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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Clerocracia no "Brazil"

Nunca se viu tanta religião e tanta influência "espiritual" em nosso País como agora.

Os clérigos, de todos os credos (padres, pastores e quejandos) nunca tiveram tamanha capacidade de manipular esses "cagões" que dominam a política, mas se "borram" de medo das ilusões chamadas Deus, Diabo, Inferno, etc...

O que estamos vivenciando, num país que se diz republicano, não passa de uma descarada e malévola CLEROCRACIA, mistura de teocracia com corrupção, em níveis extremamente perniciosos para os interesses difusos (metaindividuais), ou coletivos.

Já é hora de se por limites à chamada "liberdade religiosa".

Nenhuma liberdade, aliás, é absoluta e o que ultrapassa o razoável, o judicioso, segundo o senso-comum, vira abuso de direito, no caso, de religião.

Fundamentalistas de todos os cultos (católicos, evangélicos, umbandistas, judeus - e os muçulmanos, que estão chegando com força preocupante para os que não toleram conviver com eles!) estão enquistados na administração pública, agindo folgadamente, sem respeitar os princípios insculpidos nos artigos 19 e 37, da Constituição Federal e o País virou um autêntica farra de boçais, que se dizem religiosos e tementes a Deus, Alá, Javé, o escambau, com isto conseguindo manipular a descerebrada "opinião pública", que dá crédito aos seus fantasiosos engodos e se submete, por "temor a Deus".

Nosso Brasil é mesmo uma "República de Bananas", como já nos rotularam, com fartura de razão, os argentinos. Não conseguimos, mesmo com o advento da República, sair da condição humilhante de "Ilha de Vera Cruz" e de "Terra de Santa Cruz".

A cruz, esse símbolo abjeto de uma dominação cultural exclusivista e intolerante, continua dominando espaços públicos, como se a religião oficial ainda fosse a católica.

Como lamento ter que admitir tal realidade!

Tudo é decorrência da falta de consciência política e do medo de nossa pobre e desinformada gente de contrariar os delírios da religião.

Abomino esses mal intencionados que se prevalecem dos temores dos ingênuos para mantê-los sob irritante cabresto psicológico.

Mas abomino, mais ainda, os que tiveram oportunidade, estudaram, ocupam funções de relevo e têm respaldo legal para mudar tal situação, mas quedam-se inertes, submissos, beijando mãos de bispos, polindo castiçais, comportando-se como "ratos de sacristia". Covardes que, remunerados com dinheiro público, acomodam-se sob o pálio, não honrando as becas e togas que envergam com tanto orgulho e vaidade, os membros do Ministério Público e da magistratura nacionais. "Podres poderes"!

Não passam de letrados borrabotas, imbecilizados por uma criação e escolaridade viciadas pelo domínio dos embusteiros de todos os cultos. E o pior é que, até na mais alta Corte de Justiça eles estão metidos, como é o caso do Tofolli (sabidamente homem da ICAR), há pouco alçado a ministro do STF.

Pobre Brasil: um país sem esperanças de mudanças efetivas, para tornar-se uma verdadeira república e democracia. Até uma Concordata com o Vaticano nosso nanico "estadista" assinou.

A clerocracia, pelo visto, está fadada a dominar as nossas massas burras e até algumas que se julgam "letradas", ainda por muito tempo.

Tinha razão José Marti quando escreveu:

Povos mestiços de uma América Mestiça, uma massa escura humilhada e supersticiosa, sem nome, que nascera para abaixar-se, com enorme sentimento de inferioridade, deprimida pela pobreza e pela ausência de perspectiva, com um dia-a-dia medíocre, sem quereres de melhoras, conformada, ignorante e súplice (...)

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