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quinta-feira, 9 de abril de 2026

SC: PM executa jovens e adolescentes rendidos em operações coordenadas em Florianópolis

Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC), pelo menos 32 pessoas já foram mortas pela PM durante as operações, considerando apenas dados de janeiro e fevereiro.

Policiais escondem o rosto com balaclava em frente à casa em que adolescente foi morto com tiros de fuzil. Foto: Reprodução

No dia 28 de março, sábado, o jovem Gustavo, morador da comunidade do Siri, localizado no bairro Ingleses (norte de Florianópolis), foi executado pela polícia. Segundo uma moradora, o jovem já havia se rendido quando a polícia resolveu executá-lo. Gustavo participava de uma festa de aniversário quando a viatura da PM chegou na comunidade, o que causou dispersão e correria durante a comemoração. O jovem carregava apenas seu celular, mas a PM afirma ter apreendido uma pistola durante a ação. 

Os moradores denunciaram a selvageria perpetrada pela PM que, segundo imagens que circulam nas redes digitais, disparou tiros em locais com crianças, invadiram casas e impediram a mãe do jovem de reconhecer o corpo enquanto o mesmo agonizava. Moradores denunciaram também que o pronto socorro demorou mais de 1h para chegar ao local, o que contribuiu para a morte de Gustavo.

Segundo a imprensa Ponte Jornalismo, uma pessoa próxima à família do jovem afirmou que ele havia sido ameaçado de morte pela PM dias antes.

No dia seguinte, dia 29, Adonai Quevedo Toledo também foi executado pela PM no município de Palhoça, próximo à Florianópolis. A PM e a imprensa reacionária alegam ter havido confronto, mas os familiares provaram através do laudo de perícia que a arma plantada pela PM não pertencia ao jovem. Adonai era natural de Porto Alegre e se mudou para a Palhoça com o objetivo de alavancar sua carreira no funk. Ele deixou uma filha de quatro anos, mãe, pai e irmãos que ele pretendia levar para sua cidade assim que estivesse estável na música. Os familiares denunciam a PM e a imprensa lixo clamando por justiça.

Já no dia 31, terça-feira, o jovem Walysson Emanuel Costa Alves de apenas 16 anos foi assassinado no bairro Serrinha, em Florianópolis, durante abordagem violenta da PM. A PM alegou haver confronto, mas a comunidade desmente a versão afirmando que o jovem estava desarmado.

PM assassina sete pessoas em apenas cinco dias

O assassinato do jovem Gustavo, Adonai e Walysson fez parte de um conjunto de operações coordenadas realizadas pela PM de Santa Catarina em diferentes municípios entre o dia 27 e 31 de março sob a justificativa de combate ao tráfico. As operações resultaram na execução de pelo menos sete pessoas em apenas cinco dias.

Duas semanas antes, no dia 12 de março, outro homem foi executado pela PM na comunidade Chico Mendes, localizada na área continental de Florianópolis.

Abordagens violentas realizadas pela PM em comunidades de Florianópolis nos últimos dois meses. Fotos: Reprodução


Na comunidade do Morro do Mocotó, onde foi assassinado o jovem Hudson,  os moradores no dia 27 de março e denunciaram recorrentes rondas de intimidação, espancamentos e invasão de residências por parte da PM que vem buscando estabelecer um verdadeiro estado de terror contra os moradores.

PM disparando tiros de fuzil em frente ao Morro do Mocotó no dia 27 de março. Fotos: Reprodução/redes sociais.

Segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC), pelo menos 32 pessoas já foram mortas pela PM durante as operações, considerando apenas dados de janeiro e fevereiro. Com as mortes das últimas operações, o número deve subir para pelo menos 40 execuções.

A chamada “guerra às drogas” ou ao “crime organizado” é, desde sempre e como tem insistentemente afirmado esta imprensa, um álibi utilizado pelo Velho Estado e suas forças terroristas de repressão para assassinar as massas populares e os jovens pobres, verdadeiros riscos para a ordem dominante.

Conforme matéria veiculada no portal de AND no dia 20 de março e em fatos amplamente veiculados no próprio monopólio de imprensa, a mesma Polícia Militar que assassina jovens pobres nas comunidades, responde por inúmeros casos, em diferentes partes do País, por ter acordos com facções criminosas e participar de esquemas e negócios de comércio de armas de fogo e drogas.

PR: 13 policiais acusados pelo roubo de mais de 700 quilos de cocaína e crack – A Nova Democracia
Os três roubos totalizaram mais de 700 quilos de crack e cocaína. Entre os policiais, estão três do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) e um delegado.

https://anovademocracia.com.br/sc-pm-executa-jovens-e-adolescentes-rendidos-em-operacoes-coordenadas-em-florianopolis/

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