, ele sabe que de um jeito ou de outo foi de propina", completou. (Folhapress)

Fonte: https://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/jbs-doou-mais-de-r-14-milhoes-para-candidatos-de-santa-catarina-nas-eleicoes-de-2014

Audiência sobre Plano Diretor de Florianópolis termina sem acordo na Justiça Federal



MPF vai pedir execução da sentença de 2015 que obrigou o município a realizar audiências públicas. Prefeitura diz que apresentará minuta do projeto em agosto

FÁBIO BISPO, FLORIANÓPOLIS 
22/05/2017 22H36 - ATUALIZADO EM 22/05/2017 ÀS 23H14



A Prefeitura de Florianópolis e o MPF (Ministério Público Federal) não chegaram a um acordo para conclusão do processo participativo do novo Plano Diretor na audiência de conciliação, realizada na tarde desta segunda-feira (22), na 6ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis. O município não aceitou a proposta da procuradora Analúcia Hartmann para que fosse estabelecido novo cronograma e critério para discutir o rebatimento dos 522 artigos do anteprojeto. O procurador Augusto Porto de Moura, que representou o prefeito Gean Loureiro (PMDB) na audiência, afirmou que o município não iria conciliar para não correr o risco de descumprir novos prazos.

A audiência de conciliação foi proposta na tentativa de construir um cronograma para discutir a minuta final do projeto, que teria sido concluída no dia 31 de março pelos técnicos do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), mas que apresenta divergência sobre as definições em diversos artigos, os chamados dissensos, dos quais não há entendimento entre 40 entidades, órgãos públicos e representantes da sociedade civil, que compõem o Núcleo Gestor.MPF cobrará execução da sentença que em 2015 determinou a realização de audiências públicas - Reprodução



Segundo o MPF e membros do Núcleo Gestor, o município teria promovido “inovações” no Plano Diretor sem que tais questões tivessem necessariamente passado pelo debate público como determinou decisão do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) em 2015. “O município não está cumprindo com a decisão do TRF4, que determinou a participação popular. A prefeitura está em mora há muito tempo, este processo deveria ter começado em 2015, mas as audiências foram realizadas só em 2016 e nós temos uma minuta sobre questões que não foram debatidas em audiências públicas. O Ipuf não pode promover alterações sem que justifiquem ilegalidades ou erros técnicos”, afirmou Analúcia.Audiência do Plano Diretor na Justiça Federal em 22 de maio de 2017 - Marco Santiago/ND


Município recusou acordo para não descumprir mais prazos

No entendimento do município, sem definição, ficaria a cargo da Câmara de Vereadores a redação final nos casos dos dissensos. Durante a audiência, o procurador do município, Augusto Porto de Moura, repudiou que o processo esteja sofrendo “intervenções exteriores” e argumentou que decisão recente do TRF4 dá autonomia ao município. “A conciliação neste processo não funcionou muito bem. O município não vai conciliar em mais prazo. Isso a gente não quer, conciliar para descumprir e ser penalizado”, afirmou. Moura informou ainda que a minuta do projeto será encaminhada ao Núcleo Gestor até o dia 28 de agosto.
Multa de R$ 10 milhões e processo por improbidade

Diante da recusa de um acordo, a procuradora Analúcia Hartmann informou que entrará com pedido de execução da sentença que em 2015 determinou a realização das 13 audiências e apresentação de minuta do projeto em 60 dias sob pena de multa que pode chegar a R$ 10 milhões aos cofres públicos. “Requer o MPF que seja intimado o município ao estrito cumprimento do prazo definido na ordem judicial, sob pena da aplicação da multa já fixada em março de 2014, advertindo-se desde já ao prefeito, acerca da possibilidade de sua eventual recusa vir a caracterizar ato de improbidade administrativa”, registrou a procuradora na ata da audiência.

Fonte: NOTÍCIAS DO DIA

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Esqueça o Botox. Cientistas israelenses inventam creme antienvelhecimento único


Uma equipe de pesquisa da Universidade Bar-Ilan desenvolveu uma tecnologia única que permite que pequenas moléculas de polímeros de ácido hialurônico, antienvelhecimento, sejam aplicadas como um creme ao invés de ser injetado. 

A equipe liderada pela professora Rachel Lubart e pelo Professor Aharon Gedanken, do Departamentos de Química e Física da BIU e do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados, estão envolvidos nos últimos anos no desenvolvimento de uma tecnologia para a micronização e caracterização do ácido hialurônico.

Micronização é o termo para encolher o tamanho das partículas em um material sólido. Ambas as áreas de estudo permitiram o desenvolvimento de produtos que podem ser colocados através da pele de um paciente sem a necessidade de pílulas ou injeções. 




A pele, que desempenha um papel importante na proteção de nossos órgãos é impenetrável. Encontrar meios para passar nessa barreira desafiou o campo médico por anos. Enormes esforços têm sido feitos na introdução do ácido hialurônico, uma vez que não pode penetrar em seu estado natural.

Agora, com base nesse desenvolvimento, a Hava Zingboim, produtora de cosméticos produziu a primeira fórmula para permitir que o ácido hialurônico penetre nas camadas mais profundas da pele pela aplicação de um creme sem a necessidade de injeção. 

Uma das principais propriedades do ácido hialurônico, que está naturalmente presente no corpo humano, é a sua capacidade de absorver grandes quantidades de água. É também um antioxidante eficaz, o que significa que pode capturar radicais livres formados na pele durante processos inflamatórios ou como resultado da exposição aos raios UV. Radicais livres são altamente carregados de moléculas, de curta duração, que em alguns casos são prejudiciais para o corpo. Estas propriedades tornam o ácido hialurônico um importante agente antienvelhecimento. 

O aspecto da pele jovem pode ser medido pela quantidade de ácido hialurônico entre as células. Infelizmente, quando as pessoas envelhecem, o corpo perde gradualmente a sua capacidade de produzir a substância. A diminuição da disponibilidade de ácido hialurônico resulta diretamente na flacidez da pele, rugas e linhas finas.

Rádio Ratones - Uma canção sempre atual da sensível VIOLETA PARRA

Rádio Ratones - Música argentina (tango)

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - 2ª Turma do STJ condena juiz trabalhista que favorecia amigo advogado


Não é necessário haver enriquecimento ilícito para que se configure o ato de improbidade administrativa. A lesão a princípios administrativos, por si só, já é suficiente para a condenação. Esse foi o entendimento aplicado pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao condenar um juiz acusado de usar o cargo para favorecer advogado com quem matinha relação de íntima amizade.2ª Turma do STJ condenou juiz trabalhista por favorecer amigo advogado.

123RF

Na ação civil pública, o Ministério Público Federal relatou que o magistrado alterou minuta de sentença elaborada pelo seu assessor para beneficiar cliente do amigo advogado. Além disso, afirmou que ele costumava designar apenas uma profissional para a elaboração de cálculos, com a fixação de honorários em valor elevado.

Para o MPF, o juiz infringiu o artigo 11, caput e I, da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), bem como violou princípios da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35/79).

Em seu depoimento, o juiz acusado confirmou que já tinha amizade com o advogado antes mesmo de ele se graduar e que até compraram imóveis em sociedade. Revelou ainda ter ganho um cachorro do advogado e utilizado um carro de sua propriedade.

De acordo com o processo, o juiz teria favorecido uma contadora, insistindo em designá-la com exclusividade para a elaboração de cálculos em reclamatórias trabalhistas que tramitavam em sua vara, apesar da orientação contrária da Corregedoria. Mesmo reconhecendo esses fatos como incontroversos, o tribunal de segundo grau considerou que não houve improbidade. 

Em seu voto, o ministro relator, Herman Benjamin, ressaltou o entendimento do STJ no sentido de que, para o reconhecimento da conduta do réu como improbidade administrativa prevista no artigo 11 da Lei 8.429/92, é necessária a demonstração de dolo, o qual, porém, não precisa ser específico, sendo suficiente o dolo genérico.

“O dolo que se exige para a configuração de improbidade administrativa é a simples vontade consciente de aderir à conduta, produzindo os resultados vedados pela norma jurídica”, afirmou o ministro.

No caso analisado, o ministro entendeu que as condutas relatadas pelo tribunal de origem “espelham inequívoco dolo, porquanto é certo que o magistrado não desconhecia o vínculo estreito entre ele e o advogado, a ponto de prejudicar a percepção objetiva da sociedade quanto à imparcialidade do juiz, o que viola não só a Lei Orgânica da Magistratura como o princípio da moralidade administrativa, enunciado no artigo 11 da Lei 8.942/92”.

A turma também analisou a alegação da defesa de que não ficou provado durante o processo nenhum tipo de enriquecimento ilícito, nem por parte do juiz nem por parte de sua contadora, e que, portanto, não teria havido improbidade.

A alegação não foi acolhida pelos ministros, que se posicionaram no sentido de que a lesão a princípios administrativos, por si só, já configura ato de improbidade, independentemente de dano ou lesão ao erário. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

REsp 1.528.102


Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2017, 10h59

Um em cada três - Quais parlamentares de SC teriam sido propinados?




No Congresso, 1 em cada 3 eleitos teve dinheiro da JBS

Planilha entregue pela empresa mostra todos os 166 deputados e os 28 senadores que receberam dinheiro durante a campanha de 2014


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aniel Bramatti e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2017 | 05h00


O dinheiro da JBS, principal conglomerado brasileiro do setor de carnes, ajudou a eleger um em cada três dos integrantes da Câmara e do Senado. O grupo foi o principal financiador privado de candidatos na eleição de 2014.


Entre os documentos que os delatores da JBS entregaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) está uma lista de deputados eleitos em 2014 e beneficiados por doações do grupo empresarial. Nela, há 166 nomes – 32% do universo de 513 deputados eleitos.
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No pacote de documentos também há uma relação dos atuais senadores, com um “ok” marcado ao lado do nome de cada parlamentar que recebeu recursos da JBS. A lista inclui 28 senadores, ou 35% do total de 81 parlamentares da Casa.


O grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista fazia lobby no Executivo, no Congresso e também em governos estaduais para obter vantagens e ganhar mercado. Em ao menos um caso, houve compra de votos na Câmara para aprovar legislação que dava à companhia benefícios tributários, segundo confissão dos delatores.




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A existência dessa rede de influências pode provocar polêmicas futuras. Na hipótese de saída do presidente Michel Temer e eventual convocação de eleição indireta, um terço dos congressistas que elegerão o futuro presidente terá sido beneficiado por doações de campanha do causador da crise.

Proporção. Em números absolutos, o PP é o partido campeão de deputados eleitos conectados ao grupo empresarial: 27. Isso equivale a sete em cada dez eleitos. Em 2014, a legenda conquistou 38 vagas na Câmara. Em segundo lugar aparece o PT, com 20 financiados. O partido é seguido de perto pelo PR (19) e pelo PMDB (17).

O ranking muda quando se considera a proporção entre financiados e eleitos em cada bancada. No caso da Câmara, há cinco partidos que tiveram mais da metade de seus deputados eleitos financiados pela JBS: PCdoB (90%), PP (71%), PROS (64%), PDT (60%) e PR (56%). Além disso, o único deputado eleito pelo PTdoB recebeu recursos da mesma fonte.

Dos grandes partidos, o PT aparece em 10.º lugar, com 29% da bancada eleita financiada pelo grupo. O PMDB vem na posição seguinte, com 26%. Já o PSDB aparece no 19.º lugar – apenas 7% de seus deputados receberam contribuições da JBS em 2014.

Governismo. Naquele ano, o grupo empresarial ajudou a eleger bancadas majoritariamente alinhadas à então presidente Dilma Rousseff. Dos eleitos financiados pela JBS, 92% integravam partidos da base dilmista. Vários desses partidos migraram para a base do atual presidente. Hoje, 75% dos eleitos com o apoio da JBS estão em legendas da base de Temer.

Os nomes e os valores apresentados à PGR coincidem com os das prestações de contas entregues por partidos e candidatos à Justiça Eleitoral. Isso significa que, ao menos naquele documento específico, os valores citados são de “caixa 1”, ou seja, os formalizados de acordo com a legislação eleitoral.

Os deputados financiados não receberam contribuições diretamente da JBS. O dinheiro primeiro foi entregue às direções dos partidos e, depois, distribuído aos candidatos. Na delação não há elementos que indiquem se a empresa apontava ou não às cúpulas partidárias seus candidatos preferidos para disputar as eleições de 2014.

Como alguém já afirmou

Invadir a Cracolância é fácil. Quero ver prender os do helicoca.

O que vem depois do “Fora Temer”


BEATRIZ CERQUEIRA - 
Se tivéssemos um Judiciário sério, o golpe seria anulado. Mas não contemos com isso. O Judiciário faz parte de tudo o que estamos sofrendo. A ministra Carmem Lúcia recentemente se reuniu com grandes empresários. Ela tem lado. E não é o nosso!

Fonte: Brasil 247

domingo, 21 de maio de 2017

Rádio Ratones - Música portuguesa - MARIZA


Rádio Ratones - A grande Buika (espanhola)

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França decide investigar venda de submarinos da DCNS para o Brasil


PARIS (Reuters) - Promotores franceses lançaram uma investigação sobre um contrato de 6,7 bilhões de euros firmado em 2008 entre a fornecedora de produtos navais DCNS e o Brasil, que incluiu a venda de cinco submarinos, disse uma fonte próxima à investigação neste domingo.

A investigação, iniciada em outubro do ano passado, analisa a potencial “corrupção de autoridades estrangeiras”, disse a fonte, confirmando uma reportagem do jornal francês Le Parisien.

A investigação está relacionada à Lava Jato, iniciada em 2014 e que já investigou suspeitas de corrupção envolvendo centenas de políticos e figuras públicas, disse o jornal sem citar fontes.

A DCNS negou qualquer irregularidade.

“Não temos nenhuma relação com a Lava Jato. A DCNS respeita escrupulosamente as regras da lei ao redor do mundo”, disse um porta-voz à Reuters.

Em sua conta oficial no Twitter, os procuradores disseram no dia 12 de maio que falaram com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e visitaram órgão de combate à corrupção, mas não fizeram referência à investigação citada pelo Le Parisien.

Em 2015, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que a polícia federal estava investigando potenciais irregularidades no programa militar brasileiro para construir um submarino nuclear em parceria com a França até 2023.

O jornal não disse se a DCNS, na qual a França controla 62 por cento e o grupo de produtos militares eletrônicos Thales possui 35 por cento, está sendo investigada.


 

EUA e China avançam em negociações sobre exportação de carne


CHICAGO (Reuters) - Negociações para retomada das exportações de carne bovina dos Estados Unidos à China estão avançando rapidamente e os detalhes finais devem ser acertados até o início de junho, disse nesta sexta-feira o Departamento de Agricultura dos EUA, permitindo ao país competir por negócios que foram perdidos pelo Brasil.

Como parte de um acordo comercial, pecuaristas dos EUA deverão interromper o uso de medicamentos que estimulam o crescimento em animais destinados para exportação à China e deverão registrar os movimentos dos animais, segundo o USDA.

As partes estão negociando para cumprir um prazo, estabelecido sob um acordo comercial mais amplo na semana passada, para que os embarques comecem em meados de julho.

A China baniu importações de carne bovina norte-americana em 2003 após um susto nos EUA com a doença da vaca louca. Tentativas anteriores de Washington para reabrir o mercado de carne bovina de crescimento mais rápido fracassaram. Mas agora o rápido progresso das últimas negociações está aumentando a esperança de produtores dos EUA.

O momento do novo acordo permite que produtores dos EUA se beneficiem, uma vez que o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, está lidando com escândalos e a Austrália sofre com uma seca que tem prejudicado a produção, disseram analistas.

As compras da China representaram quase um terço dos 13,9 bilhões de dólares em exportações da indústria brasileira de carnes no ano passado. Mas em março, Pequim baniu brevemente as importações brasileiras após a Polícia Federal acusar inspetores de aceitarem subornos para permitir vendas de carnes estragadas.

A JBS, maior produtora de carne do mundo, estava envolvida na investigação e em novas acusações nesta semana de que o presidente brasileiro conspirou em obstruir a justiça com o presidente do conselho da empresa, Joesley Batista.

A investigação de segurança alimentar atingiu as exportações de carne bovina dos EUA, que caíram em 24,6 por cento para 378 milhões de dólares em abril ante março, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

(Por Tom Polansek)


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Rádio Ratones - Música argentina (tango)

sábado, 20 de maio de 2017

Se for do grupo dos tres P (Preto, puta e pobre) ninguém se manifesta



DIGNIDADE HUMANA
Criminalistas criticam divulgação de foto de preso preventivo fichado

Por Marcelo Galli e Matheus Teixeira


O vazamento da foto da irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB), Andrea Neves, presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (18/5), fichada e vestida com roupas na cor laranja, padrão do sistema prisional mineiro, reacendeu no meio jurídico a legalidade desse tipo de exposição.

Não é novidade que a famosa foto com número de registro do preso é o princípio de cumprimento da pena. Apesar disso, presos preventivos em várias operações realizadas pela Polícia Federal têm sido expostos de forma “cruel e antijurídica”, segundo advogados ouvidos pela ConJur. Ou seja, se é prisão não é definitiva, a pessoa não poderia ter sua foto divulgada como se fosse condenado.

Além do episódio envolvendo Andrea, podem ser citados como exemplo os casos do ex-governador Sergio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo, presos durante a operação “calicute”. A irmã do tucano foi presa em Belo Horizonte durante operação deflagrada após delação premiada dos donos da JBS.

Para criminalista Délio Lins e Silva Júnior, a espetacularização das prisões, em especial no momento do registro do preso, expõe a intimidade e privacidade de pessoas que são presumidamente inocentes até prova em contrário. Para ele, a prática é uma forma de manobrar a opinião pública e obter condenação extra-processual em detrimento das garantias do contraditório e ampla defesa.

Charles Dias, Procurador Nacional de Defesa das Prerrogativas do Conselho Federal da OAB, critica também esse tipo de exposição. Na opinião do advogado, a situação é “degradante”, semelhante aos espetáculos dos circos romanos, quando cristãos eram jogados aos leões para satisfazer o público. Para Dias, o julgamento da sociedade é sumário. “A imagem da pessoa deve ser preservada. O princípio da dignidade humana está em jogo. Mesmo se a pessoa for absolvida depois, o estrago já foi feito”.

O criminalista Aury Lopes interpreta a divulgação do retrato como exposição indevida. Apesar de considerar que não há nenhuma finalidade processual e que só sirva como “instrumento de rotulação”, ele destaca que não há uma proibição explícita em relação a isso no Código de Processo Penal. “É uma ilegalidade genérica a partir do direito constitucional de imagem, mas não há uma vedação expressa quanto a isso no Código de Processo Penal”, analisa.

Segundo ele, o Projeto de Lei 8.045/2010 da Câmara dos Deputados, que discute um novo texto para o CPP, trata do tema. “O código atual é omisso, não tem disciplina clara. Mas a reforma do código em debate tem essa preocupação”, destaca.

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Marcelo Galli é repórter da revista Consultor Jurídico.

Matheus Teixeira é repórter da revista Consultor Jurídico.



Revista Consultor Jurídico, 20 de maio de 2017, 8h33

LIÇÕES DE DIREITO - Corromperam o país, conseguiram anistia e foram morar em Nova Iorque





Poderia ter dado outro título a este artigo, algo como “gravou o presidente, comprou dólares e foi passear na Disneylândia”, imitando o filme Matou a Família e Foi ao Cinema.

O Brasil é, de fato, uma jabuticaba. Estamos no meio da maior crise política desde o suicídio de Vargas, e o que vemos? Como chegamos a esse estado de coisas? Bom, não dá para fazer uma reconstrução de tudo neste parco espaço. Na verdade, sobram perplexidades. Sempre fui crítico das delações, justamente porque eram “premiadas” e porque, acerca dessa premiação, não havia fiscalização. Sim, há homologação. Mas qual das homologações já alterou alguma proposta do MPF em algum item relevante?

O auge das premiações chegou com os irmãos Reco Reco e Bolão (ou Ueslei e Jueslei – grande dupla) que resolveram dar um segundo golpe (agora no governo Temer), já que o golpe deles já iniciara no governo Lula. Enricaram tanto que acabaram se atrapalhando com tanto dinheiro (um dos dois chegou a comprar um vestido de noiva de 180 mil dólares, além da noiva ter ido de jatinho para Paris para as provas). Investigados e diante da possibilidade de serem presos (isso não está claro), resolveram dar o golpe nas instituições. Resolveram estroinar com o país. Zonar com a malta.

Um dos irmãos arma uma arapuca para o presidente da República. Grava a conversa. Os dois irmãos levam a gravação ao MPF. Fazem um acordo – pelo qual seus crimes (inúmeros) foram “anistiados” e obtiveram permissão para morar na Disneylândia – e tudo isso é levado ao STF, onde obtiveram a homologação. Segundo a Folha de S.Paulo (ler aqui), a tal fita da gravação da conversa com Temer foi entregue com mais de 50 cortes e/ou edições. Isso ainda vai dar muito pano.

Resultado: alguém vazou partes das fitas e o país quebrou. A Bolsa de São Paulo perdeu R$ 219 bilhões. O dólar explodiu. Detalhe: Reco Reco e Bolão (ou Ueslei e Jueslei), espertamente, compraram US$ 1 bilhão na baixa e, diante da hecatombe que eles mesmos provocaram, venderam na alta. Bingo. Com isso, pagaram a multa que lhes foi imposta no acordo de delação premiadíssima. Barão de Münschausen: afundando no pântano com seu cavalo, salvou-se puxando a si mesmo pelos cabelos. Pindorama é assim: perseguimos o maconheiro infrator e anistiamos os sonegadores e corruptores confessos. Jogamos os maconheiros infratores nas masmorras e permitimos que os sonegadores-corruptores confessos morem livres, leves e ricos em Nova Iorque.

Vendo tudo isso, lembro do famoso caso Riggs v. Palmer, de 1895, julgado coincidentemente em Nova Iorque, nova terra dos irmãos Uesleis. Elmer, o neto, mata o avô para receber mais cedo a sua herança que lhe fora testada. E entrou em juízo para receber a herança, alegando que não havia nenhuma lei que previa seu ato. A lei punia o assassinato, mas não proibia que ele fosse um assassino rico. O Tribunal ferrou Elmer, dizendo: ninguém pode se beneficiar de sua própria torpeza.

Pois os Irmãos Ueslei mataram o avô brasileiro e, ao contrário do que ocorreu nos EUA, aqui foram absolvidos. E ficaram com a herança. Bingo. O Brasil dando lições de direito para o mundo.

O chocante é que os irmãos Uesleis Safadões abriram o bocão atirando para tudo o que é lado, com pérolas como “comprei três deputados pagando cinco milhões para cada um, mas não lembro o nome deles”. Uau. E ninguém perguntou ao delator-premiadíssimo como foi feito esse pagamento, se foi em cash, mandaram por motoboy ou retiraram do caixa eletrônico. Adorei também a bazófia sobre financiamento de campanhas: foram 1.728 candidatos. Só na última eleição. Algo em torno de R$ 600 milhões. E não lhes foi perguntado o modus operandi. Tinha tabela? Como era feito isso? Contas no exterior: falaram muito nisso também. E ninguém lhes perguntou: qual é o número e o pais? Onde estão os recibos? Ou isso existe? Mas, se existe, como a investigação não descobriu? E se tivesse já descoberto, por que necessitaria de delação? Outro detalhe: para os setores da esquerda que vibraram com o feito da dupla Ueslei, acho bom não se empolgarem. Reco Reco e Bolão colocaram pinche e penas no ventilador... A questão que vale para os dois principais delatados (governos anteriores e atual: a conversa dos Ueslei necessita de provas; vou repetir: delação premiada não é uma coisa autopoiética; mas não é, mesmo). 

Não vou falar sobre a (i) licitude da gravação feita na conversa com Temer. Pareceu muito mais flagrante preparado do que a tal ação controlada. Aliás, ação controlada não pode ter sido, pois, ao que consta, o “Ueslei Juruna” fê-lo por sua conta e risco (veja-se: é controverso dizer que se aplica ao caso a Súmula do STF que legitima gravação ambiental; no caso, o Ueslei não estava buscando prova para se salvar ou se inocentar; buscava, sim, prova para usar contra quem foi gravado; neste caso, a privacidade do PR não valeria mais do o direito do Ueslei de construir a prova que viesse a viabilizar a materialidade do crime, tanto é que, na sequência, a fita é usada pelo PGR para investigar o PR?). Ou seja, Ueslei foi buscar provas e, para isso, armou para o Presidente. Obs: cá para nós, que assessoria tem o Temer, hein? Que segurança... Se Reco Reco gravou o PR, Arrelia, Pimpão e seus amigos ficaram se divertindo em vez de cuidarem da segurança de Sua Excelência.

Outra perplexidade: por qual razão o PGR não mandou periciar a fita? E por qual razão o Ministro do STF não exigiu essa perícia? E quem vazou o áudio para o jornalista da Globo? E se a prova for ou fosse ilícita? Não é crime divulgar ou vazar diálogos resultantes de gravação clandestina (supondo que seja, de fato, ilícita)?

Outra coisa: como é possível que a Globo ponha no ar um diálogo interceptado de um ministro do STF? O ministro Gilmar estava sendo investigado? Então estamos em um ponto tal que um ministro da Suprema Corte é arapongado? 

E por qual razão a população tem de pagar o preço desse tipo de espetacularização das investigações? E por que sempre os juristas Merval e Camarote estão capitaneando as opiniões jurídicas? O que está por trás do editorial de O Globo?

Resta-nos fazer um réquiem para o Estado de Direito. Insisto: nada pode ser feito fora da Constituição. No impeachment de Dilma, todo tempo exigi provas. Bradei para que apresentassem o jurídico da questão. E fui o primeiro a denunciar (à BBC de Londres, ao El Pais, ao Jornal O Público de Portugal etc) a ilegalidade da divulgação das interceptações ilícitas da conversa entre Lula e Dilma. E a presidente foi derrubada. Dizia e repito aqui: os fins não justificam os meios. Aliás, em ambos os casos, quais eram ou são mesmo os fins a serem buscados?

A propósito: quem é o Gregório desta(s) história(s)? Quem praticou o atentado de Toneleros de 2017? Mistérios.

Só o que ficou claro mesmo é a vitória dos irmãos Ueslei. Quebraram o Brasil e foram ao cinema. E os trouxas ficaram por aqui. 

Lenio Luiz Streck é jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito. Sócio do escritório Streck e Trindade Advogados Associados: www.streckadvogados.com.br.


Revista Consultor Jurídico, 20 de maio de 2017, 12h30

Rádio Ratones - Música brasileira

A PODEROSA - IRMÃ DE AÉCIO OFERECEU O COMANDO DA VALE A JOESLEY POR R$ 40 MILHÕES



O senador afastado Aécio Neves (PSDB) não assaltou apenas o governo federal, ao levar adiante o golpe parlamentar de 2016; ele também passou a mandar na Vale, que, embora seja uma empresa privada, sofre forte influência do governo; prova disso é o fato de sua irmã, Andrea, que está presa em Belo Horizonte a mando do ministro Edson Fachin, ter pedido R$ 40 milhões ao empresário Joesley Batista, em troca de uma nomeação na Vale; Joesley quis emplacar no cargo Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, mas Aécio já estava comprometido com outro nome e ofereceu diretorias

Rádio Ratones - Pra pensar Coreia do Norte como um país que também gosta de música

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Gostemos, ou não - STF não tem competência para afastar senador, reafirma jurista Lenio Streck

O Supremo Tribunal Federal não tem competência para afastar senador de seu cargo. É a opinião do jurista Lenio Luiz Streck, que afirma que a Constituição Federal não prevê esse tipo de poder para a corte. O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira (18/5) o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), suspeito de pedir R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista para pagar despesas com sua defesa na operação "lava jato".Em dezembro de 2016, Lenio já havia dito: "Quem deve tirar o presidente do Senado é o Senado. Seria inconcebível que o Senado ou Legislativo lato sensu quisesse tirar o presidente da Suprema Corte". 

“Quem lê meus textos sabe que é despiciendo que eu fale sobre o papel da CF e do respeito às regras do jogo. Por exemplo: STF não tem competência para afastar senador. Nem Delcídio, nem Aécio. Como escrevi na semana passada, direitos e garantias devem ser defendidas inclusive quando se tratar de quem não se gosta!!! Nada se pode fazer fora da Constituição! É nas horas de crise que testamos nossas instituições”, argumentou o jurista por meio de seu perfil no Facebook.

O debate já tinha surgido em dezembro do ano passado, quando o STF decidiu pelo afastamento do senador Renan Calheiros (AL-PMDB) da presidência do Senado. Na ocasião, Streck escreveu artigo questionando a decisão da corte: “Quem deve tirar o presidente do Senado é o Senado. Seria inconcebível que o Senado ou Legislativo lato sensu quisesse tirar o presidente da Suprema Corte. Onde estão as relações institucionais? No mínimo, a decisão teria que ser proferida pelo Plenário da Corte. Qual é a urgência?”.

Na época, o advogado Cezar Roberto Bitencourt também questionou a legitimidade do Judiciário para afastar o presidente do Senado. Em sua opinião, somente o próprio Senado poderia fazer isso, através de seus mecanismos de controle.

"Quem tem poder para eleger ou colocá-lo na Presidência é quem pode tomar decisão em sentido contrário, e nenhum dos outros dois poderes da República pode fazê-lo em circunstâncias de normalidade democrática. Essa deve ser, institucionalmente, a relação dignamente respeitosa da separação dos poderes em qualquer Estado Democrático de Direito que se prese. Aliás, pelas mesmas razões institucionais, nenhum dos membros dos Poderes da República pode 'tirar' o presidente dos outros poderes", disse Bitencourt.


Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2017, 17h16

DECISÃO JUDICIOSA ou JUDICIÁRIO ACOVARDADO? - Juíza solta quadrilha presa com armamento em Florianópolis, mas promotor recorre

A prisão ocorreu no dia 19 de abril, mas na audiência de instrução e julgamento desta quarta-feira (17) a juíza Ana Luisa Schmidt Ramos , disse que a PM não tinha ordem judicial para entrar na casa

COLOMBO DE SOUZA, FLORIANÓPOLIS 
18/05/2017 21H04 - ATUALIZADO EM 18/05/2017 ÀS 21H04



Quadrilha ligada ao tráfico de drogas foi capturada com forte armamento - Polícia Militar/Divulgação/ND


A decisão da juíza da 4ª Vara Criminal de Florianópolis, Ana Luisa Schmidt Ramos, de mandar soltar uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas, que foi capturada com fuzis, submetralhadora e pistolas - totalizando 14 armas de calibre restrito -, surpreendeu o promotor Geovani Werner Tramontin, que tenta revogar a decisão. As prisões feitas pela Polícia Militar ocorreram durante o policiamento ostensivo na Vila União, na noite de 19 de abril, onde recentemente havia ocorrido uma chacina.

Durante a audiência de instrução e julgamento realizada na última quarta-feira (17), a juíza sentenciou que os soldados não tinham ordem judicial para entrar na casa onde estavam as armas e mais de 500 munições, e mandou soltar os presos.

Na época dos fatos, os policiais haviam recebido denúncia de que haveria uma vingança pela chacina e realizaram um patrulhamento na área para tentar apreender o armamento e evitar mais um confronto entre as facções, a paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) e a catarinense PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Os quatro mortos pertenciam ao PCC.

Na opinião do promotor Geovani, os quatro estavam em situação de flagrante. “Os policiais perseguiram um suspeito à noite, com a mão na cintura, que teria feito menção em pegar uma arma. Esta pessoa correu para dentro de uma casa e os PMs entraram junto. Sobre a mesa estavam o armamento e a munição”, lembrou.

Geovani ainda ressaltou que na ocasião os quatro foram autuados na Central de Polícia da Agronômica e, no dia seguinte, o juiz de plantão, na audiência de custódia, homologou o flagrante. Inconformado com a interpretação da colega, o promotor tenta cassar a decisão que libertou a quadrilha e requer a prisão preventiva dos acusados.

Fonte: Notícias do Dia

Rádio Ratones - Música brasileira, sempre atual

O que está sentindo nesse momento político: vontade de desobedecer, ódio, desprezo, vontade de matar?

Ou você é um insensível e nem consegue sentir nada?

Ah moleque!!!


Menino que pesa 52kg fisga atum de 380kg


POR FERNANDO MOREIRA16/05/2017 13:13


Kaleb posa com o atum pescado por ele | Reprodução/Facebook(Whoo Dat Sportfishing)





Kaleb Richardson virou celebridade em Grand Isle (Louisiana, EUA). Na semana passada, o menino de 14 anos conseguiu fisgar em alto mar um atum de 380 quilos. O adolescente pesa 52 quilos, contou o "Pensacola News Journal".


Kaleb e os demais tripulante do barco posam com o atum fisgado pelo adolescente na costa dos EUA | Reprodução/Facebook(Whoo Dat Sportfishing)



A luta para trazer o atum para o barco "Whoo Dat" durou 45 minutos. O peixe media 2,2 metros.

Segundo a "Marlin Magazine", o atum de Kaleb está entre os cinco maiores já capturados na Louisiana.

Assista à proeza:




Ela está assanhada e se articulando, com o respaldo dos moloquianos da Globo



Globo & Cármen Lúcia: só as ruas podem impedir um novo golpe contra a democracia
É nessa eleição indireta que as mesmas forças que colocaram Temer no Planalto já estão trabalhando

Joaquim de Carvalho


DCM,18 de Maio de 2017 às 09:00
Carmen Lúcia recebeu fora da agenda no STF um grupo de grandes empresários, como a própria Globo. / Antonio Cruz/Agência Brasil


Logo depois que o jornal O Globo divulgou a notícia de que Michel Temer deu o seu aval para a JBS comprar o silêncio de Eduardo Cunha – o que significa obstrução da Justiça –, muitas pessoas começaram a se concentrar em frente ao escritório da presidência, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Mas a TV Globo não divulgou imagens nem noticiou com destaque essa manifestação. Não é por acaso. A delação premiada dos empresários Wesley e Joesley Batista, donos da JBS, torna Michel Temer um morto vivo na presidência, mas, para removê-lo, duas forças entrarão em ação.

Uma é formada por aqueles que reivindicam a renúncia e a convocação de eleições diretas. Outra é aquela que também quer a renúncia, mas uma sucessão sem povo. Já aconteceu isso em vários momentos da história do Brasil. A última foi na eleição indireta de Tancredo Neves, em 1985.

Carmen Lúcia, a presidente do Supremo Tribunal Federal, recebeu fora da agenda no Supremo Tribunal Federal um grupo de grandes empresários, com o diretor geral da TV Globo Carlos Henrique Schroeder entre os visitantes. Também participou de programas da Globosat e da Globo.

A Pedro Bial, Carmen Lúcia falou de sua família em Minas Gerais e foi aplaudida pela plateia, ao tecer comentários sobre a Lava Jato. Ministro de Supremo Tribunal Federal participar de programa de televisão já é um problema, com aplauso da plateia então dispensa comentário.


Na hipótese cada mais próxima de fim do governo Temer, o primeiro na linha de sucessão é Rodrigo Maia, depois vem Eunício de Oliveira e, por fim, Carmen Lúcia. Rodrigo Maia e Eunício estão citados na Lava Jato. Carmen Lúcia não.

Caso Temer não renuncie, mas caia por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que pode acelerar o julgamento da cassação da chapa Dilma/Temer, a lei determina a realização de novas eleições diretas.

Nesse caso, Rodrigo Maia, Eunício ou Carmen Lúcia convocaria novas eleições, num prazo de 90 dias. O exemplo de que esse é o caminho institucional foi dado no Estado do Amazonas, recentemente. Lá, governador e vice foram cassados e novas eleições serão realizadas.

O impeachment ou a renúncia de Temer também levaria a uma nova eleição, mas indireta, e os eleitores seriam os deputados e senadores do atual Congresso Nacional – esse que está contaminado pelas delações da Lava Jato.

Sobre os eleitores, não há dúvida. Mas ainda há interpretações divergentes sobre quem poderia se candidatar. Uma corrente advoga que qualquer brasileiro nato com 35 anos ou mais poderia colocar seu nome à disposição dos deputados e senadores, inclusive Carmen Lúcia.

Não tenha dúvida: é nessa eleição indireta que as mesmas forças que colocaram Temer no Planalto já estão trabalhando. Sem povo é muito mais fácil manter um governo deles, para eles e por eles.

Mas, com pressão popular, a renúncia de Temer pode ser acompanhada da decisão do Congresso de aprovar uma emenda constitucional, dando ao povo o direito de eleger o presidente do País, mesmo faltando menos de dois anos para o término do mandato.

Afinal, que legitimidade tem um Congresso eleito com dinheiro da Odebrecht (e de outras empreiteiras) para escolher o primeiro mandatário do Brasil?

O que vai decidir por um caminho ou outro é a intensidade das manifestações na rua. 

Edição: DCM

Jungmann diz que militares podem intervir


O tom da matéria que, há alguns dias, transcrevi do blog do Clube Militar, assinada por um General, me convence de que Raul sabe o que diz. Mas, na verdade, em vez de "garantia da lei e da ordem", me parece que querem é preservar o predomínio ianque, de quem sempre foram notórios prepostos, sobretudo para que o desmonte do país seja ultimado e assegurada a entrega das riquezas às multinacionais, como ocorreu na Líbia, no Iraque, na Argentina e estão tentando fazer na Venezuela.

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse, em seu Facebook, que os militares podem intervir, se persistir o quadro de caos no Brasil, aberto pelo golpe golpe parlamentar de 2018; "Entendem, tendo em vista o aprofundamento social e econômico da crise, que cabe aos políticos sua rápida resolução, antes que ela se agrave ainda mais", diz Jungmann; "Estão preocupados com a perspectiva de, não revertido o quadro de deterioração em curso, se verem convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem"

TAMBÉM NÃO ENTENDI - STF deixa muitas dúvidas no ar ao não prender Aécio



"Por que Fachin não pediu a prisão de Aécio Neves, se as acusações contra ele são mais graves que aquelas contra Delcídio do Amaral? Ambos foram apanhados através de denúncias apoiadas em gravações, mas o caso de Aécio contou com diversos agravantes: o de ter recolhido R$ 2 milhões em dinheiro, o de ter insinuado ameaças de morte e, ainda, o fato de ter feito tudo isso depois de abertas cinco investigações contra ele pela PF", diz Bajonas Teixeira, editor da Máquina Crítica

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É realmente difícil digerir a decisão do STF, que manda prender a preposta e deixa o preponente solto. Salvo se a cabeça for ela e não ele. Mas uma explicação seria necessária, para que entendêssemos. 

quando a carne está morta, só urubu e hiena ficam perto

GLOBO DESEMBARCA E CORTA A CABEÇA DE TEMER


Família Marinho, que exerceu papel central na construção do golpe de 2016, não quer mais seu preposto Michel Temer na presidência da República; a mensagem está claríssima na edição desta sexta-feira do jornal O Globo; Merval Pereira, principal porta-voz dos Marinho, disse que Temer não sabe diferenciar o certo do errado e disse ainda que ele é um desqualificado na presidência; Ancelmo Gois comparou Temer a Richard Nixon, que disse que não renunciaria para cair apenas dois dias depois; Miriam Leitão se somou ao coro dos descontentes; Temer, que nunca teve legitimidade nem apoio popular, se sustentava em dois pilares: a Globo e a base corrupta do Congresso; sem a mídia e sem condições de aprovar quaisquer reformas, ele está nos seus estertores.

Fonte: Brasil 247

Irá para as grades, também?


Filho de Sérgio Cabral aparece na delação recebendo propinas


O depoimento do dono da JBS, Joesley Batista, atingiu o filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. O deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), segundo a delação, recebia propina pela concessão de benefícios fiscais de uma fábrica da Vigor (parte do grupo J&F, de Joesley) em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. As informações são da coluna do Lauro Jardim.

Em resposta à reportagem, Marco Antônio Cabral enviou mensagem à coluna afirmando que nunca se reuniu com qualquer doador da sua campanha para solicitar recursos, tarefa essa que era exclusiva do seu pai, Sérgio Cabral, preso desde o final do ano passado. Segundo Marco Antônio, sua única função era “ir para rua pedir votos”.Filho de Sérgio Cabral aparece na delação recebendo propinas

O que não desejo para ninguém, não deploro no caso

Vaza foto da irmã de Aécio Neves fichada pela polícia

Sabido que é ela que acobertava, ou até estimulava, as sacanagens de Aécio Neves, não tenho por que lamentar a prisão dessa mulher, Andrea Neves, a irmã do abusado senador.

Ousadia dos colonizadores ianques - EUA sancionam cúpula do Judiciário venezuelano por intervir no Congresso

“Essas oito pessoas limitaram os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, ridicularizaram o princípio da separação de Poderes e negaram ao povo venezuelano o direito de moldar o futuro de seu país por meio de eleições livres”, disse o representante do Departamento de Estado ao anunciar a decisão a repórteres. É praxe do governo americano pedir que a identidade de funcionários que participam de briefings não seja revelada, para que falem com mais liberdade.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, observou que os venezuelanos enfrentam uma economia em colapso, fruto da má gestão e da corrupção. “Membros do Tribunal Supremo de Justiça exacerbaram essa situação ao interferir de maneira sistemática na autoridade do Poder Legislativo.”

A decisão do TSJ de retirar atribuições da Assembleia Nacional deu origem à mais recente onda de protestos contra o governo Maduro, que provocou a morte de pelo menos 44 pessoas nas últimas seis semanas. O julgamento foi parcialmente revisto, mas isso não foi suficiente para apaziguar a oposição.

A medida foi condenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o que acabou levando a Venezuela a anunciar sua saída da instituição. No fim deste mês, os ministros das Relações Exteriores da região se reunirão na sede da OEA, em Washington, para discutir a situação do país e buscar alternativas para a solução da crise.

A convocação da reunião enfrentou resistência dos países da Alba e dos aliados da Venezuela no Caribe. A resolução que define a data e local do encontro foi aprovada por 18 votos, o mínimo necessário. 

O problema é que nenhum dos países que votaram a favor tem hoje a capacidade de influenciar Maduro. Fontes disseram ao Estado que o Brasil não tem mais interlocutores no governo venezuelano. O mesmo ocorre com todos os outros grandes países do hemisfério.

O País prepara o retorno do embaixador Rui Pereira a Caracas. Ele está no Brasil desde setembro, quando, em protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, Maduro chamou seu embaixador em Brasília para consultas. Em reação, o governo brasileiro fez o mesmo.

Na OEA, o secretário-geral Luiz Almagro, é um contundente crítico de Maduro, o que dificulta a atuação da entidade como um intermediário na busca de saídas para a crise. Sem se referir explicitamente a Trump, Maduro afirmou que os EUA saíram derrotados da reunião em que o Conselho de Segurança da ONU abordou na quarta-feira a crise venezuelana. O líder venezuelano disse ter recebido apoio do líder russo, Vladimir Putin.

A Procuradoria da Venezuela informou nesta quinta-feira que indiciará três membros da Guarda Nacional Bolivariana suspeitos de envolvimento na morte de um manifestante na cidade de Tucapé, no Estado de Táchira, fronteira com a Colômbia. Os indiciados são três sargentos que servem em Táchira. Ainda de acordo com a procuradoria, que tem se distanciado do chavismo, um dos manifestantes foi atingido por um tiro enquanto fazia compras num mercado. / COM AFP 






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Venezuela em chamas - mais um dia de protestos contra Maduro

Ótimo?

Joesley, da JBS sugeriu compra de juiz e o presidente da República, notório golpista e propenso a ilicitudes, concordou com um sonoro "ótimo". 

Procuradora sueca arquiva acusação de estupro contra Julian Assange


Peter Nicholls 5.fev.2016/Reuters
Julian Assange, fundador do Wikileaks, na embaixada do Equador em Londres
Julian Assange, fundador do Wikileaks, na embaixada do Equador em Londres

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A promotora de Justiça da Suécia Marianne Ny disse nesta sexta-feira (19) que irá arquivar a investigação de estupro contra Julian Assange, fundador do Wikileaks.
O australiano Assange vive na embaixada do Equador em Londres desde 2012, quando pediu asilo para evitar ser extraditado à Suécia.
Ele não queria voltar à Suécia por medo de ser extraditado aos Estados Unidos, onde é criticado por ajudar a tornar públicos 500 mil documentos classificados sobre Iraque e Afeganistão e 250 mil comunicações diplomáticas, por meio do site Wikileaks.
Em novembro de 2016 Assange foi interrogado por um procurador sueco na embaixada equatoriana após meses de negociação entre Suécia e Equador. Foi a primeira vez que ele deu a sua versão dos acontecimentos à Justiça.
Segundo a página do Wikileaks no Twitter, com o caso arquivado na Suécia o foco passa ao Reino Unido, que ainda "não confirmou ou negou se já recebeu um pedido de extradição dos EUA".
UK refuses to confirm or deny whether it has already received a US extradition warrant for Julian Assange. Focus now moves to UK.

Também no Twitter, Assange publicou uma foto sua, sem legenda, poucos minutos após a divulgação da nota da Justiça da Suécia.