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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

"GUAXEBA DE FARDA" - Comandante-geral da PM de Rondônia é acusado de violência doméstica e dirigir embriagado


Ao longo do ano de 2025, Regis Braguin, à frente da PM, protagonizou uma série de ações violentas e injustas contra o movimento camponês em geral, e contra a LCP, em particular.

por Redação de AND
30 de dezembro de 2025·

Comandante Geral da PM/RO Régis Braguin, inimigo declarado dos camponeses. Foto: PM/RO

O coronel e comandante-geral da Polícia Militar (PM) de Rondônia, Regis Braguin, foi acusado de dirigir embriagado com um veículo oficial e, não bastasse, de violência doméstica. 

Tais acusações vieram à tona no dia 29 de dezembro, na Assembleia Legislativa do estado, em sessão extraordinária. A acusação de violência doméstica, inclusive, foi apresentada por outro policial, Fernando Silva, dias antes, durante uma audiência pública em que se debatia as punições administrativas aplicadas contra praças da corporação por litígios salariais.

“Essa Casa recebeu uma denúncia e acho que é necessária uma manifestação quando o vereador Fernando Silva apresentou um Boletim de Ocorrência do coronel Braguin de violência contra mulher”, introduziu a questão o deputado Ismael Crispin, na sessão plenária. “O que as mulheres do nosso Estado de Rondônia estão pensando agora? Porque quem tem a obrigação de proteger tem em seu comando alguém com registro de tal natureza”. 

A denúncia expressa a pugna reacionária no interior da corporação e na segurança pública do estado. Vários deputados tomaram a palavra para exigir do governador bolsonarista Marcos Rocha uma medida administrativa contra Braguin, que jacta-se por ter como inimigo número um a Liga dos Camponeses Pobres (LCP); já um deputado, aliado de Braguin, o defendeu da acusação de agressão doméstica, mas com péssimos argumentos: “Foi no calor da emoção”.

Ao longo do ano de 2025, Regis Braguin, à frente da PM, protagonizou uma série de ações violentas e injustas contra o movimento camponês em geral, e contra a LCP, em particular. No dia 12 de novembro, na Operação “Godos”, tropas especiais da BOPE, sob a responsabilidade de Braguin, incursionou na área Tiago Campin dos Santos, em Nova Mutum Paraná, e executou o camponês identificado como Elias, residente da localidade e ativista da luta pela terra; sua esposa também ficou ferida. Em outra operação, em 8 de agosto, as mesmas tropas de Braguin invadiram a área Valdiro Chagas e executaram o camponês Raimundo Nonato, ativista recém-iniciado da LCP, e promoveram destruição de barracos das massas camponesas.

O conflito na área é ocasião constante para as bravatas do ainda comandante-geral da PM-RO, que costuma gravar pequenos vídeos para sua autopromoção e pretendendo carreira política eleitoral. Nesses vídeos, Braguin qualifica o movimento camponês de “terrorista”, “criminoso”, “organização criminosa” e compara a LCP ao Comando Vermelho e ao PCC. 

Enquanto isso, as tropas da PM de Braguin são reconhecidas, tanto pelos camponeses como por investigações das instituições do velho Estado, como frequentemente vinculadas à pistolagem e grupos de matadores a soldo de latifundiários e outros criminosos, como foi publicizado pela Operação “Amicus Regem”, do Ministério Público Federal. O próprio sobrinho do latifundiário “Galo Velho”, João Martins, admitiu em entrevista ao AND que contratara policiais militares como “seguranças”, e que, se houvesse ilegalidades, as quais admitiu possíveis, seria problema da “Corregedoria”.

Para além dos ataques à luta pela terra que se desenvolve no estado, dados do Observatório Estadual de Segurança Pública apontam que, entre janeiro e novembro de 2025, 35 pessoas morreram em decorrência de intervenções policiais em Rondônia, contra 7 no mesmo período de 2024. A violência da PM-RO, sob comando do ora eticamente questionado Regis Braguin, cresceu de 400%.

A LCP, em pronunciamento sobre uma das operações policiais realizada sob comando de Braguin, afirmou que “o próprio comandante da PM”, referindo-se a Braguin, “é expressão maior do que há anos denunciamos”; e que “Braguin é um guaxeba de farda perseguidor dos camponeses”. Procurado pela reportagem de AND, Régis Braguin não se pronunciou até o momento.

https://anovademocracia.com.br/comandante-pm-rondonia-violencia-domestica/

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