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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Há quem seja capaz de identificar sinais de doença no rosto de outra pessoas antes mesmo de haver qualquer sintoma



03.01.2018 às 16h20



D.R.
Uns poucos segundos é quanto basta para que pessoas sem qualquer tipo de formação médica distinguirem noutras sinais quase impercetíveis de doença. E isto pouco depois do início da infeção


Um grupo de investigadores da Universidade de Estocolmo concluiu que horas depois de uma infeção começar já há sintomas visíveis, como lábios pálidos e com os cantos para baixo ou pálpebras descaídas - sinais que permitem aos outros perceber que alguém está a ficar doente através de um simples olhar para o seu rosto.

"Usamos um número de pistas faciais de outras pessoas e provavelmente estamos sempre a julgar a sua saúde", acredita John Axelsson, co-autor do estudo, descrito no Proceedings of the Royal Society.

Em duas fases, os investigadores injetaram 16 adultos com um placebo e com moléculos de E coli, que rapidamente desencadeiam sintomas semelhantes aos da gripe. Duas horas depois de cada injeção, foram fotografados. Nenhum dos participantes sabia o que continha a sua injeção.

As imagens foram depois mostradas durante um máximo de cinco segundos a 62 pessoas, a quem foi pedido que analisassem se os fotografados estavam saudáveis ou doentes.

Apesar da aparente semelhança das fotografias, os observadores foram capazes de detetar a doença com maior acerto do que se estivessem simplesmente a adivinhar, fazendo-o 52% das vezes. Mais correta ainda foi a avaliação como "saudáveis" - neste caso, a taxa de correção foi de 70 por cento.

E para que serve esta habilidade? Os investigadores acreditam que esta capacidade pode ter-se desenvolvido como forma de defesa, uma vez que, normalmente, é nos estádios iniciais de doença que o risco de contágio é maior.

A esperança é agora, segundo Axelsson, que a Inteligência Artificial consiga captar também estes sinais no futuro. "Vamos olhar para uma app que vai dizer: 'Talvez tenha uma infeção hoje'."

Fonte: VISÃO.PT

Transplantes capilares com efeito secundário inesperado: Será o fim das enxaquecas?



D.R.
Seis pessoas que sofriam de enxaqueca nunca mais tiveram qualquer sintoma depois de se terem submetido a um transplante de cabelo. O resultado é tão surpreendente que ainda só se suspeita da razão pela qual isto acontece

CÁTIA LEITÃO

Um estudo na Turquia concluiu que os pacientes fizeram transplantes de cabelo deixaram de ter enxaquecas, mesmo quando estas faziam parte da sua vida, nalguns casos, há vinte anos.

A enxaqueca, um tipo de cefaleia ou dor de cabeça, é caracterizada por períodos de dor muito intensos, geralmente acompanhados por náuseas ou vómitos e intolerância à luz e ao som e é provocada por uma combinação de processos a nível cerebral: excitação/depressão de células, dilatação de artérias e libertação de substâncias químicas. A enxaqueca, de um modo geral, inicia-se entre os 15 e os 40 anos.

Entre janeiro de 2011 e maio de 2012, a clínica turca SO-EP Aesthetic & Plastic Surgery, realizou 221 transplantes capilares. Um dos pacientes revelou que tinha deixado de ter enxaquecas depois de se ter submetido a este tipo de transplante e a clínica decidiu dar início ao estudo para perceber se este fenómeno era registado nos restantes pacientes. Das 150 pessoas que entraram neste estudo ao responder a um inquérito sobre enxaquecas, apenas seis sofriam desta condição - uma mulher e cinco homens. A participante do sexo feminino tinha 32 anos, sofria de alopecia - redução parcial ou total de pelos ou cabelos numa determinada área de pele, e tinha enxaquecas há seis anos. Os participantes do sexo masculino sofriam com alopecia androgenética, determinada geneticamente, e registavam enxaquecas há um mínimo de 6 e um máximo de 20 anos.

A frequência das enxaquecas dos inquiridos era entre quatro a oito dias por mês, numa média de seis dias e durava entre três a cinco horas, numa média de três horas. Numa escala de intensidade, as pessoas que sofriam de enxaquecas queixaram-se de um nível de dor entre cinco a oito, sendo dez o nível máximo de dor. A enxaqueca não tem cura, mas pode ser controlada através de medicação que ajuda a reduzir a frequência, duração e intensidade das crises. Todos os participantes deste estudo recorriam a medicação para aliviar a dor antes de se submeterem aos transplantes capilares.

Depois do transplante capilar, os seis pacientes foram seguidos de três em três meses presencialmente ou pelo telefone. Todos eles deixaram de ter enxaquecas e nenhum deles voltou a usar medicação. A intensidade da dor passou de uma média de seis para zero, assim como a frequência das crises.

Não foi ainda esclarecida a razão pela qual os transplantes capilares estão relacionados com as enxaquecas, mas os especialistas acreditam que a cirurgia pode destruir terminações nervosas no couro cabeludo, reduzindo os sinais que desencadeiam a dor visto que as zonas de implantação capilar e de foco de dor numa enxaqueca são as mesmas.

Safvet Ors, autor do estudo, disse ao The Sun que "a melhoria pós-operatória foi drástica em cada paciente. Como resultado deste estudo, o transplante capilar em pacientes com perda de cabelo e que sofram deste tipo de cefaleias pode ser uma alternativa aos tratamentos para as enxaquecas".

O estudo foi publicado no jornal Plastic and Reconstructive Surgery - Global Open.

Via VISÃO.PT

Irã mobiliza Guarda Revolucionária para conter "sedição" em redutos de manifestantes


Por Bozorgmehr Sharafedin


LONDRES (Reuters) - A Guarda Revolucionária, unidade de elite das forças de segurança do Irã, enviou tropas a três províncias para conter protestos contra o governo, anunciou o comandante da força nesta quarta-feira, depois de seis dias de tumultos que deixaram 21 mortos.
Manifestação pró-governo do Irã Agência Tasnim/via REUTERS

Milhares de iranianos participaram de manifestações pró-governo em várias cidades nesta quarta-feira, em uma demonstração de força patrocinada por Teerã para se contrapor aos protestos de oposição, que representam o desafio mais persistente à elite clerical da República Islâmica em quase uma década.A televisão estatal exibiu imagens ao vivo de passeatas em Kermanshah e Ilam, cidades do sudoeste do país, e em Gorgan, no norte, onde os manifestantes portavam bandeiras do Irã e fotos do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.Como sinal da preocupação oficial com a persistência dos protestos, o comandante da Guarda Revolucionária, major-general Mohammad Ali Jafari, disse ter despachado forças às províncias de Isfahan, Lorestan e Hamadan para lidar com a “nova sedição”.A maioria das baixas entre os manifestantes ocorreram nestas regiões. A Guarda Revolucionária, espada e escudo da teocracia xiita iraniana, foi fundamental para suprimir o levante de 2009, matando dezenas de manifestantes na ocasião.

Na cidade sagrada xiita de Qom, manifestantes pró-governo bradavam “morte aos mercenários americanos”. Houve manifestações semelhantes em Isfahan, a terceira maior cidade da nação, e em Abadan e Khorramshahr, no sudoeste rico em petróleo, como mostraram imagens de TV.Os protestos contra o governo começaram na semana passada, motivados pela frustração com as dificuldades econômicas enfrentadas pelos jovens e pela classe trabalhadora, mas se transformaram em uma demonstração mais ampla de revolta com o establishment clerical linha-dura que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. Manifestações políticas realizadas em desafio aos serviços de segurança onipresentes vêm pedindo a deposição de todos os líderes iranianos. A maioria dos protestos é organizada em redes sociais vem sendo realizada ao anoitecer. As manifestações continuavam na noite de terça-feira, e vídeos publicados nas redes sociais mostraram manifestantes nas ruas e batalhões de choque em várias cidades, inclusive Ahvaz, no sudoeste. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Washington expressará seu apoio aos manifestantes “no momento adequado”. (Reportagem adicional de Stephanie Nebehay, em Genebra, e Doina Chiacu, em Washington).
 
Fonte: REUTERS

Macron pede diálogo com Irã e critica EUA e Israel por comentários belicosos

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quarta-feira que é importante manter diálogo com o Irã, alertando que o tom de comentários adotado pelos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita em relação a Teerã é praticamente um caminho à guerra.

“A linha oficial seguida pelos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita, que são nossos aliados em diversas maneiras, é quase o que nos levaria à guerra”, disse Macron a repórteres.
A linha sendo adotada é “uma estratégia deliberada para alguns”, disse.
A França, disse Macron, quer manter algum equilíbrio.
“Caso contrário, nós acabamos reconstruindo furtivamente um ‘eixo do mal’”, disse, se referindo a um comentário do ex-presidente norte-americano George W. Bush, que usou este termo para descrever países incluindo o Irã, Iraque e Coreia do Norte.
Macron também disse que só irá visitar o Irã caso haja uma volta ao respeito às liberdades. 

Fonte: https://br.reuters.co

La guerra del porongo en las playas de Florianópolis: ¿quién ceba el mejor mate?






Las diferencias entre la forma de tomar mate de argentinos, paraguayos y brasileños.



Dos familias argentinas: los Zeccin y Kramer. Foto: Mario Quinteros






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de Sociedad

Imagine que está en una playa extranjera y tiene que reconocer cuáles son los turistas argentinos. ¿Qué estrategia usaría? El mate. Ese distintivo “universal” arraigado que llevamos como impronta a cualquier lado. Casi tanto como los uruguayos.


Pero en el Sur de Brasil no funciona. Sobran termos y cada uno tiene una bandera distinta. Brasileños y paraguayos compiten en cantidad de bombillas y acá el argentino no es el único rey de la yerba.

En todos los balnearios populosos de Florianópolis, desde la mañana, empieza a formarse una suerte de convención no premeditada de bebidas autóctonas sudamericanas. Y el muestrario se extiende hasta la noche.

Si hay un lugar para aprender los secretos de cada uno, es éste. ¿En qué se diferencian? ¿En qué se parecen? ¿Usan todos la misma yerba? ¿El mate argentino es el más famoso? ¿Todos lo conocen?


Distintas maneras de tomar mate según su nacionalidad. El Paraguayo Cris Orue y su nieta, en Florianópolis. Foto: Mario Quinteros

No todos saben cómo es el mate argentino. Los brasileños con los que habló Clarín nunca lo habían probado. Y mucho peor: piensan que se toma frío. “¿É quente (pronunciar: keeenchi)?”, cuestionaron extrañados ante la aclaración. Los paraguayos están más informados.


La pareja Brasileña de Débora Souza y Tiago Leopoldo. Foto: Mario Quinteros

La primera diferencia está en el termo. Nuestro termo es flaco. Además de ser más ancho, el brasileño tiene otra tecnología: queda siempre apoyado en la mesa o el piso, la parte de arriba tiene un botón y alcanza con apretarlo para que salga el agua. Cómodo. Algunos paraguayos usan ese, otros el convencional de tereré: gordo y con el pico en la tapa.

El brasileño se llama chimarrão. La bombilla, cuia, y el vaso, bomba. Es siempre un porongo: una calabaza seca que también se consigue en Argentina. Ahí está la clave: si no se ceba en porongo, no es chimarrão. Pero la diferencia más rara, más inexplicable está en el color de la yerba. Es verde flúo, del mismo tono que los marcadores resaltadores.

“Bem, bem verde”, insiste Débora de Souza (27), orgullosa mostrando el contenido de su chimarrão. Llegó a Praia Brava, en Florianópolis, desde Novo Hamburgo, en Río Grande do Sul. Ese estado está pegado a nuestro país, por lo que Débora no solo ve argentinos donde veranea. También, cerca de su casa. Pero ella piensa que el nuestro es frío, como el tereré.

Los brasileños usan la misma especie de yerba que nosotros. Pero a diferencia de lo que pasa en Argentina, después de cosecharla no la estacionan. De ahí el color.

“Es rarísima y amarga, la compramos una vez y nunca más”, advierte Alejandro Zecchin, de Buenos Aires. Vino con una familia amiga y la suya a parar a Ingleses. Trajeron tres kilos, pero saben que “no va a durar”. “En los supermercados grandes venden la nuestra, pero está cara”, aclara.


La pareja de argentinos, Ariel Bianco y Eugenia Cabral, en Florianópolis. Foto: Mario Quinteros Mirá también
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Siendo objetivos, la técnica de preparado es prácticamente igual a la argentina, al menos entre los turistas de Florianópolis. “Água quente, nunca fervida”, aclara Priscila Sanchaco, de Porto Alegre. Siempre amargo. A lo sumo, se le puede agregar algunos yuyos o canela. En la ruta no lo toman mucho. La Policía multa a los motoristas (conductores) que lo hacen.

El tereré viene de Paraguay. Después de Argentina, es el país que más turistas le da al estado de Santa Catarina. La mayoría son de Asunción y usan la receta clásica. Nada de juguito en polvo y sabores raros. Adentro del termo, agua, hielo y la clave, yuyos o “remedios refrescantes”, como los llama Cris Orue, que vino a Florianópolis con su familia.

“Trajimos ocho kilos de yerba para una semana porque conocemos y sabemos que no se consigue fácil acá. Mi marca es la Kurupí y le pongo menta y otras ‘verduritas’”, cuenta. “A los de jugos les decimos que son la versión ‘alemana’, porque así lo toman los menonitas del Chaco paraguayo. Pero a mí no me gusta mucho”, aclara. El mate no es de porongo ni de madera ni de vidrio, sino de metal, revestido en cuero. Mirá también
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Y en esa categoría es donde el argentino resalta: los equipos nacionales están plagados de diseño. Vasitos de silicona o de vidrio, termos cubiertos con cuerina estampada y de colores. Ningún país innova como el nuestro en decoración matera. El de Eugenia Cabral y Ariel Blanco, que llegó en auto a Canasvieiras desde Morón es negro con flores fucsias. Vinieron con una latita de yerba y tuvieron que reponer acá a 24 reales ($ 144) el medio kilo. “Intentamos con la brasileña y no hay caso: se tapa todo”, aseguran.

Es que, a pesar de que provienen de la misma materia prima, la yerba que entra en los mates argentinos, brasileños y paraguayos es muy diferente. Un poco en sabor, pero sobre todo en textura: la nuestra es la que tiene más palo. La de Brasil es casi polvo. Por eso, los argentinos se desesperan por encontrar cuál es el mercadito que vende marcas nacionales. Se pasan el tip en la playa, los hoteles y las estaciones de servicio. “No podemos dejar de tomarlo. Es lo que nos hace sentir en casa”, dice Zecchin.
 
Fonte: CLARIN

‘Desleixo’ de Estados com presídios ‘beira o crime contra a humanidade’, diz ministro da Justiça


Nathalia Passarinho Da BBC Brasil em Londres



3 janeiro 2018 Estados usaram só 4% da verba federal de 2017 destinada à construção de novas unidades prisionais; país tem deficit de mais de 300 mil vagas | Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Reduzir a violência e integrar presos à sociedade é um "desafio brutal", diante da "incompetência" e "desleixo" dos Estados e do aumento exponencial da população dos presídios.

A afirmação acima é do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Procurado pela BBC Brasil para falar sobre o motim ocorrido na segunda-feira, primeiro dia do ano, em Aparecida de Goiânia - que deixou nove mortos, 14 feridos e 99 foragidos -, ele disse que o governo de Goiás não "aplicou como devia" os recursos federais do Fundo Penitenciário Nacional transferidos ao Estado nos últimos anos.

Segundo Jardim, o governo federal tem investido em programas em busca de soluções para o problema, mas nem todas as administrações estaduais têm feito a sua parte.
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Em 2017, foram repassados pelo governo federal R$ 1,2 bilhão aos 26 Estados e ao Distrito Federal para a construção de novas unidades e modernização de presídios, diz o ministro.

Mas, até o final do ano passado, foram gastos 4% dessa verba. Cada governo estadual recebeu R$ 44,7 milhões - Goiás, por exemplo, investiu R$ 7,7 milhões.

"Goiás, entre 1999 e 2015, recebeu quase R$ 90 milhões de reais. Em 2016, recebeu mais R$ 44 milhões e não fez a aplicação que devia no sistema penitenciário. Esse motim é reflexo. Falta uma decisão política clara dos governadores de resolverem a questão presidiária", criticou Jardim.

Procurado pela reportagem, o governador Marconi Perillo (PSDB) rebateu as afirmações do ministro. Em nota, ele afirmou que o Estado investiu R$ 3 bilhões em recursos próprios no sistema carcerário.

"No dia e hora que ele (Torquato) desejar, vou provar de onde parte o desleixo. O (investimento da União) é muito pouco, apenas 1% de todo o nosso investimento."

Para especialistas, a responsabilidade pela crise no sistema carcerário do pais é, na verdade, de ambas as esferas: estadual e federal.

Professor da Fundação Getúlio Vergas (FGV), Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que falta ao Executivo federal capacidade de liderança para coordenar uma política pública nacional voltada ao sistema prisional. E os Estados, acrescentou, carecem de capacidade técnica para gerir os presídios.

"Falta coordenação entre as esferas de poder. Todos têm um pedaço de responsabilidade e ninguém é responsável por tudo. É aquela história de que a culpa é do síndico, então a culpa acaba recaindo sobre governadores. Mas isso é em parte injusto."
'Crime contra a humanidade'

O ministro da Justiça vai além nas críticas aos governadores. Segundo ele, algumas gestões estaduais "sumiram" com a verba do Fundo Penitenciário Nacional.

"O desleixo dos governos estaduais com o sistema carcerário beira o crime contra a humanidade. O Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) destinou R$ 1,2 bilhão para os Estados aplicarem em construção e manutenção dos presídios. E o que eles fizeram com o dinheiro? Em quatro Estados, o dinheiro sumiu", disse. Image caption "O desleixo dos governos estaduais com o sistema carcerário beira o crime contra a humanidade", disse Torquato Jardim | Foto: Ministério da Justiça

Questionado pela reportagem, ele não quis especificar quais Estados "sumiram" com os recursos. O relatório de gasto das verbas de 2017 do Funpen mostra que 18 governos movimentaram pequenas fatias da verba, enquanto oito não usaram nem sequer um tostão.

Pelas regras, os Estados teriam que devolver os recursos, mas o governo federal publicou uma portaria permitindo que o dinheiro seja gasto até dezembro de 2018.

"Nós fizemos uma tolerância. Baixei uma portaria autorizando o gasto do dinheiro até 31 de dezembro de 2018. A partir daí, terão que sofrer as consequências", disse Torquato Jardim à BBC Brasil.

O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cesar Schirmer, culpa a "burocracia" pelas dificuldades de os Estados usarem os recursos do Fundo Penitenciário. Segundo ele, uma resolução do Ministério da Justiça impõe uma série de regras específicas para a construção de novos presídios.

"Os procedimentos burocráticos não são feitos com a agilidade necessária. Isso não é só responsabilidade dos Estados", afirmou à BBC Brasil.

"Tem uma resolução que estabelece tamanho grau de minúcias e detalhes que nenhum Estado consegue cumprir essa exigência, Cria-se tal detalhamento que, para elaborar o projeto e levar a cabo, é um parto. Enviamos o projeto para construir um presídio em Rio Grande em agosto. Em dezembro, quatro meses depois, o Depen nos retornou pedindo alterações", afirmou.
Massa carcerária

A rebelião que aconteceu em Goiás está longe de ser um caso isolado. No início do ano passado, casos ocorridos em prisões de Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte deixaram 120 mortos. E nada indica que esses episódios recorrentes de violência, em sua maioria causados por guerras entre facções criminosas, deixarão de se repetir.

A população carcerária cresceu 700% em 25 anos, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Hoje existem 727,5 mil presos e um deficit de 336 mil vagas - superlotação generalizada que dificulta o controle dos presos por agentes penitenciários e gera condições degradantes nas prisões.

O Brasil é o terceiro país com a maior população carcerária do mundo, apenas depois dos Estados Unidos e China, respectivamente. A Rússia vem em quarto.

"Nesses três países (EUA, China e Rússia), a taxa de população carcerária vem caindo, com a introdução de outras formas de responsabilização alternativas ao encarceramento, como prestação de serviços e multas", disse à BBC Brasil a coordenadora-geral de Promoção da Cidadania do Departamento Penitenciário Nacional, Mara Fragapani Barreto. Image caption Com 727 mil presos, o Brasil é o terceiro país com a maior população carcerária do mundo. O primeiro é os Estados Unidos, seguido pela China. A Rússia vem em quarto | Fonte: CNJ

"O Brasil está na contramão disso, com um crescimento anual da população prisional", acrescentou.

Presos provisórios, ou seja, que ainda não foram condenados em definitivo pela Justiça, são 40%, da população prisional, segundo relatório de 2017 do Depen.

O Estado de São Paulo concentra 33,4% do total de presos do Brasil, com 240 mil presidiários. Segundo os dados, 55% dos detentos do país têm entre 18 e 29 anos de idade, e 51% não chegaram a completar o ensino fundamental.

"Grande parte dos presos é jovem, não tem nem o primeiro grau completo, vêm de famílias incompletas - não tem pai - e é pobre. Precisamos focar em recuperação e prevenção", diz o ministro da Justiça.

Para Jardim, entre os desafios para conter a criminalidade e a violência nas cadeias estão a carência de agentes de segurança e penitenciários em alguns Estados, e a eventual aprovação de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que visam ampliar o acesso a armas.

Um deles permite que guardas municipais portem armas até fora de serviço. Outra proposta reduz para 18 anos a idade mínima para adquirir uma arma.

"Nenhum país ganhou paz social ampliando armamento. E tem todo um conjunto de projetos (de lei) que dificultam. Se juntar esses fatores, é um desafio brutal. E você tem a corrupção e a incompetência dos Estados", afirmou o ministro.
O custo de novas vagas

A manutenção de cada preso custa, em média, R$ 2,4 mil por mês aos cofres públicos, e cada vaga criada custa aproximadamente R$ 45 mil, devido às exigências de materiais que evitem fuga, como paredes fortificadas.

Presos por crimes contra o patrimônio, como roubo e furto, predominam nas cadeias brasileiras - são 50% do total. Outros 26% praticaram tráfico de drogas e 12%, crimes contra a vida, segundo a coordenadora do Depen.

Uma grande preocupação é a alta taxa de reincidência. Segundo o Ministério da Justiça, dois terços dos presos voltam a cometer crimes.

Para Mara Barreto, a solução para resolver o problema da superlotação e reduzir o número de presos que voltam a praticar delitos é efetivamente integrá-los à sociedade por meio de programas de capacitação e emprego. Image caption A manutenção de cada preso custa, em média, R$ 2.400 por mês, e cada vaga criada custa aproximadamente R$ 45 mil, devido às exigências de materiais que evitem fuga, como paredes fortificadas | Fonte: CNJ

Mas isso depende da participação de empresas e de parcerias com os Estados. Em dezembro, o Ministério da Justiça lançou um programa para promover parcerias entre empresas privadas e o governo estaduais. A ideia é criar unidades industriais dentro das cadeias, para que os presos possam trabalhar.

Em Santa Catarina, alguns presídios já operam dessa maneira. Na Penitenciária Regional de Curitibanos, 100% dos presos trabalham, afirmou Barreto.

As empresas que firmarem parcerias para dar emprego aos presidiários poderão usar um selo com a palavra "Resgata" em seus produtos, atestando que colaboram com reintegração de detentos.

"Existe uma cultura de repressão e vontade de vingança na sociedade. Mas, no Brasil, não existe pena de morte nem prisão perpétua. As pessoas que estão presas vão voltar eventualmente para a sociedade. Nós queremos ver como vizinhos uma pessoa melhor ou pior?", destacou a coordenadora do Depen.

"A prisão por si só não diminui a violência. É preciso integrar essas pessoas à sociedade para que não voltem a cometer crimes."

Para o presidente do Fórum Brasileiro de Políticas Públicas, Renato Sérgio de Lima, além de projetos para recuperação de presos, é preciso um trabalho coordenado em âmbito nacional entre os governos federal, estaduais e o Judiciário, para que realmente haja uma reversão da crise carcerária brasileira.

E o foco, segundo ele, não deve ser só em encarcerar e construir presídios, mas em penas alternativas para crimes mais leves, troca de informação entre instituições e maior eficiência no julgamento de presos provisórios.

"Não é que as instituições não estejam trabalhando, mas, sem coordenação e uma política penitenciária nacional, qualquer política incremental que seja adotada tende a se diluir", diz.

"Medidas pontuais não dão necessariamente certo. A força de inércia de manter tudo como está é mais forte. Ou a gente rompe esse mais do mesmo ou não será possível quebrar esse ciclo."

Islândia punirá empresa que pagar salário mais baixo para mulher


Diferença salarial entre gênero será passível de multa no país a partir deste ano










Belén Domínguez Cebrián
GETTY


A Islândia é considerada por muitos especialistas como um pequeno laboratório político, econômico e social. Na segunda-feira, a ilha de pouco mais de 320 mil habitantes começou o ano dando um basta a um dos derivados da discriminação contra as mulheres na vida pública: a diferença salarial.

“A igualdade no sentido amplo é parte integrante de uma sociedade justa. A igualdade no mercado de trabalho é um aspecto importante a este respeito. Para combater a discriminação salarial baseada no gênero, qualquer empresa com 25 ou mais empregados deverá atestar a igualdade de salário todos os anos” anunciou em seu programa o Governo de coalizão dos conservadores do partido Independência, do partido Progresso e dos Verdes da primeira-ministra Katrin Jakobsdottir, de 41 anos.


A notícia atende uma reivindicação histórica no país nórdico. As mulheres deixaram seus empregos quatro vezes nos últimos 42 anos para protestar contra a diferença salarial entre homens e mulheres; em 1975, 1985, 2005 e 2010. A partir de 1º de janeiro de 2018 (embora a iniciativa tenha sido aprovada na primavera passada pelo Governo anterior), as empresas com mais de 25 empregados que operem no país –que goza da maior taxa de emprego entre os países da OCDE (86,8% no último trimestre de 2017)– deverão tornar públicos os salários. No caso de um homem e uma mulher receberem uma remuneração diferente, apesar de fazerem o mesmo trabalho, a empresa em questão sofrerá sanções financeiras ainda não determinadas. É o primeiro país do mundo a levar a esse extremo as políticas de igualdade graças a Jakobsdottir, do Movimento Verde, a segunda chefe de Governo do Atlântico desde que Jóhanna Sigurðardóttir, abertamente homossexual, ganhou as eleições em 2009.

Embora a Islândia lidere há nove anos o ranking dos países mais equitativos do mundo, seguida por Noruega e Finlândia, de acordo com o Relatório Global de Igualdade de Gênero, o país teve uma queda entre 2013 e 2016, quando a diferença salarial aumentou em alguns setores como instituições financeiras e os municípios fora da capital do país, Reykjavík, de acordo com a Associação Islandesa dos Direitos da Mulher. Nesta nova legislatura, o Governo se empenhou em quebrar o teto de vidro (expressão que, nos estudos de gênero, designa a limitação velada do crescimento profissional das mulheres nas organizações) e, além de deixar a discriminação salarial no passado, acompanhará de perto o caminho já iniciado pela revisão da nova norma (chamada Igualdade de Pagamento Standard) a cada três anos.
 
Fonte: EL PAIS

DIVERSÃO DE DOENTES - Fogos de artifício causam parada cardíaca e cadela morre durante réveillon em SP


Empresária percebeu que Nina estava morta assim que voltou para casa, em Cotia. Câmeras de segurança mostram que artefatos explodiram perto de onde estava a cachorra.


Por Glauco Araújo, G1 SP, São Paulo

04/01/2018 06h34 Atualizado há 21 minutos

 

Nina morreu assustada com fogos de artifício em Cotia. Ela completaria 2 anos neste mês de janeiro. (Foto: Arquivo Pessoal/Thais Siqueira)



A cadela Nina, que completaria 2 anos neste mês, morreu após se assustar com os fogos de artifício usados na comemoração do réveillon, em Cotia, na Grande São Paulo. Parte dos explosivos estouraram perto do muro da casa onde vivia. Segundo a veterinária que cuidava dela disse aos proprietários, Nina sofreu uma parada cardíaca.


“Moro num lugar tranquilo e não era para ter ocorrido isso aqui. Aqui é calmo, nunca precisei de qualquer paliativo para os meus sete cachorros. Já os deixei em Natal, réveillon outras vezes, e eles ficaram bem, dormindo”, disse a empresária Thais Siqueira, 26 anos. Ela fez um post no Facebook e a história viralizou.


Ela acredita que foi imprudência de alguns vizinhos que alugaram uma casa ao lado e soltaram os fogos de artifício. “Não acho que foi algo proposital, mas foi irresponsável. Meu marido puxou pelas câmeras de segurança os clarões provocados pelos fogos duraram cerca de 15 minutos. Alguns deles estouraram muito perto do portão de casa, telhado, piscina, porta, árvore, tudo perto de onde ficavam meus cachorros”, disse Thais, aos prantos.



Thais Siqueira fez um post no Facebook relatando o ocorrido e a história viralizou. (Foto: Reprodução/Facebook)


No momento do ocorrido, a empresária estava com a família na casa de outro vizinhos, a cerca de 200 metros de sua residência. "Voltei e comecei a abraçar meus cachorros, mas percebi que a Nina não tinha vindo. A encontrei na escada. Pela rigidez provocada pela morte, ela morreu sentada", disse ela.


Thais afirmou que os outros cachorros da casa também sofreram com os fogos de artifício. “O Teco sofreu menos, estava na sua casinha, olhou os clarões e voltou, não se abalou muito pois não viu. O Bolinha estava onde ele e a Nina gostavam de ficar, perto da cerca olhando para a rua. Ele correu assustado entre os carros.”


Com a morte da Nina, Thais disse que a partir de agora irá trabalhar para conscientizar as pessoas sobre os riscos de usar fogos de artifício. “A Nina me ampliou os olhos. Eu recebi vídeos de idosos e de crianças passando mal com os fogos de artifício, não são só animais de estimação. A Nina me deixou esse legado para conscientizar as pessoas sobre isso.”


Thais disse que enterrou o corpo da Nina em um local visível para a vizinhança. “Um vizinho querido chegou a oferecer um local bonito para enterrá-la, mas achei que seria melhor um local onde todos pudessem saber o que aconteceu com ela”. Segundo ela, não foi possível fazer o laudo veterinário, porque ela foi instruída de que teria de congelar a cachorra e ela não fez isso ao tentar registrar o caso na Polícia Civil da cidade e na Polícia Ambiental.

A empresária lembra quando trouxe Nina para casa. “A resgatamos em fevereiro do ano passado de uma casa em obras, muito suja. Ela apanhava enquanto a mãe tentava amamentar os filhos. Trouxemos os seis irmãos dela com uma amiga protetora de animais.
 

Nina foi sepultada por Thais em um local onde as pessoas possam ver o que aconteceu com a cachorra e servir de exemplo para evitar uso de fogos de artifício (Foto: Arquivo Pessoal/Thais Siqueira) 

Fonte: G1

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Rádio Ratones - A "espetacular" batucada de brancos

Só rindo. Pobres moços.



Rádio Ratones - Música - The Monkees

Há muita imundície no mundo musical atual, mas quando me lembro  da banda referida no título desta postagem, penso que será difícil superá-la,no que se refere a mediocridade.